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domingo, 14 de abril de 2019

Município paranaense deve pagar adicional de insalubridade em grau máximo a varredora de rua

Fonte: TST - Tribunal Superior do Trabalho

14/ABR/2019

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de uma empregada que faz varrição de rua pública no Município de Borrazópolis (PR) a receber o adicional de insalubridade no grau máximo por ter contato com lixo urbano. Até então, ela recebia a parcela em grau médio, e o município deverá agora pagar as diferenças.

Resultado de imagem para varredor

Agentes nocivos

Ao ser contratada na função de gari em 2006, a trabalhadora passou a receber o adicional de insalubridade em grau médio (20%).  Com contrato de trabalho vigente, ela sustentou, na reclamação trabalhista, que teria direito ao adicional em grau máximo, pois tinha contato direto e permanente com agentes nocivos à sua saúde, isto é, agentes biológicos, nos termos da Norma Regulamentadora 15 do extinto Ministério do Trabalho.

Em sua defesa, o município sustentou que a empregada fazia uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) eficazes contra agente nocivos e não tinha contato direto com lixo orgânico.

Folhas secas

De acordo com o laudo pericial, a varredora não tinha contato direto com o material varrido, não coletava material em lixeira e não recebia equipamentos de proteção individual. Ainda segundo a perícia, mais de 90% do material recolhido eram folhas secas. Com base nessas informações, o perito concluiu que sua atividade não se enquadrava nas relacionadas no Anexo 14 da NR 15, que trata dos agentes biológicos e prevê o adicional de 40%.

O juízo de primeiro grau indeferiu o pagamento do adicional em grau máximo, e o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) manteve a sentença. Segundo o TRT, a empregada “apenas fazia a varrição de ruas e calçadas” e não exercia atividades e operações caracterizadas como insalubres, apesar de o empregador remunerá-la com o adicional de em grau médio.

Lixo urbano

O ministro Alexandre Luiz Ramos, relator do recurso de revista da empregada, lembrou que a o Anexo 14 da NR 15 assegura o grau máximo quando o trabalho é exercido em contato permanente com lixo urbano e que a jurisprudência do TST se firmou no sentido de que a varrição de rua pública se enquadra como atividade insalubre em grau máximo. “Não há nenhuma distinção entre o lixo urbano recolhido pelos garis na atividade de varrição e aquele coletado pelos empregados que trabalham no caminhão de lixo”, observou.

A decisão foi unânime.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Imagens da praia da Barra da Tijuca tomada por "mar de lixo" , chocam internautas

Grande quantidade de gigogas, misturadas a lixo doméstico, mudou a paisagem nesta sexta-feira. Governo municipal prometeu providências ainda esta noite. Veja o vídeo!

Por FRANCISCO EDSON ALVES

Publicado às 19h18 de 12/04/2019 - Atualizado às 22h27 de 12/04/2019

Praia da Barra da Tijuca tomada por gigogas e lixo: imagem assusta internautas
Praia da Barra da Tijuca tomada por gigogas e lixo: imagem assusta internautas

Rio - Imagens de grande quantidade de lixo na Praia da Barra da Tijuca, feitas na tarde desta sexta-feira e divulgadas pelo biólogo Mário Moscatelli, estãochocando internautas. Nelas, "um mar", literalmente, de gigogas (vegetais que  se desenvolvem no meio ambiente aquático contaminado), misturadas com lixo doméstico "e até hospitalar", aparece tomando conta de longa faixa de areia. Alguns banhistas ainda se arriscaram no meio dos detritos. 

"Um perigo enorme. Há pedaços de pau, pregos, farpas, latas, cacos de vidro, enfim, que podem causar cortes profundos", advertiu Moscatelli. "Imagina como essa situação pode impactar negativamente no turismo no resto do Brasil e, principalmente, no exterior?", questionou, lembrando que na Praia do Flamengo, moradores estão fazendo mutirões para limpar a praia. 

Em nota, a Comlurb informou que a eco-barreira da Lagoa da Tijuca saturou e uma grande quantidade de gigogas começou a encostar na praia, entre os postos 1 e 3. "A Comlurb fará a remoção dos vegetais na noite desta sexta-feira e madrugada de sábado, com dez garis, três caminhões basculantes e uma pá carregadeira. Vale lembrar que a companhia só faz a coleta daquelas que chegam às praias. A limpeza e remoção das gigogas na Lagoa da Tijuca, bem como as eco-barreiras, são de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).  Em nota agora há pouco, a direção do INEA garantiu "que está em licitação a implantação de novas eco-barreiras na Lagoa da Tijuca, a fim de conter resíduos flutuantes".

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Crivella decreta estado de calamidade pública no Rio

Prefeito havia descartado uma medida mais branda: colocar a cidade em estágio de emergência

Luiz Ernesto Magalhães
11/04/2019 - 06:00 / Atualizado em 11/04/2019 - 14:36
Crivella decretou Estado de Calamidade Pública no Rio Foto: Marcio Alves / Agência O Globo
Crivella decretou Estado de Calamidade Pública no Rio Foto: Marcio Alves / Agência O Globo

RIO — Em decreto de número 45805, publicado nesta quinta feira no Diário Oficial, o prefeito Marcelo Crivella decretou estado de calamidade pública devido ao forte temporal que caiu no Rio na segunda-feira. A decisão foi divulgada um dia depois do próprio prefeito descartar uma medida até mais branda: colocar a cidade em estado de emergência , o que já permitiria o Rio a pedir recursos da União para reparar os estragos.


O estado de calamidade pública tem duração inicial de 90 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período, e se aplica também em casos de desastres naturais. Permite, por exemplo, que o poder público durante o período faça contratações sem licitação para resolver situações graves. Essa medida também solicita o apoio financeiro do governo federal.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Dica de Gari para perfuro cortante




Setor de latas de aço é o primeiro a assinar com o governo federal Termo de Compromisso para Sistema de Logística Reversa





O governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), começa a estabelecer legislações que aumentam a responsabilidade de empresas e consumidores, frente a lei 12.305/2010 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Recentemente, foi assinado o Termo de Compromisso para Implantação do Sistema de Logística Reversa de Embalagens de Aço junto ao Ministério do Meio Ambiente. É o primeiro Termo assinado pelo MMA referente à logística reversa e para um setor específico. Agora, por lei, toda a cadeia de produção, comercialização e de distribuição de produtos embalados tem seu papel frente a PNRS, e pode contar com o Prolata, iniciativa da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagem de Aço), para a implementação das ações e cumprimento das regras relacionadas a latas de aço.

