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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

O tamanho do orçamento e a pergunta que realmente importa

 O tamanho do orçamento e a pergunta que realmente importa

A Lei Orçamentária Anual de 2026 confirma algo que há muito vem chamando atenção: a Comlurb se transformou em uma das estruturas mais pesadas e mais relevantes do orçamento municipal. Superar a marca de R$ 3 bilhões anuais não é apenas um dado contábil. É um sinal da centralidade que a Companhia ocupa na administração da cidade. A dependência do Tesouro Municipal continua próxima de 90%, e a participação da Comlurb no orçamento total da Prefeitura parece estabilizada ao redor de 6%. Não se trata, portanto, de uma variação episódica, mas de uma posição estrutural. A Comlurb é hoje uma engrenagem fiscal de primeira grandeza.





Esse protagonismo orçamentário precisa ser lido com algum cuidado. A Companhia não responde apenas pela limpeza urbana em sentido estrito. Ao longo dos anos, seu escopo foi sendo ampliado para abarcar atividades diversas, como manejo arbóreo, conservação de áreas verdes, limpeza de unidades públicas e outras atribuições que fazem dela algo maior do que seu nome histórico sugere. Ainda assim, a dependência crescente de repasses do Tesouro reforça o caráter de empresa pública dependente, muito distante de qualquer horizonte real de autonomia financeira. Isso não é necessariamente um defeito, mas exige uma contrapartida: quanto maior a dependência, maior deve ser a capacidade de demonstrar com clareza o valor público produzido.

Há, porém, uma questão ainda mais interessante. Se o orçamento atual está cerca de 23% acima daquilo que resultaria de uma simples correção inflacionária acumulada pelo IPCA desde 2013, então é legítimo perguntar o que esse crescimento adicional representa. Se o IPCA corrige, em regra, contratos e reajustes ordinários, o valor excedente deveria indicar alguma expansão real: mais serviços, novas frentes de atuação, incorporação de tecnologia, maior produtividade ou aumento efetivo da cobertura operacional. Em outras palavras: um orçamento maior só faz sentido, para além da inflação, se corresponder a uma Companhia substantivamente maior ou melhor.

A notícia sobre o PPA 2026-2029 sugere justamente essa tentativa de reposicionamento. Os novos programas destacados, como Resiliência e Gestão de Riscos Climáticos e Redução de Emissões, apontam para uma Comlurb que busca se apresentar como mais contemporânea, mais alinhada ao vocabulário ambiental e mais integrada a desafios urbanos que ultrapassam a limpeza convencional. Soma-se a isso a promessa de aumento de produtividade no manejo arbóreo, a expansão de ecopontos e a meta de melhorar a recuperação de resíduos na cidade. Tudo isso pode, em tese, justificar uma parte desse crescimento orçamentário. Pode haver, portanto, algo além de simples reforço financeiro para fazer mais do mesmo.

Mas essa hipótese precisa ser testada na prática. A comparação mais útil talvez seja entre a Comlurb de 2026 e a Comlurb olímpica de 2016. Uma década é tempo suficiente para que uma organização desse porte se transforme de maneira perceptível. Se o orçamento cresceu acima da inflação, então a radiografia institucional deveria mostrar mais do que um volume maior de recursos. Deveria mostrar uma companhia mais mecanizada, mais produtiva, mais sustentável, com contratos mais eficientes, maior capacidade tecnológica e ampliação real do escopo com qualidade operacional. Sem essa evidência, permanece a dúvida incômoda: o orçamento superior significa evolução institucional ou apenas mais água no feijão?

No fim, a discussão sobre a LOA de 2026 não deveria se esgotar no impacto do número. O essencial não é apenas constatar que a Comlurb custa mais, mas compreender melhor o que esse custo maior está comprando para a cidade. Em gestão pública, orçamento elevado não é virtude automática. É compromisso ampliado. E, no caso da Comlurb, a pergunta decisiva continua sendo a mesma: esse crescimento revela uma companhia efetivamente transformada ou apenas uma companhia mais cara? É essa resposta, mais do que o valor aprovado na lei, que dirá o verdadeiro sentido do orçamento de 2026.





quinta-feira, 10 de março de 2022

TBT - Dia de Assembléia

As negociações do acordo coletivo de 2017 se arrastavam em diversos encontros, reuniões e assembleias. Para fechar o acordo os empregados exigiam um aumento no Vale Refeição/alimentação.

Independente do curso das negociações com o sindicato a militância forçava uma greve.

