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sábado, 30 de junho de 2018

Sintomas que mostram que você precisa de um Sabático


Eberson Terra 

Interromper uma carreira não é fácil para ninguém!



Se você se deparou com a sensação de que largar tudo seria uma opção válida em sua vida, com certeza você precisa de um tempo maior para buscar, com foco total, algo que abrande seu coração.

Muitos caminhos e experiências podem ter lhe levado a isso, frustrações na carreira são as mais comuns, mas até profissionais com relativo sucesso em suas áreas de atuação podem sentir um vazio tremendo que não é mais recompensado simplesmente com bônus ou aumentos salariais.

Independente dos motivos que levaram ao ponto de desejar uma mudança radical em seu cotidiano tanto profissional quanto pessoal, exigiu de você uma longa reflexão sobre seus valores, crenças e seu propósito de vida.

Quando começamos nossas vidas profissionais temos muitos sonhos, de cunho financeiro e de reconhecimento, que nos levam a modelos mentais tão diferentes daqueles que nos conceberam como homens e mulheres que, a longo prazo, nos tornam mais frios, menos empáticos e muito duros com nós mesmos.

Quantas vezes pensamos que:

  • Regredir não é uma opção; 
  • Falhar não é uma opção;
  • Amar não é uma opção. 


Opa, aí mora o perigo!

Você pode ter até se transformado em um profissional implacável, mas talvez o custo foi alto demais, e quando você percebe que um simples almoço de domingo em família é muito melhor que seu alto salário que cai dia 05 do mês, algo acendeu aí dentro de você e não vai te deixar em paz até você (SOZINHO) resolver suas pendências.

NÃO CULPE SIMPLESMENTE A EMPRESA! O problema PODE estar em como você se relaciona com ela e não nela propriamente dita! Não corra o risco de buscar outro lugar que se identifique levando um problema pessoal seu, NADA VAI MUDAR!

Esse artigo considera uma vivência pessoal, em que me descobri com três sentimentos muito íntimos e que culminou, pelo menos para mim, uma virada no “modus operandi” da minha vida.

Quem sabe esses 3 sintomas possam auxiliar a identificar se você também está precisando de uma profunda reflexão profissional.

E o período sabático pode te ajudar nisso!



Quando descobri que estava vivenciando simultaneamente os sintomas abaixo, eu tomei a minha decisão:

 #1 Sintoma da Ansiedade

Sem buscar explicações técnicas e médicas, todo mundo sabe o mal que a ansiedade traz para a carreira e para a sua vida pessoal. Não gostaria de trazer para esse contexto, questões patológicas ou descrever sem o devido cuidado, coisas sobre essa terrível doença. O fato é que a ansiedade é experimentada pela maioria dos profissionais no mundo corporativo, ela pode ser passageira, mas quando persiste, cada um precisa identificar em seu corpo e mente quando aquilo ultrapassou o limite da saúde e, agir.

#2 Sintoma da Perfeição

Esse sintoma parece antagônico. Afinal buscar a perfeição e fazer o seu melhor fazem muito sentido no mundo dos negócios. Mas existe uma tênue diferença conceitual, enquanto fazer o seu melhor é ter a dedicação e a produtividade dentro das possibilidades de seus limites, seus, de seu time ou até mesmo de recursos à disposição.

Buscar a perfeição sem esses requisitos é uma dura batalha sem glória. Esse pode ser um fator relevante para contribuir com distúrbios emocionais no trabalho, inclusive chegando a Síndrome de Burnout. Buscar a perfeição representa o seu medo de falhar e por isso a exigência sobre si mesmo aumenta de uma maneira descontrolada.

 #3 Sintoma do Vazio

Deixei este sintoma para o final, justamente para gastar um pouco mais de tempo e foco no quesito PROPÓSITO. O senso de vazio é o mais duro e angustiante sentimento que um profissional pode ter. É com certeza a sensação mais estranha para um profissional, pois mesmo estando rodeado de pessoas incríveis, trabalho e desafios bacanas, você se sente só e questiona a todo momento o porquê de estar ali fazendo aquilo.

É difícil saber se você está infeliz no trabalho ou está passando por uma fase ruim, e por isso prestar atenção no tão longo esse período persiste em sua mente, ou volta aparecer em momentos específicos como, quando acorda e quando vai dormir, é fundamental para decidir parar para fazer uma grande reflexão de sua vida, profissional e pessoal.



O fato é que a simultaneidade destes três sintomas, brotou NATURALMENTE em mim uma vontade inexplicável de mudança, de estabelecer o que realmente eu quero para a minha vida, mas principalmente o que NÃO queria mais para ela.

E como o caminho da reflexão é íntimo e pessoal demais, apenas posso dar este testemunho e desejar-lhe sorte em sua reflexão. Pense na sua felicidade em primeiro plano, pese vantagens e desvantagens e faça sua escolha!

