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terça-feira, 23 de junho de 2026

Segurança não se improvisa



Há momentos em que a organização acerta justamente por voltar ao essencial. O treinamento prático para os profissionais da coleta, divulgado na campanha Atenção é Proteção, merece esse reconhecimento. Em atividades operacionais de risco, segurança não pode ser tratada como lembrança eventual nem como cartaz de ocasião. Ela precisa ser rotina, repetição e cultura. O mérito da iniciativa está exatamente aí: lembrar que, antes de colocar o serviço na rua, é preciso colocar o trabalhador em condição segura de executá-lo.

Essa convicção não me vem de teoria. Vem da experiência. No tempo em que trabalhei no estaleiro Ishikawajima, a segurança era uma atenção constante e os treinamentos faziam parte do cotidiano. Aquilo me marcou profissionalmente. Não era um adereço de gestão, era parte do modo de trabalhar. Por isso, quando estive à frente da Diretoria de Serviços da Zona Oeste, fazia questão de fomentar treinamentos e reforçar práticas preventivas. Em ambiente operacional sério, treinamento não é luxo. É disciplina básica.

A notícia atual mostra um movimento positivo nessa direção. A Comlurb informa que a campanha reúne ações voltadas à segurança dos profissionais e que o treinamento prático integra esse esforço, reforçando os principais pontos de alerta de cada atividade. Mais que isso: registra a capacitação de 96 turmas, em trabalho conjunto da comunicação com a área de Segurança do Trabalho, e compartilha orientações específicas para a equipe de coleta, com participação de garis da gerência de Bonsucesso. Esse dado é importante porque revela algo além da peça de divulgação: indica escala, continuidade e tentativa de capilarização da mensagem preventiva.

O que vejo aí é uma pequena maré de atenção à segurança em atividades de maior risco. E isso é bom. Muito do acidente de trabalho nasce menos da ausência de equipamento do que da erosão da atenção. A rotina embrutece, a pressa comprime, o costume banaliza o risco. Nessa hora, o treinamento funciona como antídoto. Ele interrompe o automático, recompõe o gesto correto e lembra que a operação tem corpo, tem risco e tem limite. Não por acaso, campanhas desse tipo funcionam melhor quando trazem o chão real da operação para o centro, com participação dos próprios trabalhadores, em vez de se limitarem a instruções abstratas produzidas de longe.

No fim, a segurança de uma organização se revela menos em seu discurso do que em seus hábitos. Quando treinamento vira rotina, a prevenção deixa de ser exceção e começa a se transformar em cultura. Talvez seja isso o mais importante nessa iniciativa: ela não inventa nada mirabolante, apenas retoma uma verdade antiga e frequentemente esquecida por maus chefes apressados — a de que serviço atrasado se recupera, mas trabalhador ferido não se recompõe com a mesma facilidade. Segurança não se improvisa. Se constrói, antes, no treino.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Manual não é burocracia. É proteção.



A divulgação do Manual de instruções técnicas para operação segura com contêiner de alta capacidade merece registro positivo. Há um vício recorrente nas organizações operacionais: imaginar que o profissional já sabe, por intuição ou experiência, o que fazer e como fazer. Esse pensamento é simplório. Em atividades com risco operacional, confiar apenas no costume abre espaço para acidente, improviso e má conduta. O melhor caminho para a segurança — e também para a integridade — é deixar claro, por escrito, o que se espera de cada profissional. O manual divulgado pela Comlurb vai exatamente nessa direção.

A comunicação interna foi objetiva ao informar que o documento traz orientações da Segurança do Trabalho para a operação com contêiner de alta capacidade, que ficará disponível permanentemente no Passaporte e no Portal Corporativo, e que seus procedimentos padronizados devem ser respeitados para a segurança das equipes. Esse ponto é central. Segurança não se faz apenas com boa vontade, atenção difusa ou experiência acumulada. Segurança se faz com procedimento claro, repetível e verificável. Quando o padrão está documentado, reduz-se a zona cinzenta entre “o que eu acho que é certo” e “o que efetivamente deve ser feito”.

Esse raciocínio é o mesmo que já apareceu no próprio Percolado ao tratar do Código de Conduta e Integridade. Lá se dizia, com razão, que sem um código há uma miríade de interpretações sobre o que seja uma conduta íntegra, enquanto o documento uniformiza o comportamento esperado e reduz o risco da indefinição. O que vale para a integridade vale também para a segurança operacional. Um manual técnico bem feito é, no fundo, uma espécie de código de conduta aplicado ao risco físico. Ele diz ao trabalhador, ao gestor e à instituição: aqui não cabe achismo; aqui existe um modo correto de agir.

