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sábado, 12 de janeiro de 2019

Apego a estruturas jurássicas

No pouco tempo que estive capitaneando a gestão da Companhia procurei estimular a regulação de processos através de ampla discussão do que eu percebia como sendo estratégico.

Algumas coisas aconteceram, mas avalio que a apatia, ignorância e principalmente o apego a estruturas jurássicas jogaram por terra ótimas oportunidades.

Aliais, esse é um grande problema: 

Em nome de uma autoestima institucional exacerbada somos refratários à novas idéias e amantes de nossos sentinelas.

Tal qual o personagem da alegoria da caverna de Platão resta tentar mostrar as pessoas que melhorias somente acontecem distantes do senso comum que dispensa estudo e investigação para tomada de decisão.

Somente o pensamento crítico fundamentado em aquisição de conhecimento oferece a uma pessoa, física ou juridica, discernimento para identificar reais desafios e capacidade de criar oportunidades de vence-los.






quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Metade dos grandes geradores de lixo no DF não cumprem lei, diz Agefis

Diferentes cidades... Mesmas questões...

Cerca de 4 mil estabelecimentos não separam, coletam e destinam corretamente os resíduos.


 Lixo em quadra comercial no Plano Piloto, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução
Pouco mais de um ano depois de a Lei dos Grandes Geradores começar a valer no Distrito Federal, boa parte dos estabelecimentos da capital que descartam mais de 120 litros de resíduos sólidos por dia ainda descumprem a norma.

Cerca de 4 mil pontos de comércio não descartam o lixo que produzem de forma adequada, segundo levantamento da Agência de Fiscalização do DF (Agefis). O número equivale à metade dos bares, restaurantes e cafés identificados pelo órgão.

No entanto, apenas uma pequena parcela acaba sendo multada pelo descumprimento. No ano passado, foram autuados 74 estabelecimentos – 1,85% do total. O SLU espera regularizar todos os grandes geradores até o fim de 2019.

O correto, de acordo com a norma, é que os estabelecimentos se responsabilizem pela coleta, transporte e destinação do lixo que produzem.  Eles devem separar o que é descartado entre orgânico, vidro, reciclável e rejeito – que é tudo aquilo impossível de ser reutilizado, como papel higiênico, fraldas e absorventes.

Os serviços podem ser feito pela própria empresa ou pela contratação de alguma que esteja cadastrada no Serviço de Limpeza Urbana (SLU).

Funcionário de café na Asa Norte leva lixo reciclável para container do Instituto Ecozinha — Foto: TV Globo/Reprodução
A alta taxa de inadequação é reflexo da carência de fiscalização efetiva, segundo o presidente do Instituto Ecozinha, Paulo Mello, que desenvolve estratégias empresariais com enfoque na educação ambiental e na preservação do meio ambiente.

"É necessário que o poder público mostre aos grandes geradores que eles são responsáveis pelos resíduos, é isso o que diz a lei. Então, cada um tem que assumir esse compromisso."

Cozinha de restaurante em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução 
O instituto faz parceria com 70 restaurantes do DF na coleta seletiva. Juntos, eles contrataram empresas especializadas na coleta e reciclagem de cada tipo de material – plástico, vidro e resto de comida.

Na maioria deles, segundo Mello, cerca de 90% do que é descartado é reaproveitado, sendo reciclado ou transformado em adubo. O que, efetivamente, vai para o aterro não enche um saco do modelo preto.

E o morador, onde descarta lixo?

Para residências, a recomendação é separar o lixo entre seco e orgânico e depositá-los em contêineres diferentes, com a identificação adequada, para que o caminhão do SLU faça a coleta corretamente.

Lixo se acumula em contêiner na comercial da quadra 302/303 Norte nesta segunda (18)

Os "papa-lixos" também funcionam como coletores de alta capacidade em pontos de grande descarte. O equipamento foi criado para atender à demanda da população que reside em locais de difícil acesso dos caminhões de coleta.

Neles, podem ser descartados todo o lixo doméstico. Vidros, latas e peças pontiagudas e perfurocortantes devem ser embalados cuidadosamente, para não ferir quem trabalha com os materiais.

Papa-entulho do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília/Divulgação
Entulhos, podas, materiais recicláveis em grandes quantidades e óleo de cozinha devem ser descartados nos "papa-entulho" espalhados em oito pontos do DF.

Os recicláveis devem ser entregues separados e limpos. Já para o óleo de cozinha, o SLU recomenda que seja levado envasado em frascos, como de amaciante e xampu.

