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domingo, 20 de setembro de 2026

O orgânico não aceita desaforo

 No KISC, a separação dos resíduos não termina no papel, no vidro ou nos metais. Os hóspedes recebem orientação para separar também os restos de alimentos, que seguem um fluxo próprio no sistema de reciclagem do centro. O próprio KISC informa que os grupos acampados recebem um kit para separar lixo comum, plásticos, papel, garrafas e food waste antes de levar tudo ao centro de reciclagem. 

Containers para material orgânico

Essa separação tem uma razão que vai além da limpeza. Resíduo orgânico separado corretamente deixa de ser apenas algo a ser eliminado e pode voltar ao sistema como recurso.

Na região existe, por exemplo, a Biogasanlage Frutigland, em Frutigen, que recebe resíduos alimentares de estabelecimentos gastronômicos e instituições do Kandertal e os trata por digestão anaeróbia. O processo produz biogás, utilizado para gerar eletricidade e calor; uma parte é ainda purificada e transformada em combustível. A própria instalação informa que procura trabalhar majoritariamente com materiais da região para reduzir as distâncias de transporte. 

Não encontrei, entretanto, documentação pública suficiente para afirmar que o resíduo alimentar específico do KISC seja destinado a essa instalação. O que pude confirmar é a separação do food waste no centro e a existência desse fluxo regional de valorização para resíduos da gastronomia. É uma distinção importante entre aquilo que observei e aquilo que consigo documentar.

Há ainda outro fluxo orgânico na região. Os resíduos verdes recebidos pela AVAG seguem para o Biomassezentrum Spiez, onde são submetidos à fermentação para produção de energia e, depois, utilizados na produção de composto de qualidade. 

É justamente nesse ponto que aparece uma característica que me interessou particularmente: resíduo orgânico só tem valor quando continua sendo resíduo orgânico.

Plástico, vidro, metal ou outros materiais misturados à fração comprometem o processo. A AVAG é bastante explícita sobre isso. Sacos plásticos, inclusive alguns vendidos como compostáveis, podem permanecer depois do processo e acabar no composto e, posteriormente, no solo. Por essa razão, a empresa recomenda que nem mesmo esses sacos sejam utilizados na coleta de resíduos verdes. 

A contaminação também tem consequência econômica. Nas condições de recebimento da AVAG, uma carga de material verde contaminada pode deixar de ser aceita como Grüngut e passar a ser cobrada pela tarifa de lixo comum e resíduos volumosos.

Esse detalhe diz muito sobre o sistema.

No texto anterior, mostrei como separar recicláveis antes de entregá-los transfere parte da responsabilidade para quem gera o resíduo. Com os orgânicos, a exigência vai um pouco além: não basta colocar alguma coisa no recipiente certo. É preciso preservar a qualidade daquela fração.

Uma casca de legume pode ser matéria-prima para outro processo. A mesma casca misturada a plástico, embalagem ou objeto inadequado passa a carregar um problema junto com ela.

Durante muitos anos de trabalho com resíduos, vi a coleta seletiva ser tratada como uma decisão binária: separar ou não separar. Kandersteg me lembrou de uma etapa seguinte.

É possível separar mal.

E separar mal pode significar perder justamente o valor que justificava a separação.

A economia circular depende de tecnologia, instalações e mercado para os materiais recuperados. Mas começa antes de tudo isso, num gesto muito menos sofisticado: não contaminar aquilo que ainda pode ser aproveitado.

No caso dos orgânicos, a lição é particularmente clara.

Não basta separar. É preciso separar direito.

Reciclar é separar antes de sair de casa

 No meu segundo dia como helper, fiz com André duas viagens de caminhão levando o material reciclável acumulado no KISC até o centro de reciclagem de Kandersteg. Alguns dias depois, cumpri também um turno no centro de reciclagem do próprio KISC, recebendo e organizando os resíduos trazidos pelos grupos hospedados. Foram duas experiências complementares: primeiro vi a separação acontecer dentro de um grande gerador; depois acompanhei o material seguindo para o sistema da cidade. 



A primeira correção que precisei fazer nas minhas próprias anotações foi conceitual. Minha impressão inicial era dizer que Kandersteg “não tinha coleta seletiva”, porque eu não via um caminhão passando de casa em casa recolhendo recicláveis separados.

Na verdade, há um sistema seletivo; o que muda é a forma de coleta.

Em vez de o serviço buscar grande parte das frações recicláveis na porta do morador, utiliza-se fortemente a lógica de entrega voluntária, conhecida em alemão como Bringsystem. O gerador separa o material e o leva até o ponto de recebimento. O sistema regional da AVAG, que atende municípios da região, estabelece como princípio que os resíduos sejam entregues já separados e mantém fluxos específicos para papel, papelão, metais, PET de bebidas, vidro e várias outras frações. 

Essa diferença parece apenas logística, mas altera bastante a responsabilidade de quem gera o resíduo.

No centro que visitei em Kandersteg, vi moradores chegarem de carro ou com pequenos volumes e descarregarem materiais que já haviam separado em casa. Papel seguia para um local, papelão para outro, metais e alumínio tinham seus recipientes, assim como vidro e outras frações. Havia até destinação específica para cápsulas de café. No caso do KISC, como o volume gerado era muito maior, o mesmo princípio exigia caminhão em vez de porta-malas. 



Não havia ali a ideia de entregar uma mistura de recicláveis para que alguém, mais adiante, descobrisse o que havia dentro dela. A separação começava antes.

