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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Engenharia de Valor e Análise de Valor





O objetivo da engenharia de valor é reduzir custos e prevenir eventuais custos desnecessários antes de produzir o produto ou serviço. Assim, ela busca eliminar custos que não agregam valor ao produto ou serviço. Já a análise de valor faz a mesma coisa, porém trata dos custos depois que o produto ou serviço é iniciado.

Os mais modernos programas de engenharia de valor são realizados por equipes multidisciplinares. A equipe estuda a função de cada componente do produto e seus custos, verificando quais elementos podem ser eliminados e quais elementos possuem funções similares que poderiam ser desempenhadas por único elemento. 


Em outras palavras, a equipe busca reduzir o número de componentes num produto (ou o número de processos num serviço), estuda a utilização de componentes mais baratos, bem como busca simplificar os processos.

O Valor da Água de Coco


O valor de um produto ou serviço tem relação com os seus atributos tangíveis e intangíveis e o seu preço.  Uma boa gestão deve buscar eliminar tudo que não agrega valor, ou seja, atributos não percebidos pelo cliente ou processos que elevam desnecessariamente o preço.


O conceito de valor fica evidente com uma brincadeira sobre a venda de água de coco:

Um feliz empreendedor inicia um pequeno negócio de venda de água de coco natural na praia e decide oferecer seu produto a R$5,00

Inicia sua operação oferecendo ao cliente a oportunidade de buscar o coco subindo no coqueiro. Poucos clientes apareceram. Certamente R$5,00 para subir em um coqueiro e colher seu próprio fruto não era algo tão atrativo.

Na semana seguinte nosso colega empreendedor contratou um ajudante para coletar o fruto e oferece-lo em um quiosque recém-construído. Que bom! Um cliente apareceu, mas desistiu ao saber coco estava quente e que ele mesmo teria que abrir o furo.

No nosso colega empreendedor então contratou o fornecimento diário de gelo para uma considerável caixa térmica comprada de um colega. Decidiu também contratar outro ajudante para abrir o furo e fornecer canudinhos!

O preço continua R$5,00.

A coisa começou a bombar!!!! Os cocos começaram a sair. Finalmente a receita superava a despesa com os ajudantes e os insumos adquiridos. Aliviado, nosso empreendedor começou a fazer contas e planos de oferecer um melhor serviço!

Decidiu então oferecer ao cliente cadeiras de praia e contratou um novo ajudante para levar a agua de coco onde o cliente estivesse sentado! As vendas ainda estavam acontecendo, sacrificou um pouco a receita aumentando a despesa, mas pelo menos estava deslumbrando o cliente!

O preço continua R$5,00.

O empresário do ramo de hidratação pública praiana ficou empolgado! Além da cadeira de praia e a água servida na areia, vamos oferecer uma barraca e massagem no pé para cada cliente!
O preço continua R$5,00. Nossa política é essa!

Todavia, vocês não imaginam como aumentam as despesas contratando massagistas para os pés dos clientes! Não estamos conseguindo pagar nossos empregados e fornecedores apesar da clientela fiel!
Muito chateado, nosso empresário do ramo de hidratação pública praiana, promoveu um downsizing, vendeu as barracas e as cadeiras para um colega, e voltou a vendeu um coco gelado, aberto com canudinho no quiosque da praia!

O preço continua R$5,00. Mas agora as contas estão pagas e dá até para abrir um segundo quiosque... Mas em uma praia distante!

Analisando:

Tentar vender a R$5,00 um coco quente, sem furo sem canudinho e ainda forçando o cliente a coletar o fruto no coqueiro certamente oferece poucos atributos tangíveis e intangíveis que justifiquem o preço. O produto tem pouco valor!

Por outro lado, manter o preço a R$5,00, com cadeira, mordomia e massagem no pé, aumentam consideravelmente os atributos tangíveis e intangíveis. O valor vai lá às alturas, mas arrebenta com as contas!  


O caminho do meio, oferecendo a R$5,00 um coco gelado, com furo, canudinho no balcão do quiosque parece ser onde o cliente atribui um valor aceitável para a relação de atributos tangíveis e intangíveis e o preço do produto. É possível satisfazer o cliente e equilibrar as contas!




