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sexta-feira, 18 de julho de 2025

Uma Vida Dedicada à Gestão de Resíduos: O Legado de José Henrique Penido

É com imensa admiração que dedicamos esta postagem a um profissional que se tornou um pilar fundamental na gestão de resíduos sólidos no Rio de Janeiro: o Engenheiro José Henrique Penido. Sua trajetória é um exemplo de dedicação, inovação e compromisso com o desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

A vida profissional de José Henrique Penido é indissociável da história da COMLURB. Ele não apenas testemunhou, mas ativamente participou e moldou a evolução da limpeza urbana e do manejo de resíduos na capital fluminense. Sua visão estratégica e seu profundo conhecimento técnico foram cruciais para a implementação de diversas melhorias e para a modernização das operações da companhia ao longo das décadas.

Penido é conhecido por sua capacidade de transformar desafios em oportunidades. Em um setor tão complexo e dinâmico como a gestão de resíduos, sua liderança foi essencial para a adoção de novas tecnologias, a otimização de processos e o aprimoramento das práticas ambientais. Ele compreendeu, muito antes de muitos, a importância de uma abordagem integrada que vai além da simples coleta, englobando o tratamento, a reciclagem e a destinação final ambientalmente adequada.

Sua relevância para a COMLURB e para o Rio de Janeiro reside não apenas nas inovações técnicas que ajudou a implementar, mas também na formação de equipes e no estabelecimento de uma cultura de excelência e responsabilidade. O Engenheiro Penido sempre foi um defensor incansável da ideia de que a gestão de resíduos é um serviço essencial que impacta diretamente a saúde pública e a qualidade de vida da população.

Para nós do Percolado, o Engenheiro José Henrique Penido representa a personificação de um profissional que deixou um legado duradouro. Sua influência se faz sentir na infraestrutura atual da cidade e na mentalidade que guia os esforços contínuos por um Rio de Janeiro mais limpo e sustentável. Temos profunda admiração por sua inteligência, sua ética de trabalho e sua paixão por fazer a diferença.




Trituração de Galhos para Eficiência e Sustentabilidade no Manejo Arbóreo

O vídeo mostra dois trabalhadores utilizando um triturador de galhos para processar resíduos de poda de árvores e arbustos em um parque. Um dos trabalhadores alimenta o equipamento com os galhos, enquanto o outro organiza o material. O triturador está acoplado a um caminhão, provavelmente para transporte dos resíduos triturados.

A utilização de equipamentos como o triturador de galhos no manejo arbóreo oferece diversas oportunidades para melhorar a eficiência e valorizar os resíduos de poda:

Melhoria da Eficiência no Manejo Arbóreo

Redução de Volume e Custos: Os trituradores de galhos diminuem significativamente o volume do material podado. Isso reduz a quantidade de viagens necessárias para o transporte e descarte dos resíduos, resultando em economia de tempo, combustível e mão de obra.

Agilidade na Limpeza: O processamento rápido dos galhos no local facilita e acelera a limpeza após as atividades de poda, otimizando o tempo da equipe.

Otimização Logística: Ao triturar os galhos no próprio local da poda, evita-se a necessidade de transportar grandes volumes de material sem processar, simplificando a logística.

Valorização de Resíduos de Poda

Produção de Adubo Orgânico e Compostagem: O material triturado, conhecido como cavaco ou "mulch", é excelente para compostagem, transformando-se em adubo orgânico de alta qualidade que enriquece o solo com nutrientes essenciais. Isso pode reduzir a dependência de fertilizantes químicos.

Cobertura de Solo (Mulching): O cavaco pode ser espalhado sobre o solo como cobertura morta. Essa prática ajuda a reter a umidade, controlar o crescimento de ervas daninhas, proteger o solo contra a erosão e melhorar sua estrutura e fertilidade.

Uso como Biomassa: Em alguns casos, os resíduos triturados podem ser utilizados como biomassa para a geração de energia.

Sustentabilidade Ambiental: A valorização dos resíduos de poda contribui para a jardinagem sustentável e a gestão de resíduos, diminuindo o volume de lixo enviado para aterros e evitando práticas prejudiciais ao meio ambiente, como a queima de resíduos.

Usina de valorização de resíduos como ponto de lazer

O vídeo descreve uma usina de energia em Copenhague, na Dinamarca, que transforma lixo em energia e tem uma pista de esqui no telhado. É considerada a usina mais limpa do mundo, recebendo de 250 a 350 caminhões de resíduos por dia e fornecendo aquecimento e eletricidade para 90.000 pessoas . As emissões são tratadas para liberar apenas vapor.

A usina foi projetada por Bjarke Ingels e inclui um parque público no telhado com uma pista de esqui de material artificial, a parede de escalada artificial mais alta do mundo, e áreas para caminhada e corrida. A sustentabilidade é evidente com mais de 200 espécies de vegetação e uma fachada de alumínio reciclado e vidro. O objetivo arquitetônico foi transformar um local indesejável em um ponto de lazer para a cidade 


Comlurb e Unesp Juntas por uma Gestão de Resíduos da Construção Civil Mais Inteligente no Rio de Janeiro

Uma iniciativa promissora para o futuro da gestão de resíduos no Rio de Janeiro foi selada nesta quinta-feira, 17 de julho, com a assinatura do convênio de cooperação científica entre a Comlurb e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). A parceria visa realizar um diagnóstico aprofundado sobre a gestão dos Resíduos da Construção Civil (RCC) na cidade, abrangendo a coleta e destinação final, tanto pela Comlurb quanto por empresas privadas. Com base em dados fornecidos pela Companhia, serão desenvolvidas análises e propostas de soluções inovadoras, com o auxílio de sistemas de inteligência artificial.

Panorama da Gestão de Resíduos da Construção Civil no Rio de Janeiro

A gestão dos Resíduos da Construção Civil representa um desafio significativo para grandes centros urbanos como o Rio de Janeiro, devido ao elevado volume de materiais descartados. No Brasil, a Resolução CONAMA nº 307/02 estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para o manejo desses resíduos, buscando minimizar os impactos ambientais.

No estado do Rio de Janeiro, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) implementou o Sistema MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos), uma ferramenta online que controla a geração, transporte e destinação de resíduos sólidos, incluindo os da construção. A legislação classifica os RCC em diferentes classes (A, B, C e D), sendo a Classe A destinada a resíduos que podem ser reutilizados ou reciclados como agregados. A busca por boas práticas de gestão é contínua, visando à redução do volume de descarte, o incentivo ao reaproveitamento e a reciclagem dos materiais.

Biosector: Soluções Ambientais na Vanguarda

O encontro que marcou a assinatura do convênio contou com a participação de um representante da Biosector, uma empresa de soluções ambientais com atuação relevante no setor. A Biosector é especializada no desenvolvimento de projetos personalizados para a instalação de Unidades de Tratamento Mecanizado de Resíduos Sólidos (UTMRS). A empresa é responsável por todas as etapas, desde a construção e implantação até a operação, treinamento de equipes e manutenções, oferecendo tecnologia modular que se adapta às necessidades de clientes públicos e privados. Sua expertise contribui para minimizar os impactos ambientais de uma gestão ineficaz de resíduos sólidos, promovendo a economia circular e combatendo a poluição.

A expectativa é que o estudo gerado por esta cooperação aponte para estratégias de gestão ainda mais adequadas dos RCC, com otimização de recursos e um maior reaproveitamento desses materiais, promovendo assim uma significativa redução dos impactos ambientais e um futuro mais sustentável para a cidade do Rio de Janeiro.

Notícia: 

Assinatura do convênio de cooperação científica entre Comlurb e Unesp

Foi assinado na manhã desta quinta-feira, dia 17 de julho, o convênio de cooperação científica entre Comlurb e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O objetivo da parceria é a realização de um diagnóstico sobre a gestão de resíduos da construção civil (RCC) no Rio de Janeiro, envolvendo a coleta e destinação final pela Comurb e por privados. Com base nos dados repassados pela nossa Companhia, serão feitas análises e proposta de solução utilizando sistemas de inteligência artificial.

