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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Camuflado... laranja?

 


Uniforme Camuflado 

Um uniforme camuflado é uma vestimenta projetada para se misturar ao ambiente, tornando o usuário mais difícil de ser visto. Isso é alcançado através do uso de padrões e cores que imitam o entorno natural, como florestas, desertos ou ambientes urbanos. Os uniformes camuflados são amplamente utilizados por militares para fins táticos, permitindo que soldados se movam furtivamente e evitem a detecção pelo inimigo. Diferentes padrões de camuflagem são desenvolvidos para se adequar a diferentes terrenos e condições de iluminação.

 

Além do uso militar, uniformes camuflados também são populares entre caçadores, observadores de vida selvagem e entusiastas de atividades ao ar livre, que buscam se misturar ao ambiente para observar animais ou evitar serem notados. O princípio básico da camuflagem é quebrar o contorno da forma humana e se misturar aos padrões e cores do ambiente. Isso pode envolver o uso de padrões disruptivos, como manchas, listras ou formas geométricas, que dificultam a identificação da forma humana a distância. Em resumo, um uniforme camuflado é uma ferramenta importante para quem precisa se misturar ao ambiente, seja por razões táticas, de segurança ou recreativas. Ao imitar o entorno natural, ele oferece uma vantagem estratégica e permite que o usuário se mova com mais discrição e evite ser detectado.

Camuflado Laranja

Um uniforme de bombeiro camuflado em laranja, em minha opinião, não teria uma razão prática em termos de camuflagem tradicional. A cor laranja é altamente visível e se destaca na maioria dos ambientes, o que é o oposto do que se busca com a camuflagem.

Considerando que a função primordial de um uniforme de bombeiro é garantir a segurança e visibilidade dos profissionais em serviço, o uso de rajados laranja não se mostra a opção mais adequada. Os rajados laranja, por serem um padrão de camuflagem, podem comprometer a visibilidade dos bombeiros em emergências, especialmente em ambientes com fumaça densa, fogo ou escombros. O padrão de rajados pode dificultar a identificação rápida dos bombeiros por parte de suas equipes e da população que necessita de auxílio.

No entanto, a alta visibilidade do laranja pode ser vantajosa em emergências, pois permite que os bombeiros sejam facilmente localizados em meio à fumaça, fogo ou escombros. A cor laranja também é associada à segurança e alerta, o que pode ajudar a sinalizar a presença de equipes de resgate em áreas de risco.

Para um uniforme de bombeiro, o uso de laranja sólido, sem rajados ou padrões de camuflagem, seria mais eficaz para garantir a visibilidade em emergências. O laranja sólido é uma cor vibrante e facilmente distinguível, mesmo em condições de baixa luminosidade ou fumaça densa. Isso permite que os bombeiros sejam rapidamente identificados por suas equipes e por pessoas que possam precisar de ajuda. Além disso, o uso de faixas reflexivas em um uniforme laranja sólido aumentaria ainda mais a visibilidade, especialmente à noite ou em ambientes com pouca iluminação.

Opinião

Priorizando a segurança e a eficácia do trabalho dos bombeiros, o uso de uniformes com rajados laranja deveria ser descartado em favor de um uniforme laranja sólido, que oferece maior visibilidade e garante a rápida identificação dos profissionais em situações de emergência.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Garis do Rio dão show e são aplaudidos na Sapucaí

Garis da empresa pública de limpeza urbana varrem a Sapucaí com samba no pé; companhia tem orçamento de 2,9 bilhões

Por Caio Sartori — Do Rio


Renato Sorriso: “Inventei de dar uma sambada. O setor 1 me aplaudiu, mas tomei bronca” — Foto: Leo Pinheiro/Valor


A Comlurb, empresa pública de limpeza urbana do Rio, tornou-se uma espécie de símbolo do Carnaval. Trajados com o uniforme laranja, uma marca característica da cidade, os garis cruzam a Sapucaí de forma sincronizada no intervalo entre os desfiles e são celebrados pela plateia.

 “É o único órgão público que é aplaudido de forma espontânea uma vez por ano”, diz o presidente da empresa, Flavio Lopes. O trabalho de limpeza na Sapucaí é feito por 800 garis: “Quem vê acha que é só uma festa, mas é uma operação logística bem complexa para não atrapalhar as escolas. Até porque não dá tempo de ir atrás da escola e voltar, então separamos em trechos. É bem coordenado.”

 O movimento foi popularizado no fim dos anos 1990 por Renato Sorriso. O sucesso do gari foi tão grande nos carnavais que o levou a Londres, em 2012, ocasião em que sambou na cerimônia de encerramento da Olimpíada. Estava lá como representante do Rio, que sediaria os Jogos dali a quatro anos.

 “A mensagem que eu levo para a população é até mais importante que uma varredura”, diz Sorriso, conhecido por limpar a pista com samba no pé. “Um gari como eu saiu lá de Madureira para representar o país em Londres. A ficha não caiu.”

 No Carnaval, o lixo nas ruas aumenta e o domiciliar diminui. Na folia, os garis ajudam a “empurrar” não só os desfiles, como também os blocos pela cidade. Mas, afinal, como Sorriso inaugurou a tradição do gari sambista?

 “Em 1998 eu inventei de dar uma sambada do nada. O setor 1 [na arquibancada] começou a aplaudir, mas eu tomei uma bronca do meu gerente, que perguntou se eu estava lá para sambar ou para trabalhar”, conta. “Xingaram a mãe dele, o pai dele, tacaram lata. Com a repercussão, fui coroado. Passei a ir para a frente da linha de garis, sambando. A ideia foi do próprio gerente que me deu a bronca!”. Sorriso continua sambando na avenida, r outros garis se incorporaram à varrição festeira.

