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segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - setembro 2024

 Felicidade no Trabalho: A Receita Secreta Contra a Fraude?

Quem diria que a felicidade poderia ser um dos melhores antídotos contra a fraude em uma empresa? Parece até mágica, mas a ciência já comprovou: um ambiente de trabalho onde as pessoas se sentem valorizadas e engajadas é menos propício a comportamentos antiéticos.

Vamos imaginar o "Triângulo da Fraude" como um quebra-cabeça com três peças: pressão, oportunidade e racionalização. A felicidade entra em cena justamente para combater a pressão. Quando um empregado se sente feliz e realizado com o seu trabalho, ele está menos propenso a buscar atalhos ou a agir de forma desonesta para alcançar metas. Portanto, investir na felicidade dos colaboradores é, na verdade, uma medida estratégica para reduzir riscos e garantir um ambiente mais seguro e ético.

Pressão no trabalho pode vir de vários lugares: metas irrealistas, falta de reconhecimento, desequilíbrio entre vida pessoal e trabalho, entre outros. Quando as pessoas têm um ambiente saudável, com apoio para lidar com desafios e momentos difíceis, elas se sentem menos pressionadas a agir de forma antiética. 

Uma ideia interessante, trazida pelo empresário chinês Yu Donglai, é a "licença para a infelicidade", que permite aos empregados se afastarem temporariamente em momentos de grande descontentamento pessoal, sem serem julgados por isso. Essa licença pode ser uma forma eficaz de lidar com momentos críticos, prevenindo comportamentos indesejados.

Ainda que a "licença infelicidade" seja uma ideia inovadora, pode haver desafios culturais em aplicá-la, especialmente em ambientes de trabalho ocidentais. Muitas vezes, gestores focados exclusivamente em produtividade podem ver essa medida como um "luxo". No entanto, o crescente movimento em direção à valorização da saúde mental indica que estamos no caminho certo para, aos poucos, adotar práticas que visem o bem-estar dos colaboradores.

Claro que a felicidade sozinha não resolve tudo. Precisamos agir também nos outros pontos do Triângulo da Fraude: oportunidade e racionalização. Normas claras, acompanhamento contínuo e uma cultura de ética e transparência ajudam a reduzir as oportunidades para fraudes e a evitar que os empregados justifiquem comportamentos antiéticos.

A Comlurb, por exemplo, fortaleceu a governança e a transparência através de seu Programa de Integridade e Transparência com ações que minimizam as oportunidades de fraude e promovem uma cultura onde todos se sentem responsáveis pelo ambiente de trabalho.

Outros aspectos importantes para a felicidade no trabalho incluem a autonomia e a sensação de pertencimento. Profissionais que têm liberdade para tomar decisões e que se sentem valorizados tendem a ser mais engajados e leais à organização. Eles também são menos propensos a fraudar, pois sentem que fazem parte de algo maior. Na Comlurb, ações como a redução do microgerenciamento e o incentivo ao feedback contribuem para a criação de um ambiente positivo, no qual todos se sentem capazes.

Um gestor que valoriza a felicidade dos empregados não está apenas criando um ambiente mais agradável, mas está fortalecendo a integridade da organização e reduzindo os riscos de fraude. A "licença infelicidade" e os conceitos de "Organização Feliz" utilizados por estudiosos e líderes inovadores são ótimas ferramentas para criar uma cultura ética e comprometida.

Portanto, mais do que garantir bons resultados, é preciso garantir que esses resultados sejam alcançados por pessoas que se sentem valorizadas, seguras e, no final do dia, felizes. Essa é a receita secreta para um ambiente de trabalho saudável, seguro e resistente à fraude e a experiência da Diretoria de Compliance mostra que essa escolha não apenas impacta positivamente a vida dos empregados, como também fortalece o Programa de Integridade e Transparência, ajudando a construir uma organização mais justa e resiliente.



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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Reconhecimento no Rock in Rio

 Estamos a todo vapor, empenhados em manter não só a Cidade do Rock, mas também todo o seu entorno limpo e bem cuidado. O trabalho de cada um dos nossos profissionais já está sendo amplamente reconhecido e elogiado, com destaque para a matéria publicada nesta segunda-feira, 16/09, no jornal O Globo.

Parabéns a todos os colaboradores que estão atuando com empenho e excelência. Continuamos juntos nessa missão, garantindo que nossa cidade brilhe e que nossa dedicação faça a diferença!




Mochilas e garrafas dágua para os trabalhadores

Entre 2015 e 2016, a Diretoria de Serviços Oeste promoveu uma ampla mobilização sobre Segurança do Trabalho, com o objetivo de envolver gestores e empregados na prevenção de acidentes. Empregados contribuíram com premissas inovadoras, como a necessidade de evitar a ideia de que "sempre foi assim", realizar análises de valor dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluir a participação ativa dos usuários na escolha de EPIs, e garantir que as especificações considerem proteção, custo e conforto.

Essas premissas geraram sugestões que foram discutidas em 2016, como a substituição do chapéu australiano pelo chapéu legionário, melhorias em uniformes, e novos itens de conforto para garis, como mochila e cantil. Em 2017, algumas mudanças foram implementadas, incluindo o chapéu legionário e um novo tipo de borzeguim. No entanto, o projeto de um uniforme de fibra sintética, que seria benéfico para os trabalhadores em condições climáticas adversas, não avançou.

Agora, em 2024, finalmente estão sendo distribuídas mochilas e garrafas de água para os trabalhadores. A mochila, que é impermeável e ideal para carregar a capa de chuva, deve ficar junto ao corpo, reforçando a orientação de que, segundo a NR38, não é permitido pendurar objetos no contêiner ou no lutocar. A entrega está ocorrendo de forma gradual, e esse é mais um motivo de comemoração para os trabalhadores!


A gari Denise Alencar celebra a novidade na operação, a distribuição de mochila e garrafas d’água.






quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Vem aí a nova Avaliação de Desempenho Individual da Comlurb, a ADI+!

A medição de desempenho é um aspecto fundamental no Programa de Integridade e Transparência da COMLURB. O desempenho dos empregados tem impacto direto na eficiência, nos resultados organizacionais e na capacidade de atingir os objetivos estratégicos. Avaliar esse desempenho permite identificar áreas que precisam de melhorias, ao mesmo tempo que reconhece as práticas eficazes que devem ser mantidas.

