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quarta-feira, 11 de março de 2026

Multar é possível. Fiscalizar bem é outra coisa.



Agentes da Comlurb passam a aplicar multas a veículos flagrados em descarte irregular 

A Comlurb firmou um Acordo de Cooperação com a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro que autoriza os agentes de fiscalização da Companhia a autuar e aplicar multas diretamente a veículos flagrados descartando irregularmente resíduos em via pública, especialmente entulho. A parceria, inédita na cidade, já está assinada, e foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (10/03). A medida representa um avanço estratégico no enfrentamento a um dos principais problemas urbanos: o despejo ilegal de lixo em ruas, calçadas e terrenos.

Com a nova regra, os agentes passam a lavrar autos de infração de trânsito com base no artigo 280, § 4º, da Lei nº 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro), em conformidade com a Portaria SENATRAN nº 966/2022. A infração também está prevista na Lei nº 3.273/2001, a Lei de Limpeza Urbana.

O presidente da Companhia comentou a conquista. “Quem for flagrado usando a cidade como lixão será multado. A cidade não pode continuar pagando a conta de quem descarta lixo de forma irresponsável. Agora, o veículo flagrado será autuado. É uma resposta concreta para proteger o espaço público e respeitar o cidadão que faz o descarte corretamente”, disse o presidente.

Na prática, a medida fortalece a fiscalização e amplia a capacidade de resposta da Companhia no combate ao descarte irregular de resíduos na cidade.

Comentário

A notícia de que agentes da Comlurb passam a autuar veículos flagrados em descarte irregular pode soar como um avanço importante. E, em tese, é mesmo. O despejo ilegal de entulho e resíduos em via pública é um dos problemas mais persistentes da limpeza urbana, com alto custo operacional, impacto ambiental e evidente degradação do espaço público. A cooperação anunciada entre Comlurb e Secretaria Municipal de Transportes afirma justamente isso: que os agentes da Companhia poderão lavrar autos de infração de trânsito com base no artigo 280, § 4º, do Código de Trânsito Brasileiro, em conformidade com a Portaria SENATRAN nº 966/2022.

Mas o ponto central talvez não seja discutir se isso é juridicamente possível. Hoje, essa discussão já não é a mais relevante. O Supremo Tribunal Federal, no Tema 532, consolidou o entendimento de que é constitucional delegar poder de polícia, inclusive para aplicação de multas, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da administração pública indireta, desde que prestem serviço público de atuação própria do Estado, com capital majoritariamente público e em regime não concorrencial. Sob esse prisma, a Comlurb tem respaldo institucional para exercer fiscalização sancionatória. O próprio decreto municipal que regulamenta a Lei de Limpeza Urbana já atribui à Companhia as atividades de fiscalização e aplicação de multas, inclusive por agentes designados por ela.

O problema, portanto, não está mais na possibilidade abstrata de multar. Está na capacidade concreta de fazê-lo bem.

A notícia invoca a Portaria SENATRAN nº 966/2022 como sinal de conformidade. Mas essa portaria não é um detalhe burocrático. Ela trata do Curso de Agente de Trânsito para profissionais que executem atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento nos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito. A formação mínima prevista é de 200 horas-aula, com módulos de legislação de trânsito, abordagem, fiscalização, prática operacional e atualização periódica a cada três anos. Não se trata, portanto, de uma formalidade acessória. Trata-se de formação específica para uma atividade técnica e conflituosa.

É aqui que surge a dúvida mais importante. Os empregados da Comlurb que, na prática, têm maior oportunidade de flagrar um vazamento irregular de resíduos possuem essa formação? Sabem lavrar corretamente um auto de infração de trânsito? Dominam o Manual Brasileiro de Fiscalização, as técnicas de abordagem, os requisitos formais do auto e os limites da atuação em via pública? A notícia afirma a conformidade, mas não demonstra a estrutura que a sustentaria. Sem esse lastro, corre-se o risco de transformar uma boa intenção em uma ansiedade de noticiar.

A experiência passada recomenda prudência. Houve um tempo em que gerentes possuíam talonários de multa de trânsito. Depois, esse poder foi sendo restringido. Em determinado momento, restou aos diretores. Mais tarde, ao que se saiba, apenas ao presidente. Esse histórico sugere justamente a dificuldade de manter, com segurança técnica e jurídica, uma rotina consistente de autuação dentro da Companhia. Não basta entregar o instrumento; é preciso garantir critério, treinamento, supervisão e controle. Sem isso, o potencial de mau uso cresce, e a legitimidade da medida se enfraquece.

