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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Antes do caminhão já havia engenharia da limpeza



Em uma viagem à Irlanda, encontrei em Kinsale um pequeno monumento material à história da limpeza urbana: um antigo Tumbler Cart, exposto com texto explicativo do projeto Tidy Towns 2017, com pesquisa de Teddy McNamara e Charles Henderson. À primeira vista, pode parecer apenas uma curiosidade de museu a céu aberto. Não é. Trata-se de um lembrete concreto de que a limpeza urbana e a engenharia sanitária não nasceram com o caminhão compactador, com a coleta mecanizada ou com a cidade contemporânea. Muito antes disso, já existia um esforço técnico, industrial e logístico para lidar com aquilo que a vida urbana inevitavelmente produz: resíduos, lama, líquidos servidos, matéria semissólida, incômodo sanitário.

O painel informa que a William Smith & Sons, de Grove Works, Barnard Castle, havia se desenvolvido inicialmente no comércio de varredoras, raspadores, peças de reposição e escovas. Sua linha de máquinas era constantemente atualizada, e quinze tipos de varredoras já eram fabricados para atender clientes em muitos países. Eram equipamentos feitos para varrer à direita ou à esquerda, puxados por um ou dois cavalos, e adaptados até para mulas no Egito ou bois na Índia. Essa informação me chamou muito a atenção porque desmonta uma ilusão recorrente: a de que a inovação em limpeza urbana seria um fenômeno recente. Não. Já havia, ali, uma indústria internacional da limpeza, com adaptação tecnológica ao território, ao tipo de tração e à realidade local.

Gradualmente, segundo o texto, a empresa passou a produzir outros veículos que John chamava de “novidades”, mas que acabaram se tornando precursores dos muitos veículos municipais que surgiriam nas décadas seguintes. Um deles, desenhado por Charles James, era o Tumbler Cart puxado por cavalo, fabricado em diferentes tamanhos, com capacidade entre duzentos e trezentos e cinquenta galões. A tradução mais técnica talvez seja mesmo carro basculante de coleta sanitária, porque sua função era lidar com o transporte e descarte de resíduos líquidos e semissólidos, num tempo em que a universalização da rede de esgoto ainda não existia. Ou seja: antes de o esgoto desaparecer sob a lógica invisível das tubulações, ele precisava ser removido como problema material, visível, pesado e malcheiroso.

Esse detalhe é importante. A história da limpeza urbana costuma ser contada a partir da varrição, do lixo sólido, da estética da cidade limpa. Mas esse carro lembra que o coração do problema sanitário era ainda mais bruto. Não se tratava apenas de recolher papel, cinza ou detrito de rua. Tratava-se de evitar que os rejeitos líquidos e semissólidos permanecessem junto às casas, escorressem pelas vias ou contaminassem a vida urbana. O Tumbler Cart, portanto, não é só uma peça histórica. É a materialização de uma fase em que a limpeza urbana e o saneamento ainda estavam colados um ao outro, antes de a especialização técnica separá-los em sistemas diferentes.

Há algo de pedagogicamente belo nisso tudo. A modernidade nos acostumou a admirar apenas o equipamento novo, o caminhão atual, a máquina recente, o software de gestão, a promessa da inovação. Mas uma viagem dessas nos devolve a humildade histórica. O que hoje chamamos de logística urbana, mecanização, adaptação tecnológica e solução territorial já existia em embrião há muito tempo. A roda vermelha, a caixa basculante, a tração animal e a rusticidade da estrutura não diminuem sua inteligência. Ao contrário: mostram a engenhosidade de uma época que resolvia problemas gravíssimos com os meios disponíveis.