A assinatura ocorreu em 21 dezembro de 2018 e foi publicada oficialmente no Diário Oficial da União (DOU) no dia 27 de dezembro de 2018 com o objetivo de garantir a destinação final ambientalmente adequada das embalagens de aço. Por meio da Abeaço (Associação Brasileira de Embalagens de Aço), o Termo é firmado entre o Poder Público (Ministério do Meio Ambiente) e os fabricantes de latas de aço, via Prolata; distribuidores e comerciantes, via Anamaco;  e fabricantes  de produtos, via Abrafati; visando a implantação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos (Decreto nº 7.404/2010).

“O sistema de logística reversa de latas de aço já está implementado via Prolata. As empresas poderão se associar para o cumprimento das políticas de resíduos vigentes”, informa Thais Fagury, gerente executiva  da Associação Prolata Reciclagem e presidente da Abeaço. Para ela, a assinatura desse termo federal, por meio do MMA, fortalece ainda mais o comprometimento do setor de embalagens metálicas com o sistema de logística reversa e aumento da reciclagem das latas de aço sem impactos à natureza. “Teremos novas oportunidades para ampliar o trabalho da Associação Prolata Reciclagem em levar as embalagens ao reaproveitamento do aço em siderúrgicas, assim como reforça o descarte seletivo pelo consumidor e a devolução da sucata de aço aos pontos de coleta seletiva”, reforça Thais ao lembrar que o mercado é capaz de absorver e revalorizar 100% das latas de aço pós-consumo.

Implantação do sistema

A Implantação do Sistema terá duração de 36 meses, na fase 1, contados a partir da data da publicação oficial (27/12/2018). Para dar suporte ao conjunto de ações colocadas em prática em cumprimento à Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, inicialmente a Abeaço lançará os Manuais de Conduta para Latas Pós-Consumo (um dedicado à indústria e outro voltado ao comércio/revenda) com todas as informações gerais necessárias para o entendimento da política.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Resposta e Pronto Emprego em um RIO Resiliente

Em um estado de crise como as chuvas agora em abril, repetindo cenários das chuvas de  fevereiro com alagamentos, deslizamentos e mortes, é importante lembrar que a Comlurb,  já possuiu seu Protocolo de Resposta e Pronto Emprego desenvolvido em 2016 e que determinava um Programa de exercícios nos seguintes moldes:
De modo a garantir a permanente operacionalidade do PRPE, os ajustes de planejamento e a validação dos pressupostos nele contidos, serão realizadas não menos que duas simulações anuais, preferencialmente nos meses de outubro e novembro.
Os simulados poderão envolver o teste em qualquer um dos níveis de resposta os quais serão descritos de forma mais aprofundada adiante, e ser alternadamente do tipo MESA ou PRÁTICO, conforme cronograma a ser definido em conjunto com a Direção da Empresa
Adicionalmente no início de 2017, Sistema de Resposta e Pronto Emprego visava institucionalizar, através de uma estrutura organizacional formal, a coordenação das diversas atividades de solução de demandas emergenciais e extraordinárias à rotina operacional, além de concentrar esforços na rotina da limpeza de grandes adensamentos em comunidades, especificamente aquelas que por sua relevância são consideradas Regiões Administrativas da Cidade.

Infelizmente a iniciativa foi esquecida, como aconteceu com tantas outras, após a mudança de administração da Companhia



Muita chuva para pouco prefeito



Pessoas passam ao lado de trecho destruído da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, após fortes chuvas  — Foto: REUTERS/Sergio Moraes
 Pessoas passam ao lado de trecho destruído da ciclovia Tim Maia, no Rio de Janeiro, após fortes chuvas  — Foto: REUTERS/Sergio Moraes 
“É uma chuva completamente atípica”, disse o prefeito Marcelo Crivella nesta segunda (8) à noite no auge dos estragos causados por um dilúvio que colapsou a cidade, sem se dar conta de que esta foi a terceira vez este ano em que um temporal deixava o Rio de Janeiro debaixo d’água. Atípico, na verdade, parece ser o desinteresse do Prefeito em se informar sobre as muitas evidências de que já experimentamos um novo padrão climático, “um novo normal”, em que os chamados eventos extremos passam a ser a regra, e não exceção.

Isso significa que a tendência é testemunharmos daqui para frente chuvas mais fortes e frequentes – acima da série histórica – expondo as muitas vulnerabilidades de uma cidade espremida entre o mar e a montanha. Chuva forte combinada com maré alta agrava episódios de enchentes pela impossibilidade de escoamento da água no litoral. Piscinões são obras caras que atenuam mas não resolvem o problema, como se vê em São Paulo. Enquanto isso, milhares de famílias seguem vivendo em áreas de risco (18 mil imóveis em 117 comunidades vivem em áreas de alto risco, segundo levantamento da própria Prefeitura) onde sistemas de alerta são acionados durante os temporais para que as pessoas se refugiem em abrigos temporários. A questão é: quando essas famílias terão uma solução definitiva para suas moradias? O melhor que a Prefeitura pode fazer é soar sirenes indefinidamente? Qual o plano de remoção dessas pessoas ou de obras de contenção que eliminem o risco de novas tragédias?


Para agravar a situação, as ocupações irregulares desconfiguram as encostas onde há riscos de deslizamentos. O problema se torna ainda mais grave quando se percebe a inoperância das autoridades diante da multiplicação de prédios irregulares (alguns chegam a ter dez andares) construídos em áreas dominadas por milicianos. Esses condomínios piratas (sem qualquer licença ou outorga) surgem em áreas onde havia vegetação ou solo permeável. Quanto maior o número de empreendimentos irregulares, maior o tamponamento do solo impedindo a infiltração da água. Eleva-se o risco de tragédia.

Deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme, no Rio de Janeiro (RJ), deixa dois mortos na madrugada desta terça-feira (9). A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou três mortos: um homem na Gávea e duas irmãs no Leme. A terça-feira (9) começou com mais chuva — Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme, no Rio de Janeiro (RJ), deixa dois mortos na madrugada desta terça-feira (9). A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou três mortos: um homem na Gávea e duas irmãs no Leme. A terça-feira (9) começou com mais chuva — Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO 
Tive a chance de questionar o atual prefeito do Rio (num encontro casual há quase dois meses) sobre um projeto chamado “Rio Resiliente”, lançado pela administração anterior, que reconhece a existência dos eventos extremos e canaliza recursos para ações que reduzam a vulnerabilidade da cidade. Antenado com o que já ocorre em outras grandes cidades do mundo (Paris, Londres, Nova Iorque etc.), o “Rio Resiliente” propunha vários ajustes na administração municipal para lidar com essa nova realidade.