Isso me chamou atenção porque grande parte da discussão brasileira sobre coleta seletiva costuma se concentrar na etapa da coleta: qual caminhão passa, em que dia, com que frequência e qual população é atendida. São questões fundamentais, principalmente em cidades grandes e socialmente complexas. Mas Kandersteg me fez olhar novamente para uma etapa anterior: quanto da responsabilidade pela qualidade do material permanece com quem o gerou?

No Bringsystem, a resposta é bastante clara. O usuário não entrega apenas “recicláveis”. Entrega papel, papelão, vidro, metal ou outra fração segundo as regras estabelecidas. A conveniência é menor do que colocar tudo diante de casa, mas o material chega ao sistema com um grau de segregação que facilita os passos seguintes.


O centro de reciclagem do KISC reproduzia essa mesma lógica em escala interna. Durante o turno em que trabalhei ali, os grupos levavam seus resíduos e os colocavam nas categorias previstas. O trabalho não era abrir sacos misturados para recuperar materiais depois. Era orientar e manter uma separação que deveria acontecer desde o descarte. 

Esse detalhe liga este texto ao anterior sobre a cobrança do lixo comum. Quando colocar tudo no rejeito tem um custo visível e existem alternativas para entregar materiais separados, o sistema cria dois sinais na mesma direção: misturar custa; separar reduz o que precisa entrar no fluxo mais caro.

Isso não significa que o modelo de Kandersteg possa ser transportado simplesmente para uma grande cidade brasileira. Distâncias, densidade urbana, disponibilidade de automóvel, desigualdade social e escala operacional mudam completamente a discussão. O que funciona numa pequena comunidade alpina pode ser impraticável em bairros onde levar recicláveis até um ponto de entrega significaria caminhar quilômetros.

Mas o mecanismo vale a observação.

Coleta seletiva não começa necessariamente no caminhão.

Começa quando o gerador entende que “reciclável” não é uma categoria única e que separar é parte do serviço, não apenas uma gentileza prestada ao sistema.

Em Kandersteg, antes de o material chegar ao centro de reciclagem, uma parte importante do trabalho já foi feita.

Foi feita dentro de casa.




sexta-feira, 12 de junho de 2026

Quando a sustentabilidade namora com o greenwashing



A mensagem institucional é bonita e, em parte, justa. A Comlurb de fato protege o meio ambiente todos os dias quando coleta e dá destinação adequada a milhares de toneladas de resíduos, preservando rios, lagoas, praias, áreas verdes e a saúde pública. O problema começa quando esse papel estrutural, que já é próprio da limpeza urbana, passa a ser apresentado como prova suficiente de uma sustentabilidade mais ampla, quase como se a Companhia já tivesse mudado de patamar. É aí que meu ceticismo aparece: sem política pública consistente e sem escala real nas ações anunciadas, a sustentabilidade começa a namorar com o greenwashing.

Não estou dizendo que nada exista. O próprio texto cita iniciativas importantes: coleta seletiva, caminhões movidos a biometano, banco de alimentos, valorização de resíduos e economia circular. Tudo isso aponta na direção correta e seria leviano desprezar. O problema não é a existência das ações, mas sua capacidade de alterar de fato o modelo. Há programas que existem mais para demonstrar sensibilidade ambiental do que para reorganizar estruturalmente a operação. Quando isso acontece, a sustentabilidade deixa de ser eixo e vira vitrine.

O caso da coleta seletiva é o mais emblemático. Ela aparece há anos no discurso institucional como sinal de modernidade, responsabilidade ambiental e inclusão produtiva. Mas o sistema protocolar, sem alavancagem e sem a escala necessária para mudar o padrão dominante de destinação, acaba produzindo um resultado frustrante: a ação existe, mas não desloca o centro de gravidade do modelo. É como se a sustentabilidade fosse convidada a posar para a foto, mas não a participar da decisão estratégica.

O mesmo raciocínio vale para os demais exemplos celebrados. Biometano é avanço, sem dúvida. Banco de alimentos também. Mas ações isoladas, por mais meritórias que sejam, não bastam para autorizar a frase mais ambiciosa do texto: a de que a sustentabilidade estaria “no DNA da Comlurb”. DNA institucional não se prova por enumeração de boas iniciativas; prova-se por escala, centralidade orçamentária, indicadores consistentes e capacidade de alterar a lógica dominante da operação. O próprio comunicado fala em “ampliação de projetos sustentáveis” e em “novas oportunidades de geração de receita associadas à economia circular”. Pois bem: é exatamente aí que o discurso precisará ser cobrado.

No fim, reconheço sem dificuldade que a Comlurb exerce diariamente uma função ambiental essencial. Isso é verdadeiro e merece ser dito. Mas uma coisa é proteger o meio ambiente por força do serviço básico de limpeza urbana; outra, bem diferente, é afirmar que a sustentabilidade já se tornou um vetor transformador da Companhia. Enquanto a coleta seletiva seguir protocolar e as demais iniciativas permanecerem sem escala suficiente para modificar o modelo, continuarei achando que a sustentabilidade existe mais para ser mencionada do que para reorganizar a realidade. E quando o discurso cresce mais rápido do que a mudança, o nome disso costuma ser outro.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Estações de recebimento na Toscana: o resíduo como parte do desenho urbano




As imagens da Toscana mostram um tipo de solução que sempre me chama atenção: a estação de recebimento de resíduos pensada não apenas como equipamento funcional, mas como parte do espaço urbano. Não se vê ali um amontoado casual de recipientes. Vê-se um conjunto padronizado, compacto, claramente identificado por frações — vidro, papel e papelão, multimaterial, orgânico e rejeito — que organiza o descarte e, ao mesmo tempo, procura reduzir o impacto visual na rua. É uma lição simples: o acondicionamento também é urbanismo.

Na área da Toscana Sul, esse tipo de coleta é operado pela Sei Toscana, gestora do ciclo integrado de resíduos urbanos em 104 municípios. A própria empresa explica que, em muitos municípios, a coleta diferenciada convive com sistemas de recebimento em via pública, enquanto em outros há coleta porta a porta. Nos casos de estações como as das fotos, a lógica é a da proximidade: o cidadão encontra, num mesmo ponto, as várias possibilidades de separação, com comunicação visual direta e cores que ajudam a reduzir erro de descarte.

O aspecto mais interessante talvez esteja na combinação entre padronização e evolução. A reorganização recente dos serviços em municípios da Toscana Sul tem substituído antigos cassonetti por modelos mais modernos, com melhor impacto visual, maior capacidade e, em vários casos, sistemas informatizados preparados para uso com cartão de acesso. Em algumas localidades, uma mudança importante foi separar o vidro do multimaterial, reforçando a qualidade da coleta diferenciada. Isso aparece nas imagens de forma muito clara: cada fração ganha seu próprio corpo, sua própria boca de recebimento e sua própria mensagem de orientação.

Esse tipo de estação revela uma visão madura sobre limpeza urbana. Em vez de esconder o problema ou tratá-lo apenas como etapa final da coleta, o sistema assume que o ponto de entrega é parte decisiva da cadeia. Se o local de descarte é claro, acessível e bem desenhado, a adesão do usuário tende a melhorar. O recipiente deixa de ser apenas um depósito e passa a ser também um instrumento pedagógico. Há aí uma ideia cara ao Percolado: o equipamento não resolve tudo sozinho, mas pode induzir comportamento quando é bem inserido no contexto urbano.

No fim, essas imagens da Toscana valem menos como exotismo europeu e mais como referência de racionalidade. Não há nelas exuberância tecnológica desnecessária. O que existe é organização, clareza de frações, cuidado visual e tentativa de tornar o descarte compatível com a rua. É uma boa lembrança de que a coleta seletiva não começa no caminhão nem termina na usina. Ela começa muito antes, no modo como a cidade oferece ao cidadão um lugar inteligível para separar e entregar o que descarta.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Coleta seletiva: Rio recicla apenas 0,5% do lixo reciclável que produz

Opinião

O discurso de ampliação da coleta seletiva com recursos públicos apresenta fragilidades significativas quando analisado sob o conceito de logística reversa e a ideia de que a reciclagem deve ser financiada e operada prioritariamente pela iniciativa privada. O modelo atual transfere ao setor público a maior parte dos custos operacionais, enquanto as cooperativas lidam com materiais insuficientes ou de baixa qualidade para gerar renda sustentável, agravando a precariedade do sistema.

A reciclagem não é apenas uma questão de coleta seletiva, mas um mercado de commodities com grande potencial econômico. No entanto, ao negligenciar a participação obrigatória de fabricantes e importadores no financiamento e gestão dos resíduos gerados, o sistema atual falha em criar incentivos para a utilização de materiais reciclados pela indústria e para a sustentabilidade de toda a cadeia de valor. A logística reversa propõe a internalização dos custos ambientais pelas empresas, garantindo que a reciclagem seja financiada por quem coloca os produtos no mercado.

A profissionalização dos catadores é fundamental para transformar o sistema. Eles devem ser vistos como parceiros estratégicos da iniciativa privada, integrados a um modelo de negócios em que participem da coleta e triagem como empreendedores e agentes produtivos. Esse modelo elimina a dependência de subsídios governamentais, promovendo maior autonomia financeira e eficiência operacional. Empresas, por sua vez, poderiam contratar cooperativas para executar atividades dentro da cadeia logística reversa, garantindo remuneração justa e estabilidade.

Portanto, expandir a coleta seletiva sem reavaliar sua estrutura perpetua um sistema caro e ineficiente. É essencial que a iniciativa privada assuma seu papel, financiando a reciclagem, enquanto os catadores evoluem para uma posição de parceiros autossuficientes, possibilitando um sistema sustentável, inovador e alinhado às melhores práticas ambientais.


Segundo Comlurb, a quantidade de recicláveis que chega às cooperativas é muito pequena, são apenas 1.500 toneladas por mês. Apesar dos 21 anos de existência da coleta seletiva de recicláveis no Rio de Janeiro, o serviço ainda é invisível para boa parte da população.

Por Anita Prado, André Trigueiro, RJ2

A cidade do Rio de Janeiro recicla apenas 0,5% de todo o lixo misturado que o município envia por mês para o aterro sanitário de Seropédica, Baixada Fluminense. Segundo Comlurb, a quantidade de recicláveis que chega às cooperativas é muito pequena, são apenas 1.500 toneladas por mês.

Apesar dos 21 anos de existência da coleta seletiva de recicláveis no Rio de Janeiro, o serviço ainda é invisível para boa parte da população. O serviço prestado pela Comlurb é alvo de muita desconfiança.