Documentário sobre o Curso de Especialização em Gestão Pública

Origem da Lei das Estatais



Emenda Constitucional 19/1998 alterou o Art 173 da Constituição Federal estabelecendo a necessidade de uma lei para o estatuto jurídico da empresa pública. Quase vinte anos depois da referida emenda surge a Lei 13.303/16, conhecida como Lei das Estatais, dispondo sobre os itens do Art 173 da Constituição Federal para empresas públicas em todas as três esferas de governo.

A Lei 13.303/16 aproxima a empresa pública do ambiente de empresa privada estabelecendo normas para a composição de sua administração e governança, inclusive com avaliação de desempenho e responsabilidade de seus administradores. Estabelece também a necessidade de haver um sistema de compliance com gestão de risco e controles internos. Além disso, cria novas normas de licitações e contratos dissociando a empresa pública da lei 8.666/93 que fica restrita à administração pública direta.


O que diz o Art 173 da Constituição Federal após a Emenda Constitucional 19/98


Art. 173.  § 1º A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:


I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade; 
                     
II - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;         
                 
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observados os princípios da administração pública;

IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal, com a participação de acionistas minoritários

V - os mandatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores



Dispõe sobre o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Nós somos gente brasileira, e brasileiro sabe trabalhar!


Discurso de formatura da turma de Infraestrutura Local do Curso de Especialização em Gestão Pública com ênfase em governo Local da Escola Nacional de Administração Pública ENAP.


A transformação acontece no presente através de três dimensões: A dimensão pessoal onde nós somos o gerente de projeto da nossa própria vida; a dimensão cognitiva onde todo o dia aprendemos uma coisa nova inclusive o aprendizado pela empatia; e a terceira dimensão que completa as anteriores, a dimensão coletiva onde não estamos sozinhos no mundo e nada tem sentido se não for para o bem coletivo.


segunda-feira, 25 de junho de 2018

O Mal-Amado

A resposta de uma população que certamente não deseja que seus interesses sejam colocados em segundo plano, nem que as organizações públicas tenham baixo desempenho, está na pesquisa realizada pelo Instituto Data Folha no mês de junho que  indicou que a gestão do atual prefeito é “reprovada pela maioria (58%) dos moradores da cidade, que a considera ruim ou péssima ”.

Valores superiores a 50% de reprovação foram alcançados nas mulheres (64%), nos homens (51%); mais velhos, com 60 anos ou mais (62%); no segmento mais escolarizado (73%), renda familiar mais baixa, de até 2 salários (50%), na renda mais alta de 5 a 10 salários (75%) e acima de 10 salários (69%). Regionalmente, a Zona Sul, incluindo Tijuca reprova a gestão com 76%, no Centro com 69%, Zonas Oeste e Norte com 50% e 53% respectivamente.  A pesquisa afirma a “menor taxa de reprovação à atual gestão da cidade é verificada entre os evangélicos com 35%”. 






O Instituto Datafolha completa informando que três em cada dez cariocas com 16 anos ou mais dá nota zero ao desempenho do prefeito que na média alcança 3,5 em notas atribuídas de 0 a 10. 

A pesquisa foi comentada pela revista Veja Rio em 19 de junho de 2018  que comparou a rejeição no segundo ano de mandatos desde 1993. Rejeição semelhante à atual foi observada somente há 24 anos.  


Rejeição no segundo ano de mandato


Texto excluído da versão final do TCC: Agência Municipal Reguladora de Serviços Operacionais Urbanos

terça-feira, 19 de junho de 2018

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Vale transporte fora do municipio

Uma Companhia com gastos de pessoal na ordem de R$ 1,1 bilhão, empenhando 58% de seu orçamento, deve empregar esforços em regulamentar seus procedimentos de gestão de pessoas, e também buscar identificar e conter desperdício de recursos. 

O desperdício de recursos identificados deve ser tratado como uma oportunidade de melhorar a gestão de pessoa. No entanto, a melhoria somente será alcançada se houver a criação ou revisão de normas e procedimentos, enfim uma boa regulamentação.

Também, após publicada uma regulamentação, deve haver intensa divulgação e treinamento para os gestores, em especial aqueles que lidam com a gestão de recursos, direitos e deveres dos empregados.

Por fim, um acompanhamento do atendimento das normas através de controles formais e/ou auditorias deve ser uma rotina.


O caso do vale transporte

Em 2017, após uma auditoria nos custos sobre vale transportes, identificamos que existiam casos de empregados cadastrados com residência fora da região metropolitana do Rio de Janeiro com excessivo tempo de deslocamento para o trabalho.

Respeitando o direito do empregado de residir onde quiser, foi publicada Ordem de Serviço “N” 044, de 13 de junho de 2017, determinando que os empregados residentes fora da região metropolitana assinassem um termo de compromisso sobre o correto uso do vale transporte e também passassem a comprovar comprovante diário de passagens utilizadas no mês anterior. 

Este novo procedimento originou um recadastramento voluntário por parte da maioria dos empregados que tinam residencia cadastrada fora da região metropolitana.


Fábrica Móvel De Reciclagem Transforma Plásticos Em Ímãs


Conhecida como projeto Remolda, a fábrica móvel de reciclagem de plástico é uma iniciativa desenvolvida a partir de duas máquinas, uma de triturar e uma injetora que transforma o plástico em pequenas partículas, derrete-o, e injeta o resultado em um molde final, fazendo com que o produto já saia pronto.