Além disso, há uma distinção importante entre a multa de limpeza urbana e a multa de trânsito. A Comlurb já possui base normativa municipal para fiscalizar e autuar infrações ligadas à Lei de Limpeza Urbana, por meio de seus agentes designados. Isso é uma coisa. Outra, mais delicada, é autuar com base no CTB, num rito que envolve competência de trânsito, exigências formais próprias e, em muitos casos, reflexos sobre prontuário e responsabilização do condutor ou do proprietário do veículo. O STF abriu a porta institucional. Mas atravessar essa porta exige muito mais do que uma nota de imprensa. Exige estrutura administrativa, capacitação individual e integração real com o sistema de trânsito.

Há ainda um problema prático, talvez o mais prosaico de todos: a abordagem. Quem trabalha na rua sabe que flagrar não é o mesmo que conseguir identificar adequadamente o infrator. A atividade de fiscalização punitiva é potencialmente conflituosa. Exige técnica, segurança, firmeza e, muitas vezes, apoio de outros agentes públicos. O empregado da limpeza urbana pode ser o melhor observador do fato, mas isso não o transforma automaticamente em bom agente de trânsito. São funções distintas, com repertórios distintos.

Nada disso significa que a medida seja ruim. Ao contrário. Ela pode ser positiva no combate ao descarte irregular, sobretudo se vier acompanhada de treinamento real, agentes devidamente credenciados, protocolos claros de abordagem e articulação com a Guarda Municipal e com a autoridade de trânsito. O erro estaria em confundir possibilidade jurídica com disponibilidade operacional.

Na administração pública, há uma diferença grande entre poder fazer e estar pronto para fazer. Muitas políticas fracassam justamente nesse intervalo. A norma autoriza, a notícia celebra, mas a prática ainda não existe de forma madura.

Talvez seja esse o ponto mais incômodo da novidade anunciada. Ela parece promissora, mas não parece ainda revelar um procedimento efetivamente disponível em toda a sua extensão. Parece mais o anúncio de uma intenção do que a descrição de uma rotina consolidada.

Se vier a se materializar com seriedade, poderá representar um avanço relevante. Mas, por enquanto, a questão decisiva não é saber se um empregado da Comlurb pode multar. A questão é saber se há, hoje, dentro da Companhia, quem esteja técnica e institucionalmente preparado para fazê-lo de forma segura, regular e sustentável.

Porque, em fiscalização, como em quase tudo na gestão pública, o problema raramente está apenas na autorização. Está na capacidade de execução.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Paes cobra pessoalmente homem sobre descarte irregular de lixo e entulho na Zona Oeste do Rio

Prefeito esteve em Jacarepaguá, onde mora o rapaz, explicando que seu trabalho estava sendo realizado de forma ilegal; não houve multa

Por Raphael Fernandes 

Veja o video


Eduardo Paes conversando com homem sobre descarte irregular de lixo e entulho no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Internet

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, publicou um vídeo em suas redes sociais, neste domingo (26/01), cobrando pessoalmente um cidadão sobre descarte irregular de lixo e entulho na cidade.

No vídeo, que é o episódio 2 do quadro ”Civilidade com Dudu”, criado pela Prefeitura para ensinar a população carioca sobre atitudes a serem tomadas respeitando a legislação municipal, Paes vai à casa do homem, na região de Jacarepaguá, Zona Oeste, e informa a ele que seu trabalho de remoção de lixo e entulho está sendo realizado de forma ilegal, uma vez que o descarte ocorre em áreas proibidas para tal. O prefeito destacou que, no site oficial da Comlurb e também pelo número 1746, são informados os locais liberados para o ato.

Segundo Eduardo Paes, a Prefeitura do Rio gasta cerca de R$ 24 milhões por mês para reparar os descartes irregulares na capital fluminense, o que dá quase R$ 300 milhões anuais. Com esse dinheiro, de acordo com o prefeito, seria possível construir 30 escolas ou 60 Clínicas da Família, por exemplo.

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Ecopontos em funcionamento nas Zonas Oeste e Norte

Nessa quinta-feira (03/10), os ecopontos Sertão, no Anil, Santa Maria, na Taquara, e do Alemão iniciaram suas atividades. Os moradores das comunidades agora têm à disposição postos de coleta para descartar os resíduos diariamente, das 6h às 18h.