O valor da última e derradeira proposta de aumento do vale aprovado pela prefeitura foi considerado satisfatório para o sindicato, mas a questão teria que ir para Assembleia.

 Foi então que decidi participar da Assembleia levando a proposta em mãos para o Presidente do Sindicato, que não sabia dessa manobra.

Entrei na assembleia após as falas dos militantes, meu coração estava a mil por hora enquanto passava pela multidão de empregados surpresos pela presença do Presidente da Companhia.

Subi no palco, com microfone em mãos eu disse em tom apoteótico:

“Boa tarde, Comlurb! Para o bem da Cidade, de nossa querida companhia e de seus empregados, trago aqui o aumento no vale. Sr. Presidente do Sindicato, por favor, abra a votação!”

A militância infartou!

A votação foi favorável

Retornamos ao trabalho sem greve!




 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Aditivo será revisto


Promessa é reduzir as indicações políticas, além de rever os contratos com fornecedores e extinguir empresas públicas.

Entre os contratos que serão revistos, Pedro Paulo cita o exemplo da Ciclus Ambiental, que faz a gestão do Aterro Sanitário de Seropédica, destino final de cerca de nove mil toneladas de lixo geradas na cidade. O deputado questiona um aditivo celebrado, em outubro, a título de reequilíbrio econômico e financeiro. Pelo acordo, os repasses mensais para a empresa passaram de cerca de R$ 20 milhões para R$ 29 milhões. Em nota, a Ciclus destaca que o reajuste se justificou por diversas razões, como o aumento da alíquota de ISS e dos custos operacionais. Procurada, a prefeitura informou que todos os dados estão sendo passados à equipe de transição.




Prefeitura do Rio prorroga contrato com empresa que trata o lixo da cidade antes do fim do prazo

O termo aditivo prevê o reequilíbrio financeiro do contrato e a antecipação das prorrogações revistas por dois períodos de 70 meses, como mostrou o RJ2 nesta terça (7). Empresa diz que prorrogação foi aprovada por órgãos técnicos competentes.

Por Pedro Figueiredo, RJ2

A Prefeitura do Rio fez um termo aditivo e prorrogou o contrato com a empresa Ciclus Ambiental, que transporta e trata o lixo da cidade, como mostrou reportagem do RJ2 nesta terça-feira (7).

Segundo a reportagem, o contrato acaba em abril de 2026, e foi prorrogado por mais 10 anos, com valor quase 50% maior.

Comlurb antecipa renovação de contrato que só termina em 2026

A prorrogação foi publicada no Diário Oficial e o termo aditivo prevê o reequilíbrio financeiro do contrato e a antecipação das prorrogações revistas por dois períodos de 70 meses, referente aos serviços de transporte, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos urbanos.

O valor mensal do novo contrato é de R$ 29 milhões e 900 mil. O atual custa R$ 20 milhões e 200 mil por mês.

Em nota, a Ciclus disse que a recomposição do equilíbrio econômico financeiro do contrato passou pelo crivo de todos os órgãos técnicos competentes (Veja íntegra abaixo)

O que diz a Ciclus

"Solicitada em 19 de agosto de 2019, a recomposição do equilíbrio econômico financeiro do contrato de concessão da Ciclus Ambiental, concessionária responsável pelo transporte, tratamento e disposição final da totalidade dos resíduos sólidos urbanos da cidade do Rio de Janeiro, foi aprovada pela Comlurb e passou pelo crivo de todos os órgãos técnicos competentes do município, entre os quais a Procuradoria Geral do Município, a Controladoria Geral do Município e a Secretaria Municipal de Fazenda.

O desequilíbrio do contrato, de extrema relevância socioambiental para o município, tem sido sentido pela empresa desde 2014 e vem sendo agravado pela inadimplência da Comlurb, questão que é objeto de diversas ações judiciais impetradas pela concessionária.

A insolvência teve seu ápice em 2019, quando a empresa quase decretou falência. A necessidade de recomposição tem múltiplas causas, como a variação inflacionária superior ao indicador de reajuste de inflação do contrato (IPCA), a mudança na alíquota de Imposto sobre Serviços (ISS) de 3% para 5%, a mudança da rota de caminhões para o Arco Metropolitano e o aumento de custos com as novas tecnologias, inexistentes no início do contrato, para tratamento de chorume. Todas as questões foram reconhecidas e ratificadas pela Comlurb e pelos demais órgãos administrativos responsáveis para a aprovação do pleito.

