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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Carnaval: a grande operação, os grandes números e as pequenas dúvidas


É difícil exagerar a dimensão do Carnaval para a limpeza urbana do Rio de Janeiro. Trata-se, provavelmente, da maior operação da Comlurb. Maior até que o réveillon, embora o réveillon tenha a pressão extrema de devolver a cidade em poucas horas. O Carnaval é diferente. Ele se prolonga por dias, se espalha territorialmente, muda de escala a cada bloco, pressiona a rotina da cidade e pode comprometer de forma sensível a limpeza urbana. Basta lembrar o que ocorreu em 2024, quando a greve coincidiu justamente com o período carnavalesco e tornou evidente o tamanho real dessa engrenagem.

Por isso, quando a operação funciona, os elogios são merecidos. E são mesmo motivo de orgulho. Há planejamento, mobilização de milhares de trabalhadores, logística complexa, reposição contínua de equipamentos, atuação quase simultânea em dezenas de frentes e uma cobrança pública altíssima. Não é pouca coisa. A cidade percebe. O folião percebe. E esse reconhecimento espontâneo costuma ser o melhor sinal de que o trabalho deu certo.

A divulgação da operação de 2026 segue essa linha. Fala em 1.642 toneladas de resíduos removidos em toda a cidade, com destaque para a maior conteinerização já feita em eventos, além da limpeza ágil nos blocos, na Sapucaí e em outros pontos de concentração. O número impressiona. Aliás, impressiona bastante.

Mas é justamente aí que convém introduzir alguma prudência.

A apuração de resultados no Carnaval sempre foi um tema mais delicado do que parece. No Sambódromo, embora também haja algum ruído — especialmente pela limpeza do entorno — os resíduos estão em grande parte intramuros, com operação mais controlada e viaturas dedicadas. Isso tende a produzir números mais confiáveis. Em 2026, a tonelagem do Sambódromo ficou em torno de 338 toneladas, valor bastante próximo da ordem histórica já observada. É um dado coerente, compatível com o padrão de anos anteriores, salvo oscilações normais de público, consumo e dinâmica operacional.

Já no Carnaval de rua a situação é outra. O resíduo se espalha pela cidade, mistura-se com a sujeira urbana já existente, cruza áreas com diferentes rotinas de limpeza e depende, muitas vezes, de consolidações que combinam pesagem com estimativas operacionais. Isso não invalida o número final, mas recomenda tratá-lo menos como precisão absoluta e mais como ordem de grandeza.

Historicamente, o resíduo atribuído aos blocos de rua gravitava em torno de 600 toneladas. Em 2026, o volume informado para blocos e bailes supera 1.100 toneladas. É quase o dobro. A pergunta é inevitável: houve realmente uma intensificação tão expressiva do Carnaval de rua ou há, na comparação, algum entusiasmo na apuração dos resultados?


A dúvida não diminui o mérito da operação. Apenas ajuda a separar duas coisas que nem sempre caminham juntas: a qualidade do serviço prestado e a exatidão do número divulgado sobre ele. É perfeitamente possível que a operação tenha sido excelente e que, ao mesmo tempo, a consolidação estatística mereça maior refinamento metodológico.

Esse ponto importa porque, em operações urbanas complexas, números grandes têm apelo político e institucional evidente. Eles comunicam esforço, escala e impacto. Mas a credibilidade de longo prazo não depende apenas do volume anunciado. Depende também da consistência dos critérios de medição ao longo do tempo. Quando uma série histórica varia demais, sem que a explicação operacional seja igualmente robusta, surge a suspeita de que a conta pode estar captando mais do que apenas o lixo efetivamente gerado pelos foliões.

No fim, o sucesso do Carnaval não está apenas nas toneladas, nem nas declarações oficiais, nem na presença das autoridades nos pontos de maior visibilidade. Ele está, sobretudo, na percepção do carioca. O folião sabe quando a cidade respondeu bem. Sabe quando os blocos terminaram e a limpeza veio rápido. Sabe quando o ambiente ficou minimamente reorganizado para que a festa pudesse continuar no dia seguinte. Esse julgamento popular, ainda que informal, talvez seja mais verdadeiro do que muita planilha.


Há ainda um detalhe curioso em 2026: pelo segundo ano seguido, não aparece com destaque a atuação do programa Lixo Zero. Não seria correto tomar isso, isoladamente, como prova de esvaziamento do programa. Mas a ausência chama atenção. Durante muito tempo, o Lixo Zero ocupou posição simbólica importante na narrativa institucional do Carnaval, seja pelo viés educativo, seja pelo viés fiscalizatório. Quando deixa de ser mencionado de forma mais clara, abre-se ao menos uma interrogação sobre o espaço que o programa ainda ocupa na estratégia pública do evento.

Talvez essa seja uma boa síntese da operação de Carnaval: um sucesso operacional visível, merecedor de reconhecimento, mas acompanhado de algumas perguntas que não deveriam ser descartadas. A maior delas diz respeito à qualidade da apuração. Porque, em limpeza urbana, medir mal também é uma forma de compreender mal aquilo que se faz.

A Comlurb tem todos os motivos para se orgulhar da operação que realiza no Carnaval. Poucas atividades expõem tanto a companhia, poucas exigem tanto de sua estrutura e poucas produzem uma percepção pública tão imediata do trabalho executado. Mas exatamente por isso, quanto maior a operação, maior deveria ser o cuidado com a qualidade dos números que a descrevem.

O Carnaval do Rio sempre será maior que qualquer relatório. Mas isso não dispensa o relatório de ser confiável.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Varredeiras mecânicas e o velho problema de não saber usar bem o que se tem

 


Comlurb apresenta novas varredeiras de grande porte para reforçar a limpeza da cidade.
Neste domingo (11/01) foram apresentadas as novas varredeiras de grande porte! São 13 novos veículos que vão atender toda a cidade, atuando na limpeza de vias expressas, viadutos e túneis. Cada varredeira tem capacidade de varrição equivalente ao trabalho de 30 garis, além de auxiliar na limpeza de ralos. Em um turno de 8 horas, os veículos realizam cerca de 40 km de varrição das vias. O evento aconteceu na Estrada do Tingui, em Campo Grande, onde a Prefeitura inaugurou um novo trecho da via


A apresentação de novas varredeiras de grande porte pela Comlurb é, em tese, uma boa notícia. Equipamentos desse tipo fazem sentido em uma cidade como o Rio, especialmente para vias expressas, viadutos e túneis, onde a varrição manual expõe trabalhadores a risco e nem sempre consegue dar conta da escala do serviço.

O problema é que, na Comlurb, varredeiras mecânicas quase nunca foram plenamente compreendidas como conceito operacional. Sempre existiram como equipamento. Raramente existiram como inteligência de uso.

Durante muito tempo, a ideia de que a presença visível do gari resolve ou simboliza melhor a limpeza acabou ofuscando a mecanização onde ela realmente faria diferença. Não por oposição entre homem e máquina, mas por falta de clareza sobre o lugar de cada um. Resultado: em vez de usar a máquina onde ela reduz risco, amplia produtividade e libera mão de obra para tarefas mais adequadas ao trabalho manual, muitas vezes se fez o contrário.

Varredeiras de grande porte deveriam ser quase exclusivas de grandes corredores viários, exatamente onde a varrição manual é perigosa e há carência de cobertura para longas extensões. A notícia, nesse ponto, aponta corretamente para vias expressas, viadutos e túneis. Mas a prática histórica recomenda cautela. Já se viu esse tipo de equipamento operando em logradouros como a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, onde há disponibilidade de varrição manual e onde o ambiente urbano restringe boa parte do potencial da máquina.

