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terça-feira, 24 de dezembro de 2024
segunda-feira, 19 de agosto de 2019
Melhorar a empatia dos magistrados ao exercerem funções de outros trabalhadores
Em 2017, a pioneira parceria entre a Universidade Corporativa da Comlurb e a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT1) fortaleceu a iniciativa de fomentar nos magistrados a empatia necessária para melhores decisões em sua atividade.
O QUE UM JUIZ APRENDE AO TRABALHAR COMO FAXINEIRO POR UM DIA
Projeto da Escola Judicial do TRT-RJ visa melhorar a empatia dos magistrados ao exercerem funções de outros trabalhadores
19/08/2019 - 16:55 / Atualizado em 19/08/2019 - 17:54
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| O juiz do Trabalho Pedro Ivo Arruda é um dos 23 magistrados que participaram do projeto neste ano Foto: Arquivo Pessoal |
Em alguns dos processos que chegam ao Tribunal do Trabalho do Rio do Janeiro, há "situações relatadas pelos trabalhadores que a gente fica na dúvida se são verdade ou não", disse a juíza do trabalho Adriana Leandro, de 50 anos. Na primeira sexta-feira de agosto, a juiza pôde ver por conta própria que algumas delas são mesmo reais.
Ela foi telefonista de uma agência bancária por um dia, sem que colegas e superiores diretos soubessem de sua verdadeira profissão. E viu uma colega passar as 6 horas de expediente sem tomar um gole d'água. "Não porque houvesse alguém impedindo, mas porque ela tinha tanto medo de perder o emprego, e se se levantasse não haveria ninguém pra fazer o atendimento, que ela simplesmente não tinha coragem de ir beber água", contou a magistrada.
Adriana Leandro foi uma das 23 participantes deste ano de um projeto da Escola Judicial do TRT-RJ que visa melhorar a empatia dos juízes e desembargadores. Para isso, eles passam um dia na pele de outros trabalhadores. Os magistrados fazem aulas teóricas, um dia de treinamento e depois trabalham por um dia como faxineiros, garis, telefonistas, cobradores, ajudantes gerais.
"A empatia é essencial para todos, mas para nós especialmente. Diariamente, a gente tem de se colocar no lugar do outro, se colocar na pele tanto do trabalhador quanto do empregador, para entender as dificuldades que eles enfrentam", disse o juiz Thiago Mafra da Silva, também do TRT do Rio de Janeiro, que trabalhou um dia como gari para a Comlurb, a empresa de limpeza da cidade.
"O juiz que perdeu a capacidade de olhar com empatia para o outro, perdeu a capacidade de ser juiz", afirmou Marcelo Augusto Souto de Oliveira, diretor da Escola Judicial e um dos responsáveis pela implementação da ideia.
Na última sexta-feira de julho, Mafra estava entre a meia dúzia de trabalhadores que faziam a limpeza da praia do Leme. Morador de Botafogo, ele não teve a experiência de acordar todos os dias às 4h20 da manhã para ir ao trabalho, como seu colega naquele dia Alexander Santos Pereira, de 44 anos, gari há dez anos. Também nunca soube o que é viver com o salário de R$ 1.500 que Pereira recebe.
Mas sentiu por um dia como é passar cinco horas trabalhando sob o sol quente retirando da areia copos plásticos, restos de comida e bitucas de cigarro. Sem chapéu e sem protetor solar, Mafra sofreu uma insolação. "Foi bem pesado, cheguei a vomitar por causa da insolação", contou.
Mesmo assim, o juiz achou a experiência importante e positiva. "É um exercício importante, porque a nossa carga de processos é muito grande. Se não tomarmos cuidado, corre o risco de virar automático, de virar só mais um processo. Sendo que para as partes não é isso, às vezes é uma das coisas mais importantes da vida delas", disse.
RESISTÊNCIA
Implantado pela Escola Judicial em 2017, o projeto quase acabou pouco depois de começar. Muitos juízes e desembargadores não reagiram bem à ideia de passar um dia em um trabalho com menor remuneração e, na visão deles, de menor prestígio, contou o diretor da Escola Judicial Marcelo Augusto.
"Teve magistrado dizendo: 'Mas eu fiz concurso público para isso?'."
Marcelo Augusto já apresentou o projeto para 24 diretores de escolas e foi muito questionado: "E o que o juiz ganha com isso?".
