presidente da Comlurb, Rubens Teixeira Foto: reprodução de vídeo / Agência O Globo
A volta do feriadão pode ter um sabor doce ou amargo para os trabalhadores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana, a Comlurb.
No Diário Oficial desta terça-feira (21), foram publicadas mais de 130 trocas, entre dispensas e designações — todas de empregos de confiança.
Entre o pessoal que perdeu ou ganhou emprego, ou simplesmente mudou de função dentro da estatal, estão coordenadores, diretores, assessores e até técnicos de informática.
Como ele foi candidato a vereador em 2016, seria atingido em cheio pela lei, que cria uma quarentena para políticos e pessoas diretamente envolvidas em campanhas eleitorais, impedindo sua nomeação para altos cargos nas empresas e autarquias municipais.
A lei ainda não foi aprovada pelo prefeito Marcelo Crivella (PRB), mas o alcaide vai se ver em situação complicada para vetar o texto: o projeto do vereador Junior da Lucinha (PMDB) copia tintim por tintim a lei federal das estatais, a 13.303/2016.
Teixeira passou para a berlinda depois de proibir os superintendentes regionais de atender a pedidos dos vereadores, dizendo que todas as reclamações teriam que ser encaminhadas pela ouvidoria.
O presidente da Comlurb, Rubens Teixeira Foto: Reprodução / Facebook
O novo presidente da Comlurb, Rubens Teixeira, jogou no lixo a promessa de campanha do prefeito Marcelo Crivella (PRB) de valorizar funcionários de carreira da companhia.
Só na última terça-feira (21), foram publicadas, no Diário Oficial, mais de 130 mudanças.
Todas tratavam de exonerações — e, claro, de nomeações.
Eclético
Na lista dos nomeados em cargos de confiança, estão um diácono da Igreja Batista e cinco pastores de diferentes denominações evangélicas.
Além disso, há quatro ex-candidatos derrotados (um deles perdeu a eleição, pelo partido do prefeito, numa cidade de Goiás!), um filiado ao PRB e dois ex-assessores parlamentares de Crivella e de seu sucessor no Senado, Eduardo Lopes.
Há também fiéis e generosos doadores de campanha.
Quais os atributos?
A lista dos nomeados em cargos de confiança da Comlurb chamou a atenção da equipe do vereador David Miranda, do PSOL.
Ele protocolou um requerimento de informações, pedindo à presidência da companhia que explique os critérios usados na escolha dos novos designados.
Afinal, eles devem ser mesmo bons, para desbancar servidores que conhecem a companhia de limpeza há muitos anos.
Miranda também quer saber qual a remuneração da turma.
Muita gratidão
Três recém-nomeados na Comlurb contribuíram financeiramente para Rubens Teixeira disputar uma cadeira na Câmara de Vereadores do Rio, nas eleições do ano passado.
O esforço foi bem-vindo, mas o moço não se elegeu.
Dizem as péssimas línguas da política, no entanto, que sempre é bom olhar com muito carinho para o passado — quando se pensa no futuro...
Semente
Um outro deu um gordo cheque — de R$ 30 mil!!! — para a malfadada campanha de Marcelo Crivella (PRB) ao governo do estado em 2014.
Aliás, este deve ter empobrecido recentemente.
Foi agora nomeado assistente técnico de informática na Comlurb — um posto de nível médio, modesto, se comparado à condição financeira esperada de um doador tão generoso três anos atrás.
Seguidores
Há também os amigos de carreira: cinco agraciados trabalharam com Teixeira na Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma)
Em 2011 fruto de uma Operação Urbana Consorciada (OUC) para a revitalização urbana da Região Portuária do Rio de Janeiro, iniciava a concessão de serviços públicos conhecida por "Porto Maravilha".
Aberto o processo de escolha da empresa que realizaria a Limpeza Urbana da Concessionária Porto Novo, a Comlurb, que até então era a era responsável pela limpeza urbana da região, apresentou a melhor proposta e foi contratada para continuar seus serviços.
A diferença entre a Comlurb pré concessão e pós concessão estava em que a operação seria avaliada e remunerada não mais pela Prefeitura, e sim pelo novo cliente a empresa Porto Novo. Também os uniformes e programação visual das viaturas deixaram o laranja e passaram a ser azuis, a "Comlurb Azul".
Em 2016 e 2017, aconteceram dificuldades com a Porto Novo e, apesar de atrasos nos pagamentos pela prestação do serviço a Comlurb Azul continuou suas atividades.
Coleta Domiciliar da Comlurb prestando serviço para a Porto Novo
Varrição da Comlurb prestando serviço para a Porto Novo
Em Julho de 2017 veio a notícia que a Prefeitura iria assumir os serviços que estavam sob concessão para a Porto Novo. Para a Comlurb, isso significou deixar o azul e voltar para o laranja, comemorada com um certo orgulho de ter toda a cidade novamente com o "exército laranja".
