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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Inovação para um problema que quase não existe

Rio vai testar drone para evitar afogamentos e bicicletas aquáticas para limpar lagoas

Classificado em primeiro lugar no processo seletivo organizado pelo município, o projeto da BiClean levou dois anos entre a concepção e a obtenção da patente. A ideia do inventor é iniciar os testes com quatro unidades em uma base na altura do Parque dos Patins na Lagoa Rodrigo de Freitas, em data ainda a ser definida pelo município que vai autorizar os testes para criar um marco regulatório.

A eletricidade para operar os equipamentos que vão coletar resíduos e recolher amostras de água virá de um painel solar e da disposição de curiosos em pedalar para testar o aparelho.

— Um dos objetivos é promover a educação e a consciência ambiental de que o lixo despejado irregularmente vai parar em rios e lagoas. Devemos oferecer algum brinde com base no volume de lixo recolhido — explicou o criador do BiClean, Marcius Victório da Costa.



A proposta da BiClean pode ser simpática como peça de inovação urbana, mas parte de uma premissa que, para quem frequenta a Lagoa Rodrigo de Freitas diariamente, parece frágil. Como remador, percorro suas águas praticamente todos os dias, por cerca de uma hora, e afirmo com tranquilidade: não existe resíduo sólido flutuante na Lagoa em volume que justifique tanta preocupação com equipamentos embarcados de limpeza. A imagem de um espelho d’água tomado por lixo simplesmente não corresponde à realidade observável. Por isso, antes de celebrar a novidade, convém perguntar se o problema que ela pretende resolver existe de fato na escala sugerida.

A notícia informa que o projeto selecionado pelo Sandbox.Rio pretende testar bicicletas aquáticas elétricas para coleta de resíduos flutuantes e microplásticos, com base na altura do Parque dos Patins, unindo limpeza, lazer e educação ambiental. Como conceito, a ideia é engenhosa. Como resposta operacional à Lagoa, nem tanto. O ponto principal não é discutir se o equipamento funciona, mas se há demanda real para ele. E, do ponto de vista de quem conhece a Lagoa por dentro, remando sobre suas águas e observando sua superfície dia após dia, a resposta parece ser negativa: o lixo flutuante é raro, eventual e insuficiente para justificar a criação de uma nova camada de aparato náutico.

Essa percepção prática ajuda a relativizar também a lógica da já conhecida “marinha laranja”. Há algum tempo se insiste em dispor embarcações, catamarãs e equipamentos de limpeza como se a Lagoa exigisse vigilância constante contra resíduos sólidos flutuantes. Não exige. A exceção costuma ocorrer depois de chuvas fortes, quando algum material vegetal, galhos ou detritos carreados chegam ao espelho d’água. Mesmo nesses casos, o vento da tarde normalmente empurra esse material para as margens, onde a remoção pode ser feita de forma simples e proporcional. Transformar essa exceção em justificativa para manter uma rotina de limpeza embarcada permanente parece menos uma necessidade ambiental e mais uma superestimação do problema.

É importante notar que essa crítica não nega a utilidade de intervenções pontuais. Se houver episódio extraordinário, chuva intensa, acúmulo localizado ou necessidade específica de manejo, a atuação embarcada pode fazer sentido. O que não parece razoável é tratar a Lagoa como se houvesse ali um passivo contínuo de resíduos sólidos flutuantes, quando a observação direta indica exatamente o contrário. A inovação, nesse caso, corre o risco de repetir um vício comum da gestão pública: criar solução vistosa para um problema pequeno. O equipamento passa a existir não porque a necessidade o impõe, mas porque a narrativa da inovação pede um objeto visível, fotogênico e facilmente comunicável.

A questão da qualidade da água existe, claro, mas é outra discussão. A própria Prefeitura mantém monitoramento sistemático da Lagoa, com boletins regulares sobre parâmetros físico-químicos e biológicos. Esse acompanhamento é importante e ajuda a compreender a dinâmica ambiental do sistema lagunar. Mas não se deve confundir qualidade da água com presença visível de resíduos sólidos flutuantes. Uma coisa é monitorar a saúde ambiental do corpo hídrico; outra, bem diferente, é sugerir que há lixo boiando em quantidade tal que justifique novas embarcações de limpeza. O problema principal da BiClean, portanto, não é tecnológico. É de diagnóstico.

