RIO
— Nove entre dez cariocas são favoráveis ao programa Lixo Zero, criado há um
ano pela prefeitura do Rio. É o que revela um levantamento obtido com
exclusividade pelo GLOBO, realizado pelo Laboratório de Pesquisas da
UniCarioca. Segundo o estudo, 45% dos entrevistados disseram que a lei pegou e
já entrou no dia a dia de alguns cariocas, que já teriam abandonado o hábito de
jogar lixo no chão.
A
advogada Adriana Barros, que sempre caminha pelas ruas do Centro, concorda que
a cidade está mais limpa. Para ela, o medo de receber uma multa ajuda a inibir
o descarte de lixo no chão. Outro motivo que ajuda a diminuir sujeira, diz, é a
constante presença de fiscais atuando junto a quem insiste em sujar as ruas.
—
Agora, penso duas vezes antes de jogar qualquer coisa no chão. Sempre vejo os
fiscais caminhando pelo Centro e abordando infratores. Mesmo quando não há
lixeira por perto, guardo o lixo na bolsa para jogar fora quando puder. Quando
dói no bolso é difícil a pessoa cometer o erro duas vezes — diz.
PARA
45%, LEI PEGOU!
Apesar
de quase a metade dos pesquisados acreditar no programa, 52% dos entrevistados
dizem que a lei ainda não pegou. Outros 3% não responderam. Para os menos
otimistas, a falta de educação da população ainda é um obstáculo para que as
ruas se mantenham limpas. Outro fator que impede que o programa Lixo Zero seja
cumprido, na opinião de parte dos entrevistados, é a falta de fiscais nas ruas
que atuem de forma mais ostensiva.
Lixeira
cheia dificulta o descarte de objetos no local correto - Alexandre
Cassiano / Agência O Globo
MENOS
TRABALHO PARA GARI
Para
quem trabalha no local, o programa Lixo Zero provocou mudanças. A gari
Alessandra Silva, de 35 anos, afirma que tem encontrado uma quantidade menor de
lixo nas ruas depois da criação da lei.
—
O que antes eu fazia em uma hora, agora eu termino em 40 minutos. O lixo
diminuiu muito. Ao ver a cidade menos suja, acredito que as pessoas também
repensam se vão jogar coisas no chão — diz Alessandra.
FISCALIZAÇÃO
COMEÇOU PELO CENTRO
O
programa Lixo Zero, que torna efetiva a Lei de Limpeza Urbana, criada em 2001,
foi lançado há um ano. Desde então, quem é flagrado jogando lixo no chão é
advertido e paga multa. Segundo a Comlurb, entre agosto e dezembro do ano
passado, 24 mil pessoas foram multadas, mas 11.162 não haviam feito o
pagamento. A Comlurb já divulgou que houve redução de 58% de lixo no chão onde
há blitzes regulares. A fiscalização começou no Centro, com 192 profissionais;
em seguida, 178 fiscais passaram a atuar em Ipanema, Leblon, Lagoa e
Copacabana.
Os movimentos sociais são desenvolvidos por indivíduos... A questão chave para esse entendimento é quando, como e por que uma pessoa ou uma centena de pessoas decidem, individualmente, fazer uma coisa que foram repetidamente aconselhadas a não fazer porque seriam punidas. (pg. 17)
Para que surja o entusiasmo e aflore a esperança, os indivíduos precisam superar a emoção negativa resultante do sistema motivacional de evitação, a ansiedade. A ansiedade é a reação a uma ameaça externa sobre a qual a pessoa ameaçada não tem controle. Assim, a ansiedade leva ao medo e tem sobre a ação um efeito paralisante. A superação da ansiedade no comportamento sociopolítico frequentemente resulta de outra emoção negativa, a raiva. Esta aumenta a percepção de uma ação injusta e com a identificação do agente por ela responsável. (pg. 18)
Eles (os espaços ocupados) criam uma comunidade, e a comunidade se baseia na proximidade. A proximidade é o mecanismo psicológico fundamental para superar o medo. E superar o medo é o limiar fundamental que os indivíduos devem ultrapassar para se envolver num movimento social, já que estão bem conscientes de que, em ultima instância, terão que confrontar a violência caso transgridam as fronteiras estabelecidas pelas elites dominantes para preservar sua dominação (pg. 15)
A mudança social envolve uma ação individual e/ou coletiva que é, em sua essência, emocionalmente motivada... O gatilho é a raiva, e o repressor, o medo. A raiva aumenta com a percepção de uma ação injusta e com a identificação do agente por ela responsável. O medo desencadeia a ansiedade, associada à evitação do perigo. Ele é superado pelo compartilhamento e pela identificação com outros num processo de ação comunicativa. Então a raiva assume o controle, levando ao comportamento de assumir riscos... Indivíduos entusiasmados, conectados em rede, tendo superado o medo, transformam-se num ator coletivo consciente. (pg.158)
Propagação!
