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sábado, 15 de março de 2025

Limpeza da praia: Prefeitura do Rio inicia fiscalização em torno de pontos fixos na areia; 'todo mundo suja', dizem barraqueiros

Nova resolução da Comlurb e da Ordem Pública estabelece regras para que ambulantes autorizados a trabalhar na praia conservem área ao redor de seu comércio

Por Lívia Neder — Rio de Janeiro

13/03/2025 14h39  Atualizado há 9 horas

Agentes da Seop em fiscalização aos barraqueiros das parias cariocas — Foto: Divulgação/Seop

Após publicar, na quarta-feira (12), uma resolução conjunta da Comlurb e da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) estabelecendo as regras para que os ambulantes fixos, com autorização de trabalho em pontos na areia, ajudem a manter a limpeza na sua área de atividade, a Prefeitura do Rio iniciou, nesta quinta-feira, uma operação para fiscalizar o cumprimento da determinação. A medida é válida para toda a orla da cidade. Barraqueiros dizem que o texto altera pouco o que já era previsto em lei, mas questionam, por exemplo se serão responsáveis pelo lixo deixado por não clientes.

De acordo com a Seop, a fiscalização, feita em parceria com a Comlurb, em um primeiro momento, terá um viés educativo. Posteriormente, serão aplicadas multas, em caso de descumprimento das regras. A resolução reforça as normas previstas na Lei 1.876, de 29 de junho de 1992, e no Decreto 29.881, de 18 de setembro de 2008, que estabelecem a obrigação de esses profissionais manterem limpo o trecho de areia ao redor de seu módulo.

Segundo as novas regras, os barraqueiros deverão manter permanentemente limpas e livres de resíduos, incluindo lixo sólido, plásticos, garrafas, embalagens e outros materiais, a área da praia correspondente a um círculo de raio igual à metade da distância dos barraqueiros vizinhos, bem como a parte ocupada por guarda-sóis, cadeiras de praia ou chuveiro de sua responsabilidade. Não havendo módulo vizinho, deve ser considerado um raio de 25 metros.

A realização da limpeza da área deve ser diária, antes da abertura e após o encerramento das atividades. A Comlurb informou que vai disponibilizar para cada um até quatro contêineres de 240 litros. A companhia fará a remoção dos resíduos no final ou no decorrer do dia de atividade. Os barraqueiros também devem fornecer saco plástico descartável para os clientes de suas barracas além de manterem as áreas de circulação desobstruídas e livres de resíduos, preservando a vegetação e o ecossistema natural do entorno.

Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada advertência por escrito para a primeira infração. A partir da segunda, o barraqueiro poderá ser multado pela Seop, num valor fixo de R$ 802,53. Já na terceira infração, além da multa prevista, a Ordem Pública poderá adotar sanções como suspensão e/ou cassação da autorização para o exercício da atividade na praia. Os ambulantes devem ainda participar de reuniões de orientação, sempre que convocados pela prefeitura, para tratar de questões ambientais, de limpeza e de outros temas relevantes ao bom funcionamento dos módulos.

Presidente da Associação de Barraqueiros da Zona Sul do Rio, Paulo Juarez avalia que a resolução reforça algo que os profissionais já faziam, mas destaca que é preciso alinhar com a Comlurb e a Seop, em reuniões futuras, até onde vai a responsabilidade dos ambulantes fixos.

— A gente fez uma reunião prévia, há cerca de um mês, com a Comlurb e Seop, que nos procuraram nesse intuito de mantermos a praia limpa. O que foi feito já existe. A obrigação do barraqueiro de manter limpa a área no entorno dele já era prevista em lei. Em qualquer descumprimento à lei, atingindo um número determinado de pontos, o cancelamento da autorização para trabalhar já era possível. Isso não muda muito. O que mais pega para a gente, com relação às multas, é que a praia é um espaço democrático, e o lixo produzido não vem só das barracas, mas de ambulantes e frequentadores. Seremos obrigados a limpar tudo? Mas são coisas que vamos adequando. Vamos ter outras reuniões para ver até onde vai nossa responsabilidade. Vamos ser responsáveis por uma praia que todo mundo suja? — questionou o presidente da associação.

Dono da barraca Só Alegria, que funciona na Praia de Copacabana, próxima ao Copacabana Palace, Felipe Lemos cobra que a fiscalização e aplicação de multas seja para todos.

