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sábado, 19 de setembro de 2026

Kandersteg: o sonho de um Jamboree Permanente


Quando cheguei ao Kandersteg International Scout Centre, nos Alpes suíços, levei algum tempo para entender exatamente que tipo de lugar era aquele.

Há um grande chalé, áreas de camping, alojamentos, espaços para atividades e uma movimentação constante de jovens de diferentes países. À primeira vista, seria possível defini-lo como um centro de hospedagem e atividades para escoteiros.

Mas essa definição explica a estrutura e deixa de fora a ideia.

O KISC nasceu de um sonho de Robert Baden-Powell: criar um lugar onde o espírito de fraternidade internacional vivido nos grandes encontros escoteiros não desaparecesse quando o evento terminasse.

Para quem, como eu, não pertence ao movimento escoteiro, é preciso começar explicando o que é um Jamboree.

O Jamboree Mundial é um grande encontro internacional de escoteiros. Jovens de diferentes países acampam, participam de atividades, conhecem outras culturas e convivem durante vários dias. O primeiro foi realizado em Londres, em 1920, reunindo cerca de oito mil escoteiros de 27 países.

O momento histórico ajuda a compreender o significado daquele encontro. A Primeira Guerra Mundial havia terminado havia pouco tempo. Reunir jovens de diferentes nacionalidades, algumas delas recentemente em lados opostos de uma guerra, dava à convivência escoteira um sentido que ia além de jogos ou acampamentos.

Foi naquele Jamboree que Baden-Powell expressou o desejo de que existisse um lugar onde aquele sentimento de fraternidade mundial, paz e amizade internacional pudesse ser vivido durante todo o ano.

O Jamboree terminava.

A experiência não precisava terminar com ele.



Quando o sonho encontrou Kandersteg

Dois anos depois, em 1922, o dirigente escoteiro suíço Walther von Bonstetten encontrou em Kandersteg um chalé abandonado, construído originalmente durante as obras ferroviárias da região. Percebeu naquele lugar a possibilidade de transformar a ideia de Baden-Powell em algo concreto.

Baden-Powell visitou Kandersteg e apoiou o projeto. Em 21 de maio de 1923, o centro foi inaugurado. Nascia o que passou a ser conhecido como Permanent Mini Jamboree.

A expressão pode causar alguma confusão. Não significa que exista permanentemente em Kandersteg um gigantesco Jamboree nos moldes dos encontros mundiais.

O que se pretende manter permanente é o espírito do Jamboree.

Escoteiros chegam com seus grupos, ficam hospedados no centro, participam de atividades e encontram pessoas de outras nacionalidades. A programação procura favorecer justamente esse encontro. O próprio KISC organiza boa parte de suas atividades em torno de três ideias: International Friendship, Eco e High Adventure — amizade internacional, consciência ambiental e aventura.

Durante minha passagem pelo centro, esse conceito deixou de parecer uma expressão institucional e tornou-se bastante concreto. Havia línguas diferentes sendo faladas, bandeiras de vários países, grupos que chegavam de lugares distantes e atividades concebidas para colocar essas pessoas em contato. Meu relato da experiência registra justamente essa percepção: o centro procura reproduzir continuamente a essência de um Jamboree — pessoas de diferentes partes do mundo encontrando-se e fazendo coisas juntas.



Um lugar feito para o encontro

Talvez seja essa a melhor maneira de compreender o KISC.

O chalé, o camping, a hospedagem e as atividades não constituem simplesmente um destino turístico para escoteiros. São a infraestrutura necessária para que o encontro aconteça.

Os voluntários internacionais também fazem parte dessa lógica. Eles próprios vêm de diferentes países e culturas e ajudam a manter a experiência funcionando ao longo das estações. O encontro internacional não acontece apenas entre os hóspedes; ele está presente também entre aqueles que trabalham no centro.

Da mesma forma, atividades, tradições e rituais escoteiros reforçam uma identidade comum entre pessoas que muitas vezes chegaram falando línguas diferentes e trazendo costumes diferentes. Não é necessário que todos sejam iguais. Basta que reconheçam alguma coisa que os une.

Mais de cem anos depois da inauguração, o próprio KISC continua se apresentando como o Permanent Mini Jamboree, o sonho de Baden-Powell.

Talvez seja justamente essa permanência que mais impressione.

Um evento dura alguns dias. Depois as barracas são desmontadas, as pessoas voltam para casa e o lugar fica vazio.

Kandersteg tentou preservar outra coisa: não o evento, mas a possibilidade de que o encontro se repetisse.

