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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Bigbelly, agora também na Irlanda




No post de 2025 eu já havia chamado atenção para a lógica do Bigbelly: uma lixeira compactadora solar, fechada, capaz de armazenar algo como 5 a 8 vezes mais resíduos do que uma papeleira convencional, com sensores de enchimento e potencial para reduzir coletas desnecessárias. A tecnologia me interessava menos pelo brilho do “smart” e mais pelo que ela revela de inteligência operacional: compactar, conter, monitorar e só então coletar.

Agora surgem novos exemplos na Irlanda, e em escala que já não permite tratar o equipamento como curiosidade exótica. O mercado irlandês informa presença de mais de 3.000 unidades no país, com implantação em lugares como Dublin, Cork, Meath, Kilkenny, Laois, Tipperary, Donegal e Waterford. Em Dún Laoghaire-Rathdown, o próprio conselho local informa usar esses “smart bins” desde 2014, com cerca de 450 unidades em operação.

O que me chama atenção, mais uma vez, é que o valor do Bigbelly não está apenas no equipamento em si, mas no conceito de gestão que ele carrega. A prefeitura irlandesa destaca exatamente o que importa: maior capacidade, monitoramento online, coleta quando necessário em vez de roteiro fixo, menos veículos rodando e menos transbordamento visível. É a velha diferença entre varrer calendário e gerir demanda real. A lixeira deixa de ser só recipiente e passa a ser ponto de inteligência da operação.

Claro que toda tecnologia precisa ser lida à luz do território. O que funciona bem em ambientes de maior disciplina urbana pode enfrentar outros desafios em contextos com vandalismo, furto e uso antissocial do espaço público. Mas os exemplos irlandeses reforçam um ponto que me parece cada vez mais claro: o Bigbelly não é apenas uma lixeira sofisticada. É uma pequena peça de uma gestão urbana que tenta trocar improviso por informação, e coleta reativa por coleta racional. E isso, por si só, já merece atenção.



quinta-feira, 16 de abril de 2026

Papeleiras na Toscana: pequeno equipamento, grande mensagem


As imagens mostram algo que costuma passar despercebido na limpeza urbana: a papeleira como instrumento de educação e não apenas de descarte. Em vez de um recipiente genérico para “qualquer lixo”, vê-se um conjunto com identificação clara por fração — nas fotos, pelo menos multimateriale e indifferenziato — em linha com a lógica de separação adotada por Sei Toscana, gestora do serviço de resíduos em boa parte da Toscana sul. No site da operadora, a coleta diferenciada é apresentada justamente como separação por tipo e natureza do resíduo, e o multimaterial aparece como uma fração específica do sistema. A lição é simples: até a papeleira de rua pode ser pensada como extensão pedagógica da coleta seletiva, e não como um simples recipiente residual.

O que mais me interessa, porém, é o desenho discreto do equipamento. As papeleiras não tentam chamar atenção por exuberância; elas procuram conviver com o lugar. Em um ambiente de pedra, muralha e tecido urbano histórico, o mobiliário é sóbrio, compacto e funcional. No Percolado, isso conversa com uma ideia recorrente: limpeza urbana não se resume ao caminhão ou à varrição; ela também depende da inteligência do ponto de entrega. Quando a papeleira informa, orienta e se integra ao espaço, ela ajuda a transformar comportamento sem precisar de discurso grandioso. É um detalhe pequeno, mas desses detalhes é feita a civilidade urbana.

domingo, 1 de junho de 2025

Bigbelly: A Lixeira Compactadora Solar Inteligente


O equipamento na imagem é uma lixeira compactadora movida a energia solar da marca Bigbelly. Conhecida como "Corbeille Compactrice à Énergie Solaire" em francês, como indicado na foto tirada em Mônaco, essa tecnologia é amplamente utilizada na Europa e em outras partes do mundo.

Características e Vantagens do Bigbelly:

  • Compactação de Lixo: O principal diferencial do Bigbelly é sua capacidade de compactar o lixo. Isso permite que a lixeira armazene até 5 a 8 vezes mais resíduos do que uma lixeira convencional, reduzindo a frequência de coletas.

  • Energia Solar: Opera com energia solar, o que a torna autossuficiente e ambientalmente amigável, eliminando a necessidade de conexão à rede elétrica.

  • Monitoramento Inteligente: Muitos modelos Bigbelly possuem sensores que monitoram o nível de enchimento e enviam alertas para as equipes de coleta quando estão cheias. Isso otimiza as rotas de coleta, economizando tempo, combustível e recursos.

