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quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Revitalização de praça vale ouro!

Quando estava como coordenador do Programa Lixo Zero, o Sr Ricardo Rigueto, candidato a vereador não eleito pelo PEN com 3390 votos em 2016, adquiriu gosto por revitalizar praças. Agora, recém alçado à Superintendente da Zona Norte, continua sua atenção às praças pintando muretas, quadras e bancos.

Revitalizar praças não é atribuição do Lixo Zero nem da Superintendência, o que gera a dúvida se o serviço executado é fruto de uma pro atividade exacerbada ação midiática visando potencializar a quantidade de eleitores de 2016. 



 

TBT - Reciclagem de pneus

Semanalmente duas carretas cheias de pneus recolhidos de logradouro ou encaminhados pelas borracharias da Zona Oeste eram destinados à reciclagem ou utilização em fornos. Este procedimento foi potencializado a partir de 2014 garantindo o escoamento do material recebido dos ECOPNEUS.



 

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

terça-feira, 20 de outubro de 2020

sábado, 17 de outubro de 2020

APP Comlurb - Um canal de denúncias mais acessível a todos os empregados

A versão 1.23 do APP Comlurb traz um formulário de denúncia mais estruturado facilitando que qualquer empregado realize denúncias com informações mais consistentes, o que é muito importante para a correta apuração dos fatos. 



 

Exercendo a gratidão!

Feedback super positivo sobre o Curso de Estratégia da Felicidade e Atenção Plena!


 

Feedback de alguns alunos:

From  AT: O curso é excelente! Veio de encontro às minhas vivências e ao momento pessoal. Parabéns, Puppi! 

From  CH : O curso foi muito bem planejado. Gustavo está de parabéns! Excelente!

From  GM - Vou levar estas ferramentas para vida!

From   LF - Excelente a forma como o curso foi conduzido, nos preparando e estimulando a desenvolver o autoconhecimento. Esse último Módulo fechou com chave de ouro! Vários conceitos apresentados nos auxiliam a levar uma vida mais plena, como o da impermanência, o ditado tibetado sobre sentimento da inveja, competição e desprezo, a responsabilidade pela nossa vida. Maravilhoso aprendizado!

From  PH - Só tenho a agradecer. Obrigada pelo compartilhamentos desses conhecimentos.

From  S - A apresentação das entregas e as sugestões do "faça por você" e "faça pelos outros" foi muito didática e apontaram direções do que está realmente ao nosso alcance por em prática. A apresentação da estrutura analítica final, nos deu a dimensão do trabalho que precisa ser feito e a clareza que nem sempre podemos implantar tudo de uma vez.

From  WA : Parabéns Gustavo, excelente curso. Estou usando a agenda para lembrar da meditação, mesmo que não o faça, fica o lembrete para a prática.

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Sobre a atividade de fiscalização

O programa Lixo Zero, com excelente aprovação do Carioca em 2013, tornou efetiva fiscalização e cumprimento da Lei de Limpeza Urbana, criada em 2001. Após quatro anos com ênfase no cidadão, em 2017, o Programa Lixo Zero expandiu a atuação para a fiscalização de Pessoas Jurídicas, os Grandes Geradores de Resíduos, inclusive com a formação de novos Técnicos de Limpeza Urbana 

Nos anos seguintes a 2017, o Lixo Zero patinou e esmoreceu, os fiscais parados com semblante desmotivado se posicionando em bando em locais de fácil identificação de infrações como saída de metro e de shoppings. Nitidamente uma falta de estratégia de atuação, perda de propósito e significado. 

O Lixo Zero precisa evoluir para uma atividade ampla de fiscalização de conformidade não só da Lei de Limpeza Urbana, mas também de qualquer lei ou regulamento referente ao manejo de resíduos sólidos  na Cidade do Rio de Janeiro. 

Além disso, deve exercer uma atividade de fiscalização da operação da própria Comlurb coibindo desvios de conduta, não conformidades regulatórias e desperdícios operacionais gerados por seus próprios empregados.

No entanto, essa ampla atividade de fiscalização somente será possível quando for entendida e organizada a dicotomia institucional da Comlurb que agrega em sua organização as funções dispares de Operadora do Sistema e também Agência Reguladora e Fiscalizadora.

É preciso haver uma fronteira bem delimitada entre a Comlurb Operadora e a Comlurb Reguladora e Fiscalizadora, a primeira, totalmente passível de concessão à iniciativa privada, e a segunda cumprindo seu papel de agente público.






 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Sobre manutenção de praças

Decreto nº 28981 de 31 de janeiro de 2008  que trouxe o manejo arbóreo para a Comlurb determina em seu Art. 1º a constituição “Diretoria de Conservação de canteiros, praças, parques, podas e rios que fica responsável, pela conservação, manutenção e reformas de todos os canteiros, praças e parques da Prefeitura assim como o programa "guardiões dos rios" e as podas de árvores”.

Ser responsável por algum serviço público não obriga que o órgão seja o executante do serviço podendo delegar a execução para parceiro privado através de contrato de terceirização ou concessão mantendo para si a regulamentação e fiscalização do serviço.



 

Comlurb terá nova frota para coleta domiciliar e remoção de lixo na Zona Oeste do Rio

O legado de alguns conceitos...

Ao todo, são 61 veículos, sendo, entre eles, 40 caminhões compactadores destinados ao serviço de coleta domiciliar e 7 basculantes para remoção de lixo público

Por Raphael Fernandes 


São 61 novos veículos, além de instalação de 1.500 caixas metálicas para depósito de lixo - Foto: Divulgação


Através da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), a Prefeitura do Rio lança neste domingo (11/10) nova frota e equipamentos, além da instalação de 1.500 caixas metálicas, visando a otimização da coleta e a garantia de mais qualidade e eficiência dos serviços nas regiões de Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba, na Zona Oeste da cidade.

São 61 veículos, sendo 40 caminhões compactadores destinados ao serviço de coleta domiciliar, 7 basculantes para remoção de lixo público, 7 minibasculantes para operações em áreas de difícil acesso, como ruas estreitas e becos, especialmente em comunidades, 3 poliguindastes, duas pipas d’água para lavagem de logradouros e limpeza de feiras livres e eventos, e duas varredeiras mecânicas, no modelo que garante mais segurança para os garis no trabalho em vias expressas, avenidas, viadutos, túneis e outros locais de risco para a varrição manual.

O sistema de monitoramento dos veículos também foi aprimorado para gerar relatórios operacionais mais detalhados e precisos para o cumprimento dos roteiros nos dias e horários estabelecidos. As informações em tempo real serão recebidas pela central de operações da Comlurb, que opera 24 horas em todos os dias da semana, e transmitidas aos gestores, a fim de agilizar os serviços de coleta domiciliar.