No fundo, esse carro irlandês nos lembra uma verdade que a gestão pública às vezes esquece: o serviço urbano não começa no brilho da novidade, mas na necessidade concreta. Primeiro vem o problema real da cidade. Depois, a técnica para enfrentá-lo. O Tumbler Cart é um ancestral dos veículos municipais modernos não porque se pareça com eles na forma, mas porque já carregava a mesma missão essencial: retirar da convivência urbana aquilo que, se deixado no lugar, degrada a saúde, o ambiente e a dignidade coletiva. Em tempos de fascínio fácil por soluções novas, olhar para esse velho carro basculante de coleta sanitária é uma boa forma de lembrar que toda inovação séria tem genealogia.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Quando a varrição sai da intuição


Há áreas da limpeza urbana que ainda são administradas com excesso de hábito e escassez de medida. A varrição é uma delas. O conceito apresentado no material anexo me parece valioso justamente porque tenta responder, de forma simples e estrutural, a uma pergunta que a operação costuma evitar ou tratar por impressão: a quantidade de garis e varredeiras hoje alocada é suficiente para varrer todos os logradouros dentro da frequência planejada? O mérito do índice proposto está em recolocar a discussão no lugar certo. Antes de julgar o resultado visível da limpeza, é preciso saber se a capacidade instalada guarda alguma proporção com a demanda assumida.

A imagem central do modelo é boa: uma balança. De um lado, a capacidade — gente e máquina. Do outro, a demanda — tudo aquilo que precisa ser varrido, com a frequência programada. Quando os dois lados se equilibram, a operação está, ao menos em tese, dimensionada. Quando a capacidade fica abaixo da demanda, falta recurso. Quando fica acima, sobra recurso. Parece elementar, e talvez seja justamente esse o ponto. Muitas vezes a gestão pública se complica em relatórios sofisticados para não enfrentar o básico: saber se colocou recurso de menos, de mais ou na medida certa.

O ganho conceitual fica ainda mais interessante porque o índice não parte de uma abstração genérica da cidade. Ele exige cadastro atualizado de logradouros, com extensão de sarjeta, perfil territorial, estado da sarjeta e frequência planejada. Ou seja: a capacidade não é medida contra uma cidade imaginária, mas contra a cidade concreta. Isso é fundamental. A produtividade de um gari não pode ser pensada da mesma forma em uma área formal de alta densidade, em uma periferia rarefeita ou em um trecho informal com pavimento precário e obstáculos fixos. O modelo tem a virtude de reconhecer que a cidade não é homogênea e que a varrição tampouco pode ser tratada como se fosse.

Outra qualidade do conceito está em não reduzir a análise à mão de obra. A capacidade manual aparece combinada com a capacidade mecanizada, o que ajuda a enxergar a operação como um sistema misto, e não como a velha oposição simplória entre gari e máquina. Mais importante ainda: o material deixa claro que a substituição entre um e outro não é automática. Há vias mecanizáveis e vias que não são. Há máquinas de portes distintos. E há um ponto que considero decisivo: a máquina pode ampliar capacidade, mas não necessariamente preservar a mesma qualidade real da limpeza em cantos, sarjetas obstruídas ou áreas com interferências. Gestão séria não trata mecanização como milagre; trata como escolha condicionada pelo território.

Mas talvez o coração mais maduro da proposta esteja na relação entre o Índice de Atendimento de Varrição (V) e o Índice de Limpeza (IPL). Isso é o que impede que o indicador vire fetiche numérico. O próprio material afirma que V é indicador de meio e IPL é indicador de resultado. Um mostra se há recurso suficiente. O outro mostra se a limpeza entregue está boa. Cruzar os dois evita um erro clássico da gestão operacional: confundir falta de recurso com má execução, ou má execução com falta de recurso. Se o V está equilibrado e o IPL está ruim, o problema não é quantidade: é operação, supervisão, treinamento, equipamento ou rotina mal conduzida. Se o V está baixo e o IPL também, aí sim temos déficit de cobertura. Essa matriz de leitura é muito mais útil do que o hábito de atribuir toda sujeira visível, indistintamente, à “falta de gente”.

