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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Off Topic - Os bancos Steora

A iniciativa de bancos inteligentes em Split, Croácia, especialmente nas ilhas de Split, representa uma abordagem moderna para o mobiliário urbano que combina praticidade com sustentabilidade. Esses bancos inteligentes, como o modelo Steora desenvolvido pela empresa croata Include, estão equipados com células fotovoltaicas que aproveitam a energia solar. Essa energia é usada para alimentar portas USB para carregar dispositivos móveis, carregadores sem fio, luzes LED noturnas e pontos de acesso Wi-Fi.

Os bancos Steora, projetados pelo jovem inventor Ivan Mrvoš, fazem parte de um esforço mais amplo para integrar tecnologia ecológica em espaços públicos. Esses bancos não apenas oferecem uma solução conveniente de carregamento para o público, mas também contribuem para a redução das emissões de CO2 ao utilizar fontes de energia renováveis. Os bancos inteligentes também estão equipados com vários sensores para monitorar condições ambientais como temperatura, umidade e qualidade do ar, fornecendo dados valiosos para a gestão urbana.

Além dos benefícios funcionais, esses bancos melhoram os espaços públicos ao oferecer um lugar para descansar e se manter conectado, atendendo à crescente necessidade de conectividade nos ambientes urbanos modernos. A implantação desses bancos em várias localidades, incluindo Split, destaca o compromisso da cidade com a inovação e a sustentabilidade



 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Estímulo ao transporte de resíduos para plantas de valorização.

A Portaria “N” COMLURB nº 007 de 27 de outubro de 2022 alterou dispositivos da Portaria “N” COMLURB Nº 002, de 03 de fevereiro de 2022, para abranger o credenciamento de pessoas jurídicas que desejarem prestar serviços a terceiros referentes à coleta seletiva de resíduos com potencial de valorização.

Com Portaria “N” COMLURB nº 007/22 surge o fundamento normativo para estimular o transporte de resíduos para recuperação de materiais recicláveis; da utilização da fração orgânica para produção de composto e/ou aproveitamento energético de biogás.


Portaria n Comlurb n002 de 03 de Fevereiro de 2022 - Atualizada Portaria n007 Outubro 2022 by Gustavo Puppi on Scribd

domingo, 16 de junho de 2019

Lixo vai gerar energia em usina de Panambi/RS




Uma aposta do Consórcio Intermunicipal Panambi-Condor (ferramenta criada na década de 1990 pelas duas cidades para dar encaminhamento aos seus resíduos) foi a contratação de uma empresa que utilizará o rejeito para a geração de energia elétrica, no município panambiense.

A companhia escolhida foi a Intrar Eco Energy, formada pela nordestina Usitrar e pela gaúcha Infinita Estrutura de Negócios. O sócio-diretor da Intrar Lori Giombelli explica que o processo tecnológico que será adotado é a carbonização (ou desidratação) dos resíduos sólidos urbanos. O lixo será submetido, dentro de um reator, a temperaturas de cerca de 800 graus Celsius. O procedimento não envolve oxigênio, sendo o material aquecido em ambiente fechado. O resultado dessa operação é a formação de uma espécie de carvão, com características mais próximas do carvão vegetal do que do mineral.

Giombelli salienta que o carvão mineral, quando queimado, gera gases que representam um impacto maior ao meio ambiente. Já o insumo que sairá do procedimento em Panambi, em formato de pó, assemelha-se mais ao carvão utilizado em churrascos. Com esse produto, posteriormente, será possível gerar energia térmica ou elétrica. Alguns resíduos que sobram depois da carbonização poderão ser aproveitados também em subleitos de estradas, indústria cerâmica, entre outras finalidades.

“Para tudo que entrar na nossa usina, daremos o tratamento adequado e cumpriremos as leis e a política nacional dos resíduos sólidos”, enfatiza o dirigente. O planejamento prevê a instalação de uma termelétrica, ao lado da planta que fará a carbonização dos materiais, com capacidade de geração de 4 MW a 6 MW para aproveitar o combustível produzido. Giombelli estima em torno de R$ 35 milhões o investimento que será absorvido pelo projeto como um todo.

