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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Simples e eficaz

Em eventos, os recipientes para descarte de lixo devem ser simples e eficazes, sem necessidade de design elaborado ou refinado. O foco principal é garantir que os participantes tenham acesso fácil para descartar seus resíduos de forma adequada, promovendo a limpeza do ambiente. Além disso, é essencial que esses recipientes facilitem o trabalho de quem faz a gestão dos resíduos, permitindo um manejo rápido e prático, reduzindo esforços desnecessários e otimizando o processo de coleta e descarte final.

Papeleira em feira de Natal em Brno, República Tcheca

 

segunda-feira, 26 de junho de 2023

Vários serviços no mesmo dia: ruas da Grande Tijuca são revitalizadas

Poda de árvores e pintura de postes estão entre as ações feitas simultaneamente por diferentes órgãos municipais

Por Regiane Jesus — Rio de Janeiro


A Rioluz é parceira do projeto de revitalização da Grande TijucaA Rioluz é parceira do projeto de revitalização da Grande Tijuca Divulgação/Subprefeitura da Grande Tijuca

Uma união de forças para revitalizar ruas da Grande Tijuca. Assim pode ser definido o projeto Sub na Sua Porta, que tem como objetivo realizar em um único dia diversos serviços como poda nas árvores, pinturas de postes, limpeza de ralos e bueiros, tapa-buraco, instalação de papeleiras, manutenção de placas de sinalização e lavagem de via pública.

A iniciativa conta com a participação de Secretaria municipal de Conservação, Comlurb, Rioluz e CET-Rio. A primeira rua contemplada foi a Adalberto Aranha, em Vila isabel, que recebeu os serviços no último dia 16. Ontem, o segundo logradouro revitalizado foi a Rua Visconde de Cairu, no Maracanã.

Subprefeito da Grande Tijuca, Felipe Quintans explica qual o critério para selecionar as ruas que serão beneficiadas com a iniciativa.

— Nós escolhemos as ruas com mais reclamações, mais demandas, através dos registros realizados pelo canal 1746 da prefeitura, e vamos para o local dar uma organizada. Outras ruas já estão programadas. O projeto Sub na Sua Porta vai acontecer toda semana — diz.

Após as caminhadas feitas pela região para conversar com moradores e a análise dos problemas relatados através do 1746, o projeto avança com o planejamento junto aos órgãos parceiros, para alinhar o que será feito. Por fim, a ação efetiva vai para as ruas.

A Rua Barão de Ubá, na Praça da Bandeira, é o próximo logradouro a ser contemplado com esta espécie de faxina geral.



terça-feira, 20 de junho de 2023

Túnel Rebouças recebe mega operação de lavagem



A Comlurb promoveu, na madrugada desta terça-feira (20/6), uma megaoperação de limpeza hidráulica do Rebouças. A Companhia realiza rotineiramente a limpeza de alguns túneis da cidade, mas não no Rebouças, onde o serviço é de responsabilidade de uma empresa privada, que não inclui a lavagem. Mas as obras estruturais e de revitalização do túnel, iniciadas no começo deste mês, modificaram o material das laterais possibilitando o serviço de limpeza hidráulica. O trabalho da Comlurb em túneis consiste na limpeza das sarjetas, caixas de ralos e a limpeza hidráulica de paredes.

– A lavagem do Rebouças foi uma determinação da Prefeitura com o objetivo de deixá-lo mais claro, seguro e com mais visibilidade. A Prefeitura aproveitou o grande expertise da Comlurb na limpeza de túneis para fazer o serviço – disse o diretor de Limpeza Urbana da Comlurb, Guilherme Gomes.

A Companhia atuou numa extensão de 2.042 m do Túnel Rebouças, sentido Cosme Velho x Lagoa, entre às 22h de terça-feira (19/6) e 5h desta terça-feira. A equipe, formada por 36 garis, trabalhou com o apoio de cinco carros-pipas, um caminhão com implemento de jateamento de alta pressão, cinco vans motobombas, além de duas varredeiras. A limpeza hidráulica foi feita com água de reuso e detergente líquido.

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Túnel Zuzu Angel passa por uma megaoperação de limpeza

Prefeitura - Rio 

Foram feitas a varrição, lavagem e retirada de pichações do túnel - Prefeitura do Rio

A pista sentido São Conrado-Gávea do Túnel Zuzu Angel passou por uma megaoperação de limpeza, na madrugada desta quarta-feira (7/6), promovida pela Comlurb. O serviço começou pouco depois de meia-noite e se estendeu até próximo de 5h. A companhia atuou com um efetivo de 50 garis, que fizeram a varrição da pista e das sarjetas, com duas varredeiras de grande porte, além da retirada de pichações e da lavagem hidráulica com 35 mil litros de água de reuso e 500 litros de detergente líquido.

Foram utilizados 20 veículos e equipamentos, entre os quais um caminhão com implemento de jateamento de alta pressão, uma pá carregadeira, quatro pipas d’água, duas vans motobomba e dois caminhões basculantes usados para a remoção dos resíduos.

– A Comlurb mantém rotinas efetivas de limpeza em toda a cidade. Programamos essa operação de grande porte para garantir que o local mantenha seu padrão de limpeza de excelência – afirmou o presidente da Comlurb, Flávio Lopes.

domingo, 22 de novembro de 2020

A manutenção integrada do sistema de drenagem

A limpeza das caixas de ralo faz parte de um conjunto de ações preventivas a alagamentos e deve ser realizada rotineiramente e de forma mais intensa antes e após períodos históricos de grande precipitação.

A limpeza de caixas de ralo deve ser integrada com a limpeza de galerias. Uma atividade sem a outra é certeza de redução da eficácia da prevenção.

A Comlurb é responsável pela limpeza das caixas de ralo e a limpeza de galerias é responsabilidade de alguma secretaria (sem nome pois atualmente muda toda hora).

A integração é tão importante que não é devaneio imaginar que todo o processo deveria estar subordinado a uma única instituição, lá ou cá.





 

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Porque será que as operações de rotina agora são destaque?

A operação deve acontecer com uma programação rotineira e destacar midiaticamente uma limpeza ordinária é reflexo da falta de capacidade de realização da rotina, seja por não haver programação ou recursos bem alocados, ou uma busca exacerbada de propaganda positiva.


 

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Porque será que as operações de rotina agora são chamadas de "especiais"?

Paulo Carvalho liderou a Comlurb por 16 anos. Foi responsável pela pela excelente imagem que a  Companhia invoca ainda hoje apesar da conjuntura atual. 

Uma premissa de gestão operacional que sempre trazia a tona é que o "Mutirão" é uma evidência de má gestão.  Dizia que a operação deve acontecer com uma programação rotineira e que "Mutirões" encobrem a falta de capacidade de realização da rotina, seja por não haver programação ou recursos bem alocados.



segunda-feira, 29 de junho de 2020

A previsibilidade do "lixo de maré"

Considerar a chegada de resíduos nas praias devido a maré, o "lixo de maré", como um evento aleatório não previsível é desconhecer a dinâmica das marés e sua total previsibilidade.

As marés são regidas pela Lua sendo possível calcular com bastante precisão sua amplitude. Entre a maré alta e a maré baixa é que pode ocorrer algum lixo de maré (não confundir com o lixo deixado pelos banhistas) sendo que nas luas cheia e nova é quando ocorrem as maiores amplitudes, ou seja, o maior risco de ocorrência de lixo de maré.

As tábuas de maré calculadas pela Marinha do Brasil apresentam com bastante antecedência as amplitudes de maré. Conforme já abordado em postagem de 26 de abril de 2016, é possível elaborar uma tábua de risco de lixo de maré com as informações de quando haverá risco de lixo deixado na praia pela maré vazante, principalmente nas de maior amplitude  




Como seria uma tábua de risco de lixo de maré?



quinta-feira, 14 de maio de 2020

Quanto mais espuma...

A higienização de uma comunidade sendo eventual e não rotineira, é como pensar que para a prevenção contra a infecção por qualquer vírus, basta lavar muito bem as mãos somente uma vez por mês.  

Em termos de eficácia na limpeza e desinfecção, a operação não passa de um placebo sanitário. No entanto, é uma operação de forte apelo, pois, em um ano eleitoral conturbado por uma pandemia, vale muito a pena fazer muita espuma!


Publicado emPrefeitura higieniza mais 37 comunidades do Rio em ações contra o coronavírus

RIO - A prefeitura do Rio higienizou mais 37 comunidades nesta quinta-feira, dia 14, nas Zonas Norte, Sul, Oeste e Central da cidade em operações contra a pandemia do coronavírus. Uma das áreas que recebeu uma ação especial foi a Gardênia Azul, em Jacarepaguá. Ao todo, 94 funcionários da Comlurb trabalharam na lavagem geral com água de reuso e detergente neutro, com o objetivo de reduzir riscos de contaminação. Foram utilizados 12 carros pipas d'água e 48 pulverizadores em toda a operação.

Até o momento, 458 comunidades receberam a higienização, que começou no dia 9 de maio na Rocinha, na Zona Sul, que tem o maior índice de infectados e mortos por Covid-19 em favelas da capital.

Segundo a prefeitura, o processo agora conta com o hipoclorito de sódio, que passou a ser utilizado nos pulverizadores durante as operações. Ele será diluído em água, na proporção 1x1, ou seja um litro de hipoclorito para um litro de água, o produto não faz espuma e é bastante eficiente na desinfecção.

Operação especial?

A manutenção da limpeza e roçada de vegetação na Linha Vermelha por muito tempo foi considerada uma rotina operacional.

