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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Aterros sanitários terão que apresentar plano de tratamento do chorume

 Por: Berenice Seara em 11/10/20 11:00  

Vista aérea do lixão de Gramacho Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

O governador em exercício, Cláudio Castro, sancionou o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa que obriga as administradoras dos aterros sanitários a apresentarem, em 180 dias, um plano de tratamento do chorume.

Para quem não ligou o nome ao mau cheiro, trata-se do liquido produzido pela decomposição da matéria orgânica do lixo, que contamina o lençol freático — muitas vezes, mesmo nas instalações impermeabilizadas.

O que dirá nos velhos lixões a céu aberto onde, há dez anos, eram depositados todos os detritos e que, mesmo desativados, continuam poluindo o solo.

Cumpra-se

Desde 2010, quando foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foram fechados 46 lixões em todo o estado.

Mas nenhum deles foi efetivamente "remediado" — ou seja, continuam produzindo poluição, mesmo não sendo mais usados.

Além disso, os 24 aterros sanitários construídos desde então também não tratam o chorume.

"Muito trabalho à vista para a Comissão do Cumpra-se", diz Carlos Minc (PSB), autor da lei.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Os desafios de efetivar a Política de Resíduos Sólidos brasileira: o caso do lixão de Jardim Gramacho/RJ

Autores: Valéria Pereira Bastos e Fábio Fonseca Figueiredo.

Texto Completo

Resumo

O artigo analisa os resultados da pesquisa realizada em 2016, de cunho qualitativo, com catadores de materiais recicláveis do lixão de Jardim Gramacho, localizado no município de Duque de Caxias (Rio de Janeiro, Brasil). Objetivou-se compreender a problemática desses sujeitos, verificando que embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos brasileira determine que esses trabalhadores sejam partícipes da gestão integrada de resíduos sólidos a ser desenvolvida pelas prefeituras, após sua promulgação em agosto de 2010, os catadores permanecem estigmatizados e excluídos de benefícios, diretos sociais e trabalhistas. Apesar da promessa dos órgãos competentes de garantias de inclusão socioprodutiva, após o encerramento do lixão, os rendimentos dos catadores diminuíram substancialmente e o trabalho da coleta dos materiais se tornou ainda mais perverso, tendo em vista que os municípios que destinavam seus resíduos para o antigo lixão não investiram na coleta seletiva. Houve o descumprimento de inúmeras recomendações da política nacional, que defendem e garantem apoio aos catadores. Identificamos ainda que a principal ação da Prefeitura do Rio de Janeiro, visando resolver a problemática socioambiental ensejada pelo lixão, foi o encerramento daquela área, sem que houvesse maior preocupação em cumprir as demais recomendações constantes na lei e que garantiriam ocupação e renda para os catadores.

Introdução

A Política Nacional de Resíduos Sólidos do Brasil (PNRS), Lei no 12.305/2010, reacendeu as ações públicas de combate ao destino inadequado do lixo domiciliar, entre outros resíduos classificados, pois, em seu art. 54, preceitua o encerramento de práticas inadequadas do destino final de resíduos, popularmente conhecidas por lixões1 . Também, estipula o prazo de quatro anos a contar da data da lei sancionada, agosto de 2010, para seu total cumprimento, trazendo à tona a obrigação por parte dos gestores públicos de promover o encerramento dos lixões. Contudo, atualmente, ainda são contabilizados 1552 municípios, de 5570, que utilizam essa modalidade no território nacional, conforme declara a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE, 2015). Certamente estes espaços também abrigam milhares de trabalhadores que – pela via da informalidade – sobrevivem com suas famílias, de forma insalubre e perigosa, sem contar com amparo previdenciário, sendo, por vezes, coberto por alguma política de assistência social, quando são visibilizados.

