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domingo, 30 de junho de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - junho 2024

PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO NA COMLURB: ESTRATÉGIAS PARA A CONTINUIDADE E EXCELÊNCIA.

O planejamento sucessório é uma prática fundamental para garantir a continuidade e o sucesso de qualquer organização, especialmente em uma entidade pública como a Comlurb. A estabilidade e a eficiência da gestão são cruciais para atender ao interesse público e manter a qualidade dos serviços prestados. Este processo envolve a identificação de potenciais sucessores e o desenvolvimento de suas habilidades, assegurando que a organização continue a funcionar de maneira eficaz mesmo diante da saída inesperada de seus líderes.

Na Comlurb, a identificação de talentos deve considerar não apenas as competências técnicas dos empregados, mas também sua aderência aos valores e princípios da administração pública, como legalidade,impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Este processo deve ser objetivo e transparente, evitando favoritismos e priorizando sempre o interesse público. Após a identificação dos talentos, é necessário investir no desenvolvimento contínuo das lideranças, oferecendo programas decapacitação focados em habilidades de gestão pública, ética, compliance, responsabilidade social e governança corporativa. Esse desenvolvimentodeve ser oferecido a todos, visando a capacitação para o bem comum e o aprimoramento da gestão, independentemente de haver vacância deposições específicas.

A Comlurb enfrenta desafios específicos no planejamento sucessório, como a influência de diferentes grupos de interesse, a pressão política e a necessidade de equilibrar objetivos econômicos e sociais. Há diferenças significativas entre o planejamento sucessório para Diretores e Gerentes em comparação com o planejamento para áreas operacionais eadministrativas. Para Diretores e Gerentes, o planejamento deve focar na identificação de líderes com visão estratégica, capacidade de gestão e habilidades políticas para navegar em um ambiente complexo e dinâmico. A influência de grupos de interesse e a necessidade de uma forte aderência aos princípios da administração pública são considerações cruciais. Já nas áreas operacionais e administrativas, o foco está em identificar edesenvolver talentos com competências técnicas específicas e habilidades de liderança prática. A continuidade dos serviços operacionais é vital para a Comlurb, tornando a preparação de sucessores nessas áreas uma prioridade constante.

Apesar dos desafios, o planejamento sucessório oferece várias oportunidades para a Comlurb. A possibilidade de atrair talentos com experiência diversificada, tanto do setor público quanto do privado, pode enriquecer a organização com novas perspectivas e competências. Desenvolver talentos de forma contínua, independentemente de vacâncias específicas, garante uma base sólida de líderes preparados para assumir responsabilidades quando necessário.

Uma cultura organizacional forte é a base de um planejamento sucessório eficaz. A Comlurb deve promover uma cultura que valorize a meritocracia, a ética e o compromisso com o interesse público. Reconhecer e recompensar o desempenho e o potencial dos empregados fortalece o engajamento e a motivação. Fomentar um ambiente onde os empregados são incentivados a buscar aprimoramento profissional e se preparar para novas responsabilidades é essencial.

Manter um ambiente de transparência e ética é crucial para construir confiança e assegurar que todos os processos de planejamento sucessório sejam justos e imparciais.

Investir na preparação de sucessores é uma estratégia inteligente para garantir a longevidade e o sucesso da Comlurb. Um plano de sucessão bem estruturado transmite confiança às partes interessadas, demonstra compromisso com a boa governança e assegura que a organização está preparada para enfrentar futuros desafios, mantendo a continuidade dos serviços essenciais para a sociedade.

Ao focar na identificação e desenvolvimento contínuo de talentos, a Comlurb fortalece sua capacidade de liderança e garante a eficiência e eficácia de sua gestão, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da comunidade que serve.



Panorama - 0624 (4) by Gustavo Puppi on Scribd



Panorama - 0624 (3) by Gustavo Puppi on Scribd

sábado, 29 de junho de 2024

Papeleiras em Richmond - Reino Unido

 As fotos mostram a coleta de resíduos em Orleans Gardens, Richmond, Reino Unido. O procedimento de coleta de resíduos em parques como este geralmente é parte do serviço de manutenção pública, frequentemente realizado por equipes de manutenção de rodovias e espaços públicos.

Na primeira imagem, vemos duas lixeiras transbordando, o que sugere um uso intenso e possivelmente uma frequência insuficiente de coleta. Isso pode indicar a necessidade de ajustes na programação de coleta ou de um aumento no número de lixeiras para acomodar o volume de resíduos gerado pelos frequentadores do parque.

Na segunda imagem, vemos um veículo de manutenção de rodovias estacionado em uma via do parque, com um funcionário uniformizado esvaziando uma lixeira. Este tipo de serviço é essencial para manter os espaços públicos limpos e bem conservados, proporcionando um ambiente agradável para os visitantes do parque.





sexta-feira, 28 de junho de 2024

Mais exemplos de veículos satélites

Os veículos mostrados nas fotos são exemplos de veículos "satélites" ou "mini caminhões de coleta de lixo", projetados especificamente para a coleta de resíduos em áreas urbanas com vias estreitas ou de difícil acesso. Esses veículos são essenciais para a gestão eficiente de resíduos em centros históricos, ruas estreitas e áreas urbanas densamente povoadas. Eles são menores que os caminhões de lixo tradicionais, permitindo manobras em ruas estreitas e becos onde veículos maiores não conseguem acessar.

Apesar de não possuírem tecnologia de compactação, esses veículos são projetados para coletar e transportar resíduos de forma eficiente. A falta de compactação significa que eles geralmente operam com frequências maiores de coleta ou transferem rapidamente os resíduos coletados para caminhões maiores ou estações de transferência de resíduos. Muitos desses veículos são projetados para serem mais silenciosos e menos poluentes, uma característica importante para operações em áreas residenciais e comerciais.

Esses veículos são utilizados principalmente em centros históricos, bairros residenciais densos, áreas comerciais com trânsito intenso e locais turísticos com restrições de acesso a veículos grandes. Eles operam em rotas e horários definidos para minimizar a interferência com o tráfego e a vida cotidiana dos moradores. Geralmente, operam em horários de menor movimento para evitar congestionamentos. Facilitam a coleta de resíduos em locais onde os caminhões tradicionais não conseguiriam operar eficientemente, contribuindo para uma gestão de resíduos mais eficaz e sustentável.