Há ainda outro mérito na iniciativa: ela reconhece que a operação com contêineres de alta capacidade não é trivial. A própria trajetória da Comlurb com esse tipo de equipamento, testado e incorporado em diferentes contextos ao longo dos anos, mostra que tecnologia e escala exigem aprendizado institucional. Não basta introduzir o equipamento; é preciso cercá-lo de procedimento, treinamento e disciplina de uso. Nesse sentido, a participação dos garis citados no material também tem valor simbólico e prático: aproxima o documento do chão real da operação, em vez de tratá-lo como peça abstrata produzida à distância.

No fim, manuais, cartilhas e códigos não devem ser vistos como ornamento burocrático. Quando bem concebidos, são instrumentos de redução de risco, proteção da equipe e qualificação da conduta institucional. A organização madura não presume saber tácito onde pode haver ambiguidade perigosa. Ela explicita, padroniza e ensina. O manual de operação segura com contêiner de alta capacidade vai na direção certa porque transforma expectativa difusa em orientação concreta. E, em matéria de segurança, quase sempre é isso que separa a rotina controlada do acidente anunciado.




Manual OperacaoSegura ConteineresAltaCapacidade Compressed by Gustavo Puppi

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Minuto de segurança não é perda de tempo


 Há práticas simples que revelam o grau de maturidade de uma organização. O Minuto de Segurança é uma delas. A comunicação interna da Comlurb o define como um breve encontro antes do início das atividades, voltado a reforçar o uso correto de EPIs, os cuidados necessários durante a execução das tarefas e os pontos de atenção de cada operação. Parece pouco. Não é. Em ambiente operacional, um minuto bem usado pode valer mais do que uma hora de improviso depois do acidente.

Esse tipo de prática sempre me marcou profissionalmente. No tempo em que trabalhei no estaleiro Ishikawajima, toda manhã começava com ginástica laboral e, em seguida, cada grupo de trabalho se reunia para lembrar os riscos das tarefas do dia. Do empregado mais novo ao superintendente, todos participavam. Aquilo não era encenação. Era cultura. Por isso, quando estive à frente da Diretoria de Serviços da Zona Oeste, fiz questão de fomentar tanto a ginástica laboral quanto o minuto de segurança.

O mérito da iniciativa atual está justamente em recolocar em circulação uma boa prática que, de tão simples, costuma ser desprezada por chefias apressadas. Há sempre o mau chefe que olha para o serviço atrasado na rua e conclui, com sua pressa míope, que prevenção é perda de tempo. Não percebe que essa pequena pausa inicial organiza a atenção, reduz a zona cinzenta e lembra ao trabalhador que segurança não é detalhe acessório da tarefa, mas parte da própria tarefa. A peça da Comlurb acerta ao dizer que o minuto de segurança deve ser objetivo, direto e dinâmico. Segurança boa não é palestra longa; é mensagem curta que entra antes do risco.

Há, além disso, uma dimensão mais profunda nesse ritual. O minuto de segurança não serve apenas para lembrar EPI ou procedimento. Ele produz presença. Obriga a equipe a sair do automático, a nomear o risco e a reconhecer que a operação não pode ser conduzida como mera repetição cega. Em organizações marcadas pela rotina pesada, esse pequeno encontro funciona como antídoto contra a banalização do perigo. É um instante em que a instituição diz ao trabalhador, de forma concreta: antes da produtividade, importa voltar inteiro para casa.

Por isso vejo com bons olhos esse retorno. Não porque traga novidade, mas justamente porque recupera uma disciplina preventiva que às vezes se perde sob a administração de chefes ruins e de urgências mal geridas. Em segurança operacional, esquecer o básico costuma ser o primeiro passo para o problema sério. O minuto de segurança é quase humilde demais para chamar atenção. Mas organizações maduras sabem que a prevenção não se mede pelo espetáculo das campanhas, e sim pela constância de pequenos hábitos que impedem que o acidente vire rotina.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

De uma ideia à realidade: os novos uniformes da Comlurb e a valorização do trabalhador

A entrega dos novos uniformes da Comlurb, iniciada recentemente, marca o desfecho de uma jornada que começou em 2017, quando pela primeira vez foi levantada a necessidade de uma vestimenta mais adequada ao calor intenso do Rio de Janeiro. Naquele momento, o projeto foi recebido com entusiasmo, mas acabou esbarrando em desafios comuns à administração pública: mudanças de gestão, prioridades concorrentes e a sazonalidade da discussão.

