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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

domingo, 22 de novembro de 2020

A manutenção integrada do sistema de drenagem

A limpeza das caixas de ralo faz parte de um conjunto de ações preventivas a alagamentos e deve ser realizada rotineiramente e de forma mais intensa antes e após períodos históricos de grande precipitação.

A limpeza de caixas de ralo deve ser integrada com a limpeza de galerias. Uma atividade sem a outra é certeza de redução da eficácia da prevenção.

A Comlurb é responsável pela limpeza das caixas de ralo e a limpeza de galerias é responsabilidade de alguma secretaria (sem nome pois atualmente muda toda hora).

A integração é tão importante que não é devaneio imaginar que todo o processo deveria estar subordinado a uma única instituição, lá ou cá.





 

terça-feira, 12 de maio de 2020

Limpeza de caixas de ralo não é suficiente.

A limpeza das caixas de ralo faz parte de um conjunto de ações preventivas a alagamentos e deve ser realizada rotineiramente e de forma mais intensa antes e após períodos históricos de grande precipitação.

A limpeza de caixas de ralo deve ser integrada com a limpeza de galerias. Uma atividade sem a outra é certeza de redução da eficácia da prevenção.

A Comlurb é responsável pela limpeza das caixas de ralo e a limpeza de galerias é responsabilidade de alguma secretaria (sem nome pois atualmente muda toda hora). A integração é tão importante que não é devaneio imaginar que todo o processo deveria estar subordinado a uma única instituição, lá ou cá.





segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Protocolo de Resposta e Pronto Emprego

Durante o verão, o Protocolo de Resposta e Pronto Emprego desenvolvido em 2016 é uma importante iniciativa para garantir o uso coordenado de recursos com o objetivo de mitigar com alta eficácia os transtornos que ocorrem devido à chuvas comuns neste período.


Para obter alta eficácia no emprego de recursos em um ambiente de emergência operacional é fundamental haver uma preparação prévia. O PRPE determinava um Programa de exercícios nos seguintes moldes:
De modo a garantir a permanente operacionalidade do PRPE, os ajustes de planejamento e a validação dos pressupostos nele contidos, serão realizadas não menos que duas simulações anuais, preferencialmente nos meses de outubro e novembro.
Os simulados poderão envolver o teste em qualquer um dos níveis de resposta os quais serão descritos de forma mais aprofundada adiante, e ser alternadamente do tipo MESA ou PRÁTICO, conforme cronograma a ser definido em conjunto com a Direção da Empresa
Sem o programa de exercícios que não acontece desde 2017 o PRPE perde oportunidades de aprendizado e melhorias contínua, deixando de contribuir para a resiliência urbana

terça-feira, 23 de julho de 2019

Síndrome de Diógenes

Síndrome de Diógenes.


"O comportamento característico, descrito na literatura, inclui ainda sintomas como a negligência de autocuidados – alimentação e saúde. Mas o que mais chama a atenção é a tal mania de coletar coisas – até mesmo comida deteriorada. Independentemente da situação financeira da pessoa, ela tem receio de ficar pobre. O ponto que permeia todos estes sintomas é justamente a falta de autocrítica. Segundo suas próprias avaliações, os pacientes estão totalmente certos. Apesar de não haver estudo comprovado, segundo especialistas, mais de 50% dos casos de Síndrome de Diógenes são conseqüências de outros transtornos, como a demência, a depressão, paranóia, psicoses, esquizofrenias que se agravam com a idade e com o isolamento social e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo." .

Idoso tenta retirar material acumulado em casa pela esposa por 20 anos: 'Não sei o que fazer'

Imóvel tem tanto material acumulado que idoso precisou abrir um buraco no muro para poder entrar e sair de casa no Jardim Três Marias, em Salto (SP).



Parte do material que estava acumulado na casa foi jogada na calçada — Foto: Jussara Lima/Jornal Taperá
Parte do material que estava acumulado na casa foi jogada na calçada — Foto: Jussara Lima/Jornal Taperá
Um idoso de 82 anos decidiu tentar retirar o material acumulado pela esposa em casa durante 20 anos. Ele conta que a mulher, de 77 anos, sofre de transtorno e costuma recolher objetos na rua e levar para a residência, que fica no Jardim Três Marias, em Salto (SP).

Sem saber como pôr fim à situação, Benedito Togni jogou parte do material na Rua Monteiro Lobato, na segunda-feira (22). A maior parte do lixo é formada por caixas de papelão, vidro e móveis antigos.

"Desde que a mãe dela morreu, nos anos 90, ela [esposa] começou a pegar as coisas na rua e trazer para casa. Não sei o que fazer. Para tentar pôr um fim nisso, joguei um pouco na rua. Estou com pontos de uma cirurgia, sou doente, não dá para viver assim", disse ao G1.

A idosa preferiu não dar entrevista e apenas afirmou que "guarda o que precisa".


Buraco para entrar e sair

O casal não tem filhos e os parentes mais próximos, segundo Benedito, são os irmãos que moram na mesma rua e também são idosos.

A situação preocupa quem mora ao lado. A vizinha Neide Miranda de Oliveira tenta ajudá-los com carona ao hospital ou até mesmo comida.

"Vi ele jogando esse lixo na calçada como forma de protesto para chamar atenção de alguma autoridade para que faça algo. É de cortar o coração", diz.

A garagem está lotada de caixas cheias de papéis, revistas e até colchões. O volume de material é tão grande que o portão da garagem foi totalmente bloqueado. Por conta disso, o idoso precisou abrir um buraco no muro para conseguir entrar e sair.

"Minha preocupação é também com dengue e outras doenças. Vai saber o que pode sair disso tudo", comentou.

Uma equipe da Defesa Civil esteve no imóvel e uma pequena limpeza foi realizada na calçada.

Em nota, a prefeitura informou que tem conhecimento do caso e que já realizou visita por meio da Secretaria de Ação Social. O Departamento de Zoonoses também esteve no local para orientar a pessoa sobre o perigo de reunir animais peçonhentos e a Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância Sanitária, visitou o local para ressaltar os riscos à saúde.

Além disso, segundo a administração municipal, está programada mais uma visita da Secretaria de Ação Social, juntamente com o coordenador da Saúde Mental. A Secretaria do Meio Ambiente fará a retirada dos entulhos com o consentimento do esposo da idosa.


Transtorno

A acumulação compulsiva é um transtorno psicológico onde a pessoa tem o hábito incontrolável de juntar roupas, objetos, papéis e todo tipo de entulho que, para ela, possui algum valor.

Em 2013, o transtorno foi classificado como doença mental pelo Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais. Estatísticas apontam que o transtorno acomete cerca de 5% da população mundial.

As pessoas que sofrem dessa doença têm um olhar distorcido sobre objetos. Para elas, mesmo a peça que parece mais insignificante tem valor de uso, estético, sentimental ou representa algo que é valorizado pelo indivíduo.

Um dos casos mais recentes no estado de SP aconteceu em março, em Bauru. A prefeitura foi chamada para retirar montanhas de entulho da casa de um acumulador. Após um mês, foram retiradas mais de 100 toneladas de material.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Centro de Operações Rio - COR redundante ao CICC.


A distância de uma caminhada do Centro de Operações Rio - COR está o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), criado pelo Estado do Rio de Janeiro em 2013 para articular as forças de segurança pública. 

Desde sua inauguração o Centro de Operações Rio atua na operação da cidade, principalmente o trânsito, a limpeza, a iluminação, a conservação, meteorologia e em especial na coordenação de aplicação de recursos em situações extremas de eventos programados ou naturais.

Imaginar o COR subordinado a Ordem Pública é no minimo jogar fora o histórico do Centro Operações como equipamento de resiliência, resposta e pronto emprego. Pior é desperdício de recursos pois passa a atuar de forma redundante ao CICC.

Se o Poder Executivo Municipal quer brincar de Executivo Estadual e atuar na segurança pública, então que coloque um destacamento da Guarda Municipal, aquela que tem até paraquedista, dentro do CICC!

Se o COR continuasse sendo COR, talvez algumas catástrofes (naturais) atuais na Cidade do Rio de Janeiro tivessem seus efeitos minimizados ou, pelo menos, com menor impacto para o dia a dia.




Apenas tropa de choque de Crivella vota para manter COR na Ordem Pública

Por: Aline Macedo em 06/06/19 17:32  
   
Sessão da Câmara do Rio
Sessão da Câmara do Rio Foto: Renan Olaz / Divulgação / CMRJ


A primeira votação do projeto de decreto legislativo para devolver o Centro de Operações Rio (COR) à Casa Civil ganhou com uma maioria folgada.

Dos 26 vereadores presentes, apenas Jair da Mendes Gomes (PMN), Marcelino d'Almeida (PP), Matheus Floriano (DEM), Tânia Bastos (PRB), Vera Lins (PP) e Zico Bacana (PHS) foram favoráveis a manter tudo como está.

Antes de abrir os trabalhos, o presidente da Casa, Jorge Felippe (MDB) — impedido regimentalmente de votar —, informou que conversou com o prefeito Marcelo Crivella (PRB) sobre o assunto. Segundo relatou, o próprio alcaide já estaria inclinado a tirar o COR da Secretaria de Ordem Pública. O destino do órgão, no entanto, seria o gabinete.

O ex-chefe da Casa Civil Paulo Messina (PRB) foi ao microfone defender seu voto — afinal, foi durante a sua gestão que o órgão saiu das mãos de Paulo Cesar Amendola pela primeira vez:

"O COR é uma ferramenta criada para a integração das pastas. A Seop, até por sua missão, não tem nenhuma habilidade nas suas competências para fazer isso", explicou ele. E não resistiu a uma leve alfinetada:

"Não é possível repetir um experimento que deu errado e esperar um resultado diferente".