Também chama atenção a forma tímida com que, muitas vezes, esses equipamentos são operados. Varredeiras de grande porte costumam trabalhar, em padrões usuais de mercado, entre 8 e 15 km/h, dependendo das condições da via e do resíduo. Na prática, porém, frequentemente parecem reduzidas a um ritmo excessivamente conservador, próximo de 5 km/h, como se fossem tratadas mais como peça de demonstração do que como recurso de alto rendimento.

O problema não está apenas na velocidade. Está no repertório operacional limitado. Nunca se consolidou o uso da mangueira auxiliar, a wander hose, que permitiria limpar bocas de lobo, cantos protegidos, áreas atrás de muretas e outros pontos fora do alcance do bocal principal. Nunca se viu, de modo consistente, a operação combinada entre soprador e varredeira, que é justamente uma das formas mais eficientes de ampliar o alcance lateral da máquina e reduzir a dependência da varrição manual pesada.

Nas varredeiras médias, o equívoco assumiu outra forma. Em algum momento, parece ter se decretado que equipamentos do tipo Green Machine serviriam apenas para ciclovias, como se sua vocação urbana fosse mínima. Com isso, perderam-se oportunidades de uso em sarjetas e áreas onde a máquina poderia complementar muito bem o serviço manual. E a varredeira compacta, essa sim especialmente adequada para ciclovias e espaços mais estreitos, segue subutilizada, aparecendo mais em operações excepcionais do que na rotina.

Nada disso decorre de limitação tecnológica. O mercado conhece bem essas soluções. Os usos são conhecidos. O problema é gerencial.

Na administração pública, há um erro recorrente: imaginar que modernização é comprar equipamento novo. Não é. Modernização é mudar a lógica de uso. Sem isso, a máquina nova apenas decora práticas antigas.

As 13 novas varredeiras podem, sim, melhorar a limpeza da cidade. Mas isso dependerá menos da quantidade adquirida e mais da capacidade de utilizá-las com critério: nas vias certas, com velocidade compatível, com integração a outros recursos e sem subordinar a mecanização a uma cultura operacional que continua pensando como se toda limpeza urbana tivesse de ser manual, visível e lenta.

Em limpeza urbana, não basta ter máquina. É preciso saber para que ela serve.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Biometano: quando a inovação finalmente encontra o seu tempo


Primeira frota movida a biometano A Comlurb apresentou, nesta sexta (30/01), a primeira frota movida a biometano! 

Serão 100 novos veículos que vão fazer os serviços de coleta domiciliar, remoção de lixo público e apoio às atividades de manutenção, operação e limpeza dos ecopontos em bairros nas Zonas Oeste e Sudoeste. Os modelos apresentam desempenho equivalente aos movidos a diesel, mas com redução em até 90% em emissões de gases de efeito estufa. Os ganhos ambientais incluem ainda menor nível de ruído, contribuindo para operações urbanas mais silenciosas e com menor impacto sonoro em áreas residenciais e turísticas. 

O biometano é um combustível 100% sustentável e a adoção da tecnologia limpa marca a tendência da Comlurb de descarbonização da frota em operação na cidade, alinhando inovação operacional à responsabilidade socioambiental. A frota será abastecida com o combustível renovável produzido a partir do lixo gerado no próprio município no Centro de Tratamento de Resíduos (CTR-Rio), em Seropédica. 

Compromisso com a sustentabilidade, inovação e melhoria da qualidade de vida da população carioca



Comentário:

A notícia da entrada em operação da primeira frota da Comlurb movida a biometano merece ser registrada não apenas pelo seu valor ambiental imediato, mas também pelo que ela revela sobre o tempo da inovação. Em 30 de janeiro de 2026, a Companhia apresentou 100 novos veículos destinados à coleta domiciliar, à remoção de lixo público e ao apoio à manutenção e limpeza dos ecopontos, com abastecimento por combustível renovável produzido a partir dos próprios resíduos do município. A proposta combina descarbonização da frota, redução de ruído e economia circular em uma escala operacional relevante.

Mas o aspecto mais interessante dessa notícia talvez não esteja apenas no presente. Está no passado que a tornou possível.

Em organizações públicas, sobretudo nas áreas operacionais, existe uma tendência recorrente ao imediatismo. Valoriza-se aquilo que aparece rapidamente e subestima-se o que exige maturação técnica, continuidade institucional e persistência. A inovação, porém, raramente obedece ao calendário da ansiedade. Muitas vezes, uma boa ideia precisa atravessar décadas, sobreviver a mudanças de gestão, limitações orçamentárias, barreiras tecnológicas e até ao ceticismo interno antes de se converter em realidade. Foi assim, ao que tudo indica, com o aproveitamento energético dos resíduos na Comlurb.

Há registros de que a Companhia, ainda nos anos 1980, já buscava alternativas energéticas associadas ao lixo urbano, em meio ao contexto de crise de energia e às primeiras experiências de recuperação de gás no Caju. Mais tarde, a agenda evoluiu para estudos de tratamento mais sofisticado da fração orgânica, biodigestão anaeróbia e aproveitamento do biogás com maior valor energético. Em 2010, a cooperação formal entre Comlurb e Coppe/UFRJ reforçou esse caminho ao avaliar a viabilidade técnica e ambiental de unidades de tratamento no Caju, com foco em soluções mais avançadas para o destino final dos resíduos.

Esse percurso ajuda a compreender por que a frota a biometano de 2026 não deve ser vista como um gesto isolado de modernização, mas como a colheita tardia de um processo longo. Entre a concepção e a implementação houve dificuldades conhecidas: custo de purificação do gás, necessidade de infraestrutura específica de abastecimento, adaptação tecnológica dos motores e maturação do próprio mercado brasileiro de biocombustíveis. O país, aliás, ainda explora parcela limitada do potencial energético do biogás gerado em aterros e unidades de resíduos, o que mostra que experiências como essa continuam sendo mais exceção do que regra.

Por isso, a notícia deve servir também como homenagem. Homenagem aos engenheiros, operadores, pesquisadores, dirigentes e trabalhadores que participaram das fases menos visíveis desse processo — justamente aquelas em que quase nada parecia pronto e tudo ainda precisava ser demonstrado. A inovação madura costuma ser injusta com seus pioneiros: quando finalmente chega às ruas, tende a apagar o esforço de quem a sustentou quando ela ainda era apenas hipótese, relatório técnico, planta piloto ou experimento de garagem.

Em serviços públicos, esse reconhecimento importa. Instituições aprendem mal quando tratam cada realização como se tivesse começado no mandato atual, no contrato atual ou na gestão atual. A memória técnica não é ornamento; ela é parte da capacidade de inovar. Esquecer o caminho percorrido empobrece o presente e dificulta o futuro.

A frota a biometano tem mérito por seus resultados ambientais e operacionais. Caminhões com desempenho equivalente ao diesel, menor emissão de gases de efeito estufa e menor impacto sonoro representam avanço concreto para uma cidade complexa como o Rio de Janeiro. Mas há um mérito adicional, menos visível: ela nos lembra que boas ideias não devem ser descartadas apenas porque ainda não encontraram as condições de viabilidade.

Em inovação, convém desconfiar da pressa e respeitar a maturação. Nem toda ideia adiada está errada. Algumas apenas chegaram antes do seu tempo.

E quando esse tempo finalmente chega, o mínimo que se deve fazer é celebrar o resultado sem esquecer a travessia.

sábado, 17 de janeiro de 2026

Cidade de Deus e a ilusão recorrente de que o equipamento, sozinho, resolverá o problema


Comlurb instala 130 novos contêineres de alta capacidade na Cidade de Deus 

Na manhã desta sexta-feira (16/01), a Cidade de Deus recebeu 130 novos contêineres de alta capacidade, instalados em todo o entorno da comunidade, reforçando a política pública de organização e racionalização da coleta e da disposição do lixo na cidade. 

