De Ipanema ao Leme, reportagem não viu nenhum contêiner da Comlurb na areia. Companhia afirma que garis trabalham em até três turnos de limpeza.
Quem tem ido à praia na Zona Sul do Rio neste verão reclama da falta de contêineres da Comlurb. O Bom Dia Rio percorreu a orla e só encontrou lixeiras no trecho do Leblon.
De Ipanema ao Leme, em cerca de seis quilômetros de areia, o lixo se acumulava em latões improvisados por barraqueiros ou nas papeleiras, que não dão conta do volume de resíduos.
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Contêiner da Comlurb no Calçadão de Copacabana, na altura do Posto 6, transbordado de lixo — Foto: Reprodução/TV Globo |
“As papeleiras nas ruas internas de Copacabana são insuficientes”, diz Tony Teixeira, presidente da Associação de Moradores de Copacabana. “O bocal dela é pequeno. Não cabem garrafas PET. Então, acaba não sendo satisfatório para atender”, continua.
“Na praia faltam os contêineres de lixo. Então acaba o quê? O povo jogando o lixo fora, na areia”, lamenta Tony.
A vendedora Maria das Graças Ferreira Mendes improvisou recipientes perto de sua barraca. “Tem mais de três meses que a gente não tem lixeira na praia”, diz. “A gente tenta fazer o máximo para não deixar o lixo esparramado, porque os turistas chegam e passamos até vergonha”, emenda.
O petroleiro Sérgio Melo também não tem visto contêineres da Comlurb. “Nunca tem lixeira aqui. É normal não ter. A única que você encontra é das barracas”, afirma. “Isso dificulta, além da educação das pessoas. Não custa nada pegar e levar até a lixeira mais próxima e jogar fora”, pondera.
O que diz a Comlurb
Em nota, a Comlurb afirma que todas as praias do Rio são atendidas regularmente. “São adotados dois turnos de trabalho, das 7h às 15h e das 16h à meia-noite”, informa.
A companhia destaca ainda o Praia Limpa, campanha para que “o banhista dê o destino correto ao seu lixo”. “Os garis estão praticamente removendo os resíduos o tempo todo nas praias e atuando em até três turnos de trabalho, inclusive madrugada, para deixar os locais limpos”, frisa.
“O lixo da areia e da orla é coletado pelos garis em sacos plásticos e colocado no minitrator, que sai juntando tudo até alcançar sua capacidade máxima. Daí é feita a descarga para que na sequência o caminhão compactador que percorre toda orla faça a coleta dos resíduos e leve até o destino final. Nada fica na praia”, detalha a Comlurb.
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