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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Placebo milionário!

A Comlurb se empenhou na chamada higienização de comunidades usando detergente neutro lavando o chão com caminhões pipas e hipoclorito de sódio nas superficies com Borrifadores. Uma ação bem semelhante a da CEDAE, que usou “quaternário de amônia de quinta geração e biguanida polimérica – phmb” borrifado com nebulizador a frio.

Os dois procedimentos, sendo eventuais e não rotineiros na mesma comunidade , são como pensar que para a prevenção contra a infecção por qualquer vírus, basta lavar muito bem as mãos somente uma vez por mês.  Em termos de eficácia na limpeza e desinfecção, ambos são placebos sanitários.

Eficazes ou não, a ação das duas Companhias são redundantes. 

Somente na imaginação podemos vislumbrar a oportunidade perdida da Companhia Municipal ser contratada pela Companhia Estadual para realizar a "sanitização das comunidades" de forma vantajosa para as finanças e para a integridade. 



Cedae pagou mais caro por sanitização de comunidades, diz auditoria; metragem de favelas aparece até seis vezes maior

Relatório da Controladoria-Geral do Estado aponta propostas mais baratas para aplicação de limpeza. Companhia cotou preço de sanitizante para 5 mil quilômetros de vias a R$ 30 milhões no total. Estatal nega irregularidades.

Por Marcelo Bruzzi, GloboNews


12/08/2020 12h24  Atualizado há 3 horas

Um relatório da Controladoria-Geral do Estado do Rio (CGE-RJ) sobre o “plano emergencial de sanitização das favelas” da Cedae, a companhia de águas e esgotos do RJ, apontou “risco da não obtenção do melhor preço”.


A sanitização das favelas foi uma das medidas anunciadas pela Cedae depois que o Ministério Público e a Defensoria Pública cobraram na Justiça um plano de contingência contra a Covid-19.

O contrato, de R$ 30 milhões, foi celebrado emergencialmente — sem licitação — com a empresa Truly Nolen, de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A proposta vencedora cobrou da Cedae R$ 5,90 para aplicação da substância quaternário de amônia em cada metro linear percorrido.

A auditoria, que ainda está em andamento, encontrou três propostas mais baratas em outro processo de contratação do governo do RJ, entre R$ 3,65 e R$ 4,32.

Equipe de sanitização da Cedae — Foto: Reprodução
Equipe de sanitização da Cedae — Foto: Reprodução

Metragem acima da oficial

A GloboNews apurou também que a Cedae pode ter “inflado” o tamanho das comunidades para o cálculo do contrato.

Com base na Lei de Acesso à Informação, a GloboNews obteve da companhia o termo de referência — o primeiro passo de qualquer contratação pública — da sanitização.

Nele, a Cedae informou que a sanitização seria feita em cinco milhões de metros lineares, ou seja, cinco mil quilômetros, sem explicar de onde tirou essa estimativa.

Essa distância é maior do que a linha reta do Oiapoque ao Chuí, de ponta a ponta do Brasil.

Sede da Truly Nolen, em Caxias — Foto: Reprodução/GloboNews
Sede da Truly Nolen, em Caxias — Foto: Reprodução/GloboNews

Batan seis vezes maior

Uma das discrepâncias na metragem está no Batan, na Zona Oeste do Rio.

Um levantamento feito a pedido da GloboNews pelo Instituto Pereira Passos (IPP), da prefeitura, mostra que essa comunidade é formada por 33 vias públicas, que somam 3.130 metros.

Nas contas da Cedae, no dia 21 de maio, a Truly Nolen aplicou produtos químicos em 18.079 metros no Batan — ou quase seis vezes a metragem segundo o IPP.

Para Claudio Crispim, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, a medição mais precisa é a do IPP.

“O Pereira Passos tem técnicos que conseguem trabalhar com ferramentas de geoprocessamento que são muito precisas, com margem de erro de 20 a 30 centímetros. Então não seria possível, a partir do material do IPP, chegar a uma diferença tão grande”, disse.

Outra diferença é na comunidade do Rio Piraquê, também na Zona Oeste: são 6.150 metros, pela medição do Instituto Pereira Passos.

Já a Cedae alega que fez o trabalho para eliminar o vírus em 14.601 metros de vias públicas, mais que o dobro do número oficial.

E em Rio das Pedras, a Cedae apresentou quase 14 mil metros a mais do que a medição da prefeitura.

Diagonais suspeitas

Segundo Crispim, o modelo de medição dos espaços públicos apresentado pela Truly Nolen no plano de trabalho também tem falhas.

“Apesar de ele andar por todas as vias, em uma malha mais quadriculada, a gente encontra diagonais também que acabam inflando a medição”, explicou.

Um desses mapas com diagonais é de Rio das Pedras.