O tema será votado novamente na semana que vem.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Sobre limpeza de ralos e a estrutura organizacional da prefeitura

A declaração do Chefe da Casa Civil sobre a falha da prefeitura em responder às demandas geradas pelas intensas chuvas e a determinação judicial para que o Poder Executivo elaborasse um plano emergencial são evidencias da necessidade de modelar uma estrutura organizacional capaz de prover estabilidade institucional para busca de melhor desempenho operacional e qualidade na prestação dos serviços operacionais urbanos do município do Rio de Janeiro.

O Trabalho de Conclusão de Curso de Especialista em Gestão Pública com ênfase em governo Local – Infraestrutura Local aborda a questão propondo uma estrutura organizacional para o serviço operacional urbano nas dimensões de saneamento básico; conservação urbana e resiliência climática urbana. 













'Não tem trabalho prévio. A limpeza de bueiros parou', diz Messina sobre prefeitura

Atual vereador do PROS, chefe da Casa Civil licenciado afirma que a Secretaria municipal de Conservação do Rio "falhou" nas chuvas. Segundo ele, para não sofrer impeachment, Crivella "terá de provar inocência"

Por CÁSSIO BRUNO

Publicado às 04h00 de 15/04/2019

O prefeito Marcelo Crivella (à esquerda) e Paulo Messina
O prefeito Marcelo Crivella (à esquerda) e Paulo Messina - 
Apelidado de “primeiro-ministro” do prefeito Marcelo Crivella (PRB), Paulo Messina (PROS), de 43 anos, é chefe da Casa Civil, mas se licenciou para assumir o mandato de vereador e tentar barrar o impeachment. 

O prefeito errou na condução da articulação política com a Câmara?
A prefeitura passou dificuldades financeiras graves em 2017. O morador tem uma percepção de que os serviços públicos deixaram a desejar. O morador cobra ostensivamente o vereador. E o vereador sofre desgaste.
Mas muitos vereadores reclamam que perderam os cargos no governo.
Não é só isso. Quando o vereador pede ou indica, até um técnico, o que ele quer, na verdade, não é dar o emprego ao cara. É de que o morador entenda que ele está com prestígio com o prefeito naquela região.
Como vê o trabalho do prefeito nas chuvas?
Foi falha da Conservação. O COR (Centro de Operações Rio) faz o anúncio com antecedência suficiente e as equipes não vão para a rua. Claramente, você não tem trabalho prévio. Este ano, a limpeza prévia de bueiros parou. O poder de reação da Conservação deixou o prefeito vendido.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Imagens da praia da Barra da Tijuca tomada por "mar de lixo" , chocam internautas

Grande quantidade de gigogas, misturadas a lixo doméstico, mudou a paisagem nesta sexta-feira. Governo municipal prometeu providências ainda esta noite. Veja o vídeo!

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Publicado às 19h18 de 12/04/2019 - Atualizado às 22h27 de 12/04/2019

Praia da Barra da Tijuca tomada por gigogas e lixo: imagem assusta internautas
Praia da Barra da Tijuca tomada por gigogas e lixo: imagem assusta internautas

Rio - Imagens de grande quantidade de lixo na Praia da Barra da Tijuca, feitas na tarde desta sexta-feira e divulgadas pelo biólogo Mário Moscatelli, estãochocando internautas. Nelas, "um mar", literalmente, de gigogas (vegetais que  se desenvolvem no meio ambiente aquático contaminado), misturadas com lixo doméstico "e até hospitalar", aparece tomando conta de longa faixa de areia. Alguns banhistas ainda se arriscaram no meio dos detritos. 

"Um perigo enorme. Há pedaços de pau, pregos, farpas, latas, cacos de vidro, enfim, que podem causar cortes profundos", advertiu Moscatelli. "Imagina como essa situação pode impactar negativamente no turismo no resto do Brasil e, principalmente, no exterior?", questionou, lembrando que na Praia do Flamengo, moradores estão fazendo mutirões para limpar a praia. 

Em nota, a Comlurb informou que a eco-barreira da Lagoa da Tijuca saturou e uma grande quantidade de gigogas começou a encostar na praia, entre os postos 1 e 3. "A Comlurb fará a remoção dos vegetais na noite desta sexta-feira e madrugada de sábado, com dez garis, três caminhões basculantes e uma pá carregadeira. Vale lembrar que a companhia só faz a coleta daquelas que chegam às praias. A limpeza e remoção das gigogas na Lagoa da Tijuca, bem como as eco-barreiras, são de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).  Em nota agora há pouco, a direção do INEA garantiu "que está em licitação a implantação de novas eco-barreiras na Lagoa da Tijuca, a fim de conter resíduos flutuantes".