  • Redução de Odores e Pragas: Por ser um sistema fechado e compactar o lixo, ajuda a conter odores e inibir a presença de pragas, como ratos e insetos.

  • Estética Urbana: Possui um design moderno que se integra bem ao ambiente urbano.

Uso na Europa:

Na Europa, o Bigbelly é bastante difundido em cidades que buscam soluções de gestão de resíduos mais eficientes e sustentáveis. É comum encontrá-lo em centros urbanos, parques, áreas turísticas e calçadões, como em Mônaco, onde a organização e a limpeza são prioridades. Cidades como Londres, Dublin, Amsterdã e diversas outras já implementaram esses sistemas, obtendo benefícios como a redução de custos operacionais e a melhoria da limpeza pública.

Apresentação no Rio de Janeiro e Possíveis Razões para Não Utilização:

É interessante saber que o equipamento Bigbelly já foi apresentado como uma possível solução para o Rio de Janeiro. No entanto, sua não utilização na cidade pode estar relacionada a diversas razões, especialmente considerando o contexto social e econômico do Rio:

  • Custo de Implementação e Manutenção: Embora o Bigbelly traga economia a longo prazo, o investimento inicial para adquirir e instalar um número significativo dessas lixeiras é alto. Além disso, a manutenção especializada pode ser um desafio em termos de recursos e mão de obra.

  • Vandalismo e Furto: Infelizmente, o alto índice de comportamento antissocial no Rio de Janeiro, incluindo vandalismo e furto, é uma preocupação real. Lixeiras sofisticadas e com componentes eletrônicos, como o Bigbelly, poderiam se tornar alvos, resultando em danos, perdas e custos de reparo ou substituição. A durabilidade e resistência do equipamento a atos de vandalismo seriam um fator crítico.

  • Descarte Inadequado e Falta de Cultura: Mesmo com a tecnologia de compactação, a eficácia do Bigbelly depende da colaboração da população no descarte correto do lixo. Em áreas com falta de conscientização sobre o descarte adequado, o sistema poderia ser comprometido por itens que não se compactam bem ou que o danificam.

  • Gestão e Logística Existentes: A transição para um novo sistema de coleta e acondicionamento de lixo exigiria uma reestruturação da logística e das operações de limpeza urbana já existentes, o que pode ser um processo complexo e custoso.

  • Prioridades Orçamentárias: Com as diversas demandas e desafios que o Rio de Janeiro enfrenta, os recursos orçamentários podem ser direcionados para outras áreas consideradas mais urgentes, deixando a modernização da gestão de resíduos em segundo plano, especialmente se o custo-benefício não for percebido como imediato ou prioritário.

Em suma, enquanto o Bigbelly oferece uma solução robusta e inteligente para a gestão de resíduos urbanos, sua implementação em uma cidade como o Rio de Janeiro exigiria uma análise aprofundada dos custos versus benefícios, considerando os desafios específicos relacionados ao comportamento social e à segurança do equipamento.





 

domingo, 5 de janeiro de 2025

Papeleiras onde são necessárias!!!!

Não há absolutamente qualquer fluxo de pedestres nessa esquina. A papeleira nunca será usada! Está lá provavelmente porque o "manual" diz para ter papeleiras em cruzamentos


 Um passeio pela cidade demonstra exemplos de locais onde as papeleiras existentes são totalmente desnecessárias, onde as papeleiras são insuficientes, onde atrapalham a circulação, onde são repedidas vezes depredadas, onde ficam em desarmonia com o espaço público, e, graças aos céus, locais onde estão muito bem posicionadas cumprindo sua função operacional e educacional.

Acredito que alguém com boa vontade caminhando pelos logradouros observando a movimentação das pessoas e a ambiência do espaço público percebe onde instalar papeleiras sem a necessidade de equações matemáticas. Porém, algumas recomendações deveriam ser consideradas:

1) Logradouros residenciais não devem ter papeleiras. Em um logradouro com baixa frequencia de varrição existe o risco de encontra inagens com esta onde a papeleira se transforma em ponto de disposição de lixo domiciliar fora do dia e horário de coleta:

2) Logradouros de lazer incluindo os de comércio semelhante a shoppings devem ter papeleira onde os usuários menos se locomovem. Em uma praça: próximo aos bancos e mesas de jogos, próximo a quiosques, brinquedos. Em um bulevar: próximo às esquinas e entrada de prédios públicos.
3) Logradouros comerciais e/ou de escritórios com movimentação intensa tipo centro da cidade deve haver infestação de papeleiras. Sem causar obstrução à circulação as papeleiras devem ficar como se os transeuntes quase tropeçassem nelas.
4) Em entradas e saídas de estações de metrô e trem, terminais rodoviários e marítimos devem ter papeleiras nos logradouros de acesso. Também em pontos de ônibus cobertos e pontos de taxi.