"Eu não garanto que o juiz vai produzir estatísticas melhores. Não dá grife aderir ao projeto. Não é um bom capítulo de meu currículo. Mas garanto que ele será uma melhor pessoa. E, como acredito que pessoas melhores são juízes melhores, acho que o projeto é essencial", defendeu ele que, além de implementar o projeto, também participou nas três edições.
Logo no início, um colunista conhecido no Rio de Janeiro deu uma nota sobre a iniciativa com o título jocoso "sandálias da humildade", o que gerou mais repercussão negativa por parte dos magistrados. Além disso, o nome oficial,"Vivendo o Trabalho Subalterno", também não foi bem recebido na imprensa. "Ficaram dizendo: 'Que nome horrível, que humilhante, não é subalterno'", disse Augusto.
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| Os garis Alexander Santos Pereira e Sérgio Jesus Teixeira são parte da equipe que faz a limpeza do Leme, no Rio Foto: Letícia Mori / BBC |
Mas ele defende a escolha. "Poderíamos chamar de trabalho subordinado, mas, em termos legais, toda pessoa contratada por CLT é subordinada. Mas nem toda profissão passa pelo processo de invisibilidade social, onde o outro é tratado sem respeito e, muitas vezes, simplesmente não é visto", afirmou. "Também não é trabalho manual, temos juízes trabalhando como telefonistas e cobradores de ônibus, cargos que também muitas vezes passam por esse processo."
Apesar da resistência de muitos juízes, o projeto foi implementado, já que a escola tem autonomia. No primeiro ano, de 20 vagas disponíveis, só 12 foram preenchidas. Em 2019 foram 24 participantes, alguns até de outros estados. Do projeto, resultaram um livro e um documentário — e hoje uma experiência parecida está sendo feita no TRT-4.
INVISIBILIDADE
O tema da invisibilidade pública já vinha sendo tratado na Escola Judicial havia tempos, desde que foi introduzido pelo juiz auxiliar da escola e professor de Direito Roberto Fragale Filho. A ideia veio de um livro do sociólogo da Universidade de São Paulo (USP) Fernando Braga, que trabalhou como gari na USP durante cinco anos e escreveu sobre a enorme distância que é criada pelas diferenças entre as classes sociais.
Em seu trabalho, Braga explica como o não enxergar o outro como uma pessoa por causa do uniforme é um processo que pode ser em parte inconsciente, e relata sua experiência como gari. Uniformizado, frequentemente não era reconhecido pelos colegas da USP, com quem convivia.
Fragale convidou Braga para participar da formação dos juízes no tribunal, mas a Escola considerou que as falas sozinhas não estavam surtindo o efeito necessário — e decidiu aprofundar a experiência, levando os juízes para mais perto da realidade que quem trabalha em cargos com menor remuneração.
“SE EU FILMO O CARA COM UM MICROFONE ESCONDIDO, UMA CÂMARA ESCONDIDA, AÍ VAI FAZER FILA AQUI NA PORTA DE JUIZ QUERENDO APARECER NO PRÓXIMO FANTÁSTICO.”
MARCELO AUGUSTO SOUTO DE OLIVEIRA
Diretor, Escola Judicial do TRT-RJ
A principal preocupação, disse Marcelo Augusto, diretor da Escola, era respeitar as pessoas que fazem os trabalhos de verdade e evitar que o projeto não se tornasse um "espetáculo", uma representação superficial de uma categoria profissional, uma espécie de "turismo".
Para isso, explicou ele, os juízes têm aulas teóricas, passam por um treinamento com todos os outros trabalhadores e, no fim do dia, podem revelar que estão ali para experimentar a realidade do trabalhador. Depois disso, passam mas dois dias relatando e discutindo a experiência. No total, são 50 horas de curso.
"Quem adere ao projeto já está em um processo prévio de questionamento", afirmou Augusto. "Então não é uma Disneylândia, porque o projeto não goza dos maiores elogios entre a magistratura. Acho até que é um projeto que não é para todos os juízes. Porque não é a maioria que quer trabalhar a empatia."
"Esse é um problema de quem tem poder. Quem tem poder raramente está pronto e aberto para ser questionado. Para ser chamado a abrir mão de parcela desse poder, ou de exercê-lo como se ele não tivesse o poder", disse Augusto. "Abrir mão de poder, mesmo por um dia, é uma dificuldade humana. Porque o poder é inebriante."