A ação incluiu a distribuição e a recolocação dos equipamentos, além da atuação do Programa Calçada de Responsa, com serviços de varrição, limpeza de ralos, remoção de resíduos, capina e lavagem hidráulica. 

“A partir desta entrega, com certeza, a coleta e a questão do lixo público vão melhorar no local”, afirmou o presidente da Comlurb, Jorge Arraes. 

O grupo Chegando de Surpresa também marcou presença, levando música e conscientização ambiental para moradores e comerciantes.


Comentário:

A notícia da instalação de 130 novos contêineres de alta capacidade na Cidade de Deus recoloca em cena um tema antigo da limpeza urbana: a crença de que uma nova solução de acondicionamento, por si só, será capaz de ordenar a disposição dos resíduos e melhorar a coleta.

Torço para que funcione. Sempre se torce. Em cada nova onda de equipamentos, de formatos, de capacidades e de promessas operacionais, renasce a expectativa de que, desta vez, o problema será finalmente domado. Mas a experiência recomenda cautela.

A Cidade de Deus já passou por diferentes tentativas. Houve caçambas metálicas de 5 m³. Houve contêineres metálicos de 750 litros. Depois vieram os contêineres plásticos de 240 litros, que em tese pareciam mais adequados a uma operação mais leve e racional. Na prática, porém, muitos eram instalados em um dia e desapareciam ou eram destruídos praticamente no seguinte. Mais tarde, a localidade também esteve entre os pontos de teste da coleta automatizada lateral, que depois seria implantada. Também ali a realidade mostrou que a simples introdução de um equipamento, ainda que tecnicamente interessante, não bastava para alterar o comportamento do território.

Esse histórico importa porque ele revela uma verdade incômoda: o acondicionamento de resíduos não é apenas um problema de recipiente. É, antes de tudo, um problema de contexto operacional, de uso social do espaço urbano e de adequação entre tecnologia e realidade local.

Durante muito tempo, a discussão sobre contêineres metálicos foi influenciada por um argumento legítimo, mas parcial: o ruído. Em roteiros noturnos de coleta domiciliar, sobretudo em áreas residenciais verticalizadas, o contato de metal com metal produzia um incômodo real. A solução adotada foi banir o equipamento de forma ampla e substituí-lo pelos contêineres plásticos de 240 litros. Para a coleta domiciliar, a mudança fazia sentido. Para comunidades, nem tanto.

Em áreas onde a coleta é predominantemente diurna e onde há forte desgaste dos equipamentos, furto, depredação e uso inadequado, a lógica muda. O que era inadequado em um ambiente pode ser perfeitamente defensável em outro. O retorno de caixas metálicas maiores, mais resistentes, mostra justamente isso: em limpeza urbana, decisões genéricas quase sempre envelhecem mal.

Também a coleta automatizada lateral ensinou essa lição. O sistema tinha lógica, tecnologia e referências externas bem-sucedidas. Mas sua implantação em áreas que não atendiam às premissas operacionais acabou comprometendo os resultados. Equipamento moderno não corrige, por milagre, ruas estreitas, circulação difícil, descarte heterogêneo, mistura de resíduos domiciliares com entulho e ausência de disciplina no uso dos pontos de coleta. Quando a premissa é ignorada, a inovação deixa de ser solução e passa a ser apenas uma nova forma de frustração.

Por isso, a instalação dos novos contêineres na Cidade de Deus merece atenção, mas também alguma prudência analítica. Pode haver melhora? Sim, pode. Equipamentos mais robustos e com maior capacidade podem reduzir parte dos problemas imediatos, sobretudo quando substituem alternativas mais frágeis. Mas não convém atribuir ao contêiner uma potência que ele não tem.

A disposição irregular de lixo em determinadas áreas não decorre apenas da falta de recipiente. Ela pode resultar de um conjunto muito mais complexo de fatores: uso indevido do espaço público, descarte de resíduos não compatíveis com a coleta regular, degradação recorrente dos equipamentos, ausência de corresponsabilidade local, fragilidade de fiscalização e descontinuidade operacional. Nessas circunstâncias, trocar o recipiente é apenas mexer em uma parte visível do problema.

Talvez a maior dificuldade esteja justamente aí. A cada nova tentativa, a esperança é depositada no objeto: a caixa, o contêiner, a caçamba, o modelo mais moderno, a capacidade ampliada. Mas a realidade insiste em mostrar que a solução talvez esteja em algo além do simples acondicionamento.

O que seria esse “algo além”? Não tenho resposta fechada. Talvez seja uma combinação de desenho operacional mais realista, presença territorial contínua, fiscalização, educação prática, pactuação comunitária e soluções diferenciadas para fluxos de resíduos que escapam da rotina domiciliar. Talvez seja, sobretudo, a aceitação de que há territórios onde o problema do lixo não é apenas logístico, mas social e urbano.

Na limpeza urbana, isso não é pouco. Pelo contrário. Significa reconhecer que nem sempre a falha está na ausência de inovação. Às vezes, está na insistência em tratar como problema de equipamento aquilo que já se tornou um problema de ambiente.

Os novos contêineres podem ajudar. Seria bom que ajudassem. Mas a experiência da Cidade de Deus recomenda menos euforia e mais observação. Em alguns lugares, o desafio nunca foi apenas recolher o lixo. Foi sempre organizar as condições para que ele pudesse ser recolhido de forma estável.

sábado, 10 de janeiro de 2026

Réveillon: a grandiosidade da operação e a fragilidade dos números


A operação de limpeza do réveillon no Rio de Janeiro sempre foi mais do que um serviço urbano. Ela se tornou, ao longo do tempo, uma demonstração pública de capacidade operacional, presença institucional e resposta rápida da Comlurb diante de um dos maiores eventos da cidade. Poucas ações expõem tanto a Companhia, poucas exigem tanto em prazo tão curto e poucas produzem uma percepção tão imediata da qualidade do trabalho executado.

Por isso, quando a operação funciona, o reconhecimento é justo. E a operação funciona. A cidade vê. Copacabana amanhece depois de uma noite gigantesca de celebração, e em poucas horas a praia, a pista e o entorno já apresentam outra aparência. Isso não é trivial. Há planejamento, mobilização de pessoal, equipamentos, coordenação, logística e, sobretudo, muito trabalho duro. Nada disso deve ser diminuído.

A divulgação do réveillon de 2026 informa a remoção de 1.250 toneladas de resíduos em toda a cidade, sendo 625 toneladas apenas em Copacabana. O número chama atenção não apenas por sua magnitude, mas também por representar um salto expressivo em relação ao ano anterior. Em 2025, o total divulgado foi de 980 toneladas, com 508 em Copacabana. Em um ano, portanto, houve um aumento superior a 25% no total e de mais de 23% no principal ponto da festa.

A pergunta inevitável é simples: o réveillon ficou mesmo 25% maior, mais intenso ou mais sujo de um ano para o outro?


Talvez tenha havido aumento de público, maior concentração em alguns pontos, mudanças operacionais ou variações nas condições da limpeza. Tudo isso é possível. Mas a escala do crescimento divulgado recomenda cautela. Especialmente quando se observa a série histórica e se percebe que, há cerca de dez anos, o total recolhido em todas as praias era da mesma ordem de grandeza que hoje se atribui apenas a Copacabana.

Questionar esses números não significa desmerecer a operação. Ao contrário. Significa levá-la a sério. Em gestão, existe uma máxima conhecida: o que não se mede não se gerencia. Mas existe um complemento menos repetido e igualmente importante: o que se mede errado pode induzir a um gerenciamento errado.

E aqui parece estar o ponto mais delicado.

