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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Garis aceitam proposta da Comlurb, cancelam a greve e terão reajuste de 4,7% nos salários

Garis aguardam acordo entre a Comlurb e o TRT — Foto: Janaína Carvalho/G1
Garis aguardam acordo entre a Comlurb e o TRT — Foto: Janaína Carvalho/G1

Os garis do Rio de Janeiro aceitaram a proposta da Comlurb que prevê um aumento de 4,7% apenas no salário dos trabalhadores, mantendo o vale alimentação e outros benefícios congelados.

O acordo, que foi aprovado em assembleia da categoria, põe fim na greve dos trabalhadores - a paralisação estava suspensa desde sexta. A proposta garante que até agosto todos os funcionários da empresa estarão contemplados pelo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).
A proposta foi apresentada pelos diretores da empresa de coleta de lixo do município durante mais um encontro no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (29).
A Comlurb ofereceu 4,7% de aumento, que incidem somente sobre o salário, mas tem reflexos no 13º, nas férias e na aposentadoria dos trabalhadores. A proposta anterior, rejeitada pelos funcionários, era de 4% de forma geral, contemplando salários e benefícios. O acordo também foi divulgado nas redes sociais da Comlurb.
Para a empresa, as duas propostas não terão diferença financeira, visto que as duas ofertas significam o mesmo custo no orçamento.
Além do reajuste, estão garantidos os pagamentos dos dias parados, o adicional de insalubridade de Apas, Vigias e ASGs retroativo a março deste ano (mediante aferição da insalubridade), e a implantação completa do novo PCCS até agosto, retroativo a outubro de 2018.
Para o presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas em Asseio do Município do Rio (Siemaco-Rio), Manoel Martins Meireles, o acordo foi positivo para a categoria e os trabalhadores saíram satisfeitos da assembleia que confirmou o fim da greve.
"A categoria aceitou a segunda proposta da Comlurb e acabou a grave. Já nesta terça-feira, vamos assinar o acordo. A categoria ficou satisfeita. Alguns até levantaram a possibilidade de aceitar os 4% para tudo (salários e benefícios), mas a maioria resolveu seguir por esse caminho. Foi bom para todos", comentou Manoel Martins.
Garis entraram em greve na sexta-feira.

Parte dos trabalhadores da Comlurb deu início a uma paralisação no começo da madrugada de sexta-feira (26). Como consequência, em vários pontos do Rio, o lixo começou a se acumular pelas calçadas. Os principais bairros afetados foram Tijuca, Méier, Bangu e Campo Grande.
Os garis pediam um reajuste de 10% no salário e nos benefícios. Na pauta de reivindicação também tinha o adicional de insalubridade para agentes de preparação de comida, vigias e auxiliares de serviços gerais.
No final da sexta-feira, os trabalhadores estiveram no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro para tentar um acordo com os diretores da empresa.
A primeira proposta da Comlurb foi de 4% de aumento no salário e nos benefícios. Durante a reunião, os representantes da empresa alegaram que não teriam como aumentar os valores, mas poderiam flexibilizar a proposta. A ideia seria retirar o pacote de benefícios do aumento e crescer um pouco o reajuste salarial.
Diante da possibilidade de negociações, os trabalhadores concordaram em suspender a greve até a próxima reunião com os patrões.
Nesta segunda-feira (29), novamente no Tribunal Regional do Trabalho, os diretores da Comlurb apresentaram a nova proposta de 4,7% de aumento, que incidem somente sobre o salário, mas tem reflexos no 13º, nas férias e na aposentadoria dos trabalhadores. A oferta deixava de fora os benefícios, como auxílio creche, vale alimentação e outros.
Faltava ainda uma reunião dos trabalhadores para confirmar a vontade da maioria e garantir legalmente o acordo. Uma assembleia foi formada em frente ao Tribunal Regional do Trabalho, onde a categoria decidiu pelo fim da greve.

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