 A Comlurb tem quase 20 mil funcionários, 1.117 veículos e equipamentos e um orçamento de cerca de R$ 2,9 bilhões estimado para este ano. A maior parte, R$ 1,7 bilhão, é para gastos com pessoal.

 Lopes cita uma frase do prefeito do Rio, Eduardo Paes, para dizer que “o gari é a prefeitura que as pessoas veem todos os dias, a prefeitura que ela olha na rua”. Essa característica também traz problemas. Quando a Comlurb entra em greve, a crise é gritante. A última foi em março de 2022 e resultou em acúmulo de lixo nas ruas.

 O tratamento de resíduos sólidos em uma metrópole como o Rio é um desafio. Por anos, a cidade conviveu com um lixão em Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Sensível e às margens da Baía de Guanabara, o espaço foi desativado em 2012. O lixo dos cariocas passou a ser levado para um aterro em Seropédica, também na Baixada, a mais 70 km do centro do Rio. O custo logístico é alto: são quase 9 mil toneladas diárias transportadas. Uma pequena parcela é desviada desse montante e direcionada a iniciativas de reaproveitamento.

 “Parte desse resíduo é de poda de árvore, que levamos para o Caju, onde tem um equipamento que o tritura e o transforma em material para empresa de cerâmica ou para biometanização, para transformar em gás, que vira energia. O que sobra vira adubo que nós oferecemos para as hortas da cidade”, diz Lopes.

 A empresa também faz “corte de mato e poda de árvore, limpeza de hospital e de escola, gestão dos aterros, combate a vetores, limpeza de espelho d’água das lagoas e dos canais, manutenção de praça, remoção de entulho. Temos até alpinistas para limpar encostas”, diz Lopes.

 A Comlurb enfrenta ainda o desafio de trabalhar em áreas controladas pelo crime organizado. Lopes diz que os funcionários não têm empecilhos para efetuar o trabalho. “Quando colocamos a roupa laranja e o crachá, entramos em qualquer lugar. Eles [as comunidades] precisam


quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Gari de Valor

Há alguns anos, durante meu período como Gerente de Departamento, implementamos diversas iniciativas para melhorar a assiduidade dos funcionários da limpeza urbana. Uma das mais eficazes foi a introdução das "Reuniões de Silêncio". Estas eram organizadas da seguinte maneira:

A cada semana, um grupo de empregados, selecionado aleatoriamente, participava de um encontro sem uma agenda ou tema definido. Ao iniciar a reunião, eu, como Gerente de Departamento, informava aos colaboradores que estava aberto para ouvir qualquer demanda que eles quisessem apresentar. Inicialmente, reinava um silêncio, muitas vezes devido à surpresa ou à timidez, o que justifica o nome da reunião. Porém, pouco a pouco, as pessoas começavam a fazer perguntas, compartilhar experiências e, mais importante, sugerir melhorias.

Foi nessas reuniões que surgiram ideias valiosas, como a utilização de bilhetes presos aos cartões de ponto, uma forma de comunicação mais eficiente do que os avisos nas paredes. Também foi sugerida a necessidade de treinamento para supervisores sobre assédio moral e a criação da Comissão Departamental de Segurança. Esta última tinha o objetivo de permitir que os gestores tratassem dos assuntos abordados na CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) de maneira mais eficaz. Essas reuniões provaram ser uma ferramenta poderosa para engajar os funcionários e impulsionar melhorias significativas no ambiente de trabalho.

Os encontros organizados pelo atual presidente da Companhia assemelham-se às reuniões que costumávamos realizar no passado. Contudo, há uma diferença significativa: agora, os empregados participantes são selecionados pelos seus superiores. Essa mudança pode introduzir um viés nas oportunidades de diálogo, influenciando a diversidade e a abrangência das perspectivas apresentadas.





Melhoria de Assiduidade de ... by Gustavo Puppi

terça-feira, 20 de junho de 2023

Túnel Rebouças recebe mega operação de lavagem



A Comlurb promoveu, na madrugada desta terça-feira (20/6), uma megaoperação de limpeza hidráulica do Rebouças. A Companhia realiza rotineiramente a limpeza de alguns túneis da cidade, mas não no Rebouças, onde o serviço é de responsabilidade de uma empresa privada, que não inclui a lavagem. Mas as obras estruturais e de revitalização do túnel, iniciadas no começo deste mês, modificaram o material das laterais possibilitando o serviço de limpeza hidráulica. O trabalho da Comlurb em túneis consiste na limpeza das sarjetas, caixas de ralos e a limpeza hidráulica de paredes.

– A lavagem do Rebouças foi uma determinação da Prefeitura com o objetivo de deixá-lo mais claro, seguro e com mais visibilidade. A Prefeitura aproveitou o grande expertise da Comlurb na limpeza de túneis para fazer o serviço – disse o diretor de Limpeza Urbana da Comlurb, Guilherme Gomes.

A Companhia atuou numa extensão de 2.042 m do Túnel Rebouças, sentido Cosme Velho x Lagoa, entre às 22h de terça-feira (19/6) e 5h desta terça-feira. A equipe, formada por 36 garis, trabalhou com o apoio de cinco carros-pipas, um caminhão com implemento de jateamento de alta pressão, cinco vans motobombas, além de duas varredeiras. A limpeza hidráulica foi feita com água de reuso e detergente líquido.

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Comlurb investe em tecnologia para melhorar limpeza das ruas

Confira as estratégias de modernização da Comlurb em uma entrevista exclusiva com Flávio Lopes, presidente da concessionária. 

terça-feira, 11 de abril de 2023

Acordo de Resultados: nota final

Hoje, dia 11, foi divulgada no Diário Oficial a nota final da Comlurb das metas do Acordo de Resultados de 2022.