No contexto da Diretoria de Gestão e Gente (DGG) da COMLURB, a introdução de um sistema desenvolvido pela equipe de T.I. da Diretoria de Compliance (DCO) se alinha com os princípios de transparência e integridade, promovendo uma cultura de responsabilidade. Esse sistema não apenas apoia o crescimento individual dos colaboradores, mas também assegura que os recursos humanos estão sendo geridos de forma ética, contribuindo para o cumprimento das metas e políticas da empresa.

Além disso, a introdução do ADI+, ao permitir que cada avaliação seja vista como uma oportunidade de crescimento, reflete um compromisso com o desenvolvimento contínuo dos empregados. Isso se conecta ao conceito de integridade, visto que empregados com clareza de suas funções e metas têm maior probabilidade de atuar de forma ética e em conformidade com as diretrizes da organização.

Finalmente, ao fornecer dados claros e precisos sobre o desempenho, a organização pode tomar decisões mais informadas e coerentes com seus objetivos, reforçando a confiança tanto internamente quanto junto à sociedade, aspectos chave de qualquer programa de transparência corporativa​.




Momento Integridade: utilize o novo e-mail corporativo da Comlurb

A migração dos e-mails corporativos da Prefeitura do Rio de Janeiro para o Gmail, em substituição ao RioMail, é um movimento estratégico que reforça diretamente os pilares do Programa de Integridade e Transparência da COMLURB. Este programa visa garantir que a comunicação institucional seja feita de forma segura, eficiente e dentro dos padrões de governança e conformidade estabelecidos.

Um dos pontos mais relevantes é a ênfase na segurança da informação. A migração para o Gmail oferece maior espaço de armazenamento e ferramentas mais avançadas, como o Google Drive e o Docs, que, quando utilizados de maneira adequada, permitem uma maior eficiência na gestão de dados e documentos institucionais. Isso está diretamente ligado à necessidade de proteger dados sensíveis, um princípio fundamental no contexto da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e nas práticas de compliance da COMLURB​.

Outro aspecto importante mencionado no comunicado é a obrigatoriedade de utilizar o e-mail corporativo para assuntos institucionais. Essa determinação coaduna-se com as diretrizes do programa de integridade, que visa garantir a rastreabilidade das informações e evitar que a utilização de e-mails pessoais comprometa a capacidade de auditoria e a segurança dos dados. O uso de plataformas privadas para comunicações institucionais pode resultar em perda de controle sobre essas informações, comprometendo não apenas a integridade dos dados, mas também as práticas de conformidade e governança​.

Por fim, o incentivo à comunicação direta com a equipe de TI para sanar dúvidas fortalece a cultura de prevenção de riscos e de participação ativa dos colaboradores no cumprimento das normas internas. Isso demonstra a importância de todos os empregados estarem alinhados e informados quanto às mudanças tecnológicas e às melhores práticas de segurança digital, reforçando a responsabilidade compartilhada na manutenção da integridade e transparência das atividades da COMLURB.

Esse movimento também se encaixa na necessidade de modernização dos processos públicos, melhorando a eficiência operacional e a adequação aos padrões internacionais de compliance e governança​.



domingo, 1 de setembro de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - agosto 2024

POR QUE ATUALIZAR SUAS NORMAS INTERNAS É VITAL PARA O SUCESSO DA COMLURB? 

As normas internas de uma organização são como um mapa que guia suas operações e decisões diárias. Mas imagine usar um mapa de 20 anos atrás para navegar em uma cidade moderna. É provável que você se perca em ruas que nem existiam na época ou, pior, siga por vias que foram desativadas. Esse é o risco que muitas organizações correm ao ignorar a necessidade de manter suas normas e diretrizes internas atualizadas.

Com o tempo, normas que já foram essenciais podem perder relevância. A sociedade muda, as leis evoluem e a realidade de mercado se transforma. Se a organização não acompanhar esse ritmo, suas normas se tornam caducas – e com isso, surge um ambiente de incertezas, onde a interpretação das regras se torna subjetiva. Cada departamento ou empregado pode acabar criando suas próprias versões do que é “certo” ou “errado”. Isso abre portas para inconsistências, conflitos e até fraudes.

Normas obsoletas podem comprometer a confiança que a sociedade e seus empregados têm na organização. Quando as regras não refletem as mudanças do ambiente externo, a governança perde credibilidade. E, na ausência de diretrizes claras e atualizadas, a organização pode acabar adotando práticas que não são mais aceitas, expondo-se a penalidades, perdas financeiras e danos irreparáveis à reputação.

É essencial que as organizações implementem um processo contínuo de revisão das suas normativas. Essa revisão deve ir além de uma simples leitura superficial. É preciso avaliar profundamente a relevância e a eficácia das regras existentes, à luz das mudanças legislativas, das decisões judiciais e das melhores práticas de gestão. Criar uma cultura de compliance robusta, onde todos compreendem a importância dessas revisões, é o primeiro passo para evitar problemas futuros.

Na Comlurb, a Diretoria de Compliance desempenha um papel fundamental ao fomentar a modernização das normativas internas. Sua missão é garantir que as diretrizes da empresa estejam sempre alinhadas com as demandas legais, ambientais e sociais em constante mudança. Ao promover a atualização das normas, a Diretoria de Compliance não só previne a obsolescência das regras, como também assegura que a governança corporativa da empresa seja forte, transparente e adaptável, contribuindo para a sustentabilidade e a reputação da organização.

Atualizar as normas da organização traz benefícios claros e mensuráveis. Um dos principais é a redução de riscos, pois regras claras e adequadas à realidade atual ajudam a prevenir erros, fraudes e outros problemas que poderiam passar despercebidos com diretrizes ultrapassadas. Além disso, normas atualizadas promovem maior eficiência ao fornecerem procedimentos bem definidos que aumentam a produtividade e otimizam os processos internos. Isso também fortalece a confiança de empregados, cidadãos e formadores de opinião, que se sentem mais seguros e confiantes em uma governança sólida e bem estruturada. Por fim, normas atualizadas tornam a organização mais adaptável às mudanças do ambiente, permitindo ajustes rápidos e precisos em momentos de transformação.

Manter as normas internas vivas e atualizadas não é apenas uma prática de boa governança – é uma questão de sobrevivência em um mundo organizacional cada vez mais dinâmico. Uma organização que negligencia essa necessidade corre o risco de ser vista como desatualizada, arriscando sua credibilidade e, em última análise, sua sustentabilidade. No mundo da administração, a incerteza é o terreno fértil para erros e disputas, e normas desatualizadas são a receita certa para esse caos.