Embora seja sabido que o encerramento dos lixões atenda às questões sanitária e ambiental, pois sua existência já era considerada prática irregular desde que foi regulamentada a Política Nacional de Meio Ambiente, em 1981, passando, inclusive, a ser considerado crime ambiental em 1998, estudos apontam (Janczura, 2012; Figueiredo e Silveira, 2016) que a erradicação dos lixões sem um plano prévio de inserção dos catadores vem afetando diretamente o universo desses sujeitos, pois o lócus da atividade laboral do catador não oferece condições salubres e seguras de trabalho. No entanto, ainda, é o que os mantêm em atividade, tendo em vista não terem sido identificadas outras referências com efetividade de trabalho para garantir a sobrevivência desta população, que, segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), supera 400 mil trabalhadores na informalidade, enquanto que o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis afirma já atingir cerca de 800 mil trabalhadores no país (MNCR, 2014).



quinta-feira, 2 de maio de 2019

MMA lança Programa Nacional Lixão Zero

lixao-zero

Objetivo é acabar com os lixões em todo o país. Iniciativa faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou na manhã desta terça-feira (30), em Curitiba (PR), o Programa Nacional Lixão Zero. O programa faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, que tem como tema Resíduos Sólidos.
Durante o evento, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o programa é um esforço de todos – governo federal, estados, municípios e iniciativa privada – para acabar com essa “vergonha nacional” que são os lixões.
“Temos que solucionar esse problema, e rápido. Lixão e falta de saneamento são os dois grandes problemas para o meio ambiente, para a qualidade de vida nas cidades”, afirmou o ministro, ao lembrar que 80% das pessoas vivem hoje em áreas urbanas no Brasil.
“Por isso, o ministério tem como prioridade a Agenda Ambiental Urbana”, enfatizou, para em seguida acrescentar que o programa Lixão Zero traz um grande desafio para o ministério e parceiros, pois “busca aproximar as normas de regulação com o dia a dia das pessoas”.

Plano Nacional de Resíduos Sólidos

“Com o programa, vamos apoiar os municípios a adotarem práticas adequadas de destinação do lixo, vamos trazer a iniciativa privada com suas experiências em logística reversa e vamos, também, buscar recursos para fundos que possam financiar as ações”, disse Salles.
Também foi assinado Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o MMA e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), para a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), e portaria interministerial que disciplina a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos, instrumento previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).


Combustível 

Antes de participar do lançamento do Programa Nacional Lixão Zero, o ministro Ricardo Salles visitou, mais cedo, a planta de produção do grupo Votorantim em Curitiba que fabrica cimento com a utilização de combustível derivado de resíduos (CDR). A iniciativa, que ainda está em fase de teste e vem sendo acompanhada pelos órgãos ambientais locais, é uma parceria entre a empresa e cooperativas de materiais recicláveis.
O projeto utiliza resíduos que não têm condições de serem reciclados, juntamente com pneus triturados e restos de madeira de reflorestamento, para gerar combustível. Isso traz ganhos importantes para a indústria e para o meio ambiente, uma vez que permite o reaproveitamento energético e reduz a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários.

Saiba mais

A Agenda Ambiental
A Agenda de Qualidade Ambiental Urbana é um conjunto coordenado e integrado de ações idealizadas pela atual gestão do MMA para melhorar as condições de vida nas cidades. Consta de seis fases, cada uma centrada num tema – Lixo no Mar, Resíduos Sólidos, Áreas Verdes Urbanas, Qualidade do Ar, Saneamento e Qualidade das Águas e Áreas Contaminadas.
Além de traçar um diagnóstico de cada tema, a Agenda reúne uma série de ações que devem ser executadas pelo governo federal em parceria com estados, municípios, iniciativa privada e entidades da sociedade civil para atingir os objetivos propostos.
A primeira fase, Lixo no Mar, foi lançada no mês passado em evento no litoral paulista. Resíduos Sólidos é o tema desta segunda fase, a ser anunciada no evento em Curitiba. As fases seguintes serão divulgadas mês a mês até agosto, nas diferentes regiões do país.

O programa Lixão Zero
O Programa Nacional Lixão Zero é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que visa atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com o objetivo de eliminar os lixões existentes no país e apoiar os municípios em soluções mais adequadas de destinação final dos resíduos sólidos, como os aterros sanitários.
O programa é dividido em cinco partes. Na primeira, faz um diagnóstico do problema dos resíduos sólidos no Brasil. Na segunda, apresenta a situação desejada relativa à gestão integrada dos resíduos. Na terceira, cita indicadores para auxiliar o monitoramento dos avanços relativos à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Na quarta, o programa destaca os eixos de implementação para a concretização da situação desejada. Na quinta e última seção, é apresentado o plano de ação com as medidas prioritárias e detalhadas para enfrentamento da realidade dos resíduos sólidos urbanos no país.
Para cada ação, são apresentadas as justificativas, os objetivos, os indicadores, o orçamento, o prazo de conclusão e os responsáveis pela execução dos trabalhos.