A apuração da tonelagem do réveillon, historicamente, não decorre de pesagem efetiva dos resíduos recolhidos. O método utilizado é estimativo. Os caminhões não são pesados um a um antes da divulgação do resultado, porque isso consumiria tempo incompatível com a pressa de informar a imprensa e oferecer ao público uma resposta imediata sobre o sucesso da operação. Em seu lugar, utiliza-se uma tabela antiga que associa tipos de viatura e grau de enchimento a uma estimativa padrão de peso. Em outras palavras: contam-se viagens e volumes aparentes, e a partir daí projeta-se a tonelagem.

Como ordem de grandeza, o método serve. Como estimativa rápida, pode ser aceitável. O problema começa quando esse número passa a circular como se fosse uma medida precisa, apta a fundamentar comparações refinadas, inferências sobre público, avaliação de comportamento dos frequentadores ou até planejamento operacional futuro.

Não é.

Uma estimativa baseada em tabela antiga pode até ser suficiente para comunicação imediata, mas é insuficiente como indicador gerencial robusto. Ela não permite saber com precisão se houve de fato aumento real de resíduos, se houve redundância na remoção, se a logística de transporte alterou artificialmente o volume estimado ou se parte da variação decorre apenas do próprio método.

Esse ponto é relevante porque números frágeis podem fabricar demandas artificiais. Se a leitura dos resultados for tomada ao pé da letra, a tendência será planejar operações futuras a partir de uma pressão que talvez não exista na mesma medida. E, quando se organiza uma estrutura gigantesca com base em parâmetros distorcidos, abrem-se espaços para redundâncias, ineficiências e decisões superdimensionadas.

No caso do réveillon, isso parece ter pouca consequência prática imediata porque a operação já se consolidou menos como exercício de precisão técnica e mais como afirmação de vitalidade institucional. Em certo sentido, a lógica parece ser: façamos grandioso porque o evento é grandioso e porque a cidade exige essa demonstração de capacidade. Há, nisso, uma racionalidade própria. Talvez nem se usem os números para programar os serviços com o rigor que, em tese, eles sugerem. Talvez o número funcione mais como peça narrativa do que como ferramenta analítica.


Mas isso não elimina o problema. Apenas o desloca.

Uma instituição pública madura deveria ser capaz de executar uma grande operação e, ao mesmo tempo, medir melhor os seus resultados. Não para reduzir o brilho do evento, mas para compreender com mais clareza o que de fato ocorreu. Pesagem direta, revisão das tabelas de estimativa, critérios mais consistentes de consolidação e indicadores complementares poderiam melhorar bastante a qualidade dessa apuração. Porque tonelagem, sozinha, nunca diz tudo. E, quando mal estimada, pode dizer até menos do que parece.

O réveillon do Rio continuará sendo monumental, independentemente do número divulgado na manhã seguinte. A dedicação dos trabalhadores continuará merecendo respeito. A capacidade de devolver a cidade em poucas horas continuará sendo admirável. Nada disso está em discussão.

O que está em discussão é outra coisa: se os números que acompanham essa operação ajudam realmente a compreendê-la ou apenas a ornamentá-la.

Em serviços urbanos complexos, a grandiosidade da execução não dispensa a sobriedade da medição. Pelo contrário. Quanto maior o evento, maior deveria ser o cuidado com a qualidade do que se informa sobre ele.

Porque fazer grandioso é uma virtude operacional. Mas medir grandioso sem o devido rigor pode ser apenas uma forma de inflar aquilo que já é, por natureza, suficientemente grande.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

O Rio rumo à liderança nacional na recuperação de resíduos

Jorge Arraes - presidente da Comlurb


Como parte do Programa de Governo, a Comlurb assumiu compromisso de até 2028, posicionar o Rio de Janeiro entre as cinco cidades brasileiras com o maior índice de recuperação dos resíduos sólidos urbanos (RSU). Assinar este compromisso é mais do que um desafio técnico ou operacional: é assumir a responsabilidade de transformar a forma como nossa cidade lida com seus resíduos. Estamos plenamente mobilizados para alcançar essa meta ousada.

À frente da Comlurb, sei que essa jornada exige visão de futuro, inovação e, sobretudo, engajamento coletivo. Não se trata apenas de gestão de resíduos, mas de uma mudança de cultura que vai beneficiar o meio ambiente, a economia e a qualidade de vida de todos os cariocas.

Para estruturar essa caminhada, estamos atuando em três projetos estratégicos. O Rio Recicla Mais, com aprimoramento da coleta seletiva, implantando novos Ecopontos, serão 100 até o fim de 2025, apoiando o fortalecimento de cooperativas de catadores e estabelecendo parcerias com a indústria da reciclagem.

No Rio Mais Orgânico, o foco está em transformar resíduos orgânicos – restos de alimentos e resíduos de poda, em energia limpa, biogás, Biometano e eletricidade. Além da compostagem que contribui para a agricultura familiar. O Ecoparque do Caju é um laboratório vivo que demonstra a viabilidade destas soluções.

E por último, o Rio Sem Entulho. Ainda este ano o Rio terá um Aterro em Gericinó dedicado para os Resíduos da Construção Civil, os chamados entulhos. Estamos trabalhando para melhorar a coleta desses materiais, com mais fiscalização e mais ecopontos. Além disso, vamos implantar unidades de processamento, para que eles sejam transformados em insumo.

Para fundamentar nossa caminhada, além de toda a experiência do corpo técnico da Comlurb, estabelecemos parcerias com entidades acadêmicas, organismos multilaterais e o setor privado.

Nosso compromisso é claro: reduzir o envio de resíduos ao aterro sanitário, reaproveitar os materiais e gerar benefícios concretos para a cidade. O que antes era descartado passa a ser insumo valioso para a economia circular. Ao avançarmos nessa direção, além de gerar oportunidades de renda e inclusão social, estamos contribuindo para as metas globais de redução de emissões de gases de efeito estufa, promovendo a resiliência urbana e reforçando o protagonismo do Rio de Janeiro como referência em gestão de resíduos.

Estamos diante de uma oportunidade histórica. Com trabalho sério, inovação e engajamento da sociedade, vamos transformar problemas em soluções e desafios em conquistas. O Rio de Janeiro tem vocação para ser exemplo — e juntos vamos provar que é possível construir uma cidade mais limpa, sustentável e inclusiva.

Jorge Arraes é presidente da Comlurb

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Do compliance à estratégia: como o ESG redefine a gestão de riscos nas empresa

A intensificação dos riscos climáticos no cenário global impõe às empresas a necessidade de revisar suas práticas de gestão e incorporar, de forma estruturada e transparente, critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) à sua estratégia corporativa. Mais do que uma exigência reputacional ou regulatória, trata-se de uma abordagem fundamental para fortalecer a resiliência organizacional, proteger a reputação e preservar o valor econômico de longo prazo.

Nos últimos anos, eventos extremos (enchentes, secas prolongadas, queimadas, ondas de calor ou frio intensas, crises hídricas e energéticas, etc.) têm se tornado mais frequentes e intensos. No Brasil, episódios recentes de desastres ambientais mostraram como falhas na antecipação e na gestão de riscos podem gerar prejuízos financeiros e comprometer a continuidade dos negócios. Nesse contexto, o gerenciamento ativo de indicadores ESG surge como ponto central na mitigação de riscos e na identificação de oportunidades associadas à transição para negócios mais sustentáveis.

A adoção de métricas e práticas alinhadas a ferramentas internacionalmente reconhecidas — como as recomendações do TCFD (Task Force on Climate-Related Financial Disclosures), os padrões setoriais do SASB (Sustainability Accounting Standards Board) e as diretrizes emitidas pelo recém-estabelecido ISSB (International Sustainability Standards Board) — permite às organizações estruturarem processos robustos de divulgação, monitoramento e resposta aos impactos materiais relacionados ao clima e a outros fatores ESG.