O reequilíbrio se sustenta na necessidade de assegurar um destino ambientalmente correto para todos os resíduos gerados no Rio de Janeiro, garantindo o bem-estar da população. O pedido foi apresentado pela concessionária para a garantia da continuidade do empreendimento, do cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos e do adequado saneamento ambiental do município, considerando que a Ciclus recebe e trata 10 mil toneladas diárias de lixo produzidas pelos habitantes.

Antes da aprovação do reequilíbrio, a Comlurb simulou os custos para uma possível nova licitação a partir de 2026, concluindo que a opção seria mais onerosa ao município do que prosseguir com o reequilíbrio com a Ciclus. Ainda de acordo com o parecer da companhia municipal, não existe a possibilidade, até o fim do contrato, de o município conseguir um novo local para a destinação do lixo que seja adequado às normas legais e seguro do ponto de vista ambiental, como a Central de Tratamento de Resíduos operada pela Ciclus.

Diante deste cenário, a Prefeitura optou por antecipar a opção de prorrogação de 10 anos, que estava prevista em contrato a partir de 2026, reduzindo ainda, com isso, o impacto da variação mensal de contraprestação provocada pelo reequilíbrio. Mesmo com a mudança, o Rio segue tendo um dos preços mais baixos do país para o tratamento e a destinação final adequada de resíduos sólidos.

O município consegue, assim, equacionar a gestão de 10 mil toneladas de lixo por dia numa central de tratamento de resíduos com um padrão de qualidade reconhecido entre os melhores do Brasil e do mundo".

domingo, 6 de dezembro de 2020

Equação para a Nova Comlurb

Equação...

Comlurb atual - serviços agregados - atendimentos políticos extras = Nova Comlurb 30% enxuta


Como conciliar a necessidade de um plano de recuperação fiscal rígido com as promessas de campanha de ampliar serviços e recuperar o Rio?

Mesmo ajustando as contas, há um espaço enorme para melhorar serviços. Um exemplo: a cidade está um lixo. Pode cortar 30% do orçamento da Comlurb que vai ter a cidade mais limpa. Não vão faltar caçambas e vassouras.


 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

É preciso ficar atento neste episódio tipo "Eu sou você amanhã"


Florianópolis contrata empresa privada para coleta de lixo emergencial

Trabalhadores da Comcap entraram em greve nesta segunda (30). 

Nova empresa cobra 57% a menos para coleta de resíduos em Florianópolis

REDAÇÃO ND, FLORIANÓPOLIS

Após os trabalhadores da Comcap (Companhia de Melhoramentos da Capital) decidirem entrar em greve, na manhã desta segunda-feira (30), uma empresa privada foi contrata emergencialmente para fazer a coleta de lixo na cidade.

Florianópolis contrata empresa privada para coleta de lixo emergencial – Foto: Cristiano Andujar/PMF/DIvulgação/ND

O trabalho iniciou ainda na noite desta segunda-feira (30) e continuará ao longo da madrugada desta terça-feira (1º). A decisão foi tomada pela Prefeitura de Florianópolis.

Em nota, a Prefeitura classificou a paralisação como “ilegal e imoral”, já que uma das reivindicações é por reajuste de salários e benefícios – o que está impedido por legislação federal, sob risco de crime de responsabilidade fiscal por parte do prefeito.

Por outro lado, os dirigentes da greve, decidida também nesta segunda (30) apontam que a justificativa da paralisação é que o acordo coletivo não teria sido cumprido.

Prefeitura de Florianópolis contrata empresa privada após greve na Comcap. Nova empresa que cobrará R$ 176 por tonelada – Foto: Anderson Coelho/ND

Em publicação no Facebook, o prefeito Gean Loureiro (DEM) afirmou que a cidade irá cobrar o valor investido na operação do sindicato dos trabalhadores municipais, promotor da paralisação, “que não manteve o mínimo de serviço obrigatório durante uma greve”.

“Nós valorizamos muito os trabalhadores da Comcap, mas a cidade não pode mais ser refém de um sindicato. O aumento que o sindicato pede, todos já sabem: é ilegal”, disse o prefeito.

A parte central da cidade terá prioridade, por conta dos comércios, e a nova empresa deve cobrar R$ 176,89 por tonelada de lixo. O valor praticado pela Comcap e pago pela Prefeitura é de R$ 420,80 por tonelada, segundo a nota da administração municipal.

Com a disparidade no valor, a defesa de uma mudança na prestação de serviço já foi feita por entidades e parlamentares. Conforme o colunista Fabio Gadotti,  a Acif (Associação Industrial de Florianópolis) defendeu a privatização da autarquia para “oferecer uma coleta mais eficiente e sem onerar ainda mais os cofres municipais, como ocorre em outros municípios catarinenses”.