Em novembro, aparentemente com todo o imbróglio da concessão resolvido, a Comlurb foi retirada da região portuária. Não há mais Comlurb Azul ou Comlurb laranja! O que existe agora é uma outra empresa de limpeza urbana prestando serviços na cidade do Rio de Janeiro.
Para quem tem receio de terceirização ou privatização da Comlurb, isso é pior, é a cessão de espaço, perda de market share que agora não é mais 100%.
RIO - A Câmara Municipal do Rio aprovou nesta quinta-feira um projeto de lei de Júnior da Lucinha (PSDB) que regulamenta nomeações para cargos de comando de empresas públicas da prefeitura. O projeto, que passou por aclamação (sem votação nominal), tem um objetivo imediato: afastar Rubens Teixeira da presidência da Comlurb. Vereadores o acusam de usar politicamente a companhia de limpeza, contratando funcionários sem qualificação, como Leonilson de Oliveira Vargas. Ele assumiu o cargo de assessor da Comlurb apesar de ter sido demitido por justa causa da Transpetro, subsidiária da Petrobras, por suposta de fraude.
Um dos artigos do projeto aprovado pela Câmara — que, agora, será avaliado pelo prefeito Marcelo Crivella — proíbe que o comando de empresas municipais seja entregue a pessoas que disputaram eleições nos últimos 36 meses. No ano passado, Teixeira foi candidato a vereador pelo PMN, mas não se elegeu.
O projeto de Júnior da Lucinha reproduz trechos da Lei Federal 13.303, que dispõe sobre o estatuto jurídico de empresas estatais da União, dos estados e dos municípios. A lei está em vigor desde junho de 2016 e um de seus artigos proíbe que ex-candidatos ocupem cargos de direção no poder público nos 36 meses seguintes a uma eleição.
Inicialmente, não havia previsão de inclusão da proposta na pauta da Câmara, ontem. No entanto, vereadores se irritaram com Teixeira durante uma audiência pública realizada pela manhã, na qual foi debatido o orçamento da Comlurb para o ano que vem. Ele discutiu com vereadores, sustentando que não havia ilegalidade em sua nomeação. Teixeira disse que tem formação acadêmica para exercer o cargo. Além disso, afirmou que a maioria de seus indicados para a companhia tem doutorado.
No fim da tarde de ontem, Teixeira admitiu, em nota, que pode deixar a presidência da Comlurb, cargo que assumiu há pouco mais de um mês, caso a lei seja sancionada pelo prefeito Marcelo Crivella. A crise acontece num momento em que Crivella faz uma viagem oficial à China.
— A Câmara de Vereadores aprovou uma lei para tratar especificamente do meu caso. A lei tem como finalidade específica me tirar da presidência da Comlurb. Os vereadores podem propor as leis que quiserem. Esse é o modelo de democracia do Brasil. A democracia é dinâmica. O povo e a história nos julgarão — disse Teixeira após a votação.
Entre os que se mobilizaram para aprovar o projeto estava Dr. Jairinho (PMDB), que criticou o presidente da Comlurb:
— O que Rubens Teixeira está fazendo na Comlurb é inadmissível. Essa é uma companhia historicamente conhecida pela eficiência na gestão. Em várias diretorias, servidores de carreira que conhecem a realidade do setor estão sendo trocados por políticos.
Por sua vez, Thiago K. Ribeiro (PMDB) disse que, caso o projeto seja vetado por Crivella, os vereadores vão entrar com ações na Justiça com base na Lei 13.303. Ele lembrou que, nos últimos meses, a Justiça do Rio concedeu liminares que resultaram no afastamento de pessoas nomeadas por Crivella para conselhos e diretorias de empresas.
O presidente da Comlurb, Rubens Teixeira - Fabiano Rocha / Agência O Globo
RIO - A exemplo da Operação Lava-Jato, o Ministério Público (MP) do Estado do Rio terá uma força-tarefa para investigar supostas fraudes praticadas nos contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras, durante a gestão de Rubens Teixeira à frente da Diretoria Financeira e Administrativa da estatal. Ele trabalhou na empresa de 2008 a 2015. Atualmente, existem seis inquéritos instaurados — cinco deles na Procuradoria da Tutela Coletiva e um no Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) do MP — para apurar denúncias de irregularidades no período. O objetivo dos promotores responsáveis pela apuração dos casos é juntá-los numa única investigação.
Como O GLOBO mostrou nesta quinta-feira, Rubens Teixeira, hoje presidente da Comlurb, nomeado pelo prefeito Marcello Crivella (PRB), levou para a empresa o ex-funcionário da Transpetro Lenilson de Oliveira Vargas, demitido da subsidiária da Petrobras por justa causa em janeiro deste ano, por uma contratação irregular. Mesmo sem ter sido nomeado oficialmente na companhia municipal de limpeza, Lenilson, desde outubro, atua como assessor especial de Rubens Teixeira em sala contígua ao gabinete da presidência da Comlurb.
Os cinco inquéritos em andamento na Tutela Coletiva foram abertos este ano com base no resultado de comissões internas das Transpetro que investigaram Rubens Teixeira, Lenilson Vargas e pelo menos sete funcionários da área financeira da estatal, durante a gestão do presidente Sergio Machado. Uma das comissões, que constatou fraude na contratação da empresa de consultoria em recursos humanos Gênesis, resultou na demissão de Lenilson, então gerente geral da unidade, por justa causa.
CONSULTORIA SOB SUSPEITA
O ex-gerente foi punido porque, para justificar a contratação da Genesis por R$ 1,5 milhão, alegou notória especialização. Porém, a comissão interna descobriu que a consultoria foi criada em maio de 2009, três meses antes do contrato com a estatal, e tinha como sócia Izabel Cristina Machado, profissional que ganhara a condição de “notória especialização” apenas porque, como pessoa física, havia feito um trabalho de apenas cinco meses para a própria a Transpetro. Izabel Cristina e Rubens Teixeira já foram colegas no Banco Central.
Um outro inquérito investiga a hipótese de vazamento de informações no processo de escolha de uma empresa de segurança para os terminais e estações da Transpetro, um contrato de R$ 20,2 milhões vencido pela Vise. A Procuradoria da Tutela Coletiva também investiga, em mais três inquéritos, o uso irregular de carros de serviço por Rubens Teixeira e indícios de favorecimento nos contratos da estatal com as empresas Rondave (valor de R$ 13,36 milhões) e CWV (R$ 3,6 milhões). Quando forem concluídos, os inquéritos deverão subsidiar o oferecimento de denúncia por improbidade administrativa contra os gestores.
Um sexto inquérito, mais amplo, corre no Gaecc, unidade do Ministério Público estadual especializada ma investigação de agentes públicos envolvidos em atos ilícitos relacionados a licitações, lavagem ou ocultação de bens e valores.
Lenilson foi comunicado de sua demissão em 13 de janeiro, em notificação encaminhada pela Gerência de Recursos Humanos da Transpetro. Dois dias antes, o prefeito Crivella havia encaminhado um ofício à subsidiária da Petrobras, requisitando o servidor para exercer cargo em comissão na Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente do Rio, na ocasião comandada pelo mesmo Rubens Teixeira. Em resposta, a empresa informou a Crivella que não poderia cedê-lo “uma vez que não existe mais vínculo trabalhista com o Sr. Lenilson”.
No ofício em resposta ao pedido de Crivella para a cessão de Lenilson, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que os resultados das investigações contra o ex-funcionário tinham sido encaminhadas para o Ministério Público Federal. “A rescisão do contrato de trabalho foi efetivada em decorrência de robustas apurações”, explicou Parente.
Nesta segunda-feira, em entrevista ao “RJ TV", da Rede Globo, Rubens Teixeira afirmou que Lenilson é uma pessoa de sua inteira confiança e um assessor muito competente:
— Lenilson é um funcionário idôneo, que vai provar sua inocência na Justiça. Tenho certeza disso. Se alguém quiser cobrar, que cobre de mim.
À direita, o presidente da Comlurb, Rubens Teixeira Foto: Reprodução / Facebook
Que o ex-secretário de Conservação e atual presidente da Comlurb, Rubens Teixeira, não tem lá muitos amigos no Palácio Pedro Ernesto, já é fato notório.
Mas o cabo de guerra entre o moço e os vereadores do Rio ficará ainda mais tenso nesta quinta-feira (9).
O vereador Junior da Lucinha (PMDB) pediu urgência na votação do projeto 489/2017, que aplica no município as normas federais para a nomeação de cargos importantes nas estatais. E 40 nobres assinaram o pedido.
Entre as regras que o vereador quer fazer valer no Rio, está a que proíbe a nomeação de "pessoa que atuou, nos últimos trinta e seis meses, como participante de estrutura decisória de partido político ou em trabalho vinculado a organização, estruturação e realização de campanha eleitoral".
E como Rubens Teixeira se candidatou, no ano passado, a uma vaga no Pedro Ernesto pelo PMN, a lei, caso seja aprovada e sancionada, vai atingi-lo em cheio.
“No meu entendimento a Lei federal 13.303/2016 esta sendo desrespeitada pela prefeitura e com a aprovação da lei municipal, a cidade ficará protegida da politização de empresas públicas, que não podem se transformar em trampolim para campanhas eleitorais, e sim devem servir a população de maneira eficiente”, disse o autor do projeto.
Teixeira passou para a berlinda depois de ter provocado a onça com vara curta, ao proibir os superintendentes regionais de atender a pedidos de políticos, dizendo que todas as reclamações teriam que ser encaminhadas pela ouvidoria.
E, para piorar, ele ainda nomeou, como seu assessor, o ex-petroleiro Lenilson de Oliveira Vargas - demitido da Transpetro por justa causa, depois de uma comissão interna constatar seu envolvimento em fraude na contratação de uma empresa de consultoria, na esteira do escândalo da Lava-Jato.