Ficamos com 8.8, uma das maiores notas da Prefeitura! Sem dúvidas uma excelente pontuação, mas não tudo que poderíamos alcançar.

Única e exclusivamente em função do período da greve, ficamos sem poder executar os serviços com excelência naqueles dias. O que gerou impactos negativos em alguns indicadores operacionais, responsáveis por baixar um pouco a nossa nota.

O importante é que mesmo diante dessa adversidade, alcançamos resultados muito relevantes e expressivos. E isso só foi possível graças ao trabalho duro desse time que, com dedicação, comprometimento e competência, garantiu os serviços naquele período e um ótimo resultado para a empresa.

Não é à toa que somos o órgão público melhor avaliado e mais querido da população carioca!

Estamos todos de parabéns!!!

Agora é aguardar a divulgação de mais informações e a data do pagamento do bônus, comemorar e arregaçar as mangas, pois as metas de 2023 já estão valendo. "Bora" trabalhar e garantir a maior nota de 2023. Sempre vamos perseguir o 10!




sexta-feira, 7 de abril de 2023

Garis da Comlurb são responsáveis por montar, desmontar e limpar incubadoras de maternidades do Rio

Reportagem muito importante!

De todos os serviços que não fazem parte do escopo clássico de limpeza urbana e que já foram atribuídos à Comlurb como por exemplo: gestão de postos salva vidas; entrega de remédios e preparo de alimentos em escolas; certamente a limpeza hospitalar é a mais especializada e realemente um diferencial. 


Equipe composta por 75 profissionais, todas mulheres, é responsável pela atividade em três das 11 unidades da rede municipal de saúde. Nas demais a missão é de empresas particulares

Por Geraldo Ribeiro — Rio de Janeiro


Há 20 anos, a gari Ana Paula Guimarães, de 37, deu luz à sua filha Melissa, que nasceu prematura, aos sete meses, pesando 1,7 kg e precisou ficar um mês na incubadora de uma maternidade pública em Campo Grande, na Zona Oeste, até poder ir para casa no mesmo bairro. Duas décadas depois e com mais uma filha, Manuela, de 16, a mãe faz parte de uma equipe composta por 75 profissionais da Comlurb responsáveis por um trabalho delicado e pouco conhecido pela população em três das 11 maternidades da rede municipal de saúde: a montagem, desmontagem e limpeza do aparelho que foi fundamental para sobrevivência de sua filha no começo da vida dela.

— Minha filha, hoje com 20 anos, ficou um mês na incubadora da unidade neonatal do Rocha Faria. Era uma equipe terceirizada que fazia a limpeza. Hoje eu percebo a importância desse trabalho. De certa forma a gente contribui para que nada aconteça de errado com os bebês e que eles possam receber alta logo, que é o momento mais feliz para toda mãe — afirma a gari.

As incubadoras são aparelhos que fornecem um ambiente com temperatura controlada para crianças recém-nascidas e prematuras, consideradas fundamentais para o desenvolvimento delas. Por se tratar de bebês mais fragilizados, todos os cuidados precisam ser tomados no processo de limpeza para evitar infecções, o que torna especial o trabalho das garis treinadas por instrutores qualificados e com experiência operacional nesse tipo de atividade, que no restante da rede é realizado por empresas particulares.


Na rotina diária das equipes de higienização está a chamada limpeza concorrente, que é feita dentro da unidade neonatal, na presença das mães, e na parte externa das incubadoras, com o bebê dentro do aparelho. Na Maternidade Leila Diniz, na Barra da Tijuca, onde Ana Paula trabalha há 14 anos, a tarefa é feita pelo menos duas vezes ao dia. As profissionais usam um pano embebido com desinfetante hospitalar para cada equipamento e o mesmo é descartado após uso, para evitar a chamada infecção cruzada, que é levada de uma superfície para outra.


As equipes executam também uma outra tarefa mais complexa que consiste na desmontagem completa das incubadoras, com retirada de todas as peças, para uma higienização com água, detergente neutro e desinfetante hospitalar. O trabalho é feito numa sala separada da unidade neonatal, e acontece quando o aparelho é desocupado, seja por óbito, transferência do recém-nascido para outro setor ou unidade, na rotina de troca que acontece a cada sete dias ou alta.

O trabalho é feito por duplas e nunca dura menos do que 40 minutos. Enquanto uma profissional faz a desmontagem outra procede a limpeza das peças menores. Após a conclusão, as partes são higienizadas com desinfetante hospitalar e recolocadas no lugar pelas próprias garis. Os terminais então são identificados com nome da profissional e a data em que a limpeza foi realizada.

— É um trabalho essencial. Elas sabem limpar de uma forma que a gente não sabe. É uma atividade muito específica e elas são treinadas para executar. Elas também nos auxiliam relatando que há necessidade de substituição de peças danificadas. Isso ajuda muito no processo de manutenção preventiva — explica a médica Daniele Demura Bise, coordenadora da unidade Neonatal da Maternidade Leila Diniz, onde o trabalho é feito por um time de oito mulheres, duas por plantão .


As profissionais da Comlurb são responsáveis pela limpeza das incubadoras também na Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda, no Centro, e na unidade neonatal do Hospital Miguel Couto, no Leblon. Recentemente elas foram chamadas para atuar também nas maternidades Carmela Dutra, no Méier, e Fernando Magalhães, em São Cristóvão, temporariamente, enquanto não era renovado os contratos das duas unidades com a empresa prestadora responsável pelo serviço.