Fonte: MMA

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Deslocamento em aterro sanitário de Guarulhos deixa cidade em estado de emergência

Problemas isolados na coleta de lixo podem acontecer, de acordo com a prefeitura; deslocamento aconteceu na sexta-feira (28).





Prefeitura de Guarulhos decreta situação de emergência após deslizamento em aterro

A prefeitura de Guarulhos decretou estado de emergência na cidade nesta segunda-feira (31), por causa do deslocamento de parte do aterro sanitário Quitaúna, no bairro Cabuçu, vizinho ao Rodoanel a uma grande área verde do Parque Estadual da Cantareira.

Uma grande parte do aterro se deslocou na sexta-feira (28), deixando o lixo exposto. O resultado foi um forte cheiro ruim que chega dentro das casas nos bairros do Parque Continental e Palmira. Além disso, a coleta de lixo da cidade foi comprometida.

Com o estado de emergência, a prefeitura pode contratar um aterro particular para resolver o problema da coleta de lixo. Os veículos carregados de lixo domiciliar estão sendo desviados para um aterro vizinho, o CDR Pedreira. A manobra ajudou, mesmo assim a coleta na cidade foi prejudicada.

“Ela teve pequenos problemas pontuais na cidade, algumas ruas deixaram de fazer coleta, mas foi questão de horas. Isso afeta todo o sistema, mas já está normalizado”, disse Edmílson Sarlo, secretário de serviços públicos de Guarulhos.

Em nota, a prefeitura disse que chamou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para avaliar os danos causados pelo deslocamento e montou uma força-tarefa para tomar medidas de proteção e fazer um sistema de contenção para minimizar os riscos de contaminação.

De acordo com a prefeitura, a coleta de lixo em Guarulhos está normalizada, dentro da programação de final de ano, mas “problemas isolados e pontuais ainda podem ocorrer”.

Aterro recebe 1300 toneladas de lixo por dia

O aterro municipal costuma receber quase todo o lixo produzido em Guarulhos - mais de 1300 toneladas por dia. Na manhã desta segunda-feira (31), porém, o acesso ao aterro sanitário foi fechado para os caminhões carregados com o lixo coletado em Guarulhos. Só tiveram acesso os caminhões que levam terra ou os que vão recolher resíduos lá de dentro.

Para os moradores, além da coleta de lixo, o mau cheiro também é um problema.

“Nós temos sentido um mau cheiro assim o tempo todo, principalmente de madrugada. Ontem, por exemplo, na parte da tarde lá em casa, nós resolvemos limpar o quintal, fazer uma faxina porque nós pensávamos que tinha algum bicho morto, disse o funcionário público Reinaldo da Silva.

Na manhã desta segunda, um grupo de moradores fez uma manifestação para pedir urgência na solução do problema.

“Agora vamos tentar entender o que está acontecendo com o solo, o que está acontecendo com água. O que acontece com o que é escondido, o que é muito guardado. toda uma preocupação, todo uma segurança em cima de um lixo recolhido da sua casa”, diz a supervisora de vendas Angela Fernandes Moura.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Campinas/SP investe em PPP para tratar o lixo da cidade

Fonte

Se conseguir superar os obstáculos e sair do papel, o projeto será pioneiro no país

Seria bom se o Brasil conseguisse tratar 100% dos resíduos que são descartados na natureza, diminuindo, desta forma, o impacto no meio ambiente e, ainda, conseguindo gerar receita, não é mesmo? 

A intenção da administração de campinas é contratar, até o final de 2018, uma empresa para coletar, tratar e aproveitar o lixo colhido na cidade de Campinas pelos próximos 30 anos.




Os obstáculos


A PPP trata-se de um projeto que poderá ser pioneiro no Brasil. Entretanto, há dúvidas sobre se a proposta vai realmente conseguir superar os entraves burocráticos e sair do papel. Isso porque o projeto é baseado em modernos e caros sistemas de tratamento de lixo, entre outras questões.

Atualmente, o Estado de São Paulo possui 369 aterros que operam 39,9 mil toneladas de lixo por dia. A cidade de Campinas produz, diariamente, cerca de 1,3 tonelada de lixo e deposita todos esses resíduos no aterro de Paulínia, ao custo de R$ 48 milhões por ano. Antes, o lixo era enviado para o aterro sanitário Delta A, que chegou a sua capacidade máxima há quatro anos atrás.