A metodologia do TCFD foca na divulgação de ameaças e oportunidades relacionadas ao clima, com ênfase em quatro pilares: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas e metas. Sua aplicação amplia a transparência e oferece aos investidores informações consistentes para avaliação de riscos climáticos.

O arcabouço do ISSB, órgão vinculado à IFRS Foundation e voltado ao mercado de capitais, busca consolidar padrões globais de sustentabilidade, com foco na materialidade financeira e na interoperabilidade com outros instrumentos. Ao equilibrar conceitos e indicadores, o ISSB reduz a fragmentação das informações e facilita a comparabilidade entre empresas de diferentes setores e países.

Já o SASB fornece padrões setoriais específicos, amplamente utilizados por investidores institucionais para avaliação de desempenho ESG, com foco em aspectos materiais que impactam diretamente a performance financeira. Essa abordagem orienta as empresas a reportarem dados relevantes para seu setor, aumentando a utilidade das informações divulgadas.

Integrar essas ferramentas aos relatórios financeiros e contábeis representa um avanço significativo na gestão dos negócios. As informações obtidas expandem a visão dos gestores sobre os fatores que impactam a sustentabilidade da empresa e permitem decisões mais embasadas, antecipação de crises e fortalecimento da confiança de acionistas e de outros públicos. A clareza sobre os riscos não financeiros que podem comprometer o retorno de investimentos é cada vez mais valorizada pelo mercado.

Esses dados, quando incorporados às práticas de compliance, auditoria e controles internos, tornam-se aliados estratégicos da governança corporativa. Em um ambiente em que riscos podem se transformar em crises em questão de horas, antecipar, mensurar e reportar impactos ESG pode ser o fator decisivo entre a sustentabilidade e o fracasso do negócio.

A implementação efetiva dessa agenda exige que a alta liderança esteja engajada e que haja integração entre as diferentes áreas da companhia. Além disso, a tecnologia desempenha um papel essencial, permitindo o uso de sistemas de monitoramento em tempo real, inteligência de dados e modelos preditivos para antecipar riscos climáticos e sociais.

O movimento regulatório também acelera essa transformação. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, já avança na direção de exigir divulgações alinhadas ao ISSB. No exterior, normas como a CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), da União Europeia, e a regra de divulgação climática da SEC (Securities and Exchange Commission), nos Estados Unidos, reforçam que a transparência sobre riscos ESG será, em breve, um requisito inegociável para empresas que pretendem acessar capital global.

Em vez de enxergar o ESG como custo ou imposição regulatória, é hora de compreendê-lo como diferencial competitivo. Empresas que adotam estruturas sólidas de gestão de riscos com base nesses critérios fortalecem sua capacidade de adaptação, aumentam sua atratividade junto a investidores e clientes e se posicionam melhor em mercados cada vez mais atentos à sustentabilidade.

O futuro das organizações será moldado pela capacidade de identificar, compreender e responder aos riscos e oportunidades ESG. As companhias que se anteciparem, investirem em governança e integrarem sustentabilidade à estratégia estarão mais preparadas para prosperar em um mundo de mudanças rápidas e incertezas crescentes.


Sergio Volk é membro do Conselho Fiscal do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP), além de membro do Conselho Consultivo da Cogni ESG e professor no MBA da FEI. É economista, cursou doutorado em economia pela EPGE-FGV/RJ, e mestre pela PUC-SP em Contabilidade, Finanças e Auditoria. 

MOMENTO INTEGRIDADE: Responsabilidade na Marcação de PONTO ELETRÔNICO

O correto registro da jornada de trabalho é uma obrigação legal. Cada empregado é responsável pela marcação de seu próprio ponto eletrônico, tanto na entrada quanto na saída da jornada.

O que não é permitido: 

• Solicitar que um colega registre o ponto em seu lugar; 

• Registrar o ponto para outro empregado, ainda que a pedido dele; 

• Anotar marcações antecipadas ou fora do horário efetivamente cumprido.

Exemplos práticos de condutas vedadas: 

• Maria está atrasada e pede para João bater seu ponto para "não se complicar". João atende ao pedido. Ambos incorrem em violação das normas da Companhia. 

• Pedro já saiu mais cedo, mas solicita que Ana registre seu ponto no horário correto de saída. Essa prática caracteriza fraude no controle da jornada.

Consequência: 

Essa conduta é considerada grave, podendo gerar a aplicação de sanções disciplinares.

Lembre-se: Seu ponto é sua responsabilidade. Agir com transparência fortalece a confiança e protege a todos nós.

A PRÁTICA DE NOSSOS PRINCÍPIOS E VALORES ÉTICOS




segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Contêineres de alta capacidade chegam à orla da Zona Sul

A instalação de contêineres de alta capacidade na orla não é exatamente novidade. Modelos semelhantes já foram testados em diferentes épocas e locais, com resultados mistos: ajudaram na organização, mas também trouxeram desafios de manutenção, higiene e impacto urbano. O verdadeiro diferencial não está no tamanho do contêiner, mas na gestão eficiente e contínua de sua operação.



Notícia:

A Comlurb segue firme no planejamento estratégico para melhorar o ordenamento e a gestão dos resíduos na cidade.

Na última sexta-feira (22/08), foram instalados 100 contêineres de alta capacidade (1.200 litros) ao longo da orla da Zona Sul, do Arpoador até o fim do Leblon. Dando continuidade à ação, nessa quarta-feira (27/08), a Companhia instalou mais 75 contêineres de alta capacidade e outros 200 de menor capacidade nas areias de Copacabana ao Leme.

Os novos equipamentos vão facilitar o descarte correto de resíduos, ajudando a manter a cidade mais limpa e organizada




Abertura do ciclo 2025/26 do Programa Vivência Profissional

Das iniciativas em gestão de pessoas ocorridas em 2017, o programa "Vivência Profissional" e o retorno do "Educom", são exemplos de sucesso na valorização profissional, iniciadas com a  publicação a Ordem de Serviço “N” 018, de 02 de fevereiro de 2017.

O programa Vivência Profissional surgiu em 2017 em resposta a necessidade de oferecer para os garis que estão cursando graduações de nível técnico e superior oportunidades de viver sua graduação de forma semelhante a um estágio, mas dentro da própria Companhia! 

O Gari consegue atender às exigências de sua graduação participando de uma programação de trabalho relativa à sua área de formação profissional.



Com o recorde de 100 inscritos, foi dada a largada à iniciativa que dá oportunidade aos empregados estudantes de vivenciarem na empresa a rotina de trabalho da sua área pretendida, o Programa Vivência Profissional.

Nesta edição foram implementadas algumas novidades: um grupo de monitoras para acompanhar os participantes e uma autoavaliação. O banco de talentos, onde o empregado fica disponível para eventuais vagas de trabalho, também foi anunciado.

Todos conheceram seus supervisores e foi iniciada ali a construção de uma nova relação que, com certeza, vai mudar a vida dos envolvidos.

O Programa Vivência Profissional, da DGG por meio da GGV, é um sucesso na Comlurb e reafirma o compromisso da Companhia com o crescimento dos seus empregados.

Boa sorte aos novos Viventes!




Comlurb apresenta nova frota para o manejo e cuidados de árvores

A apresentação da nova frota para manejo arbóreo é positiva pelo ganho ambiental e de produtividade, mas não resolve o desafio central: a falta de um modelo estratégico para o serviço. Desde o Decreto 28.981/2008, a Comlurb poderia atuar como reguladora e fiscalizadora, delegando a execução a parceiros privados, com ganhos de escala, inovação e aproveitamento dos resíduos de poda em economia circular. A insistência na operação direta mantém custos elevados e limita o potencial de sustentabilidade. O verdadeiro avanço virá quando o manejo arbóreo for estruturado como concessão bem regulada, integrando tecnologia, cooperação com a concessionária de energia e transparência no planejamento.