A frota da coleta seletiva da Companhia Comlurb conta com apenas 16 caminhões para a cidade inteira, que circulam com aproximadamente 30% de espaço ocioso.

Os caminhões azuis que fazem a coleta seletiva podem misturar sem problemas papel, papelão, vidro, plásticos e metais. Misturar o chamado lixo seco não causa nenhum prejuízo à reciclagem. Só não pode misturar os recicláveis com o lixo orgânico, que são os restos de comida.

“Mistura todo o reciclável não é misturar tudo orgânico. Então cuidado, pode parecer que a gente vai lá com o caminhão azul e mistura o orgânico e reciclável, não é”, explica Edison San Romã, coordenador da coleta seletiva da Comlurb.



Entretanto, o RJ2 entrevistou muita gente que não acredita que os caminhões da coleta seletiva levem os recicláveis para o lugar certo.

“Acho que colocam tudo e vai para o aterro sanitário, algo do tipo. Se você não sabe para onde vai, porque você vai fazer na sua casa, se no final não vai ser correspondido teu trabalho em casa”, questiona Thiago Roldão.

“Não sei onde deixam tudo separado porque é lixo, é muito lixo”, diz Anete Braga.

“Você acha que eles separam isso tudo? Claro que não! Claro que não separam. Vai tudo para o lixão comum como sempre vai”, conta Frederico Costa.

“Acho que vai tudo para o mesmo lugar, por mais que a gente separe em casa”, diz Mateus Cabral

Para confirmar o caminho que fazem os materiais recicláveis recolhidos pelo caminhão azul, o RJ2 instalou um rastreador em materiais recicláveis coletados numa Rua do Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, e acompanhou o deslocamento do caminhão azul sem que a Comlurb soubesse.

O veículo seguiu direto até a Rua Matapi, no Jacaré, Zona Norte do Rio, onde fica uma das cooperativas de catadores que participam do projeto.

“Tem a roteirização de todos esses caminhões, então todos os caminhões saem para um roteiro determinado e, no final, a gente também tem determinado qual é a cooperativa que eles vão levar através de um sistema de monitoramento de todos os caminhões via satélite.

 A quantidade do material reciclável que chega às cooperativas mal dá para garantir a renda dos catadores, dizem os coordenadores das cooperativas.

“O material vem, mas meio vazio. A gente precisa mais rotatividade, mais caminhões dentro da população do Rio de Janeiro para fazer essa coleta seletiva e chegar até mesmo às cooperativas. Falta muita campanha mesmo para fazer essa separação e seleção para que chegue material de fato nas cooperativas”, explica Ana Carla Nistaldo, diretora financeira da cooperativa Coopideal.

Um dos diretores da cooperativa Copam, Luiz Carlos Fernandes, diz que a Comlurb precisa aumentar a frota.

“Acho que a Comlurb precisa aumentar a frota de caminhões porque já tivemos número muito maior de pessoas trabalhando e a gente teve que reduzir devido a quantidade de material que chega. O número de resíduos reduziu bastante”.

“A gente tem que dar nosso jeito para correr atras de material. Falta uma conscientização das pessoas sobre a reciclagem. Muitas pessoas não entendem e acabam jogando o material no rejeito. São muitas bandejas de ovo, que é pet, mas não é reciclável, bandeja de uva, esponja, muita embalagem aluminada por dentro. Nada disso é reciclável e gera uma grande quantidade de rejeito na cooperativa. Fica difícil para a gente que depende desse material”, diz Adilson Farias da Silva, representante da triagem da Copam.

“Aqui somos 22 famílias nesse espaço aqui, que depende desse material para viver. A gente depende que esse material seja separado em casa”, disse Luiz Carlos Fernandes.

A diretora da Coopideal fala sobre os catadores.

“São catadores que vieram do antigo lixão de Gramacho, que hoje estão aqui nessa luta pelejando pra que chegue material na cooperativa, pra que eles possam levar seu sustento pra dentro de casa”.

Sem campanhas públicas de estímulo à reciclagem, os interessados em participar da coleta seletiva têm que procurar informações por conta própria no site da Comlurb, onde há um espaço para saber se a rua onde mora está na rota dos 117 bairros cobertos pelo projeto.

Oficialmente, a Prefeitura do Rio estima que a coleta seletiva garanta a separação de pelo menos 10% dos recicláveis. Mas nem o prefeito acredita nesse número. Eduardo Paes falou sobre isso há menos de um mês. Pela quarta vez prefeito da cidade, Paes ainda não encontrou um caminho para popularizar a coleta seletiva.

“A sensação que a gente tem é de muito mais baixo do que isso. Portanto, acho que a gente tem que querer ousar nisso. Avançar, mas não é aquele padrão, não acho que tenha que ser o padrão. Não vamos conseguir trazer o padrão europeu pra cá. Separação em casa, colaboração da população, a gente vai ter que olhar um pouco para nossa realidade e eventualmente a gente pode disparar esse número”, fala o prefeito do Rio.

O diretor da Comlurb (?), Thales Malta, afirma que a solução está na educação de base.

“A gente não vê isso no dia a dia, não vê propaganda, não vê de certa forma de que isso vai funcionar e vai gerar resultado positivo para a sociedade pra no dia a dia. Se a gente tiver na base das crianças uma educação voltada para isso e de alguma forma. Atingir pais e mais velhos em ter consciência de separar resíduo reciclável, isso leva tempo, até haver mudança de cultura. Mas acho que é caminho fundamental. Trabalhei 16 anos da minha vida dentro do lixão e é um sonho que o Rio realmente de fato, com tantas cooperativas que tem município grande, tenha coleta seletiva de verdade. Que tenha caminhões e mais caminhões chegando nas cooperativas, toneladas de materiais recicláveis, dando sustentabilidade a nós catadores”.

A Comlurb disse ao RJ2 que o serviço de coleta seletiva conta com divulgação constante pra população da cidade em feiras livres, praças e pontos de grande movimentação de pessoas, todos os fins de semana. E que além disso, são realizadas campanhas nas redes sociais.


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Comlurb apresenta nova frota de caminhões da coleta seletiva e remoção gratuita


A Comlurb apresentou, na manhã desta sexta-feira (29/09), no Parque do  Flamengo, a nova frota para a coleta seletiva e remoção gratuita, com veículos ainda mais modernos e foco na segurança dos garis. São 39  novos caminhões, incluindo três tipo lava-jato com jateadeira de  pressão para limpeza mais eficaz dos túneis da cidade.

"É um avanço importante. A Comlurb vem desempenhando um belo trabalho  e é uma empresa que orgulha todos os cariocas", afirmou o prefeito Eduardo Paes.
São 16 novos veículos na coleta seletiva e 20 novos caminhões entram na operação da remoção gratuita.

A nova frota para a seletiva duplica a capacidade de recolhimento de recicláveis, de 2 mil toneladas para 4 mil, além do design visual inovador e diversos recursos de segurança, como o lifter, um dispositivo que facilita o basculamento de contêineres plásticos. Já os da remoção gratuita tem a garantia de mais ganhos em produtividade, com aumento diário da capacidade de atendimento das solicitações.

Modernização e dinamismo importantes para o serviço da cidade!




Comentário

Investir na coleta seletiva é um Greenwashing pois não considera o conceito de logística reversa com a fundamental participação da iniciativa privada.

A coleta seletiva é apenas um componente de um sistema que vai da geração do material recicável até sua efetiva reciclagem. 


  • Falar em coleta seletiva sem falar regulamentação da logistica reversa onde os geradores de embalagens deveriam arcar com as despesas de sua reciclagem?
  • Falar em coleta seletiva sem falar em fomento a utilização de recicláveis na industria garantindo mercado para o material que for separado?
  • Falar em coleta seletiva quando existem opções tecnologicas para separação de reciclaveis como por exemplo o centrais mecanizadas de triagem no conceito "one bin for all" (uma lixeira para tudo)?
  • Falar em coleta seletiva sem falar na inclusão dos atuais catadores como agentes produtivos e empreendedores em todo o ciclo de vida do produto reciclável?

A verdade é que a reciclagem é um MERCADO DE COMMODITIES com potencial empreendedores interessados em lucro!

A Comlurb deveria estar focada em regulamentar e fiscalizar o mercado de reciclaveis com máxima inclusão dos atuais catadores como futuros empreendedores. 


Não deveria estar focada em aumentar seu custo operacional, despesa pública, investindo em somente um elo de uma cadeia maior!


terça-feira, 18 de julho de 2023

Considerações sobre a limpeza urbana em Richmond - Reino Unido - II

Em alguns pontos da cidade existem conjuntos de containers para entrega voluntária de material reciclável. Os containers tem acessos diferenciados pelo tipo de material. 

Um dos containers é para entrega de roupas onde são aceitas roupas limpas e secas (incluindo cuecas e pares de sapatos) e acessórios como bolsas e cintos, além de roupas de cama, cortinas e toalhas. Não aceitam carpetes/tapetes ou travesseiros, edredons e ursinhos de pelúcia






Considerações sobre a limpeza urbana em Richmond - Reino Unido - I

 A coleta acontece apenas uma vez por semana! 

O caminhão primeiro passa coletando o material reciclável, latas, vidro, plástico misturado, depois o mesmo caminhão passa coletando papel e papelão, por fim, o mesmo caminhão coleta os orgânicos e material de jardim!

Coloquei um monte de caixas de papelão e não coletaram. Tive que cortá-las para que coubessem nas várias caixas plásticas do prédio sem extravasar a borda. Então, na outra semana, coletaram tudo.

Os garis não jogam material das caixas direto no caminhão. Cada um dos dois garis da guarnição tem um container de 240 litros que é enchido coletando as caixas e depois basculado no caminhão. Vão seguindo assim pela rua.




Recycling Flyer by Gustavo Puppi on Scribd

domingo, 16 de maio de 2021

Qual o motivo de insistir em um modelo ineficiente?


Na mesma imagem o Caminhão Compactador da coleta seletiva da Comlurb vazio e caminhão de cooperativa cheio...

Por isso que não vale a pena investir na coleta seletiva no modelo atual



quarta-feira, 2 de setembro de 2020

SÉRIE STAR TREK DE PROPOSTAS PARA A LIMPEZA URBANA - Episódio 3

CONCESSÃO DO SISTEMA DE COLETA SELETIVA E RECICLAGEM.

Iniciar Procedimento de Manifestação de interesse PMI, visando a elaboração de edital de concessão transferindo para a iniciativa privada a operação do Sistema de Coleta Seletiva e Reciclagem.


FUNDAMENTO

A coleta seletiva e reciclagem é subsidiada pela prefeitura no atual modelo de frota locada e guarnição própria transportando o material para cooperativas que comercializam o reciclável.