Quanto mais rápido e interativo for o processo de comunicação, maior será a probabilidade de formação de um processo de ação coletiva enraizado na indignação, propelido pelo entusiasmo e motivado pela esperança. (pg.19)
Quando você tem um monte de gente enviando notícias, há um relato coletivo do que está acontecendo. (pg.95)
Quanto mais interativa e autoconfigurável for a comunicação, menos hierárquica será a organização e mais participativo o movimento. É por isso que os movimentos sociais em rede da era digital representam uma nova espécie em seu gênero (pg. 20)
Por serem uma rede de redes, eles podem dar-se ao luxo de não ter um centro identificável, mas ainda assim garantir funções de coordenação, e também de deliberação... Não precisam de uma liderança formal, de um centro de comando ou controle, nem de uma organização vertical, para passar informações ou instruções. (pg.160)
Os movimentos (em rede) ignoraram partidos políticos, desconfiaram da mídia, não reconheceram nenhuma liderança e rejeitaram toda organização formal, sustentando-se na internet e em assembleias locais para o debate coletivo e tomada de decisões (pg.9)
As redes sociais digitais baseadas na internet e nas plataformas sem fio são ferramentas decisivas para mobilizar, organizar, deliberar, coordenar e decidir. (pg.167)
Os ativistas planejaram os protestos pelo Facebook, coordenando-os pelo Twitter, divulgando-os pelo SMS e transmitindo ao mundo pelo Youtube. (pg.50)
Dicas para uma conduta profissional para quem espera ser reconhecido como líderes no comando de um grupo de garis
A relação chefe subordinado se inicia duas horas antes do inicio da jornada de trabalho e termina duas horas depois de término da jornada de trabalho. Neste período o líder não deve confraternizar com os subordinados em bares e restaurantes
Reunir os empregados no inicio e final do expediente. Acompanhar ou autorizar os deslocamentos de inicio, fim do expediente e almoço.
Usar diariamente o uniforme com crachá, inclusive com calçado fechado (tênis, sapato, borzeguim). Na falta de uniforme usar preferencialmente calça jeans e camisa sem botões.
Estar sempre preparado para anotar informações pertinentes à atividade portando lápis, caneta, caderno ou agenda.
Retornar no término da jornada de trabalho para gerencia transmitindo ao superior a sua avaliação do dia.
Conhecer os serviços e procedimentos da organização e estar preparado para informar e orientar os moradores, portando panfletos.
Portar sempre a lei de limpeza urbana, para consulta, informação e aplicação.
Identificar todas as ferramentas de sua equipe, garantindo também sua guarda, manutenção e troca.
Conhecer os procedimentos administrativos da organização, e atender prontamente as solicitações administrativas e principalmente executar procedimentos sob sua responsabilidade.
Os resíduos presentes em condições desfavoráveis para a
presença do gari devem ser removidos o mais rápido possível. O uso de soprador
aumenta a velocidade do serviço reduzindo a exposição do gari ao risco de
acidentes.
Vantagem Aparente: Ganho de Produtividade e Segurança
do Trabalho
A areia levada para a calçada da orla pelos banhistas deve
ser varrida de volta para a praia. O soprador permite que mais quantidade de
areia seja devolvida à praia com menor esforço
Varredeira executa varrição apenas em sarjetas. O soprador
permite que mais resíduos sejam direcionados para a sarjeta que será varrida
pelo equipamento. Para a capinadeira os resíduos gerados pela sua passagem
precisam ser removidos. O Soprador permite concentrar os resíduos com menor
esforço
A falta de sarjeta prejudica o uso da vassoura. O soprador
não necessita de sarjeta para direcionar os resíduos para um ponto de
acumulação visando a remoção
Aconteceu no dia 30 de julho o II Mexido de Idéias da DSO reunindo coordenadores, gerentes, chefes de núcleo, encarregados de coleta membros de CIPA e garis especialmente convidados.
O Mexido de Ideias acontece na DSO a cada 100 dias e é uma oportunidade para discutir em plenária oportunidade de melhoria nos processos e ações que melhorem os indicadores das gerências.
Desta vez com o tema Segurança do Trabalho o evento foi dividido em duas partes: o primeiro momento com apresentações do Diretor, do Coordenador Técnico, do Gerente com maior quantidade de acidentes e o Gerente com menor quantidade de acidentes. Depois os participantes foram divididos em grupos para conversar entre si temas específicos como coleta domiciliar, roçada, ambiente de trabalho.
Como desdobramento das discussões, foram incorporadas aos planos de ação da diretoria ações específicas para análise de acidentes e gestão de pessoas que certamente promoverão uma queda na quantidade de acidentes.
Entre as ações estão:
Protocolo da Comissão Departamental de Segurança CODESEG para analisar detalhadamente com a presença do empregado acidentado a causa de cada acidente ocorrido nas Gerências.
Protocolo sobre dispensa durante a jornada do trabalho de empregadoalegando problemas de saúde para evitar que ele vá sozinho ao médico no momento que está fragilizado.
Protocolo sobre voluntariado degaris do sexo feminino para a coleta domiciliar em compactador e satélite criando flexibilidade na composição de guarnições.
Criar grupo de trabalho com os Encarregados Técnicos para apresentarem propostas de novos EPIs para serem testados na Coleta Domiciliar.
Quem passar pelos calçadões de Campo Grande, Santa Cruz e Bangu, poderá verificar um diferencial na limpeza urbana, são as mãos mecânicas iguais as que são usadas na Europa!
São equipamentos, uma espécie de "pinça", que ajudam o colaborador da limpeza urbana a um melhor acabamento e agilidade na remoção de pequenos resíduos, como: copinhos plásticos, guimbas de cigarro, papéis de bala, entre outros....
Temos por enquanto 4 equipamentos em cada um dos calçadões mencionados.
Com o decreto nº 39099 de 19 de agosto de 2014 publicado hoje no diário oficial a Oeste Limpa consegue uma importante melhoria na sua estrutura organizacional.
Nossa OGE passa a ser denominada por Gerência de Serviços Extraordinários e Vias Especiais.
Sua nova denominação deixa claro para nossos profissionais a multipla missão da OGE responsável pela rotina de conservar a limpeza das grandes vias da AP05, em especial a Av. Brasil e a Transoeste, rotina de limpeza de canais e também estar pronta para responder por qualquer serviço extraordinário à nossa rotina.
O escudo circular nas cores da Comlurb internamente e da Prefeitura externamente é alusão a em capacidade de proteger as instituições com emprego rápido de recursos em todas as direções simbolizado por vetores negros
Subordinadas à nova OGE:
Gerência Adjunta da Transoeste – OGT com a missão de gerenciar a execução dos serviços de limpeza de logradouros e coleta de resíduos gerados na Avenida das Américas por onde passa o BRT.
Gerência Adjunta Avenida Brasil – OGB com a missão de gerenciar a execução, em sua jurisdição geográfica (AP05), dos serviços de limpeza de logradouros e coleta de resíduos gerados na Avenida Brasil.
Gerência Adjunta de Serviços Compartilhados – OGC com a missão de gerenciar o compartilhamento de equipamentos mecanizados de varrição, capina, lavagem e remoção, bem como as ações preventivas de limpeza de modo a contribuir para a eficácia do sistema de drenagem (ralos e margens de canais). É o domicilio de nossa "Turma de Resposta"
Gerência Adjunta de Serviços Extraordinários – OGS com a missão de realizar serviços de Limpeza Urbana em eventos fora da programação normal - extraordinários - e demandas não rotineiras de clientes externos, além de apoio aos serviços da Defesa Civil do Município. É o domicilio de nossa “Emergência”.