Já a novas caixas metálicas de 1.200 litros terão uma pintura emborrachada a fim de aumentar a vida útil e evitar vazamentos e corrosão. A contratação foi realizada por meio de pregão eletrônico, incluindo além dos 61 veículos outros sete de reserva. O novo contrato garantiu uma redução financeira de 33% em relação ao anterior, o que foi permitido, em parte, devido a alterações nas especificações técnicas de alguns equipamentos.






Não entendi

A Michelin, que teoricamente pelo conceito de logística reversa seria responsável por retirar de logradouros pneus descartados, doa pneus para serem postos em logradouro como ocupação de pontos de vazamento irregular? 

Parceria?



 

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Aterros sanitários terão que apresentar plano de tratamento do chorume

 Por: Berenice Seara em 11/10/20 11:00  

Vista aérea do lixão de Gramacho Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

O governador em exercício, Cláudio Castro, sancionou o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa que obriga as administradoras dos aterros sanitários a apresentarem, em 180 dias, um plano de tratamento do chorume.

Para quem não ligou o nome ao mau cheiro, trata-se do liquido produzido pela decomposição da matéria orgânica do lixo, que contamina o lençol freático — muitas vezes, mesmo nas instalações impermeabilizadas.

O que dirá nos velhos lixões a céu aberto onde, há dez anos, eram depositados todos os detritos e que, mesmo desativados, continuam poluindo o solo.

Cumpra-se

Desde 2010, quando foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foram fechados 46 lixões em todo o estado.

Mas nenhum deles foi efetivamente "remediado" — ou seja, continuam produzindo poluição, mesmo não sendo mais usados.

Além disso, os 24 aterros sanitários construídos desde então também não tratam o chorume.

"Muito trabalho à vista para a Comissão do Cumpra-se", diz Carlos Minc (PSB), autor da lei.

Use máscara

Muita coisa aparece sobre os desvios de conduta dos agentes públicos que usaram a pandemia do Covid 19 como oportunidade de ganhos ilícitos. 

No entanto, nada se comenta sobre quanto deve ter sido desperdiçado com a potencialidade criativa dos gestores adquirindo bens e serviços sem a preocupação da eficaz contribuição para a solução da crise.

É certo que temos que usar máscaras, mas, até que ponto é necessário arcar com o custo para instalar placas metálicas assinalando "use máscara"?  Os tablets para visitas virtuais da família aos pacientes de Covid-19 foram eficazes? A ideia de usar hotéis para abrigar e proteger idosos foi realmente eficaz? E as cabines de desinfecção, foram eficazes em qual medida para o esforço de combater o Corona vírus? Qual a eficácia da operação de sanitização da CEDAE e higienização da Comlurb nas comunidades?

É preciso haver uma relação da causalidade entre a ação implantada e o resultado esperado.

Qualquer coisa implantada que não tenha uma medida de sua eficácia é desperdício!



Placa metálica "Use Máscara"

 
Cabine de desinfecção

Sanitização da CEDAE nas Comunidades





Assentamento Precário Urbano modelo chinês

Parece... mas não é... ainda!

Cidade das Trevas: o lugar mais densamente povoado da Terra agora está abandonado

Petar Djajkovski

Dentro de Hong Kong, na cidade de Kowloon, havia um assentamento conhecido como Cidade Murada de Kowloon.


O assentamento era o mais densamente povoado do mundo, com cerca de 50.000 pessoas amontoadas em apenas alguns blocos de edifícios. Foi construído sem qualquer planejamento urbano, o que é precisamente o que torna este assentamento tão fascinante: a atmosfera de um caos arquitetônico perfeito.

Com sua natureza caótica, a Cidade Murada tornou-se um esconderijo para atividades criminosas, o que acabou levando ao seu fim como bairro.

História

As origens da Cidade Murada foram como um posto avançado da Dinastia Song, onde sua função era administrar e monitorar o comércio de sal. Isso foi por volta dos anos de 960 e 1279 DC. Cerca de 800 anos depois, uma pequena fortaleza costeira foi construída no local.

Começou a se desenvolver como um assentamento urbano após a Segunda Guerra Mundial, quando os japoneses se renderam, deixando Hong Kong e a Cidade Murada que eles ocupavam anteriormente.

Com toda Hong Kong sob o comando e vigilância britânicos, a Cidade Murada se tornou uma espécie de embaixada chinesa não oficial dentro do enclave britânico de Hong Kong.

Era um lugar onde os refugiados buscavam novas casas para morar, novos edifícios eram construídos e a população começou a crescer.

Os britânicos não a governavam na prática e, com exceção de duas ou três batidas policiais de Hong Kong, a cidade estava totalmente sob suas próprias regras. Depois de um tempo, a Cidade Murada se tornou a capital dos sindicatos do crime organizado conhecidos como Tríades.


  

Não há maneira melhor de descrever a atmosfera da Cidade Murada de Kowloon do que com as palavras de Leung Ping-kwan, um conhecido poeta, romancista, ensaísta, estudioso de Hong Kong, importante figura cultural da cidade e destinatário do Hong Kong Kong Medal of Honor.

Em seu livro Cidade das Trevas, ele escreveu o seguinte:

 “Aqui, as prostitutas instalaram-se de um lado da rua enquanto um padre pregava e distribuía leite em pó aos pobres do outro; assistentes sociais davam orientações enquanto os viciados em drogas se agachavam embaixo da escada subindo ao alto; o que eram centros de jogos infantis de dia tornou-se locais de show de strip à noite.

Era um lugar muito complexo, difícil de generalizar, um lugar que parecia assustador, mas onde a maioria das pessoas continuava levando uma vida normal. Um lugar como o resto de Hong Kong. ” Leung Ping-kwan - Cidade das Trevas, p. 120

A Cidade Murada de Kowloon era um labirinto moderno feito pelo homem de concreto, fios, canos, janelas incompatíveis, drenagem inadequada, terraços em jaulas, pontes de metal incompletas e becos estreitos e curtos.

Era possível caminhar de um lado para o outro sem nem mesmo tocar no chão sólido.


Apenas o centro de tudo era um espaço aberto (yamen) onde as pessoas se reuniam para tomar chá, assistir televisão e socializar.

Devido à proximidade do Aeroporto Kai Tak, os edifícios da cidade não podiam exceder quatorze andares. Eles provavelmente teriam sido construídos muito mais altos se não fosse pela restrição do aeroporto.

Hoje, a maior parte da cidade murada de Kowloon foi demolida pelo governo de Hong Kong.

Eles elaboraram um plano para transformar a cidade em uma área de parque, onde os pavilhões e as trilhas de caminhada receberam os nomes das antigas ruas e edifícios da Cidade Murada.