Gosto também do fato de o modelo admitir duas alavancas possíveis para alterar o resultado: mexer nos recursos ou mexer nas frequências planejadas. Essa é uma distinção importante e politicamente delicada. Aumentar gente e máquina eleva capacidade. Reduzir frequências diminui demanda. Ambos podem melhorar o índice, mas não produzem o mesmo efeito para a cidade. A tentação burocrática de “fechar a conta” rebaixando a frequência sempre existirá. Por isso o índice, sozinho, não deve ser usado como álibi de ajuste contábil. Ele é bom justamente quando obriga o gestor a revelar qual escolha está fazendo: reforçar a operação ou apenas rebaixar a ambição do planejamento.

No fundo, o conceito apresentado no anexo faz algo que considero raro e necessário: devolve inteligência de planejamento à varrição. A cidade costuma olhar para a varrição como serviço menor, repetitivo, quase automático. Não é. Varrer bem uma cidade é equacionar território, frequência, sarjeta, densidade, estado do pavimento, quantidade de gente, mecanização disponível e qualidade percebida. Quando tudo isso some sob o manto da rotina, sobra apenas intuição gerencial — e intuição, sozinha, costuma ser a antecâmara do desperdício. O índice não substitui o olhar do gerente experiente. Mas oferece a esse olhar um espelho mais honesto.

Por isso considero o material importante. Não pelas fórmulas, que deixo ao anexo, mas pelo conceito que ele sustenta: varrição deve ser pensada como relação entre capacidade programada e demanda real, sempre confrontada com o resultado efetivamente percebido na rua. Parece pouco. Não é. Em uma organização que muitas vezes mede demais o que é fácil e de menos o que é decisivo, recolocar a varrição nesse patamar já é um avanço intelectual. E, em gestão operacional, quase sempre é o avanço intelectual que antecede o avanço prático.



Índice de Atendimento de Varrição - Base 01062026 by Gustavo Puppi

Gestão de Produtividade - Varrição by Gustavo Puppi

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Varredeiras mecânicas e o velho problema de não saber usar bem o que se tem

 


Comlurb apresenta novas varredeiras de grande porte para reforçar a limpeza da cidade.
Neste domingo (11/01) foram apresentadas as novas varredeiras de grande porte! São 13 novos veículos que vão atender toda a cidade, atuando na limpeza de vias expressas, viadutos e túneis. Cada varredeira tem capacidade de varrição equivalente ao trabalho de 30 garis, além de auxiliar na limpeza de ralos. Em um turno de 8 horas, os veículos realizam cerca de 40 km de varrição das vias. O evento aconteceu na Estrada do Tingui, em Campo Grande, onde a Prefeitura inaugurou um novo trecho da via


A apresentação de novas varredeiras de grande porte pela Comlurb é, em tese, uma boa notícia. Equipamentos desse tipo fazem sentido em uma cidade como o Rio, especialmente para vias expressas, viadutos e túneis, onde a varrição manual expõe trabalhadores a risco e nem sempre consegue dar conta da escala do serviço.

O problema é que, na Comlurb, varredeiras mecânicas quase nunca foram plenamente compreendidas como conceito operacional. Sempre existiram como equipamento. Raramente existiram como inteligência de uso.

Durante muito tempo, a ideia de que a presença visível do gari resolve ou simboliza melhor a limpeza acabou ofuscando a mecanização onde ela realmente faria diferença. Não por oposição entre homem e máquina, mas por falta de clareza sobre o lugar de cada um. Resultado: em vez de usar a máquina onde ela reduz risco, amplia produtividade e libera mão de obra para tarefas mais adequadas ao trabalho manual, muitas vezes se fez o contrário.

Varredeiras de grande porte deveriam ser quase exclusivas de grandes corredores viários, exatamente onde a varrição manual é perigosa e há carência de cobertura para longas extensões. A notícia, nesse ponto, aponta corretamente para vias expressas, viadutos e túneis. Mas a prática histórica recomenda cautela. Já se viu esse tipo de equipamento operando em logradouros como a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, onde há disponibilidade de varrição manual e onde o ambiente urbano restringe boa parte do potencial da máquina.