No início, em 2017, diversas emissoras e programas de TV queriam acompanhar com câmeras e microfones escondidos, mas a Escola não autorizou.
"Se eu quero trabalhar empatia com meus juizes, o colocar-se no lugar do outro, essa coisa de perceber-se um privilegiado, eu não posso oferecer a eles um prêmio como resultado da adesão. Uma divulgação, uma capa de revista, um nome na imprensa. Aí, eu perdi o projeto", disse Marcelo Augusto.
"Eu quero trabalhar o contrário, eu quero que ele perca seu lugar confortável. Se eu filmo o cara com um microfone escondido, uma câmara escondida, aí vai fazer fila aqui na porta de juiz querendo aparecer no próximo Fantástico ."
A BBC News Brasil teve permissão para acompanhar parte do dia de campo dos juízes, mas de longe e sem interferir no trabalho — que os juízes depois relataram em detalhes.
JUÍZA NA FAXINA
Para alguns dos juízes, a experiência é nova muito antes de chegar à parte do trabalho em si. Para a juíza gaúcha Patrícia Lampert, foi a primeira vez que ela andou de trem no Rio de Janeiro. Ela foi para a Fiocruz trabalhar como faxineira.
"Em poucos minutos, já estava fazendo tudo errado. Eu fazia muita força, fazia muito esforço, abaixava errado. Muito desajeitada" contou.
Mas as colegas ensinaram tudo: como usar a enceradeira, qual sapato evitar para fazer a lavação, a maneira correta de fazer a limpeza para não ficar com dor. "É um desemprego muito grande, e mesmo assim me explicaram, senti uma solidariedade muito grande, não uma competição."
“SERÁ QUE ELE SE PREOCUPARIA SE NÃO FOSSE BRANCO? SERÁ QUE ELA ACHA QUE EXISTE UM PERFIL PARA FAZER ESSE TIPO DE TRABALHO?”
THIAGO MAFRA DA SILVA
Juiz que trabalhou como gari
As colegas comentaram muito que os funcionários deveriam aproveitar o último dia de aula antes da volta dos alunos, quando os banheiros que estavam sendo limpos ainda estavam em boas condições.
"Porque as pessoas não respeitam, eles chegam a jogar cocô nas paredes. É uma sensação de total desconsideração com o outro. E os faxineiros, ao mesmo tempo que ficam indignados, dizem 'é assim mesmo'", contou.
"Então, não é uma desvalorização só pelo valor do salário, é essa sensação de o trabalho ser invisível, de parecer que o banheiro se limpa sozinho. Ele dizem, 'a gente bota placa, bota o carrinho, e eles pisam assim mesmo'."
"MIOPIA SOCIAL"
Patrícia trabalhou em companhia de outra juíza na Fiocruz — ambas brancas, de mesmo tom de pele e cabelo preto. "Não somos parecidas, mas lá nós éramos. Nos perguntaram se éramos irmãs", contou.
Negros têm cargos de rendimento mais baixo do que brancos no Brasil — ganham R$ 1.200 a menos, em média, segundo dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"A gente sabe que existe desigualdade, mas quando a gente vê assim... Eu ainda não absorvi a experiência toda. É como se [no dia a dia] você andasse um pouco com miopia."
Marcelo Augusto reconhece que apenas um dia de trabalho é uma vivência bastante limitada. Depois disso, os juízes vão voltar para seus apartamentos na Zona Sul, seus bons salários, sua segurança no emprego, seus privilégios.
"Um juiz que passa um dia limpando a praia nunca será um gari de praia. O projeto não tem a intenção de transformar a vida inteira da pessoa em um dia. A intenção é submetê-lo uma experiência que eu chamaria até de rala, mas que é capaz de afetá-lo", disse.
Ele diz que não é "um guru de autoajuda" que promete transformar a vida as pessoas.
"Estou entregando uma ferramenta, que pode afetá-la. Não é uma conversão religiosa, é uma experiência pedagógica, que serve para fora do Judiciário, é uma ferramenta de gestão de pessoas muito útil para cargos de poder e autoridade. Tudo vai depender do que for feito depois com ela."
SOB O SOL
Thiago Mafra trabalhou na Comlurb — um dia limpando a praia e outro no administrativo. Assim como os outros juízes que participaram do projeto, ele contou que uma parte muito interessante da experiência foi ouvir as histórias e situações de outros trabalhadores.