A tentativa de reconhecer uma operação de rotina como sendo uma "operação especial" pode-se interpretar de duas formas:  1) Um desejo de construir pautas positivas para potencializar a imagem de prontidão operacional, ou, 2) um serviço por atacado como solução emergencial de alguma lacuna causada por falta de ação rotineira.




terça-feira, 12 de maio de 2020

Limpeza de caixas de ralo não é suficiente.

A limpeza das caixas de ralo faz parte de um conjunto de ações preventivas a alagamentos e deve ser realizada rotineiramente e de forma mais intensa antes e após períodos históricos de grande precipitação.

A limpeza de caixas de ralo deve ser integrada com a limpeza de galerias. Uma atividade sem a outra é certeza de redução da eficácia da prevenção.

A Comlurb é responsável pela limpeza das caixas de ralo e a limpeza de galerias é responsabilidade de alguma secretaria (sem nome pois atualmente muda toda hora). A integração é tão importante que não é devaneio imaginar que todo o processo deveria estar subordinado a uma única instituição, lá ou cá.





quinta-feira, 23 de abril de 2020

Placebo Sanitário

A companhia municipal, Comlurb, está fazendo a chamada higienização de comunidades usando detergente neutro lavando o chão com caminhões pipas e hipoclorito de sódio nas superficies com Borrifadores.

A companhia estadual, CEDAE, está fazendo o que ela chama de sanitização de comunidades usando “quaternário de amônia de quinta geração e biguanida polimérica – phmb” borrifado com nebulizador a frio.

Quaternário de amônia com biguanida é um excelente desinfetante de artigos mobiliários e estrutura predial devido a sua baixa toxidade e e por ser capaz de destruir bactérias, proteínas e vírus.  

Em superfícies não se usa a expressão sanitização nem higienização e sim limpeza e desinfecção. Para a desinfecção de alguma superfície é importante primeiro limpar com água e detergente ou sabão e depois aplicar o produto desinfetante.

Independente do nome das técnicas a serem utilizadas, da escolha dos produtos e a forma com que se executam as atividades, é importante verificar a frequência e como está sendo feito, pois dependendo do ambiente a programação poderá exigir uma frequência maior.

Os dois procedimentos, o de higienização (limpeza e desinfecção) de comunidades e a sanitização (limpeza e desinfecção) de comunidades, sendo eventuais e não rotineiros, são como pensar que para a prevenção contra a infecção por qualquer vírus, basta lavar muito bem as mãos somente uma vez por mês. 


Em termos de eficácia na limpeza e desinfecção, ambos são placebos sanitários.

Embora o procedimento da CEDAE pareça ser mais eficiente operacionalmente, o que tem melhor apelo é o procedimento da Comlurb, pois, em um ano eleitoral conturbado por uma pandemia, vale muito a pena fazer muita espuma!

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Equipe da CEDAE se preparando para sanitização do Vidigal






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Cedae realiza sanitização de comunidades na cidade do Rio

Em ação complementar ao saneamento nas comunidades do Rio de Janeiro, a Cedae contratou empresa especializada para realizar serviço de sanitização, reforçando o combate à Covid-19. A operação começará nesta sexta-feira (24/04), na comunidade do Vidigal, com a desinfecção de vias e espaços públicos, becos, vielas e escadarias. O serviço será realizado semanalmente, de segunda-feira a sábado (abaixo a programação até o fim desse mês).


A desinfecção será conduzida por agentes especializados da empresa contratada que estarão com equipamentos de proteção individual (EPIs) e utilizarão nebulizador a frio para borrifar produto com efeito desinfetante (quaternário de amônia de quinta geração e biguanida polimérica - phmb) nas vias e equipamentos públicos destas localidades.





Cedae realiza sanitização de comunidades na cidade do Rio

Em ação complementar ao saneamento nas comunidades do Rio de Janeiro, a Cedae contratou empresa especializada para realizar serviço de sanitização, reforçando o combate à Covid-19. A operação começará nesta sexta-feira (24/04), na comunidade do Vidigal, com a desinfecção de vias e espaços públicos, becos, vielas e escadarias. O serviço será realizado semanalmente, de segunda-feira a sábado (abaixo a programação até o fim desse mês).


A desinfecção será conduzida por agentes especializados da empresa contratada que estarão com equipamentos de proteção individual (EPIs) e utilizarão nebulizador a frio para borrifar produto com efeito desinfetante (quaternário de amônia de quinta geração e biguanida polimérica - phmb) nas vias e equipamentos públicos destas localidades.

Esta técnica e princípio ativo do produto utilizados pela prestadora do serviço são os mesmos utilizados pelo governo chinês em ruas daquele país como forma de combate ao novo coronavírus. O produto age como uma película que mata os micro-organismos do local (vírus, bactérias, fungos e ácaros) e forma uma camada protetora que mantém a superfície desinfetada por até 30 dias, dependendo da ação externa e circulação de pessoas.