Também chama atenção a forma tímida com que, muitas vezes, esses equipamentos são operados. Varredeiras de grande porte costumam trabalhar, em padrões usuais de mercado, entre 8 e 15 km/h, dependendo das condições da via e do resíduo. Na prática, porém, frequentemente parecem reduzidas a um ritmo excessivamente conservador, próximo de 5 km/h, como se fossem tratadas mais como peça de demonstração do que como recurso de alto rendimento.

O problema não está apenas na velocidade. Está no repertório operacional limitado. Nunca se consolidou o uso da mangueira auxiliar, a wander hose, que permitiria limpar bocas de lobo, cantos protegidos, áreas atrás de muretas e outros pontos fora do alcance do bocal principal. Nunca se viu, de modo consistente, a operação combinada entre soprador e varredeira, que é justamente uma das formas mais eficientes de ampliar o alcance lateral da máquina e reduzir a dependência da varrição manual pesada.

Nas varredeiras médias, o equívoco assumiu outra forma. Em algum momento, parece ter se decretado que equipamentos do tipo Green Machine serviriam apenas para ciclovias, como se sua vocação urbana fosse mínima. Com isso, perderam-se oportunidades de uso em sarjetas e áreas onde a máquina poderia complementar muito bem o serviço manual. E a varredeira compacta, essa sim especialmente adequada para ciclovias e espaços mais estreitos, segue subutilizada, aparecendo mais em operações excepcionais do que na rotina.

Nada disso decorre de limitação tecnológica. O mercado conhece bem essas soluções. Os usos são conhecidos. O problema é gerencial.

Na administração pública, há um erro recorrente: imaginar que modernização é comprar equipamento novo. Não é. Modernização é mudar a lógica de uso. Sem isso, a máquina nova apenas decora práticas antigas.

As 13 novas varredeiras podem, sim, melhorar a limpeza da cidade. Mas isso dependerá menos da quantidade adquirida e mais da capacidade de utilizá-las com critério: nas vias certas, com velocidade compatível, com integração a outros recursos e sem subordinar a mecanização a uma cultura operacional que continua pensando como se toda limpeza urbana tivesse de ser manual, visível e lenta.

Em limpeza urbana, não basta ter máquina. É preciso saber para que ela serve.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Varrição mecanizada de folhas em Londres

A varrição mecanizada de folhas em Londres é uma operação eficiente e moderna, especialmente durante o outono, quando a queda de folhas das árvores se intensifica. Essa prática envolve o uso de sopradores e aspiradores industriais para complementar o trabalho manual e garantir a limpeza das áreas públicas, como ruas, calçadas, parques e praças.

Equipamentos Utilizados

Sopradores de Folhas: Utilizados para agrupar as folhas caídas em pilhas organizadas ou direcioná-las para áreas específicas, como bordas de calçadas ou canteiros, facilitando o recolhimento posterior. Esses sopradores podem ser movidos a gasolina, bateria ou eletricidade, dependendo da necessidade e da área atendida.

Aspiradores de Folhas: Equipamentos de grande capacidade que succionam as folhas diretamente para um recipiente ou saco coletor. Alguns modelos são acoplados a veículos, permitindo maior eficiência em áreas extensas.

Varredeiras Mecânicas: Em muitas ruas e avenidas, caminhões compactos equipados com escovas giratórias e sistemas de sucção complementam o trabalho, recolhendo não só folhas, mas também pequenos detritos.

Funcionamento do Processo

Planejamento: As operações são organizadas com base em mapas da cidade, priorizando áreas de maior acúmulo de folhas e locais movimentados. O planejamento diário pode ser ajustado conforme condições climáticas e a densidade de árvores em cada região.

Equipe de Operação:

Operadores de sopradores trabalham inicialmente para concentrar as folhas em áreas de fácil acesso. Posteriormente, aspiradores succionam o material acumulado. Varredeiras macânicas dão o acabamento, limpando áreas menores e recolhendo resíduos restantes.