A aquisição de um um novo radar meteorológico, o fortalecimento da Defesa Civil, a delimitação física das áreas de risco e de preservação ambiental, reassentamento das famílias situadas nessas áreas, ações contínuas de conservação e limpeza eram algumas das ações propostas no plano. Além de não reconhecer essa nova realidade climática, o prefeito ainda é acusado de não repassar os recursos previstos no orçamento municipal destinados à prevenção de enchentes. Politicamente, é uma rota suicida.

Não é possível enfrentar novos problemas com velhas cartilhas da administração pública. O clima está mudando. Ou ajustamos os protocolos de resposta aos eventos extremos, ou continuaremos repetindo desculpas surradas de que “chuvas atípicas” atingiram a cidade.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Enquanto isso...

Caçar os fantasmas é uma ação necessária para ter uma governança insulada de interesses eleitoreiros que ajuda também a incorporar os preceitos de transparência e Compliance. Além de abrir caminho para promover uma rigorosa reforma em sua política de remuneração e desenvolver uma gestão que realmente abrace as boas práticas da moderna Administração Pública. 



Secretaria Estadual de Direitos Humanos exonera 44 funcionários fantasmas
Para identificá-los, a pasta fez um pente fino na folha de pagamentos e um 'cara crachá', com vistorias em todas as unidades

Por PALOMA SAVEDRA

Publicado às 19h25 de 03/04/2019 - Atualizado às 19h59 de 03/04/2019

Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes
Secretária de Desenvolvimento Social
 e Direitos Humanos, Fabiana Bente


Rio - A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio exonerou, desde o início do ano até agora, 44 funcionários fantasmas que estavam vinculados à pasta. Segundo a secretária Fabiana Bentes, para identificá-los foi feito o trabalho 'cara crachá' com visitas diárias nas unidades de atendimento do órgão, além de um pente fino na folha de pagamentos. Foi constatado que nenhum desses servidores demitidos ia aos locais onde teoricamente exerciam suas funções. 

Ainda em janeiro, o governador Wilson Witzel anunciou que deu essa tarefa a todo o secretariado. O objetivo, segundo ele, era encontrar "funcionários fantasmas". 

entes aponta que, dentro da meta dos primeiros cem dias do governo do Estado do Rio de Janeiro, também eliminou quatro das nove subsecretarias que existiam no governo anterior. Segundo a secretária, a medida levará a uma economia de R$ 6 milhões ao ano.





E, no início do governo, ela pediu ao governador Witzel a intervenção da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), o que de fato ocorreu. Em 31 de dezembro de 2018, a instituição contava com 258 funcionários, cuja folha salarial mensal era de R$ 216 mil. Três meses depois, a FIA diminuiu para 201 o número de servidores, ao custo de R$ 190 mil. E todos os contratos da fundação, que não tinham suas contas analisadas desde 2012, estão sendo revistos pela nova gestão.

"Vivemos um momento de retomada de credibilidade no Rio de Janeiro e o governo Witzel preza pela transparência. Como secretária de estado, minha obrigação é garantir a melhor gestão de recursos públicos para atender à população do estado", declarou Bentes. 

O milagre da multiplicação de secretarias!


fenômeno da patronagem partidária tem sido encarado na literatura como instrumento de recompensa a redes de apoiadores e clientelas, e como estratégia para a formação e manutenção de coalizões. Nessa chave teórica, a patronagem é entendida como mecanismo de troca particularista entre patrões (individuais ou coletivos), que oferecem recursos públicos ou o acesso a eles,  e redes de clientes (apoiadores, eleitores etc.), que em troca têm a oferecer sua militância ou, ao menos, seu voto.

Porém...

Não adianta criar secretarias para vende-las no mercado da patronagem se existe uma crônica inépcia em articular, negociar, decidir e, pior de todos, gerir. 





Em processo de impeachment, Crivella recria duas secretarias
Pastas do Turismo e Meio Ambiente foram reativadas, após acordo da prefeitura com o PP


RIO — Em meio ao processo de impeachment, o prefeito Marcelo Crivella recriou nesta quinta-feira duas secretarias em um acordo com o Partido Progressista (PP) já pensando em uma candidatura a reeleição em 2020.

O ex-ministro do Trabalho no governo de Fernando Henrique Cardoso, Paulo Jobim, foi nomeado secretário de Turismo. A pasta assumirá parte das funções da Riotur. A nova pasta foi criada com 11 cargos de confiança. O ex-vereador e ex-secretário de Administração , Marcelo Queiroz, foi para a Secretaria de Meio Ambiente. A pasta foi criada com a perda de funções da Secretaria de Conservação.

Queiroz foi escolhido após o deputado Dionísio Lins não aceitar a vaga. O PP tem apenas dois vereadores na Câmara do Rio. Vera Lins e Marcelino de Almeida. Vera votou contra a abertura do processo de impeachment de Crivella e Marcelino a favor. Também nessa quarta, o ex diretor de informática do Datasus Guilherme Telles Ribeiro para presidir o Datasus.





Na Câmara do Rio, o presidente Jorge Felippe (MDB) indeferiu o pedido de Teresa Bergher (PSDB) para que Paulo Messina (Pros) saia da comissão processando contra Crivella. Ela alegou que Messina não poderia participar porque teria participado da discussão da ampliação por sete anos dos contratos com as empresas que exploram o mobiliário urbano do Rio. Messina nega ter analisado a documentação. Jorge Felippe diz que a escolha por sorteio seguiu parâmetros legais.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Caminhões de coleta domiciliar são usados para transportar lixo para aterro sanitário de Seropédica, no RJ

Por falta de pagamentos da Prefeitura do Rio, empresa CIclus interrompeu transporte de lixo para o Aterro de Seropédica; prefeito diz já ter pago R$ 30 milhões de uma dívida de R$ 72 milhões.



Prefeitura promete pagar dívida milionária com transportadora de lixo
























Por volta das 6h40 desta quarta-feira (3), a movimentação de caminhões de coleta domiciliar em uma estação de transbordo às margens da Avenida Brasil, em Santíssimo, Zona Oeste do Rio, era grande.

O Globocop registrou imagens de uma fila de caminhões de coleta domiciliar no local. Cerca de 100 caminhões estão sendo usados para despejar o lixo no aterro sanitário de Seropédica, saindo de circulação na coleta domiciliar e fazendo com que muitas pessoas fiquem com lixo acumulado nas portas de casas e lixeiras de prédios.

Outras carretas maiores, responsáveis por levar o lixo da estação de transbordo para o aterro sanitário, também estavam estacionadas ao lado.