— O barraqueiro tem que ter responsabilidade sobre seu próprio lixo, o lixo que o cliente consumiu com ele. Isso a grande maioria já faz. O problema é que o lixo no entorno das barracas não é só esse. E quando acaba nosso horário de trabalho e frequentadores sujam a nossa área? O barraqueiro não pode ser responsabilizado por isso. Tem que ter um meio termo. É bom que tenha fiscalização, mas que seja para todos. Que sejam multados todos os que jogam lixo nas praias e nas ruas — avalia.

O presidente da Comlurb, diz que a ideia é unir esforços na preservação da praia.

—Queremos que cada um cumpra com sua responsabilidade na manutenção da limpeza das praias. O desempenho dos barraqueiros é essencial para isso, orientando seus clientes, facilitando o descarte correto e fazendo a limpeza na sua área antes e depois. Nós vamos apoiar com a distribuição de mais contêineres e mantendo a limpeza de excelência que a Comlurb já faz em todas as praias do Rio. Antes de publicarmos a resolução, ainda fizemos reunião com a Associação de Barraqueiros de Praia do Rio para orientá-los. Nossa ideia não é punir, e, sim, unir — diz.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Os números do Reveillon


Opinião

A operação de limpeza do réveillon de 2024 registrou o maior volume de resíduos já divulgado, com 980 toneladas coletadas, sendo 508 em Copacabana. Apesar do avanço operacional, com maior efetivo de garis e mais contêineres, os dados ainda são baseados em estimativas de uma tabela antiga que calcula o peso pelo volume transportado nos caminhões, sem pesagem real. Essa metodologia limita a precisão e a confiabilidade dos resultados, que não devem ser usados como indicadores de público, civilidade ou sucesso do evento, pois refletem apenas uma estimativa grosseira.

Embora eficiente no restabelecimento da limpeza até as 10h do dia 1º, a apuração de resultados da operação carece de modernização. Recomenda-se implementar a pesagem direta dos resíduos, atualizar a tabela de estimativas e incorporar métricas complementares que abranjam aspectos operacionais e a percepção pública. Isso garantiria maior transparência e dados mais úteis para planejamento e avaliação das próximas operações.






Comlurb remove 980 toneladas de lixo no Réveillon 2025 em todos os pontos oficiais de festas na cidade

Os fogos iluminaram o céu e os garis garantiram a limpeza na virada para 2025! As equipes da DLU e DSU marcaram presença nos pontos de festa em todas as regiões da cidade, garantindo uma limpeza eficaz. Com o maior efetivo da história, os 5.000 garis recolheram 980 toneladas de resíduos, sendo 508 toneladas apenas em Copacabana. As praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes somaram juntas 180 toneladas. A Praia de Sepetiba contabilizou 17, 5 toneladas.

A expertise do nosso time garantiu as vias e as calçadas limpas até as 10h do primeiro dia de 2024. Em seu primeiro dia à frente da Presidência da Comlurb, Jorge Arraes deu detalhes da operação especial de limpeza.

“A nossa operação especial de limpeza foi feita em cima de um planejamento estratégico, setorizado, o que contribuiu para tornar ainda mais eficiente o trabalho dos garis. Foi muito importante o aumento do número de contêineres em toda a orla, que facilitou o descarte por parte do público, agilizou e tornou ainda mais eficiente o nosso trabalho”, afirmou Jorge Arraes.



terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Novidades na limpeza nas praias

 

INFORME DO DIA

A Comlurb começou pelo Posto 11, no Leblon, a testar a utilização de equipamentos adaptados para limpeza das praias. Os tratores receberam pneus especiais tipo flutuação para circular na areia. Os testes vão até o dia 5 de janeiro e, se aprovado o tráfego na areia do equipamento adaptado, será iniciado um estudo para implantação de lifters (sistema de levantamento) para bascular. Além de uma melhor captura de resíduos, os equipamentos também ajudam a reduzir os esforços físicos dos garis que atuam na área.


Sucesso nas comunidades pacificadas para a coleta de lixo domiciliar o trator recebeu novo tipo de pneus e se transformou em um equipamento de destaque na coleta de lixo em praia.
Em praias com muito consumo de coco este equipamento tem a força necessária para fazer uma coleta seletiva deste material mais pesado transportando para uma caixa metálica estacionária ou um direto para um compactador, para daí ser encaminhado para uma central de beneficiamento. Enquanto isso o lixo mais leve é removido manualmente com menos esforço.