Não são permitidos resíduos domésticos, industriais, de serviços de saúde e eletrônicos, pneus, embalagens de agroquímicos, produtos fitossanitários e óleos lubrificantes, lâmpadas, pilhas e baterias, equipamentos ou materiais que tenham metais pesados, assim como gesso, espelhos, vidros, amianto, tintas, solventes e tonner.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Um novo tipo de carrinho de mão



Pode ser uma opção para os serviços de remoção que exigem o uso de carrinho de mão transportando resíduos de raspagem, capina, limpeza de ralos e também na puxada de sacos de coleta domiciliar. O seu carregamento no nível do solo lembra as lonas que os garis utilizam, os "fraldões" para transportar resíduos leves. O fato de dobrar é uma vantagem evidente em relação ao carrinho de mão com caçamba rígida de plástico ou metal.




O carrinho de mão com carregamento no nível do solo permite que o material para remoção seja deslizado diretamente no carrinho. Em seguida, basta levantá-lo pelas alças e movimentar o carrinho para o destino desejado. Seu centro de gravidade equilibra o peso cerca de 50% mais baixo que um carrinho de mão padrão. Isso proporciona melhor equilíbrio de cargas grandes ou desajeitadas e reduz o impacto na parte inferior das costas e nos ombros. Quando o trabalho é concluído, o WheelEasy ™ se dobra rapidamente para armazenamento ou transporte.









Em qual nível está a sua liderança?


Uma questão de qualidade, não de quantidade!

Somando toda a pirâmide acima obtêm-se 202.844 pessoas eleitas ou escolhidas por quem foi eleito. Considerando que a população do Brasil está estimada em 209,3 milhões de pessoas, então, utilizando os números temos um pouco mais que mil brasileiros para cada pessoa responsável pela gestão do país, na verdade, 1032 brasileiros para cada cargo político.

Imagina você fazendo a gestão de interesses de mil pessoas!



Não me parece um problema de quantidade como normalmente apregoado.  É muito mais um problema de qualidade. Se o topo da pirâmide é  resultado  de uma escolha democrática e representa  legitimamente os múltiplos interesses da população, então o foco deve ser a base da pirâmide, ou seja, os 136 mil cargos comissionados.

Quem ocupa os cargos comissionados são pessoas de notório saber imbuídas de espírito cívico em busca de uma melhor gestão, ou são correligionários sem qualificação interessados em questões mundanas?





Ministro da CGU propõe regular cargos de confiança


Requisitos propostos por Wagner Rosário incluem experiência na área, tempo de atuação no serviço público e formação acadêmica


O ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner Rosário, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro uma proposta de decreto para fixar critérios mínimos para a ocupação de cargos comissionados.



Os requisitos incluem experiência na área, tempo de atuação no serviço público e formação acadêmica. Além disso, o profissional não poderia estar em situação de inelegibilidade ou de conflito de interesses.

Essa é uma das medidas que a CGU defende para os 100 primeiros dias do governo Bolsonaro.

O texto que trata dos comissionados, já encaminhado para a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, estabelece exigências que variam de acordo com o nível do cargo de DAS (Direção e Assessoramento Superior) e da FCPE (Função Comissionada do Poder Executivo). Se aceito, o decreto só terá validade a partir da publicação no Diário Oficial da União, por isso, não abrangeria assessores nomeados antes disso para o governo.

Para os cargos de DAS mais elevados (níveis 5 e 6), com salários que chegam a R$ 16,2 mil, é preciso cumprir pelo menos um desses requisitos: ter quatro anos de experiência na área, já ter ocupado cargo em comissão por, no mínimo, três anos ou possuir título de especialista, mestre ou doutor na área.

Nos cargos de DAS 1, 2 e 3, os critérios são aprovação em concurso público, três anos de experiência mínima na área de atuação ou ocupação de outro cargo em comissão por no mínimo dois anos. Uma outra opção é possuir o título de especialista, mestre ou doutor.






De volta a 2017

A proposta do Ministro da CGU, Wagner Rosário, de regular a contratação de cargos de confiança estabelecendo critérios mínimos para a ocupação de cargos comissionados que incluem experiência na área, tempo de atuação no serviço público e formação acadêmica, é um golpe contundente no aparelhamento da máquina pública. 

Experiência semelhante foi iniciada na Comlurb em 2017 com a emissão de três regulamentos que tinham por objetivo valorizas a especialização e tecnicidade seus empregados, na busca de ambiente institucional insulado da volatilidade política.

A OS N 031 estabelecia critérios básicos para a ocupação de cargos comissionados, a OS N 23 estabelecia restrições para a exoneração e designação de encarregados de núcleo de pessoal (responsáveis por rotinas de gestão de pessoas nas unidades operacionais) e, finalmente, a OS N 67 determinava quantidade máxima para contratação de pessoal não concursado.

Toda a iniciativa foi revogada após a mudança de administração da Companhia.










terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Peso Específico de Resíduos na Cidade do Rio de Janeiro

É antigo mas vale como uma referência...





Escova Aço trançado


As imagens mostram aparente menor risco de acidente em relação a lâmina de corte pois o aço da escova flexiona no contato com a superfície da parede ou do chão, atuando como as escovas de um trator de capina mecanizada "papa mato". Também parece ser mais eficiente que o carretel com fio de nylon.