No fim, a melhor contribuição que alguém pode dar a esse debate talvez seja justamente a da experiência cotidiana. Quem observa a Lagoa da margem vê uma paisagem. Quem a percorre remando todos os dias vê a realidade do espelho d’água. E essa realidade, ao menos hoje, não revela um ambiente carregado de lixo flutuante. Revela uma Lagoa limpa, com ocorrências episódicas e localizadas, que não parecem justificar nem a antiga ênfase da “marinha laranja” nem o entusiasmo imediato com a BiClean. Antes de multiplicar equipamentos, convinha reconhecer um dado simples: o resíduo sólido flutuante na Lagoa Rodrigo de Freitas não é, hoje, um problema na escala que essas soluções fazem supor.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Marinha Laranja

A operação da frota náutica na Lagoa Rodrigo de Freitas, conhecida como "marinha laranja", levanta questionamentos sobre a eficiência no uso de recursos públicos destinados à limpeza de resíduos sólidos e remoção de vegetação aquática. Apesar das melhorias recentes no ambiente da lagoa, a presença de resíduos flutuantes é rara e, quando ocorre, eles são direcionados pelo vento às margens, onde podem ser coletados de forma manual com eficiência e baixo custo. Nesse contexto, a necessidade de manter embarcações sofisticadas em atividade constante parece carecer de justificativa prática.

A operação de pequenos catamarãs e chatas para a limpeza de resíduos sólidos demonstra um descompasso com a realidade observada. O vídeo mostrando uma embarcação navegando em águas completamente limpas reforça a percepção de que, na maior parte do tempo, a frota desempenha um papel mais simbólico do que funcional. Esse cenário evidencia uma possível alocação inadequada de recursos, especialmente quando soluções mais simples, como equipes terrestres para coleta nas margens, poderiam suprir a demanda com menor investimento.

Já o uso do ceifador para o controle da vegetação aquática, como a Ruppia maritima, tem relevância específica durante o verão, período em que a proliferação é mais intensa devido às condições climáticas. No entanto, fora dessa época, a operação desse equipamento parece desnecessária, contribuindo para um desperdício de recursos que poderiam ser direcionados para outras ações de limpeza ou preservação ambiental.

Embora a remoção de resíduos e a gestão da vegetação aquática sejam componentes essenciais para a manutenção do espelho d'água da lagoa, a estratégia atual da "marinha laranja" requer uma reavaliação. O foco deve estar em ações proporcionais à necessidade real, priorizando intervenções pontuais e econômicas, que garantam a preservação ambiental sem onerar desnecessariamente os cofres públicos. A continuidade de operações que não apresentam impacto concreto apenas reforça a impressão de um recurso subutilizado, comprometendo a percepção pública sobre a gestão responsável da Lagoa Rodrigo de Freitas.


segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Nove embarcações reforçam a limpeza em ilhas da Barra, na Lagoa e na área costeira do Museu do Amanhã

Em períodos de prosperidade, é fundamental exercer cautela para não nos deixarmos seduzir excessivamente pelas oportunidades. Por muito tempo, a operação náutica enfrentou desafios, conseguindo entregar resultados notáveis apesar das limitações de suas embarcações. Atualmente, assistimos ao surgimento de uma expressiva "marinha laranja", composta por nove novas embarcações. 

Posso falar com segurança apenas sobre as destinadas à Lagoa Rodrigo de Freitas. Dentre todas, a mais crucial – e talvez a única verdadeiramente indispensável – é a embarcação tipo ceifador, usada para cortar vegetação aquática. Contudo, os dois catamarãs de pequeno porte, embora equipados com um sistema eletromecânico para a elevação do cesto dianteiro, e uma chata parecem ter pouca utilidade. Isso se deve ao fato de que quase não há resíduos flutuantes na lagoa. Quando tais resíduos surgem, eles são geralmente levados pelo vento até as margens, onde podem ser coletados sem a necessidade de uma embarcação.

Resta a questão da mortandade de peixes, um fenômeno cada vez mais raro (a última ocorrência significativa foi há mais de quatro anos). Portanto, se a justificativa para estas embarcações é a prevenção de mortalidade de peixes, a flotilha laranja se assemelha aos carros de bombeiros em aeroportos: embora raramente usados, são justificados pela potencialidade de prevenir uma catástrofe. A diferença é que, enquanto os carros de bombeiros nos aeroportos mantêm sua justificativa por poderem salvar vidas, a relevância de uma grande parte desta frota náutica permanece questionável.