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Crivella decreta estado de calamidade pública no Rio

Prefeito havia descartado uma medida mais branda: colocar a cidade em estágio de emergência

Luiz Ernesto Magalhães
11/04/2019 - 06:00 / Atualizado em 11/04/2019 - 14:36
Crivella decretou Estado de Calamidade Pública no Rio Foto: Marcio Alves / Agência O Globo
Crivella decretou Estado de Calamidade Pública no Rio Foto: Marcio Alves / Agência O Globo

RIO — Em decreto de número 45805, publicado nesta quinta feira no Diário Oficial, o prefeito Marcelo Crivella decretou estado de calamidade pública devido ao forte temporal que caiu no Rio na segunda-feira. A decisão foi divulgada um dia depois do próprio prefeito descartar uma medida até mais branda: colocar a cidade em estado de emergência , o que já permitiria o Rio a pedir recursos da União para reparar os estragos.


O estado de calamidade pública tem duração inicial de 90 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, e se aplica também em casos de desastres naturais. Permite, por exemplo, que o poder público durante o período faça contratações sem licitação para resolver situações graves. Essa medida também solicita o apoio financeiro do governo federal.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Resposta e Pronto Emprego em um RIO Resiliente

Em um estado de crise como as chuvas agora em abril, repetindo cenários das chuvas de  fevereiro com alagamentos, deslizamentos e mortes, é importante lembrar que a Comlurb,  já possuiu seu Protocolo de Resposta e Pronto Emprego desenvolvido em 2016 e que determinava um Programa de exercícios nos seguintes moldes:
De modo a garantir a permanente operacionalidade do PRPE, os ajustes de planejamento e a validação dos pressupostos nele contidos, serão realizadas não menos que duas simulações anuais, preferencialmente nos meses de outubro e novembro.
Os simulados poderão envolver o teste em qualquer um dos níveis de resposta os quais serão descritos de forma mais aprofundada adiante, e ser alternadamente do tipo MESA ou PRÁTICO, conforme cronograma a ser definido em conjunto com a Direção da Empresa
Adicionalmente no início de 2017, o Sistema de Resposta e Pronto Emprego visava institucionalizar, através de uma estrutura organizacional formal, a coordenação das diversas atividades de solução de demandas emergenciais e extraordinárias à rotina operacional, além de concentrar esforços na rotina da limpeza de grandes adensamentos em comunidades, especificamente aquelas que por sua relevância são consideradas Regiões Administrativas da Cidade.

Infelizmente a iniciativa foi esquecida, como aconteceu com tantas outras, após a mudança de administração da Companhia



Muita chuva para pouco prefeito



Pessoas passam ao lado de trecho destruído da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, após fortes chuvas  — Foto: REUTERS/Sergio Moraes
 Pessoas passam ao lado de trecho destruído da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, após fortes chuvas  — Foto: REUTERS/Sergio Moraes 
“É uma chuva completamente atípica”, disse o prefeito Marcelo Crivella nesta segunda (8) à noite no auge dos estragos causados por um dilúvio que colapsou a cidade, sem se dar conta de que esta foi a terceira vez este ano em que um temporal deixava o Rio de Janeiro debaixo d’água. Atípico, na verdade, parece ser o desinteresse do Prefeito em se informar sobre as muitas evidências de que já experimentamos um novo padrão climático, “um novo normal”, em que os chamados eventos extremos passam a ser a regra, e não exceção.

Isso significa que a tendência é testemunharmos daqui para frente chuvas mais fortes e frequentes – acima da série histórica – expondo as muitas vulnerabilidades de uma cidade espremida entre o mar e a montanha. Chuva forte combinada com maré alta agrava episódios de enchentes pela impossibilidade de escoamento da água no litoral. Piscinões são obras caras que atenuam mas não resolvem o problema, como se vê em São Paulo. Enquanto isso, milhares de famílias seguem vivendo em áreas de risco (18 mil imóveis em 117 comunidades vivem em áreas de alto risco, segundo levantamento da própria Prefeitura) onde sistemas de alerta são acionados durante os temporais para que as pessoas se refugiem em abrigos temporários. A questão é: quando essas famílias terão uma solução definitiva para suas moradias? O melhor que a Prefeitura pode fazer é soar sirenes indefinidamente? Qual o plano de remoção dessas pessoas ou de obras de contenção que eliminem o risco de novas tragédias?


Para agravar a situação, as ocupações irregulares desconfiguram as encostas onde há riscos de deslizamentos. O problema se torna ainda mais grave quando se percebe a inoperância das autoridades diante da multiplicação de prédios irregulares (alguns chegam a ter dez andares) construídos em áreas dominadas por milicianos. Esses condomínios piratas (sem qualquer licença ou outorga) surgem em áreas onde havia vegetação ou solo permeável. Quanto maior o número de empreendimentos irregulares, maior o tamponamento do solo impedindo a infiltração da água. Eleva-se o risco de tragédia.

Deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme, no Rio de Janeiro (RJ), deixa dois mortos na madrugada desta terça-feira (9). A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou três mortos: um homem na Gávea e duas irmãs no Leme. A terça-feira (9) começou com mais chuva — Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme, no Rio de Janeiro (RJ), deixa dois mortos na madrugada desta terça-feira (9). A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou três mortos: um homem na Gávea e duas irmãs no Leme. A terça-feira (9) começou com mais chuva — Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO 
Tive a chance de questionar o atual prefeito do Rio (num encontro casual há quase dois meses) sobre um projeto chamado “Rio Resiliente”, lançado pela administração anterior, que reconhece a existência dos eventos extremos e canaliza recursos para ações que reduzam a vulnerabilidade da cidade. Antenado com o que já ocorre em outras grandes cidades do mundo (Paris, Londres, Nova Iorque etc.), o “Rio Resiliente” propunha vários ajustes na administração municipal para lidar com essa nova realidade.

A aquisição de um um novo radar meteorológico, o fortalecimento da Defesa Civil, a delimitação física das áreas de risco e de preservação ambiental, reassentamento das famílias situadas nessas áreas, ações contínuas de conservação e limpeza eram algumas das ações propostas no plano. Além de não reconhecer essa nova realidade climática, o prefeito ainda é acusado de não repassar os recursos previstos no orçamento municipal destinados à prevenção de enchentes. Politicamente, é uma rota suicida.

Não é possível enfrentar novos problemas com velhas cartilhas da administração pública. O clima está mudando. Ou ajustamos os protocolos de resposta aos eventos extremos, ou continuaremos repetindo desculpas surradas de que “chuvas atípicas” atingiram a cidade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Resposta e Pronto Emprego

Em um estado de crise como as chuvas de fevereiro com alagamentos, deslizamentos e mortes, é importante lembrar que a Comlurb,  já possuiu seu Protocolo de Resposta e Pronto Emprego desenvolvido em 2016 e que determinava um Programa de exercícios nos seguintes moldes:

De modo a garantir a permanente operacionalidade do PRPE, os ajustes de planejamento e a validação dos pressupostos nele contidos, serão realizadas não menos que duas simulações anuais, preferencialmente nos meses de outubro e novembro.
 Os simulados poderão envolver o teste em qualquer um dos níveis de resposta os quais serão descritos de forma mais aprofundada adiante, e ser alternadamente do tipo MESA ou PRÁTICO, conforme cronograma a ser definido em conjunto com a Direção da Empresa
Infelizmente a iniciativa foi revogada, como aconteceu com tantas outras, após a mudança de administração da Companhia






Rio de Janeiro tem fevereiro mais chuvoso em 21 anos 


A cidade do Rio de Janeiro está tendo o fevereiro mais chuvoso desde o início das operações do Alerta Rio - Prefeitura do Rio de Janeiro, em 1997.

Segundo o Alerta Rio, até a manhã do dia 21 de fevereiro média de chuva na cidade foi de 243 mm, mais do que o dobro da média normal para fevereiro que é de 101,4 mm. 

Dos 33 locais de medição do Alerta Rio espalhados pela cidade, 23 registraram mais de 200 mm de chuva em 21 dias. O maior volume acumulado neste período foi de 405,0 mm em Guaratiba. O menor acumulado foi de 174,2 mm em Irajá.


Em média, o volume de chuva que caiu em 21 dias sobre o Rio de Janeiro dobrou a média histórica, que é de 101,4 mm. Mas o volume de chuva acumulado na região de Guaratiba, no Alto da Boa Vista, Barra (Barrinha) foi 4 vezes mais do que a média padrão. Na Grota Funda, no Vidigal, no Recreio dos Bandeirantes, Jardim Botânico, Barra (Riocentro) e na Rocinha choveu o triplo da média normal para fevereiro.




Protocolo de Resposta e Pronto Emprego 






terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

741 quedas de árvores, mais de 10.000 garis e outros números da chuva de 6/2


Os números da chuva da 4ª, 6 de fevereiro, são gigantescos, por exemplo, tem locais que ainda estão sem eletricidade. A Comlurb já mobilizou 10.997 garis e 952 agentes de limpeza urbana para a retirada de resíduos, lama, bolsões d´água e galhadas das árvores que caíram desde o dia 6. Os serviços contam com o apoio, entre equipamentos e veículos, de 50 motosserras, 25 pás carregadeiras, 683 caminhões e 50 conjuntos de manejo arbóreo.



