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sábado, 10 de janeiro de 2026

Réveillon: a grandiosidade da operação e a fragilidade dos números


A operação de limpeza do réveillon no Rio de Janeiro sempre foi mais do que um serviço urbano. Ela se tornou, ao longo do tempo, uma demonstração pública de capacidade operacional, presença institucional e resposta rápida da Comlurb diante de um dos maiores eventos da cidade. Poucas ações expõem tanto a Companhia, poucas exigem tanto em prazo tão curto e poucas produzem uma percepção tão imediata da qualidade do trabalho executado.

Por isso, quando a operação funciona, o reconhecimento é justo. E a operação funciona. A cidade vê. Copacabana amanhece depois de uma noite gigantesca de celebração, e em poucas horas a praia, a pista e o entorno já apresentam outra aparência. Isso não é trivial. Há planejamento, mobilização de pessoal, equipamentos, coordenação, logística e, sobretudo, muito trabalho duro. Nada disso deve ser diminuído.

A divulgação do réveillon de 2026 informa a remoção de 1.250 toneladas de resíduos em toda a cidade, sendo 625 toneladas apenas em Copacabana. O número chama atenção não apenas por sua magnitude, mas também por representar um salto expressivo em relação ao ano anterior. Em 2025, o total divulgado foi de 980 toneladas, com 508 em Copacabana. Em um ano, portanto, houve um aumento superior a 25% no total e de mais de 23% no principal ponto da festa.

A pergunta inevitável é simples: o réveillon ficou mesmo 25% maior, mais intenso ou mais sujo de um ano para o outro?


Talvez tenha havido aumento de público, maior concentração em alguns pontos, mudanças operacionais ou variações nas condições da limpeza. Tudo isso é possível. Mas a escala do crescimento divulgado recomenda cautela. Especialmente quando se observa a série histórica e se percebe que, há cerca de dez anos, o total recolhido em todas as praias era da mesma ordem de grandeza que hoje se atribui apenas a Copacabana.

Questionar esses números não significa desmerecer a operação. Ao contrário. Significa levá-la a sério. Em gestão, existe uma máxima conhecida: o que não se mede não se gerencia. Mas existe um complemento menos repetido e igualmente importante: o que se mede errado pode induzir a um gerenciamento errado.

E aqui parece estar o ponto mais delicado.

A apuração da tonelagem do réveillon, historicamente, não decorre de pesagem efetiva dos resíduos recolhidos. O método utilizado é estimativo. Os caminhões não são pesados um a um antes da divulgação do resultado, porque isso consumiria tempo incompatível com a pressa de informar a imprensa e oferecer ao público uma resposta imediata sobre o sucesso da operação. Em seu lugar, utiliza-se uma tabela antiga que associa tipos de viatura e grau de enchimento a uma estimativa padrão de peso. Em outras palavras: contam-se viagens e volumes aparentes, e a partir daí projeta-se a tonelagem.

Como ordem de grandeza, o método serve. Como estimativa rápida, pode ser aceitável. O problema começa quando esse número passa a circular como se fosse uma medida precisa, apta a fundamentar comparações refinadas, inferências sobre público, avaliação de comportamento dos frequentadores ou até planejamento operacional futuro.

Não é.

Uma estimativa baseada em tabela antiga pode até ser suficiente para comunicação imediata, mas é insuficiente como indicador gerencial robusto. Ela não permite saber com precisão se houve de fato aumento real de resíduos, se houve redundância na remoção, se a logística de transporte alterou artificialmente o volume estimado ou se parte da variação decorre apenas do próprio método.

Esse ponto é relevante porque números frágeis podem fabricar demandas artificiais. Se a leitura dos resultados for tomada ao pé da letra, a tendência será planejar operações futuras a partir de uma pressão que talvez não exista na mesma medida. E, quando se organiza uma estrutura gigantesca com base em parâmetros distorcidos, abrem-se espaços para redundâncias, ineficiências e decisões superdimensionadas.

No caso do réveillon, isso parece ter pouca consequência prática imediata porque a operação já se consolidou menos como exercício de precisão técnica e mais como afirmação de vitalidade institucional. Em certo sentido, a lógica parece ser: façamos grandioso porque o evento é grandioso e porque a cidade exige essa demonstração de capacidade. Há, nisso, uma racionalidade própria. Talvez nem se usem os números para programar os serviços com o rigor que, em tese, eles sugerem. Talvez o número funcione mais como peça narrativa do que como ferramenta analítica.


Mas isso não elimina o problema. Apenas o desloca.

Uma instituição pública madura deveria ser capaz de executar uma grande operação e, ao mesmo tempo, medir melhor os seus resultados. Não para reduzir o brilho do evento, mas para compreender com mais clareza o que de fato ocorreu. Pesagem direta, revisão das tabelas de estimativa, critérios mais consistentes de consolidação e indicadores complementares poderiam melhorar bastante a qualidade dessa apuração. Porque tonelagem, sozinha, nunca diz tudo. E, quando mal estimada, pode dizer até menos do que parece.

O réveillon do Rio continuará sendo monumental, independentemente do número divulgado na manhã seguinte. A dedicação dos trabalhadores continuará merecendo respeito. A capacidade de devolver a cidade em poucas horas continuará sendo admirável. Nada disso está em discussão.

O que está em discussão é outra coisa: se os números que acompanham essa operação ajudam realmente a compreendê-la ou apenas a ornamentá-la.

Em serviços urbanos complexos, a grandiosidade da execução não dispensa a sobriedade da medição. Pelo contrário. Quanto maior o evento, maior deveria ser o cuidado com a qualidade do que se informa sobre ele.

Porque fazer grandioso é uma virtude operacional. Mas medir grandioso sem o devido rigor pode ser apenas uma forma de inflar aquilo que já é, por natureza, suficientemente grande.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Os números do Reveillon


Opinião

A operação de limpeza do réveillon de 2024 registrou o maior volume de resíduos já divulgado, com 980 toneladas coletadas, sendo 508 em Copacabana. Apesar do avanço operacional, com maior efetivo de garis e mais contêineres, os dados ainda são baseados em estimativas de uma tabela antiga que calcula o peso pelo volume transportado nos caminhões, sem pesagem real. Essa metodologia limita a precisão e a confiabilidade dos resultados, que não devem ser usados como indicadores de público, civilidade ou sucesso do evento, pois refletem apenas uma estimativa grosseira.

Embora eficiente no restabelecimento da limpeza até as 10h do dia 1º, a apuração de resultados da operação carece de modernização. Recomenda-se implementar a pesagem direta dos resíduos, atualizar a tabela de estimativas e incorporar métricas complementares que abranjam aspectos operacionais e a percepção pública. Isso garantiria maior transparência e dados mais úteis para planejamento e avaliação das próximas operações.






Comlurb remove 980 toneladas de lixo no Réveillon 2025 em todos os pontos oficiais de festas na cidade

Os fogos iluminaram o céu e os garis garantiram a limpeza na virada para 2025! As equipes da DLU e DSU marcaram presença nos pontos de festa em todas as regiões da cidade, garantindo uma limpeza eficaz. Com o maior efetivo da história, os 5.000 garis recolheram 980 toneladas de resíduos, sendo 508 toneladas apenas em Copacabana. As praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes somaram juntas 180 toneladas. A Praia de Sepetiba contabilizou 17, 5 toneladas.

A expertise do nosso time garantiu as vias e as calçadas limpas até as 10h do primeiro dia de 2024. Em seu primeiro dia à frente da Presidência da Comlurb, Jorge Arraes deu detalhes da operação especial de limpeza.

“A nossa operação especial de limpeza foi feita em cima de um planejamento estratégico, setorizado, o que contribuiu para tornar ainda mais eficiente o trabalho dos garis. Foi muito importante o aumento do número de contêineres em toda a orla, que facilitou o descarte por parte do público, agilizou e tornou ainda mais eficiente o nosso trabalho”, afirmou Jorge Arraes.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Os números do Reveillon

Como na apuração de resultado de toneladas de limpeza do Carnaval já escutei de pessoas bem conceituadas coisas como "tem que aumentar a estimativa para mostrar que está bombando" e "coloca qualquer coisa porque ninguém vai checar", os números podem ser eventualmente reflexo de algum viés.

Para a apuração de tonelagem do Reveillon o viés é metodológico: 

O material transportado nos caminhões simplesmente não é pesado pois demoraria muito tempo para divulgar o resultado real da operação na imprensa. 

É utilizada uma tabela padrão de peso estimado por tipo de viatura elaborada a muito tempo atrás. A tabela indica quanto levaria um tipo de caminhão se estiver cheio ou meio cheio, só isso. Os responsáveis pela limpeza dos diversos setores de praia usam a tabela para estimar com pouca acurácia o resultado de seu trabalho.

-"Tenho dois caminhões e cada um deu uma viagem cheia, pela tabela isso dá tantas toneladas"... Isso vai se juntando até o valor final divulgado para a imprensa.

Vale como ordem de grandeza, uma estimativa, ainda que grosseira. Mas não vale para avaliar o sucesso de público do Reveillon, ou como reflexo de civilidade dos festejos, ou qualquer outra referência técnica.

Veja a progressão do resultado do Reveillon utilizando reportagens pesquisadas no Google







Praias lotadas no primeiro dia de 2020 atrasam trabalho de limpeza da Comlurb

Foram recolhidos da Praia de Copacabana 351 toneladas, de um total de 762 em toda a cidade. Muita gente que curtiu o réveillon na orla não deixou o local e muito mais gente chegou ao longo da manhã desta terça-feira

Publicado às 11h32 de 01/01/2020 - Atualizado às 15h21 de 01/01/2020

Comlurb recolhe 762 toneladas de resíduos em toda a cidade, 351 delas somente em Copacabana
Comlurb recolhe 762 toneladas de resíduos em toda a cidade, 351 delas somente em Copacabana  Estefan Radovicz / Agência O D


Rio - O primeiro dia de 2020 tem muito sol e praias lotadas nesta quarta-feira. Em Copacabana, palco da festa de réveillon e que atraiu 2,9 milhões de pessoas, a quantidade de banhistas dificultou o trabalho de limpeza da Comlurb, que estava previsto para acabar às 10h, mas atrasou. Somente no bairro, foram recolhidas 351 toneladas, de um total de 762 em toda a cidade.

Segundo um encarregado da companhia de limpeza, o atraso seria de ao menos uma hora e meia para a limpeza de 100% da praia. Muita gente que curtiu o réveillon na orla não deixou o local e não para de chegar mais gente.

Às 10h as pistas da Avenida Atlântica já estavam lavadas com água de reuso e entregues ao tráfego de veículos. Na Barra da Tijuca foram 142 toneladas, em Ipanema/Leblon, 90, no Recreio, 63, no Piscinão de Ramos, 17, e na Ilha do Governador, 32,5 toneladas, entre outros pontos. A pré-limpeza de Copacabana iniciou às 20h do dia 31 até as 5h do dia 1°, com o recolhimento de 46 toneladas de resíduos, sendo cerca de 4,5 toneladas de materiais potencialmente recicláveis. 

A Companhia utilizou 3.420 funcionários distribuídos nos diversos pontos de festejo, com apoio de 177 veículos, entre eles caminhões basculantes, compactadores, do tipo gaiola e pipas, e mais 35 equipamentos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia. Foram instalados 1.315 contêineres e 140 caixas metálicas de grande capacidade.

"Fizemos uma megaoperação de limpeza em todos os pontos de festa. O Réveillon requer um planejamento extremamente complexo, e o executamos sem percalços, dentro do que estabelecmos. O trabalho fluiu tranquilamente, os próprios garis têm orgulho de trabalhar na praia durante o Réveillon", afirmou o presidente da Comlurb, Paulo Mangueira.

Além dos 120 funcionários atuando apenas na coleta seletiva, foram colocadas quatro tendas ao longo da Avenida Atlântica para receber os materiais potencialmente recicláveis. Os materiais foram levados para um depósito localizado no Caju, Região Portuária, onde será separado para saber o que poderá ser reciclado. 

Mais de mil garis da Comlurb fazem limpeza da praia de Copacabana após o réveillon

Da noite do dia 31 até o fim da madrugada desta quarta (1°) foram recolhidas 46 toneladas de resíduos. Operação também atua nas praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra e Recreio.

01/01/2020 06h27  Atualizado há 2 dias

Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Mais de 1,2 mil agentes da Comlurb começaram às 6h desta quarta-feira (1°) uma grande operação de limpeza na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após a festa da virada.

O objetivo da companhia é que as vias estejam limpas até as 10h, com tudo lavado e desodorizado para a liberação das pistas.

De acordo com a Comlurb, das 20h do dia 31 às 5h do dia 1°, foram recolhidas 46 toneladas de resíduos, sendo cerca de 4 toneladas de materiais potencialmente recicláveis.

Segundo o diretor-presidente da Comlurb, Paulo Mangueira, o grande diferencial da operação de limpeza de Copacabana foi o foco na sustentabilidade. Foram destacados 120 garis para atuarem somente na coleta de materiais recicláveis. Além disso, a companhia disponibilizou quatro tendas para que o público entregasse lixo com potencial de reciclagem.

"Todo esse material recolhido é 100% entregue à associações e cooperativas de catadores, gerando renda para eles", afirmou Mangueira.

O trabalho conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia.

Outros 1,7 mil funcionários também atuam na limpeza das praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

No Parque Madureira e no Piscinão de Ramos, mais de 100 garis atuam na limpeza das ruas.

Garis fazem trabalho de limpeza na Praia de Copacabana na manhã desta quarta (1°) — Foto: Rogério Coutinho / TV Globo
Trabalho de limpeza em Copacabana conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia. — Foto: Júlia Arraes / GloboNews




quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Limpeza de praia após o Reveillon

Em agosto de 2009 tive o prazer de apresentar no 24o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental como é planejada e executada a maior operação de limpeza de praia existente no Brasil, o Reveillon no Rio de Janeiro.  

De lá para cá pouca coisa mudou, exceto a incorporação de alguns serviços vespertinos e específicos de coleta seletiva, que embora de iniciativa nobre, carecem de uma análise mais realista sobre a eficácia da operação e se o aumento de custo realmente agrega valor para a limpeza do evento.




Agosto de 2009

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Coleta de resíduos recicláveis em eventos festivos e esportivos públicos ou privados


A lei complementar 204 de 18 de julho de 2019, "dispõe sobre a coleta de resíduos recicláveis durante e após a realização de grandes produções de eventos festivos e esportivos públicos ou privados realizados em áreas públicas na Cidade do Rio de Janeiro".

Apesar da lei 204/1919 poder ser interpretada como um silêncio da Comlurb no exercício de sua atribuição de regulamentação, pois os artigos 57 a 60 da lei 3273 de 06 de setembro de 2001 trata do mesmo assunto, a nova lei pode ser encarada como uma oportunidade de ordenar a gestão de resíduos sólidos em eventos privados na cidade.

A lei complementar 204 de 18 de julho de 2019 não cita como será posta em prática. Seria o momento da Comlurb colocar-se como protagonista do assunto promovendo a elaboração de  minuta de decreto atribuindo à própria Comlurb responsabilidade pela aprovação de do plano simplificado de gerenciamento de resíduos sólidos citado no Art 1º, assim como fiscalização de dos demais artigos. 


Resultado de imagem para limpeza eventos comlurb




terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Réveillon 2019

Reportagem da TV Record sobre a Operação Reveillon 2019 onde surge pela primeira vez em uso o boné legionário.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Após festa de réveillon, mais de mil garis fazem a limpeza da areia e das ruas de Copacabana

Foram coletadas 285 toneladas de resíduos sólidos da areia, do calçadão e das ruas transversais e principais do bairro. No réveillon do ano passado, foram recolhidas 290 toneladas.



Às 7h40, praia ainda continuava cheia e pá mecânica tinha dificuldade para manobrar (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
Às 7h40, praia ainda continuava cheia e pá mecânica tinha dificuldade para manobrar (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
Mais de mil garis realizaram a limpeza da Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta segunda-feira (1°) depois da festa da virada que, segundo a prefeitura, atraiu 2,4 milhões de pessoas para a areia da praia. Foram coletadas 285 toneladas de resíduos sólidos da areia, do calçadão e das ruas transversais e principais do bairro. No réveillon de 2017, foram recolhidas 290 toneladas.

A limpeza foi concluída às 10h e, por volta das 12h, o presidente da Comlurb informou que o volume de lixo no réveillon aumentou em 20% na cidade, mas em Copacabana, especificamente, houve uma redução.

O presidente da Comlurb, Rubens Teixeira, apostou na reciclagem para a redução fo lixo neste réveollon. "Embora a expectativa de público tenha sido maior, estamos apostando na consciência das pessoas no recolhimento de lixo reciclável. Também começamos uma limpeza com 200 garis no entorno já durante a madrugada" disse Teixeira.

Pelo segundo ano consecutivo, o técnico em meio ambiente Júlio César dos Santos Souza, juntou prestadores de serviço para catar latas de alumínio para reciclagem, em dois pontos da Praia de Copacabana. Por volta das 8h30, no ponto próximo ao palco, ele já tinha colocado quatro sacolas de 50 quilos, cada sobre o caminhão e catadores já tinham enchido pelo menos outras 20 sacolas iguais.

