Translate

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Prefeitura do Rio utiliza verba destinada à Comlurb para quitar fornecedores

Com a analise da Evolução da Remuneração do Gari fica evidente que em algum momento será necessário empregar esforços repensar a questão da remuneração dos empregados, especialmente os benefícios não obrigatórios existentes em acordo coletivo, visando a redução do que já se pode chamar de "custo Comlurb".
Remanejar orçamento de pessoal para custeio sem uma poliótica séria e eficaz na contenção de despesas com pessoal visando a redução do "custo comlurb" é realmente arriscado pois aproxima do presente um futuro incerto.


Por Raphael Fernandes - 15 de agosto de 2019 


A Prefeitura do Rio de Janeiro tem utilizado dinheiro que deveria ser destinado à folha de pagamento dos funcionários da Comlurb, empresa de limpeza urbana da cidade, para pagar fornecedores. De acordo com levantamento, são mais de R$ 64 milhões previstos para a quitação de salários e despesas obrigatórias que foram gastos em outros pagamentos.

Na última segunda-feira (12/08), foi publicado no Diário Oficial do Município que R$ 26.056.831,48 deixaram o caixa destinado ao gasto com a Comlurb e foram usados para o pagamento de remoção e transporte de resíduos sólidos e urbanos.

Já em 31/07, foi divulgado no Diário Oficial que R$ 1.688.149,33 também saíram desta reserva, enquanto que R$ 16.048.256,13, que seriam destinados a despesas obrigatórias e outros custeios, foram utilizados para a manutenção de um aterro sanitário.

No dia 28/06, por sua vez, outros R$ 20.264.475,33 também foram usados para pagar fornecedores referentes à manutenção de um aterro sanitário.

A ‘artimanha’ chamou a atenção dos vereadores. ”Isso indica o pagamento de notas. Está pagando faturas que são iguais, permanentes e contínuas que precisam ser pagos. Então, os valores vão se repetir. Na verdade, dinheiro de pagamento de pessoal é dinheiro ‘sagrado’. A comissão de orçamento está se debruçando sobre todos estes números para que possamos entender o que está acontecendo com a Prefeitura”, disse a vereadora Rosa Fernandes (MDB).

Os 22 mil servidores da Comlurb estão com salários em dia. Apesar disso, a ação da Prefeitura, mesmo não sendo ilegal, pode gerar problemas futuros.

”Este tipo de reorganização orçamentária não é ilegal, o prefeito tem algum grau de flexibilidade para reorganizar os recursos do orçamento. Não é usual você ter recursos sendo retirados de folha, de pagamento de pessoas, para o pagamento de fornecedores. Ainda mais nessa magnitude. Estamos falando de R$ 20 milhões a cada mês saindo da Comlurb para o pagamento de fornecedores. Em algum momento, talvez os rearranjos não sejam possíveis e algumas despesas podem começar a atrasar”, destacou o economista Daniel Sousa.

A Prefeitura do Rio informou que ”os remanejamentos fazem parte de um plano de medidas para ajustar o orçamento da Comlurb”.

Nenhum comentário: