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domingo, 9 de abril de 2023

Projeto Recicla Comunidade tira o lixo das ruas e gera renda a moradores do Rio

O Projeto Recicla Comunidade se apropriou do Projeto "Vamos Reciclar" desenvolvido como trabalho de término de curso de gestores "Líderes Cariocas" da Prefeitura do Rio de Janeiro realizado no COPPEAD em 2012, ainda que sem qualquer referência ou crédito, foi exemplarmente transformado em realidade pela Secretaria Municipal de Ação Comunitária.

Pela reportagem o projeto "Recicle Comunidade" não está tão voltado assim para a comunidade. Mas contribui em algo para o resultado da recuperação de recicláveis da cidade. 



Plástico, vidros, latinhas, papelão e metal recolhidos de ruas viram crédito e podem ser trocados por alimentos em padarias e mercados.

Por Diego Haidar e Rafael Avelino, Globo Comunidade



Já pensou em trocar o lixo de casa por compras no mercado ou na padaria? Um projeto da Prefeitura do Rio está ajudando a população carente e limpando as ruas de comunidades.

Moisés Reis é catador profissional e ganha a vida recolhendo lixo. Com um carrinho, ele leva o material que recolhe nas ruas para reciclagem.

“Pego no chão, pego na loja. Para muitos é lixo, mas para mim não é não. Papelão, trabalho com tudo, ferro, lata. É trabalho duro, não é mole não."

A catadora Maria do Carmo também separa o que recolhe das ruas do Rio.

“Eu cato, separo. É o dia todo. Eu vou pra um lugar e vejo uma latinha e pego. Vejo um PET, pego. A minha vida é assim, eu não paro não”, conta a catadora.

A reciclagem ajuda Maria a ganhar um dinheiro extra. “Estou pagando as minhas dívidas, só do meu cartão estou pagando R$ 800.”

Tudo é levado para um ponto de coleta na comunidade Asa Branca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O local é um dos 11 pontos do projeto Recicla Comunidade, mantidos pela Prefeitura do Rio. Todo material que chega é pesado e separado.

A catadora ganhou R$ 41 pelos cinco sacos de lixo. Outros moradores também aproveitam a oportunidade.

“Eu venho todos os dias. Faço um bico na cozinha, o que sobra, falo com a patroa e pergunto se posso levar. A reciclagem me ajuda muito", diz a desempregada Jacilia dos Santos.

Jacilia acessa o pagamento pelo lixo com um cartão. Ela pode trocar o valor recebido por dinheiro ou usar como crédito em lojas de comerciantes cadastrados. No Rio, existem mais de 240 pontos cadastrados no projeto.

“Eu pago a alimentação dos meus filhos, porque eu sou mãe solteira. Pago alimentação, remédio, porque às vezes no SUS não tem e eu tenho que correr para as farmácias. Foi muito bom ter o Recicla na comunidade. Não ajuda só a mim. Deixamos a rua limpa e fazemos uma boa ação para a comunidade", fala.

O Recicla Comunidade chamou a atenção também dos moradores de condomínios que ficam perto da comunidade Asa Branca.

Marisa Melo foi bancária e hoje dá aulas de educação financeira para crianças com a ajuda do projeto.

“Eu sou moradora da região. Costumo fazer minhas caminhadas por aqui e utilizo o serviço de um comércio local aqui na comunidade. Além de ser professora, eu sou mãe e acredito que através dessas ações a gente consegue construir o nosso mundo melhor, o nosso planeta melhor.”

“Eu mostro pra eles que o lixo tem valor. O valor que eu arrecado, eu compro material de estudo, folhas, pão na padaria também”, diz a professora.

A secretária de Ação Comunitária, Marli Peçanha, diz que o projeto não só transforma o lixo em dinheiro, mas ajuda a melhorar a qualidade de vida da população.

"Ele faz com que tenha-se mais saúde, porque com a comunidade sadia, os moradores se tornam bem mais sadios."

A presidente da Associação de Moradores da Asa Branca diz que, antes do projeto, muitos moradores não tinham conhecimento e não sabiam da importância da reciclagem e acabavam jogando o lixo nos rios.

"Agora o rio tá limpo, a coleta de lixo diminuiu em 70%. E com isso, quem ganhou foi a população, que tem uma renda extra e os comerciante locais", diz Amanda Ramos.

O projeto será ampliado e outros dois pontos de coleta serão inaugurados depois da Páscoa. Eles vão ficar na Ilha do Governador e na comunidade Dois de Maio, no Sampaio.

Como funciona?

Ao levar o lixo reciclável (plástico, vidro, latinhas, papelão, metal etc) ao ponto de coleta, o morador é cadastrado e recebe um cartão no qual é creditado o valor do material vendido. Ele funciona como uma moeda social para ser utilizada no comércio cadastrado dentro da comunidade.

Pequenos mercados, bazares, casa de material de construção, salão de beleza, pensão e padarias são alguns dos estabelecimentos inscritos. A transação no comércio é feita por meio de smartphones.

sábado, 7 de janeiro de 2023

Índice de Pecepção de Limpeza - IPL

O Índice de Percepção de Limpeza - IPL, com metodologia desenvolvida em 2013, é uma forma de aferir a qualidade do serviço de limpeza urbana em logradouros. É uma poderosa ferramenta de gestão que indica oportunidades de melhoria nos planos de serviços.

 Além disso, como exposto no artigo da revista INova publicada pela Fundação Joao Goulart, o IPL é uma evidência do resultado de investimentos realizados pela Companhia. Demonstra que áreas mais necessitadas apresentam um melhor gradiente no valor do IPL quando recebem novos equipamentos.

 O Índice de Percepção de Limpeza é uma metodologia perfeitamente replicável e customizável para qualquer município que queira ter uma medição da qualidade de um serviço de limpeza urbana contratado, é só querer!






Revista Cidade Inova 15ed - IPL by Gustavo Puppi on Scribd

terça-feira, 5 de julho de 2022

Liderança Inspiradora

Através da avaliação do meu nível de senioridade em gestão e perfil de liderança, a Fundação João Goulart destacou como competência a LIDERANÇA INSPIRADORA pois sou proativo, valorizo a comunicação e os feedbacks e consigo gerenciar conflitos na equipe com maestria.

Completa a avaliação afirmando que "faço parte daqueles que se destacam pelo perfil do Impulsionador! Sou muito automotivado e lidero pelo exemplo. Sempre pronto para  encarar os desafios diários, trabalho de forma colaborativa com a equipe e mantenho um excelente relacionamento com meus liderados e pares por valorizar a comunicação, os feedbacks frequentes e por gerenciar conflitos em minha equipe. O que me destaca, afinal, é saber que assertividade e influência positiva na busca pelos resultados é parte essencial de ser líder".

Agradeço a Fundação João Goulart por essa surpreendente análise!





segunda-feira, 25 de abril de 2022

Vamos Reciclar com o Recicla Comunidade!

É gratificante ver que o Projeto "Vamos Reciclar" desenvolvido como trabalho de término de curso de gestores "Líderes Cariocas" da Prefeitura do Rio de Janeiro realizado no COPPEAD em 2012, ainda que sem qualquer referência ou crédito, foi apropriado e transformado em realidade pela Secretaria Municipal de Ação Comunitária.




O programa Recicla Comunidade está avançando no Rio para aquecer a economia e reforçar a renda de moradores e comerciantes de favelas. Seis localidades já foram beneficiadas e, no próximo sábado (30/04), outras três receberão o projeto: Manguinhos, Fazendinha (Complexo do Alemão) e Proença Rosa (Honório Gurgel). Até o fim de maio serão mais de 20 unidades instaladas. A iniciativa também tem impacto positivo no meio ambiente, ao reduzir o despejo de resíduos reaproveitáveis na natureza.

O Recicla Comunidade faz parte do programa Favela com Dignidade, da Secretaria Municipal de Ação Comunitária. Na semana passada, o projeto chegou a três locais da Zona Oeste: Asa Branca e Vila do Sapê, em Curicica, e Parque Carioca, no Camorim.

As comunidades Darcy Vargas e Vila Progresso, na Vila Kennedy, e Canal do Anil, na Gardênia Azul, foram as primeiras beneficiadas. Dessas áreas já saíram mais de sete toneladas de resíduos recicláveis, deixando ruas, rios e lagoas mais limpos Atualmente há mais de 400 moradores inscritos no programa. Eles são cadastrados quando fazem a entrega de lixo reciclável (como papel, metal, plástico) nos pontos de coleta. O material entregue gera um crédito para o cidadão, uma espécie de moeda social, que pode ser usada em mais de cem estabelecimentos comerciais, como pequenos mercados, bazares, casa de material de construção, salão de beleza, pensão e padarias.







quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Premiação Líderes Cariocas 2020


Evento na íntegra

A Fundação João Goulart, vinculada à Secretaria Municipal de Fazenda, realizou de forma virtual a cerimônia anual de premiação de lideranças da Prefeitura do Rio. 

O evento premiou servidores que se destacaram no Programa Líderes Cariocas com projetos inovadores desenvolvidos para a cidade durante a pandemia.


Entre as soluções propostas pelos profissionais estão temas relacionados ao aumento das receitas municipais, ao alinhamento estratégico utilizado como instrumento na área orçamentária, além do desenvolvimento de novos talentos no âmbito do município.








sábado, 17 de outubro de 2020

Exercendo a gratidão!

Feedback super positivo sobre o Curso de Estratégia da Felicidade e Atenção Plena!


 

Feedback de alguns alunos:

From  AT: O curso é excelente! Veio de encontro às minhas vivências e ao momento pessoal. Parabéns, Puppi! 

From  CH : O curso foi muito bem planejado. Gustavo está de parabéns! Excelente!

From  GM - Vou levar estas ferramentas para vida!

From   LF - Excelente a forma como o curso foi conduzido, nos preparando e estimulando a desenvolver o autoconhecimento. Esse último Módulo fechou com chave de ouro! Vários conceitos apresentados nos auxiliam a levar uma vida mais plena, como o da impermanência, o ditado tibetado sobre sentimento da inveja, competição e desprezo, a responsabilidade pela nossa vida. Maravilhoso aprendizado!

From  PH - Só tenho a agradecer. Obrigada pelo compartilhamentos desses conhecimentos.

From  S - A apresentação das entregas e as sugestões do "faça por você" e "faça pelos outros" foi muito didática e apontaram direções do que está realmente ao nosso alcance por em prática. A apresentação da estrutura analítica final, nos deu a dimensão do trabalho que precisa ser feito e a clareza que nem sempre podemos implantar tudo de uma vez.

From  WA : Parabéns Gustavo, excelente curso. Estou usando a agenda para lembrar da meditação, mesmo que não o faça, fica o lembrete para a prática.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Primeira experiência como instrutor em modelo EAD

Muito grato a Fundação João Goulart pela oportunidade de ter minha primeira experiência como instrutor em modelo EAD, apresentando o módulo “Ética e Compliance” para o Programa de Desenvolvimento de Lideranças da Empresa Municipal de Informática – IPLANRIO








quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Processo de Tomada de Decisão Aplicado à Liderança

Formatação de curso de "Processo de Tomada de Decisão Aplicado à Liderança" para membros do programa Líderes Cariocas através da iniciativa "Líderes Multiplicadores" onde tive o prazer de ser instrutor para duas turmas


Oferecer um panorama sobre o processo de tomada de decisão e sua relação com uma liderança proativa voltada para bons resultados.

 A tomada de decisão
·        Modelos de tomada de decisão
·        Atores do processo decisório
·        Pensamento decisório
·        Decisão como jogos de poder
·        Classificação das decisões
·        Liderança e processo decisório
·        Decisão no setor público
·        Sistemas de informação e comunicação
O Processo decisório
·        Identificação do problema
·        Alternativas de Solução
·        Ato de decidir
·        Plano de ação
·        Teoria dos Jogos


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Empresa faz troca de lixo por créditos no bilhete único e no Uber

 O projeto Molécoola usa o mesmo conceito que o Projeto "Vamos Reciclar" de 2012 desenvolvido como trabalho de término de curso de gestores da PCRJ realizado no COPPEAD. O Projeto "Vamos Reciclar" apresentou proposta de implantação de coleta seletiva em comunidades, desenvolvendo modelo de governança, operação e mobilização para a questão ambiental.



Empresa faz troca de lixo por créditos no bilhete único e no Uber

Redação RPA


Em nome da sustentabilidade e de um projeto de futuro que priorize a reciclagem e a renovabilidade do lixo produzido pela sociedade, diversas iniciativas vem surgindo Brasil afora para reduzir a quantidade de lixo produzido nas cidades. O projeto Molécoola, que nasceu no final de 2017, tem por objetivo “criar um ciclo de fidelidade ambiental que gere benefícios para as comunidades [envolvidas].”

A novidade do Molécoola em relação a outras empresas de coleta de recicláveis é que o lixo gera recompensas e pode ser trocado pelos usuários por benefícios, como créditos no Uber e no Bilhete Único.


Um responsável do Molécoola recebe o material reciclado do interessado em qualquer um dos pontos de coleta espalhados por São Paulo. O primeiro deles, aberto em fevereiro, surgiu no estacionamento de carros do Parque Burle Marx, Zona Sul paulista. Meses depois, ponto de coleta foram abertos nos shoppings Jardim Sul e Center Norte, além das unidades Lapa e Interlagos do supermercado Makro.

Todo o lixo coletado é processado e pesado. Em seguida, gera pontos cumulativos que são registrados no aplicativo do cliente, que pode acompanhar a situação dos pontos e resgatar a pontuação para obter benefícios.

Além de ser possível obter créditos em viagens pela Uber ou do Bilhete Único, o usuário também pode trocar seus pontos por créditos na loja Google Play, adquirir cartões-presente na virtual store de jogos da Microsoft e até recargas no celular.

Dentre os materiais de descarte aceitos pelo Molécoola estão embalagens de plástico, vidro, alumínio, aço, entre outros. No entanto, a empresa aceita apenas recicláveis limpos para serem retornados.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Entrevista para o Programa Líderes Cariocas da Fundação João Goulart





IFJG: Conte-nos sobre a sua trajetória na PCRJ/COMLURB:

Gustavo Puppi: Entrei na PCRJ em 1995. Estava desempregado. O estaleiro em que eu trabalhava tinha falido e surgiu a oportunidade de fazer o concurso para a COMLURB. Como tudo do concurso tinha a ver com o que eu fazia no estaleiro, achei uma boa oportunidade.

Alguns meses depois, assumi a Gerência da Tijuca. Ainda trabalhando com muito pensamento da iniciativa privada, com o que eu vivia no estaleiro como metalúrgico, eu comecei a assumir responsabilidades que eram novidade para mim, porque eu não pensava em ficar muito tempo na COMLURB.

Ao assumir a Gerência da Tijuca, percebi que tinha que estudar para estar de fato e de direito na Prefeitura, pois a bagagem que eu tinha do estaleiro era importante, mas não era suficiente. O tempo foi passando e me tornei Gerente de Irajá, também trabalhando direto com o pessoal na operação.


Embora estivesse me aprimorando na área, conhecidos meus ainda insistiam para que eu voltasse para a iniciativa privada, recebia convites e tal. Eu, Gerente lá em Irajá, ia para as entrevistas, mas sem aquela pressão de ter que conseguir um emprego. A coisa mais hilária do mundo. Você vai relaxado. Numa entrevista eu fui recusado porque eles não iam conseguir pagar o que eu queria. Na verdade, como eu não queria nada, colocava a pretensão salarial lá em cima.

Eu entrei para a COMLURB quase sem querer, achando que ia ficar um ou dois anos e voltaria  para construção naval, mas, depois de assumir cargos, comecei a estudar coisas que tinham a ver com a administração pública e resíduos sólidos que me afastaram do meu universo anterior.

Durante o período em que fui Gerente, trabalhei na área operacional, cuidando de gari, Réveillon, Carnaval, shows. Enfim, todas aquelas coisas do dia-a-dia de rua. Porém, mesmo estando diretamente ligado à rotina operacional, fui estudando, me moldando, me modificando.

Como Gerente da Tijuca, fiz Pós-graduações em Administração Pública na FGV, a primeira oportunidade de estar com pessoas da Prefeitura, no contexto Prefeitura. Depois, como Gerente de Irajá, onde passei 9 anos, 11 meses e 5 dias, e não incorporei, fiz um curso no Instituto Brasileiro de Administração Municipal. Turma fechada aqui da COMLURB. Foi muito bom, porque foi um curso de Gestão de Resíduos Sólidos, do IBAM. Também fiz o curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, na UFRJ. Aí “fechou o caixão”! Depois de estudar Administração Pública, Resíduos Sólidos e Engenharia Sanitária e Ambiental, esqueci como navio flutuava. Aí não teve jeito, virei comlurbiano e ponto final.

Em 2009, ainda fazendo a Pós-graduação na UFRJ, saí mais ou menos da parte de gerenciamento direto e virei Assessor Chefe da Diretoria Sul. Passei para uma parte mais de programação, do Planejamento e também de acompanhamento da parte operacional.

Foi nessa época que surgiu o “Programa de Líderes Cariocas”, que eu me inscrevi no último dia, na última hora, que eu soube que teria o Programa. Fiz a prova e passei. O curso da COPPEAD, acrescentando toda a experiência operacional e os cursos anteriores, me faz pensar, realmente, em ser executivo.


Uma filosofia que eu tenho: você sempre tem que agir na sua função, mas pensar como se você estivesse numa função acima. Então, por exemplo, o gari, tem que varrer, mas se imaginar como seria se ele fosse um encarregado. O encarregado tem que ser o melhor encarregado possível e sempre pensar no que faria se ele fosse gerente e assim por diante. Então, eu como Assessor que ficava direto com o Diretor, imaginava: se eu fosse Diretor, faria isso! Isso ajudava na assessoria e me ajudava, criando um laboratório. O que eu faria se fosse eu? Tinha uma visão de futuro.

Quando virei Diretor da Oeste, pensei: “Cheguei. Sou executivo”. É bom quando você chega e você ainda tem aquele sorrisinho, mas logo você vê que a responsabilidade aumenta mais do que esperava e volta tudo aquilo de montar equipe e começar um novo ciclo. Fiquei como Diretor na Oeste até assumir a Presidência da Companhia, em Janeiro/2017.

IFJG: O que é pra você gerir uma Companhia do tamanho da COMLURB?

Gustavo Puppi: É uma grande oportunidade porque não é uma empresa nova pra mim, mas traz uma responsabilidade enorme. “O Presidente agora é da casa, então ele vai resolver todos os nossos problemas.” Então quando você conversa com um gari (eu gosto de fazer isso, pois sendo operacional desde sempre, desde estaleiro, fuzileiro, eu gosto de estar junto do pessoal que está fazendo), você sente que eles estão pensando assim: “o cara vai fazer tudo”. E isso é uma responsabilidade enorme. É uma pressão adicional de então atender às expectativas.

Por enquanto está sendo um leãozinho todo dia. Mas isso é normal. Quando eu assumi Subgerência, quando assumi Gerência, Assessoria, Diretoria... No começo sempre foi assim: um leão. É claro que leões crescem um pouquinho. Os leões vão crescendo de tamanho junto com os cargos, mas é um leão a cada dia. Mas eu sei que o que acontece: com a rotina de você matar um leão por dia, você vai ficando resiliente com aquilo e chega um momento em que você domina a ponto de fazer melhorias significativas.

Eu sou o remador. Uma regata eu divido em quatro partes: largada, duas partes de percurso e a chegada. A largada é sempre a mais caótica. Todos os barcos estão juntos e é aquela confusão. Então eu estou numa largada. Estou usando a força, estou tenso. Quando chegar o percurso, onde desenvolve a velocidade com ritmo, é aí dará para fazer coisas muito boas.

Então é um desafio. Todo dia eu chego e: “Mamma mia!” e então termina o dia e no dia seguinte começa tudo de novo. Vou ganhando fôlego, musculatura, conhecimento. Vou ganhando jeito com a coisa e aos pouquinhos o leão vai amansando e vou começar a fazer o leão dar pirueta no picadeiro. Daqui a pouco, tudo estará 100% e vamos nadar de braçada.

Ainda vai melhorar muito, porque o pessoal daqui é bom. Eu digo, porque há 21 anos trabalho com eles. Do gari lá de Fazenda Botafogo ao Assessor, eu sei que todo mundo aqui é 100%. E acreditando na galera que você tem você nada de braçada. Daqui a pouco eu sou obsoleto.

IFJG: Por ser funcionário da Empresa e ter trabalhado na operação, você acha que fica mais fácil pra você, nesse momento, tomar algumas decisões?

Gustavo Puppi: Estava na hora, era o momento certo de ter na COMLURB um Presidente da COMLURB. Os presidentes anteriores eram executivos vindos de fora, que faziam o trabalho de gestão, mas que desconheciam o trabalho operacional. É o que eu falo para o pessoal, para os garis: Essa é uma oportunidade. Por ser da casa, há 20 anos na empresa, eu não tenho tempo de aprendizado. A pessoa que vem de fora precisa entender a dinâmica, entender a importância, entender quais são as coisas que acontecem de forma oficial ou por camaradagem. O dia-a-dia da empresa. Por não ter esse aprendizado, eu já começo jogando.

 
Esse ambiente de escritório, de sede, de finanças é ferramenta para garantir a boa operação. Eu não posso esquecer que eu sou operacional. Sou um executivo operacional. Ah! Eu sou o Presidente e mudei. Não! Eu não mudei. Sou peão. Até meu pai fala que eu nunca fiquei longe de peão. Não é agora que eu vou me afastar.

Tenho duas restrições fortes como presidente: a legal, não posso fazer nada fora da lei e a econômica. Eu tenho que ter dinheiro para fazer. Qualquer coisa que seja lícita e que tenha dinheiro para fazer, eu vou fazer. Isso é certo.

Então, coisas que eu sempre escutei o gari falando “se tivesse isso ou aquilo, se pudesse fazer isso ou aquilo”, de tanto escutar, agora eu já consigo, administrativamente, por estar na posição de Presidente quebrar certos dogmas, certas barreiras, certas culturas que existiam e que dá vencer.

Por exemplo, as pessoas reclamavam muito da Avaliação de Desempenho, então estamos reformulando essa avaliação. Falavam muito que tinha que existir oportunidade para gari com nível superior. Como progressão, dando preferência para gari com nível superior. Estamos reformulando o plano de carreira. Estudando sobre um novo uniforme... então têm várias coisas que a gente já está buscando fazer.