Ano após ano, novas pessoas chegam. As anteriores já foram embora. As línguas mudam, os países mudam, os rostos mudam.

Os encontros terminam, o espírito do Jamboree permanece.



quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Do compliance à estratégia: como o ESG redefine a gestão de riscos nas empresa

A intensificação dos riscos climáticos no cenário global impõe às empresas a necessidade de revisar suas práticas de gestão e incorporar, de forma estruturada e transparente, critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) à sua estratégia corporativa. Mais do que uma exigência reputacional ou regulatória, trata-se de uma abordagem fundamental para fortalecer a resiliência organizacional, proteger a reputação e preservar o valor econômico de longo prazo.

Nos últimos anos, eventos extremos (enchentes, secas prolongadas, queimadas, ondas de calor ou frio intensas, crises hídricas e energéticas, etc.) têm se tornado mais frequentes e intensos. No Brasil, episódios recentes de desastres ambientais mostraram como falhas na antecipação e na gestão de riscos podem gerar prejuízos financeiros e comprometer a continuidade dos negócios. Nesse contexto, o gerenciamento ativo de indicadores ESG surge como ponto central na mitigação de riscos e na identificação de oportunidades associadas à transição para negócios mais sustentáveis.

A adoção de métricas e práticas alinhadas a ferramentas internacionalmente reconhecidas — como as recomendações do TCFD (Task Force on Climate-Related Financial Disclosures), os padrões setoriais do SASB (Sustainability Accounting Standards Board) e as diretrizes emitidas pelo recém-estabelecido ISSB (International Sustainability Standards Board) — permite às organizações estruturarem processos robustos de divulgação, monitoramento e resposta aos impactos materiais relacionados ao clima e a outros fatores ESG.

A metodologia do TCFD foca na divulgação de ameaças e oportunidades relacionadas ao clima, com ênfase em quatro pilares: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas e metas. Sua aplicação amplia a transparência e oferece aos investidores informações consistentes para avaliação de riscos climáticos.

O arcabouço do ISSB, órgão vinculado à IFRS Foundation e voltado ao mercado de capitais, busca consolidar padrões globais de sustentabilidade, com foco na materialidade financeira e na interoperabilidade com outros instrumentos. Ao equilibrar conceitos e indicadores, o ISSB reduz a fragmentação das informações e facilita a comparabilidade entre empresas de diferentes setores e países.

Já o SASB fornece padrões setoriais específicos, amplamente utilizados por investidores institucionais para avaliação de desempenho ESG, com foco em aspectos materiais que impactam diretamente a performance financeira. Essa abordagem orienta as empresas a reportarem dados relevantes para seu setor, aumentando a utilidade das informações divulgadas.

Integrar essas ferramentas aos relatórios financeiros e contábeis representa um avanço significativo na gestão dos negócios. As informações obtidas expandem a visão dos gestores sobre os fatores que impactam a sustentabilidade da empresa e permitem decisões mais embasadas, antecipação de crises e fortalecimento da confiança de acionistas e de outros públicos. A clareza sobre os riscos não financeiros que podem comprometer o retorno de investimentos é cada vez mais valorizada pelo mercado.

Esses dados, quando incorporados às práticas de compliance, auditoria e controles internos, tornam-se aliados estratégicos da governança corporativa. Em um ambiente em que riscos podem se transformar em crises em questão de horas, antecipar, mensurar e reportar impactos ESG pode ser o fator decisivo entre a sustentabilidade e o fracasso do negócio.

A implementação efetiva dessa agenda exige que a alta liderança esteja engajada e que haja integração entre as diferentes áreas da companhia. Além disso, a tecnologia desempenha um papel essencial, permitindo o uso de sistemas de monitoramento em tempo real, inteligência de dados e modelos preditivos para antecipar riscos climáticos e sociais.

O movimento regulatório também acelera essa transformação. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), por exemplo, já avança na direção de exigir divulgações alinhadas ao ISSB. No exterior, normas como a CSRD (Corporate Sustainability Reporting Directive), da União Europeia, e a regra de divulgação climática da SEC (Securities and Exchange Commission), nos Estados Unidos, reforçam que a transparência sobre riscos ESG será, em breve, um requisito inegociável para empresas que pretendem acessar capital global.

Em vez de enxergar o ESG como custo ou imposição regulatória, é hora de compreendê-lo como diferencial competitivo. Empresas que adotam estruturas sólidas de gestão de riscos com base nesses critérios fortalecem sua capacidade de adaptação, aumentam sua atratividade junto a investidores e clientes e se posicionam melhor em mercados cada vez mais atentos à sustentabilidade.