Por exemplo, a primeira imagem mostra um veículo de coleta em Mônaco, um local conhecido por suas ruas estreitas e infraestrutura densa. A utilização de veículos compactos é essencial para manter a limpeza urbana sem interromper o tráfego ou a vida diária dos moradores. A segunda imagem mostra um veículo semelhante em Split, Croácia, um importante destino turístico com uma área histórica densa. A eficiência e a capacidade de manobra desses veículos são cruciais para a manutenção da limpeza urbana, especialmente durante a alta temporada turística.

Os veículos "satélites" são uma solução eficiente e prática para a coleta de resíduos em áreas urbanas desafiadoras. Sua capacidade de operar em vias estreitas torna-os uma peça fundamental na gestão moderna de resíduos urbanos, contribuindo para cidades mais limpas e sustentáveis.




 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Exemplos de papeleira em Monaco




 

Mônaco - contêineres de resíduos instalados abaixo do nível do solo

Mônaco implementou um sistema inovador de gestão de resíduos subterrâneos, projetado para melhorar a limpeza urbana, a eficiência e a sustentabilidade ambiental. Esses sistemas consistem em contêineres de resíduos instalados abaixo do nível do solo, com apenas as colunas de depósito visíveis acima do solo. Esse design minimiza o impacto visual e reduz problemas de odores e pragas comumente associados a lixeiras tradicionais.

Os benefícios desse sistema são variados. Ele aumenta significativamente a capacidade de coleta de resíduos, reduzindo a frequência das viagens de coleta. Isso resulta em menores emissões de CO2 e custos de transporte reduzidos. Os contêineres subterrâneos também são mais higiênicos, pois minimizam o contato direto com os resíduos e ajudam a conter odores desagradáveis​

O compromisso de Mônaco com o desperdício zero é ainda mais demonstrado por suas políticas rigorosas sobre plásticos de uso único. Desde 2016, o principado vem proibindo progressivamente vários itens de plástico de uso único, com o objetivo de eliminá-los completamente até 2030. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para reduzir o desperdício e promover a sustentabilidade em toda a região​ 
No geral, a abordagem de Mônaco para a gestão de resíduos através de contêineres subterrâneos e medidas regulatórias rigorosas sobre plásticos destaca sua dedicação em manter um ambiente urbano limpo, eficiente e ecologicamente correto​




 

quarta-feira, 26 de junho de 2024

Off Topic - Os bancos Steora

A iniciativa de bancos inteligentes em Split, Croácia, especialmente nas ilhas de Split, representa uma abordagem moderna para o mobiliário urbano que combina praticidade com sustentabilidade. Esses bancos inteligentes, como o modelo Steora desenvolvido pela empresa croata Include, estão equipados com células fotovoltaicas que aproveitam a energia solar. Essa energia é usada para alimentar portas USB para carregar dispositivos móveis, carregadores sem fio, luzes LED noturnas e pontos de acesso Wi-Fi.

Os bancos Steora, projetados pelo jovem inventor Ivan Mrvoš, fazem parte de um esforço mais amplo para integrar tecnologia ecológica em espaços públicos. Esses bancos não apenas oferecem uma solução conveniente de carregamento para o público, mas também contribuem para a redução das emissões de CO2 ao utilizar fontes de energia renováveis. Os bancos inteligentes também estão equipados com vários sensores para monitorar condições ambientais como temperatura, umidade e qualidade do ar, fornecendo dados valiosos para a gestão urbana.

Além dos benefícios funcionais, esses bancos melhoram os espaços públicos ao oferecer um lugar para descansar e se manter conectado, atendendo à crescente necessidade de conectividade nos ambientes urbanos modernos. A implantação desses bancos em várias localidades, incluindo Split, destaca o compromisso da cidade com a inovação e a sustentabilidade



 

Varrição hidráulica em Monaco

Varrição hidráulica sendo realizada em Rpe de la Major em Mônaco.



 

Acondicionamento de resíduos organizado em compounds

A instalação de containers de lixo em compounds apresenta a vantagem de minimizar o impacto visual dos resíduos na paisagem urbana, atendendo às preocupações estéticas da comunidade. Ao ocultar os containers em áreas reservadas, a medida pode contribuir para a aceitação de infraestruturas de coleta e armazenamento de lixo, facilitando a implementação de um sistema de gestão de resíduos mais eficiente e sustentável, sem gerar incômodo ou desvalorização de imóveis próximos.


Exemplo em Cagnes-sur-Mer no Sul de França






 

Acondicionamento de resíduos organizado em compounds

A instalação de containers de lixo em compounds apresenta a vantagem de minimizar o impacto visual dos resíduos na paisagem urbana, atendendo às preocupações estéticas da comunidade. Ao ocultar os containers em áreas reservadas, a medida pode contribuir para a aceitação de infraestruturas de coleta e armazenamento de lixo, facilitando a implementação de um sistema de gestão de resíduos mais eficiente e sustentável, sem gerar incômodo ou desvalorização de imóveis próximos.


Exemplo em Split na Croacia







 

Acondicionamento de resíduos organizado em compounds

A instalação de containers de lixo em compounds apresenta a vantagem de minimizar o impacto visual dos resíduos na paisagem urbana, atendendo às preocupações estéticas da comunidade. Ao ocultar os containers em áreas reservadas, a medida pode contribuir para a aceitação de infraestruturas de coleta e armazenamento de lixo, facilitando a implementação de um sistema de gestão de resíduos mais eficiente e sustentável, sem gerar incômodo ou desvalorização de imóveis próximos.


Exemplo em Monaco-Ville em Monaco



 

Acondicionamento de resíduos organizado em compounds


A instalação de containers de lixo em compounds apresenta a vantagem de minimizar o impacto visual dos resíduos na paisagem urbana, atendendo às preocupações estéticas da comunidade. Ao ocultar os containers em áreas reservadas, a medida pode contribuir para a aceitação de infraestruturas de coleta e armazenamento de lixo, facilitando a implementação de um sistema de gestão de resíduos mais eficiente e sustentável, sem gerar incômodo ou desvalorização de imóveis próximos.