Muito poucos dos edifícios originais ainda permanecem e estão quase todos vazios. Os turistas podem visitá-los, caminhar em seus telhados e tentar compreender o que antes existia ali.

Concessões de manejo de resíduos sólidos urbanos

Oportunidades existem... mas é necessário tirar a cabeça de dentro do buraco

Governo Federal habilita 23 consórcios a receber apoio para estruturar concessões de manejo de resíduos sólidos urbanos

05/10/2020

Portal Saneamento Básico

Ao todo, 304 cidades da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo deverão ser beneficiadas



Vinte e três consórcios municipais, que reúnem 304 cidades brasileiras, foram habilitados para estruturar projetos de concessão de serviços públicos de manejo de resíduos sólidos urbanos (RSU) nos moldes estipulados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), pela Secretaria Especial do Programa de Parcerias e Investimentos (SPPI) e pela Caixa Econômica Federal. Os recursos para o custeio dos estudos serão disponibilizados pelo Fundo de Apoio à Estruturação e ao Desenvolvimento de Concessões e Parcerias Público-Privadas (FEP), administrado pelo banco público.

Foram habilitados consórcios que englobam municípios da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A expectativa é que 9,9 milhões de pessoas possam usufruir dos serviços.

“Este é mais um passo que damos no sentido de apoiar a estruturação de parcerias público-privadas e concessões de serviços públicos. Elas são uma oportunidade para alcançarmos melhorias na infraestrutura brasileira, com benefícios concretos para a população”, afirma o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Ao todo, 41 consórcios se inscreveram no processo seletivo. Os 23 selecionados serão convocados conforme a ordem de classificação e disponibilidade de recursos federais para a execução dos projetos.

PPP

Os recursos do FEP custeiam a realização de todos os estudos necessários para a modelagem da concessão ou parceria público-privada. Os levantamentos incluem estudos jurídicos, de viabilidade técnica e financeira, além da modelagem econômica. Para tanto, são contratadas consultorias especializadas e a Caixa fornece apoio técnico e financeiro aos entes subnacionais (estados, municípios e consórcios intermunicipais). Além disso, é fornecido apoio aos entes na elaboração das minutas de edital e contrato, na formulação de consultas públicas e na realização das licitações.

O chamamento público foi publicado em abril deste ano para apoiar a estruturação de concessões das atividades de manejo de resíduos de origem domiciliar ou similares. Esse conjunto de atividades corresponde aos chamados “serviços divisíveis”, que abrangem a coleta, transbordo, transporte, triagem para reutilização ou reciclagem, tratamento e disposição final ambientalmente adequada.

Distinguem-se dos serviços de limpeza pública como poda, capina, varrição e recuperação de áreas degradadas, que não são passíveis de receber apoio por seu caráter indivisível.

Critérios

Foram consideradas elegíveis as propostas que contivessem soluções regionais para o manejo de resíduos sólidos urbanos e que atendessem de dois a 20 municípios e pelo menos 300 mil pessoas. As propostas apresentadas também deveriam considerar o compromisso de cobrança pela prestação dos serviços após a estruturação da futura concessão.

O processo de seleção buscou priorizar propostas que beneficiassem o maior número de habitantes; que incluíssem cidades com cobrança de taxa ou tarifa já instituída; maiores déficits na prestação do serviço e/ou que apresentassem Plano Municipal ou Plano Regional Integrado de Manejo de RSU.

A aderência à regionalização proposta no Plano Estadual de Gestão Integrada de RSU, obtenção de licenciamento ambiental prévio das estruturas de tratamento ou destinação final de RSU e o maior percentual de contrapartida ofertada pelo proponente em relação ao valor do contrato também foram considerados na priorização.

Assessoramento técnico e financeiro

O objetivo do FEP é prover assessoramento técnico e financeiro aos municípios brasileiros para a estruturação de projetos de concessão em áreas diversas. Por meio do FEP, o Governo Federal está apoiando 29 projetos de concessão e parcerias público-privadas (PPPs) que beneficiam 50 cidades em todas as regiões do País. Os setores apoiados são de resíduos sólidos urbanos, esgotamento sanitário, drenagem urbana e iluminação pública.

Andamento

A estruturação dos projetos selecionados em 2020 representa a continuidade do apoio do FEP ao setor de manejo de resíduos sólidos por meio da estruturação de concessões, uma iniciativa inovadora no País e que busca garantir a sustentabilidade econômica e ambiental das ações do setor. Atualmente, são cinco projetos apoiados na área de RSU, além de outros dois em drenagem urbana em Porto Alegre (RS) e Teresina (PI).

Já o projeto de concessão dos serviços de RSU dos municípios que integram o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Grande (Convale) passa por consulta pública e deve ser licitado em dezembro deste ano. Integram o Convale os municípios mineiros de Água Comprida, Campo Florido, Conceição das Alagoas, Delta, Planura, Sacramento, Uberaba e Veríssimo.

As propostas de Bauru (SP), Teresina (PI) e do Consórcio Intermunicipal de Gestão Integrada para Aterro de Resíduos sólidos – Unidade Crato (Comares) deverão entrar em consulta pública até o fim do primeiro semestre de 2021. A cidades que compõem o Comares são Altaneira, Barbalha, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Jardim, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri, no Ceará.

O FEP também apoia o projeto de concessão integrada dos serviços de manejo de resíduos sólidos urbanos, abastecimento de água e esgotamento sanitário em São Simão (GO).

domingo, 11 de outubro de 2020

Qual o motivo da urgência e relevância?

Quando o gestor não está plenamente atento na questão está caminhando em um ambiente incerto, pois a cautela no trato da coisa pública deve estar presente nas suas decisões. A falta de atenção temperada com excesso de confiança naqueles que deveriam estar assessorando as deliberações é um ambiente fértil para não conformidades.

Foi o que aconteceu no ocaso de minha gestão quando aceitei os termos elaborados por meu diretor Paulo Mangueira para o termo de cooperação com a Natura Ambiental. 

Como lição aprendida percebo que deveria ter questionado o porque de tanta pressa na assinatura do citado termo, e me aproximado mais daqueles que poderiam juridicamente verificar minuciosamente cada uma de suas clausulas.

Interessante que a urgência nas coisas referentes a Natura Ambiental continuam vigentes passados os anos.