Conduzido pelo diretor de Serviços Urbanos, Renato Rodrigues, que representou o presidente Jorge Arraes, o encontro contou com a presença do assessor da presidência, Alberto Silva, do diretor Técnico e Industrial, Edson Rufino, do coordenador de sustentabilidade, Marcelo Sicri, do coordenador de Fiscalização Eduardo Furtado, e do coordenador de projeto, Bernardo Ornelas. Além dos profissionais da Unesp, participou também um representante da Biosector, empresa de soluções ambientais.

A expectativa é que o estudo aponte para estratégias de gestão adequada dos RCC, com otimização de recursos e reaproveitamento desses materiais, promovendo redução dos impactos ambientais para a nossa cidade



quinta-feira, 17 de julho de 2025

Lançamento do Programa Comunidade de Responsa no Engenho de Dentro

O lançamento do Programa Comunidade de Responsa é mais um capítulo de uma longa trajetória de ações em comunidades cariocas. A instalação de contêineres de alta capacidade ajuda na organização do lixo, mas não é novidade: iniciativas semelhantes já foram testadas em diferentes momentos, com resultados variados. O verdadeiro desafio continua sendo estruturar uma rotina sustentável de limpeza, adaptada à complexidade urbana desses territórios, para que a ação não se limite a um evento pontual, mas se traduza em melhoria contínua na qualidade de vida da população.

No último sábado, dia 16/07, a Comlurb realizou o lançamento do Programa Comunidade de Responsa na Fernão Cardim, no Engenho de Dentro.

A ação contou com o reforço na limpeza com diversos serviços, além da instalação de contêineres de alta capacidade. 

"O Comunidade de Responsa traz uma série de serviços de limpeza e os tão cobiçados contêineres de alta capacidade, que já estão distribuídos por toda cidade", explicou o diretor de Limpeza Urbana (DLU).

A conscientização e a animação ficaram por conta do grupo Chegando de Surpresa (PRE/PCI) e do gari Renato Sorriso.

A população aprovou a novidade!

"A Comlurb está fazendo um serviço ótimo, excelente, aqui na nossa comunidade, e aproveito para pedir para a população não jogar lixo no chão e nem no rio", pediu o morador Jorge Luiz.






MOMENTO INTEGRIDADE COMLURB: Programa Carioca de Fomento à Integridade Pública

A Comlurb está comprometida com a construção de uma cultura institucional pautada na integridade, na ética e na prevenção de irregularidades. Nesse sentido, aderimos ao Programa Carioca de Fomento à Integridade Pública, criado pelo Decreto Rio nº 52.858, de 17 de julho de 2023.

Esse programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Integridade e Transparência – SMIT e visa incentivar e apoiar a estruturação e o fortalecimento dos programas de integridade nos órgãos e entidades da administração pública carioca.

Por meio dele, reforçamos ações voltadas à transparência, responsabilização, ética no serviço público e combate à corrupção.

As ações desenvolvidas pelo Programa de Integridade e Transparência da Comlurb comprovam nossa adesão ao Programa da Prefeitura e reforçam nosso compromisso com a boa governança e o interesse público.

Seguimos avançando com responsabilidade e integridade!




sexta-feira, 11 de julho de 2025

Código de Conduta e Integridade da Comlurb

A ética, o respeito e a responsabilidade são valores fundamentais que norteiam o nosso trabalho. Por isso, reforçamos que é essencial todos conhecerem e praticarem as diretrizes do Código de Conduta e Integridade da Comlurb.

Esse documento estabelece os princípios e comportamentos esperados de todos os nossos empregados no exercício de suas funções. Ele orienta nossas ações no dia a dia, fortalece a integridade institucional e contribui para um ambiente de trabalho mais transparente, seguro e respeitoso.

Contamos com a leitura e o compromisso de todos para que esses valores estejam sempre presentes em nossa atuação.

Lembramos que o Código de Conduta e Integridade está disponível no APP Comlurb e Portal Corporativo.

Juntos, fortalecemos uma cultura ética e responsável. 

Faça a sua parte!







sexta-feira, 4 de julho de 2025

Seminário "Sustentabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos"


A FGV Projetos e a Lavoro Solutions realizaram o seminário "Sustentabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos" em 30 de junho e 1º de julho. O evento reuniu especialistas para discutir os desafios e perspectivas da gestão de resíduos no Brasil, abordando temas como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), economia circular e logística reversa.

A abertura contou com a participação de Luiz Carlos Duque (FGV Projetos) e João Gianesi (Instituto Valoriza Resíduos by ABLP). Carlos Martins, ex-Secretário de Estado do Ambiente de Portugal, apresentou o caso de sucesso de seu país na erradicação de lixões. O seminário destacou a importância de aumentar a reciclagem, reduzir a geração de resíduos e garantir a destinação final adequada para um futuro mais sustentável.

Você pode encontrar mais detalhes no site oficial: FGV Projetos - Seminário Sustentabilidade na Gestão de Resíduos Sólidos


A notícia: 

Comlurb no Seminário Internacional “Sustentabilidade na Gestão dos Resíduos”

O presidente Jorge Arraes foi palestrante no Seminário Internacional “Sustentabilidade na Gestão dos Resíduos”, que aconteceu nos dias 30/06 e 01/07, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele debateu no painel "Infraestruturas Operacionais e Tecnologias Adaptadas à Realidade Brasileira de Coleta, Tratamento, Valorização e Destinação Final dos Resíduos Sólidos". O diretor de Limpeza Urbana (DLU), Alexandre Campos, também participou da apresentação.

“São cerca de 30 atividades diferentes, o que exige da gente um planejamento técnico muito específico e estratégico, obviamente sem falar das emergências e dos grandes eventos,” explicou Arraes sobre as muitas responsabilidades da Companhia.

O engenheiro especialista José Henrique Penido (DTE) foi mediador no tema "Estudos e Projetos de Viabilidade e Modelagem Econômico - Financeira e Tarifária na Limpeza Urbana e na Gestão dos Resíduos Sólidos para Concessões e PPP".

O evento terminou nessa quarta-feira (02/07) com uma visita técnica ao CTR-Rio, em Seropédica, operada pela concessionária Ciclus Ambiental.

O seminário, promovido pela FGV, com apoio da LAVORO Solutions e iniciativa do Instituto Valoriza Resíduos (IVR), teve como objetivo promover soluções sustentáveis para o manejo de resíduos sólidos urbanos, fortalecer a regulação e fomentar investimentos no setor.




Comlurb Apres Arraes Sem FGV by Gustavo Puppi on Scribd

terça-feira, 1 de julho de 2025

Quando não roçar é melhor que roçar


"Deliberately overgrown Wild for Wildlife"

Tradução: "Intencionalmente coberto/selvagem para a Vida Selvagem" (ou "Propositalmente crescido/selvagem para a Vida Selvagem")

Deixar áreas "deliberadamente selvagens" cria habitats vitais para a biodiversidade, fornecendo refúgio e alimento para insetos, aves e pequenos mamíferos. Essa prática essencial apoia a saúde ecossistêmica e os serviços ambientais, como a polinização, fundamentais para a conservação e o equilíbrio entre a natureza e a ação humana.



 

Boas vindas aos novos garis "temporários"

A Comlurb recebeu seus novos garis na manhã dessa segunda-feira, dia 30/06, na Cidade das Artes, para uma cerimônia de apresentação da Companhia e um treinamento teórico. O prefeito Eduardo Paes deu as boas-vindas para os novos empregados, acompanhado do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, do presidente da Comlurb, Jorge Arraes, do Secretário de Governo, Edson Menezes, e do Secretário de Conservação, Diego Vaz. Prestigiaram também o evento os assessores da Comlurb, Rogério Riscado e Alberto Silva.