Segundo o que divulgou um dos maiores portais de notícias do interior de São Paulo — ACidade ON — os municípios Brasileiros tentam, desde 2010, adequar-se à Política Nacional de Resíduos Sólidos. Contudo, trata-se de uma tarefa difícil diante do custo de operação.

“Para se ter uma ideia, a Prefeitura teria que desembolsar R$ 800 milhões para construir esse sistema [de tratamento de lixo]. Sobrecarregado com as contas em áreas sensíveis como Saúde, Educação e Serviços Públicos, a construção se torna inviável”, escreveu o site na reportagem “PPP do Lixo: entenda porque ela pode nem sair do papel”, do dia 29 de julho.

Umas das soluções mais viáveis, então, é a Parceria Público-Privada, na qual o município pode repassar os serviços para empresas interessadas em tratar o lixo. O investimento, contudo, prevê um retorno demorado.

“Fizemos um estudo da viabilidade econômica. Construir toda essa estrutura e gerenciar o tratamento é caro. A estimativa é que o investimento se pague em 15 anos. Só então a empresa passa a ter um retorno financeiro”, diz o secretário municipal de Serviços Públicos, Ernesto Paulella.

O lucro do investidor está diretamente condicionado à quantidade de lixo coletado e tratado. Todavia, por conta da crise econômica que atingiu o país recentemente, Campinas reduziu, nos últimos três anos, o seu volume de resíduos descartados. De 1,5 tonelada de lixo diário, o número caiu para 1,3 tonelada. “Sabemos que a produção de lixo cresce 2% ao ano, mas tivemos essa redução. Esse é um dos riscos que as empresas interessadas avaliam”, salientou Paulella.

Outro entrave que pode inviabilizar a PPP é a complexidade do sistema necessário para realizar o projeto. Poucas empresas no mercado possuem a tecnologia necessária. “Após a abertura da licitação, uma batalha jurídica com a apresentação de recursos, por exemplo, pode prolongar o processo ou até mesmo suspendê-lo”. Paulella espera que a Justiça esteja atenta a essas manobras, destacou a matéria do ACidade ON.

O funcionamento

A proposta da Prefeitura de Campinas é de que as usinas para o tratamento do lixo sejam construídas no aterro Delta B, no prazo de cinco anos. “A área é particular e já foi considerada de utilidade pública, sendo que a concessionária arcará com o custo da operação”, explicou a ACidade ON.

“Os serviços de varrição, cata-treco, coleta seletiva e ecopontos serão assumidos imediatamente, mas a empresa só recebe pelos serviços prestados. Quanto mais a empresa demorar para construir as usinas, menos consegue gerar receitas. A estimativa é finalizar o processo em dezembro”, acrescentou o portal de notícias.

A ideia é a construção de 03 (três) usinas: compostagem de lixo orgânico, reciclagem e transformação de rejeitos (carvão). A receita oriunda da venda do material reciclado, composto e carvão será dividida, meio a meio, entre a Prefeitura e a empresa vencedora da licitação da PPP.

O especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens, reporta que o lixo tratado que não puder ser aproveitado em nenhuma das usinas também será de responsabilidade da concessionária, que deverá realizar o respectivo descarte em aterros. Conforme o secretário Ernesto Paulella, a quantidade de lixo tratado que não poderá ser aproveitado será muito pequena — menos de 5% do total.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Aterros Sanitários

Fonte: Vera Christina Vaz Lanza e André Luciano de Carvalho.

Conforme a NBR 8419/1992 da ABNT o aterro sanitário também é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais. Tal método utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada trabalho, ou intervalos menores, se necessário.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos ( Lei 12.305/2010 ) determina que a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos deve obedecer a seguinte ordem de prioridade : Não Geração – Redução – Reutilização – Reciclagem – Tratamento e, somente em última hipótese, a disposição final ambientalmente adequada somente dos rejeitos.

Faz-se necessária a capacitação de agentes que trabalhem com resíduos no sentido de compreender as maneiras de se cumprir a legislação, contribuindo assim para o desenvolvimento de um mercado com negócios bilionário e grandes oportunidades para consultores e empreendedores, além de gerar emprego para catadores e pessoas de baixa renda.

Profissionais que sabem pôr em prática um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de forma eficiente, diminuindo a taxa de resíduos destinadas ao aterro, conseguem se destacar no mercado e são altamente requisitados por empresas do setor. A qualificação com base em países desenvolvidos, onde essas práticas já são aplicadas, contribuem demasiadamente para a capacitação e dá ao profissional um diferencial considerável.