Foram registradas 741 quedas de árvores até este sábado, sendo que 638 já foram removidas. Desde quarta-feira foram recolhidas na cidade 9.301 toneladas de resíduos, como terra, lama, galhadas e entulho, e limpos 4.531 ralos. Nesta terça-feira (12) , será intensificado o trabalho na Rocinha e no Vidigal.

Ontem (11), foram removidas 175 toneladas de resíduos no bairro de São Conrado. Participaram da ação, 232 garis e 39 agentes de limpeza urbana, com o apoio de quatro pás carregadeiras e 15 caminhões. Foram limpos 88 ralos.

Em São Conrado, foram removidas 1.678 toneladas de resíduos nos últimos três dias, com o emprego de 1.208 garis e 148 agentes de limpeza urbana, tendo sido limpos 542 ralos e utilizados 88 caminhões.

A Comlurb atuou com 55 garis na Estrada das Canoas, em São Conrado, no fim de semana, sendo 20 no manejo arbóreo, para remoção de árvores em risco iminente de queda em função de deslizamentos de taludes nas encostas, e 35 nos serviços de raspagem e remoção de lama, com apoio de dois caminhões basculantes, um coletor compactador e uma pá carregadeira.

Na Avenida Niemeyer, já foram removidas, desde quarta-feira, 1.787 toneladas de resíduos, com a presença de 373 garis, 36 agentes de limpeza urbana e 28 caminhões. Foram limpos 15 ralos e 300 metros de canaletas. 

A Fecomércio aponta que 65% dos estabelecimentos foram prejudicados pela forte chuva. A estima é de um prejuízo de cerca de R$ 76,6 milhões para o comércio dos bairros afetados pela chuva. 

sábado, 26 de janeiro de 2019

Nova Friburgo

O cenário desolador da lama por todos os lados ocasionado pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, trouxe lembrança dos serviços realizados em 2011 pela força tarefa enviada para a limpeza da lama da cidade de Nova Friburgo.

Quem participa de um operação dessas entra em uma espécie de transe. As dificuldades operacionais e o cansaço são sobrepujados por um forte sentimento se empenhar ao máximo para fazer o bem para as pessoas que sofrem com uma situação calamitosa extrema.



sábado, 26 de maio de 2018

Com coleta afetada por greve, Prefeitura tenta reativar Aterro de Gramacho

Por Danilo Vieira, RJ2

A falta de combustível afeta a coleta de lixo em várias cidades da Região Metropolitana do Rio. No capital, a prefeitura pediu para despejar lixo no antigo Aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, fechado desde 2012, e reativou um outro aterro na cidade, em Gericinó, sem autorização.




Um vídeo feito por uma moradora de Bangu mostra uma caravana de caminhões da Comlurb despejando lixo no Aterro de Gericinó.

“Toda hora chegando mais um caminhão. É, prefeitura... Assim que vocês resolvem o problema do lixo? Reativando o que seria um aterro pra voltar essa imundice pro nossos convívio?”, questiona.

A TV Globo perguntou à Comlurb sobre o despejo de lixo que a moradora filmou em Gericinó. A companhia reconheceu que a área foi usada emergencialmente como transbordo, até que o lixo possa ser levado para Seropédica.

No fim da tarde, a Prefeitura do Rio conseguiu uma decisão da Justiça para garantir escolta policial dos caminhões-tanque necessários ao abastecimento da frota para o acesso à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), para abastecimento de combustível, e também para a desobstrução do acesso dos veículos da autora até ao Centro de Tratamento de Resíduos, em Seropédica.

A Comlurb pediu apoio da Polícia Militar para retirar 60 mil litros de óleo diesel da Reduc.

Antes de ir para o aterro sanitário de Seropédica, o lixo recolhido na cidade é levado para as chamadas estações de transbordo. São cinco ao todo - e três já atingiram a capacidade máxima.

Como os caminhões ainda não conseguem chegar a Seropédica, o prefeito Marcelo Crivella disse que vai pedir autorização ao governo do estado para levar o lixo para Duque de Caxias e jogar em Gramacho - onde havia um lixão desativado há seis anos.

A Prefeitura de Caxias diz que "fará de tudo" para impedir a reativação do lixão.

O Instituto Estadual do Ambiente ainda não se posicionou.


segunda-feira, 5 de março de 2018

Lixo e entulho ainda estão acumulados nas ruas do Rio após chuvas das últimas semanas

Restos de móveis e galhos de árvore ocupam calçadas de Marechal Hermes, Engenho Novo, Bonsucesso, Taquara e Pechincha. Comlurb diz que finaliza limpeza nesta terça-feira.


Por Bom Dia Rio

Chuvas das últimas semanas ainda causam problemas no Rio
Em alguns bairros das zonas Norte e Oeste do Rio nesta terça-feira (27), ainda tem morador sofrendo com as consequências do temporal de duas semanas atrás. Ruas ainda estão tomadas de móveis quebrados, galhos de árvores e muito lixo ocupando as calçadas.