“Queremos muito dar as boas-vindas, vocês estão entrando em uma Companhia que a gente tem muito orgulho”, destacou o prefeito Eduardo Paes. “Caiam dentro, trabalhem muito, a gente tem muito orgulho de vocês, mantenham o sorriso no rosto, a alegria de trabalhar na Comlurb, de fazer parte deste time, que vocês representam a gente. Viva os novos 400 garis da Comlurb”, celebrou o vice-prefeito Eduardo Cavaliere.

Os participantes puderam conhecer diversos serviços da Companhia, receberam treinamento teórico da área operacional, assistiram ainda palestra sobre assédio e regimento interno, e receberam instruções valiosas de segurança do trabalho.





A Importância do Inventário de Emissões de GEE


Para qualquer empresa ou organização, pública ou privada, saber de onde vêm suas emissões de GEE é o ponto de partida para qualquer ação climática efetiva. É como disse Marcelo Sicri, Coordenador de Sustentabilidade da Comlurb: o inventário permite identificar os maiores geradores de GEE, planejar ações de redução, aumentar a eficiência energética e estruturar políticas de sustentabilidade alinhadas com as metas climáticas.

Além de ser uma ferramenta de gestão ambiental, o inventário de emissões está se tornando uma exigência legal. A Lei Federal nº 15.042/2023 já estabelece a obrigatoriedade para empresas de médio e grande porte, com regulamentação prevista para 2025 e entrada em vigor em 2026. Isso mostra que a sustentabilidade não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica e legal.


A Contribuição da Consultoria Enform

Nesse contexto, a Consultoria Enform (https://enform.ai/) surge como um parceiro valioso. Empresas como a Enform são especializadas em auxiliar organizações a mapear, quantificar e compreender suas emissões de GEE. Isso é crucial, especialmente quando o objetivo é internalizar o conhecimento técnico, capacitando equipes internas para que possam, futuramente, elaborar e atualizar o inventário de forma autônoma – um dos objetivos centrais da Comlurb. A expertise de consultorias como a Enform garante a precisão e a conformidade dos dados, além de acelerar o processo.


Alerta: ESG Não é Greenwashing!

É importante ressaltar que iniciativas como o inventário de GEE devem ser genuínas e fazer parte de uma estratégia ESG (Ambiental, Social e Governança) robusta. Devemos estar sempre atentos para que tais ações não se tornem mero greenwashing, ou seja, uma fachada para aparentar ser sustentável sem um compromisso real com a redução de impactos. O inventário de emissões é uma ferramenta de transparência e, quando bem executado e comunicado, demonstra um compromisso verdadeiro com a sustentabilidade. A Comlurb, ao buscar a conformidade legal e a internalização do conhecimento, mostra que está no caminho certo para uma agenda de sustentabilidade sólida e eficaz.

Que outras empresas se inspirem nesse movimento e priorizem a transparência e a ação climática!



 A notícia:

 Comlurb realiza seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa

A Comlurb iniciou, pela primeira vez em sua história, a elaboração de seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). A iniciativa, conduzida pela Coordenadoria de Sustentabilidade em parceria com a Consultoria Enform, tem o objetivo de mapear, quantificar e compreender a origem das emissões de gases de efeito estufa (GEE) associadas às atividades operacionais e administrativas da companhia.

“O inventário de emissões permitirá identificar os maiores geradores de GEE da Comlurb e planejar ações de redução, além de aumentar a eficiência energética e permitir a estruturação de políticas de sustentabilidade, alinhadas com as metas climáticas da Cidade do Rio de Janeiro”, afirmou Marcelo Sicri, Coordenador de Sustentabilidade da Companhia,

A elaboração do inventário também antecipa o cumprimento da Lei Federal nº 15.042/2023, que estabelece a obrigatoriedade de elaboração e divulgação anual de inventários de emissões para empresas públicas e privadas de médio e grande porte. A lei será regulamentada ainda em 2025, e a obrigatoriedade deverá entrar em vigor a partir de 2026.

“Além de garantir conformidade legal, o inventário abre portas para novas oportunidades na Comlurb, como o acesso a mercados de carbono, captação de recursos para projetos sustentáveis, parcerias institucionais e maior transparência junto à sociedade”, completou.

Um dos objetivos centrais desta iniciativa é internalizar o conhecimento técnico para elaboração do inventário de emissões, capacitando servidores da Comlurb para que, futuramente, uma equipe multidisciplinar da Companhia seja capaz de elaborar e atualizar o inventário de forma autônoma.

Esse é um passo estratégico da Comlurb na consolidação de sua agenda de sustentabilidade e combate às mudanças climáticas, reforçando seu compromisso com a cidade e o meio ambiente.




sexta-feira, 20 de junho de 2025

Visita Técnica à Solví: Um Passo Estratégico para a Excelência em Resíduos no Rio


A recente visita do presidente da Comlurb, Jorge Arraes, e dos diretores Alexandre Campos (DLU) e Edson Rufino (DTE) à Solví em São Paulo destaca a importância fundamental das visitas técnicas. Esses encontros permitem que líderes e equipes conheçam de perto inovações e as melhores práticas aplicadas por empresas especializadas, impulsionando a troca de conhecimentos e a busca por soluções mais eficazes na gestão de resíduos e na construção de uma cidade mais verde. É uma ação estratégica que reforça o compromisso da Comlurb com a excelência operacional e a sustentabilidade.

Solví: Liderança em Soluções Sustentáveis de Resíduos

A Solví é uma empresa líder em soluções integradas de resíduos, atuando em diversas frentes para a gestão sustentável. Sua expertise abrange:

  • Manejo de Resíduos Urbanos: Gestão completa desde a coleta até o tratamento.

  • Valorização Energética: Transformação de resíduos em energia, contribuindo para a matriz energética limpa.

  • Tratamento e Disposição Final: Soluções ambientalmente adequadas para o descarte de resíduos.

  • Economia Circular: Iniciativas que promovem a reutilização e o reaproveitamento de materiais.

  • Serviços Especiais: Atendimento a emergências ambientais, treinamentos e simulados, demonstrando um compromisso abrangente com a segurança e a prevenção.

Com uma atuação diversificada, a Solví se posiciona como um player essencial na busca por um futuro mais sustentável, oferecendo modelos de operação e tecnologias que podem inspirar e otimizar a gestão de resíduos no Rio de Janeiro.

O Futuro da Gestão de Resíduos no Rio

Investir em gestão sustentável de resíduos e economia circular é crucial para o Rio de Janeiro. No contexto de um volume crescente de resíduos gerados, é imperativo adotar modelos que minimizem o impacto ambiental, promovam a economia circular e gerem valor a partir do que antes era descartado. A visita da Comlurb à Solví é um sinal claro de que a cidade está atenta a essas necessidades e buscando parcerias e inovações para construir um futuro mais verde e próspero para todos, com um foco contínuo na excelência operacional e na sustentabilidade.

A notícia

Visita técnica dos gestores da Comlurb à empresa Solví em São Paulo

O presidente, Jorge Arraes, o diretor de Limpeza Urbana (DLU), Alexandre Campos, e o diretor Técnico e de Engenharia (DTE), Edson Rufino, foram a São Paulo conhecer a empresa de soluções em resíduos, Solví. A instituição atua nas áreas de manejo de resíduos urbanos, valorização energética e tratamento e disposição final, além de economia circular e em serviços especiais, como atendimentos a emergências ambientais, treinamentos e simulados, entre outros.