Exemplo em Villefranche-sur-Mer no Sul de França



 

terça-feira, 25 de junho de 2024

Trabalhadora de Varrição em Split - Croacia







 

Off Topic - Praia preparada para uso de pessoas com necessidades especiais e idosos


Um dos trechos da praia de Žnjan em Split, na Croácia, é conhecida por sua acessibilidade para cadeirantes. Ela oferece uma variedade de recursos e comodidades para garantir que todos possam desfrutar do mar e da areia.

Recursos de acessibilidade:

  • Rampas de acesso: Rampas de acesso à praia facilitam a entrada e saída de cadeirantes.
  • Cadeiras anfíbias: Cadeiras anfíbias estão disponíveis para aluguel, permitindo que cadeirantes entrem na água com segurança e conforto.
  • Banheiros adaptados: Banheiros adaptados para cadeirantes garantem que todos tenham acesso a instalações sanitárias adequadas.
  • Estacionamento acessível: Vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiência estão disponíveis perto da praia.

Outras comodidades:

  • Salva-vidas: Salva-vidas estão presentes na praia para garantir a segurança de todos os banhistas.
  • Chuveiros: Chuveiros estão disponíveis para que os banhistas possam se refrescar e remover a areia após um mergulho no mar.
  • Bares e restaurantes: Diversos bares e restaurantes estão localizados perto da praia, oferecendo opções de comida e bebida para todos os gostos.

A praia de Žnjan é um excelente exemplo de como a acessibilidade pode ser incorporada a espaços públicos, permitindo que todos desfrutem da beleza natural da região. Se você está planejando uma viagem para Split e procura uma praia acessível para cadeirantes, Žnjan é uma ótima opção.











 

Equipamentos de varrição em Mônaco

Varredor em logradouro em Monaco

Destaque para o lutocar utilizando armação para fixação de dois tipos de sacos plásticos para coleta diferenciadas. O equipamento possui compartimento rígido provavelmente para guarda de sacos e utensílios.




 

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Reciclagem de roupas em Nice

Na Europa, os pontos de entrega voluntária para reciclagem de roupas são iniciativas comuns em muitos países, visando reduzir o desperdício têxtil e promover a sustentabilidade. Esses pontos podem ser encontrados em diversas localidades, como supermercados, shopping centers, lojas de roupas e áreas residenciais. Eles geralmente consistem em grandes contêineres ou caixas onde as pessoas podem depositar suas roupas usadas, calçados e até mesmo acessórios que não desejam mais.

Esses itens coletados são então encaminhados para triagem, onde são classificados de acordo com seu estado de conservação. Roupas em bom estado são frequentemente doadas para instituições de caridade ou revendidas em brechós, enquanto tecidos danificados podem ser reciclados em novos produtos têxteis, como panos de limpeza ou materiais de isolamento.

Na França, a reciclagem de roupas é uma prática bem estabelecida e promovida por organizações como a Le Relais, que opera centenas de pontos de coleta em todo o país. Em Nice, especificamente, essa iniciativa tem sido bastante significativa. A cidade dispõe de vários pontos de coleta distribuídos estrategicamente para facilitar o acesso dos moradores. Além dos tradicionais contêineres de rua, Nice conta com parcerias entre a prefeitura e ONGs locais que promovem campanhas de conscientização e incentivam a população a participar ativamente do processo de reciclagem.

Os pontos de coleta em Nice são frequentemente encontrados em áreas de alta circulação, como perto de centros comerciais e bairros residenciais. Esses pontos são regularmente esvaziados e o material recolhido é encaminhado para centros de triagem, onde as roupas são separadas para reutilização ou reciclagem. As roupas em boas condições são doadas para instituições de caridade locais, enquanto os tecidos danificados são processados para serem transformados em novos produtos.

A iniciativa em Nice é parte de um esforço maior para criar uma economia circular, onde os resíduos têxteis são minimizados e reaproveitados, contribuindo para um ambiente mais sustentável e uma comunidade mais consciente.




 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Camuflado... laranja?

 


Uniforme Camuflado 

Um uniforme camuflado é uma vestimenta projetada para se misturar ao ambiente, tornando o usuário mais difícil de ser visto. Isso é alcançado através do uso de padrões e cores que imitam o entorno natural, como florestas, desertos ou ambientes urbanos. Os uniformes camuflados são amplamente utilizados por militares para fins táticos, permitindo que soldados se movam furtivamente e evitem a detecção pelo inimigo. Diferentes padrões de camuflagem são desenvolvidos para se adequar a diferentes terrenos e condições de iluminação.

 

Além do uso militar, uniformes camuflados também são populares entre caçadores, observadores de vida selvagem e entusiastas de atividades ao ar livre, que buscam se misturar ao ambiente para observar animais ou evitar serem notados. O princípio básico da camuflagem é quebrar o contorno da forma humana e se misturar aos padrões e cores do ambiente. Isso pode envolver o uso de padrões disruptivos, como manchas, listras ou formas geométricas, que dificultam a identificação da forma humana a distância. Em resumo, um uniforme camuflado é uma ferramenta importante para quem precisa se misturar ao ambiente, seja por razões táticas, de segurança ou recreativas. Ao imitar o entorno natural, ele oferece uma vantagem estratégica e permite que o usuário se mova com mais discrição e evite ser detectado.

Camuflado Laranja

Um uniforme de bombeiro camuflado em laranja, em minha opinião, não teria uma razão prática em termos de camuflagem tradicional. A cor laranja é altamente visível e se destaca na maioria dos ambientes, o que é o oposto do que se busca com a camuflagem.

Considerando que a função primordial de um uniforme de bombeiro é garantir a segurança e visibilidade dos profissionais em serviço, o uso de rajados laranja não se mostra a opção mais adequada. Os rajados laranja, por serem um padrão de camuflagem, podem comprometer a visibilidade dos bombeiros em emergências, especialmente em ambientes com fumaça densa, fogo ou escombros. O padrão de rajados pode dificultar a identificação rápida dos bombeiros por parte de suas equipes e da população que necessita de auxílio.

No entanto, a alta visibilidade do laranja pode ser vantajosa em emergências, pois permite que os bombeiros sejam facilmente localizados em meio à fumaça, fogo ou escombros. A cor laranja também é associada à segurança e alerta, o que pode ajudar a sinalizar a presença de equipes de resgate em áreas de risco.

Para um uniforme de bombeiro, o uso de laranja sólido, sem rajados ou padrões de camuflagem, seria mais eficaz para garantir a visibilidade em emergências. O laranja sólido é uma cor vibrante e facilmente distinguível, mesmo em condições de baixa luminosidade ou fumaça densa. Isso permite que os bombeiros sejam rapidamente identificados por suas equipes e por pessoas que possam precisar de ajuda. Além disso, o uso de faixas reflexivas em um uniforme laranja sólido aumentaria ainda mais a visibilidade, especialmente à noite ou em ambientes com pouca iluminação.

Opinião

Priorizando a segurança e a eficácia do trabalho dos bombeiros, o uso de uniformes com rajados laranja deveria ser descartado em favor de um uniforme laranja sólido, que oferece maior visibilidade e garante a rápida identificação dos profissionais em situações de emergência.

segunda-feira, 10 de junho de 2024

Lixo carioca será convertido em crédito de carbono

Caixa Econômica Federal abre consulta pública para a venda de um milhão de créditos de carbono gerados a partir do tratamento de resíduos residenciais do Rio

Por Fernanda PontesPor Fernanda Pontes


Centro de Tratamento de Resíduo de Seropédica — Foto: Divulgação

O lixo do carioca será convertido em crédito de carbono. A Caixa encerra nesta segunda-feira uma consulta pública de manifestação de interesse para a venda de um milhão de créditos gerados a partir do tratamento de resíduos sólidos urbanos do Rio de Janeiro. A Ciclus Rio, concessionária da Prefeitura do Rio responsável pelo serviço, registrou os créditos no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo da ONU.

Os créditos de carbono são gerados por uma série de beneficiamentos do lixo no Centro de Tratamento de Resíduos (CTR Rio), em Seropédica (RJ), como a transformação do gás gerado pelo resíduos sólidos em biometano e em energia elétrica. A planta tem capacidade para 2,8 MW, o que faz do aterro autossuficiente em energia.

O CTR Rio é responsável pela gestão integrada de 10 mil toneladas de resíduos por dia, dos quais 9 mil são provenientes do Rio. O tratamento evita o lançamento de mais de 1 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera por ano. Além da parceria com a Caixa, Ciclus Rio, do Grupo Simpar, venderá ainda outros 600 mil créditos de carbono em outras plataformas e no mercado.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Comlurb lança primeiro Banco de Alimentos do Rio no EcoParque do Caju

 


A Comlurb inaugurou, na manhã desta quarta-feira (29/5), no EcoParque do Caju, o primeiro Banco de Alimentos da cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi financiado por meio de cooperação técnica com o Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da República Federal da Alemanha, por meio da Engagement Global e seu Centro de Serviços para os Municípios em um Só Mundo. O Banco de Alimentos conta com a parceria do Supermercado Zona Sul, da cidade de Colônia, na Alemanha, e da Secretaria Municipal de Assistência Social, além do apoio do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e Inspeção Agropecuária (Ivisa-Rio), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A rede de supermercados Zona Sul doa o excedente de alimentos (frutas, legumes e verduras) não comercializados em suas lojas por estarem fora dos padrões estéticos, mas em ótimas condições nutricionais de consumo. As cestas com os produtos são distribuídas com o apoio da Secretaria de Assistência Social e atendem famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, começando na região do bairro do Caju, que registra um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade.

– Estão sendo beneficiadas, neste primeiro momento, cerca de 300 famílias por mês, em torno de 4 mil pessoas, com alimentos de alta qualidade nutricional. A distribuição é feita duas vezes por semana, e a quantidade de produtos é de acordo com o número de pessoas na família. Esperamos que o projeto cresça, agregando mais parceiros na doação de alimentos e aumentando cada vez mais o número de atendidos – destacou o presidente da Comlurb, Flávio Lopes.
As cestas com os produtos atendem famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar - Divulgação


A Comlurb ainda inclui nas cestas das famílias produtos da horta orgânica do EcoParque do Caju, cultivada com um composto chamado de Fertilub, produzido a partir do tratamento biológico de restos de podas e resíduos orgânicos, promovido pela primeira Unidade de Biometanização da América Latina, que funciona no ecoparque.

O Banco de Alimentos funciona no antigo refeitório do ecoparque, que foi totalmente reformado para o projeto. Os alimentos chegam ao local e passam por uma seleção de qualidade feita por Agentes de Preparo de Alimentos da Comlurb, que são profissionais responsáveis pela refeição em escolas da rede municipal de ensino, sendo preservados na câmara fria.

A parceria com a rede de supermercados Zona Sul é inédita, mas com o governo de Colônia já é o segundo projeto no EcoParque do Caju. Anteriormente, a Comlurb recebeu em doação da cidade gêmea alemã um equipamento moderno para fragmentação e classificação de resíduos de poda, que atualmente processa mais de 450 toneladas por mês. A biomassa gerada neste tratamento está sendo utilizada como combustível para fornos de cerâmica e como substrato para compostagem.

Panorama de Integridade e Transparência - maio 2024

A disponibilidade profissional no mundo hiperconectado:Equilíbrio entre vida profissional e pessoal

A era da hiperconectividade trouxe mudanças significativas para todas as profissões, incluindo a área de Compliance. Hiperconectividade refere-se ao estado de constante conexão e acesso à comunicação digital e à informação através de dispositivos tecnológicos, como smartphones, tablets e computadores. Essa nova realidade afeta profundamente a disponibilidade para o trabalho e o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos profissionais de Compliance.

Por um lado, a hiperconectividade oferece uma maior flexibilidade. A capacidade de acessar informações e sistemas de qualquer lugar permite que os profissionais trabalhem de forma mais dinâmica e adaptável. Isso pode significar menos deslocamentos e a possibilidade de equilibrar melhor compromissos pessoais e profissionais. Além disso, em situações de crise ou urgência, a hiperconectividade permite respostas imediatas a problemas, minimizando riscos e potencialmente evitando danos maiores à organização. A disponibilidade contínua de informações e ferramentas de trabalho também significa que os profissionais de Compliance podem se manter atualizados e tomar decisões informadas em tempo real.