Entenda o motivo da paralisação

O sindicato afirma que o prefeito não cumpriu o reajuste da inflação de 4,7% e R$2,50 no ticket alimentação. A Prefeitura explica que há uma determinação legal de amplitude federal que impede reajustes em função da pandemia, podendo ser enquadrado como crime de responsabilidade fiscal.

Segundo a nota da Prefeitura, o acordo que foi assinado em 2019 não previa a pandemia e a lei complementar federal que proíbe estados e municípios de oferecer qualquer tipo de reajuste ou aumento para servidores públicos até 2021.

“A Prefeitura, no momento, trabalha em três frentes paralelas: enquanto inicia os trâmites legais para contratação de empresa privada para manter o recolhimento do lixo, também discute com sindicato o retorno imediato e entra na justiça para decretar a ilegalidade da paralisação”, diz a PMF.

Em outro trecho, diz: “Além disso, o aumento está atrelado à Lei de Responsabilidade Fiscal e o município está impossibilitado de promover aumentos na folha de pagamento sob o risco de ultrapassar o limite legal neste ano de 2020, devido à baixa arrecadação”.



segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Que sirva de exemplo!

A evolução da remuneração do Gari e sua cesta de benefícios é incompatível com ambiente empresarial que busca flexibilizar relações trabalhistas e reduzir sistematicamente custos.

Parece que independente do mundo que nos cerca merecemos ter a maior carteira de benefícios, o vale refeição mais alto pago por toda a Prefeitura, ser a única categoria de servidores que conta com reajuste salarial todos os anos, "mesmo com as dificuldades financeiras".

Em algum momento será necessário empregar esforços para repensar a questão da remuneração dos empregados, especialmente os benefícios não obrigatórios existentes em acordo coletivo, visando a redução do "custo Comlurb".

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Greve dos Correios: TST aprova reajuste de 2,6%, e trabalhadores devem voltar nesta terça

Tribunal avaliou que greve iniciada em 17 de agosto não foi abusiva. Com isso, funcionários terão de compensar metade dos dias parados; o restante será descontado do salário.

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou nesta segunda-feira (21) um reajuste de 2,6% para os funcionários dos Correios. Os trabalhadores devem retomar as atividades a partir desta terça-feira (21).

A maioria do tribunal decidiu que a greve, iniciada no dia 17 de agosto, não foi abusiva. Com isso, metade dos dias de greve será descontada do salário dos empregados. A outra metade deverá ser compensada.

Se os funcionários não retornarem aos postos de trabalho, a categoria fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil.




Relatora do processo no TST, a ministra Kátia Arruda votou contra a declaração da greve como abusiva – o que levaria ao desconto integral das horas não trabalhadas.

A magistrada disse que a paralisação foi a única solução encontrada pelos trabalhadores, diante do fato de que a empresa tinha retirado praticamente todos os direitos adquiridos da categoria.

“É a primeira vez que julgamos uma matéria em que uma empresa retira praticamente todos os direitos dos empregados”, afirmou.

Cláusulas do acordo coletivo

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa dos Correios e Similares, a paralisação foi deflagrada depois que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do então presidente da Corte, Dias Toffoli, e suspendeu 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho dos trabalhadores dos Correios.

O pedido da suspensão foi feito pelos Correios. A empresa argumentou que não teria como manter as altas despesas, e que precisaria "discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado".

O acordo coletivo havia sido estendido até o fim de 2021 por decisão do TST em outubro do ano passado.

No julgamento do dissídio, o TST decidiu manter as nove clausulas oferecidas pelos Correios durante a negociação salarial – que incluem a oferta de plano de saúde e auxílio-alimentação – e outras 20 cláusulas sociais, que não representam custos extras aos Correios.

As outras 50 cláusulas do antigo acordo coletivo de trabalho foram canceladas.

Na sessão, Kátia Arruda contestou os argumentos dos Correios sobre problemas financeiros, e apontou que a estatal registrou lucro no primeiro semestre. Segundo a ministra, a empresa também tem lucrado com a pandemia da Covid-19, que resultou em aumento na demanda por entregas.

A ministra disse ainda que os Correios demonstraram “absoluta resistência” durante as negociações do atual acordo coletivo. "A meu ver, não houve negociação coletiva, porque a meu ver não houve qualquer tipo de cessão dos Correios para atender parcialmente às reivindicações da categoria”, disse.