– Esta é uma iniciativa complementar de saneamento que, juntamente com o que já vem sendo realizado pela Companhia, buscam reforçar o combate ao novo coronavírus nas comunidades do Rio – destaca Renato Lima do Espírito Santo, presidente da Cedae.

A Cedae ainda conta com 250 trabalhadores do setor operacional da Companhia que trabalham diariamente somente em comunidades, atendendo demandas dos moradores. Essas equipes realizaram um total de 1670 atendimentos entre os dias 16/03 e 22/04.




domingo, 5 de abril de 2020

Ressaca!



A ressaca voltou a atingir a orla da Zona Sul do Rio na manhã desta sexta-feira (10). O mar agitado, com previsão de ondas de até 3 metros de altura, chegou ao calçadão do Leblon. O mar agitado também chegou perto do calçadão de Ipanema.

Equipes da Comlurb trabalharam para limpar a areia nas pistas da Avenida Delfim Moreira e fazer a liberação para o trânsito.




terça-feira, 3 de março de 2020

Blocos sem autorização começam a ser multados pela Prefeitura do Rio


Realmente é uma boa notícia essa a iniciativa de fiscalizar e responsabilizar a existência de eventos não programados e autorizados. Se os blocos de carnaval autorizados já causam transtornos à rotina operacional da cidade, imagina os blocos piratas!

A coisa estaria completa se também houvesse responsabilização dos blocos autorizados utilizando os dispositivos da Lei Municipal N.º 3273, de 06 de setembro de 2001, que deixa claro em seu Art. 57 que "o manuseio, coleta, transporte, valorização, tratamento e disposição final do lixo de eventos é da exclusiva responsabilidade dos seus geradores". 

Adicionalmente, a real aplicação da Lei complementar 204 de 18 de julho de 2019, que "dispõe sobre a coleta de resíduos recicláveis durante e após a realização de grandes produções de eventos festivos e esportivos públicos ou privados realizados em áreas públicas na Cidade do Rio de Janeiro".




Blocos sem autorização começam a ser multados pela Prefeitura do Rio

liga critica autuações

Valor inicial será de R$ 1,3 mil. Punição pode aumentar dependendo da quantidade de lixo coletada. Secretário de eventos aponta um valor médio 'entre R$ 5 e R$ 10 mil'.



O bloco Planta na Mente, que se apresentou na Lapa no dia 25 foi notificado pela prefeitura — Foto: Divulgação / Alorra Fotos

O bloco Planta na Mente, que se apresentou na Lapa no dia 25 foi notificado pela prefeitura — Foto: Divulgação / Alorra Fotos
A Prefeitura do Rio de Janeiro já começou a multar os blocos de carnaval que desfilam sem a autorização durante os dias de folia na cidade. Segundo a administração municipal, as multas têm valores a partir de R$ 1,3 mil, dependendo da quantidade de lixo que a Comlurb recolher depois da passagem do bloco. As multas tem gerado críticas até de membros de ligas autorizadas.

A fiscalização será feita por agentes da Secretaria Municipal de Eventos, responsável pela Operação Carnaval. Segundo o secretario Felipe Michel, a média da cobrança ficará entre R$ 5 e R$ 10 mil por bloco.
"Queremos um carnaval com organização e com ordem. Quando tem um bloco irregular quebra todo esse planejamento, leva desordem e lixo. Já detectamos cinco blocos irregulares, foram dois na semana passada e três neste final de semana", explicou Felipe Michel.
Segundo o órgão municipal, as cobranças vão ser aplicadas no CPF dos organizadores dos blocos sem autorização. Os dados serão levantados pela Secretaria de Eventos e repassados à Comlurb, responsável pela aplicação da multa.
"Que a população possa colaborar também, sem participar de bloco irregular. Isso é contrário a todo o princípio que a gente está montando", disse o secretário.
Para Felipe Michel, o planejamento da cidade não pode ser surpreendido por blocos de carnaval que podem "levar insegurança para quem está participando e para quem mora na região".

Segundo a Riotur, dois blocos que desfilaram sem autorização no final de semana dos dias 25 e 26 de janeiro foram notificados: o Planta na Mente, na Lapa, e o Nada Demais, na Glória, na Zona Sul. Já no último final de semana, segundo a Secretaria de Eventos, mais três blocos desfilaram sem autorização. São eles: Põe na quentinha, em Copacabana, Chepa, em Santa Teresa, e outro ainda não identificado, na região do Porto do Rio.

"Quem não é regularizado tem que se responsabilizar, não só pelos danos, o lixo e a desordem, mas também como algo que possa acontecer. Qualquer fatalidade, qualquer outro problema, ou questão de ambulância e centro médico. Isso é complicado", acrescentou Michel.

O secretario ainda lembrou que a Comlurb precisou recolher 30 sacos de lixo, de 150 litros cada, depois do desfile do bloco Nada Demais, no último dia 25, na Glória.