A Comlurb apresentou nesse domingo (31/08), no Aterro do Flamengo, 42 caminhões modernos que vão aumentar em 30% a produtividade nos serviços de poda e remoção de galhos.

Mais sustentáveis, os caminhões são equipados com tecnologia Euro 6, a mesma utilizada nos articulados amarelinhos do BRT, que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes.

O evento contou a presença do prefeito Eduardo Paes, do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, do presidente da Comlurb, Jorge Arraes, e dos secretários Diego Vaz, da Conservação, e Edinho Flat, da Coordenação Governamental, além do coordenador de Articulação Social, Leonardo Pavão, e o subprefeito da Zona Sul, Bernardo Rubião. 



 

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Comlurb no Conselho da Cidade

No sábado (02/08), nossos gestores, sob a liderança do presidente Jorge Arraes, participaram do Conselho da Cidade, realizado no Velódromo do Parque Olímpico, durante o lançamento do Plano Estratégico 2025–2028.

O documento é o principal instrumento de planejamento da Prefeitura e orientará as ações da administração municipal nos próximos quatro anos. A nova edição do plano foi elaborada a partir de cinco eixos temáticos:

• Civilidade e Segurança: ordenamento urbano, trânsito e segurança pública;

• Infraestrutura, Prevenção a Desastres e Resiliência: mobilidade, habitação, áreas verdes, espaço público e clima;

• Longevidade, Equidade e Humanidade: saúde, educação, diversidade, proteção social e esportes;

• Futuro, Economia e Felicidade: inovação, cultura, turismo, emprego e desenvolvimento econômico;

• Equilíbrio Fiscal, Boa Gestão e Governança: digitalização, transparência, concessões e parcerias público-privadas.

No encontro, o Prefeito Eduardo Paes destacou que o plano é resultado de uma construção coletiva e tem como foco o desenvolvimento sustentável, inovação e inclusão social.

Planejar é garantir a continuidade ao que dá certo! Vamos juntos, Comlurb!




Conheça o Programa Vivência Profissional por aqueles que já participaram

Das iniciativas em gestão de pessoas ocorridas em 2017, o programa "Vivência Profissional" e o retorno do "Educom", são exemplos de sucesso na valorização profissional, iniciadas com a  publicação a Ordem de Serviço “N” 018, de 02 de fevereiro de 2017.

O programa Vivência Profissional surgiu em 2017 em resposta a necessidade de oferecer para os garis que estão cursando graduações de nível técnico e superior oportunidades de viver sua graduação de forma semelhante a um estágio, mas dentro da própria Companhia! 

O Gari consegue atender às exigências de sua graduação participando de uma programação de trabalho relativa à sua área de formação profissional.


O Programa Vivência Profissional já transformou a vida de muitos empregados. Mais de 100 colaboradores tiveram a oportunidade de passar, dentro da Comlurb, por experiências relacionadas ao curso estudado. Ao término do Vivência, o participante sai mais confiante em suas competências e conhece mais a Comlurb. E este ano ainda temos uma ótima novidade: o currículo do empregado incluído no banco de talentos da Companhia.

Veja alguns depoimentos dos participantes do último ciclo 2024/2025.

Elaine Torquato (gari na DSU/UCP/UGP02) – Graduanda de Administração

“Foi um tempo de grande aprendizado e crescimento profissional, especialmente por ter participado diretamente de um marco importante para a empresa: a contratação de funcionários temporários. Vivenciar esse processo na prática me permitiu aplicar e aprofundar conhecimentos na área de Recursos Humanos, agregando valores fundamentais à minha formação. Sou muito grata por ter contribuído com a equipe e feito parte desse momento histórico para a Comlurb. Com certeza, essa vivência será um diferencial importante na minha carreira e trajetória profissional”.

Anderson da Silva (encarregado da DLU/LRS/SG27R) – Cursista de Técnico em Segurança do Trabalho

“A experiência me mostrou o quanto somos colaborativos e engajados. Me senti ainda mais parte desse time e agradeço a receptividade de todos, que me fizeram sentir à vontade e me ensinaram tanto. Essa vivência reforçou o meu orgulho de fazer parte desta empresa. Obrigado, família Comlurb!”

Beatriz Joaquim dos Santos (gari da DLU/LRC/CG13P) – Graduanda de Psicología

"Destaco essa experiência como um processo ativo de construção e não apenas de recepção. O que absorvi e o que me foi investido como profissional me permitiram ser protagonista da minha própria história. Esse percurso desconstruiu em mim medos paralisantes e crenças limitantes, revelando meu potencial e minha capacidade. Hoje tenho mais autoconfiança e sei que consigo chegar aonde acredito que posso. O Vivência não entrega o 'peixe', mas sim as ferramentas para pescar. Meu crescimento foi além do profissional, gerando impactos também na minha vida pessoal."






segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Comlurb realiza dois dias de imersão para planejar o futuro da Companhia

Nos dias 8 e 9 de agosto, a Comlurb promoveu uma importante imersão com o presidente e toda a liderança da empresa, no auditório da CCPar, com o objetivo de definir estratégias e ações para o futuro da Companhia.

“Por onde passo, sempre aplico o processo de planejamento estratégico, apostando que é uma metodologia e uma ferramenta importantes para dar diretrizes e nortear o rumo da empresa. Além disso, também é uma oportunidade de integração e confraternização das pessoas”, afirmou o presidente da Companhia, Jorge Arraes.

Durante o primeiro dia, foram debatidos temas essenciais para o crescimento e a modernização da Comlurb, como sustentabilidade, tecnologia, comunicação, plano de governo, acordos de resultados para 2025 e as prioridades para 2026. Foi um momento de troca de experiências, escuta ativa e apresentação de propostas objetivas.

No segundo dia, as lideranças se reuniram em grupos de trabalho para discutir soluções voltadas a áreas estratégicas como reciclagem, gestão de entulhos e aproveitamento de resíduos orgânicos. Também foram abordados temas identificados em pesquisa interna com os empregados, como capacitação e formação profissional, comunicação interna e educação ambiental.

“Foi um evento histórico. Acho que nunca aconteceu na Companhia algo em que pudéssemos, de fato, contribuir para um novo plano estratégico para os próximos anos. Estou muito feliz de ter participado desse momento”, destacou a coordenadora regional da LRO, Luana Andrade.

O encontro de Planejamento Estratégico reforçou o compromisso de construir uma Comlurb alinhada, moderna e preparada para os desafios e oportunidades dos próximos anos. Agora, o foco está em transformar as propostas em resultados concretos para a cidade e para todos os colaboradores.

Vamos juntos, Comlurb!






terça-feira, 5 de agosto de 2025

Comissão de Integridade Pública da Administração Municipal

Você sabia que a Prefeitura do Rio conta com uma Comissão de Integridade Pública? Instituída pelo Decreto Rio nº 53.519, de 08 de novembro de 2023, a Comissão de Integridade Pública da Administração Pública Municipal (CIP) tem como objetivo fortalecer a cultura da integridade no serviço público.

A Comissão atua como instância consultiva em temas relacionados à integridade, avaliando situações de conflito de interesses e orientando a aplicação das normas municipais sobre o tema.