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sábado, 31 de agosto de 2024

Antes tarde do que nunca

Entre 2015 e 2016, a Diretoria de Serviços Oeste promoveu uma ampla mobilização sobre Segurança do Trabalho, com o objetivo de envolver gestores e empregados na prevenção de acidentes. Empregados contribuíram com premissas inovadoras, como a necessidade de evitar a ideia de que "sempre foi assim", realizar análises de valor dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluir a participação ativa dos usuários na escolha de EPIs, e garantir que as especificações considerem proteção, custo e conforto.

Essas premissas geraram sugestões que foram discutidas em 2016, como a substituição do chapéu australiano pelo chapéu legionário, melhorias em uniformes, e novos itens de conforto para garis, como mochila e cantil. Em 2017, algumas mudanças foram implementadas, incluindo o chapéu legionário e um novo tipo de borzeguim. No entanto, o projeto de um uniforme de fibra sintética, que seria benéfico para os trabalhadores em condições climáticas adversas, não avançou.

Agora, em 2024, finalmente estão sendo distribuídas mochilas e garrafas de água para os trabalhadores. A mochila, que é impermeável e ideal para carregar a capa de chuva, deve ficar junto ao corpo, reforçando a orientação de que, segundo a NR38, não é permitido pendurar objetos no contêiner ou no lutocar. A entrega está ocorrendo de forma gradual, e esse é mais um motivo de comemoração para os trabalhadores!



Começa, de forma gradativa, no mês de Setembro a distribuição de “sacochilas” impermeáveis e garrafas de água para os garis. O kit será fornecido aos empregados que trabalham na rua. A ideia é facilitar a hidratação, e garantir conforto ao transportar objetos. Inclusive, a capa de chuva deve ser levada na mochila!

A aquisição atende à NR38 e é resultado de um grupo de trabalho criado em 2023, com a participação de todas as diretorias e com iniciativa da DGG (??????)

Lembramos que, segundo também a NR38, é proibido pendurar objetos no contêiner e no lutocar.

Aos poucos, todas as gerências operacionais vão receber os itens.




sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Sistema de Atendimento Diário ao Empregado (SIADE)

No mês de agosto, a equipe de desenvolvimento da TI (DCO/CGT) entregou mais um novo recurso, o Sistema de Atendimento Diário ao Empregado (SIADE), para otimizar os processos de gestão interna da Comlurb.

Com a nova funcionalidade, os atendimentos na recepção se tornaram mais ágeis e eficientes, além de proporcionar maior segurança no armazenamento e processamento dos dados.

O SIADE está integrado aos sistemas de agendamento do Serviço de Medicina do Trabalho, atendimento ao Empregado e Serviço Social, permitindo que os funcionários sejam direcionados diretamente às áreas de interesse, facilitando e otimizando os serviços de cada setor.

Essa é mais uma ação desenvolvida pela TI da Comlurb para aprimorar os serviços da nossa Companhia.




quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Seis anos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as ações da COMLURB no âmbito da proteção de dados pessoais é de extrema relevância para o Programa de Integridade e Transparência da Companhia. A implementação de medidas para garantir a privacidade e segurança das informações pessoais reflete diretamente o compromisso da COMLURB com a conformidade legal e com os princípios éticos que sustentam sua governança.

A LGPD, ao completar seis anos, reforça a necessidade contínua de adaptações organizacionais, e o fato de que a COMLURB tenha capacitado 355 empregados somente em 2024 demonstra uma abordagem proativa. Através dessa capacitação, os funcionários são preparados para atuar de acordo com as diretrizes da lei, minimizando riscos de violações de segurança e fortalecendo a cultura de proteção de dados dentro da empresa.

Essas ações são centrais para o Programa de Governança em Privacidade e Proteção de Dados Pessoais da COMLURB, que busca não apenas o cumprimento da legislação, mas também a criação de um ambiente de trabalho seguro, pautado pela confiança e responsabilidade no tratamento das informações pessoais. Nesse contexto, cada colaborador desempenha um papel essencial para evitar vazamentos de dados, garantindo a integridade do processo e a proteção dos direitos dos titulares de dados.

Portanto, o alinhamento da COMLURB à LGPD é um pilar fundamental do seu Programa de Integridade, uma vez que promove a transparência, resguarda a privacidade dos envolvidos e assegura a conformidade com as normativas vigentes, contribuindo para a consolidação da confiança pública na atuação da companhia​.




Canais de Denúncia da COMLURB

Os Canais de Denúncia da COMLURB são fundamentais para o Programa de Integridade e Transparência, pois permitem que colaboradores relatem, de forma segura, transgressões como corrupção, fraude, assédio e discriminação. Esses canais reforçam a transparência e a responsabilização, garantindo que comportamentos ilícitos sejam investigados e corrigidos. Além disso, a confidencialidade assegurada incentiva a participação ativa dos funcionários, promovendo um ambiente de trabalho ético e em conformidade com o Código de Conduta e Integridade da COMLURB.




Controle dos blocos da notificação/intimação

A Ordem de Serviço “N” Nº 007, de 12 de agosto de 2024, que estabelece normas e procedimentos para o controle dos blocos de notificação/intimação e auto de constatação, tem grande relevância dentro do Programa de Integridade e Transparência da COMLURB por diversos fatores:

  1. Controle e Transparência: O procedimento claro sobre a solicitação, utilização e descarte dos blocos de notificação, bem como as diretrizes em caso de roubo, reforça o controle rigoroso sobre as ferramentas de fiscalização. Isso diminui a possibilidade de uso indevido ou extravio dos documentos, aspectos fundamentais para a integridade dos processos internos da COMLURB.

  2. Intransferibilidade dos Blocos: A intransferibilidade dos blocos é um ponto crucial que garante que apenas servidores autorizados realizem as fiscalizações, prevenindo fraudes ou a aplicação irregular de penalidades. Esse controle rigoroso está alinhado com os princípios de moralidade e eficiência exigidos na administração pública.

  3. Rastreabilidade: A norma que prevê a distribuição de novos blocos somente após a utilização completa do anterior cria um ciclo de rastreamento contínuo. Isso facilita auditorias e permite um monitoramento transparente sobre o uso dos documentos oficiais de fiscalização, reforçando a governança e o cumprimento das normas municipais​.