O futuro das organizações será moldado pela capacidade de identificar, compreender e responder aos riscos e oportunidades ESG. As companhias que se anteciparem, investirem em governança e integrarem sustentabilidade à estratégia estarão mais preparadas para prosperar em um mundo de mudanças rápidas e incertezas crescentes.


Sergio Volk é membro do Conselho Fiscal do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP), além de membro do Conselho Consultivo da Cogni ESG e professor no MBA da FEI. É economista, cursou doutorado em economia pela EPGE-FGV/RJ, e mestre pela PUC-SP em Contabilidade, Finanças e Auditoria. 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

Matriz Eisenhower

Autoria 

Criada pelo 34º presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, a Matriz de Eisenhower é uma ferramenta utilizada para priorizar tarefas e orientar os processos de tomada de decisão nas organizações.

Podemos definir o que é Matriz de Eisenhower como uma forma de categorizar as atividades que precisam ser feitas de acordo com dois critérios básicos: urgência e importância.

A intenção da Matriz de Eisenhower é priorizar as tarefas que são urgentes e importantes. Essa ferramenta faz uma espécie de triagem dos seus afazeres para evitar que você perca tempo com as tarefas que possuem menos importância ou que são menos urgentes.

As tarefas consideradas importantes são aquelas que estão diretamente relacionadas ao alcance de determinada meta ou objetivo. Já as tarefas com caráter de urgência estão diretamente ligadas ao prazo estabelecido para sua realização.

Tendo isso em vista, cabe à Matriz de Eisenhower organizar melhor a sua rotina para que você possa dar prioridade às tarefas de maior importância e urgência, impactando positivamente sua produtividade.


 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Matriz Eisenhower - Para quem tem muitas atividades na lista




Dwight David "Ike" Eisenhower (Denison, 14 de outubro de 1890 — Washington, 28 de março de 1969) foi o 34º Presidente dos Estados Unidos de 1953 até 1961. Antes disso, ele foi um general de cinco estrelas do Exército Americano. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu como o Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa.
 

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Curso EAD de Ferramentas de Gestão

Mais um curso onde sou instrutor
O curso de Ferramentas de Gestão oferece um panorama do seguinte conteúdo:

Círculos de Controle da Qualidade
Fluxogramas
Diagramas de Pareto
Folhas de Verificação
Histogramas
Gráficos de controle
Diagramas de Dispersão
Causa e efeito
5 porquês 
5W-2H
Matriz GUT
Dicas de Gestão



 

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Webinar - O conceito de "Sentinela" como barreira de melhoria nos processos

 “Sentinelas” são procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitos somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. 

Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais. Da mesma forma, sentinelas podem surgir pelo abandono de procedimentos, conceitos, rotinas que ainda tem razão para sua existência!

Em nome de uma autoestima institucional exacerbada somos refratários à novas idéias e amantes de nossos sentinelas. Aceitamos como verdade absoluta o que nos chega sem qualquer exame ou questionamento.


Como será o mundo daqui a pouco?

O conceito budista de impermanência aplicado às relações comerciais

Um minuto atrás

Um instante atrás

Daqui a pouco

Restaurante, lanchonete e pizzaria com entregador na motocicleta.

Restaurante somente com a cozinha e com entrega por aplicativo Ifood, Rappi, UberEats.

 

Administradora de imóveis com corretor anunciando apartamentos no jornal de domingo

Aluguel ou venda de impovel por por aplicativo QuintoAndar ou zapimoveis

 

Transações bancárias em agências bancárias com caixas automáticos

Bancos digitais sem agências como Nubank ou Neon

 

Táxi rodando pela cidade ou nos pontos esperando passageiro

Viagens programadas no Uber ou Cabify e pagas pelo aplicativo

 

Viagens com agências e agendamento de Hotéis.

Hoteis no Booking ou Airbnb, passagens no Decolar

 

Vai no cursinho de inglês e fica repetindo as frases na turma cheia

Conversa com o professor no OpenEnglish ou no English Live

 

Abre a Barsa ou Encyclopædia Britannic e copia o que der

Vai no GOOGLE ou no Wikipédia

 

Leva dinheiro trocado para comprar coisas na feira.

Todo mundo tem maquininha!

 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Capacitação em Gestão de Projetos

Aproveitando o distanciamento para atualizar conhecimentos sobre gestão de projetos com os cursos gestão de projetos de desenvolvimento PM4R e gestão de risco em projetos, oferecidos pela IDBx, uma iniciativa de aprendizado online do Inter-American Development Bank - BID.




sábado, 14 de março de 2020

Gestão e Liderança

Não sei a fonte!
Mas seja qual for a origem, está de parabéns!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O poder do distanciamento

O Artigo abaixo sugere uma forma de eliminar nossos "sentinelas" através do distanciamento. 