Sem acompanhamento

Favela do Batan, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/GloboNews
Favela do Batan, na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/GloboNews

O Termo de Referência também previa uma criação de uma ferramenta on-line para a Cedae acompanhar a medição em tempo real e ter mais segurança na fiscalização do contrato.

Mas nada disso foi feito.

No processo obtido pela GloboNews, não há nenhum relatório de medição das favelas preenchido pela Truly Nolen durante a prestação do serviço, o que também era uma exigência prevista no Termo de Referência.

Para Rafael Oliveira, especialista em direito administrativo do Ibmec, isso caracterizaria violação de contrato.

“O Termo de Referência é considerado parte integrante do contrato. Portanto, a violação do termo significa uma violação ao contrato. Leva, portanto, a uma investigação e, se for o caso, punição pela inexecução do contrato”, detalhou.

esmo sem apresentar os relatórios detalhados, a Cedae atestou que, entre 24 de abril e 22 de junho, pelo menos 1,7 milhão de metros de vias públicas passaram pela sanitização.

Por esse serviço, a Truly Nolen já recebeu mais de R$ 10 milhões.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a Cedae negou as irregularidades e informou que o contrato está sendo cumprido.

Sobre a medição do Batan, a companhia alegou que o serviço de sanitização também foi feito em comunidades vizinhas e, por isso, os números não batem com a metragem da prefeitura.

“A empresa contratada apresentou um sistema de medição com rastreamento e transmissão de dados feitos por operadora de telefonia móvel que fornece a latitude e a longitude dos pontos percorridos”, explicou.

A GloboNews pediu pela Lei de Acesso à Informação a íntegra desse processo de contratação e todos os documentos relacionados ao contrato, e nenhum relatório de medição foi apresentado pela Cedae.

A Truly Nolen esclareceu que está cumprindo todas as determinações previstas na relação contratual com a Cedae, “tendo realizado, até o presente momento, o serviço de sanitização em mais de 350 comunidades”.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Porque será que as operações de rotina agora são chamadas de "especiais"?

Paulo Carvalho liderou a Comlurb por 16 anos. Foi responsável pela pela excelente imagem que a  Companhia invoca ainda hoje apesar da conjuntura atual. 

Uma premissa de gestão operacional que sempre trazia a tona é que o "Mutirão" é uma evidência de má gestão.  Dizia que a operação deve acontecer com uma programação rotineira e que "Mutirões" encobrem a falta de capacidade de realização da rotina, seja por não haver programação ou recursos bem alocados.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

Para que ampliar a adesão à coleta seletiva?

Investir na coleta seletiva é uma daquelas máximas do politicamente correto que pessoas bem intencionadas repetem constantemente sem parar em algum breve momento para discutir a questão de forma mais abrangente.

A coleta seletiva é apenas um componente de um sistema que vai da geração do material reciclável até sua efetiva reciclagem. 

  • Falar em coleta seletiva sem falar regulamentação da logística reversa onde os geradores de embalagens deveriam arcar com as despesas de sua reciclagem?
  • Falar em coleta seletiva sem falar em fomento a utilização de recicláveis na industria garantindo mercado para o material que for separado?
  • Falar em coleta seletiva quando existem opções tecnológicas para separação de recicláveis como por exemplo o centrais mecanizadas de triagem no conceito "one bin for all" (uma lixeira para tudo)?
  • Falar em coleta seletiva sem falar na inclusão dos atuais catadores como agentes produtivos e empreendedores em todo o ciclo de vida do produto reciclavel?





A verdade é que a reciclagem é um MERCADO DE COMMODITIES com potencial empreendedores interessados em lucro! A Comlurb deveria estar focada em regulamentar e fiscalizar o mercado de recicláveis com máxima inclusão dos atuais catadores como futuros empreendedores. 

Não deveria estar focada em aumentar seu custo operacional, despesa pública, investindo em somente um elo de uma cadeia maior!

Investindo dessa forma em coleta seletiva fica somente no politicamente correto, ou só no politicamente.

domingo, 28 de abril de 2019

Coleta Seletiva em pais rico...

HOUSTON - TEXAS

Pick up com reboque gaiola realizando coleta de reciclaveis com dois trabalhadores, um ajudante e um motorista que também recolhe.

Um bom exemplo de que não é necessário caminhão compactador com um motorista e três garia para realizar a coleta seletiva no Rio de Janeiro.




sábado, 20 de abril de 2019

Reco Reco é necessário


Poderia ser em qualquer cidade mas a imagem é de Gari em Salvador removendo a vegetação rasteira que nasce entre blocos de pedra do calçamento utilizando uma ferramenta chamada recoreco é um serviço que merecia uma análise criteriosa de valor.

Será que é mesmo necessária a realização deste tipo de serviço? As pessoas que passam por este trabalhador percebem que existe vegetação entre as pedras? Não seria mais produtivo passar uma roçadeira com escova de metal de tempos em tempos?