O Trator Agrale 4230.4 Cargo Compactador com motor diesel com 30cv de potência, tração 4 x 4 dotado de carroceria compactadora de lixo, solidária ao chassi, volume útil de 3m³, descarga basculante a 1,40m do solo, baixa compactação pelo sistema hidráulico, carga de 1.000 quilogramas, estribo traseiro e alças, para o deslocamento dos trabalhadores e dispositivo lifter para containers de 240 litros.

quarta-feira, 10 de maio de 2023

Comlurb lança nova mini máquina para limpeza de praia

A Comlurb apresentou, nesta manhã de quarta-feira (10/05), as duas novas mini máquinas que vão entrar em operação para a limpeza de praia. Elas foram apresentadas na Praia Vermelha, na Urca, e é a primeira vez que o equipamento é usado no Brasil.

"Iniciamos hoje a operação com os equipamentos compactos para limpeza da areia. A Praia Vermelha, por exemplo, nunca tinha recebido o peneiramento da areia porque não podia ser atendida pelos tratores maiores com implementos traseiros", afirmou Flávio Lopes.

Os equipamentos vão servir para os locais onde o trator de peneiramento de areia não consegue entrar, como próximo a redes e balizas de esportes praticados na praia, junto a barracas de ambulantes, nos cantos de escadas, impedindo que equipamentos maiores ponham em risco a segurança de banhistas e frequentadores.

O gari Rodrigo Cabral (DLU/LRS/SG27R) explicou um pouco do treinamento feito. "Foi uma experiência show de bola. À primeira vista o equipamento parece ser pesado, mas na realidade é muito leve para desenvolver o trabalho. Tira bastante lixo e peneira bem a areia. A prática foi muito melhor do que a impressão inicial que eu tive".

As máquinas, motorizadas e operadas por garis, retiram os detritos da areia, que ficam retidos no reservatório do equipamento, e devolvem a areia livre de impurezas, após passar pelo processo de peneiramento.

Comlurb evoluindo para a melhoria do serviço nas praias e por maior conforto no trabalho dos garis.












sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Que os bem vindos novos tratores tenham vida longa... mas não tão longa...

A frota de tratores e implementos de limpeza de areia remonta a 2008  quando a Comlurb recebeu 25 equipamentos doados pela Ambev (Companhia de Bebidas das Américas), dentro de seu programa de responsabilidade social e preservação do meio ambiente.










 

domingo, 1 de novembro de 2020

Uma operação rotineira...

Porque será que as operações de rotina agora são destaque? 

A operação deve acontecer com uma programação rotineira e destacar midiaticamente uma limpeza ordinária é reflexo da falta de capacidade de realização da rotina, seja por não haver programação ou recursos bem alocados, ou uma busca exacerbada de propaganda positiva.





 

segunda-feira, 29 de junho de 2020

A previsibilidade do "lixo de maré"

Considerar a chegada de resíduos nas praias devido a maré, o "lixo de maré", como um evento aleatório não previsível é desconhecer a dinâmica das marés e sua total previsibilidade.

As marés são regidas pela Lua sendo possível calcular com bastante precisão sua amplitude. Entre a maré alta e a maré baixa é que pode ocorrer algum lixo de maré (não confundir com o lixo deixado pelos banhistas) sendo que nas luas cheia e nova é quando ocorrem as maiores amplitudes, ou seja, o maior risco de ocorrência de lixo de maré.

As tábuas de maré calculadas pela Marinha do Brasil apresentam com bastante antecedência as amplitudes de maré. Conforme já abordado em postagem de 26 de abril de 2016, é possível elaborar uma tábua de risco de lixo de maré com as informações de quando haverá risco de lixo deixado na praia pela maré vazante, principalmente nas de maior amplitude  




Como seria uma tábua de risco de lixo de maré?



domingo, 26 de abril de 2020

Lixo recolhido nas praias do Rio cai mais de 90% com isolamento social


Diante do isolamento social adotado pelas autoridades na tentativa de frear o avanço do Coronavírus no Rio, muitas pessoas estão tendo que ficar em casa, o que causa um fluxo menor de gente circulando pela cidade. Em função dessa realidade, o número de lixo em toda cidade diminuiu drasticamente, segundo informou a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).