Em nosso ambiente de trabalho quantas Sentinelas continuam existindo quando a razão de sua existência já não mais existe? Quantos procedimentos, conceitos, rotinas continuam sendo feitas por serem consideradas verdades inquestionáveis? Quantas vezes escutamos que isso ou aquilo existe “porque sempre foi assim” ou “é assim desde que eu cheguei”?

É fundamental reconhecer que nada é permanente, que os cenários estão em constante mudança. Consequentemente a razão da existência de um importante procedimento pode não existir amanhã. Para que persistir no procedimento se ele não oferece mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos? Para que insistir em algo que não agrega valor?




O poder do distanciamento

Olhar as situações o dia-a-dia com um certo distanciamento é fundamental para que oportunidades sejam percebidas

Anna Luiza Miranda. Diretora Comercial e Marketing na Roadcard


Saia do automático! Esta talvez seja a frase que minha equipe mais ouve de mim.

A rotina, quando bem estabelecida, serve para nos ajudar no planejamento e organização do trabalho. É fundamental para conseguir atingir as metas.

Quanto mais repetimos um determinado processo, ele vai se tornando automático e acabamos cometendo o erro de fazê-lo sem pensar muito. E aí corremos o risco de subestimar detalhes que poderiam elevar nosso desempenho. É claro que temos que usar a rotina como nossa aliada para ganhar eficiência, aumentar nossa experiência, mas sem que ela nos "robotize".

Temos que ter sempre um olhar de "distanciamento" para poder observar as oportunidades de melhorias, sejam elas de nosso próprio desempenho, de um determinado processo, de um controle, de um produto ou mesmo de nossa postura profissional.

O líder deve estimular sua equipe a sair do automático observando o seu dia-a-dia e explorando cada as situação que eles trazem, para fazê-los perceber que podem contribuir muito mais para o crescimento da empresa e seu próprio desenvolvimento profissional.

 É fácil constatar isso quando participamos da rotina de outra pessoa, pois fica muito fácil perceber as oportunidades olhando de fora da situação.

A minha ficha caiu quando fiz um road show pelo Brasil, acompanhando cada um dos meus gerentes de vendas, no intuito de estudar um pouco as especificidades do mercado de cada região e, assim, observar o trabalho e a rotina de cada um, além de acompanhá-los em visitas a nossos clientes.

Conforme as visitas aconteciam, observei que meus gerentes estavam tão focados em resolver o assunto que nos levara ali, que não percebiam algumas oportunidades de atender melhor nossos clientes, mesmo sendo muito capacitados e treinados em nossa empresa, que tem como um dos seus pilares a excelência em prestação de serviços.

Eu percebia estes detalhes pelo simples fato de estar vivendo fora da minha rotina e isso me tornava mais atenta à situação. Isso fez com que minha atitude fosse mais observadora e investigativa, pois estava querendo conhecer profundamente o cliente e ouvir qual era a percepção que ele tinha do nosso produto e do nosso atendimento.

Voltando à minha rotina, passei a exercitar este distanciamento diariamente e em muito pouco tempo percebi a evolução do meu próprio trabalho. Reflito sempre o que outra pessoa, olhando de fora a minha rotina, acharia que posso melhorar. Quantas chances eu perdia!

Certas oportunidades em torno do trabalho que você desempenha ninguém enxergará melhor do que você mesmo! Mas para isto é necessário exercitar este olhar de distanciamento.

Sair do automático requer exercício diário, mas acima de tudo humildade, pois só com humildade teremos o ímpeto de exercitar o eterno questionamento de como as situações poderiam melhorar e principalmente de admitir que SIM, elas sempre podem melhorar!

E você, já saiu do automático hoje?

domingo, 23 de dezembro de 2018

Ferramentas para Inovação de Serviços


É crescente a demanda por métodos de gestão de processos mais ágeis na área pública. As fases e os métodos exigidos na gestão de portfólio tradicional de projetos são extensas e burocráticas e tornam esse modelo na contramão da exigência da sociedade. Neste contexto, metodologias ágeis, simples e que trazem agilidade aos processos estão se tornando cada vez mais comuns como por exemplo as seguintes:


Scrum


A metodologia Scrum, também conhecida como Metodologia Ágil, foi criada nos anos 1990 por Ken Schwaber e Jeff Sutherland, que viram os gargalos no gerenciamento de projetos “clássico”. Devido a isso desenvolveram um método capaz de resolver problemas complexos, de maneira criativa, com foco na entrega de produtos de alto valor agregado. Uma das características principais do método é sua capacidade de lidar com situações complexas utilizando o conhecimento e a experiência para a tomada de decisão. Para isso, ele utiliza uma abordagem iterativa e incremental com equipes multifuncionais para desenvolver produtos com maior valor agregado.