As áreas contam com caixas compactadoras para lixo domiciliar e caixas estacionárias para entulho, galhadas e bens inservíveis, como móveis, sofás e eletrodomésticos.

Acompanharam as instalações o presidente da Companhia, Flávio Lopes, o diretor da DLU, Alexandre Campos, os superintendentes Ronaldo Teixeira (LRB) e Mauricio Sacramento (LRN), além dos coordenadores e gerentes.




Opinião

A manutenção dos ecopontos é uma ação essencial para garantir que essas instalações não se transformem em áreas degradadas, refletindo diretamente na sustentabilidade urbana e na qualidade de vida da população. Inspirado no conceito de “déchetterie” — modelo francês que serviu de referência para os ecopontos brasileiros — essas estruturas têm como objetivo receber resíduos transportados voluntariamente pelos moradores de forma controlada e organizada.

A ausência de manutenção ou um planejamento inadequado pode levar os ecopontos a se tornarem focos de descarte irregular, agravando o passivo ambiental e comprometendo sua função de mitigação dos impactos causados pelo descarte de resíduos sólidos. Além disso, ecopontos degradados representam não só um problema estético e sanitário, mas também um desafio logístico e econômico para a gestão pública.

Investir na recuperação de ecopontos existentes com melhor infraestrutura, priorizando a implantação de barreiras físicas e cercamento, associado à aplicação de boa programação visual e sinalização, são estratégias fundamentais para revitalizar esses espaços. O fortalecimento de um sistema de gestão eficiente, com coleta regular e fiscalização rigorosa, também é imprescindível para consolidar a credibilidade desses locais como pontos estratégicos para o manejo de resíduos sólidos urbanos​​.

Portanto, assegurar a funcionalidade e a atratividade dos ecopontos não só evita que eles se tornem áreas críticas de remoção, mas também reafirma o compromisso das administrações públicas com a sustentabilidade, a saúde pública e a governança responsável no manejo de resíduos.


Foto de 2014








quinta-feira, 25 de maio de 2023

Comlurb inaugura ecoponto em Costa Barros com caixas coletoras de lixo domiciliar e entulho

 

O ecoponto possui caixas coletoras para lixo domiciliar e entulho 

Prefeitura Rio

A Comlurb  inaugurou, na manhã desta quinta-feira (25/5), o Ecoponto Costa Barros, localizado na Estrada de Botafogo, próximo à UPA do bairro, o primeiro dos 25 previstos para 2023,  O novo espaço foi construído para atender à comunidade local e conta com uma caixa para recebimento de lixo domiciliar e outras duas menores para entulho, galhadas e bens inservíveis. O novo ecoponto vai funcionar diariamente das 6h às 17h.

Em 2022, foram inaugurados 20 ecopontos: Vagão e Vila Jurema, em Realengo; Santo Amaro, no Catete; Madureira, embaixo do Viaduto Negrão de Lima; Mineira, no Catumbi; comunidades de Vigário Geral, de Parada de Lucas, Amarelinho, em Irajá, Novo Lar, no Recreio; Camarista Méier, no Engenho de Dentro; Mangueira; na Avenida Paranapuan, na altura do Morro do Dendê, e Vila Joaniza, Parque Royal e Pixunas, na Ilha do Governador; Sá Viana, na rua de mesmo nome no Grajaú, Arará, em Benfica, Merendiba, na Penha, Juramento, em Vicente de carvalho, e Fogueteiro, no Rio Comprido .

A Comlurb está empenhada em reformar e implantar novos ecopontos em diversas regiões da cidade, especialmente em áreas mais críticas de descarte irregular. Assim, a companhia garante que locais antes degradados passem a contar com pontos ordenados de descarte, com remoção regular dos resíduos por caminhões. Além de fundamentais para a ordenação dos resíduos, os ecopontos ajudam no controle de vetores e melhoria da saúde pública.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Ecoponto 2.0 - A missão de ser sustentável no tempo

"La déchetterie" é uma instalação criada para receber resíduos transportados voluntariamente por moradores e foi referência para a idéia do “Ecoponto” na Cidade do Rio de Janeiro. Não havendo um projeto que crie uma instalação operacional funcional ou se não houver atenção à logistica envolvida, o Ecoponto corre o risco de se transformar em um ponto crítico de remoção.



Antes de 2014 houve uma onda inicial de fomento de "Ecopontos" que não se sustentaram após sua instalação. A esperança é que a nova onda iniciada em 2022 não siga a mesma história e que não surja novamente imagens como essa:






 

domingo, 1 de maio de 2022

Legado!