Banhistas reclamam da falta de lixeiras em praias da Zona Sul do Rio

De Ipanema ao Leme, reportagem não viu nenhum contêiner da Comlurb na areia. Companhia afirma que garis trabalham em até três turnos de limpeza.


Quem tem ido à praia na Zona Sul do Rio neste verão reclama da falta de contêineres da Comlurb. O Bom Dia Rio percorreu a orla e só encontrou lixeiras no trecho do Leblon.

De Ipanema ao Leme, em cerca de seis quilômetros de areia, o lixo se acumulava em latões improvisados por barraqueiros ou nas papeleiras, que não dão conta do volume de resíduos.

Contêiner da Comlurb no Calçadão de Copacabana, na altura do Posto 6, transbordado de lixo — Foto: Reprodução/TV Globo 

“As papeleiras nas ruas internas de Copacabana são insuficientes”, diz Tony Teixeira, presidente da Associação de Moradores de Copacabana. “O bocal dela é pequeno. Não cabem garrafas PET. Então, acaba não sendo satisfatório para atender”, continua.

“Na praia faltam os contêineres de lixo. Então acaba o quê? O povo jogando o lixo fora, na areia”, lamenta Tony.

A vendedora Maria das Graças Ferreira Mendes improvisou recipientes perto de sua barraca. “Tem mais de três meses que a gente não tem lixeira na praia”, diz. “A gente tenta fazer o máximo para não deixar o lixo esparramado, porque os turistas chegam e passamos até vergonha”, emenda.

O petroleiro Sérgio Melo também não tem visto contêineres da Comlurb. “Nunca tem lixeira aqui. É normal não ter. A única que você encontra é das barracas”, afirma. “Isso dificulta, além da educação das pessoas. Não custa nada pegar e levar até a lixeira mais próxima e jogar fora”, pondera.

O que diz a Comlurb

Em nota, a Comlurb afirma que todas as praias do Rio são atendidas regularmente. “São adotados dois turnos de trabalho, das 7h às 15h e das 16h à meia-noite”, informa.

A companhia destaca ainda o Praia Limpa, campanha para que “o banhista dê o destino correto ao seu lixo”. “Os garis estão praticamente removendo os resíduos o tempo todo nas praias e atuando em até três turnos de trabalho, inclusive madrugada, para deixar os locais limpos”, frisa.

“O lixo da areia e da orla é coletado pelos garis em sacos plásticos e colocado no minitrator, que sai juntando tudo até alcançar sua capacidade máxima. Daí é feita a descarga para que na sequência o caminhão compactador que percorre toda orla faça a coleta dos resíduos e leve até o destino final. Nada fica na praia”, detalha a Comlurb.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Por dívida de R$ 51 milhões, coleta de lixo pode ser suspensa no Rio

Companhia que fornece caminhões e motoristas para a Comlurb cobra o pagamento


A CS Brasil, empresa fornecedora de caminhões e motoristas para a companhia de limpeza da cidade do Rio, Comlurb, ameaça suspender o serviço nos próximos dias. De acordo com a coluna do Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’, o motivo seria uma dívida de R$ 51 milhões da prefeitura. Agora a companhia cobra para a gestão de Marcelo Crivella a quitação do montante para que a coleta não seja suspensa.



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O interessante é que a CS Brasil, mesmo com as dificuldades em receber a dívida, venceu recentes processos licitatórios assumindo novos contratos de viaturas leves (2017), frota de caminhões coleta seletiva e remoção gratuita (2018) e frota de caminhões de coleta e limpeza da área de Bangú e Realengo.

sábado, 5 de janeiro de 2019

Reeleição: Crivella reúne secretários para dizer que 'este é um ano político'



Foi dada a largada





O prefeito Marcelo Crivella reuniu, quinta, todo o secretariado e os presidentes de autarquias para avisar que “este é um ano político”. 

E que, por isso, faria uma grande reforma nos cargos de confiança. Gente que entende do riscado disse que é o primeiro passo de Crivella rumo à campanha de reeleição, ano que vem.








Enquanto a Administração Pública Indireta não existir em um ambiente institucional insulado da volatilidade política, capaz de potencializar uma administração que valorize a especialização e tecnicidade seus empregados, será subserviente aos caprichos eleitorais em detrimento do bom uso de recursos públicos e bem da sociedade. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Comlurb instala contêineres sustentáveis no Piscinão de Ramos

Em uma época de severas restrições orçamentárias o improviso é uma saída. No entanto, o risco é que o improviso se transforme na regra e surja uma administração gambiarra. 




Por: Aline Macedo



Quem for ao Piscinão de Ramos para escapar do calorão que está fazendo no Rio vai encontrar latões de lixo diferentes.

No fim do ano passado, a Comlurb instalou dez contêineres produzidos pelos próprios garis, construídos com madeira reaproveitada de pallets jogados fora. As tampas usam a parte superior das papeleiras que já estão sem condições de uso.

Os equipamentos, com capacidade para 150 litros, são fixados em uma base para dificultar furtos e atos de vandalismo.

A ideia é instalar 100 unidades no Piscinão de Ramos até junho. Além disso, novas peças serão produzidas e instaladas em outras praias da cidade.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Analise da Evolução da Remuneração do Gari

Em 2015, como forma de instrumentar discussões sobre a questão salarial, foi elaborada uma análise conjuntural da remuneração dos garis. Naquele ano, após as grandes greves de 2014 e 2015,  A remuneração do gari da Prefeitura do Rio de Janeiro era a maior entre as principais capitais do Brasil e 83 maior que o da região metropolitana do RIO. 

Esse diferencial em relação a outras capitais aconteceu por que as remunerações mais que dobraram passando de R$ 918,44 em 2009 para R$ 2.263,20 em 2015 considerando Salário, insalubridade e pagamento de ticket alimentação. Destaque para o aumento de 44% recebido após a grande greve de 2014.

O ticket alimentação passou de R$ 7,93 em 2009 para R$ 20,00 em 2015 com um aumento de 152% no período.

Em 2009, o salário base do gari era apenas 5% maior que o salário mínimo federal, passando a ser 51% maior em 2015.  Em relação ao piso estadual, em 2009, o salário base do gari era apenas 5% menor  que o piso estadual passando a ser 25% maior em 2015.

Em 2015, ano do estudo, o salário direto do gari era de R$ 1.663,20 e o salário indireto considerando benefícios de acordo coletivo, plano de saúde e odontológico chegava a R$ 1.644,42 totalizando uma remuneração de R$ 3.307,62 

A evolução da remuneração do principal profissional da Companhia é motivo de atratividade para, por exemplo, quase 80 mil inscritos no concurso de 2014, Todavia, esta mesma remuneração é um risco estratégico para uma Companhia com gastos de pessoal na ordem de R$ 1,1 bilhão representando 58de seu orçamento.
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Até quando a Comlurb conseguirá garantir uma produtividade e versatilidade que a coloque em vantagem em relação a uma opção concorrente com gestão mais enxuta e uma política de remuneração mais austera? 

Em algum momento será necessário empregar esforços repensar a questão da remuneração dos empregados, especialmente os benefícios não obrigatórios existentes em acordo coletivo, visando a redução do que já se pode chamar de "custo Comlurb".




A evolução da remuneração do principal profissional da Companhia é motivo de atratividade para, por exemplo, quase 80 mil inscritos no concurso de 2014, Todavia, esta mesma remuneração é um risco estratégico para uma Companhia com gastos de pessoal na ordem de R$ 1,1 bilhão representando 58% de seu orçamento.




Secretários do RJ assinam declaração de transparência e anticorrupção

Documento foi anexado à edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial do Estado.


Os secretários estaduais nomeados pelo governador Wilson Witzel assinaram um documento intitulado "Declaração de Transparência, Governança e Anticorrupção - Governo Um Novo Rio Começa Agora". O documento, anexado ao Diário Oficial do Rio de Janeiro desta quinta-feira (3), destaca compromissos assumidos pelos comandantes das pastas.

O documento foi apresentado na primeira reunião com secretários, e todos assinaram.


Compromissos:


  • Promover maior acesso à informação e divulgação de atividades e gastos, não se limitando à Lei de Acesso à Informação;
  • Fornecer proativamente informações, incluindo dados brutos, em formatos que o público possa localizar, entender e fiscalizar o governo;
  • Valorizar a participação pública na tomada de decisões e formulação de política públicas;
  • Atuar em apoio a organizações sem fins lucrativos e da sociedade civil voltadas à defesa da transparência e ao combate à corrupção, em coerência com o compromisso com a liberdade de expressão;
  • Criar mecanismos que permitam uma maior colaboração entre o governo e tais entidades;
  • Implementar os mais altos padrões de integridade profissional;
  • Desenvolver políticas, práticas e mecanismos robustos de combate à corrupção, garantindo a transparência na gestão das finanças e compras do governo;
  • Exigir altos padrões éticos e morais;
  • Promulgar e implementar regras que protejam os denunciantes de atos de corrupção;
  • Fornecer informações sobre atividades e a eficácia dos órgãos anticorrupção;
  • Aumentar as ações contra a prática de suborno e outras formas de corrupção, bem como compartilhar imediatamente informações sobre desvios.

Perfil de Remuneração Profissional

A análise do perfil de remuneração profissional realizada no primeiro semestre de 2017 indicou que de um total de 19.429 empregados, 1.712 (8,8%) estavam designados em alguma função gratificada ou cedidos a outros órgãos. 