OPORTUNIDADE

Orçamento anual na ordem de R$ 6 milhões sem considerar mão de obra.

Desonerar e melhorar o aproveitamento de recicláveis modelando uma operação mais eficaz com planos de rotinas de trabalho, descrição e utilização de equipamentos; implantação e operação de centrais de triagem; contratação de catadores cooperativados como empregados privados. 

Com compensação para prefeitura, possibilidade de investimento privado na comercialização e beneficiamento de material reciclável como receita acessória da concessão.

RISCOS

É necessário que a modelagem inclua soluções jurídicas institucionais para equacionamento da situação trabalhista da atual mão de obra da Comlurb e transferência dos atuais prestadores de serviço contratos.

Necessária articulação com a categoria de catadores de materiais reciclados cooperativados oficiais e interação com cooperativas informais de reciclagem.

PARTES INTERESSADAS

Empresas interessadas nas oportunidades de receita acessórias vinculadas ao serviço.

Comlurb como atual operadora do sistema

Cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

Comunidade acadêmica e profissional ligada à gestão ambiental



 


segunda-feira, 13 de julho de 2020

Reciclagem subsidiada

Investir na coleta seletiva que abastecem cooperativas de separação de recicláveis é uma daquelas máximas do politicamente correto que pessoas bem intencionadas repetem constantemente sem parar em algum breve momento para discutir a questão de forma mais abrangente.

A verdade é que a reciclagem é um MERCADO DE COMMODITIES com potencial empreendedores interessados em lucro! 

A Comlurb deveria estar focada em regulamentar e fiscalizar o mercado de recicláveis com máxima inclusão dos atuais catadores como futuros empreendedores.

No limite, a execução da coleta seletiva com recursos públicos, na verdade um subsídio oferecido ao mercado de recicláveis dominado pelas cooperativas, deveria ser transferida para  a iniciativa privada através de uma concessão resultado de um Procedimento de Manifestação de Interesse. 



terça-feira, 26 de maio de 2020

Analisando os números...

Certamente houve alguma mudança nos resultados de coleta de resíduos devido ao isolamento social na cidade do Rio de Janeiro, no entanto, algumas considerações são necessárias. 

Se a taxa de isolamento social no Rio de Janeiro chegou a casa de 80%, então a expectativa seria de que o lixo público, aquele que é diretamente relacionado com o uso do espaço público, diminuísse além dos meros 10% informados na reportagem. O mesmo raciocínio para a queda de somente 25% dos resíduos de domingo. 

A queda no resultado de lixo público, considerando a menor utilização do espaço público deveria seguir o resultado que foi apresentado para as praias, com queda de 91% durante a semana e 95% nos fins de semana.

A redução de 11% na coleta domiciliar não parece ser unicamente devido ao isolamento social, mas, também a uma normal redução sazonal terminado o verão. Já o aumento de coleta de material reciclável em 21,5% é pertinente, não somente pelas razões apontadas, mas também pela maior geração de recicláveis oriundos da atividade de Delivery.


Faltou na reportagem como está o resultado da coleta de estabelecimentos comerciais grandes geradores que tem contrato com empresas particulares de coleta, e também, as transportadoras de entulho em caçambas. Estas informações poderiam sugerir o quanto a atividade econômica, principalmente os restaurantes e lojas de material de construção, foram afetadas com o isolamento social.



Recolhimento de recicláveis dá um salto durante isolamento social no Rio, mas coleta de lixo registra queda

A cidade registrou aumento de 21,5% na coleta de recicláveis e queda de 10% no recolhimento de lixo público, que é o retirado das ruas, segundo a Comlurb.





A cidade do Rio de Janeiro registrou aumento de 21,5%, em média no recolhimento de material reciclável durante a pandemia, segundo dados da Companhia de Limpeza Urbana da cidade, a Comlurb.

A empresa registrou redução de 10% no lixo público, o que é recolhido das ruas nos dias de semana. No lixo doméstico, a queda foi de 11%.

Nas praias, a redução foi de 120 tonelada para 10 toneladas durante a semana e de mais de 340 toneladas durante o fim de semana para 15 toneladas apenas.

No caso do lixo público, os dados abrangem o período entre 3 e 9 de maio, em relação a média das duas semanas anteriores.

No domingo, dia 3 de maio, a redução foi de 25% em comparação ao domingo, 8 da março, antes das medidas de isolamento social decretadas pela administração municipal.

Home office, mais reciclagem

O recolhimento de produtos recicláveis aumentou em março e abril deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado.

Um dos motivos pode ser a entrada de vários trabalhadores em regime de home office, que precisaram comprar equipamentos para a adaptação.

De 50 toneladas diárias, em média, a coleta seletiva passou para 61 toneladas.

Outra explicação dada pela Comlurb é a opção de muitas famílias em comprar alimentos semiprontos ou prontos, para reduzir o trabalho doméstico.

Segundo a empresa, a população está mais consciente sobre a separação do lixo que pode ser reciclado.

Lixo em casa

A coleta de lixo das casas e apartamentos, que chegava a 6 mil toneladas diárias, caiu 11% entre 3 e 9 de maio, em comparação à média de março.

A redução se deve a um consumo mais econômico, com o reaproveitamento de alimentos para reduzir as idas ao supermercado durante a pandemia.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Avanços na coleta seletiva e triagem de resíduos no DF


22/10/2019

 


O Distrito Federal vai ganhar um dos mais modernos e estruturados complexos de reciclagem do país. Com previsão de entrega para abril de 2020, o espaço – situado próximo à Cidade do Automóvel – conta com investimentos na ordem de R$ 53 milhões e deve gerar 750 postos de trabalho para os catadores de materiais recicláveis.