Uma ação estratégica que permite o contato com novas tecnologias e diferentes modelos de operação. Uma prática que reforça o compromisso da gestão da Comlurb com a excelência operacional e de sustentabilidade.



sábado, 7 de junho de 2025

Lei nº 8.924, de 3 de junho de 2025 para evitar o lançamento de detritos nas vias públicas

Com a recente publicação da Lei nº 8.924, de 3 de junho de 2025, no Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro, a gestão de Resíduos da Construção Civil (RCC) na cidade ganha um novo e importante direcionamento.

A nova legislação, de autoria do Vereador Welington Dias, estabelece que as caçambas estacionárias utilizadas para coleta e remoção de entulho, terras e sobras de materiais de construção em logradouros públicos deverão, obrigatoriamente, ser equipadas com dispositivos de segurança que possibilitem a cobertura do material transportado até seu destino final. O principal objetivo é evitar o lançamento de detritos nas vias públicas, um problema recorrente que afeta a limpeza urbana e a segurança.

Impacto na Gestão de Resíduos da Construção Civil (RCC) no Rio de Janeiro:

  • Responsabilidade Aumentada: A lei transfere maior responsabilidade para as empresas de coleta e remoção de entulho. Elas precisarão investir em equipamentos adequados para garantir a conformidade com as novas exigências, o que pode levar a um aprimoramento geral dos padrões de serviço.

  • Redução da Poluição Visual e Ambiental: Ao exigir a cobertura dos materiais, a lei contribuirá diretamente para a diminuição da dispersão de detritos nas ruas, melhorando a higiene e a estética da cidade, e reduzindo o impacto ambiental do transporte de RCC.

  • Fiscalização e Sanções: A lei prevê um sistema de sanções para o descumprimento, começando com advertência e, em caso de reincidência ou não regularização, multa de R$ 2.000,00, reajustada anualmente pelo IPCA. Isso cria um incentivo financeiro para as empresas se adequarem, fortalecendo a fiscalização.

  • Prazo para Adequação: As empresas têm um prazo de cento e oitenta dias para se adaptarem, o que lhes dá tempo para implementar as mudanças necessárias, mas também exige um planejamento rápido.

  • Melhoria na Qualidade de Vida Urbana: A longo prazo, espera-se que a lei resulte em um ambiente urbano mais limpo e organizado, com menos entulho espalhado pelas ruas, contribuindo para a qualidade de vida dos cidadãos cariocas.

Em suma, a Lei nº 8.924/2025 representa um avanço significativo na gestão dos RCC no Rio de Janeiro, promovendo maior segurança, limpeza e responsabilidade no transporte desses materiais.


No Dia do Meio Ambiente, Comlurb participa da revitalização de novo trecho do manguezal do Caju

No Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), foi iniciada a revitalização de mais um trecho do manguezal do Caju, na Zona Portuária do Rio. A equipe da DLU/LRS começou os trabalhos de limpeza na manhã dessa quinta-feira, em parceria com o biólogo Mário Moscatelli, consultor da concessionária Águas do Rio e responsável pela coordenação da recuperação ambiental da área. O último trecho limpo pela Comlurb no local havia sido em outubro de 2024.

A ação é fundamental para a recuperação dos manguezais. A simples retirada de lixo permite que a área se regenere rapidamente. Com a limpeza, as árvores voltam a produzir sementes, que caem na lama e produzem novas mudas. Esta época do ano é propícia ao florescimento. Um dos efeitos mais positivos da regeneração é o retorno da fauna ao local, especialmente capivaras, aves e crustáceos característicos desse ecossistema. Com o mutirão, o objetivo é recuperar 4,6 hectares e ampliar o manguezal em mais 3,6 hectares.

Parabéns, equipe da LRS!




sexta-feira, 6 de junho de 2025

Comlurb destaca protagonismo ambiental na Semana do Meio Ambiente

A criação da Coordenadoria de Sustentabilidade (CSUS) representa, na prática, a repaginação do Escritório de Sustentabilidade Ambiental de 2017. A diferença não está no nome, mas na capacidade de transformar discurso em prática consistente, com resultados mensuráveis e permanentes. Sustentabilidade na Comlurb não pode ser marketing: precisa ser ação estratégica, integrada à operação e comunicada com transparência, para que a imagem da Companhia esteja sempre alinhada à realidade de suas entregas.

ARTIGO

Criada com a missão de estruturar e implementar as ações de sustentabilidade na Comlurb, a Coordenadoria de Sustentabilidade (CSUS) vem se consolidando como um núcleo estratégico para alinhar a Companhia às metas climáticas da cidade do Rio de Janeiro e aos compromissos internacionais assumidos junto à ONU.

A CSUS atua no desenvolvimento de projetos voltados à economia circular, à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e à valorização de resíduos sólidos, contribuindo para uma operação mais eficiente, limpa e inovadora.

Na Semana do Meio Ambiente, a Comlurb celebra os avanços dessa frente e reforça seu papel como protagonista das metas ambientais do município. Um dos destaques recentes foi a participação da CSUS na Conferência de Clima e Ar Limpo realizada em Brasília. O evento, promovido pela Coalizão C40, reuniu representantes de governos do mundo todo para debater caminhos rumo à neutralidade de carbono.

Na ocasião, o Rio de Janeiro foi apresentado como referência nacional, destacando o papel da Comlurb no cumprimento de duas metas fundamentais: a redução de 20% das emissões de GEE até 2030 e a redução de 80% na destinação de resíduos orgânicos para aterros sanitários no mesmo período.

Ser protagonista nesse cenário exige planejamento, inovação e ação. Nosso papel na CSUS é justamente integrar a sustentabilidade à operação da Companhia de forma definitiva e estratégica.

Entre os projetos em andamento, dois se destacam pelo alinhamento direto com as metas de descarbonização: a parceria com empresas privadas, que permitirá a valorização de resíduos recicláveis coletados pela própria Comlurb, e o início dos estudos para implantação de uma usina fotovoltaica no antigo aterro de Gramacho.

Além disso, a CSUS coordena a proposta de criação de uma biorrefinaria no Ecoparque do Caju, voltada para o aproveitamento energético de resíduos orgânicos e produção de combustíveis limpos como o biometano.

Durante esta semana simbólica, a Comlurb também inicia a elaboração do primeiro Inventário de Emissões de GEE de empresas públicas do município. A ferramenta permitirá mapear a pegada de carbono da companhia, orientar ações de mitigação e preparar o terreno para futuras iniciativas de compensação e geração de créditos de carbono.

A construção desse inventário é um passo decisivo para entendermos onde estão os principais focos de emissão e como podemos agir com mais eficiência. Além disso, abre caminho para que a Comlurb atue no mercado de carbono, transformando ações ambientais em ativos econômicos.

A meta da atual gestão é consolidar a CSUS como uma área permanente e estratégica dentro da estrutura organizacional da Comlurb. Mais do que um núcleo de projetos ambientais, a coordenadoria vem se tornando um catalisador de inovação e boas práticas, contribuindo para que a Comlurb avance rumo a um modelo de operação cada vez mais limpo, moderno e circular.




quinta-feira, 5 de junho de 2025

Comlurb inaugura o Banco de Alimentos na Cidade de Deus para combater a fome e o desperdício

A Comlurb inaugurou, na manhã desse sábado (31/05), o novo Banco de Alimentos da Cidade de Deus. A iniciativa, coordenada pela Comlurb em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social e a Secretaria Municipal de Coordenação Governamental, conta com o apoio da rede de supermercados Zona Sul, que doa frutas, legumes e verduras fora do padrão estético para venda, mas ainda em perfeito estado nutricional. Os alimentos, que antes eram descartados, agora ganham um novo destino: ajudar a alimentar famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.

“É uma alegria estar aqui inaugurando o segundo banco de alimentos da Comlurb, certamente faremos outros. Mais de um ano atrás, esses alimentos eram descartados pelo Zona Sul e hoje alimentamos pelo menos 500 famílias com esse projeto. Isso evita que esses alimentos de tão boa qualidade tenham como destino o aterro sanitário. Eu quero agradecer muito a parceria com o Zona Sul”, enfatizou o presidente da Comlurb, Jorge Arraes.

Durante o evento, Arraes entregou a cesta para Rafaela dos Santos, 35 anos, mãe de dois filhos, um de 14 e o outro de 3, que é atípico. Rafaela está desempregada e disse que a ajuda do Banco de Alimentos é essencial nesse momento.

Participaram da cerimônia de inauguração o vice-prefeito, Eduardo Cavaliere, o presidente da Comlurb, Jorge Arraes, o deputado federal Pedro Paulo, o secretário municipal de Esportes, Guilherme Schleder, o secretário de Coordenação Governamental, Edson Menezes, o secretário de Conservação, Diego Vaz, e todo o corpo gestor da Companhia.

A expectativa é distribuir mais de duas toneladas de alimentos por mês, promovendo a segurança alimentar da comunidade e contribuindo para a construção de uma cidade mais justa, solidária e sustentável. As famílias atendidas nas duas unidades do Banco de Alimentos correspondem a mais de 2 mil pessoas.




domingo, 1 de junho de 2025

Bigbelly: A Lixeira Compactadora Solar Inteligente


O equipamento na imagem é uma lixeira compactadora movida a energia solar da marca Bigbelly. Conhecida como "Corbeille Compactrice à Énergie Solaire" em francês, como indicado na foto tirada em Mônaco, essa tecnologia é amplamente utilizada na Europa e em outras partes do mundo.

Características e Vantagens do Bigbelly:

  • Compactação de Lixo: O principal diferencial do Bigbelly é sua capacidade de compactar o lixo. Isso permite que a lixeira armazene até 5 a 8 vezes mais resíduos do que uma lixeira convencional, reduzindo a frequência de coletas.

  • Energia Solar: Opera com energia solar, o que a torna autossuficiente e ambientalmente amigável, eliminando a necessidade de conexão à rede elétrica.

  • Monitoramento Inteligente: Muitos modelos Bigbelly possuem sensores que monitoram o nível de enchimento e enviam alertas para as equipes de coleta quando estão cheias. Isso otimiza as rotas de coleta, economizando tempo, combustível e recursos.

  • Redução de Odores e Pragas: Por ser um sistema fechado e compactar o lixo, ajuda a conter odores e inibir a presença de pragas, como ratos e insetos.

  • Estética Urbana: Possui um design moderno que se integra bem ao ambiente urbano.

Uso na Europa:

Na Europa, o Bigbelly é bastante difundido em cidades que buscam soluções de gestão de resíduos mais eficientes e sustentáveis. É comum encontrá-lo em centros urbanos, parques, áreas turísticas e calçadões, como em Mônaco, onde a organização e a limpeza são prioridades. Cidades como Londres, Dublin, Amsterdã e diversas outras já implementaram esses sistemas, obtendo benefícios como a redução de custos operacionais e a melhoria da limpeza pública.

Apresentação no Rio de Janeiro e Possíveis Razões para Não Utilização:

É interessante saber que o equipamento Bigbelly já foi apresentado como uma possível solução para o Rio de Janeiro. No entanto, sua não utilização na cidade pode estar relacionada a diversas razões, especialmente considerando o contexto social e econômico do Rio:

  • Custo de Implementação e Manutenção: Embora o Bigbelly traga economia a longo prazo, o investimento inicial para adquirir e instalar um número significativo dessas lixeiras é alto. Além disso, a manutenção especializada pode ser um desafio em termos de recursos e mão de obra.

  • Vandalismo e Furto: Infelizmente, o alto índice de comportamento antissocial no Rio de Janeiro, incluindo vandalismo e furto, é uma preocupação real. Lixeiras sofisticadas e com componentes eletrônicos, como o Bigbelly, poderiam se tornar alvos, resultando em danos, perdas e custos de reparo ou substituição. A durabilidade e resistência do equipamento a atos de vandalismo seriam um fator crítico.

  • Descarte Inadequado e Falta de Cultura: Mesmo com a tecnologia de compactação, a eficácia do Bigbelly depende da colaboração da população no descarte correto do lixo. Em áreas com falta de conscientização sobre o descarte adequado, o sistema poderia ser comprometido por itens que não se compactam bem ou que o danificam.

  • Gestão e Logística Existentes: A transição para um novo sistema de coleta e acondicionamento de lixo exigiria uma reestruturação da logística e das operações de limpeza urbana já existentes, o que pode ser um processo complexo e custoso.

  • Prioridades Orçamentárias: Com as diversas demandas e desafios que o Rio de Janeiro enfrenta, os recursos orçamentários podem ser direcionados para outras áreas consideradas mais urgentes, deixando a modernização da gestão de resíduos em segundo plano, especialmente se o custo-benefício não for percebido como imediato ou prioritário.

Em suma, enquanto o Bigbelly oferece uma solução robusta e inteligente para a gestão de resíduos urbanos, sua implementação em uma cidade como o Rio de Janeiro exigiria uma análise aprofundada dos custos versus benefícios, considerando os desafios específicos relacionados ao comportamento social e à segurança do equipamento.





 

sábado, 31 de maio de 2025

Comlurb participa do Congresso Carioca de Integridade Pública

A Comlurb, por meio da Coordenadoria Geral de Governança (PRE/PCG), marcou presença no Congresso Carioca de Integridade Pública: Os Desafios Contemporâneos da Integridade, Transparência e Proteção de Dados, nessa quarta-feira (28/05), no Museu do Amanhã.

Promovido pela Secretaria Municipal de Integridade e Transparência, o evento reuniu especialistas e autoridades em um dia de debates. Participaram profissionais dos setores público e privado que atuam nas áreas de integridade, compliance, transparência e proteção de dados, além de acadêmicos e estudantes. A programação incluiu mesas de debate e uma palestra magna, com discussões sobre os desafios contemporâneos da administração pública em relação à organização interna dos governos, à participação social, aos impactos das novas tecnologias e à proteção da privacidade em ambiente virtual, à aplicação dos princípios ESG/ASG (Meio Ambiente, Social e Governança) no setor público.




quinta-feira, 15 de maio de 2025

Comlurb 50 anos

 

Nos 50 anos da Comlurb, garis exaltam orgulho com profissão e revelam desafios da rotina

Fundamental na vida dos cariocas, companhia possui mais de 19 mil funcionários e frota com 1.115 veículos


Romulo Cunha

romulo.cunha@odia.com.br

Rio - A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) completa, nesta quinta-feira (15), 50 anos de fundação. Considerada a maior organização de limpeza da América Latina, a instituição foi criada em 1975, depois da fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, como sucessora da Companhia Estadual de Limpeza Urbana (Celurb). Atualmente, são 19.253 funcionários, sendo 12.839 garis. Em comum, todos carregam o orgulho da profissão. 

Ao DIA, Simone Vieira, de 52 anos, que trabalha na gerência de Bangu, na Zona Oeste, com o serviço de roçada, destaca que, quando era criança, via os garis passando na rua e ficava admirada. Por isso, sempre quis trabalhar na empresa e conquistou a vaga, há 15 anos, após um momento delicado: a perda mãe.

"No momento que mais precisei, eu passei na prova. Tinha perdido a minha mãe, vivia sozinha e precisava trabalhar, queria uma estabilidade. Fiquei muito emocionada e pensei nela porque se ela fosse viva, ia ficar muito feliz. Ela sabia o quanto eu queria isso. O caminhão passava lá em casa e eu corria atrás. Eu já tinha esse carinho. É uma emoção que não tenho nem palavras, é como se tivesse acontecendo tudo agora. Uma felicidade e um amor muito grande pela roupa que eu visto. É uma armadura. Nós somos guerreiros. Encaramos tudo com muito amor e carinho", conta.