Todos os serviços de Limpeza Urbana merecem uma rotineira análise de valor para decidir sua real necessidade e forma de execução


terça-feira, 2 de abril de 2019

Você entra com o trabalho e eu entro com o sorriso!


O Termo de Convênio n°: 007 assinado em 11 de março de 2019 visa a melhoria da eficiência dos serviços de controle de acesso de alunos e pessoas nas escolas municipais. Na prática isso significa que a Comlurb fornecerá efetivo para trabalhar GRATUITAMENTE como porteiros nas escolas!

No primeiro semestre de 2017 a Secretaria Municipal de Educação procurou a Comlurb para apresentar proposta de parceria nos moldes do convênio agora assinado. Na época a ideia de GRATUIDADE foi rechaçada. Os empregados da Comlurb seriam porteiros de escolas municipais somente se houvesse a assinatura de contrato de prestação de serviço com contrapartida financeira, ou seja, que pagassem, pelo menos o salario e encargos dos empregados.

A GRATUIDADE do convênio agora assinado somente evidencia uma gestão com práticas dissociadas das questões prementes para a sustentabilidade do Sistema de Limpeza Urbana e até mesmo existência da Comlurb.






Extrato de Termo de Convênio
Processo Instrutivo nº: 01/501.431/2018

Convênio n°: 007/2019

Data de Assinatura: 11/03/2019

Partes: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - SME e COMLURB  COMPANHIA MUNICIPAL DE LIMPEZA URBANA.

Objeto: Acordo celebrado a título gratuito, objetivando a cessão de profissionais da COMLURB para apoio operacional à SME, pelo prazo definido no presente e respeitada a viabilidade e capacidade de atendimento da COMLURB, visando a melhoria da eficiência dos serviços de controle de acesso de alunos e pessoas nas escolas municipais, em atuação definida no Plano de Trabalho.



quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

O conceito pouco entendido de Viatura Satélite

"Os minibasculantes são para remoção de lixo público e especial em áreas de difícil acesso, como comunidades e assentamentos. Eles podem agora despejar o lixo diretamente nos caminhões compactadores de 19m3 sem precisar passar pelas estações de transferências, dando mais agilidade aos serviços. Os da antiga frota tinham capacidade de apenas 3m3."
Apesar de apregoado como uma inovação, o veículo com caçamba de 5m3 foi utilizado pela primeira vez em 2014, quando a Diretoria de Serviços Oeste aposentou todos os seus antigos tratores e adotou uma viatura satélite diferente do antigo modelo "Pitt Bull" 

Viatura satélite de 5m3 da zona oeste em 2014

O "Pitt Bull" surgiu de uma série de tentativas de ajuste do equipamento a problemas de manutenção sem a busca da verdadeira causa através de um criterioso exame e questionamento. O resultado foi um equipamento mais voltado para um mini basculante que para uma viatura capaz de ser realmente um satélite. 

"Pitt Bull" operando em uma comunidade

O conceito de viatura satélite, conforme adotado na Europa, nunca foi plenamente entendido pelos técnicos responsáveis por definir suas especificações, assim como os responsáveis por sua operação. Vendo o equipamento mais como um minibasculante direcionaram sua utilização para remoção de entulho e volumosos e o distanciaram do objetivo de apoio a coleta domiciliar ou resíduo de varrição.


domingo, 9 de dezembro de 2018

A evolução tecnológica dos tecidos esportivos ou dos trabalhadores que se movimentam como atletas



Essa é exatamente uma antiga demanda dos trabalhadores  quando buscam um “uniforme de verão”, ou seja, algo leve, com pouco atrito e que evaporem o suor rapidamente (semelhante a secar rapidamente após a lavagem de um dia para o outro) que fosse mais condizente com o clima da cidade na época mais quente do ano. Adicionalmente, iniciativas pontuais dos próprios empregados usando mangas compridas sob o blusão ou toalhas na nuca, indicam a necessidade de maior proteção contra a exposição solar.

Em 2017 um Grupo de Trabalho responsável por propor melhorias nos uniformes e EPIs dos empregados da Companhia indicou a possibilidade de desenvolvimento de um novo uniforme com fibra sintética garantindo segurança, conforto e, porque não, elegância, para todos os Garis.

No entanto, infelizmente, por conta da crônica descontinuidade de gestão dos executivos da empresa, a demanda do seu principal profissional, o gari, foi retirada de pauta. 

O uniforme de fibra sintética, provavelmente a poliamida, seria um enorme benefício para o trabalhador que se movimenta como um atleta, com retorno incomensurável para a produtividade em um clima cada vez mais desgastante.

Veja qual a importância do tecido na confecção dos uniformes dos garis:



Início com o algodão

No mundo esportivo, o algodão era o mais utilizado, mas a malha retém o suor e não seca com muita rapidez, apesar de possuir uma boa respirabilidade.

A solução veio com a invenção do poliéster, que se popularizou pouco depois da Segunda Guerra Mundial. 