5) Padronização das papeleiras é vantajoso para a aquisição e manutenção, no entanto, alguma atenção deve ser dada para tipos diferenciados. Papeleiras mais resistentes em locais onde pode haver maior incidência de depredação tais como saída e acessos de estádios. Papeleiras mais elaboradas esteticamente para as maiores atrações turísticas. Até mesmo papeleiras temáticas como áreas de saída de praia ou shows.

sábado, 29 de junho de 2024

Papeleiras em Richmond - Reino Unido

 As fotos mostram a coleta de resíduos em Orleans Gardens, Richmond, Reino Unido. O procedimento de coleta de resíduos em parques como este geralmente é parte do serviço de manutenção pública, frequentemente realizado por equipes de manutenção de rodovias e espaços públicos.

Na primeira imagem, vemos duas lixeiras transbordando, o que sugere um uso intenso e possivelmente uma frequência insuficiente de coleta. Isso pode indicar a necessidade de ajustes na programação de coleta ou de um aumento no número de lixeiras para acomodar o volume de resíduos gerado pelos frequentadores do parque.

Na segunda imagem, vemos um veículo de manutenção de rodovias estacionado em uma via do parque, com um funcionário uniformizado esvaziando uma lixeira. Este tipo de serviço é essencial para manter os espaços públicos limpos e bem conservados, proporcionando um ambiente agradável para os visitantes do parque.





quinta-feira, 27 de junho de 2024

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Papeleiras onde são necessárias!!!!

Não há absolutamente qualquer fluxo de pedestres onde está posicionada a papeleira. Mesmo que alguém passe ali a papeleira está no sentido contrário da passagem. Não imagino que parte do "manual" oriente isso.



Um passeio pela cidade demonstra exemplos de locais onde as papeleiras existentes são totalmente desnecessárias, onde as papeleiras são insuficientes, onde atrapalham a circulação, onde são repedidas vezes depredadas, onde ficam em desarmonia com o espaço público, e, graças aos céus, locais onde estão muito bem posicionadas cumprindo sua função operacional e educacional.

Acredito que alguém com boa vontade caminhando pelos logradouros observando a movimentação das pessoas e a ambiência do espaço público percebe onde instalar papeleiras sem a necessidade de equações matemáticas. Porém, algumas recomendações deveriam ser consideradas:

1) Logradouros residenciais não devem ter papeleiras. Em um logradouro com baixa frequencia de varrição existe o risco de encontra inagens com esta onde a papeleira se transforma em ponto de disposição de lixo domiciliar fora do dia e horário de coleta:

2) Logradouros de lazer incluindo os de comércio semelhante a shoppings devem ter papeleira onde os usuários menos se locomovem. Em uma praça: próximo aos bancos e mesas de jogos, próximo a quiosques, brinquedos. Em um bulevar: próximo às esquinas e entrada de prédios públicos.
3) Logradouros comerciais e/ou de escritórios com movimentação intensa tipo centro da cidade deve haver infestação de papeleiras. Sem causar obstrução à circulação as papeleiras devem ficar como se os transeuntes quase tropeçassem nelas.
4) Em entradas e saídas de estações de metrô e trem, terminais rodoviários e marítimos devem ter papeleiras nos logradouros de acesso. Também em pontos de ônibus cobertos e pontos de taxi.

5) Padronização das papeleiras é vantajoso para a aquisição e manutenção, no entanto, alguma atenção deve ser dada para tipos diferenciados. Papeleiras mais resistentes em locais onde pode haver maior incidência de depredação tais como saída e acessos de estádios. Papeleiras mais elaboradas esteticamente para as maiores atrações turísticas. Até mesmo papeleiras temáticas como áreas de saída de praia ou shows.

domingo, 26 de novembro de 2023

Exemplo de papeleira em Bruxelas na Bélgica

Papeleira de metal fixada no solo

Destaque para a boca larga

Papeleira danificada

Sacos plásticos de varrição concentrados ao lado da papeleira



 

Exemplo de papeleira em Antuérpia na Bélgica


Papeleira de metal fixada no solo

Destaque para a boca estreita 

Abertura lateral da papelira

 

Exemplo de papeleira em Bruxelas na Bélgica


A tampa impede o acesso ao saco plástico

Destaque para tampa com boca estreita e local para apagar cigarros

 

Tudo muda com o tempo - Papeleira em Paris

A cidade de Paris adotou papeleiras de metal fixadas no chão.