Energia Comercializada 

A ideia é que a energia propiciada seja comercializada em leilão específico para a geração feita a partir de resíduos sólidos urbanos ou no mercado livre (formado por grandes consumidores que podem escolher de quem vão comprar a eletricidade). Além de lucrar com a energia, o complexo será remunerado por tonelagem de lixo recebida. Inicialmente, a perspectiva é de que a planta trabalhe, aproximadamente, com 240 toneladas a 260 toneladas de rejeitos ao dia. Esse volume será oriundo de Panambi e Condor, assim como de outros municípios da região. Giombelli diz que podem ser aproveitados para a carbonização resíduos orgânicos e inorgânicos, de preferência que não tenham possibilidade de serem reciclados. Hoje, esse lixo é destinado para aterros sanitários.

O empreendimento de desidratação de resíduos já conta com a licença ambiental prévia da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), e Giombelli acredita que seja possível conquistar o licenciamento de instalação ainda neste ano. A partir do início das obras, a expectativa é que sejam necessários 12 meses para a conclusão da planta. Na operação do complexo, serão empregadas diretamente 41 pessoas e na construção, entre postos indiretos e diretos, mais 50 trabalhadores.

O prefeito de Panambi, Daniel Hinnah (PMDB), comenta que já faz cerca de oito anos que o município procura uma alternativa para uma nova destinação para o seu lixo urbano. O dirigente destaca que a cidade possui um aterro sanitário para fazer esse encaminhamento, porém a preocupação é o que fazer com esse espaço futuramente, quando chegar ao seu limite, além da questão dos custos de manutenção.

Município prevê renda e economia de despesas

Além da geração de ICMS com a produção de energia elétrica, a prefeitura de Panambi calcula que, com a nova destinação dos resíduos, será possível reduzir um custo anual de cerca de R$ 1,45 milhão, que é a despesa com a atual forma de encaminhamento do lixo.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e Ambiental, Rafael Oliveira, detalha que o município e Condor não terão que desembolsar valores para implantação do complexo ou arcar com despesas do lixo encaminhado (porém outras cidades que ingressarem na iniciativa terão custos com os rejeitos enviados).

A prefeitura deverá contribuir com a doação de uma área de cerca de 14 hectares, próximo a BR-285, para sediar o complexo. Mais cerca de 30 municípios da região manifestaram interesse em destinar os seus resíduos para a nova usina.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Rio obtém licença e pode ganhar primeira usina que transforma lixo em eletricidade


Usina ficará na Comlurb do Caju, na Zona Portuária.



Primeira usina termoelétrica do Brasil deve ser construída no Rio
A primeira termoelétrica que transforma lixo em eletricidade do Brasil poderá ser instalada no Rio de Janeiro. A licença prévia para a construção da usina foi publicada no Diário Oficial na última quinta-feira (9).

A termoelétrica será instalada na unidade da Comlurb no Caju, na Zona Portuária do Rio. O custo da obra está avaliado em aproximadamente R$ 500 milhões e será privado. 

O empreendimento foi projetado para transformar 1,3 mil toneladas de lixo em eletricidade por dia, o que significa 14% de todos os resíduos coletados diariamente na cidade.

A energia gerada abastece cerca de 200 mil pessoas, aproximadamente a população de Angra dos Reis.

A tecnologia usada na usina já está presente em 500 termoelétricas a lixo no Hemisfério Norte, especialmente na Europa.

A presidente da Ciclus, empresa que opera o aterro de Seropédica e responsável pela construção e operação da nova usina, diz que a termoelétrica traz muitas vantagens para a cidade.

“Grande parte dos resíduos gerados pela população carioca não vai precisar seguir até Seropédica. A gente vai economizar transporte e, por outro lado, vai transformar um passivo da sociedade em um ativo. Vai transformar lixo em energia limpa”, afirmou Adriana Felipetto, presidente da Ciclus.

Segundo os responsáveis pelo empreendimento, a transformação dos resíduos em eletricidade não oferece risco para a saúde.