O porém do poliéster era a respirabilidade, menor do que a do algodão. Uma solução para o problema adotada pela indústria é fazer microfuros a laser no tecido, melhorando a troca de calor com o ambiente externo.


A vez da poliamida

Amplamente utilizada em materiais esportivos atualmente, a poliamida surgiu ainda no século XX, como uma substituta sintética para a seda.

“Mais leve e mais ‘gelada’ que o poliéster, ela também é mais durável e recebe tratamentos antiodor e para evitar a proliferação de bactérias”, explica Camila Souza, gerente de produtos da Fila.

Foram essas características que fizeram o tecido se popularizar mundialmente como matéria-prima para roupas esportivas de atletas amadores e profissionais. A desvantagem da poliamiada para o poliéster é o tempo de secagem, mais elevado no primeiro.

Mas os dois tecidos podem receber tratamentos que ajudam a melhorar a performance e o bem-estar de acordo com a necessidade de cada atleta.


Emana: tecido a serviço do corredor

O fio Emana, desenvolvido pela empresa química Rhodia, é uma poliamida que recebe tratamento especial para incorporar minerais bioativos ao tecido. Esses aditivos conferem ao Emana uma tecnologia de raios infravermelhos longos, que utiliza o calor gerado pelo corpo para diminuir a fadiga muscular. Na prática, o corredor pode sentir menos cansaço e se recuperar mais rapidamente.

Diferentemente do poliéster e da poliamida, que foram desenvolvidos por outras necessidades e acabaram sendo reutilizados no esporte, o Emana foi criado puramente para atender aos atletas.

“Ele mantém os aspectos básicos da poliamida, como a leveza, mas tem coisas extras como ajudar na recuperação e reduzir a fadiga muscular. É um tecido voltado para a performance”, explica a gerente de produtos da Fila, marca que utiliza o Emana, em peças de sua nova linha de running.

Além do tecido tecnológico, a Fila investe no recorte das peças, desenvolvidas em conjunto com as opiniões de atletas de alto rendimento e amadores. A segurança também entra na equação – as roupas contam com uma parte refletiva de tecido para aumentar a visibilidade do corredor à noite.

Na opinião de Camila, o próximo passo a ser dado pelas confecções é a interatividade com o usuário: “roupas que vão fornecer informações sobre como o corpo se comporta, o que precisa, o que está gastando”, aposta.

O desafio das marcas será, então, aplicar essa tecnologia com preço acessível e traduzir os dados de forma que qualquer usuário possa entender.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Uniforme segundo ABNT NBR 15292/2013

O uniforme de fibra sintética, provavelmente a poliamida, continua sendo uma demanda necessária para o trabalhador que se movimenta como um atleta, com retorno incomensurável para a produtividade em um clima cada vez mais desgastante.

O grupo de trabalho promovido em 2017 comprovou os atributos tangíveis e intangíveis de um uniforme confeccionado com fibra sintética, entre eles: conforto, leveza, estabiliza a temperatura e absorve o suor; fácil lavagem e secagem; não precisa passar, mantem a cor, modelagem e costuras após várias lavagens.

Como novidade, o uniforme deveria ter a blusa com manga longa para proteção à exposição ao sol e dos fiapos de mato da roçadeira. Além disso, o grupo de trabalho ratificou a importância de manter a faixa refletiva na blusa e na calça.

As premissas comprovadas pelo Grupo de Trabalho refletem os anseios dos trabalhadores por um uniforme que combine conforto com proteção, e devem ser consideradas sempre que o assunto voltar a pauta.

Em agosto de 2018 a questão da elaboração de um novo uniforme voltou a ser brevemente discutida. Infelizmente, as premissas anteriormente discutidas foram totalmente esquecidas e o foco ficou somente em adotar a norma ABNT NBR 15292:2013 com o mesmo tecido e modelagem do atual uniforme.




ABNT NBR 15292:2013 - Artigos confeccionados - Vestimenta de segurança de alta visibilidade

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, em 08 de maio, a norma ABNT NBR 15292:2013 - Artigos confeccionados - Vestimenta de segurança de alta visibilidade, que revisa a norma ABNT NBR 15292:2005, elaborada pelo Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-17).
Esta Norma especifica os requisitos para vestimenta de segurança de alta visibilidade, capaz de sinalizar visualmente a presença do usuário. A vestimenta de alta visibilidade se destina a fornecer conspicuidade ao usuário em qualquer condição de luminosidade quando visto por operadores de veículos ou outro equipamento mecanizado durante as condições de luz do dia e sob iluminação de faróis no escuro.