No centro, o presidente da Comlurb, Rubens Teixeira Foto: Reprodução / Facebook
Os vereadores não precisaram nem pestanejar para aprovar, em duas discussões, o projeto que pode obrigar o prefeito Marcelo Crivella (PRB) a exonerar Rubens Teixeira da presidência da Comlurb.
Assim como não pensaram duas vezes em aprovar o requerimento para que o PL 489/2017, que aplica novas regras na nomeação de presidentes, diretores e conselheiros de empresas municipais, tramitasse em regime de urgência.
Sem contar que não houve vivalma a pedir verificação de quórum, fazendo com que o projeto fosse aprovado rapidinho.
O líder do governo, Paulo Messina (PROS), até foi ao microfone dizer que não era o momento certo para a votação, mas não convenceu os colegas. No fim das contas, apenas ele e Inaldo Silva (PRB) consignaram o voto contrário.
Agora, o texto segue para a sanção do prefeito.
O projeto atinge diretamente Rubens Teixeira porque, nas eleições passadas, o moço se candidatou a uma vaga ao Palácio Pedro Ernesto.
E, se tudo for sancionado do jeitinho que foi escrito, ninguém envolvido com uma eleição nos últimos três anos poderá ser nomeado.
Resta saber o que Crivella, ao voltar da China, vai fazer com o presente de grego.
RIO - Desde outubro, o ex-petroleiro Lenilson de Oliveira Vargas dá expediente na sala contígua ao gabinete do presidente da Comlurb, Rubens Teixeira. Sua mesa tem uma pilha de processos da companhia, terceiro maior orçamento da prefeitura de Marcelo Crivella, o que lhe garante o status de braço direito de Rubens. Lenilson era funcionário da Transpetro, mas acabou sendo demitido da subsidiária da Petrobras no início do ano por justa causa, após uma comissão interna constatar seu envolvimento em uma fraude na contratação de uma empresa de consultoria, na esteira do escândalo da Lava-Jato.
Lenilson foi comunicado de sua demissão em 13 de janeiro, em notificação encaminhada pela Gerência de Recursos Humanos da Transpetro. Dois dias antes, Crivella havia encaminhado um ofício à empresa, requisitando o servidor para exercer cargo em comissão na Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente do Rio, na ocasião comandada pelo mesmo Rubens Teixeira. Em resposta, a Transpetro informou a Crivella que não poderia cedê-lo “uma vez que não existe mais vínculo trabalhista com o Sr. Lenilson”.
Na Transpetro, o técnico de operação Lenilson trabalhava no gabinete do mesmo Rubens Teixeira, então diretor financeiro da subsidiária da Petrobras, indicado por Crivella. Nessa condição, aprovou a contratação sem licitação e o pagamento de cerca de R$ 1,5 milhão à Gênesis Consultoria para prestar serviços de “consultoria especializada” em gestão de recursos humanos. Na época, a Transpetro era presidida por Sergio Machado, que mais tarde se tornaria delator da Lava-Jato.
A comissão interna criada para investigar o caso em 2015, por solicitação da Controladoria Geral da União (CGU), concluiu que Lenilson não comprovara a notória especialização nem a singularidade dos serviços da Gênesis, para dispensá-la de licitação. A consultoria, criada em maio de 2009, três meses antes do contrato com a estatal, tinha como sócia Izabel Cristina Machado e ganhara a condição de “notória especialização” porque a proprietária, como pessoa física, havia feito um trabalho de cinco meses para a própria a Transpetro. Izabel Cristina e Rubens foram colegas no Banco Central.
PETROBRAS DIZ TER PROVAS ROBUSTAS
Além do caso Gênesis, Lenilson respondeu a uma outra comissão interna por contratar as empresas Vise, Rondave e CWN sem que elas atendessem aos requisitos mínimos exigidos pela Transpetro. “Esses processos continham não-conformidades graves na definição das empresas convidadas”, concluiu a comissão, conforme descrito na notificação de justa causa. Uma delas, a CWN (aluguel de carros), foi contratada no mês passado para prestar serviços para a Secretaria municipal de Ordem Pública.
No ofício em resposta ao pedido de Crivella para a cessão de Lenilson, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que os resultados das investigações contra o ex-funcionário tinham sido encaminhadas ao Ministério Público Federal. “A rescisão do contrato de trabalho foi efetivada em decorrência de robustas apurações”, explicou Parente. Ele garantiu que a apuração das denúncias se desenvolveu “no estrito cumprimento dos procedimentos internos da companhia e observaram integralmente os princípios éticos do Sistema Petrobras”.
Rubens Teixeira disse que não vê impedimento na contratação de Lenilson pela Comlurb, apesar da demissão por justa causa. O presidente da companhia, que é pastor evangélico, não esperou pela formalização do contrato como assessor especial, ainda não publicada no Diário Oficial, e já encarregou o ex-funcionário da Transpetro de ocupar uma sala ao lado de seu gabinete.
Lenilson disse que, tão logo foi comunicado da justa causa, notificou extrajudicialmente o presidente da Petrobras, cobrando “para qual repartição do Ministério Público Federal foram entregues as supostas provas robustas”. Ele disse ser inocente e avisou que pretende se apresentar para prestar “colaboração não premiada, em homenagem ao interesse público e ao povo brasileiro”.
