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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Quando a inércia ainda carrega alguma virtude


A peça recente da Comlurb sobre “Brincadeira ou assédio?” merece ser vista com dois olhos ao mesmo tempo. De um lado, ela é correta ao afirmar que piadas ofensivas, apelidos constrangedores, humilhações e exposições repetidas não são aceitáveis e não devem ser naturalizadas como se fossem parte inocente do convívio de trabalho. De outro, ela também funciona como lembrança de algo maior: certas agendas institucionais sobrevivem, por algum tempo, mesmo depois de a estrutura que lhes deu forma ter sido desmontada.

Foi exatamente isso que aconteceu com a campanha contra o assédio. Em 2023, a Diretoria de Compliance colocou o tema no centro da conversa institucional, em parceria com a Comunicação, com cartilha, vídeos, peças explicativas, classificações do assédio, orientações preventivas, divulgação de canais de denúncia e capacitações que alcançaram centenas de empregados. Não era um esforço decorativo. Havia direção, método e intenção de mudança cultural. O Percolado registrou esse movimento quando noticiou o lançamento da campanha, a cartilha “Comlurb Contra o Assédio” e as palestras que, em poucos meses, envolveram mais de 800 empregados.

Por isso, mesmo considerando a extinção da Diretoria de Compliance como fruto de uma miopia institucional, é difícil não sentir um certo alívio ao ver que coisas importantes permaneceram. A peça atual não inventa um tema novo; ela prolonga uma trilha que já havia sido aberta. E faz isso num ponto muito sensível da vida cotidiana das organizações: a falsa brincadeira que, para quem pratica, parece leve, mas para quem recebe se acumula como constrangimento, humilhação e desgaste. A formulação é simples, quase elementar, mas necessária. Em muitas equipes, o assédio continua se escondendo atrás do humor ruim, da intimidade forçada e da brutalidade que tenta se disfarçar de normalidade.

O problema, como já venho observando em outros temas, é que a permanência do assunto não significa necessariamente que ele continue sendo governado com a mesma energia. Há uma diferença entre política institucional viva e pauta que segue andando por inércia. A primeira tem comando, acompanhamento, capacitação contínua e capacidade de resposta. A segunda conserva o ritual, repete a linguagem e ainda produz algum efeito, mas já sem a mesma força estruturante. A campanha contra o assédio parece hoje habitar esse intervalo: ainda respira, ainda comunica algo importante, ainda ecoa um trabalho sério do passado — mas já depende menos de uma estratégia em curso e mais do valor profissional residual daquilo que foi construído antes.

Ainda assim, há uma esperança discreta nesse tipo de sobrevivência. Quando uma agenda persiste mesmo depois da extinção da diretoria que a impulsionou, isso talvez signifique que alguma semente pegou. Não é o ideal. O ideal seria ter o tema com estrutura, prioridade e gestor dedicado. Mas, entre o desaparecimento total e a permanência por inércia, prefiro a segunda hipótese. Porque, em ambiente de trabalho, o combate ao assédio não é luxo moral nem modismo administrativo. É uma das formas mais concretas de preservar dignidade institucional. E, se a inércia ainda carrega alguma energia, talvez valha a pena torcer para que ela dure o suficiente até que alguém volte a compreender que certos assuntos não podem depender apenas da boa memória do que um dia já foi feito.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Madogiwa-zoku: a tribo da janela e o esvaziamento silencioso

Meu terceiro madogiwa-zoku: menos ressentimento, mais observação, estudo e saúde para esperar o giro da roda.

Os japoneses deram um nome muito preciso a uma situação que, embora não seja exclusiva do Japão, ajuda a pensar experiências bastante universais dentro das organizações: madogiwa-zoku — literalmente, algo como “tribo da janela”. O termo passou a designar empregados que permanecem formalmente na empresa, seguem recebendo salário e conservam sua mesa, mas foram esvaziados de função, afastados das decisões e deslocados para uma espécie de periferia simbólica da organização. A imagem é poderosa: a pessoa continua dentro, mas já não participa de fato. Estudos sobre o sistema japonês de emprego vitalício associam o fenômeno ao tratamento dado a empregados mais velhos ou sem perspectiva de ascensão, que permaneciam na folha, porém sem responsabilidades substantivas.

