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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Prefeitura decide implantar aterro em Seropédica em 2011

Publicada em 25/09/2009 às 00h06m
O Globo


RIO - Depois de mais de uma década de buscas por uma solução para o lixo do Rio - tempo em que a cidade assistiu ao fechamento várias vezes do já saturado aterro de Gramacho, durante a Guerra do Lixo, e à polêmica sobre a implantação de um espaço para a deposição dos detritos em Paciência -, a prefeitura bateu o martelo e implantará em Seropédica, na Baixada Fluminense, o novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da cidade. Ele será gerenciado pela empresa Júlio Simões, vencedora da licitação feita em 2003 para a construção do aterro de Paciência. O novo contrato, que deverá ser formalizado em 30 dias, prevê que a Júlio Simões cobre pelo transporte e pela deposição do lixo os mesmos valores do antigo contrato, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) dos últimos seis anos. O contrato de 2003 previa que a Comlurb pagaria à empresa mais de R$ 1 bilhão em 15 anos pelo descarte.

As alternativas para o lixo do Rio foram enumeradas num relatório feito por um grupo de trabalho criado em janeiro pelo prefeito Eduardo Paes. Formado por representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Urbanismo e Casa Civil, da Comlurb, da Controladoria e da Procuradoria do Município, o grupo estudou quatro opções de novos aterros: além de Seropédica, foram avaliados uma área em Campo Grande, a Cidade dos Meninos (em Duque de Caxias) e o CTR já em funcionamento em Nova Iguaçu. O relatório será publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial.

O terreno em Seropédica faz divisa com fazendas, uma área de pedreira e um pequeno pedaço do bairro do Chaperó. A área fica a oito quilômetros da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O acesso se dá pela Avenida Brasil e pela antiga Estrada Rio-São Paulo. No futuro, o mesmo poderá ser feito ainda pelo Arco Rodoviário do Rio. Localizado em Área de Especial Interesse Sanitário e Ambiental, criada por lei municipal aprovada no ano passado, o terreno já teve seu licenciamento ambiental pedido. A previsão é que o início da implantação se dê no primeiro semestre do ano que vem, começando a operar de fato um ano depois.

O Rio produz diariamente 9.068 toneladas de lixo, sendo que a maior parte (4.298 toneladas ou 47,3%) é domiciliar. O restante reúne lixo público recolhido nas ruas, restos da construção civil, detritos de grandes geradores (como indústrias) e lixo hospitalar. Os detritos são despejados em Gramacho, que recebe a maior quantidade, com 6.471 toneladas por dia (71%), Gericinó (2.111 toneladas ou 23%) e no Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu (486 toneladas ou 6% do total).

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