2019

TCMRJ suspende licitação para encerramento do aterro de Gericinó

Após minuciosa análise de todas as alegações da denunciante, quanto às especificidades das atividades necessárias à execução do objeto, a questão do devido licenciamento, bem como a aplicação da legislação, mormente à Lei nº 10.520, de 17 de julho de 2002, regulamentada pelo Decreto nº 5.450, de 31 de maio de 2005, a decisão determina que a jurisdicionada abstenha-se de praticar quaisquer atos inerentes ao certame, bem como informe:

1. Qual o fundamento legal para que o objeto deste certame seja procedido na modalidade de pregão eletrônico;

2. Sobre o encerramento do aterro de Gericinó  previsto como um dos objetivos no edital do referido certame, tendo em vista a informação no Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) do Rio de Janeiro, quanto ao mesmo encerramento ter ocorrido em 2014;

3. Quanto a liberação de licença ambiental prévia para o encerramento do aterro de Gericinó;

4. Se a implantação de nova Célula para Recepção de Resíduos da Construção Civil (RCC), importa em obra de engenharia complexa;

5. Qual o fundamento legal para previsão de contratação de empresa com experiência apenas em terraplanagem para execução de obra sanitária, supostamente, complexa;

6. A data de publicação da designação da nova data para realização do certame.


2020

Comlurb lança edital que gera suspeitas

Por INFORME JB

A Comlurb, companhia de limpeza urbana do município do Rio de Janeiro, presidida por Paulo Mangueira, convocou um edital de emergência com entrega de propostas até logo mais (segunda, 5) às 17 horas, para a gestão dos “Serviços de Manutenção do Centro de Tratamento de Resíduos Sólidos de Gericinó”.




Para quem não está ligando o nome "à pessoa", o chamado lixão de Gericinó, que cresceu à margem direita da pista de subida da Avenida Brasil, a ponto de esconder a vista do complexo prisional de Bangu, já foi alvo de um pregão eletrônico, anulado no primeiro semestre deste ano pelo Tribunal de Contas do Município (TCM) porque teria de ser na modalidade de edital, como denunciado aqui no Informe JB.

No mês passado, a Comlurb, meio que na surdina, abriu uma concorrência para a continuidade do serviço de gestão do aterro. A entrega de propostas também se encerrava às 17 horas. Instada a fazer um lance, a empresa que fazia o serviço, temendo vazamento, apresentou sua proposta faltando menos de cinco minutos para o prazo final.

Para sua surpresa, no dia seguinte a companhia informou ter recebido uma proposta com valor menor (nos três a quatro minutos que faltavam para o encerramento do pregão). Acontece que a firma vencedora, a Natura Ambiental (nada a ver com a empresa de cosméticos), além de devedora de quase R$ 500 mil à própria Comlurb, fora declarada tecnicamente inidônea por não ter executado corretamente os serviços de tratamento dos resíduos da estação da companhia de limpeza urbana, no Caju.

A nova licitação ocorre a menos de 45 dias da eleição municipal. E a Comlurb já prepara um novo edital para entrega de propostas da nova área de expansão do chamado Aterro de Gericinó. Não precisa dizer que quem tiver um pé na área em atual operação terá mais trunfos de gerir a expansão.

O TCM está de olho.


Más intenções da Prefeitura na Zona Oeste

Por INFORME JB

Ecologistas que estão de olho nas más intenções do prefeito Marcelo Crivella para derrubar a última floresta plana da Mata Atlântica na cidade para dar lugar a um autódromo de Fórmula 1, em Realengo, aproveitaram a incursão pela Zona Oeste e descobriram um novo pacote em gestação contra os cariocas.

A Comlurb teve impugnada, em fevereiro, pelo Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro, a licitação para a escolha da empresa concessionária da expansão e gestão do Aterro Sanitário de Gericinó, na Zona Oeste da cidade, por ter feito uma concorrência via pregão eletrônico, contrariando o processo de edital com transparência e ampla participação pública.

Mas, durante a pandemia da Covid-19, a diretoria comandada por Paulo Mangueira trabalhou na surdina. E marcou um novo edital para a área a dois meses das eleições municipais que podem mudar tanto o comando da Prefeitura do Rio como o da própria companhia de limpeza urbana.

As razões da pressa são desconhecidas

Mas o TCMRJ deveria saber que: 1 - a área em questão está com a licença ambiental vencida e não renovada pela prefeitura; 2 - a última Audiência Pública para ouvir a comunidade de moradores no entorno do lixão de resíduos de construções urbanas foi realizada há 10 anos.

De lá para cá não só a cota do atual aterro cresceu tanto que quem transita pela Avenida Brasil em direção à Zona Oeste perdeu a vista do complexo penitenciário de Bangu. A própria expansão urbana desordenada diante da omissão das autoridades municipais, acrescentou no entorno do lixão uma população de, pelo menos, três mil pessoas.

E a população só não cresceu mais porque ano passado a Guarda Municipal derrubou mais um empreendimento das milícias que atuam na região: o assentamento de ruas e casas que já tinha avançado sobre área da prefeitura, reservada à expansão do lixão.

sábado, 10 de outubro de 2020

Mais de 1600 alunos em EAD"

Superei a marca de 1600 alunos como instrutor em EAD nos diversos temas relacionados com Compliance, Gestão e Autoconhecimento.

É um exemplo de algo positivo que surgiu como resposta aos desafios impostos pela pandemia do COVID 19



  





 

Base de armazenagem de resíduos.

Em grandes condomínios residenciais, havendo espaço disponível, a instalação de uma base de armazenagem de resíduos, semelhante a da imagem, é uma oportunidade de utilizar a coleta automatizada com equipamentos de acondicionamento de maiores dimensões, ou até mesmo uma caixa compactadora roll off, substituindo a utilização de sacos plásticos ou containers de 240 litros menos produtivos.


Vista superior de uma base de armazenagem de resíduos. 

 

Retorno ao trabalho presencial demanda psicologia corporativa, alerta especialista

Diretora da Prime Talent orienta profissionais desenvolverem inteligência emocional, enquanto empresas devem adotar ações de acolhimento.

CIO magazine

A medida que muitas empresas dão sequência aos seus planos de retorno às atividades presenciais ou ainda passam a optar pelo modelo híbrido de trabalho, uma das grandes preocupações neste momento é em relação ao gerenciamento das emoções e do bem-estar mental dos profissionais.



Para a diretora, board advisor e headhunter da Prime Talent, Bárbara Nogueira, é preciso que as organizações tenham particular atenção neste momento, pois o retorno aos escritórios pode desativar as defesas psíquicas e exacerbar sentimentos como estresse, angústia, ansiedade e depressão. De um lado, para os profissionais, indica-se desenvolver ainda mais sua inteligência emocional, ao passo que as empresas precisam adotar estratégias de acolhimento, escuta e acompanhamento para identificar sinais de transtornos, ainda que leves.

Bárbara, que também tem formação em psicologia, lembra que, diante da pandemia, todos tiveram que se reinventar e alterar completamente suas rotinas. Agora, novamente, precisam se adaptar a um “novo normal” no local de trabalho, com alguns vivenciando o medo do contágio pelo coronavírus, outros que estavam felizes com a atuação remota, além daqueles que apresentam sequelas do isolamento ou dificuldades particulares.