Destinação dos Resíduos: As folhas coletadas são transportadas para centros de reciclagem, onde frequentemente são transformadas em compostagem ou bioenergia, alinhando-se com as políticas de sustentabilidade da cidade.

Benefícios

Eficiência: O uso de equipamentos mecanizados acelera o processo, permitindo a limpeza de grandes áreas em menos tempo.

Redução do Esforço Manual: Minimiza o desgaste físico dos trabalhadores, que atuam em conjunto com as máquinas.

Sustentabilidade: A destinação adequada dos resíduos contribui para a redução de impactos ambientais.

Segurança Pública: Evita acidentes causados por folhas escorregadias, especialmente em dias úmidos.

Em Londres, a adoção de sopradores e aspiradores mecanizados reflete o compromisso com a limpeza urbana, a modernização dos serviços públicos e o bem-estar da população.


Operadores de sopradores trabalham inicialmente para concentrar as folhas em áreas de fácil acesso.








aspiradores succionam o material acumulado



Varredeiras macânicas dão o acabamento, limpando áreas menores e recolhendo resíduos restantes.

As folhas coletadas são transportadas para centros de reciclagem

Evita acidentes causados por folhas escorregadias, especialmente em dias úmidos.


domingo, 14 de julho de 2024

O "Elefantinho" de Praga na República Tcheca

Equipamentos de limpeza automatizados, apelidados de "elefantinhos" devido ao seu tubo de aspiração, têm sido considerados como uma alternativa para otimizar os serviços de limpeza urbana. A atratividade de soluções automatizadas reside na promessa de maior eficiência e redução de custos. No entanto, a implementação bem-sucedida desses equipamentos exige uma análise criteriosa de diversos fatores.



Aspectos Técnicos e Operacionais:

Funcionalidade: O equipamento atinge áreas de difícil acesso, como sarjetas? É manobrável em diferentes tipos de terreno? Apresenta desempenho satisfatório em varrição e coleta? É adequado para as condições climáticas e os tipos de resíduos específicos da região?

Manutenção: A disponibilidade de peças de reposição é garantida localmente? A manutenção requer conhecimento técnico especializado? Os operadores possuem treinamento adequado para operar e realizar a manutenção básica do equipamento?

Análise de Custo-Benefício:

Comparativo com métodos manuais: A utilização do equipamento é mais eficiente e econômica do que a limpeza manual realizada por profissionais de limpeza? Em quais contextos a automação se mostra vantajosa? Quais os custos de aquisição, manutenção e operação do equipamento em comparação com os custos da mão de obra tradicional?

Aspectos Sociais e Ambientais:

Impacto na força de trabalho: A implementação do equipamento pode afetar o número de empregos na área de limpeza urbana? Existem alternativas para realocar ou requalificar os profissionais afetados?

Sustentabilidade: O equipamento utiliza tecnologias e materiais ecologicamente corretos? Qual o consumo de energia e água em comparação com os métodos tradicionais?

Conclusão:

A implementação de equipamentos de limpeza automatizados em contextos urbanos requer uma avaliação abrangente que considere não apenas a eficácia técnica do equipamento, mas também sua adequação às condições locais, custos de manutenção e operação, impacto social e ambiental, além da comparação com métodos tradicionais de limpeza. A análise cuidadosa desses fatores contribuirá para uma tomada de decisão informada sobre a viabilidade e o impacto da automação na limpeza urbana.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

Varredeiras operadas por mulheres no carnaval de 2024

Linha de varredeiras operadas por mulheres no carnaval de 2024

A tradição de varredeiras operadas por mulheres na limpeza de pista do sambódromo teve início em 2017 

A primeira gari que insistiu para que a função deixasse de ser exclusivamente dos homens foi Vanise Garcia Borba, em 2017 com 10 anos de empresa. “Para mostrar que somos capazes de tudo. Hoje em dia não há mais espaço para o preconceito,” contou Vanise, revelando que sempre sonhou em operar a máquina.






segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Varrição Mecanizada em Verona - Itália

 

O "Elefantinho" de Bruxelas na Bélgica



Apelidados de "elefantinho" por causa do tubo de aspiração, equipamentos semelhantes aos das fotos já foram foram testados por algum tempo no Rio de Janeiro em 2010 e ainda não encontraram seu espaço na Cidade do Rio de Janeiro





 

O "Elefantinho" de Amesterdã na Holanda


Apelidados de "elefantinho" por causa do tubo de aspiração, equipamentos semelhantes aos das fotos já foram foram testados por algum tempo no Rio de Janeiro em 2010 e ainda não encontraram seu espaço na Cidade do Rio de Janeiro

Este "elefantinho" em Amesterdã na Holanda parece ser muito improdutivo...



 

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Mini varredeira

Mini varredeira operando em região de pederstres em Londres




 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Comlurb terá nova frota para coleta domiciliar e remoção de lixo na Zona Oeste do Rio

O legado de alguns conceitos...

Ao todo, são 61 veículos, sendo, entre eles, 40 caminhões compactadores destinados ao serviço de coleta domiciliar e 7 basculantes para remoção de lixo público

Por Raphael Fernandes 


São 61 novos veículos, além de instalação de 1.500 caixas metálicas para depósito de lixo - Foto: Divulgação


Através da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), a Prefeitura do Rio lança neste domingo (11/10) nova frota e equipamentos, além da instalação de 1.500 caixas metálicas, visando a otimização da coleta e a garantia de mais qualidade e eficiência dos serviços nas regiões de Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba, na Zona Oeste da cidade.

São 61 veículos, sendo 40 caminhões compactadores destinados ao serviço de coleta domiciliar, 7 basculantes para remoção de lixo público, 7 minibasculantes para operações em áreas de difícil acesso, como ruas estreitas e becos, especialmente em comunidades, 3 poliguindastes, duas pipas d’água para lavagem de logradouros e limpeza de feiras livres e eventos, e duas varredeiras mecânicas, no modelo que garante mais segurança para os garis no trabalho em vias expressas, avenidas, viadutos, túneis e outros locais de risco para a varrição manual.

O sistema de monitoramento dos veículos também foi aprimorado para gerar relatórios operacionais mais detalhados e precisos para o cumprimento dos roteiros nos dias e horários estabelecidos. As informações em tempo real serão recebidas pela central de operações da Comlurb, que opera 24 horas em todos os dias da semana, e transmitidas aos gestores, a fim de agilizar os serviços de coleta domiciliar.

Já a novas caixas metálicas de 1.200 litros terão uma pintura emborrachada a fim de aumentar a vida útil e evitar vazamentos e corrosão. A contratação foi realizada por meio de pregão eletrônico, incluindo além dos 61 veículos outros sete de reserva. O novo contrato garantiu uma redução financeira de 33% em relação ao anterior, o que foi permitido, em parte, devido a alterações nas especificações técnicas de alguns equipamentos.






quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Mais um elefantinho...

Apelidados de "elefantinho" por causa do tubo de aspiração, equipamentos semelhantes aos das fotos já foram foram testados por algum tempo no Rio de Janeiro em 2010

É sedutor utilizar na Cidade do Rio de Janeiro equipamentos semelhantes aos europeus que automatizam alguns serviços nos logradouros. Normalmente são visualmente atrativos e mechem com nossa imaginação.

Ao testar algum equipamento primeiro devemos nos convencer se sua real utilidade: O equipamento chega aos lugares que queremos? Sobe uma sarjeta? É manobrável? Varre realmente? Coleta realmente?

Estamos convencidos que o equipamento é bom então vamos para a parte de manutenção: Existem peças de reposição ou teremos que esperar sua importação de algum lugar distante e complicado? A manutenção é simples ou exigirá especialização dos mecânicos? O operador que temos conseguirá mexer em todos os botões, ler os mostradores, completar os fluidos?