Do total de 19.429 empregados, somente 295 (1,5%) eram empregados admitidos para exercer função gratificadas, os chamados "estranhos aos quadros" A maioria das funções gratificadas eram exercidas por funcionários "da casa".

A média de remuneração de empregados estranhos aos quadros é de R$ 6.301,49. Não parece ser uma média atrativa para profissionais de larga experiência ou notório saber, mas chega a ser interessante para profissionais técnicos de nível médio, desempregados ou em início de carreira.

Os números não parecem indicar uma infestação de contratações de pessoas estranhas ao quadro e sugerem que existem oportunidades para empregados de carreira assumir postos de chefia. O que chama atenção sugerindo uma lacuna de gestão é a quantidade de empregados cedidos a outros órgãos (213) que continuam sendo remunerados pela Companhia.

Sobre os salários dos empregados que não exercem funções gratificadas a análise apresenta que a maioria dos empregados são Garis (12.830) que recebem uma média salarial, incluindo benefícios e insalubridade de R$ 2.412,20. Remuneração semelhante aos demais cargos com exceção do Corpo de Nível Superior que atinge uma média de R$ 15.997,97.

Interessante que somente 33 (23%) dos 143 empregados do Corpo de Nível Superior exercem alguma função gratificada. Isso sugere que a diferença de média salarial entre ter ou não ter função gratificada não é atrativa para que esses empregados assumam funções gerenciais.






Uma Companhia com gastos de pessoal na ordem de R$ 1,1 bilhão, empenhando 58% de seu orçamento, deve empregar esforços em regulamentar seus procedimentos de gestão de pessoas, e também buscar identificar e conter desperdício de recursos. É interessante portanto que exista a regulamentação de alguns critérios para a designação de funções gratificadas considerando as seguintes questões:

  • A contratação de profissionais estranhos aos quadros nas funções gratificadas é vantajosa somente em altos níveis estratégicos onde pode ser possível a captação de profissionais experientes ou de notório caber que atuem como consultores.
  • Estimular a captação de técnicos de nível médio da própria empresa para assumir funções gratificadas de chefia e gerenciamento de nível operacional e tático, desde que bem treinados e constantemente monitorados e de desempenho avaliado. 
  • Estimular a captação de empregados que tenham nível superior mas que não pertençam ao Corpo de Nível Superior para assumir funções gratificadas estratégicas, desde que tenham seus conhecimentos validados, sejam bem treinados e também constantemente monitorados e de desempenho avaliado. 
  • Estimular o uso do Corpo de Nível Superior em suas áreas de conhecimento prescindindo da designação em funções gratificadas estratégicas, exceto as diretamente relacionadas com a governança da Companhia.








quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Análise Orçamentária para 2019

O protagonismo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB  no orçamento do município com despesas crescentes que chegam próximo a dois bilhões de Reais anuais mesmo no período pós-olímpico merece uma análise pormenorizada.




Apesar do nome, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana, não é responsável somente pelos serviços de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos. Adicionalmente realiza as atividades de manejo arbóreo, roçada de vegetação em áreas públicas, limpeza de Escolas e Hospitais Municipais, controle de vetores e, exoticamente, preparo de alimentos (merenda) em escolas municipais. 

Em 2014 aconteceu na cidade a grande greve dos garis durante o carnaval. O resultado desta mobilização foi um aumento salarial de 37% que impactou consideravelmente o orçamento da Companhia saltando de 1.216,16 milhões de reais em 2013 para 1.770,40 milhões em 2015, um salto de 45,6% em anos que o IPCA anual não superou os 6,4%.  

A COMLURB manteve a sequência de aumentos orçamentários após 2016 chegando a 1.914.04 milhões em 2017, representando inéditos 6,5% de todo orçamento municipal dedicado à uma única empresa pública.  

Houve um freio em 2016 e 2017 com aumentos orçamentários abaixo da inflação determinada pelo IPCA do ano anterior culminando com uma drástica inversão em 2018 com um orçamento ligeiramente menor que o ano anterior, a despeito dos aumentos contratuais e de pessoas normais no período.

Ou seja, o freio orçamentário reflexo da queda de arrecadação chega na maior empresa pública municipal em 2018. Quando as restrições orçamentárias chegam a serviços de maior percepção da população, como é o caso da limpeza urbana, pode-se inferir que realmente existe uma persistente queda de arrecadação, sintoma, no mínimo, de crise fiscal.

Para 2019, o projeto de Lei Orçamentária Anual - LOA propõe para a Comlurb um orçamento superior a 2018 em 1,34% sustentando a parcela de 6,3% em relação ao orçamento total da Prefeitura.

Apesar do aumento em 25,5 milhões no orçamento de 2019 em relação ao ano anterior, o quarto ano seguido de percentuais de  aumentos orçamentários abaixo do IPCA, em um ambiente empresarial que os contratos são reajustados neste índice, alerta para a importância estratégica de uma gestão  espartana em busca de ajustes nos níveis de serviço de menor custo e combate draconiano a qualquer forma de desperdício ou mau uso de recursos.