"A gente ganha um dinheiro, mas o ganho ambiental é muito maior. Olha só a quantidade de latas que a gente está levando para reciclagem num depósito lá em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Lá esse material vai ser compactado e depois segue para uma fundição", explicou Santos, que ganhar R$ 100 por cada sacola e costuma ter um lucro de 50% do arrecadado, depois de pagar os catadores.

Garis fazem a limpeza na altura de onde foi montado o palco em Copacabana (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
Garis fazem a limpeza na altura de onde foi montado o palco em Copacabana (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
Garis dizem que esse ano tem mais lixo na praia que no ano passado. (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)
Garis dizem que esse ano tem mais lixo na praia que no ano passado. (Foto: Alba Valéria Mendonça / G1)


Megaoperação de limpeza

A megaoperação em Copacabana começou na noite de domingo (31), com agentes realizando trabalho preventivo, mas às 6h que os garis começaram o trabalho pesado de limpeza das areias, do calçadão e das ruas do bairro. Ao todo, 1.182 garis e 113 fiscais e agentes ambientais, que contam com o apoio de 700 contêineres, 40 laranjões e 155 viaturas e equipamentos móveis, realizam o trabalho de retirada do lixo.

Além da faixa de areia do Leme ao Leblon, há equipes nas praias da Ilha do Governador, em Sepetiba, Guaratiba, Paquetá, Barra e Recreio, e no Piscinão de Ramos; além do Parque do Flamengo e do Parque Madureira.

Coleta Seletiva

A Coleta Seletiva também teve papel de destaque durante o réveillon. No ano passado, foram recolhidas 45 toneladas de material reciclável, como alumínio, vidro, metal e papel. Esse ano foram instaladas quatro tendas na orla de Copacabana exclusivamente para descarte voluntário de materiais recicláveis.

Na operação desse réveillon, 120 garis da coleta seletiva atuaram na areia, com o auxílio de 17 caminhões, sendo três exclusivamente de coleta seletiva.

O material recolhido foi levado para as Centrais de Triagem de Irajá e Bangu e para cooperativas cadastradas, onde os catadores fazem a separação, o enfardamento e comercializam os recicláveis, garantindo trabalho e renda para os cooperativados.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Mais de 680 toneladas de lixo são recolhidas após festas de Réveillon no Rio

São 31 toneladas a menos do que o registrado em 1º de janeiro de 2014

Rio - Mais de 680 toneladas de lixo foram recolhidos pela Comlurb, em toda a cidade, após as festas de fim de ano. Um saldo positivo, segundo a empresa pública, já que houve uma redução na coleta de resíduos em comparação com o ano passado. No primeiro dia de janeiro 2014, a Comlurb tem em seus registros a remoção de 711 toneladas de lixo, 31 toneladas a mais do que na virada para 2015. 


Em Copacabana, palco da maior festa, 1.298 garis limparam a orla, com apoio de 97 veículos e fazendo uso de sopradores, que agilizaram a limpeza. Segundo a Comlurb, antes das dez da manhã, todo o lixo foi recolhido e a pista lavada. Só na "princesinha do mar, os agentes recolheram 370,66 toneladas de dejetos, principalmente garrafas pets e copos plásticos.
No dia primeiro, em toda a orla, inclusive em praias da Ilha do Governador, Sepetiba, Guaratiba e o Piscinão de Ramos, além dos eventos na Penha e Parque Madureira, entre outros, foram mobilizados 3.220 trabalhadores, 2.440 contêineres, 371 viaturas e equipamentos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Containers para coleta seletiva de vidro

A retirada dos contentores para vidro na orla de Copacabana resultou em uma coleta  mais de 15 m3 de vidro com 37.500 kg. de produto reciclável, uma média de 1700 Kg por container. Para outros eventos os resultados podem ser ainda melhores com uma maior divulgação do serviço.





quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Réveillon de Copacabana terá pontos de coleta seletiva de lixo

Até sexta (20), Lixo Zero já aplicou mais de 23 mil multas.