Existe um elástico para fixas o saco plástico à estrutura

Padronização das papeleiras é vantajosa para a aquisição e manutenção, no entanto, alguma atenção deve ser dada para tipos diferenciados. Papeleiras mais resistentes em locais onde pode haver maior incidência de depredação tais como saída e acessos de estádios. Papeleiras mais elaboradas esteticamente para as maiores atrações turísticas. Até mesmo papeleiras temáticas como áreas de saída de praia ou shows.

 Modelo totalmente diferente da década anterior mostrado nesse blog em 2010



Tudo muda com o tempo - Papeleira em Paris


 A cidade de Paris adotou papeleiras de metal fixadas no chão.





segunda-feira, 24 de julho de 2023

Rio pode ter recorde de furtos de lixeiras neste ano; prejuízo deve chegar a R$ 1,5 milhão, diz Comlurb

Em apenas quatro meses, unidades que desapareceram ou foram depredadas na cidade representam quase a mesma quantidade registrada anualmente

Por Luiz Ernesto Magalhães — Rio de Janeiro

Furtos e destruição de papeleiras têm crescido no Rio. De janeiro a abril, já foram mais de 4 milFurtos e destruição de papeleiras têm crescido no Rio. De janeiro a abril, já foram mais de 4 mil Divulgação/Comlurb

o e furto de papeleiras da Comlurb nunca foram tão intensos quanto em 2023. Dados da empresa, divulgados pelo colunista Ancelmo Gois, do GLOBO, mostram que apenas entre janeiro e abril foram registradas 4.104 ocorrências. Se esse ritmo for mantido, o total de casos neste ano pode passar de 12 mil. A média anual fica entre 5 mil e 6 mil. A Comlurb não tem uma explicação para isso. Mas agentes da prefeitura sabem que no mercado dos ferros-velhos clandestinos, uma papeleira vale R$ 30 e um contêiner pelo menos R$ 70, porque o plástico é de alta qualidade e, ao ser ser derretido, vira polímero, matéria-prima para fabricar outros plásticos.

Em consequência do aumento das ocorrências neste ano, a Comlurb já estuda a possibilidade de repor as papeleiras com materiais alternativos, mais baratos, mas o que já se tentou não resolveu. No Méier, a Comlurb chegou a instalar, na Rua Dias da Cruz, 30 unidades de metal, chumbadas no asfalto, um modelo retrô. Dessas, só três sobreviveram.

— Uma papeleira nova custa R$ 150. Como conseguimos restaurar uma parte, gastamos cerca de R$ 1 milhão por ano. Mas em 2023, neste ritmo, podemos ter um prejuízo de R$ 1,5 milhão. Com esse dinheiro, a gente poderia comprar, por exemplo, quatro novos cortadores de grama automáticos (operados por joystick) que passamos a adotar este ano na limpeza da cidade— explica o presidente da Comlurb, Flávio Lopes.

Zona Sul, Barra e Jacarepaguá estão entre as regiões que registram o maior número de incidentes. Na Zona Norte, a situação é mais crítica em Madureira e no Méier. Na Tijuca, um dos pontos mais visados fica na Rua Barão de Mesquita, a menos de 300 metros da sede da Comlurb. Ali, a papeleira já foi reposta dez vezes.

Numa única noite de abril, 67 papeleiras foram furtadas na Lagoa e levadas numa Kombi para o Jacarezinho. Nesse caso, a prefeitura conseguiu localizar os responsáveis, entre os quais dois menores. Na delegacia, não disseram o que fariam com as papeleiras. Nas operações em ferros-velhos, a Secretaria de Ordem Pública (Seop) não tem encontrado papeleiras.

Os casos se multiplicam. Na última sexta-feira, câmeras de segurança registraram o momento em que jovens colocaram fogo numa papeleira na Estrada do Gabinal, na Freguesia, Zona Oeste do Rio. Por vezes, os objetos vandalizados são de maior porte. Há algumas semanas, seis contêineres decorados com grafite instalados na Pedra do Arpoado foram queimados e alguns deles jogados ao mar.

Praticidade é importante

Flávio Lopes diz que ainda não pode confirmar se, para evitar furtos, papeleiras passarão a ser fabricadas em concreto ou o outro tipo de material. Elas precisam ser práticas, para que o gari possa manuseá- las no momento de retirar o lixo.