Os Pontos Críticos de vazamento irregular de entulho agridem as expectativas da população e devem ser ocupados com restrições ao acesso de veículos e carroças.

No período de 2014 a 2016 houve uma diretriz na zona oeste para intensificar a solução de pontos críticos de vazamento irregular com blocos de Concreto; cercas; leiras; pneus;  jardins, enfim, qualquer coisa que  garanta sua extinção deve ser usada para garantir a restrição aos acessos como forma de inibir vazamentos.  



 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Não entendi

A Michelin, que teoricamente pelo conceito de logística reversa seria responsável por retirar de logradouros pneus descartados, doa pneus para serem postos em logradouro como ocupação de pontos de vazamento irregular? 

Parceria?



 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

TBT - Qualquer coisa é melhor que um ponto crítico!

Os Pontos Críticos de vazamento irregular de entulho agridem as expectativas da população e devem ser ocupados com restrições ao acesso de veículos e carroças.

No período de 2014 a 2016 houve uma diretriz na zona oeste para intensificar a solução de pontos críticos de vazamento irregular com blocos de Concreto; cercas; leiras; pneus;  jardins, enfim, qualquer coisa que  garanta sua extinção deve ser usada para garantir a restrição aos acessos como forma de inibir vazamentos.  










quinta-feira, 30 de julho de 2020

O lixo em local sem acesso é semelhante ao lixo jogado em encosta

Lixo em encosta é pior do que o também desastroso lixo jogado em rios, pois quem arremessa algo nas águas tem a esperança, ou desculpa, de que a correnteza levará o resíduo para longe. O lixo em encosta fica ali, inerte, exposto, causando um problema sanitário, social, estético, moral visível até os garis aparecerem para removê-lo.



domingo, 9 de junho de 2019

Um ‘mar’ de gigogas toma as areias da Praia da Barra

A presença de gigogas na praia é resultado de uma cadeia de problemas que não são atribuição da Comlurb. No entanto, como a limpeza de praias é uma atividade da Comlurb é necessário mobilizar recursos para a remoção das gigogas que chegam nas areias. 

Será que o aumento da demanda de limpeza de praia devido à falta de ação nas ecobarreiras não deveria ser motivo de alguma sanção? Quando há vazamento de óleo a primeira coisa que se pensa é em multar o agente causador do dano, até mesmo antes de iniciar a limpeza. Não deveria ser assim para o caso de "vazamento de gigogas"?




Em cinco dias, Comlurb recolheu 118 toneladas da planta; proliferação aconteceu nas lagoas da região


Orla 'lotada': as gigogas, que se proliferam rapidamente quando há esgoto. Apesar do cenário, Inea diz que banho de mar está liberado em quase toda a praia Foto: Roberto Moreyra / Agência O GLOBO
Orla 'lotada': as gigogas, que se proliferam rapidamente quando há esgoto. Apesar do cenário, Inea diz que banho de mar está liberado em quase toda a praia Foto: Roberto Moreyra / Agência O GLOBO

RIO — Na semana em que o mundo celebrou o Dia do Meio Ambiente (na quarta-feira), uma grande proliferação de gigogas no complexo lagunar de Jacarepaguá deixou o Rio sem clima para comemorações. Desde segunda-feira, a Comlurb recolheu 118 toneladas da planta na Praia da Barra.

As gigogas, que se proliferam rapidamente quando há despejo de esgoto, alcançaram a praia por conta das chuvas e dos ventos dos últimos dias. Quem mora na região diz que o volume de plantas aumentou drasticamente ao longo de duas semanas. A única ecobarreira das lagoas da Tijuca, de Jacarepaguá e de Marapendi não foi suficiente, e, apesar do esforço de garis, ontem elas continuavam avançando por canais e tomando a areia.

— Na maré baixa, se não houver uma barreira eficiente para segurar essas plantas nas lagoas, elas chegam à orla da Barra. E, dependendo da quantidade, podem atingir também as praias da Zona Sul. Infelizmente, não podemos dizer que se trata de uma situação nova para a cidade — disse o biólogo Mario Moscatelli, especialista nos ecossistemas da região. — Desta vez, o que mais me impressionou foi a enorme quantidade de lixo misturado às gigogas. É um perigo para os banhistas porque há de tudo, até agulhas, seringas e cacos de vidro.