— A parceria com a Comlurb vem de uma longa data. Existe um senso de pertencimento da companhia. A UTI é a joia da coroa, nosso bem mais precioso e elas (as garis) fazem parte desse time. Podem parecer invisíveis para uns, mas são muito importante e fazem toda a diferença para a gente — aponta Fátima Penso, a coordenadora médica da Leila Diniz, que possui 29 leitos e 35 incubadoras em sua unidade neonatal.

As garis responsáveis pela função são integrantes das equipes limpeza hospitalar, que também tem homens, e , diferentemente, dos garis que atuam nas ruas, com a limpeza urbana, são identificadas por um uniforme de cor azul. Todos passam pelo mesmo treinamento, inclusive os que não lidam com as incubadoras na sua rotina diária. O objetivo é facilitar os casos de necessidade de substituição, seja por folga, doença ou férias.

— Muita gente desconhece esse trabalho das garis, até mesmo porque a cor do uniforme das equipes de limpeza hospitalar é diferente. A tarefa é executada por profissionais concursadas e com muitos anos de experiência, que recebem treinamento anual e orientações diárias. O diferencial está nos cuidados com o detalhe e a paciência. Não é um trabalho rápido e exige muita atenção e respeito aos protocolos, para não acarretar na contaminação do recém-nascido. Por isso toda atenção deve ser redobrada — explica Josué Bastos coordenador especial de diretoria da Comlurb.

Amélia Regina Campos, de 56 anos, há 10 na Comlurb, não teve filhos. Mas, a sensibilidade feminina ajuda compreender a importância do trabalho que faz na Leila Diniz. Ela conta que inicialmente tinha receio de ir para a equipe que atua nos hospitais, por medo de ver sangue. Porém, ao começar a trabalhar com a limpeza de incubadoras se apaixonou pela missão:

— Fui vendo como é importante e continuo a fazer com prazer. Afinal, estamos lidando com vidas.

Sua colega Poliana da Costa Oliveira, de 34 anos, 11 de Comlurb e a um ano e meio na limpeza de incubadoras na Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda, também se orgulha do que faz.

— Nosso trabalho é importante porque fazendo bem feito conta muito para a alta mais rápida dos bebê — diz a mãe de um menino de sete anos, que antes de trabalhar na maternidade fazia limpeza em escolas.

Roberta Soares da Silva, de 24 anos, moradora da Muzema, acha que esse tipo de cuidado complementa a ação dos médicos.

— A higienização do ambiente hospitalar é muito importante. Me deixa mais tranquila ver que é um trabalho feito com cuidado, dedicação e carinho— afirma a mãe de Maria Júlia, nascida no último dia 18, aos oito meses de gestação e pesando 1,5kg.

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Reforço nas alturas!

O trabalho dos garis alpinistas deve ser louvado, porém, sem esquecer que seus esforços tratam somente os efeitos da ineficaz gestão de resíduos sólidos em comunidades.

Soldados de uma guerra perdida, não estariam pendurados em encostas se os moradores de comunidade tomassem para si a responsabilidade de escoar seus resíduos de forma consciente nos equipamentos disponibilizados para o acondicionamento e coleta. Ou, na falta destes, buscassem formas de mobilização coletiva para a solução compartilhada da questão.

Lixo em encosta é pior do que o também desastroso lixo jogado em rios, pois quem arremessa algo nas águas tem a esperança de que a correnteza levará o resíduo para longe. O lixo em encosta fica ali, inerte, exposto, visivelmente causando um problema sanitário, social, estético, moral, fica ali como um símbolo da falta de cuidado do morador com seu próprio lugar. 

A rotina de limpeza de encostas exige uma turma específica de garis especialistas em escalada e rapel. É uma triste necessidade pelo comportamento leviano de pessoas que usam o discurso da exclusão para fazer o que bem entendem. A encosta é suja porque o lixo é arremessado por pessoas, muitas vezes as mesmas que reclamam da sujeira na encosta! 




A equipe de garis alpinistas da Comlurb, que era composta por seis garis, agora está com 25 profissionais para realizar a limpeza em encostas do Rio, inclusive nas comunidades.

O nosso time recebe treinamento especializado e utiliza técnica de rapel, além de ser certificado pela Associação Nacional das Empresas de Acesso por Corda e Resgate (ANEAC) para trabalho em altura/acesso por corda com segurança. E, para a supervisão do serviço, a Companhia conta com um colaborador qualificado Nível 3, certificado pela IRATA BRASIL, Associação Comercial de Acesso por Corda Industrial, conforme a ABNT NBR 15475.

Com a novidade, todas as regiões da cidade vão contar com equipe própria de garis alpinistas. São seis atuando na Barra da Tijuca, cinco na Zona Norte, quatro na Zona Oeste e dez na Zona Sul.






sábado, 11 de março de 2023

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Rio mostrou como fazer um carnaval com competência

Disciplina, organização e limpeza nos desfiles de escolas e nos blocos tornaram a folia um sucesso

Por Editorial O Globo

28/02/2023 00h10  Atualizado 

Depois de dois anos de recesso forçado pela pandemia, e mesmo com as expectativas infladas pela retomada da folia, pode-se dizer que o Rio saiu do carnaval deste ano com nota alta em todos os quesitos. Até o último domingo, o país foi tomado por multidões eufóricas atrás de blocos e trios elétricos, fazendo a alegria não só de foliões, mas também de empresários, comerciantes, ambulantes, empreendedores, prefeitos, governadores, de todos aqueles que dependem da festa de alguma forma. Ao contrário do que supunham as expectativas pessimistas criadas em cima de um histórico de derrapadas, desta vez a organização não decepcionou.