O caminhão deve depositar o lixo em “pilhas” imediatamente a jusante da frente de operação demarcada, conforme definido pelo fiscal. O desmonte dessas pilhas de resíduos deverá ser feito com o auxílio da lâmina do trator de esteira que, em seguida, procederá a seu espalhamento e compactação.

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Aterro sanitário da Caximba no Paraná

A área de disposição dos resíduos deve ser previamente delimitada por uma equipe técnica de topografia. No início de cada dia de trabalho, deverão ser demarcados – com estacas facilmente visualizadas pelo tratorista – os limites laterais, a altura projetada e o avanço previsto da frente de operação ao longo do dia.

Na frente de operação, os resíduos devem ser espalhados e compactados por um equipamento apropriado ( preferencialmente um trator de esteira com peso operacional mínimo de 15 toneladas ) em rampas com inclinação aproximada de 1 na vertical para 3 na horizontal (1:3). O equipamento de compactação deve estar permanentemente à disposição na frente de operação do aterro sanitário.

A camada de impermeabilização da base deve garantir a segura separação da disposição de resíduos do subsolo, impedindo a contaminação do lençol freático e do meio natural através de infiltrações de percolados e / ou substâncias tóxicas.

O bom funcionamento do sistema de drenagem interna de percolados e de gases é fundamental para a estabilidade do aterro sanitário. A drenagem de percolados deve estar inserida entre os resíduos, podendo ser interligada ao sistema de drenagem de gases.

No Brasil poderão ser dispostos no aterro sanitário os resíduos sólidos de Classe II – Não-Inertes – segundo as definições apresentadas na NBR 10.004/1987 da ABNT. Sob nenhuma hipótese deverão ser recebidos resíduos sólidos de Classe I, classificados como perigosos.

A legislação ambiental brasileira exige um diagnóstico de todos os resíduos ( Gravimetria dos resíduos ) antes que estes sejam destinados à uma disposição final. Normalmente esse diagnóstico deve constar em um Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e ser atualizado mensalmente. As informações sobre os resíduos devem então ser repassadas pelo poder público municipal ao Governo Federal onde serão cadastrados no Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, SINIR.

Portanto para ser chamado de aterro sanitário são necessários no mínimo as seguintes características a central:

Unidades Operacionais :

  • Possibilidade de alojamento em células especiais para vários tipos de resíduos;
  • Células para rejeitos oriundos do lixo domiciliar;
  • Células de lixo hospitalar (caso o Município não disponha de processo mais efetivo para dar destino final a esse tipo de lixo);
  • Isolamento inferior não permitindo que o chorume atinja os lençóis freáticos;
  • Sistema de coleta e tratamento dos líquidos percolados (chorume), resultante da decomposição da matéria orgânica;
  • Sistema de coleta e tratamento dos gases do aterro;
  • Isolamento superior evitando contaminação do ar e atração de animais que se alimentam dos resíduos orgânicos;
  • O isolamento superficial (superior) deve ser feito diariamente;
  • Sistema de drenagem pluvial para evitar que a água da chuva penetre no aterro e dessa forma gere ainda mais chorume;
  • Pátio de estocagem de materiais.



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Conte da seção de um aterro sanitário



Unidades de apoio:

  • Cerca e barreira vegetal;
  • Estradas de acesso e de serviço;
  • Balança rodoviária e sistema de controle de resíduos;
  • Guarita de entrada e prédio administrativo;
  • Oficina e borracharia.

Além dessas exigências técnicas estruturais e construtivas, há que se avaliar também as probabilidades de impacto local e sobre a área de influência do empreendimento e se buscar medidas para mitigá-los.

Embora consistindo numa técnica simples, os aterros sanitários exigem cuidados especiais, e procedimentos específicos devem ser seguidos desde a escolha da área até a sua operação e monitoramento.

De acordo com a NBR 13896/1997 da ABNT, recomenda-se a construção de aterros com vida útil mínima de 10 anos. O seu monitoramento deve prolongar-se, no mínimo, por mais 10 anos após o seu encerramento.




terça-feira, 12 de setembro de 2017

Visita ao Centro de Tratamento de Resíduos em Seropédica

Todo gestor da Comlurb, em qualquer nível, em especial os gestores estratégico e diretores, devem ter em sua agenda espaço para visitas ao Centro de Tratamento de Resíduos em Seropédica.