A Prefeitura do Rio disse que a Comlurb já acertou o pagamento de R$ 30 milhões com a Ciclus - empresa que administra o aterro sanitário de Seropédica - para esta semana e que voltará a se reunir com a empresa para fazer um novo cronograma para quitar o restante da dívida.

A empresa Ciclus informou que recebeu na terça-feira (2) a primeira parcela, no valor de R$ 2,5 milhões, mas que a dívida integral é de R$ 72 milhões.

Em um dos acessos ao Morro do Juramento, na Zona Norte do Rio, o Globocop também flagrou o lixo acumulado sendo usado como barricada.

Lixo é usado como barricada em um dos acessos ao Morro do Juramento, an Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução / Globocop

Lixo é usado como barricada em um dos acessos ao Morro do Juramento, an Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução / Globocop 
A falta de coleta é uma das reclamações de quem mora em Sepetiba, na Zona Oeste da cidade. Segundo os moradores, a última vez que a coleta passou pela região foi na segunda-feira (1).

Por causa do lixo espalhado, eles relatam estar com medo de contrair doenças. Alguns moradores estão retirando os sacos de lixo das ruas de dentro e levando para a rua principal, na expectativa de que sejam recolhidos.

Ascensão e queda da patronagem partidária municipal

O fenômeno da patronagem partidária tem sido encarado na literatura como instrumento de recompensa a redes de apoiadores e clientelas, e como estratégia para a formação e manutenção de coalizões. Nessa chave teórica, a patronagem é entendida como mecanismo de troca particularista entre patrões (individuais ou coletivos), que oferecem recursos públicos ou o acesso a eles,  e redes de clientes (apoiadores, eleitores etc.), que em troca têm a oferecer sua militância ou, ao menos, seu voto .

A relação entre poderes executivo e legislativo municipais caracterizado por alta patronagem municipal, com consequente rotatividade de gestores e reflexos negativos na qualidade dos serviços públicos, longe de ser uma estratégia política de um executivo sem base no legislativo, parece ser resultado da inépcia do gestor


Retaliação na forma de exonerações acirrou os ânimos no Legislativo
Por: Berenice Seara em 03/04/19 13:34

Sessão que abriu o processo de impeachment contra Crivella
Sessão que abriu o processo de impeachment contra Crivella Foto: Renan Olaz / Divulgação / CMR

Ninguém há de negar que o prefeito Marcelo Crivella (PRB) investiu muito no desmanche de uma base na Câmara que sempre foi frágil, mas, ainda assim, duramente construída.

Com apenas três vereadores saídos das urnas em 2016 — João Mendes de Jesus, Tânia Bastos e Bispo Inaldo Silva — o prefeito e seu PRB precisaram colocar tijolinho por tijolinho, logo no início do governo, para ter uma maioria.

Uma peça-chave nessa alvenaria foi, por incrível que pareça, o (P)MDB do arquirrival Eduardo Paes. Com dez vereadores — a maior bancada — e o presidente da Casa, Jorge Felippe, não dava para colar a argamassa sem contar com o dono do Pedro Ernesto há cinco mandatos.

Diferentemente de seu antecessor, Marcelo Crivella preferiu conversar com cada vereador, e não com os presidentes dos partidos.

Um por um, eles foram ganhando a chance de indicar um administrador regional em sua base eleitoral, um superintendente (se tivesse mais votos ou poder de articulação no parlamento) ou até um secretário — caso do presidente da Casa.

Jorge Felippe pôs o seu rebento político, o deputado estadual Jorge Felippe Neto, na tão cobiçada Secretaria de Conservação. Transformou o seu quinhão num canhão eleitoral, com sua capacidade de asfaltar ruas e, claro, construir e reformar praças.

Outros vereadores, menos poderosos, também não tinham do que reclamar. Ganharam o seu espaço, sempre respeitando a geografia política da cidade e os rincões eleitorais.

Paulo Messina, um dos mais articulados da Câmara, passou de líder do governo a chefe da Casa Civil, e ganhou papel de relevância no governo. Até que...

Em meados de 2018, Crivella, já na tensão pré-eleitoral, começou a se indispor com alguns dos antigos parceiros no Legislativo. Tomado de ira quando se achava traído, não hesitava em exonerar, sem aviso, todos os indicados por aqueles que considerava serem Judas à sua volta.

A situação chegou ao ponto mais delicado depois da eleição, quando ele viu que seu filho, Marcelo Hodge Crivella, candidato a deputado federal pelo PRB, não tinha passado da quarta suplência.

Entre os culpados, viu a famosa Secretaria de Conservação — cuja estrutura, tão querida da população, em nada tinha ajudado o rapaz.

Convencido de que 2020 não será como 2018, Crivella começou a “limpar” a área em 2019. As exonerações foram publicadas em massa nas páginas do Diário Oficial, sempre sem aviso prévio aos interessados.

Jorge Felippe viu o seu indicado na Conservação ir para a rua. Em seu lugar, entrou um técnico sugerido pelo secretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, o novo queridinho do prefeito. A ordem passou a ser “não atender aos pedidos dos vereadores”.

E Crivella se esforçou mais. Ao não gostar de um projeto que ameaça reduzir o valor do IPTU, mandou mensagens individuais aos antigos integrantes da base, avisando que estava paralisando obras e serviços pedidos pelos “infiéis”.

Foi o sopro que faltava para derrubar o que, a esta altura, não passava das ruínas que o prefeito ainda mantinha na Câmara Municipal do Rio. Ontem, o que se viu ali foi apenas a queda de um castelo de areia.

Primeiro Ministro Municipal

O excêntrico modelo de governança criado pelo atual prefeito, que se assemelha a uma espécie de Parlamentarismo Municipal caracterizado por  inédita concentração de poderes no Chefe da Casa Civil, o Primeiro Ministro Municipal, e que garantiu algum funcionamento da prefeitura em 2018, parece que está ruindo em 2019.



Sorteio para comissão processante dá sobrevida a Messina na Casa Civil

Por: Berenice Seara e Aline Macedo em 03/04/19 11:22   

Paulo Messina (PRB), ex-chefe da Casa Civil
Paulo Messina (PRB), ex-chefe da Casa Civil Foto: Renan Olaz / Divulgação / CMRJ
O fato de ter sido sorteado para integrar a comissão processante de impeachment foi o melhor que poderia acontecer a... Paulo Messina (PRB).

As piores línguas da política carioca apostam que, como o governo teve uma derrota vexatória, por maioria qualificada, o moço acabaria como a próxima vítima do já famoso rancor de Marcelo Crivella (PRB).

E veria escorrer pelo ralo, definitivamente, o seu posto de primeiro-ministro.