Palestra Gustavo Puppi sobre Análise de Valor

Palestra sobre Engenharia de Valor e Análise de Valor


Palestra sobre a necessidade de aplicar Engenharia de Valor e Análise de Valor como forma de questionar procedimentos consolidados e conceitos sedimentados que, pela constante mudança do ambiente e cenários, podem não mais oferecer  atributos tangíveis e intangíveis e/ou oportunidades de redução de custos, ou seja, que deixaram de agregar valor ao serviço oferecido ao cidadão carioca.



terça-feira, 11 de julho de 2017

Mutirão de limpeza recolhe 30Kg de lixo nas Ilhas Cagarras



Um mutirão de limpeza retirou 30Kg de lixo nas Ilhas Cagarras, a cinco quilômetros de Ipanema, na zona sul do Rio. O material recolhido será levado para a comunidade de pescadores de Copacabana, que irão reciclar os resíduos. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Casa de Banho de Dom João VI

A Casa de Banho de Dom João VI, na cidade do Rio de Janeiro, é um casarão do início do século XIX de nove cômodos e alpendre, de propriedade do negociante de café Antonio Tavares Guerra. A construção adquiriu certa fama por D. João VI, após a instalação da família real portuguesa no Rio de Janeiro, ter a usado para tomar banhos de mar na região, atual bairro do Caju, que, à época, desfrutava de uma paisagem natural intocada.

 Os banhos de mar de D. João VI foram uma recomendação médica para curar a infecção da mordida de um carrapato. Além disso, à época, o trajeto percorrido da residência da corte no Paço de São Cristóvão até o Caju era concluído sem dificuldades.

Em 1938, o casarão foi tombado pelo IPHAN. Entretanto, como não abrigava nenhuma instituição, acabou sendo ocupado por um grupo de pessoas. Décadas depois, em 1961, já no governo de Carlos Lacerda, a construção foi desocupada. Mas continuou sem utilidade e, por mais de uma vez, quase desabou.

Em 1979, o escritor Rubem Fonseca, então diretor da Fundação Rio, sugeriu que a casa se transformasse em centro de artesanato. Todavia, o plano não foi adiante.

No ano de 1985, foram iniciadas obras de restauração do imóvel. As obras foram finalizadas, o casarão voltou a ser como era nos tempos de glória, mas seguiu sem função e três anos depois foi ocupado por uma família sem-teto.

Na década seguinte, em 1996, foi feita uma nova restauração, com financiamento da COMLURB em parceria com a Região Administrativa da Zona Portuária, e passou a ser o Museu da Limpeza Urbana, ganhando função e valorização.  No entanto, em 2012, o museu foi fechado para visitação devido à falta de segurança no bairro do Cajú.

O casarão resiste ao tempo pronto para ser útil em alguma nobre função.  Em seu interior, jaz o acervo histórico da Limpeza Urbana aguardando pacientemente por um novo momento de valorização cultural. 








Antiga carrocinha de lixo

Acervo guardado no interior do casarão

sábado, 1 de julho de 2017

Rio 2020 mais solidário e mais humano - Extrato para a Comlurb

Ao contrario de anteriores Planejamentos estratégicos da Cidade do Rio de Janeiro, a versão do atual governo, Rio 2020 mais solidário e mais humano, deixa explicita duas metas para a COMLURB e apresenta iniciativas onde a Companhia tem participação considerável.
Metas para a Comlurb
  • Reduzir em 27%, até 2020, a quantidade de resíduos sólidos dispostos em aterros sanitários.
  • Aumentar para 13%, até 2020 ,o volume de resíduos segregados para reciclagem e compostagem.

Caminho aberto para verdadeiras inovações tecnológicas que estimulem as atividades de reciclagem de matérias primas e fração orgânica dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), ao mesmo tempo em que reduz a disposição de resíduos no aterro sanitário de Seropédica, através da implantação e operacionalização de:
  • Unidade de compostagem de poda;
  • Unidade de biometanização no Caju;
  • Unidade de tratamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Caju;
  • Unidade de tratamento de Resíduos da Construção Civil (RCC) em Gericinó;
  • Unidade de Tratamento Mecânico (UTM) no Caju;
  • Unidade lixo-energia.

Interessante observar que todas são unidades industriais que podem ser projetadas, instaladas e operadas pela iniciativa privada através de Parcerias Público Privadas deixando para a COMLURB a responsabilidade de sua regulamentação e fiscalização.