No projeto de recuperaçãoambiental do sistema de lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá, na zona
oeste do Rio, um dos compromissos para as Olimpíadas de 2016, três milhões de
metros cúbicos de sedimentos dragados no fundo das próprias lagoas da região
serão embalados em cápsulas têxteis, chamados de geobags, para formar a base de
uma ilha parque.
Colocados lado a lado em uma área
assoreada do complexo lagunar, os geobags - também chamados sacos de
desidratação - serão cobertos por camadas de terra e argila, formando então a
ilha parque, que terá inclusive árvores.
O projeto prevê ainda ampliação
da extensão do quebra-mar da Barra, para elevar a troca hídrica com o mar e
aumentar do nível de oxigênio das lagoas. O resultado vai favorecer a pesca e
melhorar a balneabilidade da Praia da Barra, na altura do Pêpê. Haverá ainda a
dragagem e a recuperação ambiental das lagoas de Marapendi, da Tijuca, de
Camorim e de Jacarepaguá; e dos canais da Joatinga e de Marapendi, formando um
perímetro de 15 quilômetros de extensão.
Na cidade do Rio de Janeiro o
saco Bagster seria uma solução conveniente para remoção de entulhos em projetos
de menor volume nos casos que o padrão do serviço de remoção gratuita não é
atendido.
O saco Bagster pode conter até
três metros cúbicos de detritos e até 1500 kg, incluindo folhas inteiras de
compensado, portas e até mesmo uma banheira. Altamente durável o saco é feito
de tecido que não rasga durante a coleta em guindaste munk.
O saco Bagster seria comprado em
lojas de material de construção em um preço com a remoção já incluída, ou seria
subsidiado pela prefeitura. Após colocar o entulho a granel no saco Bagster o morador
ligaria para uma central de atendimento para programar a passagem de um caminhão
basculante com guindaste munk.
O saco recolhido simplesmente não
é recuperado, vai para o destino final junto com seu conteúdo!
Novidade deve beneficiar cerca de 130 mil moradores
das 16 favelas da região
POR ANA CLÁUDIA
COSTA
Um novo método de coleta de lixo chegou nesta
quinta-feira à Maré e deve beneficiar cerca de 130 mil moradores de 16 favelas
do complexo. A novidade faz parte do projeto Comunidade Limpa. Durante a
inauguração, foram entregues 300 contêineres de lixo, batizados de “laranjões”.
O receptor de resíduos é metálico e tem tampa acionada pelos pés. Sua
capacidade de armazenamento é de meia tonelada.
Dentro do programa, está prevista a implantação de
uma usina de processamento de resíduos. Ela começará a ser construída em agosto
e vai gerar empregos para moradores da região. A expectativa é que sejam
tratados e processados dentro da Maré 70% das 150 toneladas de resíduos
produzidas diariamente. Estiveram presentes à inauguração do programa o
prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão.
Ainda como parte do Comunidade Limpa, as favelas da
Maré vão contar com coleta de lixo domiciliar duas vezes ao dia, varrição
diária das ruas, capina, poda de árvores, controle de vetores (animais
transmissores de doenças), limpeza e conservação de mobiliário urbano e praças.
— É um novo sistema. Tenho certeza de que a coleta
de lixo e a limpeza na Maré vão melhorar muito. Esta é a primeira comunidade
que recebe esse tipo de projeto — disse Paes.
Alimentar a imaginação
com rotineiras “googadas” em busca de novas formas de resolver velhos
problemas é o que move a inovação.
O acondicionamento de resíduos em
containers metálicos de 3200 litros com coleta automatizada no Rio de Janeiro é
uma inovação de longa história.
Começou casualmente em uma viagem de férias em
1997 quando um caminhão foi fotografado em Siena na Itália coletando
automaticamente um container metálico. Deste momento em diante foi um trabalho
de pingo d´agua sempre apresentando o conceito quando a oportunidade surgia. O conceito ganhou corpo no início de 2011 quando
pesquisando opções de acondicionamento descobriu-se que o Sul do Brasil jáoperava com o equipamento. Surgiram padrinhos na ideia que organizaram testesoperacionais no Rio a partir de 2012 e por pouco a coisa não foi abandonada por
dificuldades de orçar o sistema em 2013. Agora em 2014 oficialmente se inaugura
o sistema no complexo de comunidades pacificadas da Maré.