Agora, pelo menos enquanto o processo durar, os seus superpoderes na Casa Civil estão mais do que garantidos.

Expiatório

Há quem aposte que o governo fará o possível e o impossível para jogar nas costas de Maria Elisa Werneck a responsabilidade pela renovação do contrato que agora assombra a prefeitura comandada por Crivella.

Se der certo, e conseguir reverter votos, a estratégia vai matar dois coelhos.

Salva o prefeito e afasta a moça, um desafeto de Messina e de muito mais gente na Câmara e no primeiro escalão do governo.

"É possível governar sem o povo ou sem o Legislativo, mas não sem o povo e sem o Legislativo"

Trabalho de Conclusão de Curso de Especialista em Gestão Pública com ênfase em governo Local:

estratégia da patronagem consiste principalmente na negociação com membros dos partidos de oposição na busca de mais segurança no apoio parlamentar. No entanto, a adoção desta estratégia produz uma falta de coesão entre os membros dos partidos da base inicial de sustentação preteridos das oportunidades de indicação de cargos. A construção de apoio através da patronagem é uma atividade renovada a cada votação independente do posicionamento anterior do parlamentar, seja ele dito de oposição ou situação. 



Falta de diálogo, promessas não cumpridas, acordos frustrados: vereadores analisam perda de apoio de Crivella na Câmara


Há seis meses, a base aliada do prefeito Marcelo Crivella (PRB) enterrou um pedido de impeachment na Câmara Municipal do Rio. Teve o dobro de votos: 28 a 14. Nesta terça (2), o apoio do bispo licenciado ruiu. Os vereadores aprovaram, por 35 a 14, a admissibilidade do impeachment, e o futuro de Crivella será decidido nos próximos três meses. De uma votação para a outra, 13 vereadores mudaram do "não" para o "sim"
"A perda de base dele, na minha opinião, é um ato de brutal incompetência. Ele entende: se não tive o apoio desses vereadores para eleger meu filho, vou governar para quem me elegeu", diz um parlamentar. "É possível governar sem o povo ou sem o Legislativo, mas não sem o povo e sem o Legislativo", resume.

O que dizem os parlamentares


"A impressão é de que o Crivella perdeu o apoio da base por quebrar os acordos, baseados em cargos e obras, com os vereadores aliados. Ele que fala tanto ser contra o 'toma lá, dá cá'. A informação que temos é que parou o 'toma lá', mas continuou o 'dá cá'. O que se diz é que, até mesmo alguns cargos que ele deu, pediu de volta. O apoio foi cortado no meio", opina o oposicionista Paulo Pinheiro (PSOL).

"O prefeito foi perdendo o diálogo com a Câmara de Vereadores, e isso fez com que tivesse uma insatisfação. É a terceira denúncia que votei contra, mas isso não quer dizer que, durante o processo, a gente não possa ter tempo para estudar e emitir um parecer com transparência e seriedade. Ele estava se posicionando errado, manda as mensagens erradas para a Câmara", disse Luiz Carlos Ramos Filho (PTN).

"No terceiro ano, não há mais justificativa. Provavelmente, terá mais receitas que em 2016, quando tudo funcionava. Por completa absoluta incapacidade de gestão, ele permite que irregularidades como essa [da denúncia do impeachment] acabem acontecendo. A prefeitura perdeu algo em torno de R$ 25 milhões. Isso não é brincadeira", queixou-se Fernando William, do PDT

"Ele mexe nas pedras do tabuleiro sem obedecer às regras do jogo. Há uma lógica de que o vereador indica superintendente, diretor de hospital", lamentou o petista Reimont. "E o Crivella, na verdade, tem inabilidade pra lidar com essas questões."


terça-feira, 2 de abril de 2019

Você entra com o trabalho e eu entro com o sorriso!


O Termo de Convênio n°: 007 assinado em 11 de março de 2019 visa a melhoria da eficiência dos serviços de controle de acesso de alunos e pessoas nas escolas municipais. Na prática isso significa que a Comlurb fornecerá efetivo para trabalhar GRATUITAMENTE como porteiros nas escolas!

No primeiro semestre de 2017 a Secretaria Municipal de Educação procurou a Comlurb para apresentar proposta de parceria nos moldes do convênio agora assinado. Na época a ideia de GRATUIDADE foi rechaçada. Os empregados da Comlurb seriam porteiros de escolas municipais somente se houvesse a assinatura de contrato de prestação de serviço com contrapartida financeira, ou seja, que pagassem, pelo menos o salario e encargos dos empregados.

A GRATUIDADE do convênio agora assinado somente evidencia uma gestão com práticas dissociadas das questões prementes para a sustentabilidade do Sistema de Limpeza Urbana e até mesmo existência da Comlurb.






Extrato de Termo de Convênio
Processo Instrutivo nº: 01/501.431/2018

Convênio n°: 007/2019

Data de Assinatura: 11/03/2019

Partes: MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, ATRAVÉS DA SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - SME e COMLURB  COMPANHIA MUNICIPAL DE LIMPEZA URBANA.

Objeto: Acordo celebrado a título gratuito, objetivando a cessão de profissionais da COMLURB para apoio operacional à SME, pelo prazo definido no presente e respeitada a viabilidade e capacidade de atendimento da COMLURB, visando a melhoria da eficiência dos serviços de controle de acesso de alunos e pessoas nas escolas municipais, em atuação definida no Plano de Trabalho.



Considerações sobre o fim do mundo!


Em agosto de 2017 houve um alerta a Secretaria Municipal de Fazenda que dívidas representadas por Despesas de Exercícios Anteriores (DEA), somados a fortes cortes no orçamento e falta de recursos financeiros para pagar fornecedores formavam um cenário de possibilidade concreta "de paralisação dos serviços e da limpeza urbana".

O cenário se agravou com uma sequencia de gestores com práticas dissociadas das questões prementes para a sustentabilidade do Sistema de Limpeza Urbana e até mesmo existência da Comlurb.

  1. Voltar a ter uma governança insulada de interesses eleitoreiros;
  2. Incorporar os preceitos de transparência e Compliance; 
  3. Exonerar atividades estranhas a sua atribuição como o preparo de alimentos.
  4. Terceirizar serviços agregados como o manejo arbóreo.
  5. Promover uma rigorosa reforma em sua política de remuneração; e, 
  6. Desenvolver uma gestão que realmente abrace as boas práticas da moderna Administração Pública.
No limite, se considerar exaurido o modelo de empresa pública, encontrar um modelo de parceria público privada que preserve seus profissionais da melhor forma possível mantendo o legado da Comlurb existente na forma de agência reguladora.