Ele saiu já uniformizado de seu prédio em Botafogo, bairro de classe média na Zona Sul do Rio de Janeiro. O porteiro, ao perguntar sobre o uniforme e ouvir sobre o projeto, começou a contar a própria experiência.
"Ele tem o segundo grau completo, mas ficou desempregado e foi ser auxiliar de serviços gerais no [restaurante] Outback. Disse que, pela qualificação que tinha, se sentia meio constrangido na profissão e quase entrou em depressão, porque a forma de tratamento das pessoas com ele era muito rude. Ele disse, por exemplo, que os garçons se sentiam superiores e tratavam mal os auxiliares", contou Mafra.
Ele próprio não teve outras experiências do tipo. "Claro que é um trabalho desgastante, sob o sol, difícil. Mas, por ser concursado, as condições são até melhores do que em outros lugares. E os colegas demonstravam muito orgulho do trabalho e a consciência da importância que esse trabalho tem."
Na praia, sob o sol alto, uma senhora disse: "Nossa, mas você é tão branquinho para ficar no sol, não te deram o chapéu de proteção? Eles têm de dar!".
"No início, achei gentil a preocupação dela, mas depois fiquei pensando: será que ele se preocuparia se eu não fosse branco? Será que ela acha que existe um perfil para fazer esse tipo de trabalho?", questionou.
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| Os juizes Thiago Mafra e Mônica Cardoso trabalharam de garis para a Comlurb, empresa que faz a limpeza do RJ Foto: Arquivo Pessoal |
Sérgio Jesus Teixeira, que é gari de verdade há nove anos e também trabalha no Leme, disse que em geral as pessoas tratam bem, mas alguns episódios incomodam. "Ver a falta de consciência das pessoas jogando lixo na rua, na praia... Dá uma tristeza", disse Teixeira. "E quando, na praia, as pessoas falam com tom mal-educado e dando ordens do que e de como devemos recolher."
São situações corriqueiras na vida do trabalhador, mas que muitas vezes os juízes — que tomam decisões que os afetam diretamente — só veem de longe em audiências. "É uma realidade muito distante para quem passa o dia no tribunal", afirmou a juíza Adriana Leandro, que trabalhou como telefonista.
MEDO DE PERDER O EMPREGO
"Às vezes a gente está tão endurecido, por mais que lide todo dia com muitos processos, sentir um pouquinho do que a empresa e do que o empregado sente é importante para sensibilizar", disse a juíza.
Ela conta que a marcou muito o pavor que as colegas telefonistas — uma em especial — tinham de perder o emprego. "Ela tem outro emprego, mas o marido está desempregado, então ela ficava na angústia, um desespero fora do comum."
"Ela ficou doente e não vai ao médico, porque se ele disser que ele tem de operar, como vai fazer?", contou, ressaltando que a colega parecia ser uma ótima profissional, muito dedicada. "Mas há uma insegurança, a sensação de que isso não é suficiente para tranquilizá-la."
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Ministério do Meio Ambiente da Holanda
No dia 29 de agosto a Comlurb recebeu o representante do Ministério do Meio Ambiente da Holanda, Herman Huisman. O objetivo da visita foi conhecer a gestão de resíduos na cidade e como ela está sendo impactada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A reunião foi conduzida pelo assessor da DTL, Jose Henrique Penido, e também estiveram presentes o presidente Gustavo Puppi e seu assessor Henrique Tabet
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Juízes do trabalho vivenciaram um dia de gari
Na última semana, quatro juízes do trabalho vivenciaram como é um dia de trabalho com a farda laranja. Dois deles, com o apoio da Gerência de Botafogo SG04B, atuaram na varrição de vias em Botafogo. Outros dois fizeram a limpeza do Hospital Souza Aguiar, sob os olhares da AGH-S. O intercâmbio faz parte de uma parceria entre a Universidade Comlurb e a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT1).
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Seminário RIO 2020 Plano Estratégico - Mais humano e solidário
O auditório da sede da Comlurb foi palco na tarde desta quinta-feira (17/08) do Seminário RIO 2020 Plano Estratégico - Mais humano e solidário.