Simone concilia o trabalho com a vida de judoca. Atleta do Flamengo, ela já competiu em campeonatos estaduais, nacionais e até disputou o mundial de veteranos pela seleção brasileira, em 2018, no México. Segundo a gari, o serviço de roçada serve como um treinamento para a modalidade. Mesmo no judô, a mulher segue influenciando próximas gerações.

"Tem muita criança que pede para tirar foto. No lado do esporte, tem um menino que veio da Inglaterra e quando viu o caminhão da Comlurb ficou apaixonado. A mãe conversou com a professora, que mostrou a minha foto para ele. Eu mandei fazer uma roupinha de gari. No dia que me conheceu, ele ficou no treino com a roupa de gari. Não quis colocar o kimono. Isso é muito legal e gratificante. Crianças são muito sinceras e você vê que é uma coisa pura. A gente se preocupa com o próximo, não só com a gente", completa.

O gari Valdeci de Boareto, de 56 anos, viveu metade da sua vida trabalhando na companhia: são 28 anos de carreira. Atualmente, dá expediente na Escola Municipal Padre Miguel da Nóbrega, em Ramos, na Zona Norte. Para ele, o trabalho é importante para conscientizar as pessoas sobre o cuidado com o meio ambiente. Boareto, inclusive, escreveu o livro "Comportamento que te salva", que destaca a inteligência emocional, resiliência e empatia adquiridos na vida prática.

"Aprendi tudo isso nas ruas do Rio. Tenho 28 anos de empresa, que pra mim é uma mãe e sabe acolher os filhos, nos protegendo do sol e da chuva. É uma coisa linda que tenho observado nesse tempo. As pessoas precisam se colocar no lugar daquele que faz o trabalho de limpeza urbana. O planeta é a nossa casa e precisamos cuidar, se não estaremos nos matando, nos destruindo. Essa conscientização faz uma grande diferença. Nosso padrão de vida aumenta muito com o nosso serviço. Cada lixo que tiramos, transmitimos saúde para a sociedade. Ser uma pessoa que transmite isso para a população é maravilhoso. Você se sente incluído no mundo. Se não existir esse profissional de limpeza urbana, o povo morre. Os hospitais ficam entupidos. É uma verdadeira pandemia", comenta. 

Valdeci realiza palestras pelo estado, país e até fora do Brasil - o gari já esteve na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. "Na época que entrei, pensei que estava no lugar errado porque as pessoas viravam o rosto pra mim. Comecei a perceber que precisamos pegar o sistema e mostrar a realidade. Hoje, estou podendo falar para o mundo todo a importância desse profissional."

Sorriso como referência

O gari mais conhecido da companhia é Renato Luiz Feliciano Lourenço, o Sorriso, de 60 anos. Ele surpreendeu o público ao sambar na Marquês de Sapucaí enquanto trabalhava em 1997. Desde então, virou símbolo do Carnaval e da cidade, apresentando-se no fechamento das Olimpíadas de Londres, em 2012, que abriu espaço para a edição do Brasil em 2016, quando carregou a tocha olímpica.

Sorriso segue sendo referência para outros funcionários, como é o caso de Valdo Luiz Conceição, de 58 anos. O gari viralizou em 2020, durante a pandemia, ao dançar a música Flor de Lis, de Djavan, no Centro do Rio. Desde então, ele leva o trabalho na alegria.

"Após ver o Renato Sorriso dando aquele show na Sapucaí, ele foi um divisor de águas para nós. Não vai existir outro Tim Maia, outro Pelé nem outro Renato. A gente segue os bons e tenho ele como exemplo. Na Rua São José, um anjo me agraciou me filmando quando, sob um sol de 42°C, dançava e bailava ao som de Djavan. Só segui o ritmo da música e repercutiu. Foi um fato inusitado, mas de grande repercussão positiva. É de suma importância ao planeta e agradeço a Deus por fazer parte dessa função. Problemas, todos nós temos, mas tenho que deixar na gaveta. Não descontar em ninguém. Tenho que estar focado nas nossas referências", diz.

Segundo Valdo, a empresa fez com que ele realizasse sonhos. O gari começou sua trajetória na companhia há 23 anos e se tornou um maratonista amador devido a prática na coleta. Todos os dias ele sai de São Gonçalo, na Região Metropolitana, para ir ao Centro do Rio trabalhar e receber o carinho do público.

"Foi através de eu estar ali trabalhando na coleta domiciliar, correndo atrás de caminhão, que fez com que eu amadurecesse e me tornasse um atleta amador. Foi de suma importância porque me deu preparo. Essa empresa me fez realizar sonhos e tudo que eu sou agradeço a ela. A nossa função é manter a cidade limpa para fazer o carioca e os turistas mais felizes. É de suma importância para o meio ambiente. Além disso, o gari conhece todas as ruas e está sempre auxiliando as pessoas. Só tenho orgulho", destaca.

Desafios

Ao fazer 50 anos, o principal desafio da companhia é o combate ao descarte irregular de resíduos e entulhos, que pode formar áreas críticas pela cidade. Em épocas de chuva, os garis são responsáveis por retirar o lixo que entopem ralos e bueiros, causando alagamentos e bolsões d'água. 

Para fazer a limpeza, a empresa é obrigada a utilizar equipamentos que não fazem parte da rotina, o que demanda tempo e consome recursos e pessoal que poderiam ser melhores utilizados. Entre as soluções destacadas, estão a conscientização da população, da implantação de ecopontos e caixas compactadoras nas áreas mais críticas, colocação de jardins em áreas degradadas e trabalho de fiscalização.

Ao DIA, Jorge Arraes, presidente da companhia, revela que há projetos sendo desenvolvidos para o futuro, a curto e médio prazos. Todos eles irão ajudar no combate ao acúmulo de lixo e descarte irregular de entulhos. A ideia é engajar a Comlurb na chamada economia circular, um conceito de sustentabilidade.

"Pensando no lixo como um ativo e algo que tem um valor agregado, o que a gente está trabalhando são projetos de forma objetiva e sustentável. Por exemplo, uma unidade de triagem de lixo orgânico para reaproveitamento, seja para geração de energia ou biometano. Sobre o descarte irregular de entulhos, outro problema grave na cidade, estamos com dois projetos: um é o nosso aterro de inertes, que está em obra em Gericinó para onde a Comlurb pretende direcionar a entrega dos resíduos de construção civil. Além disso, há a ampliação do número de ecopontos. Temos 64 e a ideia é dobrar até o final do ano", explica.

A Comlurb tem sede na Tijuca, na Zona Norte, e conta com mais de 100 unidades operacionais em todos os bairros do Rio. Dos mais de 19 mil funcionários, 1.242 são empregados caracterizados como Pessoas com Deficiências (PCDs). Para Arraes, os garis são a base da empresa.

"Não existe a companhia sem os nossos funcionários. Os garis são o pessoal que está na rua dando resposta imediata nos eventos e no cotidiano. É uma área dedicada, que veste a camisa. Sem eles não adianta nada a gente ter bons projetos e equipamentos modernos. Sem eles não conseguiríamos alcançar e tratar cerca de 8 mil toneladas por dia. Eles são a base da companhia."

Na frota, são 1.115 veículos e equipamentos, sendo 550 veículos pesados, 248 equipamentos como varredeiras de pequeno e médio portes, tratores de comunidade, tratores de limpeza de praia, nove embarcações, 55 veículos para transporte de pessoal, 33 veículos para revitalização de praças e parques e 220 utilitários.

Há milhares de equipamentos manuais e elétricos portáteis, entre eles, roçadeiras, Giro-Zero (para o corte de mato em áreas mais íngremes), robôs roçadores, sopradores, papeleiras para o depósito de pequenos resíduos e diversos portes de contêineres e caixas metálicas.