Com aterros fechados, caminhões da Comlurb fazem fila na Avenida Brasil

Quatro das cinco Estações de transferência de Resíduos (ETRs) na cidade estão fechadas por falta de espaço para receber lixo


Cerca de 100 veículos estão parados na faixa da direita da Avenida Brasil Foto: Pablo Jacob / Pablo Jacob

RIO - A crise na coleta de lixo no Rio por causa de uma dívida de aproximadamente R$ 72 milhões da prefeitura com a concessionária Ciclus Ambiental pode ter chegado ao seu ápice nesta terça-feira. Quatro das cinco Estações de transferência de Resíduos (ETRs) na cidade estão fechadas por falta de espaço para receber lixo. Cada uma já tem mais de 12 mil toneladas de lixo. Como apenas a de Santíssimo está aberta, o número de caminhões da Comlurb aguardando vez para despejar resíduos é gigantesco, o que provoca um grande congestionamento na Avenida Brasil, sentido Zona Oeste.

Carros de passeio e até pequenos caminhões estão utilizando uma faixa de pedestres para escapar do engarrafamento. Cerca de 100 veículos estão parados na faixa da direita da Avenida Brasil. O congestionamento se estende até a Vila Kennedy, distante cerca de 3 Km da estação de Santíssimo.

- Em 16 anos de trabalho na Comlurb, isso nunca tinha acontecido. Está sendo o pior dia de trabalho na empresa desde que comecei. Despejamos resíduos em Santa Cruz, mas a estação está fechada. Chegamos na fila às 10h30m. Já é quase meio-dia e ainda estamos aqui sem saber a hora que poderemos fazer o despejo. Nem sabemos a hora em que vamos almoçar - lamentou um gari de dentro de um dos caminhões.

As estações de transferência fechadas ficam em Jacarepaguá, Caju, Fazenda Botafogo e Santa Cruz. Elas são administradas pela empresa Ciclus. Após o transbordo da carga em Santíssimo, motoristas da empresa foram sendo deslocados para as estações de tratamento para ajudar na retirada do lixo acumulado. Os veículos seguiram depois para Seropédica.

Operação policial

Na manhã desta terça-feira, policiais militares do Comando de Polícia Ambiental (CPAm), da Polícia Militar, fizeram uma operação na Estação de Tratamento de Resíduos de Gericinó. A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Polícia Militar informou que "policiais militares do CPAm foram acionados para verificar possível transbordo irregular de resíduos na Estação de Gericinó. Segundo a PM, nada foi constatado.

Porém, o aterro foi fechado assim que a PM chegou. Nenhum caminhão pôde mais entrar. Todos deram meia volta e acabaram indo para a fila dos caminhões na Avenida Brasil para depósito na estação de Santíssimo.

Uma equipe de reportagem do GLOBO flagrou caminhões da Comlurb transportando lixo orgânico tentando entrar no Centro de Tratamento de Resíduos de Gericinó. O local está vetado para o recebimento de lixo orgânico e pode apenas receber outros tipos de resíduo - como, por exemplo, entulho de obra. No entanto, pelo menos cinco motoristas da Comlurb que chegaram ao aterro de Gericinó afirmaram a um repórter do GLOBO que estavam transportando lixo orgânico.

Por meio de nota, a Comlurb informou que, como são menores as opções de descargas num momento de crise é normal haver desinformação.

"Num momento como esse, onde as opções de descargas são menores, é natural que haja desinformação na operação, que é bastante capilarizada. Os veículos que, inadvertidamente, se encaminharam para Gericinó, foram direcionados para Santíssimo e Seropédica, uma vez que o local se encontra fechado para o vazamento de lixo orgânico", disse a empresa.

Segundo funcionários da empresa que administra o local, o fechamento se deu com a chegada de agentes do CPAm.

Em nota, a Comlurb informou que não está depositando resíduos domiciliares no Aterro de Gericinó nesta terça-feira:

"O Aterro de Gericinó está fechado e não recebe lixo da coleta domiciliar. Os caminhões estão aguardando para vazar nas estações de transferência e os que fazem a coleta nos bairros da Zona Oeste, próximos do Centro de Tratamento de Resíduos CTR-Rio, em Seropédica, estão levando diretamente".

Terremoto na patronagem!


Após o tsunami onde a câmara vetou emenda que facilitaria eleições indiretas em caso de afastamento do prefeito no Rio, dias depois, aceita denúncia e abre processo de impeachment. É o fim da patronagem? Será possível salvar alguma coisa loteando cargos ?




Câmara do Rio abre processo de impeachment contra o prefeito Marcelo Crivella

O prefeito do Rio continua no cargo até a votação de um relatório que ainda será elaborado por uma comissão processante. Há seis meses, base aliada teve o dobro dos votos da oposição para arquivar outro pedido de impedimento.


02/04/2019 17h36  Atualizado há 6 minutos

Câmara do Rio votou  admissibilidade do impeachment de Crivella — Foto: Reprodução/Twitter Câmara Oficial
Câmara do Rio votou  admissibilidade do impeachment de Crivella — Foto: Reprodução/Twitter 
A Câmara de Vereadores do Rio aprovou, na tarde desta terça-feira (2), a abertura do processo de impeachment do prefeito Marcelo Crivella (PRB). Trinta e cinco vereadores votaram pela admissibilidade do processo e 14 contra. Crivella continua no cargo, mas terá que enfrentar uma investigação.

O vereador Alexandre Izquierdo (DEM) se absteve e o presidente da casa, Jorge Felippe (MDB), se declarou impedido, por ser o primeiro na linha sucessória caso o impeachment seja aprovado no fim do processo. O vice-prefeito, Fernando Mac Dowell, morreu em maio do ano passado, após um infarto.

A aprovação da abertura do pedido de impeachment nesta terça-feira dependia apenas da maioria simples para sua aprovação. Esta é a primeira vez desde a redemocratização do Brasil, a Câmara de Vereadores do Rio aprovou a abertura de um processo de impeachment contra um prefeito.

O pedido de impeachment é de autoria de Fernando Lyra Reys, fiscal da Secretaria de Fazenda. Ele denuncia suposto crime de responsabilidade por conta da renovação de contratos de mobiliários urbanos em dezembro de 2018.

Na quinta-feira da semana passada, um outro pedido de impeachment foi apresentado. No dia seguinte, o pedido foi recusado pelo presidente da Casa, Jorge Felippe (MDB). Na ocasião, o parlamentar afirmou que a denúncia não constituía, em tese, crime de responsabilidade.