Assim, essa Ordem de Serviço complementa os pilares de integridade e transparência ao fortalecer o controle dos instrumentos de fiscalização e garantir que as operações estejam alinhadas às boas práticas administrativas e à legislação.




 

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

11 anos da Lei Anticorrupção

No dia 1º de agosto de 2013 foi sancionada a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846), marco fundamental na luta contra a corrupção no Brasil. Durante o mês que celebramos mais um aniversário da Lei Anticorrupção, devemos refletir sobre sua importância e renovar nosso compromisso com a ética e a integridade em todas as nossas ações.

A Comlurb se orgulha de sua atuação pautada pela transparência e pelo respeito às normas legais. Nossa Diretoria de Compliance tem trabalhado incansavelmente para fortalecer a cultura de integridade e transparência dentro da Companhia, promovendo treinamentos, disseminando boas práticas e diversos comunicados para orientar e prevenir condutas inadequadas.

Nesta data simbólica, reforçamos a todos os nossos empregados e gestores a importância de manterem-se vigilantes e atuarem com responsabilidade, integridade e ética em suas atividades diárias. Cada um de nós desempenha um papel crucial na construção de um ambiente de trabalho íntegro e justo. 

Vamos juntos celebrar esta data e renovar nosso compromisso com a ética, construindo um futuro cada vez mais transparente e justo para todos.






quarta-feira, 31 de julho de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - julho 2024

 

PROGRAMA DE INTEGRIDADE E TRANSPARÊNCIA DA COMLURB: UM PARALELO COM OS JOGOS OLÍMPICOS.

Os Jogos Olímpicos nos inspiram com demonstrações de dedicação, superação e, acima de tudo, integridade. Valores como fair play, respeito às regras e busca incessante pela excelência não se limitam ao universo esportivo. Na Comlurb, esses princípios são igualmente celebrados e incorporados ao dia a dia por meio do nosso Programa de Integridade e Transparência.

Os Jogos Olímpicos são um exemplo primoroso de organização, conformidade e ética, que podem servir como inspiração para programas de integridade e transparência, como o da Comlurb. Podemos traçar um paralelo entre os elementos que garantem a justiça e o desempenho no esporte e os mecanismos de governança da Companhia.

Regras Claras e Bem Definidas: A Base da Competição

Nos Jogos Olímpicos, as regras são estabelecidas pelas federações esportivas internacionais e pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). Essas regras são essenciais para garantir que todas as competições sejam justas e que todos os atletas compitam em igualdade de condições. Analogamente, o Programa de Integridade e Transparência da Comlurb é fundamentado em uma estrutura de normas e políticas garantindo que todos os procedimentos sejam realizados de forma ética e transparente. Assim como cada esporte olímpico possui um conjunto de regras que orientam os atletas, a Comlurb estabelece diretrizes claras e transparentes para seus empregados. O nosso Código de Conduta e Integridade, por exemplo, atua como um guia, delineando os comportamentos esperados e as responsabilidades de cada indivíduo, promovendo um ambiente de trabalho justo e equitativo.

Papel da Alta Administração: Liderança e Compromisso

A alta administração nos Jogos Olímpicos, como o COI, desempenha um papel crucial na definição de políticas e na garantia de sua implementação eficaz. A liderança forte é essencial para manter a integridade e o sucesso do evento. Na Comlurb, a alta administração tem um papel central na promoção da integridade e transparência. Eles são responsáveis por definir e implementar políticas que garantam a conformidade e a ética em todas as operações da Companhia. Dessa forma, uma liderança comprometida é fundamental para o sucesso do nosso Programa de Integridade e Transparência.

Juízes Imparciais: Garantindo o Cumprimento das Regras

Nos esportes olímpicos, juízes e árbitros são responsáveis por garantir que os atletas sigam as regras estabelecidas de forma que as competições ocorram de forma justa e imparcial. Eles são treinados para detectar infrações e assegurar que a competição seja justa. Na Comlurb, esse papel é desempenhado pela Diretoria de Compliance (DCO), que monitora e avalia a conformidade com as normas internas e regulamentos externos. Checagens regulares são realizadas para garantir que todos os processos estejam em conformidade com as leis e políticas estabelecidas.

Punições Justas: Responsabilidade e Correção

Nos Jogos Olímpicos, os atletas que descumprem as regras enfrentam severas penalidades, que podem incluir a desqualificação e a perda de medalhas. Estas punições são essenciais para manter a integridade do evento e garantir que todos os participantes ajam de forma ética. Na Comlurb, há um sistema robusto de sanções para aqueles que violam as normas de integridade e transparência. Medidas disciplinares podem incluir advertências, suspensões e até demissões, dependendo da gravidade da infração. Este sistema de punições é fundamental para garantir a conformidade e manter a confiança pública nos serviços da Companhia.

 Melhor Desempenho: Inovação e Melhoria Contínua

A tecnologia e a inovação são fundamentais tanto nos Jogos Olímpicos quanto na Comlurb. No esporte, novas tecnologias são constantemente desenvolvidas para melhorar o desempenho dos atletas e a precisão dos julgamentos. De maneira semelhante, a Comlurb investe em tecnologia para melhorar a eficiência operacional e a qualidade dos serviços prestados. Iniciativas como o desenvolvimento de sistemas web e mobile, além de soluções de Business Intelligence, são usadas para elevar a eficiência administrativa e operacional.

Responsabilidade Compartilhada: gestores e empregados

A responsabilidade pela integridade não recai apenas sobre os árbitros. Atletas e treinadores têm um papel crucial em garantir a integridade das competições com sua conduta ética e profissional. Da mesma forma, na Comlurb, cada gestor e empregado tem a responsabilidade de garantir a integridade e a transparência em suas ações diárias. A conduta ética de cada indivíduo é fundamental para manter a credibilidade da Companhia e garantir a qualidade dos serviços prestados à população.

Fair Play: Respeito e Colaboração

O conceito de fair play, ou jogo limpo, é central nos Jogos Olímpicos. Ele promove a ética, o respeito e a integridade entre os competidores, criando um ambiente onde o melhor desempenho é alcançado dentro das regras do jogo. Na Comlurb, o fair play se traduz em práticas justas e equitativas onde a colaboração e o trabalho em equipe são incentivados, promovendo um ambiente de confiança e respeito mútuo, onde cada indivíduo contribui para o sucesso coletivo.