De acordo com o vídeo de apresentação do projeto, a intenção é trazer um novo significado para o lixo, mostrando que o plástico pode valer dinheiro, com a venda desses produtos. Além disso, o principal objetivo sustentável é cumprido, já que a substância acaba não poluindo as águas dos rios.











quarta-feira, 6 de junho de 2018

O fim do laudo médico definitivo

Uma Companhia com gastos de pessoal na ordem de R$ 1,1 bilhão, empenhando 58% de seu orçamento, deve empregar esforços em regulamentar seus procedimentos de gestão de pessoas, e também buscar identificar e conter desperdício de recursos. 

O desperdício de recursos identificados deve ser tratado como uma oportunidade de melhorar a gestão de pessoa. No entanto, a melhoria somente será alcançada se houver a criação ou revisão de normas e procedimentos, enfim uma boa regulamentação.

Também, após publicada uma regulamentação, deve haver intensa divulgação e treinamento para os gestores, em especial aqueles que lidam com a gestão de recursos, direitos e deveres dos empregados.

Por fim, um acompanhamento do atendimento das normas através de controles formais e/ou auditorias deve ser uma rotina.


O caso dos exames médicos


Em 2017, uma auditoria identificou que, independente da emissão pelo INSS de Certificados de Reabilitação Profissional,  o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SESMT da Comlurb estava criando uma legião de empregados afastados definitivamente de suas funções. 

O chamado "Laudo Definitivo" criava internamente casos de reabilitação informal, que na verdade nunca acontecia, e o  empregado se transformava em um pária executando atividades sem sentido e sem valor agregado. 

Para resolver a situação foi publicada a Ordem de Serviço “N” 043, de 06 de junho de 2017, definindo procedimentos sobre exames médicos no SESMT essencialmente vinculando o laudo definitivo à uma decisão prévia do INSS caracterizada pelo Certificado de Reabilitação Profissional.


Todos os outros casos de afastamento seriam temporários e a cada renovação por parte do SESMT o empregado deveria apresentar novo parecer do seu médico, com menos de 60 dias, indicando a continuidade do problema de saúde. Antes disso, os empregados utilizavam pareceres antigos para manter o afastamento. 



terça-feira, 5 de junho de 2018

Comlurb começa a trocar sua frota por veículos elétricos e silenciosos

Prefeito Marcelo Crivella entregou nesta terça-feira (3) os três primeiros furgões do programa, que promete reduzir 80% das despesas de combustíveis na cidade.


Prefeiro do Rio apresenta novos carros elétricos da Comlurb (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Comlurb promete dar adeus aos barulhentos caminhões que diariamente recolhem lixo na cidade. Neste Dia Internacional do Meio Ambiente (5), o prefeito Marcelo Crivella apresentou os três primeiros veículos elétricos que vão compor a futura frota 100% não poluente da companhia.

A meta da prefeitura é que até o fim do ano toda a frota da Comlurb seja elétrica  e silenciosa.

"O caminhão de coleta de lixo, esse que a gente vê na rua com os garis abastecendo, pegando contêineres e lançando nos captadores, essa frota também será elétrica", prometeu Crivella.

Os furgões apresentados nesta terça-feira estão sendo usados na coleta de lixo hospitalar nas cinco maiores unidades da rede pública municipal: Souza Aguiar (Centro), Miguel Couto (Gávea), Salgado Filho (Méier), Hospital-Maternidade Leila Diniz e Lourenço Jorge (ambos na Barra da Tijuca).

Os veículos têm capacidade para carregar 750 quilos, andam a até 50 km/h e possuem autonomia de 250 quilômetros por recarga. Sua vida útil é cinco vezes superior à dos carros convencionais, reduzindo a despesa de combustível em 80%.

Por praticamente não fazerem ruído, os veículos podem operar em áreas residenciais durante a noite. A recarga das baterias é feita em totens na garagem da Comlurb em Bangu, na Zona Oeste da cidade. Bastam duas horas para recarregá-las.

Comlurb tem carros elétricos para coleto de lixo e resíduos hospitalares no Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)
Comlurb tem carros elétricos para coleto de lixo e resíduos hospitalares no Rio (Foto: Reprodução/TV Globo)

"Crime contra o meio ambiente é um crime que, além de ser contra nós mesmos, é contra nossas posteridades e nossos vindouros filhos, netos. O Rio de Janeiro que encontrei ano passado e que eu já conhecia deve muito ao meio ambiente", disse o prefeito.



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Feito para transporte urbano de cargas leves e encomendas, o T3 tem 4,46 m de comprimento, 1,72 de largura, 1,87 de altura e 2,72 de entre eixos. O modelo tem baú com piso plano de aço e 3.300 litros de volume. O motor elétrico tem 218 cv e 31,5 kgfm.