Serviços

A Companhia promove diversos serviços, entre os quais, coleta domiciliar, coleta seletiva, varrição das ruas, limpeza de praias, praças e parques, coleta nas sete ilhas da Barra da Tijuca, na Zona Oeste, com catamarã, limpeza dos espelhos d´água da Lagoa Rodrigo de Freitas e do Museu do Amanhã, limpeza de encostas com garis alpinistas, limpeza de hospitais e escolas municipais, podas de árvores, controle de vetores, pesquisas gravimétricas do lixo, remoção gratuita de entulho e bens inservíveis, reparo em brinquedos e revitalização de praças, entre outros.

Comlurb 50 anos



 

No Mês do Trabalhador, a Comlurb comemora o Dia do Gari e 50 anos de existência


Jorge Arraes

Maio é o mês do Trabalhador. Por si só isso já seria motivo de comemoração na Comlurb, que conta com uma das categorias mais respeitadas pela população carioca, os garis. Mas temos muito mais a celebrar este mês: hoje, dia 15, a Comlurb completa 50 anos de existência, e amanhã comemoramos o Dia do Gari. Não há como separar a história da maior companhia de limpeza urbana da América Latina da dos garis. A categoria é tão especial que a denominação gari, como são conhecidos os trabalhadores da limpeza urbana Brasil afora, surgiu no Rio. Foi aqui que viveu o francês Pedro Aleixo Gary, na década de 1870, fundador da primeira empresa responsável pela limpeza das ruas da cidade. Os garis estão em toda parte. Faça chuva ou faça sol, estão coletando lixo, varrendo ruas, roçando mato, limpando praias, escolas e hospitais, removendo pichações, fazendo poda de árvores, trabalhando em túneis e, até, atuando como alpinistas, pendurados em cordas limpando encostas de comunidades. Se chover, o trabalho é dobrado. Os garis estarão lá tirando lama, desobstruindo caixas de ralo, removendo galhos de árvores, ajudando a cidade a retomar à normalidade.

E eles fazem isso tão bem que em duas ocasiões amenizaram o sofrimento das vítimas de eventos desse tipo fora da cidade. Em 2011, trabalharam na retirada de escombros e lama em Nova Friburgo, por ocasião das fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio e deixaram um saldo de mais de 900 mortos. Mais recentemente, em 2022, os garis estiveram na cidade de Petrópolis, em dois fins de semana, para ajudar na remoção de resíduos remanescentes do forte temporal que caiu na cidade e deixou mais de 200 mortos.

Nossos garis estão presentes nas ocasiões tristes, mas também nas felizes. É assim todos os anos, depois da festa de Réveillon, em Copacabana, que reúne milhões de pessoas, e quando surgem os primeiros raios de claridade, turistas e cariocas já encontram tudo limpo, graças à rapidez, eficiência e expertise dos garis. No Carnaval, sejanos blocos de rua ou no Sambódromo, a lógica é a mesma.

Desde o primeiro grande evento, a Rio -92, quando os garis realizaram de forma pioneira a separação do lixo reciclável no Riocentro, nada acontece na cidade que não conte com a Comlurb. A Companhia atuou nos Jogos Panamericanos, em 2007, Jogos Mundiais Militares, em 2011, Jornada Mundial da Juventude, em 2013, Copa do Mundo, em 2014, Olimpíadas e Paraolimpíadas, em 2016.

E voltando à magia do mês de maio, os garis atuaram nesse mesmo período do ano passado no show da Madonna, em Copacabana, e este ano no da Lady Gaga, com um planejamento de limpeza que envolveu diretamente mais de 1.600 garis na operação, que só terminou com o raiar do dia, já na manhã do dia 4. Viva os garis e viva os demais empregados, gestores, lideranças eadministrativos, que ajudam a construir essa história emblemática na cidade, com planejamento e suporte para que os garis desenvolvam melhor seu trabalho nas ruas.

Comlurb comemora 50 anos de dedicação à cidade

A Comlurb comemora hoje 50 anos, com uma homenagem aos seus 19 mil funcionários. Um evento no Palácio da Cidade, pela manhã, vai reunir os trabalhadores mais antigos da companhia, que receberão placas comemorativas. A solenidade, também alusiva ao Dia do Gari, celebrado amanhã, dará protagonismo a quem bota a mão na massa: garis apresentarão textos de sua autoria e, até, uma composição musical, o Samba dos 50 Anos.

Para marcar o cinquentenário da maior companhia de limpeza urbana da América Latina, alguns pontos importantes da cidade estão desde ontem ganhando iluminação laranja, marca registrada da empresa. A programação inclui a exposição “Expo Gari 205 - Além da vassoura, a Magia da Arte” – com foco na sustentabilidade –, no Galpão das Artes Urbanas da Comlurb, na Gávea. E, no dia 1º de junho, será realizada a Edição Especial da Corrida e Caminhada Bora Correr - 50 anos, na Praia de Copacabana.

A COMLURB EM NÚMEROS

  • A companhia conta com 19 mil funcionários, dos quais 13 mil são garis;
  • Cerca de 9 mil toneladas de resíduos são removidas das ruas diariamente;
  • Fazem parte da frota 1.115 veículos e equipamentos;
  • Em 2024, foram feitos 172.678 manejos de árvores, incluindo podas e remoção;
  • Foram revitalizados 2.200 parques e praças em 2024 em toda a cidade;
  • Em 2024, mais de 650 mil ralos foram limpos.



quarta-feira, 14 de maio de 2025

Maior empresa de limpeza urbana da América Latina, a Comlurb completa 50 anos

Fundada no dia 15 de maio de 1975, Companhia Municipal de Limpeza Urbana tem prfunda história com a cidade do Rio e com a palavra 'gari'

Por Felipe Lucena -13 de maio de 2025

Foto: Rio Antigo Memórias/ reprodução

Na quinta-feira desta semana, dia 15/05, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) completa 50 anos. Criada em 1975, a empresa tem profunda história com a cidade do Rio e com a palavra ‘gari’.

A maior organização de limpeza pública na América Latina resulta da transformação da CELURB – Companhia Estadual de Limpeza Urbana, conforme os termos do decreto-lei Nº 102 – de 15 de maio de 1975, no contexto do fim do estado da Guanabara.

Um outro decreto, bem anterior e imperial, (mais precisamente de 1830) determinava a retirada do lixo das ruas do Rio de Janeiro, o que na época era um grande problema. Quarenta e sete anos depois, um empresário francês entrou em cena.

Aleixo Gary criou a Aleixo Gary e Cia, uma companhia de limpeza que foi contratada para efetuar o serviço de limpeza urbana do Rio de Janeiro em 11 de outubro de 1876. O contrato valeu até 1891. O trabalho da empresa de Gary foi tão considerado que os trabalhadores desta área passaram a ser conhecidos popularmente em todo o Brasil como garis.

“Um ano depois, a empresa foi encerrada, dando lugar à Gestão de Limpeza Pública e Privada da Cidade, que previa uma limpeza pública de qualidade inferior ao da anterior. Tendo crescido acostumado a ver as ruas limpas depois que os cavalos passarem, moradores insatisfeitos continuavam ligando para o ‘Times dos Gary’s’ … e o nome gradualmente alterado para “Gari” e usado, até hoje”, destaca um texto da página Brasil Imperial, no Facebook.

Gari da Comlurb atuando no Sambódromo no Carnaval 2024 – Foto: Comlurb/Divulgação

Em 2015 foi lançado o documentário “Comlurb 40 anos – uma memória da limpeza urbana”, que conta a história das quatro décadas da empresa. O filme traz depoimentos de funcionários de diferentes áreas, de ex-presidentes da empresa e do prefeito Eduardo Paes.

A Companhia faz 50 anos neste dia 15 de maio e no dia seguinte, 16 de maio, é comemorado o Dia do Gari. Muitos motivos para celebrar.