Os temidos problemas de infraestrutura — não só para os que desfilam, mas especialmente para os que sofrem o impacto direto dos cortejos — felizmente foram mínimos. No Rio, foi notável o trabalho do “bloco” da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb). A varrição entrava em cena tão logo os foliões saíam, impedindo que o lixo se acumulasse pelas ruas — um desafio e tanto se lembrarmos que, ao longo do mês, 355 blocos de rua tomaram a cidade, dois deles superando a marca do milhão de foliões (Cordão da Bola Preta e Fervo da Lud, ambos no Centro). Segundo a Riotur, 5 milhões saíram nos blocos.

Levando em conta o gigantismo dos megablocos, o número menor de desfiles em relação a 2020 também contribuiu para melhorar a organização e permitir que a infraestrutura montada desse conta da demanda. O acompanhamento da polícia e o respeito às restrições de horário e local possibilitaram que a população se planejasse, reduzindo o transtorno.

Os desfiles das escolas de samba do Rio e de São Paulo foram de alto nível, com temas criativos e atuais, confirmando a excelência das agremiações. A organização também passou no teste. No Sambódromo carioca, onde reinou a Imperatriz Leopoldinense com um inventivo enredo sobre Lampião, não causaria surpresa se o campeonato ficasse com Viradouro, Vila Isabel, Beija-Flor ou Grande Rio, todas fortes concorrentes. Na festa paulistana, saiu vitoriosa a Mocidade Alegre, que conquistou seu 11º título com um cativante enredo sobre o primeiro samurai negro. Saíram ganhando o samba e a cultura brasileira.

Claro que ainda há pontos a melhorar. Um deles é a segurança. Por todo o país houve relatos de furtos de celulares e golpes contra os foliões. As autoridades devem aproveitar as boas experiências, como uso de drones, torres de observação e detectores de metais durante os cortejos, e repeti-las. São úteis não só no carnaval, mas em qualquer evento com multidões.

Não se pode perder de vista que o carnaval é uma festa que faz girar a economia de cidades como Rio, Salvador, Recife, Olinda, São Paulo e Belo Horizonte. Os desfiles de escolas de samba ou de blocos são apenas o último ato de um roteiro que começa um ano antes e emprega milhares de brasileiros, seja na confecção de fantasias e alegorias, seja na preparação da infraestrutura para atender foliões e turistas.

O êxito do carnaval de 2023 foi um bálsamo. Demonstra que organização e disciplina não são incompatíveis com ruas tomadas pela alegria e pelo samba. Ao contrário, foi o profissionalismo que permitiu ao Rio, entre outras cidades, cumprir o que previu editorial do GLOBO no início do mês — e fazer o maior carnaval dos últimos tempos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Exame sobre os resultados do Carnaval 2023

 



Considerando o histórico de peso de resíduos recolhidos no Sambódromo e nos blocos podemos elaborar algumas questões sobre a operação realizada em 2023.

Como números consolidados no Sambódromo, ainda que com risco de algum viés, costumam ser mais acurados pois são fruto de pesagens das viaturas com dedicação exclusiva para o serviço, podemos inferir que em termos de desfile de escolas de samba, como 2023 se aproximou do maior resultado de 2015, houve uma recuperação na grandiosidade da festa colocando os momentos obscuros de pandemia e gestão desfocada para trás.

Os números dos blocos são uma combinação de pesagem de veículos com estimativas visuais não padronizadas. Então, existe incerteza sobre a exatidão dos números finais, que podem, no entanto, indicar uma ordem de grandeza do real.

O resultado de remoção de resíduos do Carnaval de Rua ainda não recuperou os valores pré pandemia. Considerando a euforia perceptivem na rua provavelmente o baixo valor se deve mais a algum problema na consolidação das informações do que  um esfriamento do carnaval de rua em blocos.

Para a quantidade de multas emitidas pelas equipes do Lixo Zero pode-se observar uma queda contínua ano a ano. Algo que já foi mais que três multas por tonelagem removida em 2016 e 2017, não chegou a uma multa para cada tonelada em 2023. O alardeado retorno do Lixo Zero reestruturado em 2023 não foi percebido no Carnaval.

A sucesso do Carnaval não está nos números, nos gabinetes ou nas declarações, está na percepção do carioca folião. Ele sabe se a coisa bombou ou se a coisa bombou!

Resultado divulgado de 2023
Resultado divulgado de 2020
Resultado divulgado de 2019
Resultado divulgado de 2018
Resultado divulgado de 2017
Resultado divulgado de 2016
Resultado divulgado de 2015

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Em 1 mês, Comlurb fez 220 operações e removeu 583 toneladas de lixo pela cidade

Com informações da Prefeitura do Rio de Janeiro.

No primeiro mês da nova gestão do Prefeito Eduardo Paes, a Comlurb realizou uma grande operação integrada de serviços com ações que começaram na Enseada de Botafogo, no Aterro do Flamengo; na Rua Dias da Cruz, no Méier; na Avenida Paranapuan, na Ilha do Governador; na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca; na Avenida Cesário de Melo, em Campo Grande; e na Avenida Martin Luther King Júnior, que corta diversos bairros. Durante 30 dias, foram realizadas ações de limpeza, podas de árvores e revitalização de praças, em todas as regiões da cidade.

Diversas áreas que estavam abandonadas nos últimos tempos receberam a operação integrada que contou com diversos serviços de limpeza, como varrição, remoção de resíduos, incluindo entulho e bens inservíveis, roçada, capina, raspagem, limpeza de valas, ralos e canaletas. Em 30 dias, foram 220 ações, que contaram com 4.560 garis. No total, foram removidas 583 toneladas de resíduos. O trabalho reforçou ainda os serviços de limpeza preventiva das caixas de ralo, trabalho que faz parte da rotina diária do gari de varrição.