Com duas portas corrediças laterais e mais uma tampa vertical traseira, o veículo permite fácil acesso ao compartimento de carga. Já a cabine é isolada do restante do conjunto, tendo ar-condicionado digital, sistema de som, bancos em couro com apoio de braços individuais nos dois assentos e trio elétrico.

O T3 tem capacidade de carga de 750 kg e pode alcançar 130 km/h, fazendo de 0 a 100 km/h em 16 segundos. A autonomia é de 250 km, mas pode-se rodar mais de 300 km de forma mais econômica, embora os freios não sejam regenerativos.

O veículo tem baterias de 48 kWh e também pode ser recarregado em 2h no dispositivo de parede. O custo estimado por km rodado é equivalente ao consumo de 43 km/litro de etanol, de acordo com a marca. O preço estimado fica em torno de R$ 170.000. Após 10 anos, a vida útil da bateria se encerra e as células são usadas em contêineres de energia.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Conectividade Estratégica

O II Colóquio de Experiências de Gestão Municipal, sediado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) possibilitou que os discentes do curso de Especialização em Gestão Pública com ênfase em Governo Local apresentassem experiências exitosas de seus municípios de origem.

O evento proporcionou, ainda, um espaço de interação entre os alunos da Especialização e servidores da Escola. Na ocasião, o presidente da Enap, Francisco Gaetani, enfatizou a importância da difusão do conhecimento, citando a Plataforma Escola Virtual de Governo. "Enquanto pudermos oferecer conteúdo, em uma oferta massiva, todos vão poder se beneficiar", afirmou. 

Gustavo Puppi, do Rio de Janeiro (RJ), apresentou um novo aplicativo de celular que propicia a interação entre os funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana do RJ, a Comlurb. 





sábado, 26 de maio de 2018

Com coleta afetada por greve, Prefeitura tenta reativar Aterro de Gramacho

Por Danilo Vieira, RJ2

A falta de combustível afeta a coleta de lixo em várias cidades da Região Metropolitana do Rio. No capital, a prefeitura pediu para despejar lixo no antigo Aterro de Gramacho, em Duque de Caxias, fechado desde 2012, e reativou um outro aterro na cidade, em Gericinó, sem autorização.




Um vídeo feito por uma moradora de Bangu mostra uma caravana de caminhões da Comlurb despejando lixo no Aterro de Gericinó.

“Toda hora chegando mais um caminhão. É, prefeitura... Assim que vocês resolvem o problema do lixo? Reativando o que seria um aterro pra voltar essa imundice pro nossos convívio?”, questiona.

A TV Globo perguntou à Comlurb sobre o despejo de lixo que a moradora filmou em Gericinó. A companhia reconheceu que a área foi usada emergencialmente como transbordo, até que o lixo possa ser levado para Seropédica.

No fim da tarde, a Prefeitura do Rio conseguiu uma decisão da Justiça para garantir escolta policial dos caminhões-tanque necessários ao abastecimento da frota para o acesso à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), para abastecimento de combustível, e também para a desobstrução do acesso dos veículos da autora até ao Centro de Tratamento de Resíduos, em Seropédica.

A Comlurb pediu apoio da Polícia Militar para retirar 60 mil litros de óleo diesel da Reduc.

Antes de ir para o aterro sanitário de Seropédica, o lixo recolhido na cidade é levado para as chamadas estações de transbordo. São cinco ao todo - e três já atingiram a capacidade máxima.

Como os caminhões ainda não conseguem chegar a Seropédica, o prefeito Marcelo Crivella disse que vai pedir autorização ao governo do estado para levar o lixo para Duque de Caxias e jogar em Gramacho - onde havia um lixão desativado há seis anos.

A Prefeitura de Caxias diz que "fará de tudo" para impedir a reativação do lixão.

O Instituto Estadual do Ambiente ainda não se posicionou.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia do Gari: Conheça histórias de quem deixa a cidade mais limpa

No Rio, trabalhadores da Comlurb viraram ícones de bom humor e cultura carioca

Por NADEDJA CALADO


Viviane Nascimento trabalha em Irajá
Viviane Nascimento trabalha em Irajá - Daniel Castelo Branco / Agência O DIA


Rio - No dia 16 de maio é comemorado nacionalmente o Dia do Gari, oportunidade para homenagear e reconhecer o trabalho dos responsáveis por manter a limpeza de ruas, hospitais e escolas públicas, parques, praias e demais áreas urbanas. No Rio de Janeiro, além da missão profissional, os trabalhadores da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) viraram ícones de bom humor e cultura carioca, além de transformarem o "laranjinha" dos uniformes, equipamentos e caminhões em parte indispensável da paisagem da cidade. 