No Japão, essa prática se conectou historicamente ao emprego vitalício, à senioridade e à dificuldade cultural e institucional de simplesmente dispensar trabalhadores antigos. Em vez da ruptura aberta, produzia-se muitas vezes uma espécie de ostracismo funcional. Um estudo sobre o sistema japonês chega a registrar o termo como eufemismo para empregados mais velhos “sem responsabilidades reais”, e o Financial Times resumiu bem a lógica ao descrever executivos empurrados para perto da janela, para subsidiárias ou para funções laterais, como forma passiva de afastamento. Não se trata, portanto, de simples folga remunerada. Trata-se de uma mensagem organizacional: você ainda está aqui, mas já não conta do mesmo modo.

No Brasil, isso não tem a mesma moldura cultural, mas o fenômeno existe. Chamamos de outras coisas: esvaziamento de função, ócio forçado, “encostamento”, às vezes até uma forma de quiet firing. A diferença principal é que aqui a prática tende a ser lida menos como ritual corporativo e mais como problema jurídico e organizacional. Em 2024, o TST manteve condenação de empresa por ociosidade forçada, afirmando que a conduta atentou contra a dignidade e a integridade psíquica do trabalhador. Ou seja: quando o afastamento funcional se converte em humilhação reiterada, ele deixa de ser apenas má gestão e passa a tocar o terreno do assédio moral.

Ao longo dos meus quase trinta e um anos de Companhia, já passei por três momentos que, olhando em retrospecto, poderiam ser lidos por essa chave. O primeiro veio logo no início, quando fui exonerado da gerência e passei a “dar ponto” num setor que não precisava da minha presença. O gestor, educado, me deu um trabalho simples para ocupar o tempo. Depois a roda girou, e fui designado para uma nova gerência, onde pude me desenvolver plenamente. O segundo momento ocorreu quando deixei a presidência. Ali, novamente em uma espécie de madogiwa-zoku, aproveitei o tempo para fazer duas especializações que me ajudaram muito no giro seguinte da roda. O terceiro é o atual: depois de deixar a Diretoria de Compliance, vivo meu terceiro madogiwa-zoku, mas agora com um instrumental mais forte para preservar saúde e bem-estar enquanto observo se haverá novo giro ou se outro caminho surgirá.

Talvez a principal lição seja esta: quem entra numa situação assim não deve romantizá-la nem se vitimizar em excesso. Antes de tudo, convém distinguir se se trata de uma transição mal administrada, de uma perda real de confiança institucional ou de uma estratégia deliberada de constrangimento. A resposta mais fraca é transformar o salário sem tarefa em conforto enganoso. O ócio remunerado corrói reputação, confiança e identidade profissional. A resposta mais forte, a meu ver, combina três movimentos: registrar fatos com sobriedade; pedir trabalho e enquadramento funcional com elegância; e produzir utilidade sem pedir licença para existir, por meio de notas, diagnósticos, estudos e propostas. Em paralelo, é essencial preservar a saúde mental, manter relações internas sem mendigar pertencimento e preparar alternativas externas enquanto ainda há energia. Nesse ponto, a Resolução 351 do CNJ, embora voltada ao Judiciário, é interessante porque trata o assédio de forma organizacional: fala em mudanças de métodos de trabalho, aperfeiçoamento da gestão de pessoas, proteção dos envolvidos, preservação de provas e revisão de estratégias que favoreçam práticas abusivas.

Minha leitura, hoje, é menos dramática do que já foi. Estar em madogiwa-zoku não significa necessariamente fim de linha; às vezes é apenas o intervalo entre dois movimentos da roda. Mas seria ingênuo tratá-lo sempre como pausa neutra. O esvaziamento funcional pode ser corrosivo e, se prolongado, humilhante. Por isso, a melhor postura talvez seja construir três saídas ao mesmo tempo: uma saída interna, pela recomposição de atribuições; uma saída institucional, pela documentação e eventual uso dos canais adequados; e uma saída pessoal, pela capacitação e pela preparação para outros caminhos. O erro é esperar passivamente pelo resgate. A tarefa é transformar a janela em observatório, não em exílio.

sábado, 2 de maio de 2026

Nova cartilha contra o assédio: avanço real, com uma ausência eloquente


Link para a nova cartilha

A nova versão da cartilha Comlurb contra o Assédio é uma boa notícia porque mostra continuidade de um esforço institucional que não ficou restrito ao impacto inicial da campanha de 2023. Anos depois da primeira publicação, a Companhia reapresenta o tema com nova edição, mais informações e reafirmação explícita de compromisso com um ambiente de trabalho ético. Isso importa. Em temas de cultura organizacional, a repetição não é redundância; muitas vezes é condição de mudança.