Durante anos, a ideia de um uniforme mais confortável parecia ser redescoberta a cada verão, quando as altas temperaturas tornavam o trabalho dos garis ainda mais extenuante. Porém, assim que o calor dava lugar ao inverno, a discussão esfriava e voltava a ocupar gavetas. A cada novo verão, os colaboradores improvisavam soluções próprias, como mangas compridas por baixo da camisa ou toalhas para amenizar a exposição ao sol. Esse ciclo de adiamentos só foi rompido com a excepcional onda de calor em 2024 e a implementação de novos protocolos climáticos pela prefeitura, que trouxeram urgência à questão.

Após sete anos de estudos e debates, finalmente, o projeto saiu do papel. O novo uniforme, confeccionado em tecido leve e tecnológico, não apenas atende às normas de segurança, mas também proporciona maior conforto térmico. Sua entrega foi celebrada em um evento que simbolizou muito mais do que a distribuição de vestimentas: foi a concretização de um esforço coletivo e a resposta a uma antiga demanda dos trabalhadores.

O presidente Flávio Lopes destacou a importância desse avanço: “Quando conseguimos trazer conforto para os empregados, estamos dando um passo importante na valorização do trabalho que eles realizam todos os dias pela cidade.” A gari Glaucia Santos, uma das primeiras a receber o novo uniforme, resumiu bem o impacto: “O pano é mais leve, perfeito para o calor. Trabalhar na praia vai ser muito mais tranquilo agora.”

Este marco não deve ser visto apenas como uma melhoria prática, mas também como um símbolo de mudança. A longa espera reflete as dificuldades de transformar boas ideias em ações concretas na administração pública. Ao mesmo tempo, mostra como a persistência e o diálogo podem superar barreiras e resultar em benefícios reais para os trabalhadores e, consequentemente, para toda a sociedade.

Assim, os novos uniformes não são apenas uma conquista funcional, mas um lembrete de que o tempo, quando bem aproveitado, pode transformar desafios em avanços significativos. Que essa entrega inspire a continuidade de projetos que valorizem e dignifiquem os profissionais que cuidam de nossa cidade. Afinal, mais do que vestir, é um gesto que reforça a importância de quem a cada dia trabalha para tornar o Rio de Janeiro um lugar melhor para todos.







quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - outubro 2024

SEGURANÇA E INTEGRIDADE: CAMINHOS PARA UM TRABALHO MAIS SEGURO E ÉTICO

A segurança no trabalho é uma preocupação essencial para qualquer organização, especialmente em setores de alto risco como os serviços de limpeza urbana. Reduzir acidentes e promover um ambiente seguro não apenas protege os empregados, mas também melhora a eficiência operacional e a moral da equipe.

A segurança do trabalho e a integridade estão profundamente interligadas. Garantir um ambiente de trabalho seguro envolve minimizar riscos e proteger os profissionais de acidentes e doenças ocupacionais. E um ambiente íntegro e transparente é fundamental para fortalecer a cultura de responsabilidade. Quando os empregados percebem que a Companhia valoriza a ética e a responsabilidade, incentivando todos a assumirem responsabilidade pela segurança de si mesmos e de seus colegas, bem como pela conduta ética da Companhia, eles se sentem mais motivados a seguir as normas de segurança e a reportar qualquer irregularidade. Além disso, canais de comunicação abertos e eficazes são essenciais para que os empregados possam denunciar situações de risco sem medo de retaliação, contribuindo para a prevenção de acidentes.


A governança corporativa, especialmente quando pautada pela integridade e transparência, tem um impacto direto na segurança do trabalho. Liderar pelo exemplo é um dos pilares dessa relação. Quando os líderes demonstram compromisso com a segurança e a ética, servem de modelo para os demais empregados. O comportamento ético dos líderes influencia diretamente a atitude dos profissionais em relação à segurança, promovendo um ambiente onde as normas de segurança são seguidas rigorosamente.


A transparência e a prestação de contas são aspectos fundamentais para a segurança no trabalho. Divulgar de forma clara e precisa as informações sobreriscos e acidentes contribui significativamente para a prevenção. Quando os empregados estão bem informados sobre os riscos e as medidas de segurança, podem agir de maneira mais consciente e preventiva. Além disso, a transparência na comunicação sobre acidentes e ações corretivas reforça a confiança dos empregados na Companhia e o compromisso dela com a segurança.