"A Empresa de Correios e Telégrafos entendeu que não deveria haver nenhum benefício para os trabalhadores, que são o maior capital que ela possui", prosseguiu.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Webinar - O conceito de "Sentinela" como barreira de melhoria nos processos

 “Sentinelas” são procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitos somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. 

Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais. Da mesma forma, sentinelas podem surgir pelo abandono de procedimentos, conceitos, rotinas que ainda tem razão para sua existência!

Em nome de uma autoestima institucional exacerbada somos refratários à novas idéias e amantes de nossos sentinelas. Aceitamos como verdade absoluta o que nos chega sem qualquer exame ou questionamento.


quarta-feira, 15 de julho de 2020

Lei Orçamentária Anual - Despesas aprovadas para 2020

As despesas da Comlurb aprovadas na Lei Orçamentária Anual separadas por categoria mostram que 71% do orçamento é destinado a gastos com pessoal. 

Em algum momento será necessário empregar esforços repensar a questão da remuneração dos empregados, especialmente os benefícios não obrigatórios existentes em acordo coletivo, visando a redução do que já se pode chamar de "custo Comlurb".




Lei Orçamentária Anual - Evolução de 2013 a 2020 segundo o IPCA

O protagonismo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB  no orçamento do município com despesas crescentes que superam os dois bilhões de Reais anuais merece uma análise pormenorizada.

Mesmo em um cenário de dificuldades de arrecadação, foi surpreendente o orçamento da Comlurb para 2020, superando em 12,24% o do ano anterior. O aumento anual só alcançou anteriormente dois dígitos em 2014, ano da Copa do mundo, e 2015, ano após a grande greve e anterior da olimpíada.

Como seria o orçamento de 2020 se desde 2013 houvesse um aumento somente pelo IPCA?

A tabela e o gráfico respondem à pergunta. O orçamento da Comlurb deveria ser somente 82,60% do orçamento aprovado pela LOA de 2020, ou seja, deveria ser semelhante ao aprovado em 2015.

Tirando as greves de 2014 e 2015 que forçaram aumentos salariais muito acima da inflação o aumento salarial dos outros anos seguiu o IPCA. Também o reajuste de contratos segue o IPCA. Como não houve mudança significativa no modus operandi da companhia podemos especular que a quantidade de serviços cresceu, fazendo mais do mesmo.

Resta esperar como será a LOA de 2021




Lei Orçamentária Anual - Companhia dependente do Tesouro Municipal

O protagonismo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB  no orçamento do município com despesas crescentes que superam os dois bilhões de Reais anuais merece uma análise pormenorizada.

O ano de 2020 foi aconteceu uma mobilização um tanto atabalhoada de criar condições para que a Comlurb se tornasse uma empresa pública independente do orçamento. Aparentemente essa iniciativa ficou somente na revisão de seu estatuto. 

A despesas da Comlurb aprovadas na Lei Orçamentária Anual, quando separadas por fonte orçamentária nas classes “Tesouro Municipal e “Outras Fontes”, apresentam uma presença percentual crescente do tesouro municipal.

Comparando o quadriênio 2013 a 2016, período de grandes eventos, com o quadriênio 2017 a 2020, período de notória crise de arrecadação, observa-se que a participação do Tesouro Municipal saltou de uma média de 84,40% para 87,61%. 

Não basta querer ser independente, é necessário haver um plano de ação que realmente coloque a idéia adiante. Talvez o novo marco regulatório do saneamento seja a propulsão necessária.

Resta esperar como será a LOA de 2021





Lei Orçamentária Anual - Impacto no Orçamento Municipal de 2013 a 2020

O protagonismo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB  no orçamento do município com despesas crescentes que superam os dois bilhões de Reais anuais merece uma análise pormenorizada.

As despesas da Comlurb aprovadas na Lei Orçamentária Anual, quando comparadas a todas as despesas da Prefeitura, apresentam uma presença percentual crescente chegando ao recorde de 6,62% em 2020 para o período estudado. 

Comparando o quadriênio 2013 a 2016, período de grandes eventos, com o quadriênio 2017 a 2020, período de notória crise de arrecadação, observa-se que a média saltou de 5,55% para 6,44% de participação do orçamento da Companhia no total da prefeitura. 

Como não houve mudança significativa no modus operandi da companhia é difícil especular a razão deste comportamento.