Céu na Terra é um dos blocos autorizados pela Prefeitura — Foto: Fernando Maia/Riotur
Céu na Terra é um dos blocos autorizados pela Prefeitura — Foto: Fernando Maia/Riotur
Liga critica multas

Entre aqueles que não concordam com a nova decisão da prefeitura estão alguns dos organizadores de blocos tradicionais do carnaval carioca. Mesmo com a autorização da Riotur para seus desfiles, os grupos que integram a Liga Amigos do Zé Pereira, são contra a determinação municipal.

Para o presidente da liga, Rodrigo Rezende, a intenção de multar os blocos surgiu em um ano de transição na organização do carnaval. Isso porque, em 2020, as autoridades aumentaram as exigências com relação a quantidade de ambulâncias e agentes de saúde para acompanhar cada cortejo na cidade.

"Sou a favor de uma organização maior. Mas não podemos esquecer que estas exigências começaram a aparecer em função dos shows de grandes artistas, que pegam carona no público que vem ver os blocos do carioca comum", disse Rodrigo, lembrando dos shows de artistas como Ludmila, Anita e Preta Gil.

Entre os blocos que fazem parte da Liga Amigos do Zé Pereira estão o Céu na Terra; Toca Rauuul!; Último Gole; Orquestra Voadora; Vagalume o Verde; A Rocha da Gávea, entre outros

"A atração do carnaval do Rio não são grandes nomes, e sim o próprio carioca e sua alegria e criatividade. Atitudes que busquem uma relação sem defeitos devem começar vindo do poder público, o que não foi o caso. Se os prazos e exigências começaram a ser praticados em 2020, porque multas logo agora?", questionou Rodrigo.

Descaracterização do carnaval

Na opinião de Rodrigo Rezende, a fiscalização excessiva contra os pequenos blocos pode acabar descaracterizando o carnaval de rua do Rio de Janeiro.
"Neste momento há uma tentativa de descaracterização, infelizmente. Acredito até que não seja algo deliberado e sim uma falta de noção mesmo", ponderou Rodrigo.
Para ele, a prefeitura tem uma visão do carnaval como um evento mais mercadológico do que cultural.
"Os gestores da Riotur são pessoas do mercado, de grandes eventos, de showbusiness e sem experiência com cultura. O que precisa ser preservado é o bloco do carioca comum, exatamente quem tem dificuldade em pagar pelo serviço médico. Grandes artistas têm grandes patrocínios e não passam por isto", disse o presidente da liga.
"Acrescento ainda que, sobre os ensaios de rua, se não perturbarem o ir e vir das pessoas e o acesso a serviços básicos, deveriam ser incentivados e não multados", completou Rodrigo.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Mais de mil garis da Comlurb fazem limpeza da praia de Copacabana após o réveillon

Da noite do dia 31 até o fim da madrugada desta quarta (1°) foram recolhidas 46 toneladas de resíduos. Operação também atua nas praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra e Recreio.

01/01/2020 06h27  Atualizado há 2 dias

Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Garis fazem trabalho de limpeza em Copacabana nesta quarta-feira (1°) — Foto: Júlia Arraes / GloboNews
Mais de 1,2 mil agentes da Comlurb começaram às 6h desta quarta-feira (1°) uma grande operação de limpeza na praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, após a festa da virada.

O objetivo da companhia é que as vias estejam limpas até as 10h, com tudo lavado e desodorizado para a liberação das pistas.

De acordo com a Comlurb, das 20h do dia 31 às 5h do dia 1°, foram recolhidas 46 toneladas de resíduos, sendo cerca de 4 toneladas de materiais potencialmente recicláveis.

Segundo o diretor-presidente da Comlurb, Paulo Mangueira, o grande diferencial da operação de limpeza de Copacabana foi o foco na sustentabilidade. Foram destacados 120 garis para atuarem somente na coleta de materiais recicláveis. Além disso, a companhia disponibilizou quatro tendas para que o público entregasse lixo com potencial de reciclagem.

"Todo esse material recolhido é 100% entregue à associações e cooperativas de catadores, gerando renda para eles", afirmou Mangueira.

O trabalho conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia.

Outros 1,7 mil funcionários também atuam na limpeza das praias do Arpoador, Leblon, São Conrado, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

No Parque Madureira e no Piscinão de Ramos, mais de 100 garis atuam na limpeza das ruas.

Garis fazem trabalho de limpeza na Praia de Copacabana na manhã desta quarta (1°) — Foto: Rogério Coutinho / TV Globo
Trabalho de limpeza em Copacabana conta com o apoio de 73 veículos, entre caminhões compactadores, basculantes e pipas e 18 equipamentos diversos, como pás mecânicas, mini pás e tratores de praia. — Foto: Júlia Arraes / GloboNews




terça-feira, 23 de julho de 2019

Síndrome de Diógenes

Síndrome de Diógenes.