Rubens Teixeira garante que, nos sete anos de sua passagem pela diretoria financeira da Transpetro, não teve “qualquer envolvimento em toda essa destruição que assolou o maior sistema empresarial do Brasil”. Ele disse que, em sua gestão, conseguiu uma economia para a estatal em torno de 39% dos gastos com contratações de empresas.
O vereador David Miranda (PSOL) enviou ofício à prefeitura, cobrando explicações sobre o caso:
— O prefeito tem que explicar por que pediu diretamente à presidência da Petrobras a cessão de um funcionário demitido por justa causa. Lenilson era subordinado direto do Rubens Teixeira na Transpetro. Era de domínio tanto de Crivella quanto de Rubens Teixeira que ele havia sido demitido por justa causa. É uma história nebulosa demais. A resposta do Rubens Teixeira foi que “deposita total confiança no senhor Lenilson”. No histórico dos dois, Rubens e Lenilson, paira a suspeição sobre contratos milionários. Tal situação é inaceitável. A população do Rio não aguenta mais esquemas de corrupção e movimentações escusas.
O Brasil descarta anualmente pelo menos 450 mil toneladas de pneus, o equivalente a cerca de 90 milhões de unidades. Quando o descarte é feito de forma errada (em lixões, depósitos, quintais de casas e outros lugares improvisados, como beiras de rios e matas), os pneus se tornam grave problema ambiental.
Eles demoram, em média, 600 anos para se decomporem na natureza e podem, inclusive, se tornar criadouros do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, da Zika e da Chikungunya. Sem falar que eles são altamente poluentes. Quando queimado, o pneu libera monóxido de carbono e dióxido de enxofre.
No entanto, uma solução simples, mas eficiente, pode mudar completamente essa realidade: transformar a borracha dos pneus em asfalto. O reaproveitamento de pneus inservíveis (ou seja, aqueles que a vida útil chegou ao fim) pode trazer economia e resolver um enorme passivo ambiental.
Conhecido como asfalto borracha, a tecnologia já existe no Estados Unidos, na Europa e em Portugal desde 1960, mas por conta de problemas com patentes só começou a ser visto aqui no Brasil em 2001.
Mas como isso funciona?
A logística reversa, ou seja, o recolhimento de pneus inservíveis e a destinação correta fica a cargo da Reciclanip – entidade que reúne os maiores fabricantes de pneumáticos do Brasil. A prática da logística reversa é obrigatória em razão da Resolução CONAMA Nº 416/2009. Por isso, é importante que os proprietários sempre deixem os pneus velhos em pontos que recebam esse tipo de material, como lojas especializadas.
Os pneus inservíveis são coletados e levados para as empresas de reciclagem. Seleciona-se o material nobre do pneu para produção do asfalto-borracha. Desse material, saem os polímeros. O que sobra é utilizado para alimentar os fornos. Os polímeros são transformados em pó de borracha que é adicionado a mistura com o asfalto comum, para fabricação do asfalto borracha.
Para a produção de cada quilômetro do asfalto ecológico são necessários 600 pneus, com um custo 30% maior. Mas os benefícios são maiores! Melhoria das propriedades do asfalto comum, aumentando a durabilidade do pavimento em até 40%. Além da resistência e diminuição de custos de manutenção, a adição da borracha aumenta a aderência, o que ajuda a evitar derrapagens e reduz o spray causado pelos pneus em dias de chuva, garantindo estradas mais seguras.
Ingrid Muniz, funcionária da Comlurb há 10 anos, vem usando arte sustentável para embelezar as ruas do Rio Comprido e foi destaque no jornal O Globo Tijuca e no Informativo do Bairro. Formada em biblioteconomia pela UNIRIO, ela vê a arte como um meio de reeducar e conscientizar a população quanto aos riscos que o lixo na rua traz à saúde.
No final de 2016, quando acontecia a "corrida presidencial" para a presidencia da Companhia, um grupo de empregados notáveia divulgou um manifesto contendo 15 pontos estratégicos para a nova gestão, fosse ela qual fosse.
Os pontos eram, são e serão pertinentes na Companhia e muito fou usado no Projeto "Comlurb Viva". Todavia, seu texto em alguns momentos destilava rancor, saudosismo algum revanchismo motivo pelo qual decidi escrever uma análise dos 15 pontos ponderando um a um.
Os 15 pontos são tão estratégicos que merecem sempre uma visita
De tantos conselhos que podemos oferecer para aqueles profissionais que aspiram progredir na carreira com a real vontade de fazer o bem para sua instituição, o que considero mais eficaz é:
Atue o melhor possivel no seu nível atual e construa modelos de como atuaria um nível acima.
Com este pensamento o gari deve ter um excelente desempenho enquanto imagina o que faria e como faria caso fosse encarregado. Da mesma forma, o encarregado deve ter excelente desempenho enquanto imagina o que faria e como faria caso fosse gerente. Daí por diante, o gerente imaginando ser diretor, o diretor imaginando ser presidente...