Na praias, por exemplo, a queda em dias de semana chega a 91%. De acordo com a Comlurb, os gáris costumavam recolher 120 toneladas de detritos das areias de segunda a sexta-feira durante o verão e 341 toneladas nos fins de semana, sendo 146 aos sábados e 195 aos domingos.

Agora, estes números foram reduzidos para 10 toneladas em toda a orla em dias de semana e 15 toneladas nos fins de semana, segundo dados da companhia.

O lixo retirado nas praias durante o período de isolamento social se refere, principalmente, a detritos trazidos pela maré e gigogas.

Já o lixo público, aquele recolhido nas ruas, também diminuiu, segundo dados da Comlurb. Porém, a redução foi mais expressiva aos fins de semana. No domingo de 19 abril, foi registrada uma queda de 24% em relação ao domingo do dia 8 de março, antes das medidas de distanciamento social.

A redução durante a semana foi menor. Entre os dias 12 e 18 de abril houve uma queda de 9% em relação à média das ultimas duas semanas anteriores à pandemia, de 1° a 14 de março.

Com a redução do lixo, parte dos profissionais que trabalhavam no recolhimento de detritos das areias acabou sendo transferida para outras atividades. Os garis com mais de 60 anos ou que fazem parte de grupos de risco definidos pelo Ministério da Saúde foram afastados das funções.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Mais de mil garis da Comlurb fazem limpeza da praia de Copacabana após o réveillon

Da noite do dia 31 até o fim da madrugada desta quarta (1°) foram recolhidas 46 toneladas de resíduos. Operação também atua nas praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra e Recreio.

01/01/2020 06h27  Atualizado há 2 dias

Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Mais de 1,2 mil agentes da Comlurb começaram às 6h desta quarta-feira (1°) uma grande operação de limpeza na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após a festa da virada.

O objetivo da companhia é que as vias estejam limpas até as 10h, com tudo lavado e desodorizado para a liberação das pistas.

De acordo com a Comlurb, das 20h do dia 31 às 5h do dia 1°, foram recolhidas 46 toneladas de resíduos, sendo cerca de 4 toneladas de materiais potencialmente recicláveis.

Segundo o diretor-presidente da Comlurb, Paulo Mangueira, o grande diferencial da operação de limpeza de Copacabana foi o foco na sustentabilidade. Foram destacados 120 garis para atuarem somente na coleta de materiais recicláveis. Além disso, a companhia disponibilizou quatro tendas para que o público entregasse lixo com potencial de reciclagem.

"Todo esse material recolhido é 100% entregue à associações e cooperativas de catadores, gerando renda para eles", afirmou Mangueira.

O trabalho conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia.

Outros 1,7 mil funcionários também atuam na limpeza das praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

No Parque Madureira e no Piscinão de Ramos, mais de 100 garis atuam na limpeza das ruas.

Garis fazem trabalho de limpeza na Praia de Copacabana na manhã desta quarta (1°) — Foto: Rogério Coutinho / TV Globo
Trabalho de limpeza em Copacabana conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia. — Foto: Júlia Arraes / GloboNews




quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Limpeza de praia após o Reveillon

Em agosto de 2009 tive o prazer de apresentar no 24o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental como é planejada e executada a maior operação de limpeza de praia existente no Brasil, o Reveillon no Rio de Janeiro.  

De lá para cá pouca coisa mudou, exceto a incorporação de alguns serviços vespertinos e específicos de coleta seletiva, que embora de iniciativa nobre, carecem de uma análise mais realista sobre a eficácia da operação e se o aumento de custo realmente agrega valor para a limpeza do evento.




Agosto de 2009

domingo, 9 de junho de 2019

Um ‘mar’ de gigogas toma as areias da Praia da Barra

A presença de gigogas na praia é resultado de uma cadeia de problemas que não são atribuição da Comlurb. No entanto, como a limpeza de praias é uma atividade da Comlurb é necessário mobilizar recursos para a remoção das gigogas que chegam nas areias. 