O Scrum é desenvolvido sempre por um “Time Scrum”, que deve ser auto gerenciável e com pessoas de habilidades e competências complementares. O modelo desse estilo de time é focado em gerar maior flexibilidade, criatividade e produtividade.

Sugestões de Leituras:



O método Lean é um método de melhoria de processos, com foco na melhoria contínua da gestão e dos processos de uma organização. Significa criar um sistema de gestão enxuto (lean). A essência do pensamento lean é a contínua eliminação de atividades desnecessárias, os desperdícios, que permeiam praticamente todos os tipos de processos, assistenciais, de suporte e administrativos. Se formos capazes de eliminar o esforço desnecessário, haverá mais tempo e recursos disponíveis para as coisas realmente importantes. Eliminar desperdícios significa ser capaz de deixar de fazer o que é irrelevante, liberando capacidade de trabalho para aprimorar aquilo que realmente interessa. Isso implica repensar a maneira como se lidera, gerencia e desenvolve pessoas.  



Sugestões de Leituras:



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A Comunitas é uma organização da sociedade civil brasileira que tem como objetivo contribuir para o aprimoramento dos investimentos sociais corporativos e estimular a participação da iniciativa privada no desenvolvimento social e econômico do país. 





sábado, 1 de setembro de 2018

Quase um "de volta para o futuro"

Ao longo de minha vida profissional sempre tive prazer em compartilhar conhecimento através de palestras, treinamentos ou simplesmente uma boa conversa. Para mim, todos os momentos de reunião deveriam ser encarados como oportunidades de troca de conhecimento. 

Foi com alegria que recebi o convite para ser instrutor do Programa de Desenvolvimento Gerencial PDG, programa que iniciei a modelagem em 2017, e que agora inicia com turmas regulares.

Interessante é que estou apresentando um módulo sobre "Ferramentas da Qualidade" e "Análise Causa Efeito", assuntos que tomei conhecimento e estudei nos primeiros meses de trabalho no estaleiro Ishikawagima no início da década de 90 do século passado! Quase um "de volta para o futuro"



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Limpeza na Comlurb


Todos os 80 nomes indicados por Rubens Teixeira na empresa são exonerados e secretário da Casa Civil promete valorizar funcionários “da casa”


Lixo retirado do Rio Maracanã, no último dia 15, na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Uruguai, na Tijuca. Foto Marcos de Paula /Agência O Globo
Lixo retirado do Rio Maracanã, no último dia 15, na esquina da Avenida Maracanã com a Rua Uruguai, na Tijuca. Foto Marcos de Paula /Agência O Globo
Durante a campanha à prefeitura, em 2016, o então candidato Marcelo Crivella (PRB) citou a música “Cartomante”, de João Bosco, ao criticar as prisões de lideranças do partido de seu adversário Pedro Paulo: “Cai o rei de espadas/ cai o rei de ouro/ cai o rei de paus, cai, não fica nada”, numa referência às condenações de Sérgio Cabral e Eduardo Cunha, ambos do PMDB. O gracejo poderia ser repetido pelo agora Crivella prefeito neste 28 de fevereiro para designar a limpeza que ocorreu na Comlurb. Todas as 80 pessoas indicadas a cargos – muitos dos quais operacionais – pelo ex-presidente da companhia Rubens Teixeira foram demitidas.  Teixeira, que é engenheiro e pastor evangélico e atualmente ocupa o posto de secretário municipal de Transportes, causou mal-estar na Comlurb ao indicar pessoas sem nenhum histórico de gestão a cargos importantes.

A gente já queria trazer de volta a postos de comando alguns funcionários de carreira. Depois das chuvas, comecei a ligar para o presidente da Comlurb pouco depois da meia noite, mas só às 3 da manhã as equipes foram para as ruas. Então foi a gota d’água. Escolhemos o Tarquínio Prisco, considerado uma pessoa isenta e bastante respeitada por todos 
Paulo MessinaSecretário da Casa Civil do Rio de Janeiro

Com 267 dispensas e nomeações publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira, o secretário da Casa Civil da prefeitura, Paulo Messina, promove alterações que abrangem todas as diretorias da empresa que passa por crise sem precedentes – o déficit em 2018 chega a R$ 305 milhões e a dívida com fornecedores ultrapassa os R$ 100 milhões. A principal credora é a Ciclus, que opera o aterro sanitário de Seropédica, para onde vai todo o lixo da capital: a dívida chega a R$ 61 milhões.