Embarcação circula numa das ilhas da Barra - William Werneck / Comlurb

Nove embarcações recém-adquiridas pela Comlurb entraram em operação no complexo de sete ilhas da Barra da Tijuca, na Lagoa Rodrigo de Freitas e nas áreas costeiras do Museu do Amanhã. Os equipamentos são usados no transporte de resíduos sólidos e flutuantes removidos das águas e, ainda, em coleta domiciliar. Com o novo material, os serviços passam a ter mais agilidade e eficiência.

As ilhas da Barra ganharam quatro embarcações para a coleta domiciliar. São três catamarãs de pequeno porte, com sistema eletromecânico de elevação do cesto dianteiro, além de um equipamento tipo chata, usado em locais de difícil acesso.

A limpeza na Lagoa é feita com dois catamarãs de pequeno porte, equipados com sistema eletromecânico para elevação do cesto dianteiro; uma embarcação tipo ceifador para o corte de vegetação aquática (como as gigogas) abaixo da lâmina do espelho d’água e uma chata.

No entorno do Museu do Amanhã está sendo usado um catamarã de grande porte, equipado com sistema eletromecânico para elevação do cesto dianteiro.



quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Novo Catamarã a serviço da Limpeza

Veículo mais moderno entra em ação para recolher lixono entorno do Museu do Amanhã

A limpeza do lixo trazido pela maré, que acaba acumulado no entorno do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, ganhou um reforço. A Comlurb passou a usar no serviço um novo catamarã, mais moderno, que vem com um mecanismo em formato de cesto na extremidade. O trabalho,realizado de segunda a sexta-feira, é feito em um trecho de cerca de 1,5 quilômetro de espelho d’água da Baía de Guanabara, contornando toda a estrutura do museu. Em média, são recolhidos por dia cerca de 500 quilos de lixo de maré. Entre os itens mais comuns encontrados na água estão garrafas de vidro, embalagens pet, copi- nhos, brinquedos e até caixotes de madeira. Mas aparecem também, de vez em quando, materiais como carcaças de freezer, tubos de TV e animais mortos.


DORIO Nº 169 de 11-11-2021 - Novo Catamarã a Serviço Da Limpeza by Gustavo Puppi on Scribd


Sinceramente, como Engenheiro Naval, não vejo como  o novo catamarã seja mais moderno que o antigo Ecoboat. 

Catamarã mais moderno

Ecoboat menos moderno por corolário


quarta-feira, 30 de junho de 2021

Habemus Ecoboat

A Comlurb executa uma série de serviços que não fazem parte de suas atribuições institucionais. Alguns destes serviços foram impostos pela Prefeitura, outros foram criados pela própria Comlurb. 

A remoção de lixo flutuante da Baia de Guanabara não é uma atribuição municipal nem deveria ser considerada Limpeza Urbana, todavia, na época das olimpíadas de 2016, em mais um surto de autoestima institucional exacerbada, alguém dentro da Companhia achou por bem contratar um ECOBOAT para garantir a limpeza do espelho d´água no em torno do Museu do Amanhã.

Extinta a chama olímpica, o ECOBOAT permaneceu em operação.  







 

quinta-feira, 21 de março de 2019

Bode expiatório náutico

A Comlurb executa uma série de serviços que não fazem parte de suas atribuições institucionais. Alguns destes serviços foram impostos pela Prefeitura, outros foram criados pela própria Comlurb. 

A remoção de lixo flutuante da Baia de Guanabara não é uma atribuição municipal nem deveria ser considerada Limpeza Urbana, todavia, na época das olimpíadas de 2016, em mais um surto de autoestima institucional exacerbada, alguém dentro da Companhia achou por bem contratar um ECOBOAT para garantir a limpeza do espelho d´água no em torno do Museu do Amanhã.

Extinta a chama olímpica, o ECOBOAT permaneceu em operação.  

Então, apesar de não ser sua atribuição, por estar executando o serviço, havendo falha, a culpa recai na Companhia em um caso de bode expiatório náutico. 



Baía de Guanabara, perto do Museu do Amanhã, está tomada pelo lixo; veja imagens

Comlurb diz que tira quase duas toneladas de lixo por dia daquele trecho da Baía de Guanabara. Nas principais praias da Zona Sul, lixo plástico toma conta do espelho d’água.




Um dos cartões postais do Rio está tomado pelo lixo. Imagens enviadas ao Bom Dia Rio mostram a Baía de Guanabara, perto do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, na Zona Portuária do Rio, repleta de sujeira.