Planejamento Estratégico 2017 a 2020

Este planejamento Estratégico 2017 a 2020 apresenta a visão de um futuro que não será realizado pois houve a troca de governo no final de 2016.
Vale como documento ilustrativo de um Plano Estratégico e um alerta que o Planejamento Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro não deve ser um plano de Governo, mas sim um Plano de Estado que prescinda das questões políticas eleitorais e represente uma linha contínua de iniciativas para a melhoria do cidadão e da cidade que vive. 

terça-feira, 27 de junho de 2017

As motorizadas



As varredeiras da Sapucaí (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
As varredeiras da Sapucaí (Foto: Rodrigo Gorosito/G1) 
Pelo primeiro ano, mulheres estão operando as varredeiras, pequenos carrinhos que são responsáveis por limpar miudezas que as vassouras não conseguem retirar da pista da passarela do samba. Elas fazem questão de circular nos carrinhos com maquiagem completa, tatuagens falsas e até cílios postiços, tudo para não perder o charme.

A primeira gari que insistiu para que a função deixasse de ser exclusivamente dos homens foi Vanise Garcia Borba, que tem 10 anos de empresa.

“Para mostrar que somos capazes de tudo. Hoje em dia não há mais espaço para o preconceito,” contou Vanise, revelando que sempre sonhou em operar a máquina.

Para operar os aparelhos, elas precisam ter habilitação e passaram por um treinamento específico para operar as máquinas.


“Espero que seja assim sempre”, revelou Jennifer Alves Pereira, que trabalha como gari há oito anos.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Pá Mecânica x Retroescavadeira

“Sentinelas” podem surgir da análise superficial ou ausência de discussão ampla na busca de inovação. Cada novo processo de aquisição deve ser visto como oportunidade de combater sentinelas promovendo uma Engenharia de Valor nas especificações técnicas anteriores.

"O carregamento mecânico dos caminhões basculantes deve ser feito por pá mecânica articulada". Será mesmo? A aversão sobre o uso de uma retroescavadeira não seria um exemplo de ausência de discussão ampla na busca de oportunidades de redução de custos com o mesmo atendimento, ou seja, mais uma sentinela?

Na remoção de terra de um deslizamento os dois equipamentos: a retroescavadeira e a pá mecânica articulada realizaram o mesmo serviço de carregamento de caminhões sem nenhuma diferença aparente de produtividade e qualidade!

Uma discussão mais ampla comparando custos de aquisição ou locação, manutenção, versatilidade, desempenho seria a forma de realmente decidir por este ou aquele equipamento. 

Decidir no sentimento não é possível! Enquanto um afirma categoricamente que a pá mecânica é o melhor equipamento, outro, como eu, tem dúvidas de a maior disponibilidade no mercado e a versatilidade de carregar e escavar não colocaria a retroescavadeira em vantagem.

Afinal de contas, pá mecânica não cava e não puxa... Resíduos eventualmente precisam ser cavados para evitar danos a instalações ou puxados de um talude como uma margem de canal...





Comlurb coleta 177 toneladas de resíduos em comunidades no fim de semana




A Comlurb realizou, neste sábado (24/06), mais uma etapa do programa "Comlurb Comunidades-Limpando Geral". Ao todo, 300 trabalhadores, entre garis, agentes de limpeza, motoristas, operadores de máquinas e gerentes, recolheram 177 toneladas de resíduos sólidos nas comunidades da Vila Eugênia e Muquiço, em Guadalupe, Andaraí (bairro homônimo), todos na Zona Norte, e Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste. Nesses locais, foram roçados 40.700 metros quadrados de mato. A ação teve o apoio de 40 veículos (pás mecânicas, caminhões basculantes, compactadores e poli guindastes e microônibus) e 40 ceifadeiras.

















- A Comlurb sempre esteve presente nas comunidades cariocas. No entanto, ações integradas são necessárias para melhor atender as expectativas das pessoas - disse o presidente da Comlurb, Gustavo Puppi.  

Nas etapas anteriores, quando foram recolhidas 840 toneladas de resíduos sólidos ao todo, o programa beneficiou as seguintes comunidades: Morro da Mineira, Favela Boogie Woogie, Morro do Banco, Complexo do Cesarão, Santa Marta, Aço, Gardênia Azul, Rio D’Ouro, Dr. Miguel Dibo, Morro dos Prazeres, Vila Aliança, São José Operário, Kelson´s e Marcílio Dias. Todas foram selecionadas pelo corpo técnico da Companhia que, por meio de vistorias de rotina, identificou necessidades extraordinárias.

