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quinta-feira, 4 de abril de 2019

O milagre da multiplicação de secretarias!


fenômeno da patronagem partidária tem sido encarado na literatura como instrumento de recompensa a redes de apoiadores e clientelas, e como estratégia para a formação e manutenção de coalizões. Nessa chave teórica, a patronagem é entendida como mecanismo de troca particularista entre patrões (individuais ou coletivos), que oferecem recursos públicos ou o acesso a eles,  e redes de clientes (apoiadores, eleitores etc.), que em troca têm a oferecer sua militância ou, ao menos, seu voto.

Porém...

Não adianta criar secretarias para vende-las no mercado da patronagem se existe uma crônica inépcia em articular, negociar, decidir e, pior de todos, gerir. 





Em processo de impeachment, Crivella recria duas secretarias
Pastas do Turismo e Meio Ambiente foram reativadas, após acordo da prefeitura com o PP


RIO — Em meio ao processo de impeachment, o prefeito Marcelo Crivella recriou nesta quinta-feira duas secretarias em um acordo com o Partido Progressista (PP) já pensando em uma candidatura a reeleição em 2020.

O ex-ministro do Trabalho no governo de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Jobim, foi nomeado secretário de Turismo. A pasta assumirá parte das funções da Riotur. A nova pasta foi criada com 11 cargos de confiança. O ex-vereador e ex-secretário de Administração , Marcelo Queiroz, foi para a Secretaria de Meio Ambiente. A pasta foi criada com a perda de funções da Secretaria de Conservação.

Queiroz foi escolhido após o deputado Dionísio Lins não aceitar a vaga. O PP tem apenas dois vereadores na Câmara do Rio. Vera Lins e Marcelino de Almeida. Vera votou contra a abertura do processo de impeachment de Crivella e Marcelino a favor. Também nessa quarta, o ex diretor de informática do Datasus Guilherme Telles Ribeiro para presidir o Datasus.





Na Câmara do Rio, o presidente Jorge Felippe (MDB) indeferiu o pedido de Teresa Bergher (PSDB) para que Paulo Messina (Pros) saia da comissão processando contra Crivella. Ela alegou que Messina não poderia participar porque teria participado da discussão da ampliação por sete anos dos contratos com as empresas que exploram o mobiliário urbano do Rio. Messina nega ter analisado a documentação. Jorge Felippe diz que a escolha por sorteio seguiu parâmetros legais.

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