NBR 15292 Uniformes de Alta Visibilidade PROJETO de NORMA

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Lean Service - Cultura da Aversão ao Desperdício:

Atacar, sem tréguas, todas as fontes de desperdícios


"O Japão passou por épocas de grande fome. O desperdício de comida era um pecado e provocava o “castigo dos deuses”. Uma das palavras que as crianças (eu, inclusive) mais ouvia dos pais era “Mottainai” que significa que a finalidade de algo está sendo desperdiçado, perdido. Minha mãe me falava com ar de reprovação.


Aliás o Lean Manufacturing é definido por muitos como a arte de atacar, sem tréguas, todas as fontes de desperdícios, de “wastes” (em inglês) ou “mudás” (em japonês).



Aliás esse sentimento que abomina desperdícios, principalmente de comida, é comum também aos europeus que sofreram duas guerras e muitos passaram fome. Em geral, países que sofreram muitas dificuldades (como a neve no inverno) tendem a ser mais disciplinados e evitam os desperdícios e ficaram mais ricos. Muitos descendentes de alemães, italianos e outros europeus que tiveram problemas de escassez de comida também evitam desperdícios de comida. E isso foi bom para eles, pois ficaram ricos!"





Combater todo tipo de desperdício na Comlurb Viva

A “Comlurb Viva” promove ações relacionadas com a Melhoria Contínua e principalmente ações que buscam um ambiente de total Respeito Pelas Pessoas que a alinham com o conceito de Lean Manufactoring, mais precisamente, um “Lean Service”.

O segundo preceito da Diretriz Geral de Trabalho da “Comlurb Viva” convoca a “combater todo tipo de desperdício”. 

Desperdício considerado como tudo aquilo que é realizado, consumido, organizado, pensado que não oferecem mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos, ou seja, que não agrega valor.


Desperdício causado por procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitas somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais. As “sentinelas da Pracinha”.

Para combater sem tréguas todo tipo de desperdício é necessário aplicar Engenharia de Valor e Análise de Valor para questionar procedimentos consolidados e conceitos sedimentados que, pela constante mudança do ambiente e cenários, podem não mais oferecer  atributos tangíveis e intangíveis e/ou oportunidades de redução de custos, ou seja, que deixaram de agregar valor ao serviço oferecido ao cidadão carioca.






A Comlurb Viva é Lean Service!

Anos de trabalho lado a lado de japoneses no Estaleiro Ishikawajima no início da minha vida profissional não serviram apenas para saborear Yakisoba. 

Lembro o quanto fiquei interessado em estudar o que dizia William Edwards Deming, Controle de Qualidade Total, Housekeeping 5S. Meu “tutor” no estaleiro, um japonês de cara fechada, provavelmente percebendo minha ansiedade, no meio do convés de um navio em construção abriu um sorriso discreto e acalmou minha mente: 

Disse que tudo que eu estava estudando era muito interessante, mas que o que importava mesmo era ter em meus pensamentos uma considerável dose de bom senso, respeito profundo por todos a minha volta (circulou a mão sobre a cabeça de forma a deixar claro a importância dos trabalhadores) e fazer sempre somente o que deveria realmente ser feito, nada mais!

Décadas distante daquele encontro sobre o convés de um novo petroleiro americano, percebo que em poucos minutos meu “tutor” estava sintetizando filosofia japonesa de trabalho. 

Resultado de imagem para Toyota Production System

Sistema Toyota de Produção

O Sistema Toyota de Produção (Toyota Production System - TPS) é um exemplo da filosofia de trabalho japonesa. O TPS, conhecido também por Lean Manufacturing, tem o objetivo de fornecer a melhor qualidade, menor custo e mais rapidez (lead time) por meio da eliminação do desperdício. 

Japoneses como Sakichi Toyoda, fundador do grupo Toyota, seu filho, Kiichiro Toyoda e Taiichi Ohno, chefe de produção da Toyota no período posterior à Segunda Guerra Mundial elaboraram coisas como Just in Time, padronização, kaizen e ciclo PDCA. 

No livro "A Máquina que Mudou o Mundo", em 1990, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) descobriram que o TPS era muito mais eficaz e eficiente do que o tradicional sistema de produção em massa, indicando essa abordagem radicalmente diferente da produção.

Melhoria Contínua e o Respeito pelas Pessoas

A abordagem radicalmente diferente da produção enfatiza o conceito de Melhoria Contínua, traduzida por uma incansável eliminação constante de desperdícios e o profundo Respeito pelas Pessoas como base para a Melhoria Contínua 

A Melhoria Contínua divide-se em três princípios básicos:

Desafio: Ter uma visão futura traduzida em objetivos e metas. Diariamente enfrentar os desafios que transformam em realidade a visão futura compartilhada por todos.

Kaizen: Nada é tão bom que não possa ser melhorado! As operações devem ser continuamente questionadas para perceber oportunidades de inovação e evolução. 

Genchi Genbutsu: Descobrir por si mesmo a verdade dos fatos observando as coisas como elas são. Construir com os envolvidos um consenso sobre as decisões para que compartilhem objetivos claros a serem alcançados o mais rápido possível. 