Texto atualiza da versão final do TCC com informações da LOA 2019: Agência Municipal Reguladora de Serviços Operacionais Urbanos

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Réveillon 2019

Reportagem da TV Record sobre a Operação Reveillon 2019 onde surge pela primeira vez em uso o boné legionário.


Construção de um reator para Biodrying: uma alternativa para os resíduos sólidos urbanos brasileiro



Resumo

A produção de resíduos sólidos urbanos (RSU) é intensificada com o passar do tempo e sua destinação se torna um problema cada vez mais difícil de ser enfrentado. Atualmente, no Brasil, são poucas as técnicas difundidas para o tratamento de RSU, podendo ser citadas a compostagem e a reciclagem. Recentemente outras técnicas estão sendo desenvolvidas, principalmente aquelas que são voltadas para o aproveitamento energético dos resíduos, conhecida como “Waste to Energy”. Dentre as técnicas desenvolvidas, encontra-se o biodrying, o qual tem por objetivo secar os resíduos pelo processo exotérmico de degradação da matéria biodegradável em reatores. Este processo, combinado com injeção de ar no meio, faz com que haja redução do teor de umidade. São vários os resíduos que podem ser destinados para o processo, como o RSU, os resíduos de jardinagem e os lodos de estação de tratamento de esgoto. No que diz respeito aos reatores utilizados, eles podem ser tanto estáticos quanto dinâmicos, sendo os estáticos mais comuns. Porém, neste tipo de reator o material resultante é heterogêneo, ou seja, como dentro do reator o gradiente de umidade não é o mesmo para todos os pontos, o material resultante não tem umidade uniforme, interferindo, assim, no poder calorífico do material. Algumas técnicas para mitigar esta heterogeneidade, como inversão do fluxo de ar e utilização de reatores rotativos podem ser a solução para este problema. A prática da inversão do fluxo de ar ainda é pouco utilizada e o mesmo ocorre para como os tambores rotativos. A fim de deixar a literatura menos incipiente e testar a técnica do biodrying para os resíduos sólidos urbanos brasileiros foi construído um reator rotativo.




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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Deslocamento em aterro sanitário de Guarulhos deixa cidade em estado de emergência

Problemas isolados na coleta de lixo podem acontecer, de acordo com a prefeitura; deslocamento aconteceu na sexta-feira (28).





Prefeitura de Guarulhos decreta situação de emergência após deslizamento em aterro

A prefeitura de Guarulhos decretou estado de emergência na cidade nesta segunda-feira (31), por causa do deslocamento de parte do aterro sanitário Quitaúna, no bairro Cabuçu, vizinho ao Rodoanel a uma grande área verde do Parque Estadual da Cantareira.

Uma grande parte do aterro se deslocou na sexta-feira (28), deixando o lixo exposto. O resultado foi um forte cheiro ruim que chega dentro das casas nos bairros do Parque Continental e Palmira. Além disso, a coleta de lixo da cidade foi comprometida.

Com o estado de emergência, a prefeitura pode contratar um aterro particular para resolver o problema da coleta de lixo. Os veículos carregados de lixo domiciliar estão sendo desviados para um aterro vizinho, o CDR Pedreira. A manobra ajudou, mesmo assim a coleta na cidade foi prejudicada.

“Ela teve pequenos problemas pontuais na cidade, algumas ruas deixaram de fazer coleta, mas foi questão de horas. Isso afeta todo o sistema, mas já está normalizado”, disse Edmílson Sarlo, secretário de serviços públicos de Guarulhos.

Em nota, a prefeitura disse que chamou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) para avaliar os danos causados pelo deslocamento e montou uma força-tarefa para tomar medidas de proteção e fazer um sistema de contenção para minimizar os riscos de contaminação.

De acordo com a prefeitura, a coleta de lixo em Guarulhos está normalizada, dentro da programação de final de ano, mas “problemas isolados e pontuais ainda podem ocorrer”.

Aterro recebe 1300 toneladas de lixo por dia

O aterro municipal costuma receber quase todo o lixo produzido em Guarulhos - mais de 1300 toneladas por dia. Na manhã desta segunda-feira (31), porém, o acesso ao aterro sanitário foi fechado para os caminhões carregados com o lixo coletado em Guarulhos. Só tiveram acesso os caminhões que levam terra ou os que vão recolher resíduos lá de dentro.

Para os moradores, além da coleta de lixo, o mau cheiro também é um problema.

“Nós temos sentido um mau cheiro assim o tempo todo, principalmente de madrugada. Ontem, por exemplo, na parte da tarde lá em casa, nós resolvemos limpar o quintal, fazer uma faxina porque nós pensávamos que tinha algum bicho morto, disse o funcionário público Reinaldo da Silva.