Conclusão

Os Jogos Olímpicos e o Programa de Integridade e Transparência da Comlurb compartilham muitos princípios fundamentais: regras claras, monitoramento rigoroso, equidade, busca pela excelência e penalidades para infrações. Ambos os sistemas demonstram que, seja no esporte ou na administração pública, a integridade e a transparência são essenciais para o sucesso e a confiança do público.

O Programa de Integridade e Transparência da Comlurb demonstra que os valores olímpicos podem e devem ser aplicados em todos os setores da sociedade. Ao promover a ética, a transparência e a busca pela excelência, a Companhia contribui para a construção de um futuro mais justo, equitativo e sustentável para todos.



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terça-feira, 30 de julho de 2024

Sistema de descarte de resíduos orgânicos


Estamos felizes em anunciar uma nova iniciativa sustentável! A partir da próxima segunda-feira (29/07) será implementado um sistema de descarte de resíduos orgânicos na Sede, que será encaminhado para um minhocário com o objetivo de produzir um composto orgânico para nossa horta.

Como funciona:

Descarte consciente: Pedimos que todos descartem, no recipiente do refeitório, os restos de alimentos de fácil decomposição, como cascas e partes de frutas, hortaliças e legumes não cozidos, além de borra e filtro de café, saquinhos de chá, toalhas de papel e guardanapos.

Minhocário: os restos de alimentos serão levados pelos garis aos nossos minhocários, montados perto do prédio anexo. Lá, as minhocas vão transformar os resíduos em um composto orgânico rico em nutrientes.

Horta sustentável: o composto orgânico será utilizado em nossa horta, com o cultivo de temperos e ervas medicinais frescos e saudáveis para o próprio uso.

Contamos com a colaboração de todos para o sucesso desta iniciativa. Vamos transformar os restos de alimentos em um recurso valioso para o meio ambiente e para nosso bem-estar.

ATENÇÂO

Para evitar que a iniciativa de compostagem seja vista como "greenwashing", é fundamental:

Transparência: Estabeleça metas claras, como a quantidade de resíduos compostados, e publique resultados regularmente.

Engajamento: Promova a educação dos colaboradores sobre a separação dos resíduos e incentive a participação ativa na horta.

Essas medidas mostram comprometimento genuíno com a sustentabilidade e ajudam a garantir que a iniciativa seja percebida como uma ação real, e não apenas como uma estratégia de marketing.

 

domingo, 14 de julho de 2024

O "Elefantinho" de Praga na República Tcheca

Equipamentos de limpeza automatizados, apelidados de "elefantinhos" devido ao seu tubo de aspiração, têm sido considerados como uma alternativa para otimizar os serviços de limpeza urbana. A atratividade de soluções automatizadas reside na promessa de maior eficiência e redução de custos. No entanto, a implementação bem-sucedida desses equipamentos exige uma análise criteriosa de diversos fatores.



Aspectos Técnicos e Operacionais:

Funcionalidade: O equipamento atinge áreas de difícil acesso, como sarjetas? É manobrável em diferentes tipos de terreno? Apresenta desempenho satisfatório em varrição e coleta? É adequado para as condições climáticas e os tipos de resíduos específicos da região?

Manutenção: A disponibilidade de peças de reposição é garantida localmente? A manutenção requer conhecimento técnico especializado? Os operadores possuem treinamento adequado para operar e realizar a manutenção básica do equipamento?

Análise de Custo-Benefício:

Comparativo com métodos manuais: A utilização do equipamento é mais eficiente e econômica do que a limpeza manual realizada por profissionais de limpeza? Em quais contextos a automação se mostra vantajosa? Quais os custos de aquisição, manutenção e operação do equipamento em comparação com os custos da mão de obra tradicional?

Aspectos Sociais e Ambientais:

Impacto na força de trabalho: A implementação do equipamento pode afetar o número de empregos na área de limpeza urbana? Existem alternativas para realocar ou requalificar os profissionais afetados?

Sustentabilidade: O equipamento utiliza tecnologias e materiais ecologicamente corretos? Qual o consumo de energia e água em comparação com os métodos tradicionais?

Conclusão:

A implementação de equipamentos de limpeza automatizados em contextos urbanos requer uma avaliação abrangente que considere não apenas a eficácia técnica do equipamento, mas também sua adequação às condições locais, custos de manutenção e operação, impacto social e ambiental, além da comparação com métodos tradicionais de limpeza. A análise cuidadosa desses fatores contribuirá para uma tomada de decisão informada sobre a viabilidade e o impacto da automação na limpeza urbana.

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Lixo urbano: as inovações que vêm da América Latina

Chile usa rastreio para otimizar a reciclagem e evitar o descarte ilegal. Uruguai tem leis contra detritos eletrônicos. Brasil inicia produção de energia limpa via resíduos. Equador e Peru desenvolvem apps com mapas interativos para conectar cidadãos às práticas de catadores

Por Juan Chiummiento, em O Eco


A destinação adequada dos resíduos sólidos representa um desafio urgente para a América Latina. Embora os serviços de coleta atendam a 85% das áreas urbanas da região — porcentagem acima da média global —, muitos países enfrentam dificuldades em seu manejo. Cerca de 45% dos resíduos acaba em locais impróprios, como lixões a céu aberto, que contaminam o solo, corpos d’água e até o ar.

A América Latina e o Caribe geram um total de 541 mil toneladas de resíduos diariamente, quase um quilo por habitante, segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma). Dados do Banco Mundial mostram que a região está entre as que menos produzem resíduos no mundo. Jordi Pon, coordenador regional do Pnuma para a América Latina e o Caribe, diz que o problema não é o volume, mas a gestão desses materiais.

O manejo inadequado dos resíduos traz problemas à saúde e ao meio ambiente, além de representar atrasos na adoção de economias circulares — sistemas que buscam minimizar o desperdício e maximizar o uso de recursos, reintegrando o resíduo aos ciclos produtivos.

Para enfrentar esse problema, são necessárias respostas abrangentes de governos nacionais e locais; e alguns deles de fato estão caminhando nessa direção. O Dialogue Earth analisou cinco projetos em países da região que buscam melhorar a gestão de resíduos e incentivar práticas mais sustentáveis.

Argentina: cooperativas de catadores

Nas últimas décadas, o ato de coletar papelão e outros materiais recicláveis para depois vendê-los ficou conhecido na Argentina como cartonear. Esses catadores de materiais recicláveis que circulam pelas ruas das grandes cidades, os cartoneros, tornaram-se mais comuns após a crise econômica argentina de 2001.

Catador recolhe papelão nas ruas de Buenos Aires, Argentina. Cooperativas de catadores hoje promovem boas práticas e fazem a intermediação com empresas de reciclagem. Imagem: Carol Smiljan / NurPhoto / Alamy.

A expansão da atividade levou à formação de várias organizações setoriais, incluindo a Federação Argentina de Catadores, Carroceiros e Recicladores (FACCyR). A entidade reúne cooperativas de todo o país que se organizam para melhorar as condições de trabalho e as práticas de reciclagem.

Uma dessas cooperativas associadas à FACCyR é a Dignidad Cartonera, criada em 2017 na cidade de Rosário e atualmente com mais de 150 membros ativos. A fundadora, Mónica Castro, ficou desempregada em 2001 e mobilizou vizinhos em situação parecida: “Decidimos criar nossa própria fonte de trabalho, que era sair às ruas e coletar papelão”.

Em 2019, a Dignidad Cartonera colaborou com a prefeitura de Rosário em um projeto-piloto para coletar resíduos domésticos e comerciais que poderiam ser reciclados. Se antigamente a cooperativa atuava na coleta de toda a cidade, o piloto criou um serviço porta a porta no bairro Industrial, na zona oeste da cidade. Assim, os catadores ensinam os moradores a separar corretamente os resíduos recicláveis.

O material coletado nas casas chega diariamente a um depósito administrado pela cooperativa, e daí é enviado a empresas de reciclagem. Trabalhando em parceria com outras cooperativas da FACCyR, a Dignidad Cartonera consegue acumular uma grande quantidade de material, garantindo maior poder de negociação e buscando uma remuneração mais justa pelo trabalho.

Os catadores esperam que seu trabalho ajude a promover mais ações coletivas. “Queremos inspirar outras pessoas a seguir nosso caminho, demonstrando que é possível criar um mundo mais justo e sustentável”, diz Juliana Muchiut, coordenadora da cooperativa.


Chile: blockchain para rastrear cargas de recicláveis

Nos últimos 70 anos, mais de 140 milhões de toneladas de plástico foram despejadas nos ecossistemas aquáticos ao redor do mundo, segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. No Chile, o projeto Atando Cabos coleta resíduos plásticos da aquicultura, como redes de náilon e cordas de poliéster, transformando tudo isso em materiais reutilizáveis. A iniciativa usa a tecnologia blockchain para garantir a transparência e a eficiência de suas operações, aumentando a confiança de toda a cadeia de produção. 

O fundador do projeto, Michel Compagnon, é diretor comercial da Comberplast, empresa que usa plástico para moldar produtos. Ele diz que a ideia surgiu após uma viagem à Patagônia em 2016, onde se deparou com uma enorme quantidade de resíduos plásticos e linhas de pesca que poluíam os fiordes da região chilena. Como profissional do setor, ele logo entendeu que “aquilo não era lixo, mas matérias-primas valiosas que poderiam ser recicladas”.

Projeto Atando Cabos, no Chile, coleta resíduos plásticos, como redes de náilon, cordas de poliéster e pallets de plástico, transformando-os em novos itens. Imagem: Atando Cabos.

A equipe do Atando Cabos trabalha junto à população local, principalmente pescadores, que os ajudam a coletar esses resíduos plásticos no sul do Chile. As cargas são enviadas a uma fábrica na capital, Santiago. Lá, o plástico ganha uma nova vida, transformado em produtos como estrados ou caixas de frutas.

A tecnologia blockchain garante que os atores envolvidos na cadeia de valor acompanhem a jornada dos materiais e que os resíduos sejam tratados conforme os melhores padrões ambientais e de qualidade. 

Os dados registrados por meio dessa tecnologia são seguros e inalteráveis. E cada etapa — da coleta à produção de um novo material — é documentada em um livro-razão online, que pode ser acessado por meio de um QR code anexado ao produto. 

Compagnon diz ter sido incentivado a usar esse método para fornecer uma prova compreensível e acessível de que os produtos eram de fato feitos de material reciclado.

Em 2019, Atando Cabos ganhou um prêmio de iniciativas verdes na América Latina. Atualmente, o projeto ajuda na reciclagem de mais de 2,3 mil toneladas de resíduos anuais.


Brasil: lixo transformado em energia no Rio

Em uma grande cidade como o Rio de Janeiro, onde mais da metade dos resíduos gerados são orgânicos — via de regra, descartados em aterros sanitários em forma de rejeito —, a gestão sustentável de resíduos sólidos é vital.

Desde 2018, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) mantém uma usina de processamento de resíduos orgânicos pioneira na América Latina. A instalação localizada no Caju, na zona norte, processa 12,5 toneladas de resíduos por dia, transformando-os em biogás e adubo.


Funcionários da Comlurb limpam as praias da cidade do Rio de Janeiro após o réveillon, em janeiro de 2023. Mais da metade dos resíduos gerados no Rio é considerado orgânico, e o serviço municipal de limpeza visa transformar parte disso em biogás e composto orgânico. Imagem: Jose Lucena / ZUMA Press / Alamy.

A usina de processamento é autossuficiente graças à geração de biogás e ainda produz adubo para uso no programa Hortas Cariocas, financiado pela ONU. O composto da Comlurb tem seu próprio nome — Fertilurb — e é apresentado como um “super adubo” devido ao seu alto nível de pureza, segundo a Comlurb.

O coordenador de projetos da Comlurb, Bernardo Ornelas, observa que a iniciativa foi o primeiro “programa de coleta seletiva de orgânicos” na cidade e foi lançada inicialmente em escolas municipais e supermercados.

Juntamente com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Comlurb está estudando formas de expandir a reciclagem de resíduos orgânicos no Rio de Janeiro para processar até 150 toneladas diárias. A previsão é de que isso ocorra nos próximos três anos.

Esse montante, no entanto, ainda não chega perto das 8,5 mil toneladas de resíduos destinados diariamente ao aterro sanitário de Seropédica, na região metropolitana do Rio. No aterro, parte do chorume líquido também é tratado para virar água de reuso. 


Uruguai: leis contra resíduos eletrônicos

O Uruguai tem a maior produção per capita de resíduos eletrônicos do Cone Sul, com uma média de 14,8 kg de materiais desse tipo descartados por habitante a cada ano, um recorde regional. Estudos do Ministério do Meio Ambiente do país atribuem esse alto descarte com o alto produto interno bruto per capita do país. 