Será que o aumento da demanda de limpeza de praia devido à falta de ação nas ecobarreiras não deveria ser motivo de alguma sanção? Quando há vazamento de óleo a primeira coisa que se pensa é em multar o agente causador do dano, até mesmo antes de iniciar a limpeza. Não deveria ser assim para o caso de "vazamento de gigogas"?




Em cinco dias, Comlurb recolheu 118 toneladas da planta; proliferação aconteceu nas lagoas da região


Orla 'lotada': as gigogas, que se proliferam rapidamente quando há esgoto. Apesar do cenário, Inea diz que banho de mar está liberado em quase toda a praia Foto: Roberto Moreyra / Agência O GLOBO
Orla 'lotada': as gigogas, que se proliferam rapidamente quando há esgoto. Apesar do cenário, Inea diz que banho de mar está liberado em quase toda a praia Foto: Roberto Moreyra / Agência O GLOBO

RIO — Na semana em que o mundo celebrou o Dia do Meio Ambiente (na quarta-feira), uma grande proliferação de gigogas no complexo lagunar de Jacarepaguá deixou o Rio sem clima para comemorações. Desde segunda-feira, a Comlurb recolheu 118 toneladas da planta na Praia da Barra.

As gigogas, que se proliferam rapidamente quando há despejo de esgoto, alcançaram a praia por conta das chuvas e dos ventos dos últimos dias. Quem mora na região diz que o volume de plantas aumentou drasticamente ao longo de duas semanas. A única ecobarreira das lagoas da Tijuca, de Jacarepaguá e de Marapendi não foi suficiente, e, apesar do esforço de garis, ontem elas continuavam avançando por canais e tomando a areia.

— Na maré baixa, se não houver uma barreira eficiente para segurar essas plantas nas lagoas, elas chegam à orla da Barra. E, dependendo da quantidade, podem atingir também as praias da Zona Sul. Infelizmente, não podemos dizer que se trata de uma situação nova para a cidade — disse o biólogo Mario Moscatelli, especialista nos ecossistemas da região. — Desta vez, o que mais me impressionou foi a enorme quantidade de lixo misturado às gigogas. É um perigo para os banhistas porque há de tudo, até agulhas, seringas e cacos de vidro.

Moscatelli, que acompanhou o trabalho dos garis, alertou que a situação não mudará sem uma política pública eficiente, que universalize a coleta de esgoto na região. Outra questão crítica, segundo o biólogo, é a falta de manutenção das barreiras ecológicas instaladas nas lagoas:

— A que existe na Lagoa da Tijuca está nas últimas, foi um quebra-galho que veio da Baía de Guanabara para substituir a que afundou na época da Olimpíada de 2016. Até hoje as autoridades não colocaram outra.

A despoluição do complexo lagunar de Jacarepaguá fazia parte do caderno de encargos dos Jogos. No entanto, o projeto, que foi orçado em R$ 673 milhões e tinha como um de seus objetivos a dragagem de 5,7 milhões de metros cúbicos de dejetos (quantidade suficiente para encher sete Maracanãs), acabou sendo abandonado.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmou ontem que a Praia da Barra está liberada para banho, menos nos trechos em frente ao Quebra-Mar, à Rua Sargento João de Faria e ao 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros. Além disso, o órgão informou que realizou uma vistoria recentemente no complexo lagunar de Jacarepaguá e que a ecobarreira instalada na altura do Itanhangá “está em operação”. “Serviços de melhorias para o equipamento e de implantação de novas ecobarreiras se encontram estão em fase de licitação”, destacou o Inea.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Robô de limpeza de praia

O Solarino Beach Cleaner Robot da Dronyx é um robô capaz de coletar lixo na areia da praia, incluisive material deixado pela maré. A máquina de limpeza pode cobrir uma área de 3000 m² em apenas uma hora e a bateria dura 3 horas, usando o painel solar integrado.



sexta-feira, 12 de abril de 2019

Imagens da praia da Barra da Tijuca tomada por "mar de lixo" , chocam internautas

Grande quantidade de gigogas, misturadas a lixo doméstico, mudou a paisagem nesta sexta-feira. Governo municipal prometeu providências ainda esta noite. Veja o vídeo!