A comparação entre as duas cartilhas mostra um amadurecimento perceptível. A edição de 2023 trazia uma base forte de conceituação sobre assédio moral e sexual, efeitos sobre a vítima e sobre a companhia, medidas de prevenção, canais de denúncia e política de não retaliação, além de vincular a campanha à Lei nº 14.540/2023, que instituiu programa de prevenção e enfrentamento ao assédio sexual e à violência sexual na administração pública. A versão nova preserva esse núcleo, mas melhora a comunicação visual, aproxima a linguagem do cotidiano da Comlurb e amplia o repertório de riscos tratados, inclusive com a incorporação do assédio político-eleitoral nas peças mais recentes da campanha.

Há também um ganho importante de identidade institucional. A cartilha de 2026 parece menos genérica e mais aderente ao universo real da Companhia, inclusive nas imagens e no modo de apresentar situações concretas de assédio. Esse detalhe não é apenas estético. Materiais de integridade funcionam melhor quando o trabalhador se reconhece neles e percebe que o problema não pertence a um mundo abstrato de normas, mas ao seu ambiente imediato de trabalho. Nesse sentido, a nova versão parece mais pedagógica e mais próxima da vida real da empresa. Ao mesmo tempo, a manutenção dos canais de denúncia e da política de não retaliação continua sendo um ponto forte, porque nenhuma campanha séria sobre assédio se sustenta sem proteção efetiva a quem denuncia.

Mas a nova cartilha também expõe uma ausência que merece comentário. A edição de 2023 tinha, logo na abertura, não apenas a mensagem do presidente Flávio Lopes, mas também uma página específica com a mensagem do Diretor de Compliance, dando densidade técnica e institucional ao tema. Na cartilha de 2026, a abertura fica concentrada na mensagem do presidente Renato Rodrigues, sem a presença de uma voz equivalente da área de compliance. Essa mudança não anula os avanços do material, mas altera seu enquadramento. A versão anterior transmitia mais claramente a ideia de que o combate ao assédio era também um tema estruturante de integridade pública, com patrocínio técnico próprio. A atual reforça o compromisso institucional, mas com menor visibilidade dessa dimensão especializada.

Isso ajuda a lembrar que cartilhas são instrumentos importantes, mas não autossuficientes. Elas orientam, nomeiam condutas, reduzem zonas de ambiguidade e oferecem meios de reação. Tudo isso é valioso. Ainda assim, a transformação cultural depende de algo mais difícil: coerência entre discurso e prática, preparo das lideranças, acolhimento seguro das denúncias e responsabilização de quem insiste em tratar o assédio como método de mando, brincadeira aceitável ou deformação inevitável do ambiente de trabalho. O mérito da nova cartilha está em manter o assunto vivo e atualizado; seu limite está em não poder, sozinha, produzir a mudança que apenas a prática institucional consistente pode entregar.

No fim, a nova versão da cartilha merece reconhecimento. Ela mostra que a campanha contra o assédio não morreu depois do lançamento inicial e que a Comlurb continua tentando transformar informação em cultura. Isso já é mais do que muitas organizações conseguem fazer. Mas a comparação entre 2023 e 2026 também revela que campanhas amadurecem, mudam de ênfase e deixam rastros institucionais visíveis, inclusive em suas ausências. A cartilha nova é melhor em vários aspectos. Pena apenas que, junto com as novidades, tenha desaparecido a presença explícita da antiga referência de compliance que ajudava a dar ao tema uma moldura ainda mais robusta de integridade.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Assédio, campanha e responsabilização

A campanha da Comlurb contra o assédio tem um mérito que não deve ser subestimado: ela ajuda a dizer em voz alta aquilo que durante muito tempo foi naturalizado, tolerado ou empurrado para o silêncio. As peças recentes sobre assédio sexual, assédio moral e o slogan “Assédio não é frescura” mostram que o tema segue vivo na agenda institucional, o que é importante numa companhia em que o problema já se revelava crônico e exigia enfrentamento mais explícito desde 2023.

Há coerência entre o conteúdo da campanha e as definições mais consolidadas sobre o tema. Materiais oficiais do governo federal e do Ministério Público do Trabalho descrevem o assédio moral como exposição repetitiva e prolongada a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, com dano à dignidade e ao ambiente laboral, e tratam o assédio sexual como conduta de cunho sexual sem consentimento, incompatível com um ambiente seguro e respeitoso. Nesse sentido, a campanha da Comlurb não inventa um problema nem exagera sua gravidade: ela está alinhada ao entendimento institucional já difundido em órgãos públicos e no sistema de proteção ao trabalho.

Mas campanhas, sozinhas, não mudam cultura. Elas informam, sinalizam, educam e até encorajam a denúncia, mas não bastam quando a organização não demonstra, na prática, que o comportamento abusivo terá consequência. Guias e políticas públicas recentes insistem justamente nisso: prevenção, acolhimento, apuração, responsabilização e monitoramento precisam caminhar juntos, com compromisso visível da alta administração e das lideranças. Em outras palavras, a campanha é necessária, mas ela só produz transformação real quando combinada com mudança sincera de postura e com punição efetiva de quem, mesmo sabendo o que é assédio, insiste em mantê-lo como método de convivência ou de mando.


É nesse ponto que o cartaz “Assédio não é frescura” merece comentário. A intenção parece clara: confrontar uma linguagem cotidiana que minimiza o sofrimento da vítima e trata a denúncia como exagero, sensibilidade excessiva ou incapacidade de suportar o ambiente de trabalho. Como frase de impacto, pode funcionar, porque fala com um público que muitas vezes ouviu exatamente isso ao longo da vida profissional. Mas há uma ambivalência aí. Ao usar a palavra “frescura”, a campanha tenta desmontar a banalização do problema, mas ao mesmo tempo revela o quanto essa banalização já está entranhada na cultura institucional e social. A frase é forte porque o preconceito que ela combate também é forte.

Talvez por isso a peça tenha algum valor pedagógico, desde que não fique só no efeito retórico. O melhor uso dessa linguagem não é chocar por chocar, mas abrir espaço para uma conversa mais séria: assédio não é estilo duro de gestão, não é brincadeira, não é traço de personalidade, não é informalidade de ambiente masculino e muito menos “mimimi”. É violência institucional de baixa ou alta intensidade, que corrói a dignidade de quem sofre e envenena o ambiente de trabalho para todos. O próprio MPT tem insistido que o assédio afeta o meio ambiente laboral como um todo, e não apenas a vítima direta, o que reforça a necessidade de tratá-lo como tema de governança e não apenas de comportamento individual.

No fim, o avanço real não estará apenas em produzir boas peças de comunicação, mas em fazer com que elas correspondam a uma prática organizacional nova. A campanha da Comlurb tem utilidade e merece ser reconhecida por manter o tema aceso. Mas o teste decisivo é outro: quando o assédio aparecer, a Companhia reagirá apenas com discurso ou com responsabilização concreta? Cultura institucional não muda só quando se explica o problema. Muda quando a organização demonstra, por atos, que já não aceita conviver com ele.




sábado, 18 de abril de 2026

Assédio político-eleitoral: uma mudança importante de postura


 A nova peça do Programa de Integridade da Comlurb contra o assédio político-eleitoral merece registro porque simboliza uma mudança institucional relevante. Em uma companhia que já conviveu com reuniões, cafés da manhã, feijoadas supostamente voluntárias e outros rituais de mobilização política em ambiente de trabalho, chegar a uma comunicação oficial afirmando que opiniões políticas pertencem à esfera pessoal do empregado e que não se admite pressão hierárquica ou constrangimento eleitoral é, sim, uma evolução importante.

A notícia é clara ao afirmar que não são compatíveis com o ambiente de trabalho atitudes como pressionar colegas a apoiar candidatos, fazer comentários ofensivos sobre posicionamentos políticos, usar a posição hierárquica para influenciar escolhas pessoais e criar situações de intimidação. Essa formulação está em linha com o entendimento hoje consolidado na Justiça do Trabalho e no Ministério Público do Trabalho: assédio eleitoral é prática abusiva que visa influenciar ou manipular voto, apoio, orientação ou manifestação política de trabalhadores, violando a liberdade de escolha e a dignidade no trabalho.