As mudanças impõem um “começar de novo” à empresa, diz uma fonte. Muitos ex-diretores e coordenadores com muitos anos de casa retornam a seus postos. Quatro gerências da Zona Oeste (Campo Grande, Bangu, Senador Vasconcelos e Santa Cruz) voltam a ser ocupadas por funcionários de carreira. Um dos demitidos é Rogério dos Santos Barreto, da gerência de Bangu. Ele havia sido ajudante parlamentar júnior de Crivella no Senado. Amaury Nicolau da Silva Filho, que aparece na internet como sócio da Igreja Batista do Largo do Aarão, em Santa Cruz, também foi demitido do cargo do comando da gerência do mesmo bairro.

Lixo acumulado na praia do Catalão, próximo ao Parque Tecnológico do Fundão. Foto de Custódio Coimbra
Lixo acumulado na praia do Catalão, próximo ao Parque Tecnológico do Fundão. Foto de Custódio Coimbra

Lenílson de Oliveira Vargas, nomeado por Rubens Teixeira e demitido da Transpetro por justa causa, em janeiro, deixa oficialmente o cargo de assessor especial da presidência da empresa de limpeza pública. Ele é acusado de assinar contrato fraudulento na subsidiária da Petrobras.

– A reconstrução será lenta e difícil. Mas a disposição é grande, vamos conseguir realizar alguns sonhos. A falta de dinheiro é imensa, estamos numa penúria danada e devendo muito aos contratados – diz um funcionário de carreira, com mais de duas décadas de Comlurb.

As trocas foram conduzidas pelo novo presidente da empresa, Tarquínio Prisco de Almeida, que assumiu no dia 21. Ele é o quarto nome a ocupar o posto maior da empresa na gestão de Crivella. O troca-troca é inédito na história de 43 anos da companhia. Tarquínio é funcionário de carreira e ganhou carta branca da Casa Civil municipal para cortar todos os nomes não-técnicos da empresa de 19.500 funcionários.

Funcionários de carreira ganham destaque

O secretário da Casa Civil da prefeitura, Paulo Messina, diz que o objetivo com as mudanças é promover um “novo ciclo” na empresa. Ele reafirmou que a gota d’água para a mais recente troca de comando foi a demora na ação da empresa depois do temporal do dia 15 de fevereiro. Eduardo Oliveira, braço-direito de Rubens Teixeira, teria demorado mais de três horas para botar as equipes nas ruas para retirar árvores caídas.

– A gente já queria trazer de volta a postos de comando alguns funcionários de carreira. Depois das chuvas, comecei a ligar para o presidente da Comlurb pouco depois da meia noite, mas só às 3 da manhã as equipes foram para as ruas. Então foi a gota d’água. Escolhemos o Tarquínio Prisco, considerado uma pessoa isenta e bastante respeitada por todos – diz Messina.

Segundo o secretário, a nova gestão da Comlurb dará prioridade na renegociação com as empresas credoras. Um aporte emergencial de R$ 14 milhões será feito nas empresas Ciclus, Colares Linhares, CS Brasil e TRD para evitar, por exemplo, que o aterro de Seropédica possa adotar uma medida extrema, como a recusa de receber as 10 mil toneladas de resíduos coletadas diariamente nos domicílios e ruas da cidade. Uma possibilidade que geraria um caos sem precedentes.

Sobre o déficit de R$ 305 milhões da empresa, Messina reconheceu que a crise na Comlurb “se agravou” em 2017, mas teve início em 2014, na gestão de Vinicius Roriz, no governo de Eduardo Paes. Segundo Messina, passou a haver “politização” que culminou com o aumento dado aos garis, que fizeram uma expressiva greve naquele ano e conseguiram reajustar seus vencimentos em 37%. O ex-prefeito não quis comentar.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Funcionário há 24 anos, engenheiro é o escolhido para presidir a Comlurb

Novo gestor assume com o desafio de negociar dívida de R$ 100 milhões da empresa
   


Parte do comando da Comlurb foi trocada após decisão da prefeitura - Gabriel de Paiva / Agência O Globo
RIO — O engenheiro Tarquinio Prisco Fernandes de Almeida é o novo presidente da Comlurb. Engenheiro com especialização nas áreas sanitária e ambiental, ele é funcionário da empresa há 24 anos. Tarquínio será o quarto presidente da empresa desde o início do governo do prefeito Marcelo Crivella e assume em meio a uma crise. A atuação da companhia durante o temporal, que deixou quatro mortos na semana passada, está sendo criticada.