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Publicado às 19h18 de 12/04/2019 - Atualizado às 22h27 de 12/04/2019

Praia da Barra da Tijuca tomada por gigogas e lixo: imagem assusta internautas
Praia da Barra da Tijuca tomada por gigogas e lixo: imagem assusta internautas

Rio - Imagens de grande quantidade de lixo na Praia da Barra da Tijuca, feitas na tarde desta sexta-feira e divulgadas pelo biólogo Mário Moscatelli, estãochocando internautas. Nelas, "um mar", literalmente, de gigogas (vegetais que  se desenvolvem no meio ambiente aquático contaminado), misturadas com lixo doméstico "e até hospitalar", aparece tomando conta de longa faixa de areia. Alguns banhistas ainda se arriscaram no meio dos detritos. 

"Um perigo enorme. Há pedaços de pau, pregos, farpas, latas, cacos de vidro, enfim, que podem causar cortes profundos", advertiu Moscatelli. "Imagina como essa situação pode impactar negativamente no turismo no resto do Brasil e, principalmente, no exterior?", questionou, lembrando que na Praia do Flamengo, moradores estão fazendo mutirões para limpar a praia. 

Em nota, a Comlurb informou que a eco-barreira da Lagoa da Tijuca saturou e uma grande quantidade de gigogas começou a encostar na praia, entre os postos 1 e 3. "A Comlurb fará a remoção dos vegetais na noite desta sexta-feira e madrugada de sábado, com dez garis, três caminhões basculantes e uma pá carregadeira. Vale lembrar que a companhia só faz a coleta daquelas que chegam às praias. A limpeza e remoção das gigogas na Lagoa da Tijuca, bem como as eco-barreiras, são de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).  Em nota agora há pouco, a direção do INEA garantiu "que está em licitação a implantação de novas eco-barreiras na Lagoa da Tijuca, a fim de conter resíduos flutuantes".

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Garis da Zona Oeste e ONG Amigos Do Perigoso unem esforços na Trilha do Perigoso

Aconteceu mais uma vez a limpeza das praias selvagens do Rio de Janeiro, onde garis da Zona Oeste e a ONG Amigos Do Perigoso uniram esforços e recolheram três toneladas de resíduos da Trilha do Perigoso, em Barra de Guaratiba, no dia 25/01. 






quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

O caminho do lixo em Fernando de Noronha:

Guardadas as devidas proporções a idéia da Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos na Ilha de Paquetá na Baia de Guanabara seria algo como acontece em Fernando de Noronha. Paquetá é um microcosmo da Comlurb e ali deve acontecer tudo que for inovador em gestão de resíduos e sustentabilidade! Infelizmente, a Ilha de Paquetá ainda não tem esta abordagem e não está na agenda atual.

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O caminho do lixo em Fernando de Noronha: das lixeiras da ilha até o aterro no continente

Ilha faz toda a separação do lixo, mas falta de espaço e preocupação ambiental fazem com que grande parte dos resíduos seja enviada em barcos para Recife.



O caminho do lixo produzido em Fernando de Noronha até um aterro sanitário é longo. A ilha não tem tamanho nem estrutura suficiente para lidar com a quantidade cada vez maior de lixo produzida por moradores e os mais de 100 mil turistas que visitam a ilha anualmente- recorde alcançado em 2018.

Por mês, são recolhidas cerca de 220 toneladas de lixo. Só entre o último Natal e o Ano Novo, foram 65.

Como a coleta seletiva ainda não foi implantada, o lixo é separado posteriormente, na Usina de Resíduos Sólidos da ilha, administrada pela Universo Empreendimentos.

Lá, o vidro é transformado em areia para construção civil e com o lixo orgânico é feita a compostagem. O restante é levado de barco para Recife, em uma viagem que dura cerca de 40 horas e costuma acontecer quatro vezes por mês.

Em dezembro, período de alta de visitantes na ilha, 325 toneladas foram levadas.

Uma vez em Recife, o lixo é distribuído entre usinas de reciclagem e um aterro sanitário.



terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Banhistas reclamam da falta de lixeiras em praias da Zona Sul do Rio

De Ipanema ao Leme, reportagem não viu nenhum contêiner da Comlurb na areia. Companhia afirma que garis trabalham em até três turnos de limpeza.


Quem tem ido à praia na Zona Sul do Rio neste verão reclama da falta de contêineres da Comlurb. O Bom Dia Rio percorreu a orla e só encontrou lixeiras no trecho do Leblon.