No entanto, a hiperconectividade também apresenta desafios significativos. A constante disponibilidade pode levar à sensação de que se deve estar sempre "online", aumentando a carga de trabalho e o estresse. Isso pode resultar em esgotamento profissional, afetando a saúde e o bem-estar dos profissionais

A distinção entre tempo de trabalho e tempo pessoal torna-se menos clara e, sem uma separação adequada, os profissionais podem encontrar dificuldade em desconectar, prejudicando o tempo de descanso e recuperação. Além disso, a dependência excessiva de dispositivos tecnológicos pode criar uma expectativa irreal de respostas imediatas e disponibilidade constante, o que pode ser insustentável a longo prazo.

A questão de saber se a jornada de trabalho tradicional ainda existe no mundo hiperconectado é complexa. A hiperconectividade certamente desafiou o conceito tradicional de uma jornada de trabalho fixa. Hoje, o trabalho é frequentemente medido mais pela produtividade e resultados do que pelo tempo gasto no escritório. No entanto, é crucial estabelecer limites claros para evitar a sobrecarga e garantir que os profissionais possam desfrutar de um equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal.

Do ponto de vista da legislação trabalhista brasileira, a hiperconectividade levanta questões importantes sobre o direito à desconexão e a proteção dos limites da jornada de trabalho. A Consolidação das Leis do Trabalho – CLT e a Reforma Trabalhista de 2017 trouxeram algumas adaptações importantes, como a regulamentação do teletrabalho (home office), mesmo que ainda existam lacunas em relação ao controle de horas e ao direito de descanso. No Brasil, a jornada de trabalho é regulamentada, e há previsão de pagamento de horas extras, intervalos para descanso e férias remuneradas. No entanto, a prática do trabalho remoto, potencializada pela hiperconectividade, pode dificultar a aplicação dessas regras, aumentando o risco de jornadas excessivas e a dificuldade de desconexão.

Para empresas e empregadores brasileiros, é essencial estar atentos a essas questões e buscar implementar políticas que respeitem os direitos dos trabalhadores. Isso inclui a criação de políticas de "não incomodar" fora do horário de expediente, desligar notificações de e-mail após um certo horário e promover uma cultura que valorize o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Além do incentivo ao uso consciente da tecnologia, aproveitando seus benefícios sem permitir que ela domine todas as áreas da vida.

 Na área operacional da Comlurb, onde as atividades são contínuas e ininterruptas, a implementação de políticas de equilíbrio entre vida profissional e pessoal requer uma abordagem diferenciada. Definir escalas de trabalho rotativas e justas que garantam que todos os empregados tenham períodos regulares de descanso é essencial. Isso pode incluir turnos de trabalho bem planejados que evitem sobrecarga e a implementação de um sistema de banco de horas para que os profissionais possam compensar horas extras trabalhadas com folgas remuneradas em momentos de menor demanda.

Estabelecer regras claras sobre horários de disponibilidade, definindo períodos em que a equipe deve estar disponível para emergências e outros momentos em que não é esperado que respondam a mensagens ou e-mails, também pode ajudar a controlar a hiperconectividade. Além disso, a utilização de ferramentas de comunicação que permitam a gestão adequada de turnos e a disseminação de informações críticas sem a necessidade de estar constantemente "online" deve ser uma prática crucial para a manutenção da eficiência e do bem-estar da equipe.

 Outra ação significativa pode ser a promoção de programas de bem-estar e apoio psicológico que ajudem os empregados a lidar com o estresse e a manter um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal.

Usar a tecnologia para facilitar o trabalho, como sistemas de gestão de tarefas e comunicação que sejam eficientes, mas que permitam desligar notificações fora do horário de trabalho, é uma medida importante em busca desse equilíbrio essencial para a saúde dos empregados. Por fim, realizar revisões periódicas das políticas de trabalho e obter feedback dos empregados para ajustar práticas que possam estar causando sobrecarga é essencial para um ambiente de trabalho sustentável.

Em conclusão, a hiperconectividade traz tanto oportunidades quanto desafios para os profissionais na Comlurb. Cabe a nós, como líderes, encontrar maneiras de maximizar os benefícios enquanto mitigamos os contras, promovendo um ambiente de trabalho sustentável e equilibrado para todos, mesmo em uma operação contínua e ininterrupta.



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quarta-feira, 1 de maio de 2024

Treinamento de Prompt

Um prompt bem elaborado é fundamental para uma comunicação eficaz com o ChatGPT. Ele serve como uma bússola que direciona o modelo de IA permitindo uma compreensão precisa das expectativas do usuário. 

Uma formulação clara e objetiva do prompt garante respostas acuradas e relevantes, otimizando as interações e contribuindo para decisões mais informadas e eficientes na Diretoria de Compliance.

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Utilizando a Inteligência Artificial para Integridade

No mundo dinâmico da governança corporativa, a Inteligência Artificial - IA emergiu como uma força transformadora, promovendo não apenas inovações em eficiência e capacidade analítica, mas também redefinindo o que significa manter a integridade e transparência dentro das organizações. Na Diretoria de Compliance da Comlurb - DCO, o advento de tecnologias avançadas, como o ChatGPT, representa uma evolução significativa nos processos de monitoramento, análise e execução das políticas de conformidade. 

Este eBook explora a integração da IA nas práticas de compliance da Comlurb, focando no emprego estratégico do ChatGPT para fortalecer a integridade e a transparência. A adoção dessa tecnologia não é apenas uma medida para aumentar a eficiência, mas um passo fundamental para cultivar um ambiente corporativo que valoriza a ética e a responsabilidade em todas as suas operações. 

Aqui, discutiremos como a IA pode ser utilizada para detectar padrões incomuns, oferecer insights preditivos e automatizar as tarefas repetitivas que sobrecarregam os especialistas em compliance, permitindo-lhes concentrar-se em questões mais complexas e de alto valor. Além disso, abordaremos as implicações éticas, os desafios e as oportunidades que acompanham a adoção dessas tecnologias no setor público. 