Além disso, a CIP tem entre suas atribuições:

Recomendar e acompanhar ações voltadas à promoção da integridade; Avaliar iniciativas de comunicação e treinamento; Zelar pelo aperfeiçoamento da cultura da integridade na Prefeitura. Formada por representantes da Secretaria Municipal de Integridade e Transparência, da Procuradoria Geral do Município e da Controladoria Geral do Município, a Comissão é mais um passo importante para consolidar uma administração mais transparente, ética e comprometida com os valores da administração pública.



sexta-feira, 18 de julho de 2025

Uma Vida Dedicada à Gestão de Resíduos: O Legado de José Henrique Penido

É com imensa admiração que dedicamos esta postagem a um profissional que se tornou um pilar fundamental na gestão de resíduos sólidos no Rio de Janeiro: o Engenheiro José Henrique Penido. Sua trajetória é um exemplo de dedicação, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

A vida profissional de José Henrique Penido é indissociável da história da COMLURB. Ele não apenas testemunhou, mas ativamente participou e moldou a evolução da limpeza urbana e do manejo de resíduos na capital fluminense. Sua visão estratégica e seu profundo conhecimento técnico foram cruciais para a implementação de diversas melhorias e para a modernização das operações da companhia ao longo das décadas.

Penido é conhecido por sua capacidade de transformar desafios em oportunidades. Em um setor tão complexo e dinâmico como a gestão de resíduos, sua liderança foi essencial para a adoção de novas tecnologias, a otimização de processos e o aprimoramento das práticas ambientais. Ele compreendeu, muito antes de muitos, a importância de uma abordagem integrada que vai além da simples coleta, englobando o tratamento, a reciclagem e a destinação final ambientalmente adequada.

Sua relevância para a COMLURB e para o Rio de Janeiro reside não apenas nas inovações técnicas que ajudou a implementar, mas também na formação de equipes e no estabelecimento de uma cultura de excelência e responsabilidade. O Engenheiro Penido sempre foi um defensor incansável da ideia de que a gestão de resíduos é um serviço essencial que impacta diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.

Para nós do Percolado, o Engenheiro José Henrique Penido representa a personificação de um profissional que deixou um legado duradouro. Sua influência se faz sentir na infraestrutura atual da cidade e na mentalidade que guia os esforços contínuos por um Rio de Janeiro mais limpo e sustentável. Temos profunda admiração por sua inteligência, sua ética de trabalho e sua paixão por fazer a diferença.




Trituração de Galhos para Eficiência e Sustentabilidade no Manejo Arbóreo

O vídeo mostra dois trabalhadores utilizando um triturador de galhos para processar resíduos de poda de árvores e arbustos em um parque. Um dos trabalhadores alimenta o equipamento com os galhos, enquanto o outro organiza o material. O triturador está acoplado a um caminhão, provavelmente para transporte dos resíduos triturados.

A utilização de equipamentos como o triturador de galhos no manejo arbóreo oferece diversas oportunidades para melhorar a eficiência e valorizar os resíduos de poda:

Melhoria da Eficiência no Manejo Arbóreo

Redução de Volume e Custos: Os trituradores de galhos diminuem significativamente o volume do material podado. Isso reduz a quantidade de viagens necessárias para o transporte e descarte dos resíduos, resultando em economia de tempo, combustível e mão de obra.

Agilidade na Limpeza: O processamento rápido dos galhos no local facilita e acelera a limpeza após as atividades de poda, otimizando o tempo da equipe.

Otimização Logística: Ao triturar os galhos no próprio local da poda, evita-se a necessidade de transportar grandes volumes de material sem processar, simplificando a logística.

Valorização de Resíduos de Poda

Produção de Adubo Orgânico e Compostagem: O material triturado, conhecido como cavaco ou "mulch", é excelente para compostagem, transformando-se em adubo orgânico de alta qualidade que enriquece o solo com nutrientes essenciais. Isso pode reduzir a dependência de fertilizantes químicos.

Cobertura de Solo (Mulching): O cavaco pode ser espalhado sobre o solo como cobertura morta. Essa prática ajuda a reter a umidade, controlar o crescimento de ervas daninhas, proteger o solo contra a erosão e melhorar sua estrutura e fertilidade.

Uso como Biomassa: Em alguns casos, os resíduos triturados podem ser utilizados como biomassa para a geração de energia.

Sustentabilidade Ambiental: A valorização dos resíduos de poda contribui para a jardinagem sustentável e a gestão de resíduos, diminuindo o volume de lixo enviado para aterros e evitando práticas prejudiciais ao meio ambiente, como a queima de resíduos.

Usina de valorização de resíduos como ponto de lazer

O vídeo descreve uma usina de energia em Copenhague, na Dinamarca, que transforma lixo em energia e tem uma pista de esqui no telhado. É considerada a usina mais limpa do mundo, recebendo de 250 a 350 caminhões de resíduos por dia e fornecendo aquecimento e eletricidade para 90.000 pessoas . As emissões são tratadas para liberar apenas vapor.

A usina foi projetada por Bjarke Ingels e inclui um parque público no telhado com uma pista de esqui de material artificial, a parede de escalada artificial mais alta do mundo, e áreas para caminhada e corrida. A sustentabilidade é evidente com mais de 200 espécies de vegetação e uma fachada de alumínio reciclado e vidro. O objetivo arquitetônico foi transformar um local indesejável em um ponto de lazer para a cidade 


Comlurb e Unesp Juntas por uma Gestão de Resíduos da Construção Civil Mais Inteligente no Rio de Janeiro

Uma iniciativa promissora para o futuro da gestão de resíduos no Rio de Janeiro foi selada nesta quinta-feira, 17 de julho, com a assinatura do convênio de cooperação científica entre a Comlurb e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). A parceria visa realizar um diagnóstico aprofundado sobre a gestão dos Resíduos da Construção Civil (RCC) na cidade, abrangendo a coleta e destinação final, tanto pela Comlurb quanto por empresas privadas. Com base em dados fornecidos pela Companhia, serão desenvolvidas análises e propostas de soluções inovadoras, com o auxílio de sistemas de inteligência artificial.

Panorama da Gestão de Resíduos da Construção Civil no Rio de Janeiro

A gestão dos Resíduos da Construção Civil representa um desafio significativo para grandes centros urbanos como o Rio de Janeiro, devido ao elevado volume de materiais descartados. No Brasil, a Resolução CONAMA nº 307/02 estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para o manejo desses resíduos, buscando minimizar os impactos ambientais.

No estado do Rio de Janeiro, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) implementou o Sistema MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos), uma ferramenta online que controla a geração, transporte e destinação de resíduos sólidos, incluindo os da construção. A legislação classifica os RCC em diferentes classes (A, B, C e D), sendo a Classe A destinada a resíduos que podem ser reutilizados ou reciclados como agregados. A busca por boas práticas de gestão é contínua, visando à redução do volume de descarte, o incentivo ao reaproveitamento e a reciclagem dos materiais.

Biosector: Soluções Ambientais na Vanguarda

O encontro que marcou a assinatura do convênio contou com a participação de um representante da Biosector, uma empresa de soluções ambientais com atuação relevante no setor. A Biosector é especializada no desenvolvimento de projetos personalizados para a instalação de Unidades de Tratamento Mecanizado de Resíduos Sólidos (UTMRS). A empresa é responsável por todas as etapas, desde a construção e implantação até a operação, treinamento de equipes e manutenções, oferecendo tecnologia modular que se adapta às necessidades de clientes públicos e privados. Sua expertise contribui para minimizar os impactos ambientais de uma gestão ineficaz de resíduos sólidos, promovendo a economia circular e combatendo a poluição.

A expectativa é que o estudo gerado por esta cooperação aponte para estratégias de gestão ainda mais adequadas dos RCC, com otimização de recursos e um maior reaproveitamento desses materiais, promovendo assim uma significativa redução dos impactos ambientais e um futuro mais sustentável para a cidade do Rio de Janeiro.