Sempre agi desta forma.
O projeto de uma começou a ser destilado em 2014 quando fui designado diretor e, como minha premissa, busquei ser um diretor de excelente desempenho sempre imaginando o que faria e como faria caso fosse presidente da companhia.
Empossado presidente em 2017 o plano de trabalho estava pronto!
O coordenador do programa de Coleta Seletiva, Fabiano Araújo, concedeu entrevista com informações importantes para o engajamento da população! Vamos disseminar esta ideia. Parabéns aos envolvidos!
Apesar das conjuntura política econômica prejudicarem diariamente a realização do projeto "Comlurb Viva" existia uma premissa de que continuaríamos remando intensamente! Não havia chance de pedir para sair pois havia um compromisso com cada um dos colegas de trabalho da NOSSA COMLURB. Apesar da exoneração não ter sido uma surpresa, a publicação de uma exoneração "a pedido" foi um constrangimento rapidamente corrigido dias depois.
Tal qual filmes de ficção científica, quando assumi a Presidência da Comlurb fui materializado em um universo paralelo onde é comum o fenômeno do apadrinhamento e o valor das pessoas é medido considerando suas as relações políticas.
Em um universo sem meio termo não é possível interagir com todos na construção de um projeto de desenvolvimento ou inovação. A coisa é binária: "é meu ou é dele". Não há como acontecer algo tipo: "nem meu, nem dele, mas nosso, na busca de melhores resultados para todos".
Com muitos padrinhos conflitantes perde-se a oportunidade de seguir em frente com o que acreditamos.
O secretário de Conservação e Meio Ambiente do Rio, Rubens Teixeira, anunciou o nome do novo presidente da Comlurb: Gustavo Puppi.
Puppi é funcionário de carreira (está na companhia desde 1995) e foi indicado para a presidência da maior organização de limpeza pública da América Latina pelo deputado tucano Carlos Roberto Osorio.
O anúncio mandou para o lixo a participação do PMDB na gestão de Marcelo Crivella (PRB)
O novo presidente da Comlurb, empresa municipal do Rio que movimenta R$ 1,7 bilhão por ano, deve ser Gustavo Puppi, atual diretor. É uma indicação da vereadora Rosa Fernandes, de uma família de políticos de grande influência na Zona Norte.
Se farinha pouca já dá briga, imagine quando não tem nem um bocadinho para a farofa!
A bancada do PMDB na Câmara do Rio se reuniu, nesta terça-feira (03), num clima para lá de bélico.
Os dez vereadores descobriram, nos últimos dias, que não conseguiram emplacar um só secretário ou presidente de fundação ou autarquia no governo Marcelo Crivella (PRB).
Para piorar, Gustavo Puppi, amigo do presidente da Casa, Jorge Felippe (PMDB) — e o homem que ele gostaria de ver à frente da Comlurb — acabou nomeado na presidência da companhia por indicação do... tucano Carlos Osorio!
A coincidência fez a turma desconfiar de um acordo só entre Felippe, Osorio e Crivella.
Concessionária Porto Novo, responsável pela Operação Urbana Consorciada Porto Maravilha instalou Área de Especial Interesse Urbanístico (Aeiu) da Região do Porto do Rio uma rede de contêineres subterrâneos para acondicionamento de resíduos urbanos modelo sotkon.
Ao estudar a viabilidade da utilização de containeres enterrados em áreas fora do Porto do Rio, em especial áreas turísticas e calçadas das principais praias, surgiu a necessidade de projetar um novo tubo de acesso capaz de receber sacos de varrição utilizados nos lutocares.
Decidiu-se que a Fábrica Aleixo Gary faria o projeto, não somente do novo tubo, mas de um conjunto completo de container subterrâneo para entender a complexidade do sistema e avaliar o custo do equipamento no mercado. Quem sabe não seria vantajoso fabricar o equipamento na Fábrica Aleixo Gary?
O protótipo foi instalado no Aterro do Flamengo para uma operação teste.
Tubo de acesso capaz de receber resíduos de um contêiner plástico de 240 litros usado nos lutocares
RIO – Aviso aos cariocas: se durante uma caminhada pela Avenida Mem de Sá, no Centro, o pedestre comprar um picolé, deve se preparar para guardar o papel e o palito no bolso e levá-los para casa. Entre os Arcos Lapa — um dos pontos mais movimentados da região — e a Praça Cruz Vermelha, não há sequer uma lixeira nas ruas. Em outro trajeto, lugar para depositar o lixo não falta, mas, em geral, está em situação precária, quase um “lixo”. Nos cerca de 3,5 quilômetros da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, por exemplo, são 71 papeleiras (37 do lado esquerdo da via), só que muitas estão quebradas, e é possível perceber que outras tantas foram arrancadas dos postes porque há quarteirões inteiros sem uma “laranjinha”.