A área de 80 mil m² vai abrigar dois centros de triagem e reciclagem (CTR) e uma central de comercialização (CC) de materiais recicláveis. O Centro de Comercialização está 98% concluído, enquanto um centro de triagem está 70% pronto e o outro 50%.

Central de triagem é o local que recebe inicialmente os resíduos que vêm da coleta seletiva. Esse material é separado, classificado, pesado, prensado e então transportado para a central de comercialização, que, por sua vez, é onde ocorre o processo de beneficiamento, estocagem e comercialização. Todo esse trabalho será feito com aparelhos de última geração e instalações com acessibilidade.

Complexo de reciclagem

A construção do complexo de reciclagem trabalha quatro vertentes fundamentais para o melhor uso dos resíduos e coleta seletiva no Distrito Federal: técnica, econômica, social e ambiental. O caráter técnico visa a recuperação desses rejeitos, de materiais que iriam para o aterro e, com a nova estrutura, voltam para a cadeia produtiva de reciclagem.

A questão econômica e social diz respeito à contratação de catadores, a geração de renda e a rentabilidade no mercado de reciclagem. Não menos importante, a causa ambiental agradece. Afinal, os resíduos deixam de ser enterrados.

O DF possui hoje duas centrais de triagem em funcionamento, uma no Setor P Sul, em Ceilândia, e a outra no Scia. A previsão é que para 2020 mais três sejam entregues: em Brazlândia, Sobradinho e São Sebastião. A viabilização dessas unidades faz com que o trabalho com resíduos ocorra em estruturas adequadas e acaba com o custo de aluguel de galpões improvisados.

“O DF hoje coleta aproximadamente três mil toneladas de resíduos urbanos. Uma parcela desses resíduos vai para o aterro sanitário. A expectativa é com a ampliação da coleta seletiva esse número passe a cinco mil toneladas por mês de resíduos recicláveis as centrais de triagem e reciclagem.”, explica Glauco Amorim da Cruz, coordenador de implementação da política de resíduos sólidos da Secretaria de Meio Ambiente (Sema).

O contrato

O complexo de reciclagem é fruto de um contrato de colaboração firmado entre o GDF e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A Companhia Urbanizadora de Brasília (Novacap) viabilizou a obra e a Secretaria do Meio Ambiente atuou como executora do contrato. O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) vai gerir e operar o espaço junto a cooperativas e associações de catadores.

Por meio do SLU, o GDF mantém 29 contratos com cooperativas e associações, envolvendo 1.213 catadores de recicláveis que atuam na prestação de serviços de coleta seletiva e triagem. Ofertar um espaço com estrutura e maquinário adequados ajuda o serviço de coleta e reciclagem no DF crescer.

“A nossa intenção é que ele seja um grande centro de integração entre as centrais de cooperativas do DF. Vamos ter otimização, eficiência e eficácia no processamento de resíduos recicláveis na capital”, aponta Francisco Mendes, assessor especial da diretoria técnica do SLU.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Como a iniciativa privada pode trazer luz a diferentes possibilidades de soluções inovadoras na empresa pública


O Procedimento de Manifestação de Interesse - PMI é um procedimento administrativo consultivo por meio do qual a Administração Pública concede a oportunidade para que pessoa física ou jurídica de direito privado elaborem modelagens, estudos e projetos específicos, conforme diretrizes predefinidas, que sejam úteis na elaboração de editais para licitação pública.

O uso de PMI por empresa pública tem fundamento no Art 31 § 4º da Lei 13.303/16, com dispositivo semelhante no Art 42 § 3º do Decreto rio nº 44698/18 que diz: 
“A empresa pública e a sociedade de economia mista poderão adotar procedimento de manifestação de interesse privado para o recebimento de propostas e projetos de empreendimentos com vistas a atender necessidades previamente identificadas”

NA COMLURB

A regulamentação do PMI no âmbito da Comlurb consta no texto da minuta do Regulamento Interno de Licitações e Contratos - RILC. A redação do Procedimento de Manifestação de Interesse – PMI no referido regulamento utilizou como base o Decreto Federal Nº 8.428, de 2 de abril de 2015.

RILC Art. 115. “O PMI possui por objetivo, por meio da obtenção de informações junto a pessoa física ou jurídica de direito público ou privado, permitir aos administradores da COMLURB a tomada de decisões em condições mais eficientes e mais adequadas à consecução do interesse público, tomando ciência de diferentes possibilidades de solução para as necessidades técnicas que houver identificado e, com base nesses dados, abrir licitações e modelar contratos que sejam mais eficientes e mais econômicos”.
RILC Art.116. O PMI será instaurado mediante chamamento público a ser promovido pela Diretoria Executiva, de ofício, com base em necessidades que ela houver previamente identificado ou mediante provocação de pessoa física ou jurídica interessada.

Por mais que nossos técnicos sejam capacitados, soluções endógenas para o cenário totalmente diverso de outras épocas tendem a repetir mais do mesmo. A interação com agentes externos, notadamente de potenciais parceiros privados, pode trazer luz a diferentes possibilidades de soluções inovadoras.