A participação dos empregados nas decisões sobre segurança é igualmente importante. Envolver os profissionais no desenvolvimento e na implementação das políticas de segurança aumenta a adesão às normas e aproveita o conhecimento e a experiência daqueles que estão diretamente expostos aos riscos. Além disso, ouvir as opiniões dos trabalhadores e considerar suas sugestões pode levar a soluções mais eficazes e práticas.


Diversos casos de sucesso demonstram como a implementação de práticas integradas de segurança e integridade pode trazer resultados positivos. Companhias que adotaram essas práticas relataram uma diminuição nos índices de acidentes de trabalho, aumento da satisfação dos empregados e melhoria na eficiência operacional. A Comlurb, ao seguir essas melhores práticas, não só protege seus empregados como também reforça sua reputação como uma organização comprometida com a segurança e a ética.


Integrar práticas de segurança do trabalho com programas de integridade e transparência, como o da Comlurb, é essencial para criar um ambiente de trabalho seguro e ético. Promover um ambiente onde a segurança, a integridade e a transparência são valores centrais não apenas protege os profissionais, mas também fortalece a Companhia como um todo.


Panorama - 1024 (1) by Gustavo Puppi on Scribd



Panorama - 1024 (2) by Gustavo Puppi on Scribd



Panorama - 1024 (3) by Gustavo Puppi on Scribd

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Garis da limpeza externa com o kit da Comlurb





Kit Comlurb sendo entregue

Entre 2015 e 2016, a Diretoria de Serviços Oeste promoveu uma ampla mobilização sobre Segurança do Trabalho, com o objetivo de envolver gestores e empregados na prevenção de acidentes. Empregados contribuíram com premissas inovadoras, como a necessidade de evitar a ideia de que "sempre foi assim", realizar análises de valor dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluir a participação ativa dos usuários na escolha de EPIs, e garantir que as especificações considerem proteção, custo e conforto.

Essas premissas geraram sugestões que foram discutidas em 2016, como a substituição do chapéu australiano pelo chapéu legionário, melhorias em uniformes, e novos itens de conforto para garis, como mochila e cantil. Em 2017, algumas mudanças foram implementadas, incluindo o chapéu legionário e um novo tipo de borzeguim. No entanto, o projeto de um uniforme de fibra sintética, que seria benéfico para os trabalhadores em condições climáticas adversas, não avançou.

Agora, em 2024, finalmente estão sendo distribuídas mochilas e garrafas de água para os trabalhadores. A mochila, que é impermeável e ideal para carregar a capa de chuva, deve ficar junto ao corpo, reforçando a orientação de que, segundo a NR38, não é permitido pendurar objetos no contêiner ou no lutocar. A entrega está ocorrendo de forma gradual, e esse é mais um motivo de comemoração para os trabalhadores!

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Mochilas e garrafas dágua para os trabalhadores

Entre 2015 e 2016, a Diretoria de Serviços Oeste promoveu uma ampla mobilização sobre Segurança do Trabalho, com o objetivo de envolver gestores e empregados na prevenção de acidentes. Empregados contribuíram com premissas inovadoras, como a necessidade de evitar a ideia de que "sempre foi assim", realizar análises de valor dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluir a participação ativa dos usuários na escolha de EPIs, e garantir que as especificações considerem proteção, custo e conforto.

Essas premissas geraram sugestões que foram discutidas em 2016, como a substituição do chapéu australiano pelo chapéu legionário, melhorias em uniformes, e novos itens de conforto para garis, como mochila e cantil. Em 2017, algumas mudanças foram implementadas, incluindo o chapéu legionário e um novo tipo de borzeguim. No entanto, o projeto de um uniforme de fibra sintética, que seria benéfico para os trabalhadores em condições climáticas adversas, não avançou.

Agora, em 2024, finalmente estão sendo distribuídas mochilas e garrafas de água para os trabalhadores. A mochila, que é impermeável e ideal para carregar a capa de chuva, deve ficar junto ao corpo, reforçando a orientação de que, segundo a NR38, não é permitido pendurar objetos no contêiner ou no lutocar. A entrega está ocorrendo de forma gradual, e esse é mais um motivo de comemoração para os trabalhadores!