— Instalar chips para rastrear para onde as papeleiras são levadas é inviável. O custo é maior do que fazer a reposição— acrescenta o presidente da Comlurb.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Considerações sobre a limpeza urbana em Richmond - Reino Unido - III

Os varredores usam lutocares duplos que já testamos uma vez sem sucesso na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Nossos garis achavam o equipamento muito desconfortável e pesado para movimentar, apesar da vantagem operacional de reduzir a quantidade de pontos de sacos de lixo de varrição.

Os garis aqui varrem pouco e catam muito com os apanhadores.Também já testamos os apanhadores de lixo pequeno no Rio de Janeiro, no entanto, nossos garis são fãs da vassoura e pá até para gimba de cigarro. 




Existem poucas papeleiras e as encontradas são aquelas grandes de metal estilo londrino.



sexta-feira, 16 de junho de 2023

Vandalismo na cidade provoca prejuízo para a população

 Furto de papeleiras


O furto e vandalismo de papeleiras segue causando imensos prejuízos. Apenas na região da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá foram furtadas 93 papeleiras em 2023, todas com registro na delegacia, sendo que 11 delas foram furtadas no Anil, entre os dias 20 e 26 de abril.

A cidade conta, atualmente, com cerca de 45 mil recipientes plásticos instalados, as chamadas papeleiras. Em média, de 500 a 600 unidades são furtadas/vandalizadas por mês, ou cerca de 6 mil por ano. São registrados casos de vandalismo e furto em toda a cidade, do Leblon a Santa Cruz. O prejuízo aos cofres públicos chega a cerca de R$ 1 milhão a cada ano, com base nos valores da última compra realizada (R$ 149,77 a unidade). Em 2022, entre reposições, trocas e novas instalações, foram colocadas 5.584 peças. Em 2023, de janeiro a abril, o número já chega a 4.104.

A durabilidade dos equipamentos é de cerca de cinco anos, desde que recebendo limpeza e manutenção adequadas e sendo bem cuidadas pela população. Os equipamentos são destinados apenas a pequenos resíduos. Caso recebam lixo domiciliar, caixas e uso de força para inclusão de materiais maiores, a durabilidade cai. A Comlurb ressalta que catadores informais e moradores em situação de rua também são responsáveis pela destruição de boa parte das papeleiras, ao remexer os resíduos em busca de materiais potencialmente recicláveis para vender.

A Comlurb realiza, diariamente, a instalação de cestas, contemplando todos os bairros da cidade. Quando chega um pedido ele é avaliado e, de acordo com a necessidade, a Companhia programa as instalações.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Novos modelos de papeleiras?

Já foi dito que a questão das papeleiras na cidade é algo que merece um profundo questionamento para revisar modelos, tamanhos, propósito do equipamento, além de procedimentos de aquisição, instalação, manutenção e limpeza, todos impregnados de sentinelas sem sentido!

Sem a busca da verdadeira causa de alguma situação adversa através de um criterioso exame e questionamento, existe o risco de soluções improvisadas, superficiais e ineficazes, placebos operacionais. 

A esperança é que esta simpática iniciativa das papeleiras "vintage" seja fruto de um criterioso exame e questionamento, e não somente o desejo saudosista de reviver outras eras.







Comlurb testa novos modelos de papeleiras

Novas Papeleiras da Comlurb
 Novas Papeleiras da Comlurb

O Méier foi escolhido pela Comlurb para testar 21 novas papeleiras. O novo modelo é mais resistente e fixo, para inibir o vandalismo e o furto, fatores responsáveis por até 25% da perda das papeleiras da cidade. Os novos equipamentos estão sendo construídos na própria fábrica da Companhia, a Aleixo Gary, instalada em Campo Grand. A fábrica, que teve início ainda na década de 30, conserta e reaproveita materiais e equipamentos usados pela Companhia, além de criar opções alternativas e sustentáveis. 

Os novos equipamentos são maiores, com um metro de altura e 40 cm de profundidade, cabendo o dobro de resíduos das papeleiras atuais. São confeccionadas com chapas galvanizadas e emborrachadas, a partir de reutilização de sobras de madeira plástica. As novas papeleiras são chumbadas ao chão e não podem ser removidas ou manipuladas. Somente o gari, com uma chave própria, abre o equipamento e retira o cesto interno para remoção dos resíduos.

A fábrica, cujo nome é uma homenagem ao empresário francês Pedro Aleixo Gary que, ainda no século XIX, estruturou os serviços de limpeza urbana na cidade do Rio de Janeiro, está finalizando um novo lote com mais 30 unidades, que também serão testadas no Méier.

sábado, 20 de abril de 2019

Papeleira em Salvador - Bahia

O interessante é papeleira ser considerada como equipamento da Secretaria de Ordem Pública.