De acordo com reportagem do “RJ-TV”, a Comlurb ainda deve cerca de R$ 100 milhões a fornecedores, segundo informações da Associação Brasileira de Empresas Públicas e Resíduos Especiais (Abrelpe). Na lista de credores, estão as quatro empresas terceirizadas responsáveis por fornecer a frota que faz a coleta de lixo na cidade.

Para outros postos-chave, foram escolhidos funcionários de carreira. Um deles é o ex-diretor de serviço, Edson Rufino, que será chefe de gabinete.

CÚPULA TROCADA

A decisão de trocar parte do comando da Comlurb foi tomada porque a cúpula da prefeitura ficou insatisfeita com a reação da companhia no temporal da quinta-feira passada. Enquanto as chuvas alagavam vários pontos da cidade, equipes de plantão no Centro de Operações Rio (COR), tentavam sem sucesso localizar os coordenadores das equipes de emergência.

Os garis só começaram a trabalhar por volta das 4 da manhã, mais de duas horas após o início das chuvas. Devido ao atraso, não foi possível deslocar a tempo equipes para remover árvores caídas que obstruíam vias ou o lixo acumulado que impedia que a água escoasse em corredores de tráfego importantes, antes que começassem a ser tomados pelo tráfego pesado durante o dia.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Nem tudo que se encontra um museu é coisa antiga

Museu Histórico nacional relembrando D. Pedro II

Servidor Público:
Depende, sobretudo, da nomeação de empregados honestos e aptos para os empregos. Os interesses eleitorais contrariam, no estado atual, direta ou indiretamente, o acerto dessa nomeação.

Favores:
Cumpre não indicar pessoas para cargos ou graças aos ministros, exceto em circunstâncias muito especias, de maior proveito público


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Hackathon Comlurb no Rock in Rio

Durante os dias 8 e 12/09 a equipe de especialistas em Tecnologia da Informação da COMLURB realizou a análise de alguns processos com o objetivo de entender toda a dinâmica de atividades relacionadas à operação de limpeza durante um grande evento.

Principalmente os processos de controle realizados manualmente, como a chegada e saída dos colaboradores, fornecimento de lanche, controle de pesos dos caminhões, ofereciam oportunidades de melhoria com o uso de TI. Diante disso, com o objetivo de utilizar o Rock in Rio como um laboratório de desenvolvimento de aplicativos, os profissionais praticamente fizeram um Hackathon para que nos dias do evento  conseguissem entregar soluções que atendessem a demanda identificada e fossem utilizadas em paralelo as práticas já existentes de controle manual como forma de validação das soluções digitais.





Aplicativos Ofertados como protótipo:

1.      Controle de Presença

Aplicação desenvolvida para evitar controle em papel de assinatura do cartão de ponto. O controle do comparecimento do colaborador realizado com procedimento de leitura do crachá (tecnologia NFC) registrando sua  entrada ou a saída.




2.      Controle de Lanche

Aplicação co o sugestivo nome de "COMILÃO" desenvolvida para ser utilizada no controle de entrega de lanche. No ato da entrega do lanche é realizada a leitura do crachá registrando a informação sobre a hora do lanche e quantidade de lanche que o colaborador retirou.




3.      Controle de Almoxarifado  

Aplicação desenvolvida para ser utilizada no controle de almoxarifado. No ato da solicitação de um item no estoque, é realizado o lançamento da matricula do colaborador que está retirando o material, o item, a quantidade e a impressão do comprovante de saída desse material. Desta forma consegue-se identificar a quantidade real de material utilizado em cada área de trabalho.


                                                 

4.      Pesagem

Aplicação desenvolvida para obterem-se os dados referentes aos pesos dos caminhões utilizados no evento. Após a criação de identificação dos roteiros dos caminhões que seriam utilizados exclusivamente para a coleta seletiva e comum do evento, essa aplicação captura os dados de pesagem na estação de transferência no momento em que o caminhão passa pela balança eletrônica.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

Visita ao Centro de Tratamento de Resíduos em Seropédica

Todo gestor da Comlurb, em qualquer nível, em especial os gestores estratégico e diretores, devem ter em sua agenda espaço para visitas ao Centro de Tratamento de Resíduos em Seropédica.