Entre os serviços realizados pelo programa estão limpeza de encostas por rapel, capina, roçada, varrição, limpeza de canaletas, ralos e taludes, e remoção de entulho.

Neste sábado, assim como nas três primeiras edições do "Comlurb Comunidades", depois de concluídos os serviços foi iniciada a fase de conscientização, com apresentações musicais com o Grupo Chegando de Surpresa, formado por garis, e do gari Renato Sorriso. A ação tem como objetivo chamar a atenção da população para os bons hábitos e práticas, e a necessidade de manutenção do grau de limpeza obtido.

Também foram distribuídos panfletos informativos que explicam a forma correta de descartar os resíduos sólidos, onde armazená-lo, e o horário de passagem do caminhão que faz a coleta, entre outras informações.

domingo, 25 de junho de 2017

Comlurb coleta 177 toneladas de resíduos em comunidades no Rio


25/06/2017 às 10h34 - Por Redação SRzd 

Comlurb Comunidades’ já recolheu 1.017 toneladas em quatro edições. Foto: Comlurb
Comlurb Comunidades’ já recolheu 1.017 toneladas em quatro edições. Foto: Comlurb



A Companhia Municipal de Limpeza Urbana – Comlurb colocou no último sábado (26) sua tropa de laranja nas comunidades para mais uma etapa do programa ‘Comlurb Comunidades- Limpando Geral’.

Ao todo 300 trabalhadores, entre garis, agentes de limpeza, motoristas, operadores de máquinas e gerentes, com apoio de 40 veículos (pás mecânicas, caminhões basculantes, compactadores e poli guindastes e microônibus) e 40 ceifadeiras recolheram 177 toneladas de resíduos sólidos em uma ação coordenada das unidades de pronto-emprego da empresa para solucionar demandas extraordinárias nas comunidades da Vila Eugênia e Muquiço, em Guadalupe, Andaraí, no bairro homônimo, todos na Zona Norte, e a Vila Vintém, em Padre Miguel, na Zona Oeste. Foram roçados 40.700m2 de mato nessas comunidades.

Nas etapas anteriores, quando foram recolhidas 840 toneladas de resíduos sólidos ao todo, o “Comlurb Comunidades – Limpando Geral” beneficiou as seguintes comunidades Morro da Mineira, Favela Boogie Woogie, Morro do Banco, Complexo do Cesarão, Santa Marta, Aço, Gardênia Azul, Rio D’Ouro, Dr. Miguel Dibo, Morro dos Prazeres, Vila Aliança, São José Operário, Kelson´s e Marcílio Dias. Todas foram selecionadas pelo corpo técnico da Companhia que, por meio de vistorias de rotina, identificou necessidades extraordinárias.

“A Comlurb sempre esteve presente nas comunidades cariocas. No entanto, ações integradas são necessárias para melhor atender as expectativas das pessoas”, disse o presidente da Comlurb, Gustavo Puppi. 

Dentre os serviços realizados estão a limpeza de encostas por rapel, capina, roçada, varrição, limpeza de canaletas, ralos e taludes, e remoção de entulho. O efetivo empregado foi 300 garis, assistentes e operadores de máquinas, que utilizaram, entre outros, ceifadeiras, caminhões compactadores, basculantes e pás mecânicas.

Assim como nas três primeiras edições do ‘Comlurb Comunidades’, depois de concluídos os serviços teve início a fase de conscientização. Nela aconteceram apresentações musicais com o Grupo Chegando de Surpresa, formado por garis.

Para chamar a atenção da população para os bons hábitos e práticas, e a necessidade de manutenção do grau de limpeza obtido, Renato Sorriso esteve presente com sua simpatia e samba no pé. Também foram distribuídos panfletos informativos que explicam a forma correta de descartar os resíduos sólidos, onde armazená-lo, e o horário de passagem do caminhão que faz a coleta, por exemplo.