O contraste com o passado ajuda a dimensionar essa mudança. Em 2018, o episódio da reunião na quadra da Estácio de Sá com funcionários da Comlurb, para pedido de votos em favor de candidaturas ligadas ao então prefeito, ganhou ampla repercussão pública, gerou questionamentos políticos e foi citado inclusive em denúncia político-administrativa na Câmara do Rio e em cobertura da Agência Brasil. Não se trata aqui de revisitar o escândalo por gosto retrospectivo, mas de notar a distância entre aquele ambiente e o texto que hoje a própria Companhia divulga oficialmente.

Essa mudança de postura é importante também porque o assédio político-eleitoral costuma se esconder sob formas aparentemente banais. Nem sempre ele aparece como ordem explícita. Muitas vezes vem como convite insistente, reunião “espontânea”, sugestão de lealdade, comentário intimidatório ou uso velado da hierarquia para induzir comportamento. As cartilhas do MPT e dos tribunais trabalhistas insistem exatamente nisso: o problema está no constrangimento e na influência indevida sobre a liberdade política do trabalhador, ainda que o gesto venha disfarçado de cordialidade, integração ou adesão informal.

Mas, como em outras formas de assédio, campanha e cartaz não bastam por si mesmos. Eles têm valor pedagógico, ajudam a nomear a conduta abusiva e oferecem canais de denúncia, o que já é bastante. Ainda assim, a transformação cultural só se consolida quando a organização demonstra que a regra vale de verdade, inclusive para quem ocupa posições de mando. O assédio político-eleitoral não se combate apenas com comunicação institucional; combate-se com prevenção, acolhimento, apuração séria e responsabilização de quem instrumentaliza o ambiente de trabalho para fins eleitorais.

No fim, o cartaz da Comlurb vale menos pela obviedade do que diz e mais pelo que revela sobre a trajetória da própria Companhia. Sair de um cenário em que a fronteira entre trabalho e mobilização política parecia perigosamente porosa para outro em que se afirma, de forma explícita, o direito do empregado à sua liberdade política, é um avanço institucional real. O desafio, agora, é fazer com que essa boa formulação não seja apenas uma peça de integridade, mas um critério efetivo de convivência e comando dentro da empresa.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Palestras sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho

 Diretoria de Compliance promove palestras sobre assédio moral e sexual no ambiente de trabalho


A Diretoria de Compliance (DCO) promove, por meio do Programa Compliance Trabalhista e em parceria com a Unicom, uma série de palestras sobre assédio moral e sexual para os empregados da Comlurb. A ouvidora Laís Campello compartilha seus conhecimentos nos encontros, que têm sido um sucesso.

A ação, que teve início na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho – SIPAT e faz parte da campanha “Comlurb Contra o Assédio”, busca conscientizar os empregados sobre o tema com informações sobre condutas inadequadas no ambiente de trabalho, além de encorajá-los a denunciar qualquer situação de abuso.

Em 3 meses, mais de 800 empregados já participaram dos encontros, que continuam em 2024.

A previsão é capacitar todos os gestores da Companhia, reforçando o posicionamento da Comlurb no combate de todo e qualquer tipo de assédio, de forma a tornar o ambiente de trabalho mais positivo, 
seguro e saudável para todos.



sábado, 7 de outubro de 2023

Como prevenir o assédio?

A informação é a principal forma de prevenção contra o assédio no ambiente corporativo. A Comlurb está empenhada para que os empregados conheçam e saibam identificar o que é assédio moral e sexual, bem como compreendam quais comportamentos e ações são inaceitáveis no trabalho, a fim de erradicar essa prática prejudicial.

Confira algumas medidas preventivas que você pode adotar:

  • Incentive a participação dos empregados nas ações de treinamento relacionadas ao Código de Conduta e Integridade da Comlurb;
  • Divulgue os comunicados da campanha;
  • Ofereça apoio e orientação aos empregados que se sintam vítimas de assédio;
  • Trate os colegas de trabalho e subordinados de maneira igual, justa e respeitosa;
  • Compartilhe as informações do nosso Código de Conduta e Integridade, ressaltando que qualquer tipo de assédio é incompatível com os princípios e valores da Comlurb;
  • Dê exemplo, adotando comportamentos e condutas apropriados, evitando a omissão diante de situações de assédio;
  • Fique atento ao aumento repentino e injustificado das faltas de trabalho (absenteísmo).