A criação de uma legislação específica sobre a reciclagem de lixo eletrônico e aparelhos elétricos é fundamental, porque é um dos resíduos sólidos que mais cresce. A norma pode ajudar a monitorar a evolução dessa prática e a definir políticas eficazes para combater o descarte ilegal, promover a reciclagem e criar empregos no setor. Porém, até 2023, apenas cinco países da América Latina tinham regulamentações específicas.

Evento de reciclagem de eletrônicos organizado pelo Ministério do Meio Ambiente do Uruguai no Parque Rodó, em Montevidéu. O governo uruguaio quer regulamentar a gestão e o tratamento dos resíduos eletrônicos. Imagem: Ministério de Meio Ambiente do Uruguai.

Em junho de 2023, o Ministério do Meio Ambiente do Uruguai assinou um acordo com a prefeitura de Montevidéu e a cooperativa de reciclagem Volver a la Vida para expandir sua reciclagem de eletrônicos. O município fornece as instalações e faz a coleta dos resíduos, enquanto a cooperativa é responsável pelo reparo de produtos e pela recuperação de componentes ainda úteis. O projeto visa promover uma economia circular, bem como a inclusão social, empregando e treinando pessoas em condição de vulnerabilidade para atuar na cooperativa de reciclagem.

O governo uruguaio também trabalha na criação de uma regulamentação específica sobre a gestão e o tratamento desses equipamentos com base na Lei de Gestão Integrada de Resíduos, aprovada em 2019. 

A iniciativa da Volver a la Vida segue as diretrizes do Projeto Resíduos Eletrônicos da América Latina (Preal), que incentiva sua redução e o descarte adequado. O Preal defende aumentar a responsabilidade dos produtores de eletrônicos sobre o descarte adequado, disseram María José Crovetto e Gariné Guerguerian, consultores do Ministério do Meio Ambiente, órgão integrante do projeto. Isso poderia obrigar os fabricantes a financiar programas de coleta e reciclagem ou a criar produtos mais fáceis de reciclar, por exemplo.


Equador e Peru: aplicativo para recicladores

Melhorar a gestão de resíduos e promover a inclusão na reciclagem no Equador: esses foram os objetivos que levaram à criação do ReciVeci, aplicativo e plataforma que facilitam a colaboração entre cidadãos e catadores autônomos. Hoje, o app está disponível nas cidades de Quito, Cuenca, Guayaquil e, em 2023, começou sua expansão para o Peru.

“O ReciVeci nasceu da necessidade de resolver dois problemas: a geração de resíduos sólidos e a demanda dos catadores”, explicou Sofía Baque, coordenadora de parcerias da plataforma. 

Por meio de um mapa interativo, o aplicativo permite que os cidadãos localizem catadores para a coleta diretamente em suas residências. Isso permite que os usuários conheçam seus recicladores, “o que cria um vínculo que promove entregas regulares e uma relação de confiança mútua”, disse Baque.

O aplicativo ReciVeci, disponível nas cidades equatorianas de Quito, Cuenca e Guayaquil, permite que os cidadãos localizem catadores para a coleta diretamente em suas residências. Imagem: ReciVeci

O aplicativo, que começou como um projeto voluntário e coletivo, obteve um capital inicial de US$ 10 mil de investidores após vencer um desafio de empreendedorismo urbano em 2018. Esse financiamento permitiu o desenvolvimento de uma nova versão do aplicativo, “mais interativa e que nos permitiu nos consolidar como uma startup”, acrescentou Baque.

Além de conectar os catadores de materiais recicláveis com os cidadãos, os usuários do ReciVeci podem acumular pontos e trocá-los por prêmios, incentivando o público a reciclar ainda mais. O aplicativo também fornece métricas aos usuários, ajudando-os a medir e quantificar seu próprio impacto na gestão de resíduos. 

Segundo Baque, o app já ajudou a coletar 150 toneladas de resíduos e conta com dois mil catadores registrados. Já Lorena Gallardo, fundadora da iniciativa, disse recentemente ao podcast da Forbes Ecuador que eles recuperaram 200 toneladas de material reciclável e, com base em seus cálculos, evitaram a emissão de 300 toneladas de dióxido de carbono.

domingo, 30 de junho de 2024

Panorama de Integridade e Transparência - junho 2024

PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO NA COMLURB: ESTRATÉGIAS PARA A CONTINUIDADE E EXCELÊNCIA.

O planejamento sucessório é uma prática fundamental para garantir a continuidade e o sucesso de qualquer organização, especialmente em uma entidade pública como a Comlurb. A estabilidade e a eficiência da gestão são cruciais para atender ao interesse público e manter a qualidade dos serviços prestados. Este processo envolve a identificação de potenciais sucessores e o desenvolvimento de suas habilidades, assegurando que a organização continue a funcionar de maneira eficaz mesmo diante da saída inesperada de seus líderes.

Na Comlurb, a identificação de talentos deve considerar não apenas as competências técnicas dos empregados, mas também sua aderência aos valores e princípios da administração pública, como legalidade,impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Este processo deve ser objetivo e transparente, evitando favoritismos e priorizando sempre o interesse público. Após a identificação dos talentos, é necessário investir no desenvolvimento contínuo das lideranças, oferecendo programas decapacitação focados em habilidades de gestão pública, ética, compliance, responsabilidade social e governança corporativa. Esse desenvolvimentodeve ser oferecido a todos, visando a capacitação para o bem comum e o aprimoramento da gestão, independentemente de haver vacância deposições específicas.

A Comlurb enfrenta desafios específicos no planejamento sucessório, como a influência de diferentes grupos de interesse, a pressão política e a necessidade de equilibrar objetivos econômicos e sociais. Há diferenças significativas entre o planejamento sucessório para Diretores e Gerentes em comparação com o planejamento para áreas operacionais eadministrativas. Para Diretores e Gerentes, o planejamento deve focar na identificação de líderes com visão estratégica, capacidade de gestão e habilidades políticas para navegar em um ambiente complexo e dinâmico. A influência de grupos de interesse e a necessidade de uma forte aderência aos princípios da administração pública são considerações cruciais. Já nas áreas operacionais e administrativas, o foco está em identificar edesenvolver talentos com competências técnicas específicas e habilidades de liderança prática. A continuidade dos serviços operacionais é vital para a Comlurb, tornando a preparação de sucessores nessas áreas uma prioridade constante.