"O comportamento característico, descrito na literatura, inclui ainda sintomas como a negligência de autocuidados – alimentação e saúde. Mas o que mais chama a atenção é a tal mania de coletar coisas – até mesmo comida deteriorada. Independentemente da situação financeira da pessoa, ela tem receio de ficar pobre. O ponto que permeia todos estes sintomas é justamente a falta de autocrítica. Segundo suas próprias avaliações, os pacientes estão totalmente certos. Apesar de não haver estudo comprovado, segundo especialistas, mais de 50% dos casos de Síndrome de Diógenes são conseqüências de outros transtornos, como a demência, a depressão, paranóia, psicoses, esquizofrenias que se agravam com a idade e com o isolamento social e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo." .

Idoso tenta retirar material acumulado em casa pela esposa por 20 anos: 'Não sei o que fazer'

Imóvel tem tanto material acumulado que idoso precisou abrir um buraco no muro para poder entrar e sair de casa no Jardim Três Marias, em Salto (SP).



Parte do material que estava acumulado na casa foi jogada na calçada — Foto: Jussara Lima/Jornal Taperá
Parte do material que estava acumulado na casa foi jogada na calçada — Foto: Jussara Lima/Jornal Taperá
Um idoso de 82 anos decidiu tentar retirar o material acumulado pela esposa em casa durante 20 anos. Ele conta que a mulher, de 77 anos, sofre de transtorno e costuma recolher objetos na rua e levar para a residência, que fica no Jardim Três Marias, em Salto (SP).

Sem saber como pôr fim à situação, Benedito Togni jogou parte do material na Rua Monteiro Lobato, na segunda-feira (22). A maior parte do lixo é formada por caixas de papelão, vidro e móveis antigos.

"Desde que a mãe dela morreu, nos anos 90, ela [esposa] começou a pegar as coisas na rua e trazer para casa. Não sei o que fazer. Para tentar pôr um fim nisso, joguei um pouco na rua. Estou com pontos de uma cirurgia, sou doente, não dá para viver assim", disse ao G1.

A idosa preferiu não dar entrevista e apenas afirmou que "guarda o que precisa".


Buraco para entrar e sair

O casal não tem filhos e os parentes mais próximos, segundo Benedito, são os irmãos que moram na mesma rua e também são idosos.

A situação preocupa quem mora ao lado. A vizinha Neide Miranda de Oliveira tenta ajudá-los com carona ao hospital ou até mesmo comida.

"Vi ele jogando esse lixo na calçada como forma de protesto para chamar atenção de alguma autoridade para que faça algo. É de cortar o coração", diz.

A garagem está lotada de caixas cheias de papéis, revistas e até colchões. O volume de material é tão grande que o portão da garagem foi totalmente bloqueado. Por conta disso, o idoso precisou abrir um buraco no muro para conseguir entrar e sair.

"Minha preocupação é também com dengue e outras doenças. Vai saber o que pode sair disso tudo", comentou.

Uma equipe da Defesa Civil esteve no imóvel e uma pequena limpeza foi realizada na calçada.

Em nota, a prefeitura informou que tem conhecimento do caso e que já realizou visita por meio da Secretaria de Ação Social. O Departamento de Zoonoses também esteve no local para orientar a pessoa sobre o perigo de reunir animais peçonhentos e a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, visitou o local para ressaltar os riscos à saúde.

Além disso, segundo a administração municipal, está programada mais uma visita da Secretaria de Ação Social, juntamente com o coordenador da Saúde Mental. A Secretaria do Meio Ambiente fará a retirada dos entulhos com o consentimento do esposo da idosa.


Transtorno

A acumulação compulsiva é um transtorno psicológico onde a pessoa tem o hábito incontrolável de juntar roupas, objetos, papéis e todo tipo de entulho que, para ela, possui algum valor.

Em 2013, o transtorno foi classificado como doença mental pelo Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais. Estatísticas apontam que o transtorno acomete cerca de 5% da população mundial.

As pessoas que sofrem dessa doença têm um olhar distorcido sobre objetos. Para elas, mesmo a peça que parece mais insignificante tem valor de uso, estético, sentimental ou representa algo que é valorizado pelo indivíduo.

Um dos casos mais recentes no estado de SP aconteceu em março, em Bauru. A prefeitura foi chamada para retirar montanhas de entulho da casa de um acumulador. Após um mês, foram retiradas mais de 100 toneladas de material.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Coleta de resíduos recicláveis em eventos festivos e esportivos públicos ou privados


A lei complementar 204 de 18 de julho de 2019, "dispõe sobre a coleta de resíduos recicláveis durante e após a realização de grandes produções de eventos festivos e esportivos públicos ou privados realizados em áreas públicas na Cidade do Rio de Janeiro".

Apesar da lei 204/1919 poder ser interpretada como um silêncio da Comlurb no exercício de sua atribuição de regulamentação, pois os artigos 57 a 60 da lei 3273 de 06 de setembro de 2001 trata do mesmo assunto, a nova lei pode ser encarada como uma oportunidade de ordenar a gestão de resíduos sólidos em eventos privados na cidade.