Dezessete anos
depois! Mas valeu a pena... A coisa vai se espalhar pelo Rio como a solução
para o acondicionamento e coleta de lixo em comunidades! Está na hora de
começar a pesquisar seu substituto! Assim que as coisas evoluem.
Com o objetivo de valorizar o empregado “interno” respeitando suas restrições atuais indicadas em laudo médico, estamos oferecendo oportunidade de trabalho produtivo separando material reciclável na cooperativa existente nas instalações da Estrada do Magarça.
Contribuindo para ao aumento da produtividade da cooperativa os empregados ajudam os garis de coleta domiciliar pois cada quilo processado para reciclagem é menos um quilo coletado nas viaturas regulares.
Urinar na rua é um grande problema na Índia. Não é estranho ver um homem urinando em qualquer canto ou esquina. A falta de banheiros públicos é um problema, mas esta falta de civismo e higiene precisa parar por vários motivos. Para começar a limpar as ruas, um grupo de ativistas indianos descobriu a solução perfeita.
Utilizadas para a mobilidade de Agentes e Garis, as bicicletas operacionais modelo cargo são uma oportunidade para melhor fiscalizar os serviços e/ou responder rapidamente demandas do 1746
O Agente de Limpeza Sérgio, criou estratégia para ver e agir no setor onde Fiscaliza improvisando uma bandeja onde carrega: tinta para pintar cartaz no poste, removedor para limpar pichação nas papeleiras, chave de papeleira, bloco de Autuação, panfletos educativos tais como: dia e horário da coleta, remoção gratuita, carroceiro calçada é sua etc...
O Agente João Alves deu uma turbinada na bicicleta! Colocou marchas, pedaleiras, melhorou o sistema de freios e já está utilizando um tensor elástico com ganchos na ponta.
Mais escolarizadas, conscientes e conectadas, categorias buscam ampliar conquistas. Com desemprego em baixa e protestos em alta, trabalhadores fluminenses se fortalecem
O DIA
Rio - Varredor das ruas de Bangu, o gari Wilian Rocha, de 42 anos, fala com clareza sobre as condições de trabalho na empresa em que está há nove anos. Esse foi o principal assunto de seu cotidiano desde que ele aderiu à comissão de trabalhadores que deu início à greve da Comlurb. O movimento, deflagrado no Carnaval, contrariou a posição do sindicato da categoria e conseguiu uma conquista histórica: aumento de 33% no piso salarial e de 66% no valor do tíquete alimentação. “A partir de agora, o sindicato vai ter que rever sua posição”, afirma.
Assim como os garis, outras categorias do Rio passam pela mesma situação. Descolados das aspirações dos sindicatos, trabalhadores criam comissões paralelas e desafiam a atuação tradicional das entidades. Um dos casos que chama a atenção é a greve do Complexo Petroquímico do Rio (Comperj), que durou 40 dias em Itaboraí. A paralisação foi alimentada por divergências entre o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Gonçalo, Itaboraí e Região e uma comissão de trabalhadores autônoma.
Os colegas Leonardo Mendes e Willian Rocha, da Comlurb: comissão formada à revelia do sindicato da categoria
Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
O mesmo ocorreu nos quadros da Guarda Municipal, onde servidores formaram a Frente Manifestante. Hoje, o grupo conta com 3.900 integrantes em sua página no Facebook e assumiu a linha de frente das negociações, aliado ao Sindicato dos Servidores Públicos do Município (Sisep-RJ). “Eles abraçaram a causa e prometeram apoio à categoria. Ficam com a parte jurídica e nós fazemos a parte da luta. Temos um diálogo com o sindicato, mas eu, por exemplo, nem sou sindicalizado”, explica Marcos Crisciullo, um dos idealizadores da Frente. Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, a divergência interna é comum e pode até ser benéfica. “O conflito ajuda na melhoria da representação. Se a direção se organizar, ela toma o controle da situação e avança”, diz.
A presença de jovens chama atenção nos movimentos. É o caso do agente de preparo de alimentos Leonardo Mendes, 28 anos. Ele afirma que, ao contrário dos trabalhadores antigos, os mais novos têm acesso ao ensino e querem ir além de um salário de sobrevivência. “Queremos acesso a lazer, ir ao cinema, ao teatro e fazer cursos”, lista.