Conhecendo o escopo e as dimensões do serviço prestado pela concessionária Ciclos podemos melhorar nosso entendimento necessário para tomada de  decisões relativas a transferência, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de nossa cidade.


Sorriso de Engenheiro diante de uma planta operacional grandiosa

Frente de Trabalho em Setembro de 2017


A Ciclus (Razão Social: Ciclus Ambiental do Brasil S.A.) é uma concessão da Comlurb – Companhia Municipal de Limpeza Urbana. Fundada em 2010, foi criada para realizar a gestão integrada – transferência, transporte, tratamento e disposição final - dos resíduos sólidos urbanos domiciliares e de grandes geradores das cidades do Rio de Janeiro, Seropédica e de outras prefeituras, além de clientes comerciais. 




Criado para substituir o antigo aterro controlado de Gramacho, o Centro de Tratamento de Resíduos – CTR Rio – iniciou suas operações em abril de 2011. Em um terreno com mais de 2 milhões de m2, o projeto ambiental foi planejado e executado para garantir que o solo e o ar não fossem contaminados. A implantação possui tecnologia de ponta, sendo um dos centros de tratamento mais avançados de toda a América Latina.

Diariamente, o CTR Rio recebe cerca de 10 mil toneladas de resíduos coletados em Seropédica, Itaguaí e Rio de Janeiro. Garantindo a proteção do meio ambiente local, o solo do aterro recebeu tripla impermeabilização de base reforçada, utilizando argila e dupla camada de mantas de polietileno de alta densidade e utilização de sensores eletrônicos que podem detectar qualquer tipo de anomalia no sistema de impermeabilização. Desta forma, evita-se que o chorume gerado pela decomposição dos resíduos entre em contato com o solo. O líquido de cor escura e tóxico é captado e enviado para tratamento na Estação de Tratamento de Chorume dentro do CTR Rio.

O metano, gás altamente poluente, liberado também através da decomposição dos resíduos no aterro, é drenado até os flares, onde são queimados. Esta queima transforma o metano em gás carbônico, 25 vezes menos poluente. O que antes poluía nos lixões, hoje é tratado na CTR Rio.

Além disso, o CTR Rio conta com uma rede de poços de monitoramento que permite avaliar as propriedades das águas subterrâneas, verificando se há contaminação. Os recursos de controle de qualidade ambiental tendem a se tornar referência até para os órgãos ambientais.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Avalanche de lixo!

Filipinos inspecionam local onde houve o colapso de um muro de contenção em um aterro causando uma avalanche de lixo devido a fortes chuvas no norte de Manila em agosto de 2011.



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Meta de reciclagem na cidade do Rio de Janeiro



Antes de ser eleito o senhor prometeu criar um programa de reciclagem de lixo. E a reciclagem não chega nem a 1%...


O Rio é uma cidade que tem um lixão feito Gramacho, que não tinha disposição adequada de seus resíduos sólidos. O que eu me dediquei, nesse primeiro mandato, foi em acabar com aquele absurdo que era o lixão de Gramacho, às margens da Baía de Guanabara, mais de 30 anos funcionando ali. Hoje a prefeitura tem um centro de tratamento de resíduos muito qualificado em Seropédica, com todo o respeito ambiental e agora a gente pode dedicar tempo à reciclagem de lixo.


Isso faz parte do seu programa de governo?

Uma das minhas propostas prioritárias é a reciclagem de lixo e estabelecer uma meta de 25%, numa situação muito mais fácil: não tem mais Gramacho.

domingo, 24 de junho de 2012

Biogás no Rio de Janeiro


São Paulo e Rio tratam lixo de olho nos créditos de carbono


"Uma tripla camada de impermeabilização do chão - feita com mantas reforçadas de polietileno de alta densidade (PEAD) - e sensores ligados a um software que indica qualquer anormalidade no solo são as principais tecnologias de segurança. O chorume vai virar água de reúso e o biogás será transformado em energia e convertido em créditos de carbono.
O gás metano que está acumulado no subsolo do aterro do Jardim Gramacho também deve ser queimado para geração de energia em uma nova usina de biogás. Segundo a Comlurb, a queima do metano de Gramacho evitará que, nos próximos 15 anos, cerca de 75 milhões de metros cúbicos de metano sejam liberados anualmente para atmosfera". 



domingo, 3 de junho de 2012

Gramacho Encerrado!