O Respeito Pelas Pessoas envolve essencialmente dois princípios determinantes:

Respeito: Considerar seriamente as expectativas de todas as partes interessadas, stakeholders, como forma de criar uma confiança mútua. Assumir a responsabilidade por minimizar os obstáculos que as pessoas têm em alcançar seus objetivos.  

Trabalho em equipe: trata-se de desenvolver indivíduos através do trabalho em equipe. A idéia é desenvolver e envolver as pessoas através de sua contribuição para o desempenho da equipe. 

Conforme o Lean Institute Brasil: “O desafio de entender cada vez mais essa filosofia e de traduzir os conceitos de forma prática para as mais diferentes áreas da atividade econômica continua sendo um desafio para todos aqueles interessados pela melhoria dos sistemas operacionais”.

A comlurb Viva e o Sistema Toyota de Produção de Serviços 

Os conceitos, princípios e ferramentas do Sistema Toyota de Produção, o Lean Manufacturing, podem ser utilizados para melhoria de processos administrativos e de prestação de serviços, como o de limpeza urbana, em uma espécie de Lean Service. 

O Lean Institute Brasil alerta que para a melhoria dos processos administrativos e de prestação de serviços é importante “compreender os elementos culturais implícitos no sistema" como:

  • O desenvolvimento de líderes que entendam totalmente o trabalho, 
  • Líderes que aplicam a filosofia e ensinam aos outros, 
  • Gerentes com conhecimento e responsabilidade, 
  • O desenvolvimento de pessoas e equipes que sigam a filosofia da companhia,
  • O respeito aos parceiros e fornecedores ajudando-os a melhorarem, 
  • Ir ao local e ver por si mesmo os problemas para entender totalmente a situação, 
  • Decisões oriundas de ampla discussão, considerando todas as opções, mas que garantam a rápida implantação.




Promovendo construção de “redes” de participação em torno de Grupos de Trabalho Executivos; fomentando Projetos de Engenharia e Análise de Valor, elaborando ações de valorização profissional e estimulando o Endomarketing e conectividade corporativa; a Comlurb Viva certamente promove ações relacionadas com a Melhoria Contínua e principalmente ações que buscam um ambiente de total Respeito Pelas Pessoas. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Papeleiras devem existir onde são uteis!

“Sentinelas” são procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitas somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais.

O antídoto para as “sentinelas” é o constante questionamento!



Por muito tempo o “Padrão Comlurb” encarou a papeleira como um equipamento essencialmente destinado à ocupação do espaço, um vetor da marca da Companhia, algo como “estamos presentes”.


Com a implantação do Lixo Zero a população descobriu a papeleira, ou melhor, a ausência de papeleira na construção de ponderações: “não posso ser multado porque aqui não tem papeleira”; “não tem papeleira para aumentar a quantidade de multas”.

Tudo até aqui força a necessidade de instalar cada vez mais papeleiras! Uma sentinela bem custosa!

A questão das papeleiras na cidade é algo que merece um profundo questionamento para revisar modelos, tamanhos, propósito do equipamento, além de procedimentos de aquisição, instalação, manutenção e limpeza, todos impregnados de sentinelas!

Um passeio pela cidade oferece exemplos de locais onde as papeleiras existentes são totalmente desnecessárias ou, por outro lado, insuficientes, onde atrapalham a circulação, onde são repetidas vezes depredadas, onde ficam em desarmonia com o espaço público, e, muitos locais onde são muito bem posicionadas cumprindo sua função.

Papeleira instalada em logradouro sem movimentação de pessoas, sem ponto de ônibus,  sem residências e sem comércio que justifique sua necessidade
Uma nova abordagem é encarar a papeleira como um equipamento auxiliar do serviço de varrição. Papeleira é onde o transeunte irá dispor seu lixo contribuindo para reduzir o esforço do gari que varre o logradouro. No limite, esquecendo os resíduos naturais como as folhas e poeira, se todo lixo gerado pelo transeunte for colocado em papeleira, o varredor terá o trabalho somente de coleta-las.Essa abordagem leva uma premissa fundamental: 

Papeleiras devem existir onde são uteis!


Caminhando pelos logradouros e observando com atenção a movimentação das pessoas e uso do espaço público, qualquer pessoa de bom senso é capaz de perceber onde instalar papeleiras sem a necessidade de estabelecer rígidos padrões. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Apresentação da Nova Frota de Veículos Leves


Visando criar uma Zona de Economia é necessário questionar procedimento e conceitos que não oferecem mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos, ou seja, que não agregam valor.

A nova frota de veículos leves foi dimensionada e especificada de forma a criar novos conceitos que possibilitaram uma economia potencial de mais de quatro milhões de reais ao longo do contrato de dois anos. 