A lei complementar 204 de 18 de julho de 2019 não cita como será posta em prática. Seria o momento da Comlurb colocar-se como protagonista do assunto promovendo a elaboração de  minuta de decreto atribuindo à própria Comlurb responsabilidade pela aprovação de do plano simplificado de gerenciamento de resíduos sólidos citado no Art 1º, assim como fiscalização de dos demais artigos. 


Resultado de imagem para limpeza eventos comlurb




segunda-feira, 3 de junho de 2019

A síndrome de Diógenes é mais comum do que se imagina...

"O comportamento característico, descrito na literatura, inclui ainda sintomas como a negligência de autocuidados – alimentação e saúde. Mas o que mais chama a atenção é a tal mania de coletar coisas – até mesmo comida deteriorada. Independentemente da situação financeira da pessoa, ela tem receio de ficar pobre. O ponto que permeia todos estes sintomas é justamente a falta de autocrítica. Segundo suas próprias avaliações, os pacientes estão totalmente certos. Apesar de não haver estudo comprovado, segundo especialistas, mais de 50% dos casos de Síndrome de Diógenes são conseqüências de outros transtornos, como a demência, a depressão, paranóia, psicoses, esquizofrenias que se agravam com a idade e com o isolamento social e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo." .




Entulho retirado de dentro da casa de idosos acumuladores lota 30 caminhões em Jaboticabal, SP

Casal será acompanhado pelo Serviço de Assistência Social, segundo a Prefeitura. Em 2012, foram retirados 80 caminhões de lixo do imóvel. Limpeza total será concluída na terça-feira (4).


Entulho que estava dentro de residência de idosos foi retirado e levado para o aterro sanitário de Jaboticabal, SP — Foto: Foto: Prefeitura de Jaboticabal/Divulgação
Entulho que estava dentro de residência de idosos foi retirado e levado para o aterro sanitário de Jaboticabal, SP — Foto: Foto: Prefeitura de Jaboticabal/Divulgação

O entulho retirado de dentro de uma casa habitada por um casal de idosos lotou as caçambas de 30 caminhões, em Jaboticabal (SP). A operação para limpar o imóvel no bairro Nova Aparecida começou na terça-feira (28) e só deve ser concluída na terça-feira (4), segundo a Prefeitura.

Os dois idosos, ambos de 74 anos, permanecem na residência e serão acompanhados pelo Serviço de Assistência Social do município. Eles ainda deverão ser inseridos no atendimento do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).

A retirada de entulho da casa terminou na sexta-feira (31). Segundo a Prefeitura, a idosa apresentou comportamento agressivo e precisou ser encaminhada a uma instituição que abriga mulheres em situação de risco, enquanto a limpeza era feita. O serviço realizado na casa foi autorizado pelo esposo dela.

Equipes das secretarias de Saúde e de Obras foram acionadas por agentes do Departamento de Controle de Vetores e Zoonoses após uma vistoria do controle de endemias.

De acordo com os órgãos, os idosos levavam diversos objetos inservíveis para dentro da residência. O comportamento levantou a suspeita de que o casal seria acumulador de objetos.

30 caminhões com entulhos foram retirados de casa de idosos em Jaboticabal, SP — Foto: Foto: Prefeitura de Jaboticabal/Divulgação
30 caminhões com entulhos foram retirados de casa de idosos em Jaboticabal, SP — Foto: Foto: Prefeitura de Jaboticabal/Divulgação
Na terça-feira, funcionários da Prefeitura começaram a retirar os objetos com o auxílio de caminhões. Todo o material, incluindo restos de material de construção, mangueiras de borracha, cadeiras e grande quantidade de objetos plásticos, foi levado ao aterro sanitário da cidade.

O secretário João Roberto da Silva afirma que os materiais podem propiciar um ambiente que favorece a proliferação de doenças e o surgimento de diversas pragas urbanas.

“Pelo entulho que acumula, sempre tem proliferação de insetos, também de baratas, ratos. Mosquito da dengue também pelo material que eles deixam no quintal. O pessoal dos vetores colocaram iscas com todo cuidado e armadilhas para roedores”, diz Silva.