Na Avenida Amaro Cavalcante, no Engenho de Dentro, as poucas papeleiras que restaram estão danificadas, imundas ou com resíduos transbordando. Na semana em que a Comlurb divulgou o balanço do número de pessoas multadas pelo Programa Lixo Zero — foram 233 mil infrações em quatro anos e 30.365 pessoas entre janeiro e setembro de 2017 —, a dificuldade de se encontrar uma “laranjinha” nas ruas da cidade, principalmente em bom estado, vem sendo apontada como mais um sinal de queda na qualidade dos serviços da empresa.
— A sensação que a gente tem é que o Rio está mais sujo e que a manutenção feita pela Comlurb, que sempre foi reconhecida como uma empresa boa, anda deixando muito a desejar. Outro dia, andei três quarteirões na Rua São Clemente e só achei lixeira cheia até a boca. Na semana passada, estive no Centro e foi pior. Fui à Rua Carlos Sampaio e não achei nenhuma lixeira para jogar o saco de pipoca vazio. Como tenho educação, coloquei no bolso da calça, mas quantas pessoas não acabam deixando no chão? — questionou o vendedor Luiz Augusto Barbosa, morador de Botafogo.
QUEIXA É QUE NÃO HÁ REPOSIÇÃO DE PEÇAS
A Comlurb garante que não faltam papeleiras na cidade (hoje seriam 50 mil, contra 30 mil em 2013). O problema, garante a empresa, são atos de vandalismo, que danificam, todo ano, cerca de 10% das lixeiras. A companhia não sabe informar quantas são, mas assegura que a Nossa Senhora de Copacabana, por exemplo, é o logradouro do Rio com mais papeleiras. Os moradores do bairro duvidam, apontando como indício de que pode não ser bem assim o fato de serem facilmente vistos em postes resquícios de estruturas de ferro de papeleiras que teriam sido arrancadas.
— Há vários postes com estas marcas, um deles na esquina da Rua Belford Roxo com Nossa Senhora. Desde o começo do ano, a Comlurb não está mais fazendo a reposição das lixeiras, destruídas por vandalismo. Acredito que por questões de orçamento. Quando o Lixo Zero foi lançado, nós fizemos um levantamento em algumas ruas do bairro e enviamos para a empresa, argumentando que, se iriam multar, era preciso colocar lixeiras para o cidadão. Eles nos atenderam. Mas as reposições foram sendo deixadas de lado e hoje há ruas com grandes espaços sem lixeira — diz Horácio Magalhães, da Sociedade Amigos de Copacabana.
As “marcas” também chamaram a atenção do morador da Rua Guilhermina Guinle, em Botafogo, Jorge Roberto Simões, de 75 anos, que há dois meses sente falta de uma papeleira que desapareceu do dia para a noite.
— Ela estava num local estratégico, perto de comércio. Era muito usada. Durante o dia ficava cheia e, à noite, o gari a esvaziava. Há dois meses, sumiu e ficou só o ferro que a segurava. Agora, nem isso — lamenta.
Na Rua Maria Eugênia, no Humaitá, em frente a um prédio da Vigilância Sanitária do município, a lixeira vive lotada de sujeira. Na calçada em frente, mais um exemplo da falta de fiscalização: uma papeleira arrebentada jazia em meio a caixas de papelão e isopor, na última segunda-feira.
— Outro dia me peguei dando informação e apontando para a lixeira cheia, para indicar um endereço a um taxista. Se querem que as pessoas parem de jogar lixo no chão, a prefeitura tem que fazer a parte dela — reclama Maria Lúcia Silva, que trabalha no bairro.
Morador do Méier há mais de dez anos, o aposentado Paulo Lima passeia todas as noites com seus dois cães e percebe que, desde o início do ano, muitas lixeiras quebraram, e não houve reposição:
— Tem muita gente mal educada por aqui. Mas, até o ano passado, ligávamos para o 1746 e elas eram recolocadas. Agora não adianta nada. Aqui, na Rua Medina, não tem mais. Ando três quarteirões sem encontrar uma papeleira para jogar o saquinho com fezes dos meus cachorros. Como tenho educação, levo o saco com cocô para colocar na lixeira de casa. Mas muitos deixam os saquinhos encostados nos postes para o gari recolher, mas ele não recolhe — reclama.
Segundo o presidente da Associação de Moradores do Méier, Jorge Barata, a falta de reposição de lixeiras danificadas contribui para um problema crônico do bairro: a sujeira nas calçadas.
— Só para se ter uma ideia, a Rua Dias da Cruz, que já chegou a ter 50 papeleiras, hoje tem menos de dez. As ruas do Méier estão imundas, porque as pessoas jogam lixo no chão e, para piorar, o serviço de varredura está muito ruim. E não adianta reclamar no 1746, porque a Comlurb não faz nada — critica.