Conhecendo o escopo e as dimensões do serviço prestado pela concessionária Ciclos podemos melhorar nosso entendimento necessário para tomada de  decisões relativas a transferência, transporte, tratamento e disposição final dos resíduos de nossa cidade.


Sorriso de Engenheiro diante de uma planta operacional grandiosa

Frente de Trabalho em Setembro de 2017


A Ciclus (Razão Social: Ciclus Ambiental do Brasil S.A.) é uma concessão da Comlurb – Companhia Municipal de Limpeza Urbana. Fundada em 2010, foi criada para realizar a gestão integrada – transferência, transporte, tratamento e disposição final - dos resíduos sólidos urbanos domiciliares e de grandes geradores das cidades do Rio de Janeiro, Seropédica e de outras prefeituras, além de clientes comerciais. 




Criado para substituir o antigo aterro controlado de Gramacho, o Centro de Tratamento de Resíduos – CTR Rio – iniciou suas operações em abril de 2011. Em um terreno com mais de 2 milhões de m2, o projeto ambiental foi planejado e executado para garantir que o solo e o ar não fossem contaminados. A implantação possui tecnologia de ponta, sendo um dos centros de tratamento mais avançados de toda a América Latina.

Diariamente, o CTR Rio recebe cerca de 10 mil toneladas de resíduos coletados em Seropédica, Itaguaí e Rio de Janeiro. Garantindo a proteção do meio ambiente local, o solo do aterro recebeu tripla impermeabilização de base reforçada, utilizando argila e dupla camada de mantas de polietileno de alta densidade e utilização de sensores eletrônicos que podem detectar qualquer tipo de anomalia no sistema de impermeabilização. Desta forma, evita-se que o chorume gerado pela decomposição dos resíduos entre em contato com o solo. O líquido de cor escura e tóxico é captado e enviado para tratamento na Estação de Tratamento de Chorume dentro do CTR Rio.

O metano, gás altamente poluente, liberado também através da decomposição dos resíduos no aterro, é drenado até os flares, onde são queimados. Esta queima transforma o metano em gás carbônico, 25 vezes menos poluente. O que antes poluía nos lixões, hoje é tratado na CTR Rio.

Além disso, o CTR Rio conta com uma rede de poços de monitoramento que permite avaliar as propriedades das águas subterrâneas, verificando se há contaminação. Os recursos de controle de qualidade ambiental tendem a se tornar referência até para os órgãos ambientais.


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Lean Service - Cultura da Aversão ao Desperdício:

Atacar, sem tréguas, todas as fontes de desperdícios


"O Japão passou por épocas de grande fome. O desperdício de comida era um pecado e provocava o “castigo dos deuses”. Uma das palavras que as crianças (eu, inclusive) mais ouvia dos pais era “Mottainai” que significa que a finalidade de algo está sendo desperdiçado, perdido. Minha mãe me falava com ar de reprovação.


Aliás o Lean Manufacturing é definido por muitos como a arte de atacar, sem tréguas, todas as fontes de desperdícios, de “wastes” (em inglês) ou “mudás” (em japonês).



Aliás esse sentimento que abomina desperdícios, principalmente de comida, é comum também aos europeus que sofreram duas guerras e muitos passaram fome. Em geral, países que sofreram muitas dificuldades (como a neve no inverno) tendem a ser mais disciplinados e evitam os desperdícios e ficaram mais ricos. Muitos descendentes de alemães, italianos e outros europeus que tiveram problemas de escassez de comida também evitam desperdícios de comida. E isso foi bom para eles, pois ficaram ricos!"





Combater todo tipo de desperdício na Comlurb Viva

A “Comlurb Viva” promove ações relacionadas com a Melhoria Contínua e principalmente ações que buscam um ambiente de total Respeito Pelas Pessoas que a alinham com o conceito de Lean Manufactoring, mais precisamente, um “Lean Service”.

O segundo preceito da Diretriz Geral de Trabalho da “Comlurb Viva” convoca a “combater todo tipo de desperdício”. 

Desperdício considerado como tudo aquilo que é realizado, consumido, organizado, pensado que não oferecem mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos, ou seja, que não agrega valor.


Desperdício causado por procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitas somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais. As “sentinelas da Pracinha”.

Para combater sem tréguas todo tipo de desperdício é necessário aplicar Engenharia de Valor e Análise de Valor para questionar procedimentos consolidados e conceitos sedimentados que, pela constante mudança do ambiente e cenários, podem não mais oferecer  atributos tangíveis e intangíveis e/ou oportunidades de redução de custos, ou seja, que deixaram de agregar valor ao serviço oferecido ao cidadão carioca.