Notícia: 

Assinatura do convênio de cooperação científica entre Comlurb e Unesp

Foi assinado na manhã desta quinta-feira, dia 17 de julho, o convênio de cooperação científica entre Comlurb e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O objetivo da parceria é a realização de um diagnóstico sobre a gestão de resíduos da construção civil (RCC) no Rio de Janeiro, envolvendo a coleta e destinação final pela Comurb e por privados. Com base nos dados repassados pela nossa Companhia, serão feitas análises e proposta de solução utilizando sistemas de inteligência artificial.

Conduzido pelo diretor de Serviços Urbanos, Renato Rodrigues, que representou o presidente Jorge Arraes, o encontro contou com a presença do assessor da presidência, Alberto Silva, do diretor Técnico e Industrial, Edson Rufino, do coordenador de sustentabilidade, Marcelo Sicri, do coordenador de Fiscalização Eduardo Furtado, e do coordenador de projeto, Bernardo Ornelas. Além dos profissionais da Unesp, participou também um representante da Biosector, empresa de soluções ambientais.

A expectativa é que o estudo aponte para estratégias de gestão adequada dos RCC, com otimização de recursos e reaproveitamento desses materiais, promovendo redução dos impactos ambientais para a nossa cidade



quinta-feira, 17 de julho de 2025

Lançamento do Programa Comunidade de Responsa no Engenho de Dentro

O lançamento do Programa Comunidade de Responsa é mais um capítulo de uma longa trajetória de ações em comunidades cariocas. A instalação de contêineres de alta capacidade ajuda na organização do lixo, mas não é novidade: iniciativas semelhantes já foram testadas em diferentes momentos, com resultados variados. O verdadeiro desafio continua sendo estruturar uma rotina sustentável de limpeza, adaptada à complexidade urbana desses territórios, para que a ação não se limite a um evento pontual, mas se traduza em melhoria contínua na qualidade de vida da população.

No último sábado, dia 16/07, a Comlurb realizou o lançamento do Programa Comunidade de Responsa na Fernão Cardim, no Engenho de Dentro.

A ação contou com o reforço na limpeza com diversos serviços, além da instalação de contêineres de alta capacidade. 

"O Comunidade de Responsa traz uma série de serviços de limpeza e os tão cobiçados contêineres de alta capacidade, que já estão distribuídos por toda cidade", explicou o diretor de Limpeza Urbana (DLU).

A conscientização e a animação ficaram por conta do grupo Chegando de Surpresa (PRE/PCI) e do gari Renato Sorriso.

A população aprovou a novidade!

"A Comlurb está fazendo um serviço ótimo, excelente, aqui na nossa comunidade, e aproveito para pedir para a população não jogar lixo no chão e nem no rio", pediu o morador Jorge Luiz.






MOMENTO INTEGRIDADE COMLURB: Programa Carioca de Fomento à Integridade Pública

A Comlurb está comprometida com a construção de uma cultura institucional pautada na integridade, na ética e na prevenção de irregularidades. Nesse sentido, aderimos ao Programa Carioca de Fomento à Integridade Pública, criado pelo Decreto Rio nº 52.858, de 17 de julho de 2023.

Esse programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Integridade e Transparência – SMIT e visa incentivar e apoiar a estruturação e o fortalecimento dos programas de integridade nos órgãos e entidades da administração pública carioca.

Por meio dele, reforçamos ações voltadas à transparência, responsabilização, ética no serviço público e combate à corrupção.

As ações desenvolvidas pelo Programa de Integridade e Transparência da Comlurb comprovam nossa adesão ao Programa da Prefeitura e reforçam nosso compromisso com a boa governança e o interesse público.

Seguimos avançando com responsabilidade e integridade!




sexta-feira, 11 de julho de 2025

Código de Conduta e Integridade da Comlurb

A ética, o respeito e a responsabilidade são valores fundamentais que norteiam o nosso trabalho. Por isso, reforçamos que é essencial todos conhecerem e praticarem as diretrizes do Código de Conduta e Integridade da Comlurb.

Esse documento estabelece os princípios e comportamentos esperados de todos os nossos empregados no exercício de suas funções. Ele orienta nossas ações no dia a dia, fortalece a integridade institucional e contribui para um ambiente de trabalho mais transparente, seguro e respeitoso.

Contamos com a leitura e o compromisso de todos para que esses valores estejam sempre presentes em nossa atuação.

Lembramos que o Código de Conduta e Integridade está disponível no APP Comlurb e Portal Corporativo.

Juntos, fortalecemos uma cultura ética e responsável. 

Faça a sua parte!







sexta-feira, 4 de julho de 2025

Seminário "Sustentabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos"


A FGV Projetos e a Lavoro Solutions realizaram o seminário "Sustentabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos" em 30 de junho e 1º de julho. O evento reuniu especialistas para discutir os desafios e perspectivas da gestão de resíduos no Brasil, abordando temas como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), economia circular e logística reversa.

A abertura contou com a participação de Luiz Carlos Duque (FGV Projetos) e João Gianesi (Instituto Valoriza Resíduos by ABLP). Carlos Martins, ex-Secretário de Estado do Ambiente de Portugal, apresentou o caso de sucesso de seu país na erradicação de lixões. O seminário destacou a importância de aumentar a reciclagem, reduzir a geração de resíduos e garantir a destinação final adequada para um futuro mais sustentável.

Você pode encontrar mais detalhes no site oficial: FGV Projetos - Seminário Sustentabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos


A notícia: 

Comlurb no Seminário Internacional “Sustentabilidade na Gestão dos Resíduos”

O presidente Jorge Arraes foi palestrante no Seminário Internacional “Sustentabilidade na Gestão dos Resíduos”, que aconteceu nos dias 30/06 e 01/07, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele debateu no painel "Infraestruturas Operacionais e Tecnologias Adaptadas à Realidade Brasileira de Coleta, Tratamento, Valorização e Destinação Final dos Resíduos Sólidos". O diretor de Limpeza Urbana (DLU), Alexandre Campos, também participou da apresentação.

“São cerca de 30 atividades diferentes, o que exige da gente um planejamento técnico muito específico e estratégico, obviamente sem falar das emergências e dos grandes eventos,” explicou Arraes sobre as muitas responsabilidades da Companhia.

O engenheiro especialista José Henrique Penido (DTE) foi mediador no tema "Estudos e Projetos de Viabilidade e Modelagem Econômico - Financeira e Tarifária na Limpeza Urbana e na Gestão dos Resíduos Sólidos para Concessões e PPP".

O evento terminou nessa quarta-feira (02/07) com uma visita técnica ao CTR-Rio, em Seropédica, operada pela concessionária Ciclus Ambiental.

O seminário, promovido pela FGV, com apoio da LAVORO Solutions e iniciativa do Instituto Valoriza Resíduos (IVR), teve como objetivo promover soluções sustentáveis para o manejo de resíduos sólidos urbanos, fortalecer a regulação e fomentar investimentos no setor.




Comlurb Apres Arraes Sem FGV by Gustavo Puppi on Scribd

terça-feira, 1 de julho de 2025

Quando não roçar é melhor que roçar


"Deliberately overgrown Wild for Wildlife"

Tradução: "Intencionalmente coberto/selvagem para a Vida Selvagem" (ou "Propositalmente crescido/selvagem para a Vida Selvagem")

Deixar áreas "deliberadamente selvagens" cria habitats vitais para a biodiversidade, fornecendo refúgio e alimento para insetos, aves e pequenos mamíferos. Essa prática essencial apoia a saúde ecossistêmica e os serviços ambientais, como a polinização, fundamentais para a conservação e o equilíbrio entre a natureza e a ação humana.