A gari Denise Alencar celebra a novidade na operação, a distribuição de mochila e garrafas d’água.






sábado, 31 de agosto de 2024

Antes tarde do que nunca

Entre 2015 e 2016, a Diretoria de Serviços Oeste promoveu uma ampla mobilização sobre Segurança do Trabalho, com o objetivo de envolver gestores e empregados na prevenção de acidentes. Empregados contribuíram com premissas inovadoras, como a necessidade de evitar a ideia de que "sempre foi assim", realizar análises de valor dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluir a participação ativa dos usuários na escolha de EPIs, e garantir que as especificações considerem proteção, custo e conforto.

Essas premissas geraram sugestões que foram discutidas em 2016, como a substituição do chapéu australiano pelo chapéu legionário, melhorias em uniformes, e novos itens de conforto para garis, como mochila e cantil. Em 2017, algumas mudanças foram implementadas, incluindo o chapéu legionário e um novo tipo de borzeguim. No entanto, o projeto de um uniforme de fibra sintética, que seria benéfico para os trabalhadores em condições climáticas adversas, não avançou.

Agora, em 2024, finalmente estão sendo distribuídas mochilas e garrafas de água para os trabalhadores. A mochila, que é impermeável e ideal para carregar a capa de chuva, deve ficar junto ao corpo, reforçando a orientação de que, segundo a NR38, não é permitido pendurar objetos no contêiner ou no lutocar. A entrega está ocorrendo de forma gradual, e esse é mais um motivo de comemoração para os trabalhadores!



Começa, de forma gradativa, no mês de Setembro a distribuição de “sacochilas” impermeáveis e garrafas de água para os garis. O kit será fornecido aos empregados que trabalham na rua. A ideia é facilitar a hidratação, e garantir conforto ao transportar objetos. Inclusive, a capa de chuva deve ser levada na mochila!

A aquisição atende à NR38 e é resultado de um grupo de trabalho criado em 2023, com a participação de todas as diretorias e com iniciativa da DGG (??????)

Lembramos que, segundo também a NR38, é proibido pendurar objetos no contêiner e no lutocar.

Aos poucos, todas as gerências operacionais vão receber os itens.




quinta-feira, 30 de março de 2023

Trabalhar sem segurança não é legal!

Momento Integridade – Campanha não é legal!

Você sabia que segurança e conformidade andam juntas?

No Código de Conduta e Integridade da Comlurb podemos ver que promover o respeito e a aplicação dos princípios de segurança e saúde no trabalho em todos os ambientes de atuação da Companhia é uma conduta profissional essencial para nossos empregados.

Vale reforçar que usar o Equipamento de Proteção Individual – EPI ou Coletiva – EPC de forma inadequada, não utilizar os equipamentos colocados à sua disposição ou, ainda, descaracterizar peças de uniforme são considerados atos de mau procedimento. Além disso, trabalhar sem seguir os regulamentos internos ou os procedimentos de segurança existentes é um ato de indisciplina.

Lembre-se que esses e outros atos de mau procedimento e indisciplina estão descritos no nosso Regimento Disciplinar e são passíveis de punição.

Quando você trabalha com segurança, preserva a sua saúde, evita punições e age com profissionalismo, conformidade e legalidade.

A conscientização de todos é essencial para mantermos a cultura de integridade e conformidade na Companhia. Faça a sua parte!




sábado, 11 de março de 2023

Momento Integridade: Deixar de registrar a CAT não é legal!

Você conhece a Ordem de Serviço “N” nº 13, de 31 de outubro de 2022?


Ela estabelece as instruções para o registro da Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT.

É importante reforçar que cabe ao Encarregado de Núcleo de Pessoal a comunicação imediata da ocorrência do acidente, conforme orienta a normativa. Nos casos de acidentes graves, a comunicação também deve ser feita imediatamente ao Serviço Social da Companhia.

Nunca adultere, omita, elimine ou deturpe o teor de documentos oficiais da Comlurb. Essa ação é vedada pelo nosso Código de Conduta e Integridade e é passível de punição. Faça seu trabalho com honestidade e legalidade.

Fique esperto! Todos os documentos que contenham dados pessoais, em especial os que contenham dados médicos, devem ser armazenados em local seguro e com restrição de acesso aos profissionais diretamente envolvidos nas análises técnicas necessárias.