Quem já representou a Comlurb  é a gari Marcielle Adão, 34, na profissão há dez anos. Ela carregou a Tocha Olímpica nos jogos Rio 2016, e dirige as minivarredeiras do Sambódromo no Carnaval. "Entrei na profissão por influência do meu marido, gari há 15 anos. Ele falava com muito entusiasmo da profissão, e decidi fazer o concurso. Demorou dois anos para me convocarem, recebi a carta da Prefeitura na véspera de Natal, enquanto fritava rabanada. Foi meu presente de Deus e de Papai Noel", brincou ela, que é encarregada da limpeza de uma maternidade pública. "Tem muito preconceito. Às vezes olham e perguntam 'por que você não estuda? Vai fazer algo melhor', sendo que é um trabalho digno e honesto. Em limpeza de hospitais, a gente inclusive salva vidas. Sem uma boa limpeza, a operação é impossível", lembrou ela, que é técnica em Patologia Clínica e hoje faz faculdade de Serviço Social.

E pode parecer que a profissão de gari - acessível através de concurso público de nível médio - é para profissionais de baixa qualificação, mas garis técnicos, graduados e até mesmo pós-graduados não são raros. É o caso de Carlos Henrique da Fonseca, 33, na Companhia há três anos e formado em Gestão Ambiental. "Trabalhava como representante comercial em um escritório, e tenho cursos nas áreas de administração, agropecuária, informática, sou bombeiro civil, de tudo um pouco", contou. "E estou satisfeito com a profissão, acho mega divertido, conheço muita gente diferente, e me sinto valorizado. Sofri preconceito ao deixar o escritório apra trabalhar com isso, mas o trabalho é importante", completou ele, que também realiza projetos de sustentabilidade ambiental e tem uma empresa de ecoturismo.

Gari tatua caminhão da Comlurb - Divulgação

A paixão pela profissão da gari Thaís dos Santos é visível a olho nu: há quase 4 anos na Comlurb, ela tatuou um caminhão de coleta no braço. "Quando fiz 21 anos, ganhei uma tatuagem de presente, e o tatuador falou para eu escolher algo de que gostasse. Foi muito espontâneo dizer que eu gosto é do caminhão em que eu trabalho", disse, empolgada. Ela conta que enfrenta preconceito por atuar no caminhão de coleta, trabalho que, até poucos anos atrás, era exclusivamente masculino. "Eu adoro, porque é um trabalho pesado e eu sou meio hiperativa. Não tenho vergonha do que faço, tudo o que conquistei foi com esse trabalho. Sempre tem preconceito, mas a maior parte das pessoas admira e respeita. As crianças acham legal, até os bebês, quando vêem o laranja da roupa, ficam felizes, gosto muito do carinho que os cidadãos têm pela gente", comemorou.

A rotina pesada é comum a todos eles. O gari Jorge Filho, 32, que também é lutador, sai diariamente de casa no Realengo, Zona Oeste, rumo a Acari, na Zona Norte, onde dá aula de luta para crianças em um projeto social. Depois do descanso, segue para a Rocinha, onde trabalha no caminhão de coleta, e após o fim do expediente volta a Acari para encerrar as aulas da noite. "O gari é um funcionário público amado, a cidade tem necessidade do nosso trabalho. Não dá para imaginar o Rio de Janeiro sem esse cara de laranja passando no fundo", riu ele. Segundo ele, o trabalho pesado vale a pena pela contribuição com a comunidade. "Dou conta das duas coisas por isso. Contribuo com a cidade, e posso me dedicar a dar oportunidades a crianças, criando atletas ou, no mínimo, campeões como seres humanos, que é o mais importante", afirmou.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Melhoria da Regulamentação e Fiscalização de Grandes Geradores de resíduos



I Colóquio de Experiências de Gestão Municipal, sediado na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) possibilitou que os discentes do curso de Especialização em Gestão Pública com ênfase em Governo Local apresentassem experiências exitosas de seus municípios de origem.

NA ocasião foi apresentado um panorama da regulamentação da operação de empresas de coleta de resíduos de Grandes Geradores como resultado dos estudos realizados pelo Grupo de Trabalho criado pela Ordem de Serviço “N” 014, de 19 de janeiro de 2017.

O Grupo de Trabalho se empenhou em abrir uma nova frente de fiscalização para o LIXO ZERO, desta vez voltada para pessoa jurídica, no entanto, para que isso acontecesse foi necessário regulamentar o sistema.









Portaria N 20170627 n038 - ... by on Scribd



segunda-feira, 16 de abril de 2018

Nada se perde... tudo se transforma!

Ex-presidente da Comlurb é nomeado subsecretário de Transportes

Por: Aline Macedo em 16/04/18 12:57   

O ex-secretário Rubens Teixeira e Sérgio Eduardo Martins de Oliveira
O ex-secretário Rubens Teixeira e Sérgio Eduardo Martins de Oliveira Foto: Reprodução / Facebook
O ex-presidente da Comlurb, Sérgio Eduardo Martins Oliveira não ficou muito tempo na chuva depois de ser exonerado por falhas na condução dos trabalhos durante o temporal que parou a cidade logo após o carnaval.

O moço já conseguiu um lugar ao sol na Secretaria de Transportes: foi nomeado nesta segunda-feira (16) como subsecretário de Transportes.

Ele ocupa agora o antigo cargo do atual comandante da pasta, o coronel do Exército Diógenes Dantas Filho.