Após 34 anos como principal destino final dos resíduos coletados no Rio de Janeiro, Gramacho encerra sua operação como o maior aterro da América Latina iniciando uma nova vida como Usina de Biogás. 

No momento do fechamento o Prefeito Eduardo Paes afirmou que "a partir de agora o Rio não vai mais admitir as violências contra o meio ambiente como foi esse crime ambiental por mais de 30 anos aqui em Gramacho". A ministra do Meio Ambiente,  Izabella Teixeira considerou o fechamento de Gramacho um modelo para todo o país e confirmou que “o município está atuando de maneira global. Não temos nada que vai apequenar a participação da cidade do Rio de Janeiro na Rio+20 como anfitriã". 

 Foto de Pedro Kirilos


As margens da baía de Guanabara, Gramacho nasceu como lixão sem qualquer tipo de tratamento cresceu como aterro controlado com tratamento de chorume e captação de gás, mas nunca chegou a ser realmente um aterro sanitário. A Central de Tratamento de Resíduos, CTR Rio, em Seropédica, nasce como Aterro Sanitário capaz de oferecer destino ambientalmente correto aos cerca de 9.500 toneladas por dia de lixo gerado pela cidade.
Nos próximos 15 anos a enorme quantidade de lixo que foi depositada em Gramacho estará produzindo gás metano que será recolhido pela empresa Novo Gramacho e vendido para a REDUC, Refinaria Duque de Caxias da PETROBRAS, como substituto de outros combustíveis atualmente utilizados.
A queima do metano na refinaria representa, além do seu aproveitamento energético, uma redução de 14 vezes no impacto ambiental que seria gerado simplesmente por libera o gás na atmosfera.




Notícia 1

Notícia 2



domingo, 29 de abril de 2012

Lixão não é aterro sanitário




"Lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Institucionalizados ou clandestinos, esses locais recebem volumes diários de lixo que são amontoados um por cima do outro. População civil e, em alguns casos, a própria prefeitura, são responsáveis por jogar o lixo coletado no local.

Diversos problemas tornam o lixão a solução menos indicada quando o assunto é o descarte do lixo. Por não ter nenhum tipo de proteção, esses locais se tornam vulneráveis à poluição causada pela decomposição do lixo, tanto no solo, quanto nos lençóis freáticos e no ar.

Isso ocorre porque a maior parte do material despejado entra em processo de decomposição, produzindo o chorume e o gás metano. O chorume escorre com o auxílio da chuva e penetra na terra, chegando aos lençóis freáticos localizados abaixo do lixão e contaminando a água.
Já o biogás resultante da decomposição do lixo e formado por gases como metano, gás carbônico (CO2) e vapor d’água, é liberado diretamente para a atmosfera – sem antes passar por nenhum tipo de tratamento.

Além dos impactos ambientais, o acumulo de lixo atrai animais transmissores de doenças, como moscas e ratos. O local ainda é tido como fonte de renda para a população carente, que recolhe o material reciclável e, em alguns casos, chega a se alimentar dos restos encontrados no lixo".



"Os aterros controlados são locais intermediários entre o lixão e o aterro sanitário. Trata-se geralmente de antigas células que foram remediadas e passaram a reduzir os impactos ambientais e a gerenciar o recebimento de novos resíduos.

Esses locais recebem cobertura de argila e grama e fazem a captação dos gases e do chorume. O biogás é capturado e queimado e parte do chorume é recolhida para a superfície. Os aterros controlados são cobertos com terra ou saibro diariamente, fazendo com que o lixo não fique exposto e não atraia animais".




"Os aterros sanitários são espaços preparados para a deposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana. Esses locais são planejados para captar e tratar os gases e líquidos resultantes do processo de decomposição, protegendo o solo, os lençóis freáticos e o ar.


As células são impermeabilizadas com mantas de PVC e o chorume é drenado e depositado em um poço, para tratamento futuro. O biogás é drenado e pode ser queimado em flaires ou aproveitado para eletricidade. Por ser coberto por terra diariamente não há proliferação de pragas urbanas".



sexta-feira, 6 de abril de 2012

Aterro sanitário não é lixão



"Um lixão é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos - o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender. No lixão o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas".





"Já o aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventuamente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente".