O problema pode ser verificado em bairros como Marechal Hermes, como na Rua Duarte da Costa e Rua Nabuco de Araújo. Moradores enviaram vídeos mostrando que o problema se repete em ruas do Engenho Novo e Bonsucesso e também no Pechincha e na Taquara, em Jacarepaguá, na Zona Oeste.

A Comlurb diz que todos os endereços já estão dentro da rota de prioridades das equipes e que espera finalizar a limpeza dessas ruas na manhã desta terça-feira. A Comlurb diz também que móveis maiores devem ser descartados em caçambas, que podem ser solicitadas através do telefone 1746.

E para evitar transtornos ainda maiores, que procurem botar o lixo nas ruas perto dos horários da coleta, evitando assim que, em caso de chuva forte, sacos de lixo sejam arrastados pelas águas e obstruam ralos e bueiros.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Cúpula da Comlurb será trocada devido a erros no temporal

Avaliação do prefeito Crivella é que diretores do órgão demoraram a reagir aos efeitos da chuva

Funcionários trabalharam para liberar vias da cidade após quedas de árvores Foto: Reginaldo Pimenta / Raw Image / Agência O Globo / Agência O Globo
Funcionários trabalharam para liberar vias da cidade após quedas de árvores Foto: Reginaldo Pimenta / Raw Image / Agência O Globo / Agência O Globo


RIO — Em pouco mais de um ano do governo Marcelo Crivella, a Comlurb terá seu quarto presidente. O nome do escolhido, muito provavelmente um funcionário de carreira da empresa, deve ser anunciado nas próximas horas. A decisão foi tomada porque a cúpula da prefeitura ficou insatisfeita com a reação da Comlurb no temporal da quinta-feira passada. Enquanto as chuvas alagavam vários pontos da cidade, equipes de plantão no Centro de Operações Rio (COR), tentavam sem sucesso localizar os coordenadores das equipes de emergência.

Os garis só começaram a trabalhar por volta das 4 da manhã, mais de duas horas após o início das chuvas. Devido ao atraso, não foi possível deslocar a tempo equipes para remover árvores caídas que obstruíam vias ou o lixo acumulado que impedia que a água escoasse em corredores de tráfego importantes, antes que começassem a ser tomados pelo tráfego pesado durante o dia. Uma das áreas críticas que só pode ser coberta somente pela manhã, foi a Avenida Brasil.

A situação só não foi mais crítica devido à intervenção do diretor de Serviços Urbanos, da Comlurb, Paulo Mangueira. Entre os integrantes da cúpula da empresa, o servidor foi o primeiro a ser localizado na madrugada. Mangueira, no entanto, tinha um problema de hierarquia já que não era de sua atribuição coordenar as equipes de emergência. Irritado, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, deu sinal verde para Mangueira agir. Mais tarde, pediu explicações à diretoria da companhia de limpeza.

Procurado pelo GLOBO, Paulo Messina, informou apenas que após o temporal houve uma reunião de avaliação do trabalho dos órgãos públicos. Sem entrar em detalhes, o secretario admtiu que na reunião de fato foram identificadas algumas falhas na atuação da Comlurb.

A saída de Sérgio Eduardo Martins de Oliveira que vem ocupando o cargo de presidente da Comlurb forma interina desde janeiro, foi sacramentada ontem. O nome do novo presidente deve ser conhecido ao longo do dia de hoje. Com Sergio Martins , devem ser afastados mais de 30 ocupantes de cargos de confiança escolhidos pelo ex-presidente, Rubens Teixeira, atual secretário municipal de Transportes.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Prefeitura admite 'jogo de empurra para resolver problema de falta de energia após chuva forte no Rio


'Nessa brincadeira, a população é que fica pagando o pato', afirma secretário da Casa Civil. Bairros da Ilha do Governador e das zonas Norte e Oeste estão sem luz há mais de 30 horas.


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Mais de 24 horas depois da tempestade que caiu no Rio - na noite de quarta-feira (14) - ainda tem bairros inteiros sem energia elétrica, com ruas alagadas e árvores caídas. Segundo a Defesa Civil, até as 10h desta sexta-feira (16), 2.500 pessoas estavam desalojadas e 51 desabrigadas. A prefeitura avalia que houve falha na demora para normalizar os serviços na cidade, principalmente no que se refere ao restabelecimento da energia elétrica.

A prefeitura diz houve um jogo de empurra entre a Comlurb e a Light e isso está prejudicando o restabelecimento do fornecimento de energia. Principalmente em bairros como Penha, na Zona Norte, e Ilha do Governador, e de Jacarepaguá e Campo Grande, na Zona Oeste.

O secretário da Casa Civil Paulo Messina disse que esse número de queda de árvores é histórico, diante de uma tempestade incomum. Ele destaca que a limpeza das principais vias da cidade já foi feita. Cerca de 1.300 árvores caíram e grande parte danificou a rede elétrica. Só na Ilha do Governador caíram 189 árvores.