Moscatelli, que acompanhou o trabalho dos garis, alertou que a situação não mudará sem uma política pública eficiente, que universalize a coleta de esgoto na região. Outra questão crítica, segundo o biólogo, é a falta de manutenção das barreiras ecológicas instaladas nas lagoas:

— A que existe na Lagoa da Tijuca está nas últimas, foi um quebra-galho que veio da Baía de Guanabara para substituir a que afundou na época da Olimpíada de 2016. Até hoje as autoridades não colocaram outra.

A despoluição do complexo lagunar de Jacarepaguá fazia parte do caderno de encargos dos Jogos. No entanto, o projeto, que foi orçado em R$ 673 milhões e tinha como um de seus objetivos a dragagem de 5,7 milhões de metros cúbicos de dejetos (quantidade suficiente para encher sete Maracanãs), acabou sendo abandonado.

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) afirmou ontem que a Praia da Barra está liberada para banho, menos nos trechos em frente ao Quebra-Mar, à Rua Sargento João de Faria e ao 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros. Além disso, o órgão informou que realizou uma vistoria recentemente no complexo lagunar de Jacarepaguá e que a ecobarreira instalada na altura do Itanhangá “está em operação”. “Serviços de melhorias para o equipamento e de implantação de novas ecobarreiras se encontram estão em fase de licitação”, destacou o Inea.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Cansados da sujeira, moradores transformam rua em ‘galeria de arte’ na Zona Oeste do Rio


Designer de interiores decidiu pintar muro que servia de lixão em Guaratiba. Vizinhos abraçaram a ideia.


07/05/2019 07h37  Atualizado há um dia

Moradores de Guaratiba limpam rua e pintam muro com arte — Foto: Reprodução/TV Globo
Moradores de Guaratiba limpam rua e pintam muro com arte — Foto: Reprodução/TV Glob
Uma moradora de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, resolveu combater o lixo com pincéis. Cansada de conviver com todo tipo de entulho jogado na Rua Professor Bastos, a designer de interiores Níria Costa decidiu pôr a mão na massa – ou nas tintas.

“Eu vi o bairro degradando, tudo ficando horrível. Todo mundo joga lixo na rua. Aí, um dia, eu acordei e tinha sofá, resto de obra, vaso sanitário...”, lembra Níria.

Foi então que ela decidiu agir. “Aí eu falei: ‘Não, eu vou parar com isso antes que tudo piore’”, recorda.

Muro em Guaratiba antes da intervenção: lixo e pichações — Foto: Reprodução/TV Globo
Muro em Guaratiba antes da intervenção: lixo e pichações — Foto: Reprodução/TV Globo 
Início dos trabalhos, com pintura do muro. Comlurb removeu o entulho — Foto: Reprodução/TV Globo
Início dos trabalhos, com pintura do muro. Comlurb removeu o entulho — Foto: Reprodução/TV Globo

O muro que antes escorava um lixão e vivia pichado foi limpo e virou telas. Níria começou sozinha, mas logo ganhou a adesão de vizinhos.

“Nossa, eu faço um trabalho parecido com esse”, relembrou o artista Dudu Tozato. “Tinha vontade de fazer um trabalho assim”, emenda.

Não é a primeira vez que Níria transforma um lugar abandonado. Quando ela morava em Campo Grande, transformou um terreno baldio em um bosque.

“Lá foi pior, porque eram uns 500 metros de lixo. A Comlurb tirava oito caminhões de lixo por dia. Cerquei e comecei a plantar”, conta.

“Se todo mundo fizer um pouquinho, eu acho que dá para mudar tudo”, acrescenta Níria.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Barreira de Concreto

Uma forma eficaz de redução da quantidade de pontos de descarte irregular é criar dificuldades de acesso a esses pontos instalando barreiras com pneus, cercas, blocos de concreto, além de plantio de vegetação e melhoria do aspecto urbanístico do local.

Uma cerca de concreto construída de forma modular permite rapidamente montar uma barreira que impede a chegada de carroceiros e veículos nos locais onde existe um ponto de vazamento irregular. 

Cercas de concreto utilizadas para impedir o acesso de veículos terroristas em prédios públicos na cidade de Washington DC. 


Cercas de concreto utilizadas para impedir o acesso de veículos terroristas em prédios públicos na cidade de Washington DC. 