Martins é da patota do ex-secretário de Transportes e de Conservação (e ex-presidente da Comlurb), Rubens Teixeira, e o acompanhou em diferentes instâncias do Poder Executivo.

Primeiro, o moço esteve na Coordenadoria Geral de Conservação da Seconserma. Depois, foi junto com o ex-colega da Academia Militar de Agulhas Negras para a Comlurb, ocupando o cargo de diretor de Limpeza Urbana.

A presidência da companhia caiu em seu colo depois que o antigo chefe foi afastado por uma ordem judicial, com base em uma lei municipal que proíbe a nomeação de ex-candidatos na direção de estatais.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Grama e canteiros viram mato alto pela cidade


Terreno ao lado da prefeitura, no Centro: mato toma conta
Terreno ao lado da prefeitura, no Centro: mato toma conta Terreno ao lado da prefeitura, no Centro: mato toma conta Foto: Márcia Foletto / Extra


A Estrada do Mato Alto fica na Zona Oeste. Mas o nome cairia bem em várias vias das zonas Norte e Sul ou do Centro, a julgar pelo serviço de capina da prefeitura. A responsabilidade é da Comlurb, que, para justificar o matagal, alega passar por reestruturação para rever métodos de trabalho adotados por antigas diretorias, formadas por indicações políticas do prefeito Marcelo Crivella.

Canteiro central da Avenida Rio Branco, no Centro
Canteiro central da Avenida Rio Branco, no Centro Canteiro central da Avenida Rio Branco, no Centro Foto: Márcia Foletto / Extra

Sem citar o economista e pastor evangélico Rubens Teixeira, um de seus antecessores, o atual presidente da Comlurb, Tarquínio Almeida, funcionário de carreira, disse que as gestões anteriores foram ineficientes.

— Essa administração assumiu no fim de fevereiro com o objetivo de restabelecer o trabalho de gestores técnicos na Comlurb. Tivemos, no passado recente, pessoas que vieram de fora, indicações políticas que não tiveram desempenho adequado. Agora, a gestão conta com profissionais da casa.

O fato é que a falta de conservação de áreas públicas virou alvo de reclamação da população.

— Os garis só capinam o Aterro do Flamengo de vez em quando, demoram muito para voltar. O parque é enorme. Capinam de um lado, e o outro fica com aspecto de abandono — queixa-se a aposentada Maria Almeida.

Tarquínio é o 4º presidente da companhia na gestão Crivella. Em 2017, o comando da empresa foi entregue ao funcionário de carreira Gustavo Puppi, substituído em outubro por Teixeira, que em janeiro foi afastado por ordem judicial, já que não poderia comandar a empresa por ter sido candidato a vereador. Sérgio Martins de Oliveira o substituiu até Tarquínio assumir. Procurado, Teixeira rebateu as críticas:

— Os currículos e a experiência falam por si só.

Segundo a Comlurb, 900 garis trabalham diariamente com ceifadeira mecânica e equipamentos manuais, como enxadas. O atual presidente da Comlurb diz também que, além de questões administrativas, as chuvas constantes do último verão atrapalharam:

— As chuvas deslocaram muita terra das encostas. As equipes de manutenção priorizaram a remoção dessa terra para evitar que os ralos entupissem — afirmou Tarquínio, acrescentando que as equipes passaram a trabalhar em três turnos.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Fracasso da Coleta Automatizada Lateral

A Coleta Automatizada Lateral, equipamento utilizado a décadas na Europa e fortemente difundido na América Latina, com capitais como Buenos Aires atendida e cidades brasileiras como Porto Alegre, fracassou na Cidade do Rio de Janeiro.






























O sistema consiste no acondicionamento do resíduo em containers metálicos de 3200 litros coletados automaticamente por viatura que prescinde de guarnição de garis. Somente o motorista, através de câmeras e joysticks, é necessário para operar o elevador que coleta o container posicionado junto ao meio fio.

O fracasso se deve a presunção de que os containers metálicos seriam substitutos das antigas caixas metálicas de coleta em poli guindaste e posicionadas em comunidades onde o resíduo é extremamente heterogêneo. Ignorando todas as premissas desenvolvidas em teste de campo realizado em 2012 e 2013, o sistema de Coleta Automatizada Lateral foi, em quase sua totalidade, posicionado onde certamente seria ineficaz e ineficiente.  


Os containers metálicos de 3200 litros da coleta automatizada são indicados para a coleta domiciliar, mas não são indicados para a coleta em comunidades! Para se ter uma idéia, na região da Barra da Tijuca, Área de Planejamento 04 da cidade, poucas unidades foram instaladas exatamente na região mais propícia assinalada em verde no mapa.



As premissas desenvolvidas em teste de campo realizado em 2012 e 2013, e que não foram atendidas no momento da implantação do sistema são:

  • Os contêineres devem ser posicionados em núcleos de contêineres de 30 a 35 unidades espaçadas  em um percurso máximo de 7000 m
  • Cada núcleo de contêineres deve ter uma geração estimada de 10 toneladas por dia de coleta
  • Cada apresentação de 8 horas de uma viatura de carga lateral é composta de três viagens coletando um núcleo de contêineres por viagem.
  • Os contêineres devem ser posicionados preferencialmente em áreas onde os moradores já tenham o costume de concentrar resíduos em pontos de coleta. Desaconselhável o uso do equipamento em áreas onde houver o risco do resíduo compactável ser comumente  misturado com entulho e bens inservíveis. 
  • Os contêineres devem ser posicionados preferencialmente em áreas planas com circulação favorável à circulação de caminhões de três eixos “truck”.