“Mas já identificamos que há um jogo de empurra entre a Comlurb e a Light. A Light diz que não pode restabelecer a energia elétrica em vários bairros porque as árvores estão no caminho e a Comlurb diz que não pode tirar muitas das árvores porque elas estão energizadas, com cabos da Light em cima das árvores. Nessa brincadeira, a população é que fica pagando o pato”, disse o secretário.

Messina disse que está marcada para às 15h30 desta sexta-feira, está marcada uma reunião de emergência no Centro de Operações Rio (COR), em que os órgãos reunidos vão estabelecer um novo protocolo, no qual a Rioluz poderá intervir e cortar a energia da Light para que a Comlurb possa trabalhar.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Rio em estado de Crise


O temporal que caiu na noite de ontem (14) e madrugada de hoje (15) no Rio de Janeiro estabeleceu um novo recorde de volume de chuva em uma hora, de acordo com o serviço meteorológico Alerta Rio, ligado à prefeitura.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro, a estação Barra da Tijuca/Riocentro registrou 123,6 milímetros (mm) de chuva entre 0h e 1h de hoje, o maior volume já constado desde 1997, quando o Alerta Rio começou a armazenar os dados.

O recorde anterior, de 116,2 mm, foi registrado em Campo Grande, também na zona oeste, em 19 de março de 2000.

Em toda a cidade, choveu 75% do esperado para o mês de fevereiro. Na Barra/Riocentro, a chuva chegou a 126% do esperado. Em Jacarepaguá, até as 2h de hoje já havia chovido 150% da expectativa para fevereiro.

As chuvas fortes causaram alagamentos, desmoronamentos e quatro mortes na cidade. A enxurrada prejudicou o transporte público e causou congestionamentos em vias expressas ainda na manhã desta quinta-feira.

Durante a madrugada, a cidade chegou a entrar em Estágio de Crise, o mais intenso em uma escala de três níveis. Nesta manhã, o alerta foi reduzido para Estágio de Atenção

Imagem do Radar do Alerta Rio as 23:30h do dia 14 de fevereiro



Estágio de Crise

Foram cinco horas em estágio de crise devido à chuva forte, que teve vento e raios. Às 5h30, a cidade retornou ao estado de atenção, mas várias vias seguiram interditadas e serviços ficaram suspensos, como trens e o BRT.

O estágio de crise é o pior de três estágios, com previsão de chuva forte a muito forte – desde 12 de março de 2016 o Rio não entrava em estágio de crise. Quando a cidade entra nessa situação, equipes emergenciais da prefeitura atuam contra transtornos generalizados, alagamentos e deslizamentos. O estágio de atenção é o segundo estágio, com previsão de chuva moderada a muito forte.

Estragos causados pela chuva no bairro de Higienópolis, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (15) (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)
Estragos causados pela chuva no bairro de Higienópolis, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (15) (Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo)


Memória - Mobilização preventiva no Estágio de Crise em 2015

Em 05 fevereiro de 2015 o Centro de Operações emitiu um alerta que colocou os órgãos municipais de prontidão. “A previsão é de pancadas de chuva forte, ocasionalmente muito forte, a partir do período da tarde. O cenário previsto para o final do dia tem potencial para provocar impactos semelhantes as chuvas que ocorreram na cidade do Rio em abril de 2011 e dezembro de 2013”, explicou o meteorologista do Sistema Alerta Rio, Pedro Jordam. 

A chuva forte esperada acabou desviada parte para o mar e outro núcleo foi para Região Serrana e a cidade voltou ao estágio de normalidade às 5h30 do dia 06 de fevereiro. Apesar dos memes na internet ironizando a previsão do temporal, o meteorologista-chefe do Alerta Rio Pedro Jourdan, afirmou que  seria uma irresponsabilidade das autoridades omitir a previsão. 

Na época, o chefe-executivo do Centro de Operações Rio Pedro Junqueira explicou além do Alerta Rio outras fontes consultadas mostravam condições críticas de chuva no Rio e que com as pancadas de chuva forte durante a semana, a prefeitura trabalhou com a mobilização baseada nessas previsões. 

“Nossa capacidade de resposta passa pela prevenção, pelo monitoramento com previsão do tempo, radares e pluviômetros, e passa pela mobilização e pelo apoio da população. Numa próxima ocasião em que haja uma condição dessa natureza, precisaremos nos comportar de forma parecida e deixar a cidade preparada para o que possa acontecer”, afirmou Junqueira.


Foi o primeiro grande exemplo de mobilização preventiva baseada em uma previsão. Não se concretizando a previsão, a mobilização serviu como treinamento. Todavia, se as chuvas previstas acontecessem , os profissionais dedicados à uma pronta resposta estariam preparados.