Subsecretária Municipal de Gestão e Planejamento Governamental, Aspásia Camargo, que coordenou os estudos para elaboração do documento, abordou temas relacionados às metas estabelecidas pelo texto. Cerca de 150 profissionais da Companhia estiveram presentes e ouviram os comentários sobre as 4 grandes áreas que o Plano abrange: Economia, Social, Urbano/Ambiental e Governança.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Moradores de diversas regiões da cidade aprovam trabalho da Comlurb
10/08/2017 18:02:00
Uma das principais metas de uma empresa pública é, além da qualidade do serviço prestado, garantir a satisfação da população. Por conta disso, a Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) desenvolveu um projeto para avaliar e monitorar a percepção de limpeza, em todas as regiões do Rio de Janeiro, com base em critérios objetivos. Trata-se do Índice de Padrão de Limpeza (IPL), que registra bimestralmente o nível de satisfação dos serviços de coleta domiciliar, varrição, instalação de papeleiras, capina, limpeza de praças e parques em todos os bairros e praias da cidade. De acordo com o último levantamento, diversos bairros da cidade mostraram-se satisfeitos com o trabalho de limpeza dos garis da companhia. Nos meses de março e abril deste ano, 77,92% dos entrevistados aprovaram o atendimento, enquanto o mesmo período do ano passado registrou 67,54% de satisfação.
O IPL é calculado a partir de uma avaliação objetiva do estado de limpeza, de aproximadamente 3.000 trechos de logradouros por mês. A avaliação leva em consideração uma série de itens de verificação, como saco de lixo ofertado fora do dia/horário, papeleiras, ralos, entulho, lama e areia na sarjeta.
Foram entrevistadas, no período de 13 a 29 de abril (pesquisa bimestre Mar-17/Abr-17), 3.938 pessoas em 126 bairros da cidade. Dos entrevistados, 77,92% se disseram satisfeitos com o serviço, ante 67,54% no mesmo período do ano passado.
- Organizamos a empresa em um modelo chamado "sem fronteiras" aproximando operacionalmente diversos setores que estavam estanques. Este modelo oferece a sinergia necessária para alcançar melhores resultados, mesmo em um cenário recessivo - afirmou o presidente da companhia, Gustavo Puppi.
Na avaliação, o bairro da Tijuca foi a região mais bem avaliada pela população, com 89,75% dos moradores satisfeitos com o trabalho da Comlurb. Já o Centro é constantemente avaliado como uma das regiões mais limpas do Rio de Janeiro, na qual o IPL chegou a 88,86% no último bimestre e agradou a 84,65% dos entrevistados.
Na Zona Norte, o bairro da Penha registrava, há dois anos, um índice de satisfação de apenas 63,20%. Agora, em 2017, subiu para 88,20%, um dos aumentos mais significativos da cidade. Na Fazenda Botafogo a situação também melhorou consideravelmente. No mesmo período, a satisfação da população da região passou de 56,90% para 84,35%.
Na Zona Sul, o bairro do Leblon também registrou índices favoráveis de satisfação. Em março e abril de 2016, o IPL era de 81,81% e a satisfação era de 70,52%. Este ano, no mesmo período, os números ficaram, respectivamente, em 84,42 e 85,90%.
Para a elaboração do último levantamento do IPL foram ouvidos moradores dos seguintes bairros: Abolição, Alto da Boa Vista, Anchieta, Andaraí, Anil, Bangu, Barra da Tijuca, Barra de Guaratiba, Benfica, Bento Ribeiro, Bonsucesso, Botafogo, Brás de Pina, Cachambi, Cacuia, Caju, Campinho, Campo dos Afonsos, Campo Grande, Cascadura, Catumbi, Cavalcanti, Centro, Cidade de Deus, Cocotá, Coelho Neto, Colégio, Complexo do Alemão, Copacabana, Cordovil, Cosmos, Curicica, Del Castilho, Encantado, Engenheiro Leal, Engenho de Dentro, Engenho Novo, Estácio, Flamengo, Freguesia (Ilha), Freguesia (Jacarepaguá), Galeão, Gamboa, Gávea, Grajaú, Guadalupe, Higienópolis, Humaitá, Inhaúma, Inhoaíba, Ipanema, Irajá, Itanhangá, Jardim América, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Jardim Sulacap, Joá, Lapa, Laranjeiras, Leblon, Leme, Madureira, Magalhães Bastos, Mangueira, Manguinhos, Maracanã, Maré, Marechal Hermes, Maria da Graça, Méier, Moneró, Olaria, Oswaldo Cruz, Paciência, Padre Miguel, Paquetá, Parada de Lucas, Parque Anchieta, Pavuna, Pechincha, Pedra de Guaratiba, Penha, Penha Circular, Piedade, Pitangueiras, Portuguesa, Praça da Bandeira, Praça Seca, Praia da Bandeira, Quintino Bocaiúva, Ramos, Realengo, Recreio dos Bandeirantes, Ribeira, Ricardo de Albuquerque, Rio Comprido, Rocha, Sampaio, Santa Cruz, Santa Teresa, Santo Cristo, São Cristóvão, Saúde, Senador Camará, Senador Vasconcelos, Sepetiba, Tanque, Taquara, Tauá, Tijuca, Todos os Santos, Urca, Vargem Grande, Vargem Pequena, Vasco da Gama, Vicente de Carvalho, Vidigal, Vigário Geral, Vila da Penha, Vila Isabel, Vila Kosmos, Vila Militar, Vila Valqueire, Vista Alegre e Zumbi.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Sistema Municipal de Informações Urbanas – SIURB
Aconteceu ontem (18/07), na sede, a palestra do engenheiro Luiz Roberto Arueira da Silva, da Coordenadoria Técnica de Informações da Cidade, do Instituto Pereira Passos - IPP.