Finalmente a pergunta derradeira para a realidade local: Não é melhor fazer manualmente? Não é mais barato fazer manualmente? Alguns garis trabalhando com vassouras e pás não seriam tão produtivos quanto o equipamento?

Os “Elefantinhos” ainda não encontraram seu espaço na Cidade do Rio de Janeiro






 

sábado, 28 de setembro de 2019

Varredeira operando em logradouro

As imagens mostram uma varredeira de médio porte realizando varrição em sarjeta em logradouro de tráfego intenso em Moscou. É um exemplo que esse equipamento, como acontece na cidade do Rio de Janeiro, não é destinado somente à praças e calçadas.




sábado, 27 de abril de 2019

Varrição Mecanizada em Washington DC

Um grupo de trabalho executa o esvaziamento das papeleiras e a varrição mecanizada de sarjeta e calçada realizada por varredeiras de pequeno porte com aspirador tipo"elefantinho" e frontal ao equipamento.







sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

equipamento compacto multiuso para varrição


Exemplo de implemento para varrição mecanizada instalado em equipamento compacto. A troca de implementos transforma o equipamento compacto em um recurso multiuso ideal para demandas que não justificam seu pleno uso apenas com um tipo de função.

Se hoje o equipamento compacto opera com um implemento de capina mecanizada, amanhã pode operar com um de varrição, depois com um de roçada e até mesmo, em sua versão mais usual, carregamento de viaturas.





segunda-feira, 24 de julho de 2017

São Pedro de Atacama

Trabalhadores de Limpeza Urbana em São Pedro de Atacama, Chile, em uma pausa durante a jornada. A pequena varredeira é utilizada na praça e os varredores executam acabamento.



sexta-feira, 14 de julho de 2017

Green Machine 500ze modelo elétrico



O modelo elétrico Green Machines 500ze, já provou o seu valor no trabalho de limpeza intensivo do dia-a-dia e sem qualquer emissão de gases poluentes, está claro! Além de não emitir emissões sonoras.

Combinando a eletricidade gerada a partir de energia solar, eólica ou hídrica, um novo conceito de limpeza foi criado, que agora beneficia muitas cidades com um efeito duradouro. Limpa espaços públicos em qualquer altura do dia e aumenta a produtividade, varrendo até oito horas seguidas sem precisar de recarregar as baterias. Amiga do ambiente e sustentável, varre silenciosamente com grande eficácia. O seu poder de aspiração garante prestações avançadas de limpeza.

Esta pequena varredora amiga do ambiente move-se rapidamente entre as áreas a varrer, proporcionando ao mesmo tempo uma condução suave, devido ao sistema de suspensão independente nas quatro rodas.


Motor elétrico de 15 kW e autonomia de 7 a 11 horas com velocidade de deslocamento até 25 km/h 
e até 13 m/h em trabalho.  Largura de limpeza de 1,3 a 1,9 metros com volume de carregamento  de 1 m³.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uso de varredeiras!

“Sentinelas” são procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitas somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais.

A ausência de questionamento que faz surgir uma “sentinela” pode vir da presunção de que determinado procedimentos, conceitos, rotinas foi estudado por alguém com mérito e amplamente discutido por pessoas de igual valor!

O antídoto para as “sentinelas” é o constante questionamento!

Um exemplo é o uso da varredeira de médio porte, modelo Green Machine, inicialmente adquirida e depois locada pela Comlurb.




O equipamento foi projetado com a habilidade de realizar varrição mecanizada em logradouros! É encontrado pelo mundo realizando varrição e sarjetas.  

Todavia, na Cidade do Rio de Janeiro, surge uma orientação, sem estudo aprofundado ou ampla discussão, uma “sentinela”, que o equipamento deveria operar somente em calçadas e ciclovias! Ou seja, criou-se uma irracional restrição operacional que impediu seu uso em logradouros! 





Provavelmente a "sentinela" de uso de varredeiras exclusivamente em calçadas surgiu neste teste de 1989