Segundo a Comlurb, quase duas toneladas de lixo são recolhidas diariamente só no trecho da baía perto do museu. A companhia esclarece que isso acontece, principalmente, por causa do descarte irregular nas margens de rios, nas praias e nos canais que desaguam na Baía de Guanabara.

A Comlurb afirmou, ainda, que limpa o espelho d'água do entorno do museu de segunda a sábado, com a ajuda de um ecoboat - uma espécie de barquinho - e que faz esse trabalho das 9h às 17h20.

Na terça-feira (19), o Bom Dia Rio mostrou como as principais praias da Zona Sul da cidade – Copacabana, Ipanema e Leblon. ficaram com o mar tomado por lixo neste verão. Principalmente resíduos plásticos, como copos, garrafas e embalagens, que ficam boiando bem próximos da areia.

Capinadeira subaquática


Por ser um equipamento único e antigo, sua manutenção é complexa e seu período operacional disponível é muito baixo.

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Esta Capinadeira Subaquática pode cortar e coletar vegetação aquática e remover quantidades excessivas de lixo em cursos d'água de todos os tamanhos.

A Cleantec Infra fez a máquina que funciona de forma semelhante a um cortador de grama subaquático. Sua correia transportadora desce na água e corta, coleta e armazena a vegetação aquática ou até que seja necessário descarregá-lo.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Mortandade de Peixes - versão 2018

Comlurb já recolheu 13,6 toneladas de peixes mortos na Lagoa Rodrigo de Freitas
Segundo biólogo, Canal do Jardim de Alah entupido por areia pode ter impedido a renovação da água e provocado a mortandade
Gustavo Goulart
 Até as 18h desta quinta-feira, a Comlurb já havia retirado 13,6 toneladas de peixes mortos, principalmente savelhas, da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os alertas do biólogo Mário Moscatelli sobre as condições da lagoa foram confirmados na manhã desta quinta-feira com uma grande mortandade de peixes. O profissional percorreu trechos da lagoa e descobriu pontos de lançamento de esgoto e o Canal do Jardim de Alah totalmente entupido por areia, o que impediu a renovação da água e pode ter sido um dos principais motivos para a mortandade. 
Paisagem foi alterada por causa da mortandade Emily Almeida / Agência O Globo

A Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) atribuiu a morte de peixes à proliferação de cianobactérias e fitoplânctons. Segundo nota da prefeitura, esses microrganismos têm ciclo de vida rápido, se proliferam com as altas temperaturas e, ao morrerem, consomem muito oxigênio. Moscatelli disse que fez uma vistoria em pontos da lagoa com técnicos da Subsecretaria de Meio Ambiente e que não encontrou na água condições que indicassem a presença de microrganismos.  
— Posso estar errado, pois não fiz análise da água. Mas, vi a água muito clara. Não consegui identificar onde está essa proliferação de microrganismos. A água com a presença deles fica com cor opaca. O comportarmento que estou vendo dos peixes e crustáceos remete a mortandades anteriores, que não tiveram a ver com microrganismo. Embora tenha melhorado, continua o lançamento de esgoto. Além disso, o canal do Jardim de Alah está completamente entupido por areia. E também há a situação climática agressiva — comentou Moscatelli. 
Ele destacou que, dessa vez, a mortandade não se limitou às savelhas, cuja suposta super-população já foi usada, no passado, como argumento pelas autoridades.
— Calor, Canal do Jardim de Alah obstruído e lançamento de esgoto formam a receita certa para a mortandade. Tem de tudo aí. E não é savelha, não. Dessa vez, não tem aquela história de super população de savelhas. São todas as espécies. Robalo, Parati, Tainha, Tilápia, está variado o cardápio — contou o biólogo. 
Por meio de nota, a Seconserma disse que os órgãos ambientais estão em alerta desde a madrugada, mas não mencionou o entupimento do canal, um dos principais motivos do fenômeno da mortandade, de acordo com o biólogo. 
Atleta em treinamento no meio da lagoa com peixes mortos Emily Almeida / Agência O Globo
“Os órgãos ambientais envolvidos no monitoramento da Lagoa estão em alerta desde esta madrugada, quando se registrou tendência declinante nos valores das concentrações de Oxigênio Dissolvido (OD) na água, com forte perda desses níveis, chegando de 0h30 até a última leitura das 10h ao valor de = < 0,1mg/L, indicando início de anoxia (ausência ou diminuição de oxigênio)"; explicou em nota.
Para o ambientalista, a prefeitura está perdendo uma boa oportunidade para acelerar a troca de água da lagoa, já que os níveis de maré estão altos, muito pela proximidade da lua cheia.
— Observando a tábua de marés do Centro de Hidrografia da Marinha, sabemos que a uma hora e dois minutos da madrugada desta quinta-feira (ou 2h02m fora do horário de verão) a maré chegou a 1.2 metro. É muito alto. Às 7h28m, a maré atingiu 0.2. É maré de escoamento, de baixa mar. Depois, às 14h11m, a maré atingiu 1.1. E às 20h49m, 0.1, muito baixa. A prefeitura teve oportunidade de facilitar a troca, mas não desobstruiu o canal. No próximo sábado, teremos lua cheia. Maré de 1.3 às 3h28m, no horário de verão. Alta demais. Possibilitaria entrada de água na Lagoa. Se a prefeitura não ficar esperta e aproveitar, vai perder uma oportunidade de ouro. Pois vamos ter marés altas até quarta-feira, quando teremos 1.1. As mais intensas, sábado e domingo, com 1.3 - alertou. 
Para a operação de limpeza da Lagoa foram necessários 601 garis, 61 agentes de limpeza e quatro catamarãs.
Também por nota, a Seconserma disse que a Fundação Rio Águas está monitorando as comportas para a renovação da água da lagoa, mas também não mencionou o entupimento do canal.  
"A Fundação Rio-Águas está mantendo as comportas do Canal do Jardim de Alah abertas desde do dia 14/12 e a da General Garzon, desde hoje, às 10h30m, a fim de reduzir a temperatura da água e melhorar a oxigenação. Contudo, a maré está baixa e a ausência de vento também não colabora para que ocorra a troca de água entre o mar e a lagoa". 
— Se não nos adaptarmos às novas condições climáticas, com toda tecnologia que temos à disposição atualmente, de nada adiantará a simples tarefa de desobstruir o canal e facilitar a troca de água — concluiu Moscatelli.
O trabalho da Comlurb vai continuar durante toda a madrugada e, se necessário nesta sexta-feira, até cessar a mortandade, informou a Companhia em nota.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Limpeza de Lixo Flutuante