“A gente passou por um amplo processo de licenciamento ambiental, com estudo de impacto ambiental, onde isso tudo foi avaliado. Existem vários estudos que demonstram que não há nenhum tipo de problema nem ambiental nem de saúde para as pessoas no entorno do empreendimento”, completou a presidente da Ciclus.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

MMA lança Programa Nacional Lixão Zero

lixao-zero

Objetivo é acabar com os lixões em todo o país. Iniciativa faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou na manhã desta terça-feira (30), em Curitiba (PR), o Programa Nacional Lixão Zero. O programa faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, que tem como tema Resíduos Sólidos.
Durante o evento, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o programa é um esforço de todos – governo federal, estados, municípios e iniciativa privada – para acabar com essa “vergonha nacional” que são os lixões.
“Temos que solucionar esse problema, e rápido. Lixão e falta de saneamento são os dois grandes problemas para o meio ambiente, para a qualidade de vida nas cidades”, afirmou o ministro, ao lembrar que 80% das pessoas vivem hoje em áreas urbanas no Brasil.
“Por isso, o ministério tem como prioridade a Agenda Ambiental Urbana”, enfatizou, para em seguida acrescentar que o programa Lixão Zero traz um grande desafio para o ministério e parceiros, pois “busca aproximar as normas de regulação com o dia a dia das pessoas”.

Plano Nacional de Resíduos Sólidos

“Com o programa, vamos apoiar os municípios a adotarem práticas adequadas de destinação do lixo, vamos trazer a iniciativa privada com suas experiências em logística reversa e vamos, também, buscar recursos para fundos que possam financiar as ações”, disse Salles.
Também foi assinado Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o MMA e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), para a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), e portaria interministerial que disciplina a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos, instrumento previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).


Combustível 

Antes de participar do lançamento do Programa Nacional Lixão Zero, o ministro Ricardo Salles visitou, mais cedo, a planta de produção do grupo Votorantim em Curitiba que fabrica cimento com a utilização de combustível derivado de resíduos (CDR). A iniciativa, que ainda está em fase de teste e vem sendo acompanhada pelos órgãos ambientais locais, é uma parceria entre a empresa e cooperativas de materiais recicláveis.
O projeto utiliza resíduos que não têm condições de serem reciclados, juntamente com pneus triturados e restos de madeira de reflorestamento, para gerar combustível. Isso traz ganhos importantes para a indústria e para o meio ambiente, uma vez que permite o reaproveitamento energético e reduz a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários.

Saiba mais

A Agenda Ambiental
A Agenda de Qualidade Ambiental Urbana é um conjunto coordenado e integrado de ações idealizadas pela atual gestão do MMA para melhorar as condições de vida nas cidades. Consta de seis fases, cada uma centrada num tema – Lixo no Mar, Resíduos Sólidos, Áreas Verdes Urbanas, Qualidade do Ar, Saneamento e Qualidade das Águas e Áreas Contaminadas.
Além de traçar um diagnóstico de cada tema, a Agenda reúne uma série de ações que devem ser executadas pelo governo federal em parceria com estados, municípios, iniciativa privada e entidades da sociedade civil para atingir os objetivos propostos.
A primeira fase, Lixo no Mar, foi lançada no mês passado em evento no litoral paulista. Resíduos Sólidos é o tema desta segunda fase, a ser anunciada no evento em Curitiba. As fases seguintes serão divulgadas mês a mês até agosto, nas diferentes regiões do país.

O programa Lixão Zero
O Programa Nacional Lixão Zero é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que visa atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com o objetivo de eliminar os lixões existentes no país e apoiar os municípios em soluções mais adequadas de destinação final dos resíduos sólidos, como os aterros sanitários.
O programa é dividido em cinco partes. Na primeira, faz um diagnóstico do problema dos resíduos sólidos no Brasil. Na segunda, apresenta a situação desejada relativa à gestão integrada dos resíduos. Na terceira, cita indicadores para auxiliar o monitoramento dos avanços relativos à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Na quarta, o programa destaca os eixos de implementação para a concretização da situação desejada. Na quinta e última seção, é apresentado o plano de ação com as medidas prioritárias e detalhadas para enfrentamento da realidade dos resíduos sólidos urbanos no país.
Para cada ação, são apresentadas as justificativas, os objetivos, os indicadores, o orçamento, o prazo de conclusão e os responsáveis pela execução dos trabalhos.

Fonte: MMA