Themac V6 DSO.pdf by on Scribd


Em abril de 2017, através da Ordem de Serviço "N" 032, de 11 de abril de 2017, houve uma tentativa de diagnosticar o Sistema de Coleta Automatizada Lateral visando a elaboração de um plano de ação para melhorar sua eficácia, aumentar a produtividade e reduzir o custo total, no entanto, a iniciativa foi revogada após a mudança de administração da Companhia.



segunda-feira, 9 de abril de 2018

Especialização em Governo Local

O Curso de Pós-Graduação Lato Sensu oferecido pela ENAP tem como objetivo aumentar a capacidade dos municípios de utilizar ferramentas e instrumentos de planejamento, orçamento, governança, gestão de riscos, elaboração e monitoramento de projetos, associada a conhecimentos técnicos de gestão pública municipal, de gestão metropolitana, de gestão de políticas de infraestrutura local e de planejamento territorial.





terça-feira, 3 de abril de 2018

Justiça cancela multa por urinar na rua por conta da escassez de banheiros



Folião é multado por urinar em via pública, no Rio de Janeiro
Folião é multado por urinar em via pública, no Rio de Janeiro Folião é multado por urinar em via pública, no Rio de Janeiro Foto: Arquivo

O juiz Sérgio Louzada, da 2ª Vara da Fazenda Pública do Rio, cancelou a multa e declarou a nulidade do processo administrativo contra o folião Gabriel Verly Ferreira, que havia sido multado por urinar em via pública no carnaval do ano passado. O mandado de segurança foi movido contra a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), e o informe foi divulgado na segunda-feira, por meio da assessoria de imprensa do TJ-RJ.

A decisão do juiz faz referência à Administração Pública, nesse caso à Prefeitura do Rio, afirmando que "Se não é capaz de dispor de banheiros públicos suficientes, que não autorize a realização de eventos em locais públicos, evitando as aglomerações festivas nas quais as necessidades fisiológicas são inevitáveis", alega Louzada na sentença.

Procurada pelo jornal Extra a Comlurb informou, por meio de comunicado, que até a data de hoje ainda não havia sido intimada, e que por se tratar de uma sentença de primeiro grau ainda cabe recurso.

O magistrado ressalta no documento que "somente no caso de a Administração comprovar que disponibilizou banheiros suficientes para atender de forma digna a população que foi atraída pelo evento autorizado em local público é que poderá aplicar multas àqueles que urinarem em local impróprio, sendo-lhes possível a regular utilização em tempo hábil dos banheiros disponibilizados", argumenta.

Rita Fernandes, há 15 anos à frente da Sebastiana, a Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro da Cidade do Rio, comentou sobre o caso.

— Esse tipo de situação (auto de infração por urinar em via pública) é recorrente. Tem que existir infraestrutura o suficiente, principalmente com esse número enorme de foliões. O carnaval movimenta cerca de três bilhões de reais, pelo menos uma parte deve ser revertida para a infraestrutura. Uma das propostas que sempre fizemos é de que haja um planejamento coerente com o tamanho da festa. É preciso ter mais banheiros públicos e químicos, tem que caber do orçamento no carnaval. Não é que eu sou contra a multa, mas eu acho que a alegação do juiz é procedente — afirmou a presidente da Sebastiana.

O advogado Márcio Dias explica sobre o que a decisão do juiz pode vir a significar, e diz que independente da decisão do juiz, tanto o município quanto o folião podem recorrer da decisão.

— Essa sentença vai virar uma referência para outros foliões praticarem o mesmo ato, ingressar com uma ação para anular o auto de infração. Vai abrir um precedente. Porém, quando o juiz determinou anular esse auto de infração é só para esse rapaz. Ele vira uma referência, mas não quer dizer que o juiz vinculado é obrigado a dar uma decisão porque existe aquela jurisprudência. Se as outras pessoas vierem entrar com a ação, não quer dizer que os outros juízes vão seguir a decisão do juiz Sérgio Louzada — explica Dias.

O advogado ressalta que existe o prazo de até cinco anos para que o folião possa pedir para anular o auto de infração.

— Se passar de cinco anos está prescrito — diz o advogado.

O estudante de Administração, João Cutrim, conta que já foi multado durante o pré-carnaval, na praça São Salvador, em Laranjeiras.

— Eu não estava em bar nenhum, não tinha nenhum banheiro na praça, e eu fui perto de uma banca de jornal. Já tinha um pessoal da Comlurb, alguns guardas municipais. Aí eles me abordaram, pediram meu CPF, foram até educados, e emitiram na hora a multa. Foi mais culpa minha, mesmo. Tive que pagar cerca de R$ 500 — disse o estudante de 26 anos.