Resta esperar como será a LOA de 2021






Lei Orçamentária Anual - Evolução de 2013 a 2020

O protagonismo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB  no orçamento do município com despesas crescentes que superam os dois bilhões de Reais anuais merece uma análise pormenorizada.

Apesar do nome, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, não é responsável somente pelos serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos. Adicionalmente realiza as atividades de manejo arbóreo, roçada de vegetação em áreas públicas, limpeza de Escolas e Hospitais Municipais, controle de vetores e, exoticamente, preparo de alimentos (merenda) em escolas municipais.











Em 2014 aconteceu na cidade a grande greve dos garis durante o carnaval. O resultado desta mobilização foi um aumento salarial de 37% que impactou consideravelmente o orçamento da Companhia saltando de 1.216,16 milhões de reais em 2013 para 1.770,40 milhões em 2015, um salto de 45,6% em anos que o IPCA anual não superou os 6,4%.  

A COMLURB manteve a sequência de aumentos orçamentários chegando a 1.914.04 milhões em 2017, representando inéditos 6,5% de todo orçamento municipal dedicado à uma única empresa pública.  

Em 2018 aconteceu uma retração no orçamento com uma singela redução de 0,15% e em 2019 houve uma tímida retomada do aumento com 1,35% superior ao do ano anterior.

Mesmo em um cenário de dificuldades de arrecadação, foi surpreendente o orçamento da Comlurb para 2020, superando em 12,24% o do ano anterior. O aumento anual só alcançou anteriormente dois dígitos em 2014, ano da Copa do mundo, e 2015, ano após a grande greve e anterior da olimpíada.

Porque este aumento? Pode se especular dois motivos: a Comlurb é uma ferramenta poderosa em anos eleitorais e está com bons sponsors ajudando na aprovação da LOA.

Resta esperar como será a LOA de 2021



quarta-feira, 17 de junho de 2020

Ineficaz esforço

A higienização de uma comunidade sendo eventual e não rotineira, é como pensar que para a prevenção contra a infecção por qualquer vírus, basta lavar muito bem as mãos somente uma vez por mês.  

Em termos de eficácia na limpeza e desinfecção, a operação não passa de um placebo sanitário. No entanto, é uma operação de forte apelo, pois, em um ano eleitoral conturbado por uma pandemia, vale muito a pena fazer muita espuma!



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Programa de Demissão Voluntária


Com um custo com pessoal crescente parece ser necessário promover ações para alterar a tendência da curva. Um Plano de Demissão Voluntária em uma estatal é uma destas ações. 

Por ser voluntário, teoricamente se engajam no plano aqueles que não desejam permanecer na empresa, podendo ser funcionários antigos vislumbrando um bom momento de aposentadoria, ou funcionários não tão antigos mas que percebem oportunidades em outras organizações.



quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Mais de mil garis da Comlurb fazem limpeza da praia de Copacabana após o réveillon

Da noite do dia 31 até o fim da madrugada desta quarta (1°) foram recolhidas 46 toneladas de resíduos. Operação também atua nas praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra e Recreio.

01/01/2020 06h27  Atualizado há 2 dias

Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Mais de 1,2 mil agentes da Comlurb começaram às 6h desta quarta-feira (1°) uma grande operação de limpeza na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após a festa da virada.

O objetivo da companhia é que as vias estejam limpas até as 10h, com tudo lavado e desodorizado para a liberação das pistas.

De acordo com a Comlurb, das 20h do dia 31 às 5h do dia 1°, foram recolhidas 46 toneladas de resíduos, sendo cerca de 4 toneladas de materiais potencialmente recicláveis.

Segundo o diretor-presidente da Comlurb, Paulo Mangueira, o grande diferencial da operação de limpeza de Copacabana foi o foco na sustentabilidade. Foram destacados 120 garis para atuarem somente na coleta de materiais recicláveis. Além disso, a companhia disponibilizou quatro tendas para que o público entregasse lixo com potencial de reciclagem.

"Todo esse material recolhido é 100% entregue à associações e cooperativas de catadores, gerando renda para eles", afirmou Mangueira.

O trabalho conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia.

Outros 1,7 mil funcionários também atuam na limpeza das praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

No Parque Madureira e no Piscinão de Ramos, mais de 100 garis atuam na limpeza das ruas.

Garis fazem trabalho de limpeza na Praia de Copacabana na manhã desta quarta (1°) — Foto: Rogério Coutinho / TV Globo
Trabalho de limpeza em Copacabana conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia. — Foto: Júlia Arraes / GloboNews




quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Limpeza de praia após o Reveillon

Em agosto de 2009 tive o prazer de apresentar no 24o Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental como é planejada e executada a maior operação de limpeza de praia existente no Brasil, o Reveillon no Rio de Janeiro.  