“A volta pode ser até mais desafiadora para as lideranças, por isso o gerenciamento das emoções é muito importante. Não se pode negligenciar esse aspecto, que tem grande impacto na motivação da equipe, na performance dos profissionais, nos resultados e no lucro das companhias”, destaca.

A executiva observa que, assim como estão atentas à segurança e à saúde física dos colaboradores, os líderes devem ampliar a psicologia corporativa, com implementação de avaliações de sintomas emocionais e de ações eficazes para reduzir ou prevenir eventuais problemas, garantindo o bem-estar mental de todos. Inclusive, daqueles que seguirão em home office. “É necessário, mais uma vez, que as organizações se adaptem com rapidez e da forma mais natural e humanizada possível, minimizando possíveis abalos psicológicos”, completa.

Por outro lado, Bárbara lembra que cada pessoa também tem que fazer a sua parte. “No mundo atual, mais do que nunca, a necessidade de buscar o autoconhecimento e trabalhar as próprias emoções de forma inteligente e produtiva aumentou exponencialmente. A inteligência emocional é, hoje, um dos principais diferenciais no mundo corporativo. Está ligada ao autocontrole, automotivação, empatia e relações sociais”, detalha.

Assim, a dica para evoluir nessa habilidade é ampliar a consciência de si próprio e a capacidade de reconhecer os desencadeadores emocionais, os pontos fortes e fracos, valores e objetivos, aconselha a executiva. "E de que maneira tudo isso afeta os pensamentos e comportamentos no dia a dia", finaliza.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Mais um elefantinho...

Apelidados de "elefantinho" por causa do tubo de aspiração, equipamentos semelhantes aos das fotos já foram foram testados por algum tempo no Rio de Janeiro em 2010

É sedutor utilizar na Cidade do Rio de Janeiro equipamentos semelhantes aos europeus que automatizam alguns serviços nos logradouros. Normalmente são visualmente atrativos e mechem com nossa imaginação.

Ao testar algum equipamento primeiro devemos nos convencer se sua real utilidade: O equipamento chega aos lugares que queremos? Sobe uma sarjeta? É manobrável? Varre realmente? Coleta realmente?

Estamos convencidos que o equipamento é bom então vamos para a parte de manutenção: Existem peças de reposição ou teremos que esperar sua importação de algum lugar distante e complicado? A manutenção é simples ou exigirá especialização dos mecânicos? O operador que temos conseguirá mexer em todos os botões, ler os mostradores, completar os fluidos?

Finalmente a pergunta derradeira para a realidade local: Não é melhor fazer manualmente? Não é mais barato fazer manualmente? Alguns garis trabalhando com vassouras e pás não seriam tão produtivos quanto o equipamento?

Os “Elefantinhos” ainda não encontraram seu espaço na Cidade do Rio de Janeiro






 

sábado, 3 de outubro de 2020

O futuro da frota de viaturas leves administrativas já está virando passado...

Porque não fazer?

Em agosto de 2017 houve uma tentativa de normatizar o uso da frota de veículos leves da Comlurb visando concentrar seu uso nas atividades operacionais e de fiscalização e prescindir do motorista em alguns casos, no entanto, a iniciativa foi revogada após a mudança de administração da Companhia.

Fazia parte da ideia na época, que os veículos destinados à transporte administrativo ou executivo fossem suprimidos do contrato de locação e substituídos por um modelo semelhante ao TaxiGov do Governo Federal, utilizando taxis ou plataformas tipo Uber ou Cabify.


Governo do Rio lança aplicativo de transporte para servidores

O objetivo do governador em exercício, Cláudio Castro, é gerar uma economia anual de R$ 23 milhões. Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Um decreto publicado nesta sexta-feira (dia 2) no Diário Oficial estabelece regras para o uso dos veículos que atendem ao Estado do Rio, como a proibição de transporte de servidores da residência para o serviço, exceto em casos de necessidade comprovados e autorizados.

A medida faz parte de um conjunto de outras normas para redução do número de carros alugados pelo estado, da frota própria de veículos e também de carros de representação que atendem a autoridades e às administrações direta e indireta. O objetivo do governador em exercício, Cláudio Castro, é gerar com isso uma economia anual de 34%, correspondente ao valor de R$ 23 milhões.

Além disso, o governo passou a adotar o RJ Mobi, um aplicativo de transporte para ser usado pelos servidores em compromissos de trabalho, que pode ser acionado pelo celular ou computador.

Segundo o governo, o aplicativo vai proporcionar uma redução de 13% nos gastos com transportes de servidores.

O RJ Mobi vai funcionar de forma semelhante aos aplicativos que existem no mercado. O servidor entra na loja de aplicativos, baixa a ferramenta no celular, realiza um cadastro e espera a autorização para começar a utilizar o sistema, que também poderá ser acessado pelo endereço www.coopataxi.com.br.

A rota e os horários de saída e de chegada serão registrados e fiscalizados pelos usuários supervisores, que deverão ser indicados pela autoridade máxima de cada órgão. Caso o meio de transporte seja utilizado de forma irregular, o servidor estará sujeito à sindicância e sanção administrativa. Somente servidores cadastrados e autorizados poderão utilizar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Curso EAD de Ferramentas de Gestão

Mais um curso onde sou instrutor
O curso de Ferramentas de Gestão oferece um panorama do seguinte conteúdo:

Círculos de Controle da Qualidade
Fluxogramas
Diagramas de Pareto
Folhas de Verificação
Histogramas
Gráficos de controle
Diagramas de Dispersão
Causa e efeito
5 porquês 
5W-2H
Matriz GUT
Dicas de Gestão



 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Compliance: O estudo de caso da "reunião na Estácio"

Não é recente casos de membros da alta gestão tentando influenciar empregados da Companhia em reuniões supostamente técnicas mas que são abordadas questões políticas, sugerindo qual cenário seria positivo para a Companhia. 

Também já aconteceu de executivo da Companhia organizar algum evento privado, um churrasco ou feijoada, convidando empregados que julgava exercer alguma influência para durante o evento receber a visita de algum político.

Ou o próprio candidato organizando um evento aberto para empregados da Companhia para poder expor suas idéias, semelhante à reuniões comunitárias onde moradores são convidados a conhecer o candidato.

O semelhante em todas essas abordagens é que os empregados eram convidados e a presença dos empregados era voluntária, e principalmente, o candidato ou o executivo da empresa eram vistos com bons olhos por sua plateia! Parece que isso não foi o que ocorreu na quadra da Estácio de Sá. 