De Ipanema ao Leme, em cerca de seis quilômetros de areia, o lixo se acumulava em latões improvisados por barraqueiros ou nas papeleiras, que não dão conta do volume de resíduos.

Contêiner da Comlurb no Calçadão de Copacabana, na altura do Posto 6, transbordado de lixo — Foto: Reprodução/TV Globo 

“As papeleiras nas ruas internas de Copacabana são insuficientes”, diz Tony Teixeira, presidente da Associação de Moradores de Copacabana. “O bocal dela é pequeno. Não cabem garrafas PET. Então, acaba não sendo satisfatório para atender”, continua.

“Na praia faltam os contêineres de lixo. Então acaba o quê? O povo jogando o lixo fora, na areia”, lamenta Tony.

A vendedora Maria das Graças Ferreira Mendes improvisou recipientes perto de sua barraca. “Tem mais de três meses que a gente não tem lixeira na praia”, diz. “A gente tenta fazer o máximo para não deixar o lixo esparramado, porque os turistas chegam e passamos até vergonha”, emenda.

O petroleiro Sérgio Melo também não tem visto contêineres da Comlurb. “Nunca tem lixeira aqui. É normal não ter. A única que você encontra é das barracas”, afirma. “Isso dificulta, além da educação das pessoas. Não custa nada pegar e levar até a lixeira mais próxima e jogar fora”, pondera.

O que diz a Comlurb

Em nota, a Comlurb afirma que todas as praias do Rio são atendidas regularmente. “São adotados dois turnos de trabalho, das 7h às 15h e das 16h à meia-noite”, informa.

A companhia destaca ainda o Praia Limpa, campanha para que “o banhista dê o destino correto ao seu lixo”. “Os garis estão praticamente removendo os resíduos o tempo todo nas praias e atuando em até três turnos de trabalho, inclusive madrugada, para deixar os locais limpos”, frisa.

“O lixo da areia e da orla é coletado pelos garis em sacos plásticos e colocado no minitrator, que sai juntando tudo até alcançar sua capacidade máxima. Daí é feita a descarga para que na sequência o caminhão compactador que percorre toda orla faça a coleta dos resíduos e leve até o destino final. Nada fica na praia”, detalha a Comlurb.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Acondicionamento de Resíduos nas Praias

Em escassez, caçambas de lixo da Comlurb são disputadas nas praias
Antes disponibilizados pela companhia, contêineres desapareceram da orla


RIO - Habituais no visual das praias cariocas, os tradicionais contêineres de lixo da Comlurb de cor laranja sumiram de parte da orla. O prejuízo fica todo para a areia — tomada pelos restos. As cestas que as barracas são obrigadas a disponibilizar não dão conta da quantidade de resíduos gerados pelos banhistas. O problema começa a afetar também o turismo, incomodando quem visita o local.

As lixeiras desapareceram das areias da praia. Na foto, único contêiner de lixo da Comlurb entre os postos 8 e 10 de Ipanema, ao lado de lixeira colocada por barraqueiro na areia. Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

— Todo dia chega um turista reclamando que tem lixo na areia, na calçada e no mar e decide ir embora — reclama o responsável por uma barraca na areia de Ipanema, Arthur Couto, e complementa — Catar o lixo virou parte da nossa função, nós temos que cuidar da cidade por conta própria.

De acordo com a Companhia, algumas unidades foram recolhidas para manutenção visando garantir a reposição delas em boas condições de uso durante o verão, incluindo o réveillon, e o período de férias e carnaval.

O GLOBO percorreu o trajeto do posto 10 ao posto 8 da praia de Ipanema e encontrou apenas uma caçamba da Comlurb ao longo dos 1,5 km de extensão. O contêiner, parcialmente quebrado, era a única lixeira numa faixa de cinco barracas e para ficar no local gerou confusão.

— Pegamos ali no calçadão às seis da manhã e veio gente querendo bater no meu filho. Ter uma lixeira virou motivo para briga — relata o ambulante, Alfredo Mattos, morador do Cantagalo.

Antes das 12h algumas cestas de lixo já estavam lotadas Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Guardando o lixo ao lado da cadeira de praia, o médico Dante Abreu, morador do bairro de Ipanema há 10 anos, mostrou-se indignado com a situação de escassez das caçambas.