Outra coisa que gosto de fazer também é passear pelo “Convés”. Fico andando pelas baias. Nenhum presidente fez isso. Converso com um, com outro. Vou nos outros andares. Brinco com um, brinco com outro. Se preciso de algum relatório, não vou pedir por telefone. Vou lá na mesa do cara, sento e converso uns 10 minutos, falando o que quero e o que não quero. Tão mais fácil! O produto que vem, é o produto que se quer. Porque você foi lá cara a cara. Passeando no convés, as pessoas te reconhecem. Conversa e sorriso não tem listado no orçamento, pode-se usar à vontade. E isso dá retorno. Só de você dar um bom-dia para as pessoas, você já fez a diferença no dia delas.

IFJG: E o que você entende que sejam os principais desafios da COMLURB para esse ano e para essa nova gestão?

Gustavo Puppi: A conjuntura econômica. Manter o nível de serviço, com menos recursos. Está ruim para todo mundo. Não é problema só da COMLURB. É de todos os Órgãos, de todas as esferas. É um problema econômico forte e os gestores tem que lidar com isso. Às vezes você quer fazer e não consegue. Às vezes você faz e tem que reduzir porque realmente não tem orçamento. A restrição que tenho é a legal e a econômica.

IFJG: Quando você sair da presidência da COMLURB, o que pretende deixar de legado?

Gustavo Puppi: O legado que eu quero deixar, quando eu sair da Presidência é uma COMLURB viva, uma COMLURB forte. COMLURB da COMLURB. E quando eu estiver sentado numa baia aqui ou gerenciando, as pessoas possam dizer que o Gustavo fez um bom trabalho. Quando eu estiver, de novo, fora do ambiente executivo, no ambiente de operação, como gerente, como encarregado, ou o que for, que eu consegui contribuir da melhor forma possível.

IFJG: Você falou que o Programa Líderes Cariocas fez você perceber que poderia ser um executivo. Além disso, você acha que o PLC colaborou de alguma forma para que você chegasse a essa posição?

Gustavo Puppi: Ajudou-me totalmente. O Programa me forneceu uma base de conhecimento além do meu dia-a-dia operacional, me deu ferramentas para acreditar que eu conseguia. Fez-me sentir pertencente à Prefeitura, me deu visibilidade. Essa interação que a gente teve com seminários, com cursos, essa coisa de ser Prefeitura, ajudou e ajuda muito. Dá pra entender a PCRJ e a gestão como um todo.

Na renovação do Líder Carioca, você tinha que dar um objetivo para poder renovar. Eu fui para a banca de renovação dizendo que o meu objetivo era ser o primeiro presidente da COMLURB de dentro da COMLURB. Então, o programa te dá uma meta, um fio condutor pra você conseguir sair do Ponto A e chegar ao Ponto B.


Agora, não é só isso. Não é chegar no “Líderes Cariocas” e achar que só por causa disso você vai ser chefe geral. Não basta! O “Líderes Cariocas” só te dá o instrumento, dá visibilidade, melhora a sua autoestima, mas quem faz é você. Não é o Programa. Você tem que fazer por onde. Não é o PLC que promove. É você que se promove.

IFJG: O que você deixaria de mensagem para outros Líderes?

Gustavo Puppi: Não espere ter o cargo para você ser Líder. Seja Líder antes do cargo!


Você tem sempre que pensar pra cima e ajudar pra baixo. Se você não tiver um substituto, se você não tiver uma equipe que consiga levar na sua ausência, você fica amarrado ali. Então tem que ser assim: eu tenho que ser obsoleto no meu lugar. O verdadeiro Líder tem que criar condições para que a coisa funcione de uma forma que ele seja quase que expurgado daquele nível para o próximo nível. As pessoas dizem: vou ser importante no lugar que eu estou! Se você for importante demais no lugar que está, você continuará no lugar que está. Agora, se você chegar e criar todas as condições para a coisa funcionar de forma que independa de você é a forma que você tem de subir. E quando você subir, o cara lá embaixo foi treinado e já sabe o que tem que fazer no seu lugar. Mas você tem sempre que pensar em cima e olhar para baixo.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Mais velocidade no ano olímpico


21/12/2015 04:00:00


As demandas saem do Centro de Operações diretamente para a COMLURB

A COMLURB também está representada nesta edição especial de fim de ano. Isso porque um dos seus projetos também já vem colecionando resultados diferenciados para 2016. Trata-se do Protocolo de Resposta e Pronto Emprego (RPE). E para saber mais, o Portal do Servidor conversou com Gustavo Puppi, Diretor de Serviços na região da AP05. Há 20 anos na COMLURB, Gustavo é líder carioca desde a primeira turma, em 2012. E lá, através do Grupo de Trabalho Transversal (GTT), já foi possível, inclusive, simular o protocolo em um cenário de múltiplas ocorrências durante os Jogos Olímpicos.