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TRE tem maioria por inelegibilidade de Crivella.

Votação será finalizada na próxima quinta-feira. Prefeito informou que vai recorrer após a decisão e que participará das eleições. Relator destacou que não cabe a cassação.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio

21/09/2020 15h30  Atualizado há 18 horas

Com 6 votos a favor, TRE-RJ suspende julgamento da inelegibilidade de Marcelo Crivella

A maioria dos desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) votou nesta segunda-feira (21) pela inelegibilidade do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos).

Cinco desembargadores acompanharam o voto do desembargador relator, Cláudio Dell'Orto – para ter maioria, eram necessários quatro votos. Mas, antes do fim da sessão, o desembargador Vitor Marcelo Rodrigues pediu vistas do processo. O voto será concluído na quinta, quando a decisão será anunciada.

O prefeito é candidato à reeleição e pode concorrer e levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a Lei da Ficha limpa, se for condenado por decisão de órgão colegiado, como é o caso deste julgamento, mesmo que ainda exista a possibilidade de recursos ele pode ficar inelegível.

Evento na Comlurb e 'Fala com a Márcia'

A ação que os desembargadores votaram pela inelegibilidade diz respeito a um evento na Comlurb em que Marcelo Hodge Crivella, filho de Crivella, foi apresentado como pré-candidato a deputado.

A reunião ocorreu na quadra da Estácio de Sá com funcionários da companhia de limpeza urbana do município. O grupo foi levado em carros oficiais da Comlurb.

A ação foi movida pelo PSOL e pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE). O pedido também queria a inelegibilidade pelo episódio que ficou conhecido como "Fala com a Márcia", quando Crivella participou de uma reunião com pastores e líderes evangélicos, no Palácio da Cidade, e anunciou um mutirão para cirurgia de catarata e disse para os presentes:

“Eu contratei 15 mil cirurgias até o final do ano. Então, se os irmãos tiverem alguém na igreja, e se os irmãos conhecerem alguém, por favor, falem com a Márcia”, disse Crivella.

Os desembargadores votaram contra a inelegibilidade neste caso.

No caso da Comlurb, após votar pela elegibilidade, o relator afirmou ainda que não cabe a cassação de Crivella, mas determinou a procedência das seguintes acusações:

  • abuso de poder político;
  • conduta vedada.

O relator votou pela multa máxima prevista, de R$ 106 mil. Foram considerados culpados também: Marcelo Hodge Crivella e Alessandro Costa.

O que diz a denúncia

  • Veículos oficiais foram usados para transportar empregados da Comlurb na hora do expediente
  • Crivella agradeceu ao presidente da Comlurb por ajudar seus candidatos
  • Candidato Alessandro Costa pediu votos ao filho do prefeito

Luiz Paulo, um dos advogados autores da ação contra o prefeito, afirma que o evento foi bancado com dinheiro público.

"Foram usados, sim, veículos e funcionários da Comlurb para prestigiar comício do filho do prefeito, entre outros, o que caracteriza abuso de poder econômico, sim. Foram gastos do erário municipal em benefício do candidato", afirmou.

O que diz o relator

O desembargador Claudio Luis Braga Dell'Orto, relator do caso, destacou provas obtidas durante uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Vereadores do Rio que apurou o caso. 

Segundo ele, documentos obtidos pelos vereadores provam que ao menos 51 veículos da Comlurb foram usados —inclusive com motoristas em horário de serviço— para levar funcionários da empresa à quadra da escola de samba. Depoimentos de funcionários e gerentes da companhia ainda indicaram que o evento foi divulgado de maneira dissimulada, já que internamente foi dito que era um encontro com o prefeito para discutir questões relativas à Comlurb. 

"O presidente da companhia, seus superintendentes e diretores atuaram como longa manus [quem executa um crime ou tarefa pra alguém] do prefeito. Deliberadamente falsearam o escopo da reunião e usaram os gerentes como massa de manobra, para pôr em prática a estratégia de colocar os recursos materiais e humanos da empresa a serviço das candidaturas dos investigados", criticou o relator.

Ainda segundo Dell'Orto, "o prefeito disponibilizou, em manifesto desvio de finalidade, elevado número de veículos afetados da Comlurb para transportar servidores com recursos do erário, muitos dos quais em horário de expediente, para participar de evento político-eleitoral"


Que sirva de exemplo!

evolução da remuneração do Gari e sua cesta de benefícios é incompatível com ambiente empresarial que busca flexibilizar relações trabalhistas e reduzir sistematicamente custos.

Parece que independente do mundo que nos cerca merecemos ter a maior carteira de benefícios, o vale refeição mais alto pago por toda a Prefeitura, ser a única categoria de servidores que conta com reajuste salarial todos os anos, "mesmo com as dificuldades financeiras".

Em algum momento será necessário empregar esforços para repensar a questão da remuneração dos empregados, especialmente os benefícios não obrigatórios existentes em acordo coletivo, visando a redução do "custo Comlurb".

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Greve dos Correios: TST aprova reajuste de 2,6%, e trabalhadores devem voltar nesta terça

Tribunal avaliou que greve iniciada em 17 de agosto não foi abusiva. Com isso, funcionários terão de compensar metade dos dias parados; o restante será descontado do salário.

Por Laís Lis, G1 — Brasília

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou nesta segunda-feira (21) um reajuste de 2,6% para os funcionários dos Correios. Os trabalhadores devem retomar as atividades a partir desta terça-feira (21).

A maioria do tribunal decidiu que a greve, iniciada no dia 17 de agosto, não foi abusiva. Com isso, metade dos dias de greve será descontada do salário dos empregados. A outra metade deverá ser compensada.

Se os funcionários não retornarem aos postos de trabalho, a categoria fica sujeita a multa diária de R$ 100 mil.




Relatora do processo no TST, a ministra Kátia Arruda votou contra a declaração da greve como abusiva – o que levaria ao desconto integral das horas não trabalhadas.

A magistrada disse que a paralisação foi a única solução encontrada pelos trabalhadores, diante do fato de que a empresa tinha retirado praticamente todos os direitos adquiridos da categoria.

“É a primeira vez que julgamos uma matéria em que uma empresa retira praticamente todos os direitos dos empregados”, afirmou.

Cláusulas do acordo coletivo

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresa dos Correios e Similares, a paralisação foi deflagrada depois que os trabalhadores foram surpreendidos com a revogação do atual Acordo Coletivo que estaria em vigência até 2021.

Em agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a decisão do então presidente da Corte, Dias Toffoli, e suspendeu 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho dos trabalhadores dos Correios.

O pedido da suspensão foi feito pelos Correios. A empresa argumentou que não teria como manter as altas despesas, e que precisaria "discutir benefícios que foram concedidos em outros momentos e que não condizem com a realidade atual de mercado".