ESPAÇO ENTRE LIXEIRAS: AO MENOS, 50 METROS
Comlurb atribui mau estado de conservação de lixeiras a vandalismo – Paulo Nicolella / Agência O Globo
A Comlurb explica que a manutenção das papeleiras é feita pela gerência local, que retira a peça para lavagem ou manutenção. “Infelizmente, muitas delas são destruídas por atos de vandalismo”, diz a companhia. Esclarece ainda que, quando isso acontece, as peças são retiradas por um breve período para serem consertadas e, depois, são reinstaladas nos locais. A empresa não esclareceu, no entanto, qual o padrão deve ser seguido pelos pedestres para localizar lixeiras nas ruas. Por meio de sua assessoria de imprensa, apenas informou que “a disposição das papeleiras pela cidade respeita um planejamento e estudos realizados por técnicos”, ficando concentradas em locais “com maior fluxo de pedestres, pontos de ônibus, táxi, centros comerciais, ruas movimentadas etc. Nos bairros residenciais, a colocação segue outro padrão, de acordo com o planejamento operacional adequado para cada área.” Cada papeleira, de acordo com a companhia, custa cerca de R$ 70.
Para o arquiteto Luiz Fernando Freitas, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-RJ), a distância ideal entre duas lixeiras públicas nas ruas é de 50 metros.
— Até os anos 1990, quando teve início o Rio Cidade, o município não tinha um padrão de lixeiras. Inicialmente, os arquitetos e urbanistas adotaram a distância de 15 metros, que depois, em conjunto com a Comlurb e com especialistas do antigo Iplan-Rio, teve o espaçamento adaptado para 50 metros. É uma distância razoável para uma pessoa caminhar com um papel no bolso — avalia ele, que integrou a equipe do Rio Cidade em Madureira.
Além do vandalismo, alega a Comlurb, muitas papeleiras são destruídas porque o cidadão tenta colocar dentro do recipiente objetos grandes. A companhia estima que gasta, anualmente, cerca de R$ 700 mil só com reposição de peças. A última compra foi feita ano passado, e não há previsão de novas aquisições este ano. Os bairros de Copacabana e Centro estão no topo do ranking de destruição de “laranjinhas”.
Quem acaba ouvindo o desabafo do cidadão nas ruas é o gari. Segundo o Sindicato das Empresas de Asseio do Município, Antonio Carlos da Silva, apesar de não ser responsável pela limpeza e troca das lixeiras, os garis escutam muita reclamação:
— O profissional é uma espécie de relações-públicas da Comlurb. Quando tem algo errado na limpeza, é com ele que a população fala primeiro.
FISCALIZAÇÃO MENOS RIGOROSA
Lançado em 2013, o Programa Lixo Zero, que multa quem é flagrado jogando resíduos nas ruas, passou a mirar também os grandes produtores de lixo, como condomínios não residenciais e empresas, e de entulho. Segundo Luiz Eduardo Abílio Bastos, diretor de fiscalização da Comlurb, desde fevereiro, os agentes do Lixo Zero, que já faziam ações nas ruas de olho em quem jogava guimbas, latas e papéis no chão, passaram a anotar também as infrações de empresas e construtoras que teimam em não contratar serviços privados de coleta de lixo. Para Luiz Eduardo, não há risco de o agente ficar sobrecarregado, pois as ações são planejadas.
— O agente já está diariamente nas ruas, realizando sua rota, e agora passou a fiscalizar também o grande produtor e os casos de entulhos. Ele anota a infração no celular ou num tablet — explica, acrescentando que a Comlurb vai continuar multando o cidadão que jogar lixo na rua.
Em quatro anos, o programa Lixo Zero flagrou 233 mil pessoas jogando lixo nas ruas da cidade, no entanto menos da metade delas pagou as multas (cerca de 45%). Os bairros com maior número de multas são Centro e Copacabana. Ano passado, foram aplicadas 27.843 multas no Centro e 9.178 em Copacabana. Este ano (até setembro), foram 11.164 no Centro e 2.266 em Copacabana.
Em 2016, a média mensal de multas aplicadas era de 5.326 infrações; em 2017, entre janeiro e setembro, esta média caiu para 3.373, uma queda de cerca de 37%. A Comlurb garante que não houve queda do números de fiscais nas ruas.
— Atualmente, há 235 (agentes) e temos 50 em treinamento, que vão começar a atuar em 30 dias. Temos fiscais em praticamente todos os bairros da cidade — assegura Luiz Eduardo Bastos.
O presidente do Sindicato das Empresas de Asseio do Município, Antonio Carlos da Silva, diz que, com a justificativa da crise, a Comlurb anda economizando em equipamentos e gastos com pessoal:
— Ultimamente, temos sofrido muito com as pessoas reclamando por causa da varrição nas ruas. Desde o começo do ano, para cortar despesas com horas extras, a empresa deixou de varrer várias ruas aos domingos e feriados. Em locais onde antes iam duas equipes, eles mandam uma só. Temos também casos de falta de uniforme e de luvas.
A Comlurb nega os problemas e explica que “aos domingos, é realizada a varrição em vias de maior fluxo, limpeza de feiras livres, eventos, coleta em comunidades, enfim, em lugares em que a geração de resíduos justifique a aplicação de recursos extras.”