Participe da campanha! Todos contra o assédio!



Caso de assédio moral com indenização de R$5 mil em Minas Gerais

Mais um caso recente. Uma empregada da área da limpeza denunciou a forma de tratamento desrespeitosa do seu superior hierárquico. 

Matéria do site portal.trt3.jus.br.



Fui vítima de assédio. E agora?

O empregado que, porventura, tenha sofrido assédio deve reunir provas do ocorrido para que seja possível a sua investigação pela Diretoria de Compliance (DCO).  É importante fazer anotações detalhadas de todas as situações, incluindo data, horário e local, além de listar os nomes das testemunhas. Não hesite em pedir ajuda e comunicar a situação por meio dos canais de denúncias disponíveis.

Qualquer pessoa pode denunciar comportamentos que violem as normas estabelecidas no Código de Conduta e Integridade da Companhia. Esses canais são meios seguros para comunicar situações ou condutas que desrespeitem o nosso Código. Reforçamos que a empresa adota medidas para preservar o anonimato.

ATENÇÃO! A Comlurb assegura que não serão tolerados atos de retaliação contra o empregado que fizer uma denúncia pelos canais oficiais. Relatos sobre retaliação serão analisados cuidadosamente e investigados por meio do Procedimento de Apuração de Denúncia da Companhia, garantindo a imparcialidade no tratamento do assunto.

Participe da campanha! Todos contra o assédio!



Caso de assédio sexual a uma Jovem Aprendiz

Elogios sobre a sua boca, batom e vestimentas, além de beijo no pescoço… 

Os avanços de um gerente a uma jovem fez com que ela fosse à delegacia com seu pai registrar um boletim de ocorrência. A Justiça do Trabalho condenou as duas empresas envolvidas a pagarem R$ 50 mil por assédio sexual.

O processo corre em segredo de justiça.





quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Campanha Comlurb contra o Assédio: conheça as classificações do assédio moral

O assédio moral pode se manifestar de três maneiras distintas: assédio moral vertical, horizontal e misto.

- Assédio moral vertical – ocorre entre pessoas em diferentes níveis hierárquicos e pode ser descendente, quando praticado pelo chefe contra os subordinados, ou ascendente, quando ocorre o contrário e são os subordinados que assediam o chefe.

- Assédio moral horizontal – acontece entre indivíduos que ocupam o mesmo nível hierárquico, ou seja, entre pessoas da mesma equipe.

- Assédio moral misto – é a combinação dos tipos de assédio moral vertical e horizontal, onde a pessoa é assediada tanto pelo superior hierárquico como pelos colegas de trabalho.

*ATENÇÃO: O Assédio pode se manifestar por meio de ações diretas (acusações, insultos, gritos, humilhações públicas) e/ou indiretas (propagação de boatos, isolamento, recusa na comunicação, fofocas e exclusão social), porém situações isoladas não necessariamente configuram assédio moral, mesmo que causem constrangimento. Para que o assédio seja caracterizado, as agressões devem ocorrer de forma repetida ao longo do tempo, com a intenção de prejudicar emocionalmente a vítima.

Independente do tipo de assédio, todos eles afetam negativamente o bem-estar emocional e profissional das vítimas e são comportamentos incompatíveis com os princípios e valores da Comlurb, devendo ser combatidos!

Participe da campanha! Todos contra o assédio!




quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Assédio sexual - como identificar e o que fazer?


O assédio sexual geralmente ocorre em situações onde apenas a pessoa que assedia e a vítima estão presentes, o que dificulta a obtenção de provas. O ciclo do silêncio, causado pelo medo, constrangimento ou vergonha da vítima, fortalece o agressor e pode resultar na repetição do assédio. Por isso, é importante romper a barreira do isolamento e trazer a público os fatos ocorridos.

É considerado assédio sexual:

- Insinuaçoes, explícitas ou veladas, de caráter sexual
- Gestos OU palavras, escritas ou faladas de caráter sexual
- Solicitação de favores sexuais
- Piadas ou uso de expressões de conteúdo sexual
- Conversas indesejadas sobre sexo
- Contato físico não desejado
- Pressão para participar de "encontros" e saídas

ATENÇÃO: Elogios sem conotação sexual, cantadas, paqueras ou flertes não necessariamente constituem assédio sexual, embora possam ser considerados inadequados no ambiente de trabalho ou até mesmo configurar outros crimes ou contravenções.