Apesar dos desafios, o planejamento sucessório oferece várias oportunidades para a Comlurb. A possibilidade de atrair talentos com experiência diversificada, tanto do setor público quanto do privado, pode enriquecer a organização com novas perspectivas e competências. Desenvolver talentos de forma contínua, independentemente de vacâncias específicas, garante uma base sólida de líderes preparados para assumir responsabilidades quando necessário.

Uma cultura organizacional forte é a base de um planejamento sucessório eficaz. A Comlurb deve promover uma cultura que valorize a meritocracia, a ética e o compromisso com o interesse público. Reconhecer e recompensar o desempenho e o potencial dos empregados fortalece o engajamento e a motivação. Fomentar um ambiente onde os empregados são incentivados a buscar aprimoramento profissional e se preparar para novas responsabilidades é essencial.

Manter um ambiente de transparência e ética é crucial para construir confiança e assegurar que todos os processos de planejamento sucessório sejam justos e imparciais.

Investir na preparação de sucessores é uma estratégia inteligente para garantir a longevidade e o sucesso da Comlurb. Um plano de sucessão bem estruturado transmite confiança às partes interessadas, demonstra compromisso com a boa governança e assegura que a organização está preparada para enfrentar futuros desafios, mantendo a continuidade dos serviços essenciais para a sociedade.

Ao focar na identificação e desenvolvimento contínuo de talentos, a Comlurb fortalece sua capacidade de liderança e garante a eficiência e eficácia de sua gestão, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da comunidade que serve.



Panorama - 0624 (4) by Gustavo Puppi on Scribd



Panorama - 0624 (3) by Gustavo Puppi on Scribd

sábado, 29 de junho de 2024

Papeleiras em Richmond - Reino Unido

 As fotos mostram a coleta de resíduos em Orleans Gardens, Richmond, Reino Unido. O procedimento de coleta de resíduos em parques como este geralmente é parte do serviço de manutenção pública, frequentemente realizado por equipes de manutenção de rodovias e espaços públicos.

Na primeira imagem, vemos duas lixeiras transbordando, o que sugere um uso intenso e possivelmente uma frequência insuficiente de coleta. Isso pode indicar a necessidade de ajustes na programação de coleta ou de um aumento no número de lixeiras para acomodar o volume de resíduos gerado pelos frequentadores do parque.

Na segunda imagem, vemos um veículo de manutenção de rodovias estacionado em uma via do parque, com um funcionário uniformizado esvaziando uma lixeira. Este tipo de serviço é essencial para manter os espaços públicos limpos e bem conservados, proporcionando um ambiente agradável para os visitantes do parque.





sexta-feira, 28 de junho de 2024

Mais exemplos de veículos satélites

Os veículos mostrados nas fotos são exemplos de veículos "satélites" ou "mini caminhões de coleta de lixo", projetados especificamente para a coleta de resíduos em áreas urbanas com vias estreitas ou de difícil acesso. Esses veículos são essenciais para a gestão eficiente de resíduos em centros históricos, ruas estreitas e áreas urbanas densamente povoadas. Eles são menores que os caminhões de lixo tradicionais, permitindo manobras em ruas estreitas e becos onde veículos maiores não conseguem acessar.

Apesar de não possuírem tecnologia de compactação, esses veículos são projetados para coletar e transportar resíduos de forma eficiente. A falta de compactação significa que eles geralmente operam com frequências maiores de coleta ou transferem rapidamente os resíduos coletados para caminhões maiores ou estações de transferência de resíduos. Muitos desses veículos são projetados para serem mais silenciosos e menos poluentes, uma característica importante para operações em áreas residenciais e comerciais.

Esses veículos são utilizados principalmente em centros históricos, bairros residenciais densos, áreas comerciais com trânsito intenso e locais turísticos com restrições de acesso a veículos grandes. Eles operam em rotas e horários definidos para minimizar a interferência com o tráfego e a vida cotidiana dos moradores. Geralmente, operam em horários de menor movimento para evitar congestionamentos. Facilitam a coleta de resíduos em locais onde os caminhões tradicionais não conseguiriam operar eficientemente, contribuindo para uma gestão de resíduos mais eficaz e sustentável.

Por exemplo, a primeira imagem mostra um veículo de coleta em Mônaco, um local conhecido por suas ruas estreitas e infraestrutura densa. A utilização de veículos compactos é essencial para manter a limpeza urbana sem interromper o tráfego ou a vida diária dos moradores. A segunda imagem mostra um veículo semelhante em Split, Croácia, um importante destino turístico com uma área histórica densa. A eficiência e a capacidade de manobra desses veículos são cruciais para a manutenção da limpeza urbana, especialmente durante a alta temporada turística.

Os veículos "satélites" são uma solução eficiente e prática para a coleta de resíduos em áreas urbanas desafiadoras. Sua capacidade de operar em vias estreitas torna-os uma peça fundamental na gestão moderna de resíduos urbanos, contribuindo para cidades mais limpas e sustentáveis.




 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Exemplos de papeleira em Monaco




 

Mônaco - contêineres de resíduos instalados abaixo do nível do solo

Mônaco implementou um sistema inovador de gestão de resíduos subterrâneos, projetado para melhorar a limpeza urbana, a eficiência e a sustentabilidade ambiental. Esses sistemas consistem em contêineres de resíduos instalados abaixo do nível do solo, com apenas as colunas de depósito visíveis acima do solo. Esse design minimiza o impacto visual e reduz problemas de odores e pragas comumente associados a lixeiras tradicionais.

Os benefícios desse sistema são variados. Ele aumenta significativamente a capacidade de coleta de resíduos, reduzindo a frequência das viagens de coleta. Isso resulta em menores emissões de CO2 e custos de transporte reduzidos. Os contêineres subterrâneos também são mais higiênicos, pois minimizam o contato direto com os resíduos e ajudam a conter odores desagradáveis​

O compromisso de Mônaco com o desperdício zero é ainda mais demonstrado por suas políticas rigorosas sobre plásticos de uso único. Desde 2016, o principado vem proibindo progressivamente vários itens de plástico de uso único, com o objetivo de eliminá-los completamente até 2030. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para reduzir o desperdício e promover a sustentabilidade em toda a região​ 
No geral, a abordagem de Mônaco para a gestão de resíduos através de contêineres subterrâneos e medidas regulatórias rigorosas sobre plásticos destaca sua dedicação em manter um ambiente urbano limpo, eficiente e ecologicamente correto​