Redução do Escopo Contratual buscando dimensionar uma frota essencialmente operacional valorizando o transporte de equipes de garis. As viaturas são ferramentas de trabalho coletivo e não um benefício individual. O veículo é da gerência, não é do gerente!

Padronização de Veículos para Gerenciamento e Fiscalização para eliminar a premissa de diferenciação de modelos definida pela função do usuário. Presidente, Diretores, Gerentes e demais usuários utilizam o mesmo modelo de veículo possibilitando trabalhar a escala no escopo do contrato.

Substituição de Vans mistas de pessoal e ferramentas por veículos equipados com reboques operacionais possibilitando uma redução de custo com aumento da flexibilidade do uso do equipamento.

Substituição de mini ônibus e Pipas D'água por Veículos equipados com reboques lavajato possibilitando uma redução de custo nos contratos de caminhões.

Alteração nas especificações técnicas buscando  o veículo mais simples e baratos possível que atendam satisfatoriamente a necessidade de transporte de pessoas exercendo as suas funções.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Atenção exacerbada no corte de vegetação rasteira

Visando criar uma Zona deEconomia é necessário questionar procedimento e conceitos que não oferecem mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos, ou seja, que não agregam valor.

A frequência com que a vegetação rasteira é roçada é um exemplo oportunidade de redução de custos. Durante muito tempo, por estimulo externo de formadores de opinião na Prefeitura, independente da percepção do cidadão, intensificou-se a frequência de roçada para evitar o temido “matinho”.




O combate ao “matinho” envolve custos com turmas de garis para manusear equipamento de roçada, rastelara vegetação cortada, movimentar telas de proteção, sinalizar o trânsito, também envolve custos com combustível, manutenção do equipamento, coleta dos resíduos.

Custos existentes independente do tamanho da vegetação a ser cortada. Ou seja, grosso modo, o custo de manter a frequência de corte para que o “matinho” não ultrapasse 5 cm é o dobro se houvesse uma tolerância, não percebida pelo cidadão, de que a vegetação rasteira chegasse a 10 cm de altura.

A frequência rígida e frenética de corte da vegetação, em épocas de estiagem ou contínua seca, faz com que o serviço de roçada seja um desperdício de recursos e uma agressão à vegetação existente.


Roçada em Fernando de Noronha - foto de novembro de 2015
“Sentinelas”são procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitos somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais.

A “sentinela” de atenção exacerbada no corte de vegetação rasteira com origem em estimulo externo de antigos e não mais presentes formadores de opinião na Prefeitura, se não questionada, continuará como um serviço que desperdiça recursos.

Caçamba Estacionária Metálica (Multiuso) de 5 m3

Caçamba Estacionária Metálica (Multiuso) de 5 m3


“Sentinelas” podem surgir da análise superficial ou ausência de discussão ampla na busca de inovação. Cada novo processo de aquisição deve ser visto como oportunidade de combater sentinelas promovendo uma Engenharia de Valor nas especificações técnicas anteriores.

Caçamba Estacionária Metálica (Multiuso) de 5 m3 é um equipamento de acondicionamento de resíduos transportados em caminhões poliguindastes ou esvaziados em caminhões compactadores por meio de guincho, daí o termo “multiuso”.

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Caçamba de "Entulheiro"
As empresas credenciadas pela Comlurb para coleta de Resíduos de Construção Civil utilizam as suas caçambas estacionárias para transporte de entulho. Na Comlurb, as caçambas estacionárias são comumente utilizadas em acessos de Assentamentos Precários Urbanos, as “comunidades” para acondicionar resíduos domiciliares misturados com materiais volumosos (sofás, sucatas) e entulho.

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Caçamba Estacionária Metálica (Multiuso) de 5 m3 em acesso de comunidade

Peso específico aparente

Peso específico aparente é o peso do lixo solto em função do volume ocupado livremente, sem qualquer compactação, expresso em kg/m 3 . Sua determinação é fundamental para o dimensionamento de equipamentos e instalações. Na ausência de dados mais precisos, podem-se utilizar os valores de 230kg/m3 para o peso específico do lixo domiciliar, de 280kg/m3 para o peso específico dos resíduos de serviços de saúde e de 1.300kg/m3 para o peso específico de entulho de obras.

Isso significa que uma Caçamba Estacionária Metálica (Multiuso) de 5 m3, quando cheia,  tem a capacidade de acondicionamento de 6500 Kg. Essa mesma caçamba cheia de lixo domiciliar acondiciona somente 1150 Kg. Assumindo que o material recebido em comunidades tenha o peso especifico entre o lixo domiciliar e o entulho: 765 kg/m3, então uma Caçamba Estacionária Metálica em comunidade acondiciona 3825 Kg.

Questionando a Sentinela.

Se o caminhão poliguindaste é dimensionado para elevar e transportar caçamba metálica cheia de entulho com 6500Kg e opera com caçambas em acessos de comunidades com somente 3825Kg não temos aí um desperdício da ordem de 40% de sua capacidade projetada? Não poderíamos operar com uma caçamba metálica de maior capacidade chegando até 8,5 m3?