O objetivo da palestra foi apresentar o panorama dos dados da Comlurb no Sistema Municipal de Informações Urbanas – SIURB, propondo um melhor planejamento da gestão da Comlurb, através de diversos dados que podem colaborar no planejamento da execução dos serviços, como população residente em favelas, distribuição das gerências e suas áreas de atuação, população por bairros, etc.
Estiveram presentes nosso presidente, Gustavo Puppi e o presidente do IPP, Mauro Osório. Terminaram o encontro sugerindo maior colaboração entre IPP e Comlurb para melhorar a base de dados que possa garantir melhor planejamento operacional, como informações sobre números de bueiros, extensão de sarjetas, entre outros
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Gestão de Resíduos Sólidos é tema da seminário na Comlurb
A Comlurb realizou na sexta feira, dia 19/05, o seminário “PPP (Parceria Público Privada) na Gestão de Resíduos Sólidos” para debater o tema de gestão de resíduos sólidos nas cidades brasileiras, garantindo assim a proteção ao meio ambiente e a saúde da população.
O workshop teve a presença de expositores, representantes do setor público e privado, conhecedores da legislação – que criou e regula o instituto PPP a nível federal e municipal –, além daqueles que vivenciaram experiências de implantação de PPP’s, para executar os serviços englobados no segmento de saneamento, como o Subsecretário da SUBPE Luciano Cordeiro, o assessor chefe do BNDES, Gustavo Guerrante, oprofessor da USP, Fernando Fleury, Marcos Helano Fernandes Montenegro, o representante da KOGNERGY do Brasil, Marcelo F. Malavota, da Foxx/Haztec, Alexandre Citvaras e o presidente do Grupo Foxx, Milton Pilão.
Para o palestrante José Henrique Penido, o seminário foi realizado com êxito e contou com uma ótima audiência. “Nós organizamos esse seminário em tempo recorde e conseguimos convidar pessoas representativas que entendem desse assunto. O evento foi excepcional. Além disso, especialmente para a Comlurb, o PPP vai indicar novos e bons caminhos, inclusive mostrar quais as dificuldades que podem estar envolvidas em uma decisão envolvendo essa matéria”, disse ele.
O presidente da Companhia, Gustavo Puppi, encerrou o seminário confirmando a“extrema importância da Parceria Público Privada na Gestão de Resíduos Sólidos para os empregados e sobretudo para a Comlurb”, disse ele
O público se mostrou participativo com as palestras apresentadas e no final receberam certificados de participação.
terça-feira, 23 de agosto de 2016
quarta-feira, 25 de maio de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Unidade móvel de atendimento ao Cliente
Como transformar uma antiga carrocinha de
pipoca em um ponto de atendimento ao cliente.
A equipe de atendimento ao cliente deve ser uma unidade transformadora dentro da empresa, onde os problemas e dúvidas são transformados em satisfação! Visando isso, a Oeste Limpa criou a Unidade móvel de atendimento ao cliente.
A manhã dessa sexta feira está sendo movimentada no Calçadão de Campo Grande, onde está estacionada a unidade móvel de atendimento ao cliente que a Diretoria de Serviços Oeste acaba de restaurar e colocar em funcionamento para atender a população.