Equipe da Comlurb participa de mutirão de limpeza na Mureta d Urca | Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio

A Comlurb também enfatizou o serviço de manejo de árvores neste primeiro mês do ano, incluindo podas e remoções de vegetais com risco de queda. A Companhia contou com um efetivo de 260 garis e 76 caminhões, entre cestos aéreos e veículos para remoção de galhadas. Foram feitas 377 podas de árvores, sendo 164 delas para livrar conflitos com logradouros e sinalização, e 12 remoções de vegetais com risco de queda. Outro importante serviço realizado durante a ação integrada foi a revitalização de praças e espaços de lazer, incluindo consertos em brinquedos e peças de mobiliário urbano, com um total de 53 praças com serviços de manutenção no período.


A limpeza de encostas é um serviço especializado da companhia. Sete garis trabalham em São Conrado. | Foto: Divulgação/Comlurb

A ideia dessa operação foi promover uma mudança rápida no aspecto visual e de limpeza da cidade. Demonstramos toda a nossa percepção de carinho e zelo. E conseguimos. Mas o objetivo não é manter mutirões. É, sim, realizar um serviço de qualidade, diário, com rotina e frequência na manutenção da cidade. Estamos nos organizando e planejando as rotinas para que a necessidade de operações integradas seja cada vez menos frequente. – Flávio Lopes, Presidente da Comlurb

A ação integrada percorreu diversos corredores importantes da cidade, como: Rua Felipe Cardoso, em Santa Cruz, Cidade de Deus, Estrada do Pau Ferro, entre Freguesia e Pechincha, Praça Paris, na Glória, Vila Kennedy, roçada na Avenida Brasil, entre Deodoro e Santíssimo, Campo de São Cristóvão, Morro da Providência, na Saúde, Estrada dos Bandeirantes, em Jacarepaguá, Avenidas das Américas, Ayrton Senna e Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, Lagoa Rodrigo de Freitas, Praia de São Conrado, incluindo limpeza de encosta, Passeio Público e Campo de Santana, entre outros pontos, como entorno de estações do BRT.


Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Como seria um exército laranja expandido?

O uniforme laranja da limpeza urbana da cidade de Maricá sugere em um primeiro momento imaginar como seria uma Empresa Pública realmente independente capaz de expandir seus negócios vencendo licitações em outros municípios, como uma Petrobrás que opera em vários países. 

Mas esse exercício de imaginação logo se complica quando surge a questão de como seria uma empresa pública de um município com prefeito de um partido X prestando o serviço em outro município com um prefeito do partido Y.

A imaginação se volta então para algo mais realista, uma empresa privada concorrendo nas licitações de diversos municípios. Ou seja, um exército laranja privado.





 

Exército Laranja fora do Rio de Janeiro

A primeira impressão é que a Comlurb estaria realizando serviços em Maricá! 

O uniforme do trabalhador é exatamente igual ao da Comlurb!


Ação do Instituto Estadual do Ambiente, com apoio da Prefeitura de Maricá, recolheu aproximadamente 12 toneladas de resíduos na Área de Proteção Ambiental Estadual de Maricá, que abrange o sistema lagunar, parte da Restinga e a Ilha do Cardoso.

Para a ação, foram adotadas medidas de segurança para preservar a saúde dos voluntários, como o uso obrigatório de máscaras e de álcool em gel, além do distanciamento físico.




quinta-feira, 20 de agosto de 2020

TBT - Minuto de Segurança

Um TBT duplo!

Ginástica Laboral da Ishikawagima

“Vamos dar inicio a nossa ginástica de descontração e aquecimento para que nosso dia comece bem e com segurança”. Com esse mantra todos os dias os metalúrgicos do estaleiro (eu inclusive) iniciavam sua ginástica laboral.




Minuto de Segurança na Zona Oeste

O Minuto de Segurança é uma iniciativa semelhante. Não há ginástica laboral, mas há o profícuo momento onde os trabalhadores ajustam seu foco para executar as tarefas do sua de modo seguro


 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Placebo milionário!

A Comlurb se empenhou na chamada higienização de comunidades usando detergente neutro lavando o chão com caminhões pipas e hipoclorito de sódio nas superficies com Borrifadores. Uma ação bem semelhante a da CEDAE, que usou “quaternário de amônia de quinta geração e biguanida polimérica – phmb” borrifado com nebulizador a frio.

Os dois procedimentos, sendo eventuais e não rotineiros na mesma comunidade , são como pensar que para a prevenção contra a infecção por qualquer vírus, basta lavar muito bem as mãos somente uma vez por mês.  Em termos de eficácia na limpeza e desinfecção, ambos são placebos sanitários.

Eficazes ou não, a ação das duas Companhias são redundantes. 

Somente na imaginação podemos vislumbrar a oportunidade perdida da Companhia Municipal ser contratada pela Companhia Estadual para realizar a "sanitização das comunidades" de forma vantajosa para as finanças e para a integridade. 



Cedae pagou mais caro por sanitização de comunidades, diz auditoria; metragem de favelas aparece até seis vezes maior

Relatório da Controladoria-Geral do Estado aponta propostas mais baratas para aplicação de limpeza. Companhia cotou preço de sanitizante para 5 mil quilômetros de vias a R$ 30 milhões no total. Estatal nega irregularidades.

Por Marcelo Bruzzi, GloboNews


12/08/2020 12h24  Atualizado há 3 horas

Um relatório da Controladoria-Geral do Estado do Rio (CGE-RJ) sobre o “plano emergencial de sanitização das favelas” da Cedae, a companhia de águas e esgotos do RJ, apontou “risco da não obtenção do melhor preço”.