Usamos equipamento projetado para transportar entulho para transportar resíduos mais leves! Em outros tempos, antes de surgir a “sentinela” de caçamba com somente 5 m3 a Comlurb operava uma caçamba de maior capacidade. 



Conclusão

Contratar caçambas metálicas multiuso de 8,5 m3 aumentando 70% a capacidade de transporte volumétrico da mesma frota de caminhões poliguindastes! 

Uso de varredeiras!

“Sentinelas” são procedimentos, conceitos, rotinas que continuam sendo feitas somente por serem consideradas verdades inquestionáveis. Persistem mesmo que a razão de sua existência não exista mais.

A ausência de questionamento que faz surgir uma “sentinela” pode vir da presunção de que determinado procedimentos, conceitos, rotinas foi estudado por alguém com mérito e amplamente discutido por pessoas de igual valor!

O antídoto para as “sentinelas” é o constante questionamento!

Um exemplo é o uso da varredeira de médio porte, modelo Green Machine, inicialmente adquirida e depois locada pela Comlurb.




O equipamento foi projetado com a habilidade de realizar varrição mecanizada em logradouros! É encontrado pelo mundo realizando varrição e sarjetas.  

Todavia, na Cidade do Rio de Janeiro, surge uma orientação, sem estudo aprofundado ou ampla discussão, uma “sentinela”, que o equipamento deveria operar somente em calçadas e ciclovias! Ou seja, criou-se uma irracional restrição operacional que impediu seu uso em logradouros! 





Provavelmente a "sentinela" de uso de varredeiras exclusivamente em calçadas surgiu neste teste de 1989

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A falácia da classificação em Lixo Domiciliar e Lixo Público

Visando criar uma Zona de Economia é necessário questionar procedimento e conceitos que não oferecem mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos, ou seja, que não agrega valor.

Tradicionalmente o resíduo é classificado conforme sua origem em “Lixo Domiciliar” e “Lixo Público”: o primeiro como o resíduo gerado em unidades habitacionais e disposto em logradouro em uma rotina pré-definida, e o segundo como aquele resíduo gerado pelo serviço de varrição ou disposto em logradouro aleatoriamente sem gerador identificado. Coisas como limpeza de praia, de encostas, de cursos d’água, de manejo arbóreo podem ser interpretadas como subclassificações de lixo público. Coleta em Comunidades e coleta em hospitais podem ser interpretadas como subclassificações de lixo domiciliar.

Temos exemplos que ilustram a falácia desta classificação:

Quando eu gerenciava uma unidade regional de limpeza urbana, um colega gerente de uma regional vizinha estava com problemas de acondicionamento de resíduos em um ponto formador de opinião.

Ele disse que precisava de alguns containers emprestados para condicionar o resíduo. Ofereci emprestar uma caixa metálica com dispositivo de içamento que poderia ser utilizado em um caminhão compactador.

Meu colega recusou a ajuda do empréstimo da caixa metálica alegando que o caminhão compactador com guincho para içamento era um compactador de “lixo público” isso afetaria a relação percentual entre lixo público e domiciliar. Precisava dos containers, pois o compactador que os coletaria seria um de “lixo domiciliar”
.
A solução do problema de acondicionamento de lixo em um ponto formador de opinião ficou totalmente em segundo plano por causa de uma classificação que em nada agregou valor ao serviço!

O que pensar de um compactador de “lixo público” que percorre um logradouro coletando somente sacos de varrição e deixando para o compactador de “lixo domiciliar” os sacos de resíduos das residências?

Ou ainda a imagem abaixo onde o caminhão compactador de “lixo domiciliar” não coleta o resíduo, pois parece um “lixo público”, embora o caminhão tenha condições operacionais de remover todo o acúmulo. Depois um caminhão basculante terá que ser programado para o mesmo local.

Lixo compactável não coletado por caminhão compactador


Parece ser mais vantajoso classificar o resíduo segundo o equipamento capaz de coleta-lo, classifica-lo em “lixo compactável” e “lixo não compactável”.



Se o caminhão compactador tem capacidade operacional para coletar determinado resíduo, então colete o resíduo! Independente se gerado em unidades habitacionais, veio da praia, de uma vala ou disposto em logradouro por um disco voador! Para que esperar outro caminhão?

Percebe a vantagem logística e a oportunidade de redução de custos?

A satisfação do morador é garantida pela classificação do resíduo ou por sua pronta remoção?


Outra vantagem desta classificação é que conhecendo o histórico de “lixo compactável” podemos quantificar de forma mais apurada a frota de caminhões coletores, por sua vez, com o histórico de “lixo não compactável” decidimos pela frota de basculantes ou poliguindastes. Mais uma oportunidade de eliminar algumas antigas sentinelas!