De lá para cá pouca coisa mudou, exceto a incorporação de alguns serviços vespertinos e específicos de coleta seletiva, que embora de iniciativa nobre, carecem de uma análise mais realista sobre a eficácia da operação e se o aumento de custo realmente agrega valor para a limpeza do evento.




Agosto de 2009

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Justiça proíbe empresa de paralisar serviço de coleta de lixo na Zona Oeste do Rio

Infeccionada com o fenômeno da patronagem e inflada com sua autoestima institucional exacerbada não há esperança para o futuro da Companhia, a menos que haja um drástico choque de conceitos, freio de arrumação e o surgimento de um novo modelo para o sistema. 
Quando fui Diretor na Zona Oeste fui testemunha da capacidade técnica e profissional da Colares como fornecedora da frota. Certamente essa decisão não é leviana e reflexo de muita ponderação e tentativa de solução.


Justiça proíbe empresa de paralisar serviço de coleta de lixo na Zona Oeste do Rio
Juíza determinou que a companhia está proibida de manter a paralisação. Se descumprir a ordem, terá que pagar multa de R$ 20 mil por dia.


A Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana do Rio) conseguiu na Justiça, nesta terça-feira (24) uma decisão liminar – provisória – que obriga a empresa Colares a voltar a coletar lixo na Zona Oeste do Rio.

Na segunda-feira (23), a Colares, que é uma das empresas responsáveis por fornecer veículos e motoristas para a Comlurb, decidiu paralisar parte dos serviços.

A firma serve, com 40 caminhões, as áreas de planejamento de Campo Grande e Santa Cruz, que englobam oito bairros da Zona Oeste. Nesta terça, apenas metade da frota de veículos da companhia estava nas ruas.

Na decisão desta terça, a juíza Soraya Pino Bastos, do plantão judiciário, determinou que a companhia está proibida de manter a paralisação. Se descumprir a ordem, terá que pagar multa de R$ 20 mil por dia.

Lixo acumulado na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
Lixo acumulado na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/TV Globo
A magistrada afirmou que ausência ou deficiência na coleta de lixo afeta diretamente o direito à saúde.

E complementou afirmando que, "nessa época do ano, é evidente o aumento da produção de lixo pela população, o que ressalta ainda mais a impossibilidade de interrupção ainda que parcial dos serviços de coleta".

Para a juíza, a empresa deve procurar a Justiça para cobrar o valor devido pela prefeitura, e não paralisar o serviço .

Após a decisão, a Comlurb informou que a coleta de lixo na Zona Oeste voltou ao normal. Comunicou, ainda, que a Colares opera com toda a capacidade.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Prefeitura corre para pagar 13º de garis enquanto arresto da Saúde não vem

O que era considerado inimaginável até alguns anos atrás agora é considerado vitória de gestão!


Prefeitura corre para pagar 13º de garis enquanto arresto da Saúde não vem

A Comlurb informou no início da tarde desta quarta-feira (11) que a primeira parcela do 13º dos garis estará na conta ainda hoje.

O restante dos funcionários, como os demais servidores, deverá receber apenas no dia 17.

Coincidência ou não, os representantes da Prefeitura do Rio estão tentando adiar o desfecho da audiência com os sindicatos dos terceirizados da Saúde na Justiça do Trabalho, que está sendo realizada desde o início desta tarde.

As péssimas línguas apostam que o adiamento foi, na verdade, uma estratégia: enquanto o prefeito Marcelo Crivella (PRB) tenta, sem garantia, conseguir dinheiro em Brasília para cobrir o rombo, ele ganha tempo e raspa as contas da Fonte 100 — ou seja, do caixa único — pagando o 13º de algumas categorias, antes que a Justiça limpe tudo para cobrir as dívidas com as Organizações Sociais.

Pelo menos o alcaide tenta afastar o fantasma da greve dos garis.

Comunicado interno distribuído na Comlurb
Comunicado interno distribuído na Comlurb

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Câmara discute incorporação de servidores da Comlurb aos quadros

Um Projeto de Lei Complementar que propõem transformar uma pequena parte dos funcionários da Comlurb em servidores estatutários, apresentado praticamente às vésperas da eleição municipal, não passaria desapercebido pelos agentes mobilizadores dos empregados. 