O catamarã do Serviço Náutico  caprichou na limpeza do espelho d’água do Entorno do Museu do Amanhã e da Orla Conde. A equipe recolheu cerca de 1,2 tonelada de resíduos sólidos flutuantes. Em dias de chuva, esse volume pode aumentar.

sábado, 12 de agosto de 2017

Ônibus Náutico

Os catamarãs de serviço na limpeza e coleta domiciliar das ilhas existentes no complexo lagunar da Barra da Tijuca tinham que se deslocar uma longa distância para receber suas guarnições de serviço. Isso acontecia porque a embarcação utilizada para transporte de material não tinha condições para realizar transporte de pessoal. 

A melhoria veio de iniciativa dos trabalhadores que sugeriram a produção de bancos removíveis. 

Os bancos foram então fabricados na Fábrica de Equipamentos Aleixo Gary. Isso possibilitou que todas as guarnições fossem transportadas para seus respectivos catamarãs e locais de trabalho eliminando deslocamento não produtivo de equipamentos no início e final do expediente.







domingo, 11 de janeiro de 2015

Limpeza de resíduos flutuantes

A poluição causada pela presença de resíduos sólidos flutuantes ou semi-submersos, contribuem para a degradação estética e ambiental em um corpo de água. A remoção deste material flutuante gera melhorias na saúde e aumento da penetração da luz natural, ajudando a desencadear o processo de autopurificação de água.


A embarcação da COESA - Buenos Aires na ilustração auxilia a remoção de resíduos em uma ecobarreira, como se fosse uma pá mecânica.





terça-feira, 4 de novembro de 2014

Controle de Vegetação Aquática

Os serviços de controle de vegetação aquática da COESA em Buenos Aires são desenvolvidos em lagos que estão infestados com plantas aquáticas de qualquer espécie, que degradam a qualidade do habitat e até mesmo põe em risco a existência do corpo de água. A operação consiste no corte subaquático com profundidade ajustável e cesta coletora que é cesta permite dispor a vegetação cortada fora do espelho d’água.