Durante os próximos meses, ela estará no local para captar solicitações serviços como varrição, coleta domiciliar, remoção de lixo público, bens inservíveis e roçada para a comunidade daquela região, além de incentivar o uso da central de atendimento 1746.
Uma das vantagens da unidade móvel é justamente sua mobilidade, o que permite atender todos os bairros da Zona Oeste.
Essa é a Oeste Limpa! Tratando a Zona Oeste como ela quer ser tratada!
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Limpeza das Praias Selvagens do Rio de Janeiro
Iniciando a Operação Praia Limpa na DSO neste domingo realizamos uma expedição de limpeza nas ultimas praias consideradas selvagens da Cidade do Rio de Janeiro. As praias do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno tem acesso somente por trilha saindo de Barra de Guaratiba.
A expedição contou com equipe de garis da Gerência de Pedra de Guaratiba – OG26P e da Gerência de Serviços Extraordinários e Vias Especiais – OGE reforçados por voluntários do 76º Grupo Escoteiro Nossa Senhora Medianeira e da Associação Amigos do Perigoso.
Os participantes instalaram oito placas educativas ao longo das trilhas, recolheram lixo no caminho e limparam as areias da praia. Adicionalmente realizaram análise de presença de micro lixo na areia e finamente plantaram cinquenta mudas de vegetais característicos da região.
Os resíduos acondicionados em 200 sacos foram transportados por embarcação até Barra de Graratiba quando foram transbordados para um caminhão compactador chegando a um total de 3,5 toneladas.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Cada vez mais próximo da População
A OG33R mostrou que é uma equipe de marinheiros de mar bravio e começou a enfrentar o desafio da meta de "Satisfação 1746" se aproximando da comunidade divulgando nossos serviços em um forte corpo a corpo.
Duas diretrizes para estabelecimento de planos de ação locais são fundamentais para que todos consigam alcançar a ambiciosa meta de 74,6 % de satisfação no atendimento 1746:
Participação na Sociedade
Aproveitar eventos para divulgar os serviços da Comlurb.
Montar aparato bem visível com barraca, banners, panfletos, exibição de equipamentos, utilizar megafone, enfim, ações para interagir com moradores em festas e eventos populares.
Da mesma forma estar presente nas feiras livres de rotina entrando não só para limpar, mas também para divulgar e educar. Todos temos garis com laudo médico restritivo que podem ficar na feira fazendo isso.
Contato pré pesquisa
Ligar para todos os clientes identificados nas demandas de limpeza do 1746 assim que for lançar a resposta no sistema.
Na ligação informar ao cliente o andamento do pedido, indagar se o morador está satisfeito, e , principalmente, explicar o porquê quando não é possível atender a demanda por qualquer razão.
Importante utilizar profissional com boa capacidade de comunicação e articulação oral. Não consegue ligar para todos? Então, pelo menos, ligue para os que não serão atendidos e explique o motivo
segunda-feira, 17 de março de 2014
Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu (ACERB)
ACERB recebe o diretor da Comlurb na Zona Oeste
Durante café da manhã Gustavo Puppi anunciou o projeto Oeste Limpa
Por Eder Fernandes
Diretor de Serviços Oeste da Comlurb, Gustavo Puppi (Foto: Luis Fortes/Pro-Realengo)
A Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu (ACERB) recebeu ontem, 14 de março, o novo diretor de serviços oeste da Comlurb, Gustavo Puppi. O evento aconteceu no auditório da ACERB e teve a participação do Conselho Diretor da ACERB, associados, empresários e autoridades da região. O presidente da ACERB, Wagner Ferreira, agradeceu a presença de todos e passou a palavra ao diretor da Comlurb que contou sua trajetória profissional e disse que pretende fazer a diferença no atendimento público da limpeza na região.
- Quando assumimos uma liderança de um setor público é preciso se sentir dono, eu estou me sentindo dono da Área de Planejamento 5 da Comlurb. Se continuarmos fazendo as mesmas coisas, teremos os mesmos resultados. Mas se fizermos algo diferente, teremos resultados diferentes – Fala Puppi.