Próximos passos do processo
  • Uma comissão processante foi formada após a votação com três vereadores que estavam presentes na sessão. Foram sorteados: Luiz Carlos Ramos Filho (PTN), Paulo Messina (PROS) e Willian Coelho (MDB);
  • O presidente da comissão será o vereador Willian Coelho e o relator será Luiz Carlos Ramos Filho;
  • O vereador Dr. João Ricardo (MDB) pediu para que Messina, licenciado da Casa Civil para voltar à Câmara, se declarasse impedido, mas ele não atendeu o pedido;
  • O prefeito Marcelo Crivella terá 10 dias para apresentar sua defesa, após a publicação da admissibilidade no Diário Oficial;
  • A comissão tem até 90 dias para apresentar um relatório;
  • Assim que foi concluído, o documento será levado ao plenário da Câmara e será votado;
  • Para ser aprovado, o impeachment precisa do voto de dois terços dos vereadores;
  • Se aprovado, o relatório o prefeito é afastado do mandato. Se rejeitado, o pedido de impeachment é arquivado.
  • Até a votação do relatório, Crivella continua no cargo.


Em setembro do ano passado, outro pedido de impeachment chegou a ser levado a plenário, mas foi rejeitado por 28 a 14 votos. Na ocasião, a oposição entrou com o pedido por causa da investigação que o prefeito enfrentava sob a suspeita de ter oferecido facilidades em uma reunião com líderes evangélicos no Palácio da Cidade.

Procurada pelo G1, a prefeitura do Rio ainda não se posicionou sobre o pedido de abertura de investigação contra o prefeito Crivella.

Como foi a votação na Câmara

Por 35 a 14 votos, os vereadores aprovaram a abertura do processo de impeachment; 2 parlamentares deram seus votos nominalmente e não foi computado no painel — Foto: Reprodução/Twitter/@camarario
Por 35 a 14 votos, os vereadores aprovaram a abertura do processo de impeachment; 2 parlamentares deram seus votos nominalmente e não foi computado no painel — Foto: Reprodução/Twitter/@camarario 
Os discursos na Câmara começaram às 14h. A sessão para a votação foi aberta às 16h, com a retomada dos discursos. O pleito, na prática, começou depois das 17h.

Dr Jairinho, líder do governo na Casa, saiu em defesa do prefeito Marcelo Crivella.

"Nesse momento difícil, não é hora de condenações prévias. Numa hora tão difícil é hora de abraço, afago", disse ele. "Crivella precisa terminar seu mandato", concluiu.

Ele foi acompanhado pelo bispo Inaldo Silva, do mesmo partido do prefeito, o PRB.

O parlamentar enumerou obras que, segundo ele, também tiveram os contratos renovados em outras gestões. Segundo a denúncia, houve crime de responsabilidade por conta da renovação de contratos de mobiliários urbanos em dezembro de 2018, que teriam favorecido as empresas OOH Clear Channel e JCDecaux.

A oposição ao prefeito discursou a favor do impedimento.

"Abrir uma investigação 'não é uma condenação prévia'. Demorei oito anos para concordar com o Jairinho: nada disso aqui condena o prefeito. O que precisa acontecer é avaliar tudo aquilo que está escrito na denúncia", disse o vereador Paulo Pinheiro (PSOL).

De acordo com a denúncia, as empresas tinham 20 anos para explorar o serviço e, depois disso, o material passaria a pertencer ao município. Uma emenda, no entanto, foi apresentada pelo Poder Público para renovar a concessão, causando prejuízos aos cofres públicos.


domingo, 31 de março de 2019

Operação com sopradores e sugadores.

Na apresentação do equipamento o que chama a atenção é o uso coordenado dos sopradores portáteis direcionando os resíduos para o ponto de sucção do Trilo T25.

Utilizado pela primeira vez na Cidade do Rio de Janeiro em março de 2013, o soprador portátil nunca foi plenamente utilizado em atividades de rotina como as do vídeo. O equipamento infelizmente está relegado à utilização eventual em grandes eventos, talvez pela ausência de um trabalho consistente de elaboração de procedimentos operacionais padrão. 




Trilo T25
Grande coletor de folhas para serviços de Limpeza Urbana

O depósito de aspiração TRILO T25 é ideal para recolher lixo, folhas e aparas de relva.

O depósito pode ser utilizado independentemente como reboque ou pode ser colocado um caminhão.
A posição da turbina do T25 garante um excelente nível de enchimento do depósito. O ventilador de 6 pás foi reforçado para uma potência de sucção extremamente forte e uma longa vida útil.

Devido à opção de redução de sons de alta qualidade e um ventilador silencioso, o nível de ruído desta máquina atinge apenas o valor máximo de 87 dB(A), (medido do banco do operador), o que o torna ideal para zonas urbanas.

O depósito de água de 500 litros (plástico, sem corrosão) e o depósito de combustível de 125 litros tornam possível a continuidade do trabalho com o mínimo de interrupções. A manutenção diária é facilitada devido à facilidade de alcance dos pontos de acesso.




sábado, 30 de março de 2019

Torcendo para ser fake news!



Cerca de 90% de todo o plástico que chega aos corpos d'água do mundo é carregado por apenas 10 rios: o Yangtze, o Indrus, o Rio Amarelo, o Rio Hai, o Nilo, o Garges, o Rio das Pérolas, o Rio Amur, o Níger. e Mekong (nessa ordem).


sexta-feira, 29 de março de 2019

O fim do mundo chegou...

Parece que o cenário de 2017 de dívidas passadas, pagamentos atrasados por serviços que presta e cortes no orçamento, perdurou até agora quando a   possibilidade concreta "de paralisação dos serviços e da limpeza urbana", mais que nunca assombra a cidade 

Por falta de pagamentos da Prefeitura do Rio, concessionária interrompe transporte de lixo para o Aterro de Seropédica

Concessionária leva em seus veículos 80% do lixo da cidade. Prefeitura terá que usar os próprios caminhões e afirma que está negociando solução.


Por falta de pagamentos da Prefeitura do Rio, a concessionária que opera o Aterro Sanitário de Seropédica vai parar de levar a maior parte do lixo da cidade para o local a partir de segunda-feira (1). Nesta sexta (29), a empresa que opera o aterro anunciou que reduzirá em 80% o transporte de resíduos.



Isso corresponde a 7,2 mil toneladas de lixo por dia que deixam de seguir para o aterro nas carretas da empresa. Segundo a concessionária, a prefeitura teria que levar o lixo em seus próprios caminhões de coleta, que são menores que os normalmente utilizados neste transporte.

A dívida da prefeitura com a empresa que opera o aterro sanitário de Seropédica alcançou o valor mais alto desde o início da administração Crivella: R$ 72.454.049.