Lenha na fogueira na negociação do acordo coletivo de 2020





Câmara discute incorporação de servidores da Comlurb aos quadros
Servidores da Comlurb no plenário da Câmara
Audiência na Câmara do Rio
O plenário da Câmara do Rio está cor de laranja nesta terça-feira (10), com a presença de servidores de Comlurb que compareceram ao velho Palácio Pedro Ernesto para acompanhar uma audiência sobre o projeto da prefeitura para incorporar 2.440 servidores celetistas aos quadros permanentes — todos com mais de 35 anos de casa, sendo que 1.315 já estão aposentados e cerca de 1.600 recebem acima do teto do regime geral de previdência.

Se o Legislativo aprovar a medida, as aposentadorias de todos — cujas contribuições previdenciárias sempre foram para o INSS — serão responsabilidade do Funprevi, o fundo previdenciário dos servidores municipais.

Os trabalhos são comandados pela presidente da Comissão de Orçamento, Rosa Fernandes (MDB) e por seu vice, Rafael Aloisio Freitas (MDB). Também estão na plateia Babá (PSOL), Leonel Brizola (PSOL), Jones Moura (PSD), Teresa Bergher (PSDB) e Fernando William (PDT).

Compareceram o secretário de Fazenda, Cesar Barbiero, o presidente da PreviRio, Bruno Louro, a controladora-geral Márcia Andréa dos Santos, além do presidente da Comlurb, Paulo Mangueira, do subsecretário de Orçamento Municipal Carlos Eduardo Lima do Rego e do subsecretário de Serviços Compartilhados da Casa Civil, Mauro Barata.

No entanto, algumas ausências chamam a atenção: a Secretaria de Infraestrutura e Habitação — à qual o prefeito Marcelo Crivella (PRB) quer vincular a Comlurb — não mandou nenhum representante.

E a Procuradoria Geral do Município também ficou de fora. Rosa Fernandes já avisou que vai querer uma nova audiência apenas para ouvir o órgão sobre a legalidade da medida.

domingo, 24 de novembro de 2019

Com dívida, frota que recolhe lixo na Zona Oeste do Rio cai à metade

Infeccionada com o fenômeno da patronagem e inflada com sua autoestima institucional exacerbada não há esperança para o futuro da Companhia, a menos que haja um drástico choque de conceitos, freio de arrumação e o surgimento de um novo modelo para o sistema. 
Quando fui Diretor na Zona Oeste fui testemunha da capacidade técnica e profissional da Colares como fornecedora da frota. Certamente essa decisão não é leviana e reflexo de muita ponderação e tentativa de solução.




Com dívida, frota que recolhe lixo na Zona Oeste do Rio cai à metade
A Colares, uma das responsáveis por fornecer veículos e motoristas para a Comlurb, decidiu paralisar os serviços, alegando R$ 20 milhões em dívidas.



Zona Oeste tem coleta de lixo prejudicada por causa da crise da prefeitura

A frota de caminhões que recolhe lixo na Zona Oeste do Rio caiu à metade nesta terça-feira (24).

Na segunda (23), a Colares, uma das empresas responsáveis por fornecer veículos e motoristas para a Comlurb, decidiu paralisar parte dos serviços. A firma serve, com 40 caminhões, as áreas de planejamento de Campo Grande e Santa Cruz, que englobam oito bairros da Zona Oeste.

A TV Globo apurou que apenas 20 caminhões saíram nesta terça. A dívida do município com a empresa chega a R$ 20 milhões.

Ao Bom Dia Rio, funcionários de um condomínio na Estrada do Mendanha, em Campo Grande, afirmaram que apenas a metade do lixo foi recolhida. A outra parte ficou na rua.

O presidente da Comlurb, Paulo Mangueira, anunciou um reforço à frota da Zona Oeste. Mas a TV Globo apurou que apenas quatro veículos foram transferidos.

Mais credores

A dívida com quatro empresas chega a R$ 151 milhões.
  • Colares: R$ 20 milhões
  • CS Brasil: R$ 40 milhões
  • TB Serviços: R$ 25 milhões
  • Localix: R$ 10 milhões
  • Ciclus: R$ 56 milhões

A empresa Ciclus, responsável pelo Aterro de Seropédica, esperava receber nesta terça R$ 7 milhões prometidos pela prefeitura, mas recebeu só R$ 3 milhões. A empresa prometeu continuar o serviço com a promessa do pagamento dos outros R$ 4 milhões até o fim da semana. Outros R$ 20 milhões estão prometidos para serem pagos entre os dias 26 e 27 de dezembro.