Diferentes cidades... Mesmas questões...
Cerca de 4 mil estabelecimentos não separam, coletam e destinam corretamente os resíduos.
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Lixo em quadra comercial no Plano Piloto, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução |
Pouco mais de um ano depois de a Lei dos Grandes Geradores começar a valer no Distrito Federal, boa parte dos estabelecimentos da capital que descartam mais de 120 litros de resíduos sólidos por dia ainda descumprem a norma.
Cerca de 4 mil pontos de comércio não descartam o lixo que produzem de forma adequada, segundo levantamento da Agência de Fiscalização do DF (Agefis). O número equivale à metade dos bares, restaurantes e cafés identificados pelo órgão.
No entanto, apenas uma pequena parcela acaba sendo multada pelo descumprimento. No ano passado, foram autuados 74 estabelecimentos – 1,85% do total. O SLU espera regularizar todos os grandes geradores até o fim de 2019.
O correto, de acordo com a norma, é que os estabelecimentos se responsabilizem pela coleta, transporte e destinação do lixo que produzem. Eles devem separar o que é descartado entre orgânico, vidro, reciclável e rejeito – que é tudo aquilo impossível de ser reutilizado, como papel higiênico, fraldas e absorventes.
Os serviços podem ser feito pela própria empresa ou pela contratação de alguma que esteja cadastrada no Serviço de Limpeza Urbana (SLU).
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Funcionário de café na Asa Norte leva lixo reciclável para container do Instituto Ecozinha — Foto: TV Globo/Reprodução |
A alta taxa de inadequação é reflexo da carência de fiscalização efetiva, segundo o presidente do Instituto Ecozinha, Paulo Mello, que desenvolve estratégias empresariais com enfoque na educação ambiental e na preservação do meio ambiente.
"É necessário que o poder público mostre aos grandes geradores que eles são responsáveis pelos resíduos, é isso o que diz a lei. Então, cada um tem que assumir esse compromisso."
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Cozinha de restaurante em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução |
O instituto faz parceria com 70 restaurantes do DF na coleta seletiva. Juntos, eles contrataram empresas especializadas na coleta e reciclagem de cada tipo de material – plástico, vidro e resto de comida.
Na maioria deles, segundo Mello, cerca de 90% do que é descartado é reaproveitado, sendo reciclado ou transformado em adubo. O que, efetivamente, vai para o aterro não enche um saco do modelo preto.
E o morador, onde descarta lixo?
Para residências, a recomendação é separar o lixo entre seco e orgânico e depositá-los em contêineres diferentes, com a identificação adequada, para que o caminhão do SLU faça a coleta corretamente.
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Lixo se acumula em contêiner na comercial da quadra 302/303 Norte nesta segunda (18) |
Os "papa-lixos" também funcionam como coletores de alta capacidade em pontos de grande descarte. O equipamento foi criado para atender à demanda da população que reside em locais de difícil acesso dos caminhões de coleta.
Neles, podem ser descartados todo o lixo doméstico. Vidros, latas e peças pontiagudas e perfurocortantes devem ser embalados cuidadosamente, para não ferir quem trabalha com os materiais.
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Papa-entulho do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília/Divulgação |
Entulhos, podas, materiais recicláveis em grandes quantidades e óleo de cozinha devem ser descartados nos "papa-entulho" espalhados em oito pontos do DF.
Os recicláveis devem ser entregues separados e limpos. Já para o óleo de cozinha, o SLU recomenda que seja levado envasado em frascos, como de amaciante e xampu.
Não são permitidos resíduos domésticos, industriais, de serviços de saúde e eletrônicos, pneus, embalagens de agroquímicos, produtos fitossanitários e óleos lubrificantes, lâmpadas, pilhas e baterias, equipamentos ou materiais que tenham metais pesados, assim como gesso, espelhos, vidros, amianto, tintas, solventes e tonner.
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