A conscientização de todos é essencial para mantermos a cultura de integridade e transparência na Companhia. Faça a sua parte!



sexta-feira, 10 de março de 2023

Treinamento para serviço em altura nas praças

Para garantir a segurança do trabalhador e reduzir acidentes é ecessário investir em três pilares: 

Hardware - Utilizar máquinas, ferramentas e instalações que por si só, sem a necessidade de ação humana, consigam protejer seus usuários. De forma complementar, fornecer EPIs e EPCs eficazes, simples e também confortáveis de forma a estimular o seu uso para todo e qualquer situação não atendida por máquinas, ferramentas e instalações

Software - Rotineiramente dispor de normativas atualizadas, orientações acessiveis, treinamento, treinamento e um pouco mais de treinamento.

Disciplina - Para criar a cultura do hardware e software jamais colocando a segurança do trabalhador em segundo plano na hierarquia de prioridades.


Os empregados da gerência de Conservação e Revitalização do Mobiliário Urbano (DSU/UGU) receberam um treinamento, na última segunda-feira (27/02), para a utilização dos EPIs no trabalho em altura no serviço de praças. Estes funcionários executam a manutenção em alambrados.


O objetivo foi orientar e instruir os trabalhadores para atuarem conforme as regras da "NR-35 TRABALHO EM ALTURA", que estabelece os requisitos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que participam direta ou indiretamente desta atividade.

A capacitação foi organizada pela DGC/GGE, ministrada pelo coordenador Moyses Brito (DGC/GGQ), e com participação do técnico de Segurança do Trabalho Jonathan Miranda (DGC/GGQ) e do coordenador Kener Assis (DSU/UGU).

Muito bem, pessoal. Prevenir acidentes é pensar no futuro!





sexta-feira, 27 de novembro de 2020

É uma questão do uso correto do uniforme incorreto


O uniforme de fibra sintética, provavelmente a poliamida, continua sendo uma demanda necessária para o trabalhador que se movimenta como um atleta, com retorno incomensurável para a produtividade em um clima cada vez mais desgastante.

grupo de trabalho promovido em 2017 comprovou os atributos tangíveis e intangíveis de um uniforme confeccionado com fibra sintética, entre eles: conforto, leveza, estabiliza a temperatura e absorve o suor; fácil lavagem e secagem; não precisa passar, mantem a cor, modelagem e costuras após várias lavagens.

Como novidade, o uniforme deveria ter a blusa com manga longa para proteção à exposição ao sol e dos fiapos de mato da roçadeira. Além disso, o grupo de trabalho ratificou a importância de manter a faixa refletiva na blusa e na calça.

As premissas comprovadas pelo Grupo de Trabalho refletem os anseios dos trabalhadores por um uniforme que combine conforto com proteção, e devem ser consideradas sempre que o assunto voltar a pauta.


 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

TBT - Minuto de Segurança

Um TBT duplo!

Ginástica Laboral da Ishikawagima

“Vamos dar inicio a nossa ginástica de descontração e aquecimento para que nosso dia comece bem e com segurança”. Com esse mantra todos os dias os metalúrgicos do estaleiro (eu inclusive) iniciavam sua ginástica laboral.




Minuto de Segurança na Zona Oeste

O Minuto de Segurança é uma iniciativa semelhante. Não há ginástica laboral, mas há o profícuo momento onde os trabalhadores ajustam seu foco para executar as tarefas do sua de modo seguro


 

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Um novo uniforme com tecido confortável termicamente é um benefício essencial para o gari!

uniforme de fibra sintética, provavelmente a poliamida, seria um enorme benefício para o trabalhador de limpeza urbana que se movimenta como um atleta, com retorno incomensurável para a produtividade em um clima cada vez mais desgastante.


Destacando da reportagem:

 “O novo camuflado possui um tecido muito confortável, com propriedades térmicas, que distribuem melhor o calor pelo corpo, repelem insetos e são antimicrobianas. O uniforme também é resistente e de alta durabilidade, entre outros benefícios”.



Corpo de Fuzileiros Navais inicia fase de testes com novo uniforme camuflado


Novo camuflado a uma distância de 15 metros do observador para o alvo

A Marinha do Brasil, representada pela Diretoria de Abastecimento da Marinha e o Comando do Material de Fuzileiros Navais (CMatFN), vem trabalhando para aprovar, em breve, o novo uniforme operativo do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). A fase inicial de testes começou no dia 8 de julho, no Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais – Batalhão Tonelero. O novo camuflado também foi utilizado, em caráter experimental, por um pelotão de Fuzileiros Navais durante a Operação “Formosa”, realizada entre os dias 8 e 17 de julho, no município de Formosa-GO.