Questionado se atualmente consideraria recorrer a esse auto de infração, ele afirma que não possui interesse.

— Teria que constituir um advogado de defesa, fazer um recurso para tentar me enquadrar na jurisprudência. Esse não é meu foco hoje. Até porque, sendo bem sincero, eu tinha a possibilidade de ter ido em algum bar. Porém, acho que se existisse uma estrutura melhor as pessoas não fariam isso, né? Tem toda a questão dos blocos que não conseguem autorização da Prefeitura para sair, não recebem infraestrutura. Já que não são blocos oficiais, muitas vezes a Comlurb e o pessoal do Lixo Zero vão lá porque sabem que não vai ter banheiro, e aí multam muita gente — conclui Cutrim.

sexta-feira, 30 de março de 2018

A comlurb é 10!

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segunda-feira, 26 de março de 2018

Comlurb e escolas estaduais entram em conflito por causa da coleta de lixo


Por: Berenice Seara 

O lixo produzido pelas escolas estaduais do Rio não é mais recolhido pela Comlurb.

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A companhia — que desde o ano passado decidiu seguir à risca a Lei 3.273, de 2001, que estabelece como grandes produtores quem gera mais de 120 litros ou 60 quilos de detritos — recomenda que as unidades contratem empresas que recolhem o chamado “lixo extraordinário”.

Multas

Sem dinheiro, os colégios continuam a pôr o seu lixo na porta, como sempre fizeram, à espera da coleta normal.

As multas mensais, de R$ 1.249, emitidas no CNPJ de cada escola, começam a chegar.

E os diretores — responsáveis pelo CNPJ enquanto estiverem à frente da unidade — já têm os seus nomes inscritos na... Serasa!

Crise

A Comlurb diz que a rede estadual nunca foi de sua responsabilidade — só a municipal.

E que a coleta, no caso dos colégios do estado, sempre foi realizada por terceiros. Mas, com a crise, as empresas pararam de receber (e de trabalhar).

Má interpretação

O secretário estadual de Educação, Wagner Victer, diz que a decisão de não recolher o lixo das escolas estaduais pode ter sido motivada por uma má interpretação da lei por parte das novas administrações da Comlurb.

Victer disse que pedirá ao governador Pezão (MDB) que converse com o prefeito Marcelo Crivella (PRB) sobre o assunto.

“Os municípios pobres não cobram”, diz.

Relacionamento

O secretário diz que a decisão quebra a tradição de um bom relacionamento entre os governos.

“É como se o estado fosse cobrar da prefeitura a diária dos PMs que atuam para manter a segurança numa manifestação em frente ao Centro Administrativo, por exemplo”, conclui.



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O QUE DIZ A LEI:



LEI N.º 3.273  de 06/09/2001
Dispõe sobre a Gestão do Sistema de Limpeza Urbana no Município do Rio de Janeiro.

Art. 7.º  Os resíduos sólidos urbanos, identificados pela sigla RSU, abrangem:

IX - o lixo que possa ser tipificado como domiciliar produzido em estabelecimentos comerciais, de serviços ou unidades industriais ou instituições/entidades públicas ou privadas ou unidades de trato de saúde humana ou animal ou mesmo em imóveis não residenciais, cuja natureza ou composição sejam similares àquelas do lixo domiciliar e cuja produção esteja limitada ao volume diário, por contribuinte, de cento e vinte litros ou sessenta quilogramas.

Art. 8.º  Os resíduos sólidos especiais, identificados pela sigla RSE, abrangem:

I - o lixo extraordinário, consistindo na parcela dos resíduos definidos no art. 7.º, incisos III, IV e IX que exceda os limites definidos nesta Lei ou estipulados pelo órgão ou entidade municipal competente;

Art. 26. A Coleta Domiciliar Regular consiste no recolhimento e transporte dos resíduos sólidos urbanos definidos no art. 7.º, incisos I e IX, devidamente acondicionados pelos geradores, dentro da freqüência e horário estabelecidos e divulgados pelo órgão ou entidade municipal competente.

§ 1.º  As instituições, órgãos e entidades públicas e as unidades de trato de saúde, integrantes da REDE MUNICIPAL, serão atendidas pelo serviço de coleta domiciliar regular que fará inclusive a remoção do lixo extraordinário, independentemente de quantidades, sendo necessário, entretanto, que todo o lixo do tipo domiciliar esteja separado e acondicionado diferentemente daqueles classificados como resíduos sólidos especiais mediante segregação na fonte.

§ 2.º  Os estabelecimentos comerciais, as indústrias, as instituições, órgãos e entidades públicas e as unidades de trato de saúde integrantes das REDES PÚBLICAS FEDERAL E ESTADUAL ou integrantes da rede privada serão atendidas pelo serviço de coleta domiciliar regular apenas para os resíduos definidos no art. 7.º, inciso IX, sendo necessário que estes estejam separados e acondicionados diferentemente daqueles classificados como resíduos sólidos especiais  mediante segregação na fonte.