Com o objetivo de oferecer uma compreensão prática, este material serve como um guia para os profissionais de compliance que buscam implementar soluções de IA de maneira eficaz e ética, assegurando que a tecnologia atue como um aliado na promoção da integridade e da transparência na Comlurb.

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terça-feira, 30 de abril de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - abril 2024

Antifragilidade

 Na Diretoria de Compliance da Comlurb é fundamental compreender a tríade de conceitos que define nossa capacidade de lidar com desafios: resistência, resiliência e antifragilidade. Essas noções são essenciais para manter a integridade e eficácia das nossas atividades em um ambiente dinâmico e desafiador.

Resistência refere-se à capacidade de uma organização de manter suas operações estáveis frente a adversidades, sem sofrer alterações ou danos. É a robustez de manter a forma e a função quando exposta a pressões externas. Resiliência, por outro lado, descreve a habilidade de uma organização de se recuperar rapidamente de desafios, restaurando suas funções originais após um distúrbio. Resiliência é a elasticidade de um sistema que retorna ao seu estado inicial após ser perturbado.

Antifragilidade, um conceito mais complexo e menos intuitivo, foi introduzido pelo pensador contemporâneo Nassim Nicholas Taleb. Diferente de mera robustez ou resiliência, a antifragilidade descreve sistemas que não apenas resistem a choques e estresses, mas também se beneficiam e crescem a partir dessas adversidades. Taleb argumenta que enquanto algumas coisas se desintegram sob estresse, outras se fortalecem e evoluem. A antifragilidade é, portanto, uma propriedade de sistemas que melhoram sua capacidade de funcionamento como resultado de falhas, incertezas e fatores de estresse.

Na Diretoria de Compliance, adotar uma perspectiva antifrágil significa ver cada desafio não apenas como um obstáculo a ser superado, mas como uma oportunidade para inovar e aprimorar nossas práticas. Por exemplo, nosso Procedimento de Apuração de Denúncia - PAD reflete essa mentalidade: ele não só corrige irregularidades, mas usa cada incidente para aprimorar continuamente nossos métodos e abordagens. Isso cria um ciclo virtuoso onde cada desvio se torna um degrau para uma eficácia operacional maior.

Para cultivar a antifragilidade, é crucial fomentar uma cultura organizacional que valorize a transparência, o feedback constante e o aprendizado contínuo. Encorajar a equipe a identificar e comunicar problemas sem temor de represálias é fundamental para transformar erros e falhas em lições valiosas. Além disso, é importante implementar sistemas robustos de monitoramento e revisão que não apenas detectem falhas precocemente, mas também incentivem a experimentação segura e a inovação como respostas a desafios emergentes.

 Adotar tecnologias avançadas e abordagens analíticas para melhor prever e mitigar riscos futuros também pode aumentar nossa antifragilidade. Isso permite não apenas uma resposta rápida a problemas iminentes, mas também a habilidade de antecipar e moldar proativamente o ambiente regulatório e operacional.

Em suma, ao integrar plenamente a antifragilidade em nossas operações, a Diretoria de Compliance não apenas se protege contra impactos adversos, mas se posiciona como uma vanguarda na adaptação e melhoria contínua. Esta abordagem nos permite não apenas sobreviver, mas prosperar em face da volatilidade e das incertezas, convertendo potenciais ameaças em alavancas para a inovação e o crescimento sustentado.




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Panorama Resumido Abril2024 COM LINK by Gustavo Puppi on Scribd



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sábado, 20 de abril de 2024

Lixo nas ruas do Rio: um prejuízo de milhões para todos.Entenda

Apesar dos esforços e da tecnologia empregados — além da insubstituível vassoura —, parte dos detritos ainda fica pelo caminho, em encostas de morros e às margens de rios e lagoas


Lixo acumulado pela cidade. Na foto, a Rua Fernando Guimarães, em Botafoto. — Foto: Márcia Foletto

Eleita recentemente pela revista Time Out a oitava rua mais legal do mundo, a Arnaldo Quintela, em Botafogo, tem um lado “B” nada glamouroso. Nas primeiras horas do dia, depois que os boêmios se recolhem, quem sofre são os pedestres, obrigados a desviar de pilhas de lixo. A situação não é diferente em outros pontos da cidade. Na Urca, funcionários de um bar diante da mureta à beira da baía — ponto disputado por locais e turistas — recorrem ao “jeitinho’’ enquanto os garis não aparecem: em vez de guardar o material descartado até a coleta passar, varrem os detritos e os deixam esparramados ao lado de uma lixeira.

Na avaliação de especialistas, essa relação do carioca com seu lixo se explica por vários fatores, a começar pela falta de educação.

— O brasileiro, não só o carioca, não se preocupa porque acha que já paga para o lixo ser retirado, e que há alguém para fazer isso por ele. Só que não leva em conta que esse tipo de comportamento pode se reverter contra si, se esse lixo obstruir bueiros e contribuir para enchentes e doenças — diz a psicóloga Claudia Melo, especializada em terapia cognitiva e comportamental.

Na Zona Norte, a aposentada Maria Helena dos Santos, que convive diariamente com a sujeira jogada na Rua Marechal Bittencourt, no Riachuelo, onde mora, tem suas queixas:

— O lixo se acumula aqui por culpa da própria população. Eu separo reciclados, mantenho meu lixo em uma cesta no quintal até o dia de o caminhão passar. Mas tem muito morador que se aproveita do horário irregular da coleta para jogar na rua, usando como desculpa a falta de informação.

A conta dessa sujeira é salgada e quem paga é o próprio carioca. Para cuidar da guimba de cigarro na calçada ao entulho largado em via pública, a Comlurb estima gastar por ano R$ 110 milhões, entre equipamentos e salários de garis. Esse dinheiro seria suficiente para manter dez Unidades de Pronto Atendimento (UPA) por ano ou dois grandes hospitais de emergência.

Reforço nos dias de sol

Em dias de sol forte e praias lotadas, a Comlurb recorre a quatro equipamentos manuais adaptados para a areia, que recolhem o lixo deixado por banhistas em locais como Arpoador, Barra e Piscinão de Ramos. No dia a dia, vias de grande circulação, como os calçadões de comércio de bairros (Madureira, Campo Grande, Bangu), a Rua Olegário Maciel, na Barra, e a orla chegam a ser varridas de três a cinco vezes por dia.