Segundo a professora de gestão de pessoas do Ibmec-RJ, Janaína Ferreira, este comportamento reflete características presentes em toda a nova geração, independentemente da classe social: “Os jovens não aceitam mais a cultura do comando do chicote.”
Protestos de julho revelaram ao país a força dos movimentos
As baixas taxas de desemprego no país favorecem a mobilização por parte dos trabalhadores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil fechou 2013 com 4,3% de desemprego, o menor índice em 11 anos. “Passamos por um período de muitas demissões na década de 90. Quem estava empregado ficava com medo de fazer greve”, lembra Darby Igayara, presidente da CUT no Rio. “Hoje a situação é diferente. Você tem muita oferta e mais trabalhadores se mobilizando”, afirma.
Os protestos ocorridos em julho do ano passado também são apontados como um fator que esquentou o mundo do trabalho. Uma das greves mais impactantes foi a dos professores da rede municipal de ensino do Rio, que começou em agosto, confundindo-se com os levantes que pediam mais investimentos básicos e protestavam contra a corrupção, entre outras bandeiras. “As pessoas estão saindo de um certo imobilismo,” acredita Guilhermina Rocha, diretora de umas das regionais do Sindicato dos Professores do Rio.
“O que ocorreu em julho estimulou um movimento de as pessoas levantarem suas bandeiras e se firmarem como sujeito social”, explica José Dari Krein, professor do Instituto de Economia da Unicamp. Dados do Departamento de Estudos Intersindicais (Dieese) apontam 2012 como o ano com o maior número de greves desde 1997. Foram 873. O balanço de 2013 será divulgado em junho.
Grupos se articulam pelo Facebook
Uma ferramenta que facilita as mobilizações é o uso constante das redes sociais. Elas permitem que as discussões sobre salários e condições de trabalho fluam com mais rapidez e atinjam mais pessoas.
No caso dos garis, por exemplo, há uma página de Facebook com mais de 900 amigos, chamada Gari Apa. As discussões na internet precederam o movimento que foi para as ruas no Carnaval.
“Antes, somente o sindicato tinha o poder de divulgar informes e quem não estava representado tinha mais dificuldades de se organizar. As novas tecnologias facilitam que grupos fora da direção sindical façam sua própria mobilização”, afirma o professor Adalberto Cardoso, diretor do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj.
Segundo pesquisa do Ibope publicada em março, 61% da população do Rio têm acesso à internet em casa. No Brasil, 47% usam a rede. O estudo também mostra que, no país, as faixas etárias com maior acesso à web são entre 6 e 25 anos (56%) e 26 e 35 anos (53%). Entre 46 e 55 anos, o percentual de brasileiros conectados cai para 43%.
Base tem que ser ouvida
Para especialistas, é cedo para afirmar que o movimento trabalhista está adquirindo novas feições definitivas. No entanto, eles olham para os atos recentes como alerta aos sindicatos. Não há mais espaço para organizações que não escutam suas bases e deliberam somente em cúpula. “Temos um quadro de sindicatos únicos, impostos por lei, que não representam a vontade dos filiados. Naqueles que não correspondem aos interesses das bases estão aparecendo mecanismos naturais de resistência”, avalia a professora de Direito do Trabalho da Universidade Federal de Minas Gerais, Daniela Muradas. “Isso não vale para todo o mundo sindical, mas essas ações podem ser um marco simbólico”, diz.
Na opinião do juiz de direito e professor da Universidade de São Paulo, Jorge Souto Maior, o descolamento entre as expectativas do trabalhador e a ação dos sindicatos também representa um desafio para empregadores e para a própria Justiça. Em 2012, 36,7% das greves tiveram intervenção dos tribunais. “Se 80% dos trabalhadores deliberam pela greve, o empregador vai ter que negociar. Não adianta argumentar que a greve é ilegal, porque a ela é um fato que vai além do direito.”