A Gerência de Equipagens Operativas do CMatFN está à frente do projeto e vem trabalhando intensamente para testar e aperfeiçoar o uniforme, produzido em parceria com o Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (SENAI/CETIQT), que cuida do projeto e da integração da cadeia de fornecimento; a Santista, responsável pelo desenvolvimento tecnológico e pelas funcionalidades do tecido; e a BDS Confecções, encarregada do desenvolvimento do projeto e da confecção do uniforme.

As características modernas do tecido nyco, utilizado pelas principais Forças Armadas do mundo, como a dos Estados Unidos da América, representam a principal diferença do atual para o novo camuflado. É o que diz o Gerente de Equipagens Operativas do CMatFN, Capitão de Mar e Guerra Figueiredo. “O novo camuflado possui um tecido muito confortável, com propriedades térmicas, que distribuem melhor o calor pelo corpo, repelem insetos e são antimicrobianas. O uniforme também é resistente e de alta durabilidade, entre outros benefícios”.

Outra diferença importante é que o novo camuflado será confeccionado em dois padrões de cores. O atual será mantido para emprego em operações ribeirinhas, devido às especificidades do ambiente de selva e sua vegetação mais escura. Para atuação em área urbana e rural, onde o cenário é mais claro, foi produzida uma cor com predominância de tons em bege, cinza e verde-claro, ideal, por exemplo, para uso durante operações de Garantia da Lei e da Ordem.

O novo camuflado vem sendo desenvolvido desde 2018, como produto estratégico de Defesa, uma vez que estimula a produção da indústria têxtil e de confecção nacional. Nos testes realizados até agora, o balanço vem sendo bastante positivo, na opinião do Comandante Figueiredo. “O camuflado se mesclou muito bem ao ambiente, proporcionando uma boa camuflagem ao usuário. Sob a observação de equipamentos de visão noturna com irradiação infravermelha, o tecido camuflado manteve a mesma eficiência de ocultamento”, avaliou.

Os testes continuarão ao longo deste ano, de modo a verificar seu desempenho nos diversos biomas existentes no País. A próxima previsão de utilização do novo camuflado será durante a Operação “Dragão”, que ocorrerá em novembro.

domingo, 14 de abril de 2019

Município paranaense deve pagar adicional de insalubridade em grau máximo a varredora de rua

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

14/ABR/2019

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de uma empregada que faz varrição de rua pública no Município de Borrazópolis (PR) a receber o adicional de insalubridade no grau máximo por ter contato com lixo urbano. Até então, ela recebia a parcela em grau médio, e o município deverá agora pagar as diferenças.

Resultado de imagem para varredor

Agentes nocivos

Ao ser contratada na função de gari em 2006, a trabalhadora passou a receber o adicional de insalubridade em grau médio (20%).  Com contrato de trabalho vigente, ela sustentou, na reclamação trabalhista, que teria direito ao adicional em grau máximo, pois tinha contato direto e permanente com agentes nocivos à sua saúde, isto é, agentes biológicos, nos termos da Norma Regulamentadora 15 do extinto Ministério do Trabalho.

Em sua defesa, o município sustentou que a empregada fazia uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) eficazes contra agente nocivos e não tinha contato direto com lixo orgânico.

Folhas secas

De acordo com o laudo pericial, a varredora não tinha contato direto com o material varrido, não coletava material em lixeira e não recebia equipamentos de proteção individual. Ainda segundo a perícia, mais de 90% do material recolhido eram folhas secas. Com base nessas informações, o perito concluiu que sua atividade não se enquadrava nas relacionadas no Anexo 14 da NR 15, que trata dos agentes biológicos e prevê o adicional de 40%.

O juízo de primeiro grau indeferiu o pagamento do adicional em grau máximo, e o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença. Segundo o TRT, a empregada “apenas fazia a varrição de ruas e calçadas” e não exercia atividades e operações caracterizadas como insalubres, apesar de o empregador remunerá-la com o adicional de em grau médio.

Lixo urbano

O ministro Alexandre Luiz Ramos, relator do recurso de revista da empregada, lembrou que a o Anexo 14 da NR 15 assegura o grau máximo quando o trabalho é exercido em contato permanente com lixo urbano e que a jurisprudência do TST se firmou no sentido de que a varrição de rua pública se enquadra como atividade insalubre em grau máximo. “Não há nenhuma distinção entre o lixo urbano recolhido pelos garis na atividade de varrição e aquele coletado pelos empregados que trabalham no caminhão de lixo”, observou.