Felipe Lucena

http://malditaid.blogspot.com.br/2018/01/meus-links_31.html

Felipe Lucena é jornalista, roteirista, redator, escritor, cronista. Filho de nordestinos, nasceu e foi criado na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em Curicica. Sempre foi (e pretende continuar sendo) um assíduo frequentador das mais diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro.

Compostagem de biorresíduos: uma revolução necessária

Os usos são múltiplos: desde abastecimento de frotas da própria coleta urbana ou injeção de gás no sistema gerador de eletricidade

Por Emanuel Alencar 

Desde que os humanos nos organizamos em cidades, a disposição dos resíduos tem sido um grande desafio civilizatório. Em seu essencial livro “Lixo, vanitas e morte: considerações de um observador de resíduos (2003)”, Emílio Maciel Eigenheer descortina a sempre complicada e dura relação de nossa espécie com o “inservível”. O assunto está, pois, prenhe de tabus, interdições e preconceitos – tudo intimamente conectado ao drama humano relativo à morte. Falar de resíduos constrange, inibe. Não queremos versar sobre a finitude. Mas há alguns caminhos que sugerem horizontes possíveis menos danosos ao ambiente e à coletividade. Prática bastante difundida em alguns países europeus – como Alemanha, Áustria, Itália – a recuperação dos biorresíduos (restos de podas de árvores e jardinagem ou de alimentos) precisa ser destravada no Brasil.


O conceito é a redução ao máximo da disposição final do lixo nosso do dia-a-dia em aterros sanitários (medida mais do que urgente quando o assunto é a sustentabilidade), aliada a um ganho de energia. Na Áustria, 40% de todos os resíduos voltam para a terra, em forma de adubo. Há 13 anos a Itália pisa no acelerador em processos de transformação de seus biorresíduos em fertilizantes, biogás e biometano. Portugal desde 2020 tem lei específica que obriga a coleta seletiva dos orgânicos pelos municípios. Os usos são múltiplos: desde abastecimento de frotas da própria coleta urbana ou injeção de gás no sistema gerador de eletricidade. O que seria desperdiçado – num processo gerador de gases do efeito estufa – passa a ser aproveitado. A tal circularidade, tão desejada. Golaço.

Talvez nossa sociedade ainda não esteja pronta para para fazer a separação dos resíduos orgânicos em casa, muito menos para a compostagem doméstica ou comunitária. Vivemos em clima tropical, e o acondicionamento de restos de comida em apartamentos pode enfrentar dificuldades diversas. Nas escolas, a educação ambiental ainda é peça de ficção, ou está muito distante do ideal. Entretanto, nada pode explicar os índices praticamente inexistentes de compostagem em todo o país, a não ser uma extrema letargia de empresas, governos e sociedades.

Metade da geração diária de lixo domiciliar na cidade do Rio (3,5 mil das 7 mil toneladas) é composta de biorresíduos. Na usina do Caju, a Comlurb pratica a compostagem há anos. O problema é que a quantidade é ainda irrisória (150 toneladas por mês, o que representa 0,14% da fração orgânica gerada – o patamar já foi mais alto). São saudáveis e incríveis as iniciativas como a das empresas Ciclo Orgânico e Casca, com assinaturas mensais para quem separar os biorresíudos em baldinhos. Mas apostar na compostagem como política pública é uma revolução necessária. Precisamos começar imediatamente.


Emanuel Alencar

Jornalista e mestre em Engenharia Ambiental. É autor dos livros "Baía de Guanabara - Descaso e Resistência" (2016) e "Histórias do mangue da Guanabara" (2024). Faz parte da ONG Grupo Ação Ecológica (GAE) e do conselho consultivo do Bosque da Barra.

quinta-feira, 8 de maio de 2025

Comlurb apresenta frota de caminhões de coleta na Zona Oeste com marca 50 anos

Veículos estão adesivados com a marca comemorativa dos 50 anos da companhia, que serão celebrados no dia 15 de maio. Ao todo, serão entregues 82 caminhões

A Comlurb apresentou, nesta quarta-feira (7/5), em Campo Grande, mais uma parte da nova frota de caminhões de coleta que vai atender a Zona Oeste. Os veículos estão adesivados com a marca comemorativa dos 50 anos da Companhia, que serão celebrados no próximo dia 15. Foi entregue o primeiro lote de 40 caminhões de um total de 82. Os veículos vão realizar a coleta em Senador Vasconcelos, Santa Cruz, Pedra de Guaratiba, Paciência, Cosmos, Ilha de Guaratiba, Barra de Guaratiba e Urucânia.


Os novos caminhões seguem o padrão dos últimos contratos, com implementos para remoção dos novos contêineres de 1.200 litros que foram instalados próximo a comunidades e em condomínios populares do tipo Minha Casa, Minha Vida. A Zona Oeste já recebeu 2.194 contêineres de 1.200 litros, sendo 1.379 híbridos, mais leves, e 815 metálicos.

terça-feira, 25 de março de 2025

Ecoparque do Caju da Comlurb é destaque em conferência internacional sobre clima

Ecoparque do Caju da Comlurb é destaque em conferência internacional sobre clima

O Banco de Alimentos funciona no antigo refeitório do Ecoparque, que foi totalmente reformado para o projeto - Divulgação

O Ecoparque do Caju, da Comlurb, foi destaque da Conferência Internacional sobre Clima e Ar Limpo 2025, organizada pela ONU. O projeto participou da sessão “Breakthrough Ambitions in Organic Waste”, sendo um modelo de gestão inspirador para outros países. O evento foi realizado em Brasília e contou com diversas autoridades brasileiras e estrangeiras. Os projetos apresentados são exemplos de bom uso de recursos financeiros, de fundos nacionais e internacionais, para a implantação de tecnologias de baixo carbono e alto impacto social.

Dentro do Ecoparque do Caju, a Comlurb promove diversas ações de cunho ecológico, como a operação de uma Unidade de Biometanização, que transforma resíduos orgânicos em biogás e energia elétrica e abastece uma estação de recarga de carros elétricos da companhia. Além disso, no local é realizado um moderno processo de produção e beneficiamento de composto orgânico, insumo que fomenta a Agricultura Urbana no município. O ecoparque também possui um robusto equipamento de Processamento Mecânico de Resíduos de Poda, que produz cavaco de madeira para compostagem e para reaproveitamento energético na indústria cerâmica.

Outra iniciativa de destaque é o Banco de Alimentos, que contribui para a redução do desperdício de alimentos e promoção da segurança alimentar, já que doa o excesso não comercializado em lojas do supermercado Zona Sul, mas em ótimas condições nutricionais de consumo, para famílias em situação de vulnerabilidade social que vivem no bairro do Caju, uma das regiões com menor índice de desenvolvimento humano do Rio.

Os projetos do Ecoparque, apresentados em um stand pelo coordenador de Projetos da Comlurb, Bernardo Ornelas, demonstraram como uma gestão mais sustentável, circular e transversal dos resíduos orgânicos pode ser implementada nos municípios, associando a ação climática à promoção da segurança alimentar, agricultura urbana, geração de energia limpa e melhoria da saúde pública.

O coordenador de Sustentabilidade da Companhia, Marcelo Sicri, também fez uma apresentação na conferência, quando anunciou a adesão do Rio de Janeiro à iniciativa Lowering Organic Whaste Methane (LOW-M), que visa reduzir, em cidades estratégicas, as emissões de metano no setor de resíduos orgânicos. O profissional destacou a Comlurb como protagonista nesta meta, por meio da substituição de parte da frota diesel por caminhões movidos com o biometano produzido no Centro de Tratamento de Resíduos  CTR- Rio, em Seropédica, e também pelo trabalho de compostagem da Companhia, essencial para o desenvolvimento da agricultura urbana e combate à insegurança alimentar.

– Participar de um evento deste porte é muito importante para dar visibilidade às ações da Comlurb, que vão além da limpeza urbana e também porque possibilita atrair investimentos para novos projetos – pontuou.