— Nunca vi uma situação assim, não tem onde colocar o lixo. Pagamos impostos pra nada.


Pelo calçadão o problema se repete. Alguns quiosques não têm mais as lixeiras da Comlurb e precisam comprar caçambas com a Orla Rio - concessionária responsável pela administração de mais de 300 quiosques nas praias cariocas. O equipamento adquirido seria o suficiente para o dia inteiro de trabalho, não fosse o lixo despejado pelas barracas das areias.


Sem auxílio da prefeitura, os contêineres são comprados para ser uma opção ao comércio, mas se tornam o point do lixo. A mudança, segundo ele, começou há cerca de um ano. Antes, as caçambas eram disponibilizadas normalmente pela Comlurb.

— Agora lixo na areia é tomado pelo mar e as pessoas ficam propensas a pegar doenças. A gente pede por um aumento no número de coletas, mas não acontece — lamentou Milton dos Santos, dono de um quiosque que acumula o lixo de outras oito barracas naquela faixa da orla.

Objeto de disputa, há quem aceite pagar para ter uma caçamba de lixo. Em Copacabana, um turista teve de sair do calçadão e caminhar até perto do mar para jogar o lixo fora. O contêiner da Companhia não estava ali por acaso.

— Nós damos uma ajuda para eles. Aí eles nos ajudam — comentou o ambulante que não quis se identificar.


Procurada, a Comlurb disse manter em toda a orla do Rio de Janeiro, 1.400 contêineres de 120 e 240 litros na faixa de areia. Ao longo do calçadão, nos quiosques, há mais 1.500 de 240 litros. O número, no entanto, engana. Grande parte das caçambas já foi furtada e outras tantas recolhidas por estarem danificadas e sem condições de uso, por conta de vandalismo. Em nota, a Companhia informou que realizou nova licitação e está aguardando homologação para aquisição de mais unidades.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

ECOBIKE em Recife

ECORECIFE

"São bicicletas equipadas com uma cesta em sua traseira que possui capacidade para receber um metro cúbico de resíduos. Essas bicicletas realizam o percurso da ciclofaixa, aos domingos, coletando os materiais das papeleiras. Além disso, participam de eventos da Prefeitura para conscientização da população quanto à importância do descarte correto dos resíduos, a exemplo da ação Praia Limpa, onde removeu o material reciclado". 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Algas invadem praias da Ilha do Governador

Desde o início desta semana, equipes da Diretoria de Serviços Norte realizam a limpeza nas praias da Ilha do Governador para retirada de algas que apareceram em grande quantidade em toda orla da Ilha. 


Algas invadem praias da região

A Comlurb realiza desde o início desta semana um mutirão de emergência nas praias da região para retirada de algas que apareceram em grande quantidade na orla da Ilha. Os locais mais afetados foram às praias da Bica e do São Bento. Na quarta (16), cerca de 50 garis intensificaram a limpeza nas duas praias com auxílio de tratores.

Segundo o ambientalista Sérgio Ricardo, a proliferação de algas na Baía de Guanabara acontece devido a enorme quantidade de esgoto não tratado despejado nas águas da baía, e com a incidência da luz solar, as plantas aquáticas como algas e gigogas acabam se procriando através de nutrientes criados pelo próprio esgoto. Para a enorme quantidade que veio parar nas praias da Ilha, acredita que seja pelos ventos do final de semana.

— As fortes ondas que se formaram dentro da Baía de Guanabara deixou o  mar revolto e isso solta as algas que ficam no fundo da Baía. Isso explica o espalhamento delas, mas não a proliferação que está ligada diretamente ao esgoto e seus nutrientes — explica Sérgio Ricardo.

Júlio Vieira, gerente da Comlurb da Ilha, informou que desde o início do fenômeno neste final de semana, já foram retiradas 120 toneladas de algas.

— Tivemos que agir rápido para recolher ao máximo dessas algas e diminuir o aspecto sujo das praias. Em alguns locais da Ilha como Engenhoca, Freguesia a situação já está controlada.



                                                                                                  

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Resíduos da Ressaca!

O fim de semana com ressaca deixou muitos vestígios na orla carioca, mas a equipe da Diretoria de Serviços Sul cuidou do limpeza do Aterro do Flamengo, devolvendo as pedras para o mar. A equipe foi muito elogiada pela população.

 Parabéns!