Lagoa Rodrigo de Freitas em novembro



domingo, 1 de setembro de 2013

Any Waste Any Time - Coleta de lixo em navios

Os dois filmes em anexo produzidos pelo Porto de Rotterdam na Holanda apresentam como é feita a coleta de lixo em navios e embarcações. Considerando que cada navio é uma pequena cidade, o descarte adequado doa resíduos é importante para evitar a poluição dos mares. Para quem está acostumado com roteiros de caminhões de coleta é interessante conhecer como a coisa é feita neste outro ambiente.







segunda-feira, 18 de março de 2013

Comlurb retira peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas

Segundo a empresa, trabalho de remoção foi concluído neste sábado.



Agentes da Comlurb concluíram, no início da tarde deste sábado (16), o trabalho de remoção dos peixes mortos da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. Essa semana uma mortandade de peixes levou mau cheiro a um dos pontos turísticos mais belos da cidade.



De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Comlurb, 72 toneladas de peixe foram retiradas do local. Apesar do número de peixes mortos na água ter diminuído bastante, frequentadores do local ainda sentiam cheiro bastante desagradável na manhã deste sábado.

O trabalho mobilizou 194 garis com apoio de quatro embarcações, caminhões e kombis lava a jato. Pouco antes das 13h, os garis atuavam na limpeza rotineira da área e retiravam apenas pequenos peixes que ficaram presos na vegetação.







 
"Hoje (15/03), ainda foi melhor, mas ontem  foi muito complicado de competir. O cheiro estava muito forte, quase insuportável, e existiam muitos peixes concentrados na largada, o que nos exigiu bastante. Mas hoje a Comlurb (empresa responsável pela colheta de lixo) trabalhou bastante e mellhorou a situação".





quinta-feira, 14 de março de 2013

Improviso tecnologico


 Um trabalhador opera uma “scooter náutica”  adaptada para coletar lixo em um rio em Paranaque, região metropolitana de Manila nas Filipinas. A operação fez parte de uma campanha maciça para limpar os rios de Manila poluídos depois de anos de industrialização descontrolada e surgimento de favelas despejando resíduos industriais e domiciliares nas águas.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Coleta de Lixo Flutuante





Coletar lixo flutuante em um rio como acontece no Tamisa em Londres ou nas Ecobarreiras parece mais simples que em um lago ou baía, afinal de contas, a corrente é conhecida, basta instalar o dispositivo de coleta no caminho das águas.

Mas todos os corpos d’água tem uma rotina de ventos e de corrente bem conhecida. Pergunte aos seus usuários sejam eles pescadores, esportistas ou condutores de embarcações e saberá coisas como o vento vem daqui de manhã vai para ali de tarde, a maré sobe tal hora e o “canal” é aqui ou ali.  Estas informações podem ser úteis para, no lugar de ir atrás do lixo flutuante, esperar que ele chegue em um ponto por ação do vento ou corrente para recolhê-lo como em um rio.




domingo, 6 de maio de 2012

Embarcação de limpeza de espelho d´água


Com um  custo de U$ 600 mil o  Scavenger 2000 é uma embarcação pode recolher por volta de 2000 Kg de resíduos em um dia típico de trabalho. O barco também libera 150.000 litros de oxigênio para a água contribuindo para sua descontaminação. Eventualmente pode até combater incêndios com seu canhão d’água. 




quinta-feira, 12 de abril de 2012

Coleta de lixo em Veneza

A coleta de lixo em Veneza é um exemplo extremo de como a operação de um serviço deve se adaptar às características do ambiente.  O máximo de eficiência será obtido com operações customizadas para as características específicas uma determinada área. Buscar padronizar operações para áreas diferentes com características heterogêneas é certeza de se ter tantas áreas ineficientes quantas outras eficientes.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lixo da Ilha do Mel passa a ser recolhido por carros elétricos


Reportagem TV Globo

 Poderia ser usado na Ilha de Paquetá que gera 24 t  diárias de lixo e entulho?



São dois veículos que agilizam a coleta das 12 toneladas de resíduos produzidos diariamente na ilha são  operados por motoristas habilitados e transportam até 600 quilos de lixo por vez. Antes de sua utilização, a coleta e transporte dos resíduos eram realizados com carrinhos movidos por tração humana. Os cerca de 60 trabalhadores que faziam esse trabalho agora são ocupados na separação de material reciclável.


“Estes novos equipamentos agilizam a coleta e o transporte de lixo das casas, pousadas e restaurantes de acordo com os princípios de preservação ambiental. Não são poluentes, não geram emissão gasosa, não fazem barulho e não ocasionam danos nas trilhas e na areia”, afirma o diretor executivo do AguasParaná, Ewerton Luiz da Costa Souza.