Detalhe do encaixe que permite uma cerca contínua

Lixão ocupa calçada atrás de unidade de ensino profissional na Zona Norte do Rio


Moradores dizem que o problema é antigo
Geraldo Ribeiro

Montanha de lixo na Rua Doutor Manuel Cotrim Foto: Marcio Alves / Agência O Globo
Montanha de lixo na Rua Doutor Manuel Cotrim Foto: Marcio Alves / Agência O Globo

RIO - Nos fundos do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Téxtil (Senai-Cetiqt) uma montanha de lixo impede a passagem pela calçada da Rua Doutor Manuel Cotrim, no Riachuelo, na Zona Norte do Rio. Um sofá velho, pedaços de madeira, pedras, entulhos de obra e muitos sacos cheios de detritos domésticos fazem do local um verdadeiro lixão. Moradores dizem que o problema é antigos e não tem relação com a paralisação dos garis realizada no começo da semana.

— Vejo isso como descaso. A calçada está tomada pelo lixo. Mas acho que a população também deveria colaborar não jogando dejetos aqui para evitar a formações desses lixões — critica o mototaxista Alexandre Goulart, de 36 anos.

Outro morador, José Eduardo Coutinho, de 60, reclama que os entulhos atraem ratos, baratas e insetos, podendo causar doenças. Segundo ele o problema que é antigo se agravou. Durante o tempo em que circulou pelo bairro, a equipe de reportagem passou por garis da Comlurb, inclusive com caminhões de coleta, mas o lixão permaneceu intacto.

— Parece que fazem vista grossa. Sei que o morador também tem culpa, mas muitas vezes faz o despejo aqui porque não tem uma caçamba e a coleta é irregular — aponta Coutinho.

Na Rua Engenho Novo, no Sampaio, o problema é uma carcaça de carro incendiado abandonado no local há vários dias. O engenheiro elétrico Francesco Gatto, de 57, diz que os bairros de Engenho Novo, Sampaio, Riachuelo e Rocha sofrem com problemas de limpeza urbana. Segundo ele, os garis reclamam de que não receberiam sacos para recolher os resíduos da varrição, que ficam amontoados nas calçadas para serem recolhidos pelo caminhão de coleta que, segundo ele não tem periodicidade

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Descarte irregular de entulho se espalha pela Zona Oeste do Rio

Denúncias de entulhos, móveis velhos, e restos de obra jogados ao relento, principalmente na Zona Oeste, estão virando rotina.



As localidades mais atingidas são a Avenida Brasil, na altura de Campo Grande, a ciclovia de Padre Miguel e a Rua Maria Estrela, entrada principal de Bangu. Nem mesmo a rica Barra da Tijuca escapou: pertinho do Barra Music, na Avenida das Américas, onde há uma montanha de lixo de construção civil.

"Os caminhões que deveriam levar este entulho para os bota-fora autorizados pela prefeitura estão largando o lixo por toda a cidade", reclama o vereador Luiz Carlos Ramos Filho, que vai encaminhar ofício à Comlurb, cobrando a fiscalização

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Embelezar as ruas do Rio Comprido

Ingrid Muniz, funcionária da Comlurb há 10 anos, vem usando arte sustentável para embelezar as ruas do Rio Comprido e foi destaque no jornal O Globo Tijuca e no Informativo do Bairro. Formada em biblioteconomia pela UNIRIO, ela vê a arte como um meio de reeducar e conscientizar a população quanto aos riscos que o lixo na rua traz à saúde. 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ponto Crítico de Vazamento Irregular Erradicado

A gerência de Realengo (OG33R) deu fim a uma área de descarte irregular de resíduos na rua Birigui, no bairro Novo Jardim, e coloriu o espaço com um cercado e pneus reaproveitados. 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Ponto Crítico de Vazamento Irregular Erradicado

A equipe da Gerência de Jacarepaguá BG16J  construiu um jardim para eliminar um ponto de descarte irregular de lixo que havia na Avenida Nelson Cardoso, na Taquara. Parabéns pela iniciativa, galera

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Ponto Crítico de Vazamento Irregular Erradicado

Utilizando pneus e muita criatividade, a equipe colocou a mão na massa e deu vida a praça localizada Rua Jansen de Melo, em São Cristóvão. O resultado foi o equilíbrio perfeito entre sustentabilidade e entretenimento para os frequentadores do local. 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ponto Crítico de Vazamento Irregular Erradicado

Veja o antes e depois do time da Gerência da Fazenda Botafogo - NG25F. Através da iniciativa do encarregado Jorge, a galera transformou um local de descarte irregular, em Coelho Neto, em um lindo canteiro.