O montante equivale a três meses e meio de atraso nos repasses à concessionária.

Em setembro do ano passado, quando a dívida ainda era de sessenta e um milhões de reais, a prefeitura renegociou na justiça o pagamento dos atrasados. A solução foi redividir as parcelas em valores menores, mas nem esse acordo foi cumprido.

No último dia 20, a prefeitura deixou de pagar mais uma parcela mensal de R$ 20 milhões. O item que mais impacta as despesas da empresa é o óleo diesel usado para movimentar mais de cem carretas de lixo. O custo mensal com o combustível é superior a R$ 1,6 milhão.

“Hoje chegou no limite que a gente não tem mais recursos pra manter a operação, e o risco ambiental é muito grande. Não temos recursos mais para colocar óleo diesel nos caminhões, não temos mais recursos para pagar a folha. O acionista já não consegue mais. O prejuizo é muito grande e chegou no limite. Não é que a gente não queira. A gente não consegue porque não tem onde mais de onde vir o recurso”, diz Adriana Felipetto, presidente da Ciclus, que opera o aterro.

Caminhões menores

Na prática, sem o transporte feito por carretas, a prefeitura teria de levar todo o lixo para Seropédica nos caminhões menores que fazem a coleta domiciliar. E isso teria impacto sobre a limpeza da cidade.

“O problema é que a distância é maior e teoricamente se precisaria de uma quantidade maior de caminhões coletores de lixo para levar todo lixo pra Seropédica. Mas essa parte de coleta é uma parte da prefeitura que ela vai ver como ela se organiza pra fazer isso”, acrescentou Adriana.


A falta de recursos compromete também a gestão do próprio Aterro de Seropédica, que produz dois milhões de litros de chorume por dia.

“Esses dois milhões de litros de chorume, se não forem tratados e lançados diretamente em qualquer corpo hídrico, polui. Se a gente não tiver recursos para isso, isso pode gerar uma poluição - contaminação do curso da água, recursos hídricos, Guandu, porque ali é perto da captação de Guandu, que abastece a cidade do Rio de Janeiro”, diz a presidente da empresa.

A Comlurb reconheceu a dívida e afirma que está negociando com a concessionária.

quarta-feira, 27 de março de 2019

Compliance: O estudo de caso da "reunião na Estacio"


Não é recente membros da alta gestão tentar influenciar empregados da Companhia em reuniões supostamente técnicas mas que são abordadas questões políticas, sugerindo qual cenário seria positivo para a Companhia. 

Também acontecia de executivos da Companhia organizar algum evento privado, um churrasco ou feijoada, convidando empregados que exercia alguma influência, e receber a visita de algum político em seu evento.

Ou o próprio candidato organizava um evento aberto para empregados da Companhia para poder expor suas idéias, semelhante à reuniões comunitárias onde moradores são convidados a conhecer o candidato.

O semelhante em todas essas abordagens é que os empregados eram convidados e sua presença era voluntária, e principalmente, o candidato ou o executivo da empresa eram vistos com bons olhos por sua plateia! Parece que isso não foi o que ocorreu na quadra da Estácio de Sá 




Funcionário da Comlurb diz que Crivella distribuiu material de campanha em reunião investigada por CPI

Vereadores apuram uso da máquina pública. TV Globo teve acesso a depoimentos de gerentes e servidores.


Em depoimento na Câmara de Vereadores, um funcionário da Comlurb relatou distribuição de “santinhos” de Marcelo Hodge Crivella Filho, filho do prefeito Marcelo Crivella, em reunião de servidores da companhia convocada pela prefeitura.

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito investiga se houve uso da máquina pública do município para pedir votos na campanha de “Crivellinha”, então candidato a deputado federal.

O Bom Dia Rio teve acesso a depoimentos à CPI de servidores e gerentes da Comlurb que foram convocados ao evento, em setembro do ano passado, na quadra da escola de samba Estácio de Sá. Quase 300 pessoas estavam na plateia.

Marcelo Hodge Crivella — Foto: GloboNews reprodução 

Em sessão da CPI na semana passada, o motorista Roberto Pessoa dos Santos contou que, após a reunião, viu funcionários com material de campanha. “Dentro do ônibus, quando eles retornaram, tinha um monte de panfletinho do filho”, afirmou.

O servidor explicou que muitos largaram os santinhos ali mesmo. “Deixaram dentro do ônibus, e ali eu que tive que dar destino. Tinha mais de 100 panfletinhos do Marcelo Crivella”, disse.

Motoristas da companhia também disseram que no dia da reunião precisaram entrar antes do horário. “Me ligaram para pegar mais cedo, porque a gente tinha que levar para a reunião, porque não tinha outra viatura”, contou Luciano Oliveira da Silva.

Comício em reunião

Na sessão desta terça-feira (26), dez gerentes da Comlurb foram ouvidos pela CPI. Eles disseram que não sabiam que a reunião na quadra da Estácio se tratava de um encontro político.

“O intuito do evento que nos falaram era que iriam falar sobre o 14º, sobre uma série de coisas, que algumas pessoas não tinham ganho e isso seria esclarecido”, falou um. “Se nós entendêssemos que era um evento político, nós não compareceríamos. Até porque nós somos apolíticos”, emendou.

Impeachment

No evento, Crivella pediu “humildemente” votos para o filho, que não se elegeu.

“Eu vim aqui pedir a vocês humildemente. Não é o prefeito que tá pedindo. Nem é o pai do Marcelinho. É o carioca”, discursou o prefeito.

Agora, os superintendentes da Comlurb serão ouvidos pelos vereadores.

“Acho que nós já temos elementos suficientes que podem levar a um pedido de impeachment do prefeito”, afirmou a vereadora Teresa Bergher (PSDB), presidente da CPI.

“Vários candidatos do prefeito estavam lá. Essa CPI vai terminar claramente mostrando que essa reunião é política”, emendou Paulo Pinheiro (PSOL). “Vão ter que ser punidos os responsáveis por tratar o serviço público como se fosse o serviço privado deles”, frisou.

O que dizem os envolvidos

Em nota, a Comlurb afirmou desconhecer haver santinhos dentro do ônibus no fim do evento.

A prefeitura informou que não vai se pronunciar sobre o andamento dos trabalhos da CPI.

terça-feira, 26 de março de 2019

princípios e valores são importantes!

Isso sempre aconteceu e continuará acontecendo em uma organização sem princípios e valores:

  • Os inteligentes acabam divididos em mil lutas internas;
  • Os audaciosos na fila do desemprego;
  • Os íntegros esquecidos em um canto;
  • e os inocentes trabalhando sem perspectiva.