Comlurb Comunidades’ já recolheu 1.017 toneladas em quatro edições. Foto: Comlurb
Comlurb Comunidades’ já recolheu 1.017 toneladas em quatro edições. Foto: Comlurb


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Comlurb já recolheu 40 toneladas de gigogas na orla da Zona Oeste do Rio


Ao todo, 30 garis atuaram nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes

As gigogas foram arrastadas para a praia após temporal que atingiu a cidade Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
As gigogas foram arrastadas para a praia após temporal que atingiu a cidade - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

 
POR GUSTAVO GOULART / GUILHERME RAMALHO 23/06/2017

RIO - A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) já recolheu 40 toneladas de gigogas na Orla da Zona Oeste, um tipo de planta que tem a função de limpar o ambiente e se multiplica em locais poluídos. Ao todo, 30 garis atuaram nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes. O escoamento das plantas, que se proliferam nas lagoas da região devido ao esgoto in natura lançado nas águas, foi provocado pelo rompimento da ecobarreira na Lagoa da Barra da Tijuca, no Itanhangá.

Junto com as gigogas, navegaram pelas lagoas da região um sem número de lixo dispensados por uma população que não para de crescer na Baixada de Jacarepaguá: no meio das plantas foram encontrados troncos de madeira, galhos de árvores, baldes de plástico, um grande número de garrafas pet, sandálias de borracha, colchão, travesseiros, recipientes plásticos de cozinha e de armazenamento de óleo de motor de carros, latas lixo, frascos de desodorantes, pedaços de isopor, bolas de couro e de plástico, tupperwares, frascos de aerosol, garrafas de vidro e de plástico e até um pedaço da ecobarreira que se rompeu dando início ao vazamento.

Os trabalhos, iniciados às 7h de quinta-feira, contaram com o apoio de uma pá mecânica, um poli guindaste, dois caminhões basculantes, um trator de praia e duas caçambas metálicas. De acordo com a Comlurb, o serviço seguirá enquanto as plantas continuarem a chegar na praia.

O biólogo Mário Moscatelli fez um sobrevoo na manhã desta quinta-feira na região da Barra da Tijuca e da Baixada de Jacarepaguá e observou a origem de problemas antigos que afetam toda aquela parte da Zona Oeste. Segundo ele, os rios Marinho e Das Pedras, os arroios Pavuna, Pavuninha, Fundo e Canal do Anil estão assoreados. Ele alertou para o risco de deterioração permanente na região se nada for feito de imediato.


Funcionários da Comlurb recolhem as gigogas da areia da Praia da BarraFoto: Gabriel Paiva / Agência O Globo
— Todos esses rios transbordaram e lançaram no sistema lagunar seguimentos, gigogas e lixo. Isso é fruto da ocupação desordenada e da falta de saneamento. Chamou a atenção uma cena no Arroio Fundo, próximo à Cidade de Deus (CDD). Havia uma montanha de lixo de quatro a cinco metros de altura sendo mexida por uma retroescavadeira. A CDD tem sistema de coleta de lixo regular. Vejo isso. E se mesmo assim o lixo é acumulado às margens do arroio é sinal de que os moradores são incivilizados, a coleta é insuficiente ou a quantidade de equipamentos para receber o lixo também é insuficiente. Ou todas as respostas podem ser verdadeiras.

Moscatelli também fotografou inundações em condomínios e favelas em Vargem Grande e em Vargem Pequena. E também em condomínios próximos ao Canal do Portelo. Este e o Canal Cortado estavam obstruídos por vegetação aquática.

— O Canal do Portelo, por exemplo, é responsável pela drenagem das águas do Maciço da Pedra Branca em direção à região dos campos da Sernambetiba, que inclui as áreas de Vargem Grande e Vargem Pequena. É como se alguém jogasse água numa varanda e não tivesse dreno para ela escoar. Com o crescimento urbano desordenado o solo fica impermeabilizado. Vi gente utilizando entulho de todo tipopara ser usado no crescimento urbano — apontou.


Equipes da Comlurb fazem limpeza na Praia da Barra, infestada por gigogas, plantas que se proliferam em locais poluídosFoto: Reprodução / Mario Moscatelli

Para o biólogo, o que está acontecendo no Canal de Sernambetiba é um crime ambiental que põe em risco a Praia da Macumba.