Apesar dos esforços e da tecnologia empregados — além da insubstituível vassoura —, parte do lixo ainda fica pelo caminho, em encostas de morros e às margens de rios e lagoas. Levado pela água, esse material pode chegar à Baía de Guanabara. Usadas para evitar esse dano, as 17 ecobarreiras do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) contêm 4.810 toneladas de detritos por mês. A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) estima que pelo menos 90 toneladas deixam de ser recolhidas por dia na cidade.

— Se um local geralmente é mantido limpo, a tendência é que não se deixe lixo ali. E nem sempre quem joga resíduos em qualquer lugar, como encostas e rios, tem consciência dos problemas ao meio ambiente — diz o coordenador de sustentabilidade da entidade, Carlos Rossini.

Em Botafogo, na Rua Fernandes Guimarães, pilhas de sujeira se acumulam em frente ao Espaço de Desenvolvimento Infantil Casa da Criança, onde estudam as filhas, de 3 e 5 anos, da empresária Michele Back, de 36 anos. Ela diz que, no caminho, sempre fica atenta para que nenhum caco de vidro fique preso nas rodas das mochilas das meninas:

— As pessoas colocam o lixo bem cedo, muito antes de o caminhão de coleta passar. A Comlurb deveria orientar os moradores a deixá-lo em um local que não fosse em frente a uma escola.
A diretora do estabelecimento, Maia Barcelos, de 38 anos, conta que o problema já tem três anos, e que pais, professores e alunos fizeram um abaixo-assinado em 2023 pedindo aos moradores que não jogassem lixo. O documento não surtiu efeito.

— A discussão passa pelo conceito do que o espaço público representa para a população. Não há um senso de pertencimento, de que a rua é de todos — observa o antropólogo Maurício Waldman, autor do livro “Lixo: Cenários e desafios”, acrescentando que eventuais atrasos na passagem dos caminhões, ausência de porteiro ou irregularidades na coleta não são justificativas para o despejo indevido.

Vassouras do jornaleiro

Ainda em Botafogo, na Rua Voluntários da Pátria, o jornaleiro Francisco de Paula, de 40 anos, diz que um dos problemas é o horário irregular da passagem dos caminhões de coleta. Sem alternativa, ele acaba bancando o “gari” da vizinhança:

— Todo dia chego uma hora antes de abrir para varrer a rua. Até fralda usada já jogaram aqui — diz Francisco, que guarda quatro vassouras na banca.

Nas comunidades em encostas, a situação chega a ser tão crítica que a Comlurb tem um time de 25 garis alpinistas. Um dos pontos em que a empresa diz atuar é o Morro da Mineira, no Catumbi. Mesmo assim, O GLOBO registrou semana passada um lixão num dos locais mais altos da favela. O problema não poupa áreas mais acessíveis, como a Favela do Metrô, na Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, onde a Comlurb também diz fazer retiradas periódicas. Lá, um terreno baldio é usado como depósito. Os detritos chegam aos trilhos da SuperVia.

— A comunidade tem coleta, mas as pessoas jogam ali. Quando chove, o lixo se espalha pelo chão, e surgem muitos ratos e baratas — conta a merendeira Graziela Almeida, de 33 anos, moradora do Morro da Mangueira, vizinha à do Metrô.

A sujeira nos trilhos perto da Favela do Metrô está longe de ser exceção. Por mês, a concessionária recolhe em toda a rede 1.200m³ de lixo, o que seria suficiente para encher 52 vagões.

O antropólogo Roberto DaMatta afirma que o fenômeno da imundície nas ruas evidencia a necessidade de o país inteiro, e não apenas o Rio, oferecer ensino de melhor qualidade.

— Depois de adulto é difícil alguém mudar os hábitos. A questão de jogar lixo na rua se explica da mesma forma que outras regras de convívio social não respeitadas. É com o lixo, mas pode ser, por exemplo, quando a pessoa conscientemente desrespeita as leis de trânsito — diz.

Reciclagem falha

Outro lado do problema envolve o lixo reciclado, disputado por catadores informais que se antecipam à coleta oficial e, ao separar o material para revenda, muitas vezes abandonam no chão o que não podem aproveitar. Materiais como papelão, latas de alumínio, plástico e vidro só deveriam ser manipulados em instalações da Comlurb, onde catadores de cooperativas credenciadas fazem a triagem final:

— É uma questão social. O último censo da prefeitura sobre população em situação de rua (2023) indicou que, em um universo de 7.242 pessoas, cerca de 40% (2,9 mil) declaram trabalhar como catadores — explicou o coordenador da coleta seletiva da Comlurb, Édson Saint Roman.

Uma iniciativa adotada para tentar reduzir o despejo irregular perdeu força. Quem joga lixo na rua está sujeito a multas que começam em R$ 282,23 e podem passar de R$ 10 mil, conforme o volume. Na teoria. A inadimplência do programa Lixo Zero só aumenta. Em 2013 era de 40%. Em 2023 alcançou 81%













 

domingo, 7 de abril de 2024

Prefeitura inaugura a Fábrica Verde, em Cordovil

Em qualquer projeto a gestão dos stakeholders é fundamental para bons resultados. 

O Projeto da fábrica Verde em nenhum momento considerou que seria necessário interagir com a Gestora do Sistema de Limpeza Urbana da Cidade do Rio de Janeiro, e que é a operadora da coleta seletiva da cidade. 

O Projeto da fábrica Verde não levou em consideração a operação da coleta seletiva da cidade. O modelo adotado pelo Rio de Janeiro não coleta seletivamente têxtil, óleo vegetal, embalagens longa vida, eletrônicos e coco.

A esperança é que a coisa seja entregue para a Iniciativa Privada. Todavia, muito provavél é daqui a algum tempo o stakeholder Gestor do Sistema de Limpeza Urbana da Cidade do Rio de Janeiro seja convocado para ajudar quando a coisa estiver em dificuldades logisticas, assim como aconteceu com o "Recicla Comunidade".

Até um triciclo elétricopara coleta seletiva foi apresentado! Alguém sabe como vai operar? VAi sair de Cordoviu para operar em Santa Cruz, Leblon?