Puppi informou aos presentes que devido ao tamanho da Zona Oeste a administração foi dividida em dois polos para facilitar o atendimento ao público. Uma área corresponde a Barra da Tijcua, Recreio dos Bandeirantes e o entorno. A segunda área conta com Bangu, Campo Grande, Realengo e adjacências, está é administrada pelo Gustavo Puppi
Desafio para uma Zona Oeste Limpa
Alguns dos seus principais desafios são apoiar e ampliar de forma progressiva a coleta seletiva e a remoção gratuita de entulho; implanta uma rotina de operações conjuntas de roçada e limpeza geral e também promover o Programa de Gestão para Resultados. O diretor Puppi aproveitou o café da manhã e anunciou um projeto chamado ´´Oeste Limpa: Tratando a Zona Oeste Como a Zona Oeste quer ser tratada.``
Durante o encontro também estavam presentes dois membros da equipe que atende a Zona Oeste, Alessandra Mota e Paulo Silveira. Todas as demandas recolhidas foram entregues ao diretor da Comlurb e o vice-presidente da ACERB, Marco Antonio Simão, leu algumas solicitações no momento do encontro. As principais demandas foram em relação aos lixos acumulados em locais indevidos, falta de limpeza em praças públicas e a necessidade de um programa social de conscientização para os moradores manterem a região limpa.
sexta-feira, 8 de março de 2013
“NÃO DEIXE O LIXO ANDAR POR AÍ!”
“Não deixe o lixo andar por aí!” foi o tema de uma campanha sobre a correta deposição do lixo, que a cidade
de Oeiras em Portugal lançou em 2009.
Com um investimento na ordem de 75 mil
Euros, a mensagem da campanha foi difundida através de vários meios de
comunicação com o objetivo de conscientizar os residentes que sua contribuição é
imprescindível na construção de uma “Cidade Verde”.
Segundo release da época: “ Não basta a intervenção de cantoneiros de limpeza, há que consciencializar os munícipes para o facto de terem um papel fundamental na manutenção da limpeza e higiene no espaço que é de todos”.
Um “Homem Lixo” foi o protagonista da ação de
rua que marcou a campanha percorrendo os principais logradouros da cidade nos
horários de maior movimento.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
O Dilema da Limpeza
Tendo como base o Dilema dos Prisioneiros, onde a racionalidade individual entra em choque com a racionalidade coletiva, podemos apresentar o Dilema da Limpeza.
Tanto para a COMLURB quanto para a população temos duas estratégias possíveis: não cooperar para o bem público, neste caso, não limpar, ou cooperar e limpar. A combinação destas estratégias fornecem quatro situações possíveis.
A primeira combina a estratégia de não cooperação tanto da COMLURB quanto da população. Temos a completa ausência de Limpeza Urbana que pode ser visualizada após alguns dias de greve dos empregados.
Combinar a estratégia de não cooperação da COMLURB com a cooperação da população se justifica em áreas urbanas consideradas particulares. Quando acontece em local público, a população toma a iniciativa da ação coletiva por ausência do poder público. Há uma inversão de valores como quando se contrata uma firma de segurança para patrulhar o quarteirão.
Mais coerente com a realidade temos a terceira combinação de estratégias. A cooperação da COMLURB e a não cooperação da população. A Limpeza Urbana é obtida mas, como a disposição do lixo é desordenada e não padronizada, não há como otimizar o uso dos meios (caminhões e mão de obra) resultando em um serviço caro e com baixa qualidade.
A meta, portanto é a quarta opção conciliando a cooperação da COMLURB com a da população. Definindo procedimentos, padrões e normas que envolvam população e COMLURB pode-se obter a Limpeza Urbana de forma eficaz e com alta qualidade.
A COMLURB, por missão e profissionalismo, utiliza a estratégia da cooperação descartando as duas primeiras combinações. O Dilema da Limpeza fica reduzido, portanto, a decisão da população em cooperar ou não com a Limpeza Urbana.
Surge a figura do carona (free rider), o cidadão que não coopera por saber que a COMLURB fornecerá Limpeza Urbana com ou sem sua cooperação. O Paradoxo do Vizinho agrava a situação pois pensamos que sempre ele, o vizinho, é que deve cooperar, uma vez que ele é sempre o responsável.
"Na obtenção de um bem coletivo, o indivíduo racional prefere a força da união ao seu esforço isolado, mas prefere ainda mais a primeira hipótese sem a sua participação, pois com isso pode obter benefício sem custos". ( Orestein, 1993, p.63)





