— Canal da Sernambetiba drena a água que vai para a Praia da Macumba. E vi que a praia já está com os dias contados. Está muito assoreado o canal. Este não é um país sério. Isso um ano após os Jogos Olímpicos. Foram gastos no evento R$ 40 bilhões e não sobrou nada para os legados em meio ambiente. E só tende a piorar. As autoridades de todas as esferas de poder não querem fazer nada. Querem usar até acabar. Então, aviso que vai acabar. O principal ativo ambiental e econômico do Rio são as praias. Estamos na metrópole do século XXI com o pensamento de uma população do Brasil colônia do século XVIII. Se não tiver a participação da sociedade para mudar esse quadro nem se tivéssemos um governo sueco vai dar jeito — alertou.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Comlurb recolheu 640 toneladas de lixo após as chuvas


Companhia pede que população faça o descarte correto do lixo domiciliar
 
POR O GLOBO 22/06/2017 3:50 / atualizado 22/06/2017 7:57

De acordo com a companhia, foram deslocados 390 homens e 42 veículos para os bairros que receberam maior volume pluviométrico - Gabriel de Paiva / Agência O Globo

RIO - A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) recolheu 640 toneladas de lixo desde segunda-feira, quando a cidade enfrentou fortes chuvas e entrou em estágio de atenção, o segundo nível em uma escala de três, o que significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas.

De acordo com a companhia, foram deslocados 390 homens e 42 veículos (caminhões compactadores, basculantes, pipas e pás mecânicas) para os bairros que receberam maior volume pluviométrico, como Barra da Tijuca, Tijuca, Lagoa, Botafogo, Rio Comprido e Maracanã. Apenas na quarta-feira, foram recolhidas 440 toneladas de resíduos sólidos.

A Comlurb pede a colaboração da população no descarte correto do lixo domiciliar: "Solicitamos, se possível, que, em caso de chuvas fortes, aguardem a passagem dos caminhões de coleta e entreguem seu lixo diretamente aos garis, principalmente se for lixo ensacado".

O temporal de quarta-feira deixou cariocas reféns em meio ao caos no trânsito provocado por alagamentos, queda de árvores e deslizamentos. Houve inundações em 15 bairros, deixando pessoas e carros ilhados.

'BUEIROS ENTUPIDOS SÃO GRANDES VILÕES DOS ALAGAMENTOS'

Em apenas algumas horas de terça-feira, choveu mais do que o esperado para o mês de junho em pelo menos onze bairros da cidade, segundo dados do Alerta Rio. A prefeitura alegou que o volume de água da chuva, somado a uma ressaca e à maré cheia, foi responsável pelos alagamentos registrados terça-feira, principalmente na Zona Sul e na Grande Tijuca. Mas especialistas ouvidos pelo GLOBO não acreditam que São Pedro seja culpado pelo caos que, mais uma vez, parou a cidade. Segundo engenheiros da Uerj e da Coppe/UFRJ, o principal motivo foi um problema crônico: falta de manutenção do sistema de drenagem. Em outras palavras, bueiros entupidos.

"Minha referência"

"Minha Referência"!

Era assim que Pedro Tibúrcio sempre iniciava qualquer conversa comigo! Como não ficar encabulado quando alguém que tem de trabalho na empresa o mesmo tempo que você de vida te chama assim diante de todos? 








domingo, 11 de junho de 2017

Prefeitura do Rio levará pacote de serviços a comunidades através da Comlurb



  


A Prefeitura do Rio, por meio da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – Comlurb, realizou no último sábado (10) mais uma etapa do programa “Comlurb Comunidades – Limpando geral”, que vai levar pacotes de serviços da empresa para comunidades da cidade.

A iniciativa busca reforçar a presença do Município nestas áreas. Na ação, que utilizará 310 funcionários e 40 veículos, a Comlurb integrará suas unidades de pronto-emprego para solucionar demandas extraordinárias em pontos específicos de cada região.

O Comlurb Comunidades – Limpando Geral terá edições em todos os sábados de junho. Em sua segunda etapa, a ação vai beneficiar as seguintes localidades: Santa Marta, em Botafogo (Zona Sul); Aço, em Santa Cruz (Zona Oeste); Gardênia Azul, em Jacarepaguá (Zona Oeste); e Rio D’Ouro e Dr. Miguel Dibo, ambas em Irajá (Zona Norte). Todas foram selecionadas pelo corpo técnico da Companhia que, por meio de vistorias de rotina, identificou necessidades extraordinárias.

“A Comlurb sempre esteve presente nas comunidades cariocas. No entanto, ações integradas são necessárias para melhor atender as expectativas das pessoas”, analisa o presidente da Comlurb, Gustavo Puppi.