Participe da campanha! Todos contra o assédio!




terça-feira, 3 de outubro de 2023

Campanha Comlurb contra o Assédio: é assédio moral quando...



 









Campanha Comlurb contra o Assédio: o que é o assédio e suas variações

O assédio é uma prática abusiva que se manifesta de diversas formas, explícitas ou não, e pode resultar em sérias consequências sociais e psicológicas.

Saiba mais sobre as suas variações:

- Assédio moral: Quando alguém expõe outra pessoa a situações humilhantes ou constrangedoras, por meio de ações, palavras ou gestos com objetivo de afetar a autoestima, a imagem, a honra ou a intimidade pessoal do outro.

- Assédio sexual: Manifesta-se quando alguém exibe comportamento de natureza sexual ou afetiva em relação a outra pessoa sem seu consentimento. Isso pode ocorrer por meio de palavras, gestos ou outros meios, de forma implícita ou explícita.

- Assédio virtual: Caracteriza-se quando um indivíduo ou grupo de pessoas utiliza redes sociais, aplicativos de mensagens e outras tecnologias de informação para ofender, hostilizar, intimidar ou perseguir outra pessoa, ameaçando sua integridade física ou psicológica.

A vítima de assédio pode desenvolver baixa autoestima, desmotivação e, em casos mais graves, até quadros de depressão e ansiedade, afetando não só sua qualidade de vida, mas também a do serviço público. Por isso, não hesite em repudiar e combater essa conduta.

Vamos repudiar e combater juntos essa prática!

Participe da campanha! Todos contra o assédio!



Comlurb contra o Assédio: os canais de denúncia são meios seguros

 Os canais de denúncia são meios seguros de comunicação que você pode utilizar para relatar situações ou comportamentos que desrespeitem o Código de Conduta e Integridade da Comlurb, como os casos de assédio sexual ou moral.

Profissionais devidamente designados e capacitados da Diretoria de Compliance - DCO são responsáveis pelo recebimento das informações e apuração das denúncias. A DCO adota mecanismos de proteção que impedem 
a retaliação contra a pessoa que utiliza estes canais.



segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Comlurb lança cartilha contra o assédio

Material está disponível no APP, no portal corporativo e no site da empresa


Começamos a nossa campanha Comlurb Contra o Assédio - Sem Desculpa  para o Desrespeito com esta grande novidade: uma cartilha exclusiva sobre o tema.

No documento o empregado tem informações sobre o assunto, diversas  situações que configuram assédio, e como deve proceder para fazer sua denúncia.

"Esperamos que essa cartilha auxilie na promoção de um ambiente de  trabalho cada vez mais ético, íntegro, próspero e saudável, e  aproveito para convidar todos a se envolverem ativamente nesta  campanha", pontuou o presidente Flávio Lopes na mensagem de abertura  da nossa cartilha.





Cartilha Comlurb Contra o Assedio by Gustavo Puppi on Scribd

Comlurb Contra o Assédio: Sem Desculpa Para o Desrespeito

A Comlurb não tolera qualquer prática de assédio com seus empregados! 

Situações humilhantes que ocorrem repetidamente no ambiente de trabalho, condutas abusivas, acusações, gritos constantes, propagação de boatos e isolamento de um profissional são alguns comportamentos incompatíveis com a Constituição da República e diversas leis que tratam da dignidade da pessoa humana e do valor social do trabalho. 

Fique ligado e compartilhe o conteúdo.




Campanha Comlurb Contra o Assédio

 Campanha Comlurb Contra o Assédio

A Comlurb se mobiliza para promover um ambiente mais seguro e acolhedor para os seus empregados, compartilhar informações, destacar condutas não toleradas no ambiente corporativo e reforçar os canais de denúncia.

Acompanhe os informativos no APP Comlurb e acesse o QR Code.

Se presenciar alguma situação, denuncie! Todos contra o assédio!

Cartaz

Fundo de Tela

Intranet



domingo, 1 de outubro de 2023

Campanha contra o Assédio na Comlurb

Este video é uma importante peça da Campanha contra o Assédio na Comlurb que acontece em outubro.