O acordo coletivo havia sido estendido até o fim de 2021 por decisão do TST em outubro do ano passado.

No julgamento do dissídio, o TST decidiu manter as nove clausulas oferecidas pelos Correios durante a negociação salarial – que incluem a oferta de plano de saúde e auxílio-alimentação – e outras 20 cláusulas sociais, que não representam custos extras aos Correios.

As outras 50 cláusulas do antigo acordo coletivo de trabalho foram canceladas.

Na sessão, Kátia Arruda contestou os argumentos dos Correios sobre problemas financeiros, e apontou que a estatal registrou lucro no primeiro semestre. Segundo a ministra, a empresa também tem lucrado com a pandemia da Covid-19, que resultou em aumento na demanda por entregas.

A ministra disse ainda que os Correios demonstraram “absoluta resistência” durante as negociações do atual acordo coletivo. "A meu ver, não houve negociação coletiva, porque a meu ver não houve qualquer tipo de cessão dos Correios para atender parcialmente às reivindicações da categoria”, disse.

"A Empresa de Correios e Telégrafos entendeu que não deveria haver nenhum benefício para os trabalhadores, que são o maior capital que ela possui", prosseguiu.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

TBT - Fala com a Marcia

 'Fala com a Márcia': dois anos após crise no governo Crivella, servidora continua empregada em cargo de confiança na Comlurb

Prefeitura alega que função dela é realizar pesquisas junto a empregados, mas não sabe especificar com que frequência comparece ao trabalho

Nicollas Witzel

Márcia Nunes (à esquerda) é ouvida em CPI do Sisreg, ao lado dos vereadores Rosa Fernandes e Paulo Pinheiro em 19/03/2019 Foto: Paulo Cappelli
Márcia Nunes (à esquerda) é ouvida em CPI do Sisreg, ao lado dos vereadores Rosa Fernandes e Paulo Pinheiro em 19/03/2019 Foto: Paulo Cappelli

RIO - Dois anos depois de estar no meio de uma crise na gestão de Marcelo Crivella e levantar suspeitas de desvio de função nos quadros da prefeitura, a servidora Márcia da Rosa Pereira Nunes continua empregada em um cargo de confiança da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), sem registro de presença ou atribuições listadas no sistema de transparência da empresa.

Ela ficou conhecida no episódio lembrado pelo mote "Fala com a Márcia", de julho de 2018, no qual Crivella, em uma reunião com 250 pastores e líderes evangélicos, ofereceu facilidades a aliados que procurassem a funcionária. Ao discursar no "Café da Comunhão", Crivella disse que estava fazendo um mutirão de tratamento de catarata. "Eu contratei 15 mil cirurgias até o final do ano. Então, se os irmãos tiverem alguém na igreja, e se os irmãos conhecerem alguém, por favor, falem com a Márcia. Ou com o Marquinhos”, disse Crivella. Marquinhos, a quem ele se refere, é Marcos Paulo de Oliveira Luciano, apontado como o chefe do grupo "Guardiões do Crivella", formado por assessores pagos para constrager jornalistas e cidadãos que se queixassem das unidades de saúde, revelado no fim de agosto em reportagens da TV Globo.

Márcia Nunes foi nomeada para a vaga de Coordenadora Técnica em janeiro de 2017, lotada na Diretoria de Gente e Conectividade. Ela é a única funcionária de seu setor, o Núcleo de Apoio Operacional, e recebe salário no valor de R$ 12.407. A prefeitura alega que sua função é realizar pesquisas e entrevistas junto a empregados quando o serviço for determinado pela Comlurb, mas não sabe especificar com que frequência a funcionária comparece ao trabalho. Assistente social de formação, Márcia não possui registro em folha de ponto nem tem local ou horário fixo para se apresentar ao serviço.

Uma pesquisa no Sistema Integrado de Codificação Institucional (SICI), de consulta pública, revelou que este é o único cargo da companhia sem atribuições listadas no site — a transparência de cargos e salários de funcionários públicos é exigida por lei. Além disso, o posto ocupado por Márcia só pode ser movimentado pelo próprio prefeito, devido a um artigo do decreto municipal 44793/2018. Com isso, a funcionária só poderia ser demitida por ordem direta de Crivella.

Em resposta aos questionamentos enviados pela reportagem, a prefeitura diz que Márcia Nunes foi contratada para a "execução de tarefas designadas pela Presidência". Suas funções seriam utilizadas para ações preventivas e medidas de apoio aos funcionários e suas famílias em casos envolvendo, por exemplo, vícios e problemas de relacionamento no ambiente de trabalho. Diz ainda que, devido à pandemia do novo coronavírus, as pesquisas a cargo de Márcia Nunes foram suspensas em cumprimento ao isolamento social, e que a funcionária está voltando de forma gradual ao trabalho presencial, auxiliando no serviço de RH da Comlurb.

Ex-funcionários da companhia que trabalharam com Márcia descreveram à reportagem que sua frequência começou a cair após o depoimento na CPI que investigou abuso de autoridade do prefeito no caso Sisreg, em 2018. "Antes da CPI, ela aparecia todos os dias", disse um deles, em condição de anonimato. Eles também questionam a razão para que a funcionária desempenhe, isolada em um setor que responde diretamente ao prefeito, o mesmo papel que outros assistentes sociais concursados. Para esses, valem outras regras: é necessário registrar presença no relógio eletrônico de ponto, atender em instalações específicas ou em visitas previamente programadas, produzindo registro, e ficam lotados na Gerência de Qualidade de Vida, subordinada à Diretoria de Gente e Conectividade, mas sem relação com o Núcleo de Apoio Operacional. A movimentação desses cargos também não depende de aval exclusivo do prefeito.

Assim como Márcia Nunes, a prefeitura do Rio tem outros funcionários encaixados em cargos de confiança e suspeitos de desempenhar funções alternativas a mando do prefeito. No fim de agosto, uma reportagem do RJTV denunciou a existência de uma articulação de funcionários públicos para impedir denúncias de irregularidades nos hospitais municipais à imprensa. Organizados em grupos de mensagens, os servidores ocupam cargos de assessoria ou funções de confiança, similares às posições que Márcia ocupou desde que Crivella assumiu a prefeitura do Rio. Assim como ela, os funcionários envolvidos nesta nova polêmica da prefeitura têm registros de proximidade com Crivella, incluindo fotos, vídeos e diversas postagens nas redes sociais.