"Mas a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual."



segunda-feira, 25 de abril de 2011

NOVO ATERRO SANITÁRIO DE SEROPÉDICA




A nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, que vai gradativamente receber os resíduos que iam para o Aterro de Gramacho, já está em funcionamento a partir desta quarta-feira (20/04). A Central reúne tecnologia de ponta, inédita na América Latina, para garantir o destino adequado dos resíduos, sem riscos para o meio ambiente. Com isso, a Prefeitura inicia o processo de encerramento das atividades no Aterro Controlado de Gramacho, em Duque de Caxias, que deve ser completamente desativado em 2012.

"Hoje é um dia histórico para o meio ambiente do Rio de Janeiro. O Aterro de Gramacho é um escândalo, um absurdo. Estou muito feliz porque agora o Rio está depositando os seus resíduos em uma Central de Tratamento de Resíduos, com qualidade, sustentabilidade e proteção ambiental. Isso sem gerar qualquer tipo de risco ou ônus para a cidade e a região metropolitana", comemorou o prefeito ao acompanhar o inicio da operação. A CTR estreou com os resíduos da Usina de Jacarepaguá.
Nesta primeira fase serão vazadas cerca de mil toneladas diárias de resíduos. Esta quantidade será levada para a CTR em nove carretas, que farão cinco viagens, totalizando 45 percursos por dia. O local abrigará inicialmente os detritos vindos da Estação de Transferência de Jacarepaguá destino dos caminhões coletores e basculantes que circulam nos bairros da Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá.
A Central de Tratamento de Resíduos em Seropédica é uma concessão da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) à Ciclus e, além dos resíduos do Rio, receberá os detritos dos municípios de Itaguaí e Seropédica. A empresa foi responsável por projetar o empreendimento, realizar as obras e vai operar a CTR.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Prefeitura decide implantar aterro em Seropédica em 2011

Publicada em 25/09/2009 às 00h06m
O Globo


RIO - Depois de mais de uma década de buscas por uma solução para o lixo do Rio - tempo em que a cidade assistiu ao fechamento várias vezes do já saturado aterro de Gramacho, durante a Guerra do Lixo, e à polêmica sobre a implantação de um espaço para a deposição dos detritos em Paciência -, a prefeitura bateu o martelo e implantará em Seropédica, na Baixada Fluminense, o novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da cidade. Ele será gerenciado pela empresa Júlio Simões, vencedora da licitação feita em 2003 para a construção do aterro de Paciência. O novo contrato, que deverá ser formalizado em 30 dias, prevê que a Júlio Simões cobre pelo transporte e pela deposição do lixo os mesmos valores do antigo contrato, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) dos últimos seis anos. O contrato de 2003 previa que a Comlurb pagaria à empresa mais de R$ 1 bilhão em 15 anos pelo descarte.

As alternativas para o lixo do Rio foram enumeradas num relatório feito por um grupo de trabalho criado em janeiro pelo prefeito Eduardo Paes. Formado por representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Urbanismo e Casa Civil, da Comlurb, da Controladoria e da Procuradoria do Município, o grupo estudou quatro opções de novos aterros: além de Seropédica, foram avaliados uma área em Campo Grande, a Cidade dos Meninos (em Duque de Caxias) e o CTR já em funcionamento em Nova Iguaçu. O relatório será publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial.

O terreno em Seropédica faz divisa com fazendas, uma área de pedreira e um pequeno pedaço do bairro do Chaperó. A área fica a oito quilômetros da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O acesso se dá pela Avenida Brasil e pela antiga Estrada Rio-São Paulo. No futuro, o mesmo poderá ser feito ainda pelo Arco Rodoviário do Rio. Localizado em Área de Especial Interesse Sanitário e Ambiental, criada por lei municipal aprovada no ano passado, o terreno já teve seu licenciamento ambiental pedido. A previsão é que o início da implantação se dê no primeiro semestre do ano que vem, começando a operar de fato um ano depois.

O Rio produz diariamente 9.068 toneladas de lixo, sendo que a maior parte (4.298 toneladas ou 47,3%) é domiciliar. O restante reúne lixo público recolhido nas ruas, restos da construção civil, detritos de grandes geradores (como indústrias) e lixo hospitalar. Os detritos são despejados em Gramacho, que recebe a maior quantidade, com 6.471 toneladas por dia (71%), Gericinó (2.111 toneladas ou 23%) e no Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu (486 toneladas ou 6% do total).