"O Protocolo de Resposta e Pronto Emprego é um instrumento de suporte que contempla as ações operacionais na eventualidade de eventos emergenciais na cidade, com o desenvolvimento de uma sistemática operacional para mobilizar recursos de forma coordenada para responder rapidamente a situações não programadas. E com a realização de um simulado, podemos identificar oportunidades de melhoria na resposta a emergências que exigem algum tipo de remoção e limpeza", conta Gustavo.




Gustavo Puppi está na Prefeitura do Rio há 20 anos

Desde que o protocolo foi criado, no ano passado, a COMLURB passou a responder de forma mais rápida e coordenada às demandas que chegam do Centro de Operações. Segundo Gustavo, principalmente àquelas que empregam recursos para desobstruir vias, tais como: remoção de árvores caídas, remoção de carga tombada e limpeza de óleo na pista. Outra motivação extra deste servidor é a contribuição direta para o maior evento que a cidade já realizou. "Eu me sinto como se estivesse desfilando na delegação brasileira na abertura dos Jogos! Sou do tipo que se empolga com o espírito olímpico, talvez por ser remador máster. Juntar o espírito olímpico com a certeza que os Jogos na cidade do Rio de janeiro serão uma oportunidade profissional de utilizar todas as nossas habilidades e conhecimento é desafiante e gratificante", conta.

Antes de terminar, Gustavo ainda faz questão de dar o seu depoimento sobre a contribuição que a participação no Líderes Cariocas vem oferecendo. "Fazer parte do programa foi uma excelente oportunidade de interagir com diversos colegas de outros setores, construindo uma visão mais holística do trabalho da Prefeitura do Rio. Posso dizer que o Líderes Cariocas foi um divisor de águas em minha carreira. Se hoje sou diretor da empresa, muito se deve à capacitação oferecida pelo programa de Líderes Cariocas", conclui o líder carioca da COMLURB, com as melhores expectativas para o novo ano que chega.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Polisdigitocracy



Apesar do momento positivo do Rio de Janeiro com a oportunidades de  investimentos em mobilidade , habitação e toda a paisagem urbana alavancados principalmente por sediar a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, também existe uma “crise de confiança” com manifestações rotineiras pelas ruas.

As manifestações que acontecem pelo Brasil, assim com em outras partes do mundo, são protestos destinados aos políticos e ao ambiente político que evidenciam uma crise na democracia representativa.

Na infância da democracia na Grécia antiga, cidadãos engajados pessoalmente debatiam acaloradamente sobre questões políticas reunidos na Ágora, praça localizada no centro da cidade, a Polis.

O movimento político direto se tornou cada vez menos viável com o crescimento das cidades. Surgiram os Fóruns romanos onde alguns poucos cidadãos eleitos representavam outros nas discussões políticas, nascia a democracia representativa que, ao longo dos séculos manteve-se como modelo político.

Ter representantes eleitos está associado ao que se constitui uma nação democrática.  No entanto, dois fenômenos recentes estão levando a uma mudança significativa para o que as pessoas percebem como a democracia:

 “Em primeiro lugar, o poder crescente das cidades . O mundo tornou-se na maior parte urbanizada e de acordo com a ONU Habitat , 70 por cento de nós estará vivendo em cidades até 2050. A maioria dos problemas mais prementes do mundo pertencem a cidades : saúde, educação, mobilidade e até mesmo importa que aparentemente pertencia a nações, como as alterações climáticas e do emprego”.


O segundo fenômeno é a onipresença da revolução digital. Tecnologia encolheu o mundo e  espremeu as distâncias. Ele tornou possível para as pessoas a se conectar e se comunicar em uma escala sem precedentes. Debates entre os cidadãos são agora mais ágil e muito mais variado do que eram na Ágora grega, on-line em todas as plataformas multimídia com dados, palavras, imagens e vídeo.

Democracia representativa tradicional dentro das nações não é mais suficiente. As pessoas querem mais participação e exigem proximidade das instituições e autoridades. O Polis está de volta e a Internet é a nova Ágora.

O que estamos testemunhando é o nascimento da Polisdigitocracia . Esta é uma forma de governo que conta com a participação e a transparência como seus pilares e usa a tecnologia como seu guia.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Um líder é obsessivo! Não é possível ser líder sem obsessão pelo que faz!