A Comlurb vai realizar pela primeira vez a coleta seletiva na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, durante a festa de Réveillon. Serão 11 'ecopontos' equipados para receber toneladas de garrafas de vidro, pet, plásticos, papel e papelão. Eles estarão distribuídos pela Avenida Atlântica entre os postos de salvamento.
No último Réveillon foram retiradas das areias da praia 400 toneladas de lixo, 19% a mais que no ano anterior. A expectativa é que o número caia drasticamente com os ecopontos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Comlurb recolhe mais de 700 toneladas de lixo do Rio após Réveillon


"Os garis da Comlurb tiveram trabalho reforçado neste dia 1º de janeiro. Foram recolhidas 768 toneladas de resíduos após as festas de fim de ano, representando um aumento de 19% em relação ao ano passado. Só em Copacabana foram 403 toneladas, 10% a mais do que no último Réveillon.
Para garantir a limpeza após as festas, a Companhia mobilizou 3.800 trabalhadores, 300 viaturas e 85 equipamentos. O trabalho começou às 6 horas da manhã do dia primeiro de 2013 e a Operação Réveillon, considerada a maior e mais ágil programação de limpeza de litoral, foi concluída às 10 horas, para que os caminhões pipa e lava jatos pudessem lavar e desodorizar as pistas da orla às 10h30.
Apenas na Praia de Copacabana a limpeza ficou a cargo de 1.300 trabalhadores, 100 viaturas e 23 equipamentos, entre eles, varredeiras, caminhões compactadores, caminhões basculantes, caminhões e carros pipa, tratores e mini tratores. Toda a orla, do Posto Seis ao Leme, recebeu ainda 1.000 contêineres plásticos de 240 litros.
No dia 1º de janeiro 2012, a Comlurb registrou a remoção de 645 toneladas de lixo em todas as praias da cidade, após as festas. Em Copacabana, local de maior concentração popular, foram removidas 370 toneladas de lixo. Em seguida, veio a Barra da Tijuca, de onde os garis retiraram 89 toneladas."


2013


domingo, 1 de janeiro de 2012

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Centro de Operações da Cidade do Rio de Janeiro

http://www.youtube.com/watch?v=hapwjbyQm9U

O Centro de Operações Rio foi inaugurado na manhã do dia 31 de dezembro de 2010, uma espécie de quartel general da Prefeitura do Rio, que vai integrar cerca de 30 órgãos municipais e concessionárias com o objetivo de monitorar e otimizar o funcionamento da cidade. A inauguração contou com a presença do presidente do COI (Comité Olímpico Brasileiro), Jacques Rogge, e do prefeito Eduardo Paes.

Com o Centro, que já estará em operação durante o Réveillon, será possível antecipar soluções e minimizar as ocorrências, alertando aos setores responsáveis sobre os riscos e as medidas urgentes que devem ser tomadas em casos de emergências como, por exemplo, chuvas fortes, acidentes de trânsito e deslizamentos. O projeto é pioneiro no Brasil e fundamental para a organização de grandes eventos como a Copa e as Olimpíadas.

Desenvolvido em parceria com uma empresa privada, este QG da prefeitura é o primeiro centro na linha mundial de cidades inteligentes que irá integrar todas as etapas de um gerenciamento de crise. Localizado na Cidade Nova, o moderno prédio é equipado com o que há de mais avançado em tecnologia para o gerenciamento de informações. O centro, que conta com 100 salas e cerca de 200 câmeras, funcionará 24h, sete dias por semana, com o objetivo de integrar e interconectar informações de todos os órgãos envolvidos.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Resultado Operação Reveillon 2011

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/comlurb-retira-610-toneladas-de-lixo-das-areias-e-ruas-do-rio-de-janeiro-20110101.html

Comlurb retira 610 toneladas de lixo
das areias e ruas do Rio de Janeiro

Só em Copacabana os garis recolheram 295 toneladas

domingo, 2 de janeiro de 2011

Reveillon - Acabamento da Limpeza





Fotos de Eduardo Sengès.
Equipe de Acabamento: Os garis desta equipe são responsáveis pela aplicação de desodorizante e essências com pulverizadores em mochila ou viaturas. A lavagem final dos logradouros e passagem de varredeiras mecânicas é importante para restabelecer o aspecto normal do logradouro.



Reveillon - Importância da Pá Mecânica







Fotos de Eduardo Sengès.
Equipe de Repasse: Os garis desta equipe são responsáveis pelo uso de Pá Mecânica na areia para a remoção dos resíduos e montes além da capacidade de remoção manual da Equipe de Cestos. Na faixa de areia atrás da Pá mecânica o serviço de remoção tem que estar totalmente concluído. A posição da pá mecânica deve indicar, portanto, quanto do trecho já está concluído na areia. A ausência ou quebra da pá mecânica reduz significativamente a velocidade da operação sobrecarregando principalmente os garis que estão com cestos próximos à margem, pois são obrigados a andar muito na areia até os veículos de remoção.