Isto posto, o Procedimento de Manifestação de Interesse PMI é um modelo de busca de soluções junto à iniciativa privada que nunca foi utilizado pela Comlurb. Iniciar sua utilização, por si só, já é uma inovação que pode estimular também os nossos técnicos a singrar águas nunca dantes navegadas.

Por exemplo:

PMI DE COLETA E REMOÇÃO.

Em parceria com a iniciativa privada, o PMI de Coleta Domiciliar e Remoção de Volumosos visa modelar um novo sistema que possa melhorar a utilização de veículos de transporte de resíduos sólidos urbanos considerando: 

  • Redimensionamento de roteiros; 
  • Novos pontos de saída de veículos; 
  • Utilização de guarnição da própria contratada, 
  • Extinção de vazamentos irregulares e
  • Integração com o sistema de transbordo e destino final.

Resultado de imagem para coleta domiciliar comlurbÉ necessário que a modelagem inclua soluções jurídicas institucionais para equacionamento da situação trabalhista da atual mão de obra da Comlurb e transferência dos atuais contratos.

O resultado da PMI oferece condições para elaboração de edital de concessão na prestação de Serviços de Coleta Domiciliar e Remoção de Volumosos, garantindo a Comlurb sua função reguladora e fiscalizadora da operação.



PMI DE LIMPEZA URBANA EM ASSENTAMENTOS PRECÁRIOS

Em parceria com a iniciativa privada, em oposição ao atual modelo de “trabalhador comunitário”, o PMI de Serviço de Limpeza Urbana em Assentamentos Precários Urbanos visa modelar um novo sistema que possa melhorar o atual serviço em Regiões Administrativas de Comunidades (Rocinha, Alemão, Jacarezinho, Maré e Cidade de Deus) considerando:

  • Uma operação eficaz com planos de rotinas de trabalho, descrição e utilização de equipamentos;
  • Previsão para a contratação de pessoal local para execução dos serviços;
  • Promoção de ações de educação ambiental e interação com moradores;
  • Opções de tratamento do resíduo na própria região; e
  • Integração com o sistema de transbordo e destino final; 
  • Condições de expansão para novas Regiões Administrativas semelhantes. 



O resultado da PMI oferece condições para elaboração de edital de concessão na prestação de Serviço de Limpeza Urbana em Assentamentos Precários Urbanos, garantindo a Comlurb sua função reguladora e fiscalizadora da operação.

PMI PARA O SISTEMA DE COLETA SELETIVA E RECICLAGEM


Em parceria com a iniciativa privada, o PMI de Sistema de Coleta Seletiva e Reciclagem visa modelar um novo sistema que possa melhorar o modelo de execução com frota locada (com motoristas), guarnição própria e vazamento em cooperativas e centrais de triagem, considerando:









  • Redimensionamento de roteiros; 
  • Implantação e operação de novas centrais de triagem; 
  • Modernização das centrais de triagem atuais;
  • Contratação de catadores cooperativados como empregados. 
  • Previsão para a implantação de plantas de tratamento mecanizado e Waste to Energy WTE, 
  • Coleta Seletiva de Grandes Geradores de material reciclável.
  • Atendimento da Lei Complementar nº  204, de 18 de junho de 2019.
  • Promoção de campanhas de adesão ao sistema. 
  • Integração com o sistema de transbordo e destino final; 
  • Condições para a expansão do Sistema

É necessário que a modelagem inclua soluções jurídicas institucionais para equacionamento da situação trabalhista da atual mão de obra da Comlurb e transferência dos atuais contratos.

Necessário também abordar questões de beneficiamento e comercialização de material reciclável que poderão ser revertidos em receita acessória reduzindo o custo da concessão.

O resultado da PMI oferece condições para elaboração de edital de concessão para o Sistema de Coleta Seletiva e Reciclagem, garantindo a Comlurb sua função reguladora e fiscalizadora da operação.

PMI DE MANEJO ARBÓREO


Decreto nº 28981 de 31 de janeiro de 2008  que trouxe o manejo arbóreo para a Comlurb determina em seu Art. 1º a constituição “Diretoria de Conservação de canteiros, praças, parques, podas e rios que fica responsável, pela conservação, manutenção e reformas de todos os canteiros, praças e parques da Prefeitura assim como o programa "guardiões dos rios" e as podas de árvores”.

Resultado de imagem para manejo arbóreo comlurbSer responsável por algum serviço público não obriga que o órgão seja o executante do serviço podendo delegar a execução para parceiro privado através de contrato de terceirização ou concessão mantendo para si a regulamentação e fiscalização do serviço.

Em parceria com a iniciativa privada, o PMI de Manejo Arbóreo visa modelar um novo sistema que possa melhorar o modelo atual considerando:


  • Uma operação eficaz com planos de rotinas de trabalho, descrição e utilização de equipamentos;
  • Prestação de serviços a parceiros públicos e privados como receita acessória.
  • Beneficiamento e comercialização do material produzido no manejo arbóreo
  • Integração com o sistema de transbordo e destino final; 
  • Condições para a expansão do Sistema

É necessário que a modelagem inclua soluções jurídicas institucionais para equacionamento da situação trabalhista da atual mão de obra da Comlurb e transferência dos atuais contratos.

Necessário também abordar questões de beneficiamento e comercialização de material disponível com o corte de vegetais que poderão ser revertidos em receita acessória reduzindo o custo da concessão.

O resultado da PMI oferece condições para elaboração de edital de concessão do Manejo Arbóreo, garantindo a Comlurb sua função reguladora e fiscalizadora da operação.