A primeira edição do programa Comlurb Comunidades – Limpando geral recolheu cerca de 230 toneladas de resíduos no Morro da Mineira, no Catumbi, na Favela Boogie Woogie, na Ilha do Governador, também na Zona Norte; e no Morro do Banco, no Itanhangá, e localidades do Complexo do Cesarão, em Inhoaíba, na Zona Oeste. Cerca de 300 homens e mais de 40 veículos tomaram parte na etapa.

Dentre os serviços que serão realizados, estão a limpeza de encostas por rapel, capina, roçada, varrição e remoção de entulho. O efetivo empregado será de 300 garis, assistentes e operadores de máquinas, que utilizarão, entre outros, caminhões compactadores, basculantes e pás mecânicas.

Com tudo devidamente limpo e equacionado, serão empregadas ações de conscientização, por meio de apresentações musicais do Grupo Chegando de Surpresa, formado por garis, para chamar a atenção da população para os bons hábitos e práticas, e a necessidade de manutenção do grau de limpeza alcançado. Também serão distribuídos panfletos informativos que explicam a forma correta de descartar os resíduos sólidos, onde armazená-lo, e o horário de passagem do caminhão que faz a coleta, por exemplo.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Calçado de Segurança para quem trabalha se deslocando em logradouro

Não são somente procedimentos, conceitos, rotinas que são sentinelas que continuam sendo feitas porque passaram a serem consideradas verdades inquestionáveis. Especificações técnicas na compra de materiais ou contratação de serviços também podem gerar interessantes sentinelas!

De forma semelhante ao conceito de “orçamento base zero” onde “cada item do orçamento precisa ser explicitamente aprovado, e não apenas as alterações em relação ao ano anterior”, pode-se considerar uma boa prática fomentar algo como “especificação base zero”, onde cada especificação de compra de material ou contratação de serviço deveria ser explicitamente aprovada, e não somente uma repetição ajustada da especificação anterior.

Como a cada dia novos materiais surgem e novos designs são produzidos, qualquer frase do tipo “já foi testado em anos anteriores” ou “sempre foi assim” deveria ser no mínimo evitada!

Todo novo processo de compra de material ou contratação de serviço é um bom momento para questionar verdades inquestionáveis, buscar as sentinelas!

Para a aquisição de Equipamentos de Proteção Individuais EPIs e Coletivos EPCs, por exemplo, deve haver uma criteriosa Análise de Valor dos atuais equipamentos discutida com a participação do usuário na busca de inovação; então se devem adotar protocolos confiáveis de testes em campo e, principalmente, incorporar a dimensão conforto às tradicionais discussões de custo e níveis de proteção.

Foi assim com a especificação técnica do calçado que passou de um calçado de segurança indicado para trabalho estático em ambiente fabril para um novo CALÇADO DE SEGURANÇA de microfibra impermeável com palmilha anti perfurante, não metálica, em múltiplas camadas de fibras, em 100% poliéster, com trato de cerâmica de alta tenacidade e espessura de 3,5 (+/- 0,2) mm.  



Após uma pesquisa de satisfação dos usuários obteve-se as estatísticas acima, vale destacar a excelente aceitação de 84,83%, sobretudo na atividade de coleta domiciliar em que a aprovação foi de 100%. Outros pontos devem ser destacados:

1º O calçado em microfibra é hidrorepelente, ou seja, não perde sua impermeabilidade quando submetido a longos períodos de chuva, o mesmo não acontece com o calçado antigo que é hidrofugado e quando submetido a longos períodos de chuva perde essa camada de proteção, e consequentemente sua impermeabilidade.

2º Os calçados em microfibra são mais leves e confortáveis sem comprometer a seguranças dos empregados, trata-se de uma adequação ergonômica em busca de reduzir os afastamentos por lesões osteomusculareses.

3º Atualmente a Comlurb fornece dois pares de calçados de segurança por ano aos seus empregados, como ao fim do teste os calçados em microfibra ainda estavam em condições de uso e somente 06 amostras foram recolhidas para troca durante o período do teste, conclui-se que a Comlurb poderá fornecer em média 1 par de calçado por ano, o que geraria uma economia média anual de 13%.

4º Os calçados em microfibra possuem resistência a eletricidade, protege os usuários contra choques elétricos e podem ser utilizados por garis que trabalham na atividade de poda e por eletricistas.