A sanitização das favelas foi uma das medidas anunciadas pela Cedae depois que o Ministério Público e a Defensoria Pública cobraram na Justiça um plano de contingência contra a Covid-19.

O contrato, de R$ 30 milhões, foi celebrado emergencialmente — sem licitação — com a empresa Truly Nolen, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A proposta vencedora cobrou da Cedae R$ 5,90 para aplicação da substância quaternário de amônia em cada metro linear percorrido.

A auditoria, que ainda está em andamento, encontrou três propostas mais baratas em outro processo de contratação do governo do RJ, entre R$ 3,65 e R$ 4,32.

Equipe de sanitização da Cedae — Foto: Reprodução
Equipe de sanitização da Cedae — Foto: Reprodução

Metragem acima da oficial

A GloboNews apurou também que a Cedae pode ter “inflado” o tamanho das comunidades para o cálculo do contrato.

Com base na Lei de Acesso à Informação, a GloboNews obteve da companhia o termo de referência — o primeiro passo de qualquer contratação pública — da sanitização.

Nele, a Cedae informou que a sanitização seria feita em cinco milhões de metros lineares, ou seja, cinco mil quilômetros, sem explicar de onde tirou essa estimativa.

Essa distância é maior do que a linha reta do Oiapoque ao Chuí, de ponta a ponta do Brasil.

Sede da Truly Nolen, em Caxias — Foto: Reprodução/GloboNews
Sede da Truly Nolen, em Caxias — Foto: Reprodução/GloboNews

Batan seis vezes maior

Uma das discrepâncias na metragem está no Batan, na Zona Oeste do Rio.

Um levantamento feito a pedido da GloboNews pelo Instituto Pereira Passos (IPP), da prefeitura, mostra que essa comunidade é formada por 33 vias públicas, que somam 3.130 metros.

Nas contas da Cedae, no dia 21 de maio, a Truly Nolen aplicou produtos químicos em 18.079 metros no Batan — ou quase seis vezes a metragem segundo o IPP.

Para Claudio Crispim, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, a medição mais precisa é a do IPP.

“O Pereira Passos tem técnicos que conseguem trabalhar com ferramentas de geoprocessamento que são muito precisas, com margem de erro de 20 a 30 centímetros. Então não seria possível, a partir do material do IPP, chegar a uma diferença tão grande”, disse.

Outra diferença é na comunidade do Rio Piraquê, também na Zona Oeste: são 6.150 metros, pela medição do Instituto Pereira Passos.

Já a Cedae alega que fez o trabalho para eliminar o vírus em 14.601 metros de vias públicas, mais que o dobro do número oficial.

E em Rio das Pedras, a Cedae apresentou quase 14 mil metros a mais do que a medição da prefeitura.

Diagonais suspeitas

Segundo Crispim, o modelo de medição dos espaços públicos apresentado pela Truly Nolen no plano de trabalho também tem falhas.

“Apesar de ele andar por todas as vias, em uma malha mais quadriculada, a gente encontra diagonais também que acabam inflando a medição”, explicou.

Um desses mapas com diagonais é de Rio das Pedras.

Sem acompanhamento

Favela do Batan, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/GloboNews
Favela do Batan, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/GloboNews

O Termo de Referência também previa uma criação de uma ferramenta on-line para a Cedae acompanhar a medição em tempo real e ter mais segurança na fiscalização do contrato.

Mas nada disso foi feito.

No processo obtido pela GloboNews, não há nenhum relatório de medição das favelas preenchido pela Truly Nolen durante a prestação do serviço, o que também era uma exigência prevista no Termo de Referência.

Para Rafael Oliveira, especialista em direito administrativo do Ibmec, isso caracterizaria violação de contrato.

“O Termo de Referência é considerado parte integrante do contrato. Portanto, a violação do termo significa uma violação ao contrato. Leva, portanto, a uma investigação e, se for o caso, punição pela inexecução do contrato”, detalhou.

esmo sem apresentar os relatórios detalhados, a Cedae atestou que, entre 24 de abril e 22 de junho, pelo menos 1,7 milhão de metros de vias públicas passaram pela sanitização.

Por esse serviço, a Truly Nolen já recebeu mais de R$ 10 milhões.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a Cedae negou as irregularidades e informou que o contrato está sendo cumprido.

Sobre a medição do Batan, a companhia alegou que o serviço de sanitização também foi feito em comunidades vizinhas e, por isso, os números não batem com a metragem da prefeitura.

“A empresa contratada apresentou um sistema de medição com rastreamento e transmissão de dados feitos por operadora de telefonia móvel que fornece a latitude e a longitude dos pontos percorridos”, explicou.

A GloboNews pediu pela Lei de Acesso à Informação a íntegra desse processo de contratação e todos os documentos relacionados ao contrato, e nenhum relatório de medição foi apresentado pela Cedae.

A Truly Nolen esclareceu que está cumprindo todas as determinações previstas na relação contratual com a Cedae, “tendo realizado, até o presente momento, o serviço de sanitização em mais de 350 comunidades”.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Espuma Eleitoral!

A higienização de uma comunidade sendo eventual e não rotineira, é como pensar que para a prevenção contra a infecção por qualquer vírus, basta lavar muito bem as mãos somente uma vez por mês.  

Em termos de eficácia na limpeza e desinfecção, a operação não passa de um placebo sanitário. No entanto, é uma operação de forte apelo, pois, em um ano eleitoral conturbado por uma pandemia, vale muito a pena fazer muita espuma!