Caso Sisreg

Em julho de 2018, Crivella recebeu na sede da prefeitura cerca de 250 pastores e líderes evangélicos. O encontro foi feito a portas fechadas e todos foram instruídos a não produzir registros da reunião. O uso de aparelhos celulares foi proibido. Um áudio revelado pelo GLOBO mostrou que, durante o evento, Crivella recomendou que a funcionária fosse procurada para ‘agilizar’ procedimentos médicos, como cirurgias de catarata e vasectomia, furando a fila pública do Sistema de Regulação (Sisreg), além de oferecer outras vantagens como a isenção de IPTU para imóveis usados por igrejas.

— Estamos fazendo o mutirão da catarata. Eu contratei 15 mil cirurgias até o final do ano. Se os irmãos conhecem alguém, por favor, que falem com a Márcia. Ou com o Marquinhos. Ela vai anotar, vai encaminhar e, daqui a uma semana ou duas, está operando — prometeu Crivella, na época. O evento, que ficou conhecido como “Café da Comunhão”, não constava em sua agenda oficial.

Crivella recebeu 250 pastores e líderes de igrejas no Palácio da Cidade em agosto de 2018 Foto: Bruno Abbud
Crivella recebeu 250 pastores e líderes de igrejas no Palácio da Cidade em agosto de 2018 Foto: Bruno Abbud

Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), o encontro teve “claro intuito de beneficiar eleitoralmente o grupo político do prefeito, o que prejudicou a igualdade de concorrência entre os candidatos das eleições daquele ano”. Crivella virou alvo de dois pedidos de impeachment na Câmara Municipal ­ — ambos recusados — e de uma solicitação de investigação por improbidade, recebida pelo Ministério Público Estadual. O episódio também levou à instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, apelidada de 'CPI da Márcia', que acabou por absolver o prefeito e sua assessora. A Câmara dos Vereadores considerou que a oferta feita por Crivella não passou de uma promessa.


Convite no WhatsApp para reunião do prefeito com líderes evangélicos Foto: Reprodução
Convite no WhatsApp para reunião do prefeito com líderes evangélicos Foto: Reprodução


Vereadores da oposição, no entanto, alegam que o fracasso da CPI foi resultado de uma manobra do prefeito, após uma rápida articulação para que a comissão fosse formada, em sua maioria, por representantes governistas.

— Nós íamos constituir uma CPI de verdade, colhemos as assinaturas necessárias e, quando nos preparávamos para apresentar nosso requerimento, os representantes do lado de lá entraram por uma outra porta da assembleia, ocuparam o lugar primeiro e protocolaram a CPI que eles queriam. Prevaleceu o horário de entrada e nós acabamos com uma CPI chapa-branca, formada por apoiadores. Por isso é que foi um fracasso — diz a vereadora Teresa Bergher (Cidadania). Ela presidiu a CPI da Comlurb, instaurada posteriormente, que investigava o uso da máquina pública para atender a interesses eleitorais, como auxiliar na campanha do filho de Marcelo Crivella.

Desvios de função e 'Guardiões do Crivella'

Uma série de reportagens da TV Globo, exibidas a partir do dia 31 de agosto, revelou um esquema com funcionários comissionados da Prefeitura do Rio — com salários de até R$ 10 mil — destacados para atrapalhar o trabalho da imprensa e constranger cidadãos que davam entrevistas na porta dos hospitais. Eles eram coordenados por Marcos Paulo de Oliveira Luciano, identificado nas mensagens como 'ML'. Marcos Luciano é assessor especial do gabinete de Crivella desde 2017, mesma época da nomeação de Márcia na Comlurb, e já recebeu uma moção de aplausos e louvor na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a pedido da deputada Tia Ju, do Republicanos — o mesmo partido do prefeito. Marcos Luciano trabalhou como missionário com Crivella na África e no Nordeste do Brasil e também foi um dos coordenadores das campanhas eleitorais do bispo ao Senado e à prefeitura. Em julho, ele recebeu salário no valor de R$ 10,5 mil.

Articulados por mensagens de texto, os funcionários se dividiam em 'plantões' na frente dos hospitais públicos para impedir que jornalistas e cidadãos denunciassem problemas nos hospitais ou na gestão da saúde municipal. Em duplas ou sozinhos, os servidores instituíram um sistema de ponto em que deveriam enviar fotos na frente dos hospitais para comprovar sua presença no local designado pelos chefes. Eles recebiam as ordens e cobranças por meio de três grupos no WhatsApp: 'Guardiões do Crivella', 'Plantão' e 'Assessoria Especial GBP' (Gabinete do Prefeito).

Marcos Paulo, apontado como chefe dos "Guardiões do Crivella", ao lado do prefeito Foto: Reprodução
Marcos Paulo, apontado como chefe dos "Guardiões do Crivella", ao lado do prefeito Foto: Reprodução

Dentro dos grupos, alguns números chamaram a atenção: o chefe da Casa Civil, Ailton Cardoso da Silva, era um dos administradores. O procurador-geral do município, Marcelo da Silva Moreira Marques, e a secretária de Saúde, Bia Busch, também estavam lá. Além deles, o secretário de Cultura, Adolfo Konder, o fotógrafo pessoal do prefeito, José Edivaldo, a assessora da primeira-dama, Rosângela Gomes, e a consultora de Comunicação da Prefeitura, Valéria Blanc, também integravam o grupo montado para impedir as denúncias. Números de vereadores, diretores de órgãos públicos, como o Instituto Pereira Passos, e até do próprio prefeito Marcelo Crivella foram identificados nos grupos.

— O prefeito acompanha no grupo os relatórios e tem vezes que ele escreve lá: ‘Parabéns! Isso aí!’ — contou à TV Globo um dos funcionários envolvidos nos grupos. Desde a revelação do esquema, o grupo sofreu uma debandada de participantes. Alguns funcionários conversaram com a imprensa e alegaram sofrer ameaças de demissão. Segundo um deles, nas reuniões de equipe realizadas no prédio da prefeitura não era permitido que nenhum funcionário usasse aparelhos celulares e era exigido, de todos, que passassem por detectores de metal ao entrar na sala.

— O sistema todo é chefiado pelo doutor Marco Luciano. Doutor Marco Luciano é um amigo do Crivella. É o chefão geral, tá? Não sei se ele é parente, se é da Igreja Universal, não sei, não, mas sei que ele é muito chegado. É uma pessoa de extrema confiança do prefeito Crivella.

A Prefeitura do Rio não nega a existência dos grupos e diz, em nota, que “reforçou o atendimento em unidades de saúde municipais no sentido de melhor informar à população e evitar riscos à saúde pública, como, por exemplo, quando uma parte da imprensa veiculou que um hospital (no caso, o Albert Schweitzer) estava fechado, mas a unidade estava aberta para atendimento a quem precisava. A Prefeitura destaca que uma falsa informação pode levar pessoas necessitadas a não buscarem o tratamento onde ele é oferecido, causando riscos à saúde".