Além disso:

É recomendável a substituição do atual coturno utilizado pelos vigilantes pelo calçado de segurança em microfibra como forma de redução de gastos para a Companhia, sem prejuízo para a proteção e saúde dos usuários. O novo calçado indicado é mais barato, mais leve e mais confortável.

O Grupo de Trabalho responsável por propor melhorias nos uniformes e EPIs dos empregados da Companhia indicou a possibilidade de utilização de um calçado mais flexível e resistente à penetração e absorção de água, além de muito leve para quem trabalha se deslocando em logradouro.




Comlurb inova e leva pacote de serviços a comunidades da cidade



09/06/2017 11:08:00












A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) realiza, neste sábado (10/06), mais uma etapa do programa "Comlurb Comunidades - Limpando geral", que vai levar pacotes de serviços da empresa para comunidades do Rio. A iniciativa busca reforçar a presença do município nestas áreas. Na ação, que utilizará 310 funcionários e 40 veículos, a Comlurb integrará suas unidades de pronto-emprego para solucionar demandas extraordinárias em pontos específicos de cada região.

O "Comlurb Comunidades - Limpando Geral" terá edições em todos os sábados de junho. Em sua segunda etapa, a ação vai beneficiar as seguintes localidades: Santa Marta, em Botafogo (Zona Sul); Aço, em Santa Cruz (Zona Oeste); Gardênia Azul, em Jacarepaguá (Zona Oeste); e Rio D'Ouro e Dr. Miguel Dibo, ambas em Irajá (Zona Norte). Todas foram selecionadas pelo corpo técnico da Companhia que, por meio de vistorias de rotina, identificou necessidades extraordinárias.

- A Comlurb sempre esteve presente nas comunidades cariocas. No entanto, ações integradas são necessárias para melhor atender as expectativas das pessoas - disse o presidente da Comlurb, Gustavo Puppi.

A primeira edição do programa 'Comlurb Comunidades - Limpando geral" recolheu cerca de 230 toneladas de resíduos no Morro da Mineira, no Catumbi, na Favela Boogie Woogie, na Ilha do Governador, também na Zona Norte; e no Morro do Banco, no Itanhangá, e localidades do Complexo do Cesarão, em Inhoaíba, na Zona Oeste. Cerca de 300 homens e 40 veículos participaram do trabalho. 

Eentre os serviços que serão realizados neste sábado estão a limpeza de encostas por rapel, capina, roçada, varrição e remoção de entulho. O efetivo empregado será de 300 aris, assistentes e operadores de máquinas, que utilizarão caminhões compactadores, basculantes e pás mecânicas, entre outros equipamentos.

Com tudo devidamente limpo e equacionado, serão empregadas ações de conscientização, por meio de apresentações musicais do Grupo Chegando de Surpresa, formado por garis, para chamar a atenção da população para os bons hábitos e práticas, e a necessidade de manutenção do grau de limpeza alcançado. Também serão distribuídos panfletos informativos que explicam a forma correta de descartar os resíduos sólidos, onde armazená-lo, e o horário de passagem do caminhão que faz a coleta, por exemplo.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Uniforme para proteção da exposição solar e nuvem de partículas


o Grupo de Trabalho responsável por propor melhorias nos uniformes e EPIs dos empregados da Companhia indicou a possibilidade de desenvolvimento de um novo uniforme com fibra sintética garantindo segurança, conforto e, porque não, elegância, para todos os Garis

Ficaram comprovadas as vantagens do uniforme confeccionado com fibra sintética, entre elas: conforto, leveza, estabiliza a temperatura e absorve o suor; fácil lavagem e secagem; não precisa passar, mantem a cor, modelagem e costuras após várias lavagens.Ficou também evidente  que o novo uniforme deveria manter a faixa refletiva e que a blusa fosse de manga longa para proteção à exposição ao sol e dos fiapos de mato da roçadeira.


Em outro momento comprovou também as vantagens do Boné Legionário, entre elas: área da proteção da lateral do rosto, orelhas e nuca, garantia também a visão periférica  e adicionalmente proteção da nuvem de partículas na atividade roçada mecanizada, corte com motosserra ou uso do soprador.

Exemplos de uniformes com blusa de manga comprida, faixas refletivas e boné legionário, alguns confeccionados em fibra sintética são encontrados em uso por trabalhadores de limpeza urbana em outras cidades