Representante de vereador acompanhando serviço da Comlurb


Quando estiver exaurido o modelo de empresa pública transformada em "máquina eleitoral", será necessário encontrar um novo modelo, possivelmente através de parceria público privada que preserve os profissionais da melhor forma possível e garanta algum legado da Comlurb, talvez como Agência Reguladora.





VEREADORES DO RIO TENTAM GANHAR VOTOS COM AÇÕES DA PREFEITURA CONTRA COVID-19

Em busca de novos mandatos na próxima eleição, parlamentares sinalizam suposta influência política na escolha de locais alcançados pelo trabalho de sanitização conduzido por companhia de limpeza urbana

19/07/2020 - 07:15 / Atualizado em 19/07/2020 - 09:58

Equipe da Comlurb realiza higienização de ruas em bairros do Rio Foto: Reprodução
Equipe da Comlurb realiza higienização de ruas em bairros do Rio Foto: Reprodução

O trabalho da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) direcionado ao combate à pandemia do novo coronavírus no Rio de Janeiro se tornou oportunidade para campanha política de vereadores em busca de reeleição. Nas redes sociais, políticos tentam se associar às ações de sanitização promovidas pelo órgão municipal pelas ruas da cidade. As postagens estão repletas de fotos ao lado dos funcionários responsáveis pela limpeza nos bairros cariocas.

A lista inclui, por exemplo, cinco vereadores da base de apoio ao prefeito Marcelo Crivella que tentam a reeleição: Vera Lins, Professor Adalmir, Marcelino D'Almeida e Felipe Michel (todos do partido Progressistas), além de Jair da Mendes Gomes (PROS).

Com sua base de eleitores concentrada na Zona Norte do Rio, Vera Lins sinaliza sua influência política ao citar ações de sanitização da Comlurb em áreas supostamente indicadas por ela.

Na semana passada, comemorou o atendimento a 14 ruas dos bairros de Vila Kosmos, Penha Circular e Praça do Carmo. Também celebrou sua interferência em ações realizadas em Cascadura, Parada de Lucas, Madureira e Vicente de Carvalho.

Na Zona Oeste, a publicidade ficou por conta de Marcelino D'Almeida, que fez posts sobre a ação da Companhia no entorno do Campo do Periquito, em Realengo. Já o vereador Felipe Michel preferiu um post mais genérico, mencionando todas as ações da Prefeitura, em 663 áreas.

"Todas as comunidades da cidade já receberam o serviço especial de higienização pela #Comlurb. E o trabalho não para! A iniciativa (...) tem por objetivo reduzir os riscos de contaminação pelo novo coronavírus em áreas de maior vulnerabilidade e aglomeração", diz ele, em uma mensagem recente.

As ações da Comlurb de prevenção à Covid 19 consistem em uma lavagem geral das ruas e calçadas, com água de reuso e detergente neutro através das mangueiras acopladas aos caminhões da companhia. Uma solução de hipoclorito é usada nos pulverizadores. Além do caminhão, as equipes responsáveis pela higienização contam, em média, com cinco agentes. A faxina geral é feita apenas nas vias públicas.

Procurada, a Comlurb informou que "as ações seguem critérios técnicos" e que "as higienizações não podem ser solicitadas", diferentemente do que indicam os vereadores.

A Companhia indicou também, em nota, que "vem promovendo desde 23 de março as operações especiais de higienização nos pontos de maior circulação de pessoas, como vias principais de bairros, pontos de ônibus, passarelas, entorno de hospitais, clínicas da família e postos de saúde e acesso às estações de modais de transportes, entre outros". E que as 663 comunidades da cidade foram atendidas, recebendo "lavagem geral".

Sanitização em Vicente de Carvalho, no Rio de Janeiro Foto: Reprodução
Sanitização em Vicente de Carvalho, no Rio de Janeiro Foto: Reprodução



O QUE DIZEM OS VEREADORES

Já os vereadores citados na reportagem dizem não ver irregularidades em suas ações.

Em nota, Vera Lins diz que "no atual momento, diversas lideranças têm procurado ajuda para sanitização de comunidades, tão importantes para o controle da pandemia" e que as publicações realizadas nas redes sociais da vereadora versam sobre o agradecimento ao órgão que está realizando o serviço, pelo atendimento do encaminhamento realizado, sem sua participação nas ações.

O vereador professor Adalmir diz que "além de encaminhar as solicitações, através de ofícios para a Prefeitura, o nosso mandato sempre procura fiscalizar as ações realizadas, a fim de constatar a sua adequação" e que "a fiscalização dos atos tem se mostrado um instrumento muito eficaz em favor da população".

Jair da Mendes Gomes diz que também não vê irregularidades em suas ações, porque "uma das prerrogativas do vereador é a fiscalização dos serviços dos órgãos públicos".

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Felipe Michel admite que indicou, por meio de de ofícios, locais a serem higienizados. Mas que a atitude, segundo ele, é um "dever do poder fiscalizador do vereador, principalmente neste momento de pandemia". E disse que acompanha "qualquer ação necessária, para realizar a fiscalização e ouvir a opinião pública".

Marcelino D'Almeida não retornou ao contato da reportagem.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

domingo, 17 de maio de 2020

Manto Laranja

Desde a primeira vez em maio de 2017 é sempre gratificante homenagear o gari vestindo o Cristo Redentor com as cores desse exército de profissionais rotineiramente dedicados à qualidade de vida em nossa cidade maravilhosa.




quarta-feira, 6 de maio de 2020

Happy

Simpática utilização da música Happy de Pharrell Willians como vídeo institucional de fim de ano da Polícia Militar do Distrito Federal.

É fácil imaginar como seria um videos destes com profissionais de limpeza urbana