Meio Ambiente Notícias

A Fábrica Verde ocupa uma área de seis mil metros quadrados na Avenida Brasil - Beth Santos/Prefeitura do Rio

O prefeito Eduardo Paes e a secretária municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), Tainá de Paula, acompanhados do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, inauguraram, nesta quarta-feira (03/04), a primeira fase da Fábrica Verde, em Cordovil, na Zona Norte. O equipamento vai promover o aumento da reciclagem de resíduos gerados na cidade, assim como a inclusão social e econômica da população de baixa renda por meio da economia circular.

– É muito bom a gente poder fazer essa estrutura aqui na Avenida Brasil para vocês (catadores). O mais importante é que a Fábrica Verde começa a funcionar com a gestão da Secretaria de Meio Ambiente, mas sempre olhando para uma transição, para que isso aqui seja de vocês. Que o governo faça só um impulsionamento, mas que esse espaço seja sustentável e possa caminhar somente com o esforço de vocês – afirmou o prefeito Eduardo Paes.

O processo seletivo das cooperativas que vão atuar no espaço está sendo realizado e a operação deve começar em até duas semanas. Recém-adquirido pela Prefeitura do Rio, o prédio que será a sede da Fábrica Verde tem aproximadamente 6.000m² e fica localizado na Avenida Brasil. Além da reciclagem de resíduos, abrigará projetos de capacitação para cerca de 1.500 profissionais por ano.

 – Hoje, a gente apresenta a primeira fase de nossa fábrica. É a primeira vez que a gente está garantindo o lucro e o pagamento aos catadores. Eles são capazes e se autogovernam, e vão tirar o lucro a partir dos produtos. Não vão precisar terceirizar e entregar o material para as grandes empresas recicladoras. Todos os produtos da Fábrica Verde vão estar à disposição na plataforma de venda online da Prefeitura e nós vamos vender a produção diretamente  ao consumidor, não vamos distribuir lucro com empresas não preservam o meio ambiente – ressaltou a secretária de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula.

O objetivo é estimular a evolução das atividades e das políticas públicas desenvolvidas em cada espaço voltado para a preservação e a conscientização ambiental.

– Essa experiência aqui da Fábrica Verde enche os olhos e tem que dar certo para ser exportada para o país inteiro. A cadeia produtiva da reciclagem é um trabalho digno como qualquer outro, não pode ser discriminada. Além de tudo, são agentes ambientais porque evitam que uma quantidade de material polua o meio ambiente – disse o ministro Márcio Macêdo.

Qualificação ajuda a ingressar no mercado formal

Os catadores que atuarem do projeto receberão uma bolsa e uma participação pelo material reciclado. Além disso, se participarem das qualificações, também terão condições de buscar oportunidades de acessar o mercado formal. A cooperativa desses trabalhadores recebe como incentivo um direcionamento dos itens recicláveis para a fábrica e apoio logístico para a venda do material.

– Para a gente, esse espaço vai ter um significado muito importante, com a inclusão direta dos catadores e catadoras de material reciclável. Isso valoriza a mão de obra e também vai agregar valor ao nosso trabalho dentro da cadeia produtiva da reciclagem. A gente vai ter um espaço que diminui os custos, porque muitos de nós pagamos aluguel pelo espaço onde são montadas as nossas bases. Tem também outros gastos, como água e luz. Então, quando se tem um parceiro que vai arcar com esses custos, você consegue agregar valor para poder aumentar a renda do catador e da catadora  – disse Claudete Costa, que será a gestora da parte de reciclagem de resíduos da Fábrica Verde.

O espaço também será uma fábrica-escola para gerar produtos finais, com valor agregado. Na medida em que as pessoas forem capacitadas, vão colocar o aprendizado delas nas peças produzidas a partir dos resíduos processados na Fábrica Verde.

A Fábrica Verde é um grande centro não só logístico, mas também para a aplicação dos resíduos em toda a cadeia produtiva da reciclagem. Hoje, a maior parte do trabalho dos catadores consiste na triagem e prensa do material coletado.

A proposta aqui é que o catador consiga, por exemplo, lavar e triturar o plástico, que passa a ter outro valor agregado e, assim, ele vai ganhar mais. Isso é transferência de tecnologia social para que esses catadores consigam agregar mais valor ao produto do seu trabalho – explicou a coordenadora da Fábrica Verde, Lívia Galdino.

Com operação plena, a Fábrica Verde vai desenvolver e gerar produtos nas suas instalações a partir do resíduo coletado. A ideia é que a parte têxtil seja utilizada também para a confecção de roupas, bolsas, estojos que podem servir para algum projeto-piloto em escola do município ou para algum hospital da rede municipal ou posto de saúde.

Outro exemplo é o óleo residencial que será coletado. A ideia é transformá-lo em cosmético. E, futuramente, a previsão é a expansão dessa planta do óleo para geração de biodiesel.

Do material coletado, o alumínio tem maior índice de reciclagem. Noventa e oito por cento do alumínio descartado hoje no Brasil são reciclados e voltam para novas latinhas. Há um volume muito grande, também, de papel, que após reciclagem serve para fazer papel e papelão reciclados.



A Fábrica Verde terá capacidade de produzir:

Triagem de recicláveis

300 toneladas de material reciclado por mês, estreitamento da cadeia de reciclagem direto para a indústria e criação de 32 postos de empregos diretos

Têxtil

Produção de nove mil cobertores e quatro mil peças de vestuário por mês, com a geração de 42 postos de emprego e faturamento de R$ 204 mil por mês.

Óleo vegetal

Produção de dois mil quilos de sabão e sabonetes por mês, com a geração de 12 postos de emprego e faturamento de R$ 15 mil/mês. Evitando a contaminação de aproximadamente 150 milhões de litros de água.

Placas de embalagem longa vida

Produção de seis mil telhas ecológicas por mês, com a geração de 12 postos de emprego e faturamento de R$ 480 mil por mês.

Eletrônicos

Recondicionamento de 50 computadores por mês, com a geração de 20 postos de emprego e faturamento de R$ 80 mil por mês.

Coco

Processamento de 80 mil quilos por mês, produção de 50 mil quilos de fibra e pallets para combustível verde, com a geração de 12 postos de emprego e faturamento de R$ 80 mil/mês.