A decisão foi unânime.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Escova Aço trançado


As imagens mostram aparente menor risco de acidente em relação a lâmina de corte pois o aço da escova flexiona no contato com a superfície da parede ou do chão, atuando como as escovas de um trator de capina mecanizada "papa mato". Também parece ser mais eficiente que o carretel com fio de nylon.





domingo, 9 de dezembro de 2018

A evolução tecnológica dos tecidos esportivos ou dos trabalhadores que se movimentam como atletas



Essa é exatamente uma antiga demanda dos trabalhadores  quando buscam um “uniforme de verão”, ou seja, algo leve, com pouco atrito e que evaporem o suor rapidamente (semelhante a secar rapidamente após a lavagem de um dia para o outro) que fosse mais condizente com o clima da cidade na época mais quente do ano. Adicionalmente, iniciativas pontuais dos próprios empregados usando mangas compridas sob o blusão ou toalhas na nuca, indicam a necessidade de maior proteção contra a exposição solar.

Em 2017 um Grupo de Trabalho responsável por propor melhorias nos uniformes e EPIs dos empregados da Companhia indicou a possibilidade de desenvolvimento de um novo uniforme com fibra sintética garantindo segurança, conforto e, porque não, elegância, para todos os Garis.

No entanto, infelizmente, por conta da crônica descontinuidade de gestão dos executivos da empresa, a demanda do seu principal profissional, o gari, foi retirada de pauta. 

O uniforme de fibra sintética, provavelmente a poliamida, seria um enorme benefício para o trabalhador que se movimenta como um atleta, com retorno incomensurável para a produtividade em um clima cada vez mais desgastante.

Veja qual a importância do tecido na confecção dos uniformes dos garis:



Início com o algodão

No mundo esportivo, o algodão era o mais utilizado, mas a malha retém o suor e não seca com muita rapidez, apesar de possuir uma boa respirabilidade.

A solução veio com a invenção do poliéster, que se popularizou pouco depois da Segunda Guerra Mundial. 

O porém do poliéster era a respirabilidade, menor do que a do algodão. Uma solução para o problema adotada pela indústria é fazer microfuros a laser no tecido, melhorando a troca de calor com o ambiente externo.


A vez da poliamida

Amplamente utilizada em materiais esportivos atualmente, a poliamida surgiu ainda no século XX, como uma substituta sintética para a seda.

“Mais leve e mais ‘gelada’ que o poliéster, ela também é mais durável e recebe tratamentos antiodor e para evitar a proliferação de bactérias”, explica Camila Souza, gerente de produtos da Fila.

Foram essas características que fizeram o tecido se popularizar mundialmente como matéria-prima para roupas esportivas de atletas amadores e profissionais. A desvantagem da poliamiada para o poliéster é o tempo de secagem, mais elevado no primeiro.

Mas os dois tecidos podem receber tratamentos que ajudam a melhorar a performance e o bem-estar de acordo com a necessidade de cada atleta.


Emana: tecido a serviço do corredor

O fio Emana, desenvolvido pela empresa química Rhodia, é uma poliamida que recebe tratamento especial para incorporar minerais bioativos ao tecido. Esses aditivos conferem ao Emana uma tecnologia de raios infravermelhos longos, que utiliza o calor gerado pelo corpo para diminuir a fadiga muscular. Na prática, o corredor pode sentir menos cansaço e se recuperar mais rapidamente.

Diferentemente do poliéster e da poliamida, que foram desenvolvidos por outras necessidades e acabaram sendo reutilizados no esporte, o Emana foi criado puramente para atender aos atletas.

“Ele mantém os aspectos básicos da poliamida, como a leveza, mas tem coisas extras como ajudar na recuperação e reduzir a fadiga muscular. É um tecido voltado para a performance”, explica a gerente de produtos da Fila, marca que utiliza o Emana, em peças de sua nova linha de running.

Além do tecido tecnológico, a Fila investe no recorte das peças, desenvolvidas em conjunto com as opiniões de atletas de alto rendimento e amadores. A segurança também entra na equação – as roupas contam com uma parte refletiva de tecido para aumentar a visibilidade do corredor à noite.

Na opinião de Camila, o próximo passo a ser dado pelas confecções é a interatividade com o usuário: “roupas que vão fornecer informações sobre como o corpo se comporta, o que precisa, o que está gastando”, aposta.

O desafio das marcas será, então, aplicar essa tecnologia com preço acessível e traduzir os dados de forma que qualquer usuário possa entender.