Na manhã desta segunda, um grupo de moradores fez uma manifestação para pedir urgência na solução do problema.

“Agora vamos tentar entender o que está acontecendo com o solo, o que está acontecendo com água. O que acontece com o que é escondido, o que é muito guardado. toda uma preocupação, todo uma segurança em cima de um lixo recolhido da sua casa”, diz a supervisora de vendas Angela Fernandes Moura.

Catador ganha R$ 30 por dia juntando latas no réveillon em Copacabana

De uma família com 18 irmãos, Sérgio Amaro, de 53 anos, está sem emprego há três anos. Há duas décadas no Rio, ele diz que não pensa em desistir: 'Estou acompanhado por Deus em todos os momentos. Não há por que me sentir sozinho'.




Sérgio Amaro não gosta quando lhe dizem que carrega o mundo nas costas - ele dispensa a comparação ao titã mitológico Atlas, condenado a sustentar os céus pela eternidade.

Em momento algum o desempregado de 53 anos considera que o arco de 20 quilos de latas que carrega sobre os ombros e a cabeça na tarde desta segunda-feira (31), na orla de Copacabana, é algum tipo de castigo. Pelo contrário: para o ex-ajudante de obras, a tarefa é uma oportunidade.

“Perdi meu último emprego há três anos. Desde então, cato latas. Não posso reclamar, dá para conseguir algum dinheiro e sobreviver. De certa forma, ainda garanto meu sustento”.

Resultado de dois dias de coleta, o material será vendido por R$ 60 em um posto de reciclagem.

Sérgio nasceu em Teresópolis, Região Serrana do Rio - tinha 18 irmãos.

“Naquela época, as famílias tinham muitos filhos. E todos nós vivemos muitos anos. Meu pai mesmo morreu bem velhinho, em 1986”.

Ele começou a trabalhar ainda criança, em carvoarias de Miguel Pereira, também na serra. No entanto, dedicou a maior parte da vida profissional às atividades relacionadas à construção civil.

“Passei muito tempo em obras. Não tenho estudo, sabe? Mas nunca me faltou trabalho”.

O catador, que vive no Rio há 20 anos, não tem filhos. Diz que, dada sua realidade, é melhor assim. Garante não sentir solidão. “Estou acompanhado por Deus em todos os momentos. Não há por que me sentir sozinho”.

Ele costuma dormir sob uma marquise na Rua Siqueira Campos, em Copacabana. A calçada convertida em cama dura e fria também não é motivo para reclamações.

“Lamentar o quê? A única coisa que Deus não conhece é a derrota. Como filho dele, não a conheço, também. Agora, me desculpe, tenho que ir embora. Hoje é réveillon. Sabe como é: tem muitas latas para catar”.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

equipamento compacto multiuso para varrição


Exemplo de implemento para varrição mecanizada instalado em equipamento compacto. A troca de implementos transforma o equipamento compacto em um recurso multiuso ideal para demandas que não justificam seu pleno uso apenas com um tipo de função.

Se hoje o equipamento compacto opera com um implemento de capina mecanizada, amanhã pode operar com um de varrição, depois com um de roçada e até mesmo, em sua versão mais usual, carregamento de viaturas.





quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

O poder do distanciamento

O Artigo abaixo sugere uma forma de eliminar nossos "sentinelas" através do distanciamento. 

Em nosso ambiente de trabalho quantas Sentinelas continuam existindo quando a razão de sua existência já não mais existe? Quantos procedimentos, conceitos, rotinas continuam sendo feitas por serem consideradas verdades inquestionáveis? Quantas vezes escutamos que isso ou aquilo existe “porque sempre foi assim” ou “é assim desde que eu cheguei”?

É fundamental reconhecer que nada é permanente, que os cenários estão em constante mudança. Consequentemente a razão da existência de um importante procedimento pode não existir amanhã. Para que persistir no procedimento se ele não oferece mais atributos tangíveis e intangíveis e/ou redução de custos? Para que insistir em algo que não agrega valor?




O poder do distanciamento

Olhar as situações o dia-a-dia com um certo distanciamento é fundamental para que oportunidades sejam percebidas

Anna Luiza Miranda. Diretora Comercial e Marketing na Roadcard


Saia do automático! Esta talvez seja a frase que minha equipe mais ouve de mim.

A rotina, quando bem estabelecida, serve para nos ajudar no planejamento e organização do trabalho. É fundamental para conseguir atingir as metas.

Quanto mais repetimos um determinado processo, ele vai se tornando automático e acabamos cometendo o erro de fazê-lo sem pensar muito. E aí corremos o risco de subestimar detalhes que poderiam elevar nosso desempenho. É claro que temos que usar a rotina como nossa aliada para ganhar eficiência, aumentar nossa experiência, mas sem que ela nos "robotize".