De acordo com a Secretaria da Saúde, esta não foi a primeira vez que o local passou por limpeza. Em 2012, a Prefeitura retirou material que encheu 80 caminhões. Na época, segundo a pasta, os idosos recusaram o atendimento de saúde oferecido.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Mortandade de Peixes - versão 2018

Comlurb já recolheu 13,6 toneladas de peixes mortos na Lagoa Rodrigo de Freitas
Segundo biólogo, Canal do Jardim de Alah entupido por areia pode ter impedido a renovação da água e provocado a mortandade
Gustavo Goulart
 Até as 18h desta quinta-feira, a Comlurb já havia retirado 13,6 toneladas de peixes mortos, principalmente savelhas, da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os alertas do biólogo Mário Moscatelli sobre as condições da lagoa foram confirmados na manhã desta quinta-feira com uma grande mortandade de peixes. O profissional percorreu trechos da lagoa e descobriu pontos de lançamento de esgoto e o Canal do Jardim de Alah totalmente entupido por areia, o que impediu a renovação da água e pode ter sido um dos principais motivos para a mortandade. 
Paisagem foi alterada por causa da mortandade Emily Almeida / Agência O Globo

A Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) atribuiu a morte de peixes à proliferação de cianobactérias e fitoplânctons. Segundo nota da prefeitura, esses microrganismos têm ciclo de vida rápido, se proliferam com as altas temperaturas e, ao morrerem, consomem muito oxigênio. Moscatelli disse que fez uma vistoria em pontos da lagoa com técnicos da Subsecretaria de Meio Ambiente e que não encontrou na água condições que indicassem a presença de microrganismos.  
— Posso estar errado, pois não fiz análise da água. Mas, vi a água muito clara. Não consegui identificar onde está essa proliferação de microrganismos. A água com a presença deles fica com cor opaca. O comportarmento que estou vendo dos peixes e crustáceos remete a mortandades anteriores, que não tiveram a ver com microrganismo. Embora tenha melhorado, continua o lançamento de esgoto. Além disso, o canal do Jardim de Alah está completamente entupido por areia. E também há a situação climática agressiva — comentou Moscatelli. 
Ele destacou que, dessa vez, a mortandade não se limitou às savelhas, cuja suposta super-população já foi usada, no passado, como argumento pelas autoridades.
— Calor, Canal do Jardim de Alah obstruído e lançamento de esgoto formam a receita certa para a mortandade. Tem de tudo aí. E não é savelha, não. Dessa vez, não tem aquela história de super população de savelhas. São todas as espécies. Robalo, Parati, Tainha, Tilápia, está variado o cardápio — contou o biólogo. 
Por meio de nota, a Seconserma disse que os órgãos ambientais estão em alerta desde a madrugada, mas não mencionou o entupimento do canal, um dos principais motivos do fenômeno da mortandade, de acordo com o biólogo. 
Atleta em treinamento no meio da lagoa com peixes mortos Emily Almeida / Agência O Globo
“Os órgãos ambientais envolvidos no monitoramento da Lagoa estão em alerta desde esta madrugada, quando se registrou tendência declinante nos valores das concentrações de Oxigênio Dissolvido (OD) na água, com forte perda desses níveis, chegando de 0h30 até a última leitura das 10h ao valor de = < 0,1mg/L, indicando início de anoxia (ausência ou diminuição de oxigênio)"; explicou em nota.
Para o ambientalista, a prefeitura está perdendo uma boa oportunidade para acelerar a troca de água da lagoa, já que os níveis de maré estão altos, muito pela proximidade da lua cheia.
— Observando a tábua de marés do Centro de Hidrografia da Marinha, sabemos que a uma hora e dois minutos da madrugada desta quinta-feira (ou 2h02m fora do horário de verão) a maré chegou a 1.2 metro. É muito alto. Às 7h28m, a maré atingiu 0.2. É maré de escoamento, de baixa mar. Depois, às 14h11m, a maré atingiu 1.1. E às 20h49m, 0.1, muito baixa. A prefeitura teve oportunidade de facilitar a troca, mas não desobstruiu o canal. No próximo sábado, teremos lua cheia. Maré de 1.3 às 3h28m, no horário de verão. Alta demais. Possibilitaria entrada de água na Lagoa. Se a prefeitura não ficar esperta e aproveitar, vai perder uma oportunidade de ouro. Pois vamos ter marés altas até quarta-feira, quando teremos 1.1. As mais intensas, sábado e domingo, com 1.3 - alertou. 
Para a operação de limpeza da Lagoa foram necessários 601 garis, 61 agentes de limpeza e quatro catamarãs.
Também por nota, a Seconserma disse que a Fundação Rio Águas está monitorando as comportas para a renovação da água da lagoa, mas também não mencionou o entupimento do canal.  
"A Fundação Rio-Águas está mantendo as comportas do Canal do Jardim de Alah abertas desde do dia 14/12 e a da General Garzon, desde hoje, às 10h30m, a fim de reduzir a temperatura da água e melhorar a oxigenação. Contudo, a maré está baixa e a ausência de vento também não colabora para que ocorra a troca de água entre o mar e a lagoa". 
— Se não nos adaptarmos às novas condições climáticas, com toda tecnologia que temos à disposição atualmente, de nada adiantará a simples tarefa de desobstruir o canal e facilitar a troca de água — concluiu Moscatelli.
O trabalho da Comlurb vai continuar durante toda a madrugada e, se necessário nesta sexta-feira, até cessar a mortandade, informou a Companhia em nota.