Durante café da manhã Gustavo Puppi anunciou o projeto Oeste Limpa
Por Eder Fernandes
Diretor de Serviços Oeste da Comlurb, Gustavo Puppi (Foto: Luis Fortes/Pro-Realengo)
A Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu (ACERB) recebeu ontem, 14 de março, o novo diretor de serviços oeste da Comlurb, Gustavo Puppi. O evento aconteceu no auditório da ACERB e teve a participação do Conselho Diretor da ACERB, associados, empresários e autoridades da região. O presidente da ACERB, Wagner Ferreira, agradeceu a presença de todos e passou a palavra ao diretor da Comlurb que contou sua trajetória profissional e disse que pretende fazer a diferença no atendimento público da limpeza na região.
- Quando assumimos uma liderança de um setor público é preciso se sentir dono, eu estou me sentindo dono da Área de Planejamento 5 da Comlurb. Se continuarmos fazendo as mesmas coisas, teremos os mesmos resultados. Mas se fizermos algo diferente, teremos resultados diferentes – Fala Puppi.
Puppi informou aos presentes que devido ao tamanho da Zona Oeste a administração foi dividida em dois polos para facilitar o atendimento ao público. Uma área corresponde a Barra da Tijcua, Recreio dos Bandeirantes e o entorno. A segunda área conta com Bangu, Campo Grande, Realengo e adjacências, está é administrada pelo Gustavo Puppi
Desafio para uma Zona Oeste Limpa
Alguns dos seus principais desafios são apoiar e ampliar de forma progressiva a coleta seletiva e a remoção gratuita de entulho; implanta uma rotina de operações conjuntas de roçada e limpeza geral e também promover o Programa de Gestão para Resultados. O diretor Puppi aproveitou o café da manhã e anunciou um projeto chamado ´´Oeste Limpa: Tratando a Zona Oeste Como a Zona Oeste quer ser tratada.``
Durante o encontro também estavam presentes dois membros da equipe que atende a Zona Oeste, Alessandra Mota e Paulo Silveira. Todas as demandas recolhidas foram entregues ao diretor da Comlurb e o vice-presidente da ACERB, Marco Antonio Simão, leu algumas solicitações no momento do encontro. As principais demandas foram em relação aos lixos acumulados em locais indevidos, falta de limpeza em praças públicas e a necessidade de um programa social de conscientização para os moradores manterem a região limpa.
Um caminhão coletor de 15m3 manobra em uma rua para coletar lixo público acumulado em um ou dois sacos verdes pelo gari de varrição. Algum tempo depois, iniciado um novo turno de trabalho outro caminhão exatamente do mesmo tipo manobra na rua para, desta vez coletar os sacos de coleta domiciliar dispostos no calçamento pelos moradores.
Dois caminhões passando no mesmo logradouro com diferença de poucas horas, um para coletar lixo público e outro para coletar lixo domiciliar. Não seria melhor um caminhão passando somente uma vez para coletar todo o resíduo do logradouro?
A coleta de lixo, sendo ele público ou privado, é uma operação logística, trata de trazer o resíduo de inúmeros pontos para poucos pontos, as centrais de compactação, estações de transferência ou direto para o aterro sanitário.
A dinâmica da separação do lixo público e lixo domiciliar parece com uma empresa de logística passando em um ponto de entrega para deixar um pacote azul para depois passar novamente para deixar o pacote vermelho. Parece que em nome da diferenciação lixo público e lixo domiciliar oportunidades melhorias na eficiência da frota.
Como opção poderia haver diferenciação baseada no tipo de equipamento: "Lixo Compactável" como sendo todo aquele, público ou domiciliar, que pudesse ser transportado em caminhões com compactação dentro de suas características operacionais. "Lixo não compactável" como sendo todo aquele, público ou domiciliar, que devesse ser transportado em caminhões sem compactação (basculantes, poliguindastes, carroceria fixa).
Sabendo o histórico de “lixo compactável” podemos quantificar frota de caminhões coletores, por sua vez, com o histórico de “lixo não compactável” decidimos pela frota de basculantes ou poliguindastes.
Outro aspecto é que quanto mais ordenado é o lixo, público ou domiciliar, maior será o uso de caminhões coletores com compactação, mais produtivos em peso e volume que os sem compactação. O ordenamento do lixo não compactável fica por conta da remoção programada de entulho e bens inservíveis em basculantes e a remoção de caixas metálicas com os poliguindastes. O uso de basculantes para cata a cata em logradouro ou remoções mecanizadas (uso de pás mecânicas) em pontos de despejo irregular é a medida da desordem no sistema.