Temos que ter sempre um olhar de "distanciamento" para poder observar as oportunidades de melhorias, sejam elas de nosso próprio desempenho, de um determinado processo, de um controle, de um produto ou mesmo de nossa postura profissional.

O líder deve estimular sua equipe a sair do automático observando o seu dia-a-dia e explorando cada as situação que eles trazem, para fazê-los perceber que podem contribuir muito mais para o crescimento da empresa e seu próprio desenvolvimento profissional.

 É fácil constatar isso quando participamos da rotina de outra pessoa, pois fica muito fácil perceber as oportunidades olhando de fora da situação.

A minha ficha caiu quando fiz um road show pelo Brasil, acompanhando cada um dos meus gerentes de vendas, no intuito de estudar um pouco as especificidades do mercado de cada região e, assim, observar o trabalho e a rotina de cada um, além de acompanhá-los em visitas a nossos clientes.

Conforme as visitas aconteciam, observei que meus gerentes estavam tão focados em resolver o assunto que nos levara ali, que não percebiam algumas oportunidades de atender melhor nossos clientes, mesmo sendo muito capacitados e treinados em nossa empresa, que tem como um dos seus pilares a excelência em prestação de serviços.

Eu percebia estes detalhes pelo simples fato de estar vivendo fora da minha rotina e isso me tornava mais atenta à situação. Isso fez com que minha atitude fosse mais observadora e investigativa, pois estava querendo conhecer profundamente o cliente e ouvir qual era a percepção que ele tinha do nosso produto e do nosso atendimento.

Voltando à minha rotina, passei a exercitar este distanciamento diariamente e em muito pouco tempo percebi a evolução do meu próprio trabalho. Reflito sempre o que outra pessoa, olhando de fora a minha rotina, acharia que posso melhorar. Quantas chances eu perdia!

Certas oportunidades em torno do trabalho que você desempenha ninguém enxergará melhor do que você mesmo! Mas para isto é necessário exercitar este olhar de distanciamento.

Sair do automático requer exercício diário, mas acima de tudo humildade, pois só com humildade teremos o ímpeto de exercitar o eterno questionamento de como as situações poderiam melhorar e principalmente de admitir que SIM, elas sempre podem melhorar!

E você, já saiu do automático hoje?

Mas e a limpeza gratuita realizada pela Comlurb no Sambódromo?

A Comlurb executa a limpeza diurna e noturna do Sambódromo em todos os dias de desfile empregando recursos próprios que incluem efetivo de garis para varrição de arquibancadas, áreas comuns e pista, equipamentos de acondicionamento e coleta de resíduos, remoção rejeito de montagem de camarotes e instalações, lavagem de pista, coleta seletiva, além da alimentação de todos os empregados envolvidos.

Se a "prefeitura não é babá de evento comercial", então a limpeza deveria ser remunerada por meio da assinatura de um contrato de prestação de serviço.

Por trás do Gari Sorriso existe muito trabalho e recursos públicos envolvidos. 







Secretário de Crivella sobre verba para o Grupo Especial: ‘Prefeitura não é babá de evento comercial’

O clima segue pesado entre a Prefeitura do Rio e as escolas de samba. Em entrevista ao jornal O Dia, desta quarta-feira, o secretário da Casa Civil, Paulo Messina, homem forte do prefeito Marcelo Crivella, garantiu que a subvenção do Grupo Especial para 2019 será de R$ 500 mil para cada agremiação, com o corte de 50%, e nem cogita voltar ao valor de R$ 1 milhão, como esperam os dirigentes.

A prefeitura não é babá de evento comercial.

“A prefeitura não é babá de evento comercial. Exceto o Grupo de Acesso e o Carnaval da Intendente, as escolas do Grupo Especial têm que se profissionalizar como qualquer grande evento comercial que vende ingressos, a exemplo do Rock in Rio e outros. A prioridade da prefeitura é usar dinheiro público para saúde e educação”, disse Messina ao jornal O Dia.

Vale lembrar que as escolas do Grupo Especial ainda não assinaram o contrato referente aos 500 mil de subvenção para 2019. Elas aguardam uma nova reunião com o prefeito Crivella e o secretário Messina. O presidente da Riotur, Marcelo Alves, ficou de marcar o encontro ainda em 2018, mas pelas declarações do secretário é improvável que a verba volte ao valor de R$ 1 milhão.

Na penúltima plenária do ano, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, desabafou sobre a relação da Prefeitura do Rio com os desfiles das escolas de samba.

“A Prefeitura quer acabar com o carnaval do Rio? Uma fonte de cultura e geração de empregos para cidade. Não pode ser dessa maneira. Todo ano uma surpresa. Foi com muita surpresa que recebemos a informação do corte da subvenção. Em momento algum, nos foi dito que a verba seria diminuída. Causa muita estranheza agora às vésperas do carnaval a informação do corte”, disse Castanheira”.