Notas coletadas durante palestra para Turma de Líderes Cariocas dia 08 de Março
Claudia Costin - Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro




Antes de desenvolver uma miríade de projetos temos que definir qual a política estruturante do setor. Sabendo o que queremos para o futuro fica fácil focalizar a atenção em vencer os obstáculos de sua política estruturante.

Planejar por problemas é melhor do que planejar por setores. Quando se faz por setores estamos distanciando recursos que poderiam estar contribuindo para a solução de um problema que afeta vários setores. Temos que estimular o enfrentamento intersetorial.

Se não é possível medir então não é possível avançar. Investir em “Projetos Charmosinhos” é um desperdício quando as boas intenções mas não são mensuráveis. Descreve seu objetivo em termos de coisas que podem ser medidas.

Importante conversar com o público relevante, stakeholders, como forma de avaliar a eficácia dos projetos. Dialogar com todos os níveis e interessados é como um termômetro da situação enfrentada, muitas crises são resolvidas ainda pequenas se os ouvidos estiverem atentos. Ouvir não é se render!

O plano feito não é coisa implementada. É importante haver uma boa coordenação da implantação, pois a realidade se transforma com o tempo e os planos devem lidar com isso. Os planos devem enxergar o macro e também contemplar o micro, pois é nos detalhes que os planos são destruídos.

Habitam o mesmo espaço ações de ruptura e ações de continuidade. Da mesma forma que é importante ter procedimentos, padrões e rotinas, é importante perceber e atuar quando for necessária uma ruptura, mudar tudo para alcançar um objetivo maior.

Um gerente de projeto não deve ter equipe, deve usar a máquina combinando seu trabalho com os órgãos de linha. Esta é a forma de garantir que a coisa será realmente absorvida.

A seleção de pessoas deve avaliar não somente a qualificação, mas também se a pessoa tem a competência necessária para fazer o que se propõe.  A qualificação pode ser avaliada em pouco tempo através de testes, mas a competência exige tempo. Contrate somente quando encontrar a competência.

Um líder é obsessivo! Não é possível ser líder sem obsessão pelo que faz!


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Prefeitura do Rio forma primeiros “Líderes Cariocas”



18/01/2013  » Autor: Elisa Motta/Fotos; Raphael Lima
Gustavo Puppi em "destaque"
A Prefeitura do Rio realizou na, no Palácio da Cidade, a formatura dos primeiros 130 alunos do programa “Líderes Cariocas”, uma iniciativa inédita do poder público com o objetivo de identificar talentos e qualificar um time de elite entre seus funcionários para que assumam cargos de liderança na administração municipal.








- “Eu tenho consciência de que estou aqui de passagem e, olhando para o futuro da cidade, minha missão é cada vez mais fortalecer o papel do estado. Para isso, é importantíssima a valorização do servidor da Prefeitura do Rio, que é disparado o melhor do Brasil. Esse projeto é uma oportunidade fantástica para identificarmos gente boa na prefeitura para ocupar cargos-chave na administração municipal. Estou muito feliz e orgulhoso por deixar um legado de valorização do servidor"– disse o Prefeito Eduardo Paes.

Desenvolvido pela Fundação João Goulart e coordenado pela secretaria municipal da Casa Civil, o programa “Líderes Cariocas” foi lançado em maio de 2012. Do total de 1300 inscritos, foram selecionados 130 funcionários de diferentes órgãos da administração municipal com perfis de liderança para uma capacitação específica pelo COPPEAD, com foco na gestão de alto impacto. O programa tem como base os planos de carreira de grandes empresas como Ambev, TAM e Odebrecht.

- É muito importante esse trabalho com os servidores, principalmente nesse momento em que a cidade do Rio tem uma chance única com os grandes eventos que acontecerão aqui. Esse projeto é focado na criação de um banco de talentos dentro da Prefeitura do Rio, diminuindo a penetração da política na ocupação desses cargos e dando qualificação técnica e oportunidade para os servidores. Acredito que não há outra prefeitura ou governo que tenha um trabalho tão focado na qualificação do servidor público – disse o secretário Pedro Paulo Carvalho.




Revista Você S/A Janeiro 2013

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Conforto


"In calm water every ship has a good captain."

Em águas calmas todo navio tem um bom capitão

Grover Cleveland (1837-1908)
Foi o 22º e o 24º Presidente dos Estados Unidos. Ele é o único presidente a servir dois mandatos não-consecutivos, e dessa forma o único a ser contado duas vezes na numeração de presidentes