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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Caracterização Gravimétrica de Resíduo em Logradouro

Documento interessante para quem deseja informações sobre a composição do resíduo coletado em logradouros mas que não são de coleta domiciliar. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

É o time de "paragaris" dando um show na Paralimpíada da cidade do Rio.






A Diretória de serviços Oeste – DSO reuniu um grupo de funcionários com necessidades especiais para representar a Oeste Limpa na Paralimpíada. Serão seis para-garis que estarão nos acessos de Deodoro com os serviços de varrição e conscientização, orientando cariocas e turistas que forem prestigiar os jogos em Deodoro. O objetivo da diretória é que os para-garis vivenciem este momento e que façam parte desta festa contribuindo de forma direta para este evento nos acessos das instalações paralímpicas de Deodoro. 



 


Para o gari, Carlos Cezar Novaes Pereira, a Oeste Limpa está proporcionando algo novo e diferente da sua rotina de trabalho “Fique muito feliz em ser convidado para participar deste evento, vai ser muito bom”, Carlos trabalha na gerência de Bangu desde 2001 com o serviço de varrição. 








Saiu na Comunicação Interna


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O lado B do ponto crítico




O que vemos por aí? Lixo, entulho, carroceiros despejando resíduos, mas esses problemas não existirão mais na Zona Oeste do Rio. A Oeste Limpa vem adaptando formas de inibir o descarte incorreto de resíduos com a construção de jardins em locais de fácil acesso aos carroceiros. As gerências e adjuntas estão trabalhando intensamente neste novo projeto em reutilizar madeiras, pneus e ferros para dar um novo visual as ruas da Zona Oeste. O morador que antes se deparava com um cenário de sujeira, hoje encontra um ambiente restaurado e satisfatório.



Rua Marechal Falcão da Frota, em Realengo. 
Em pesquisa realizada no mês de agosto, podemos observar o quanto esse projeto está dando retorno para a população, os moradores ficaram tão satisfeitos com a construção dos jardins que querem fazer parte deste projeto, expandindo para outras ruas. Na Marechal Falcão da Frota, em Realengo, que antes abrigava um local para descarte irregular de resíduos, recebeu um notável jardim construído pela gerência de Realengo, os pneus foram pintados com as cores: verde, azul, branco e vermelho, onde receberam mudas de plantas que são cultivadas pelos produtores do local. As plantas recebem manutenção duas vez por semana e o local duas vezes ao mês com pintura e roçada. Além de contar com a colaboração dos moradores da região.                                                     
 A moradora Eliane Santiago relatou que a rua ganhou outro visual, e que o aspecto de sujeira desapareceu “não vejo carros parando para descartar entulho, a Oeste Limpa está de parabéns”.  Com esse tipo de depoimento a equipe da Oeste Limpa se fortalece para combater outros pontos de descarte irregular. Confira abaixo alguns pontos que já foram erradicalizado no bairro de Realengo pela gerência do local:

Rua Oiapoque esquina com a Avenida Santa Cruz   



Rua Bernardo de Vasconcelos atrás do antigo supermercado Extra



Rua Castanheiro com Avenida Marechal Fontenelle
Avenida Marechal Fontenelle canteiro central na Figueira 

Avenida Marechal Fontenelle com Rua Pirajura


Avenida Brasil com Rua Cristalina


Rua Alan Enrico Baptista - Comunidade do Batam



É a Oeste Limpa em ação para combater o descarte irregular dos carroceiros. Não entregue lixo ao carroceiro, ligue 1746 que removemos para você! 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Comlurb sempre chama atenção de torcidas holandesas!

A Comlurb sempre chama atenção de torcidas holandesas! 


Oeste Limpa dá show de limpeza na Olimpíada Rio 2016




A Oeste Limpa deu um show de limpeza na Zona Oeste do Rio, atuou intensamente nos acessos do Complexo de Deodoro, nas áreas de competições de ciclismo e no Live Site Miécimo da Silva, em Campo Grande. Para que os serviços fossem executados com precisão foram escalados 195 garis que atenderam com precisão todas as demandas que surgiam durante as competições com o auxílio dos seguintes equipamentos: sopradores, cefadeiras, caminhão-pipa e caminhão-poliguindaste. Ao todo foram recolhidas 382,9 toneladas de resíduos desde 4 de agosto.
No Complexo de Deodoro palco das competições de basquetebol, esgrima, rúgbi, hipismo, entre outros, a Oeste Limpa criou um grupo especialmente para atender as demandas das Olímpiadas chamada Turma Especial Olímpica (TEO) que atuou com 102 garis divididos em três turnos nas manutenções e na retirada de resíduos durante a madrugada. Somente no complexo foram removidas 323,48 toneladas de resíduos, sendo 60,18 t retirados da área externa e 263,3 t dos compounds, caixas compactadoras instaladas na área reservada para armazenamento de lixo da área interna do Complexo.
No Live Site Miécimo da Silva, em Campo Grande, a gerência Adjunta de serviços Extraordinários (OGS) executou serviços de prontidão operacional após os shows oferecidos pela RioTur, devolvendo o local limpo em apenas algumas horas. A equipe estava presente no local atendendo com varrição, remoção de resíduos e lavagens com a utilização de um caminhão-pipa. Ao todo foram recolhidos 38,6 toneladas de resíduos do Miécimo da Silva, desde 5 agosto, quando aconteceu a passagem da tocha na Zona Oeste do Rio.
Em Guaratiba onde aconteceu a competição de ciclismo, a gerência da Pedra de Guaratiba e a gerência adjunta de Serviços Compartilhados (OGC) trabalharam juntas na preparação e manutenção das competições de ciclismo que ocorreram nos dias 6, 7 e 10 de agosto. Garis atenderam com pronto atendimento todos os dias da modalidade de ciclismo, inclusive o serviço foi redobrado após forte chuva na cidade. Ao todo foram retiradas 20,82 toneladas de resíduos da competição de ciclismo.
O Núcleo de Trabalho Terapêutico (NTT), garis com laudo médico, esteve presente nos acessos de Deodoro exibindo faixas educacionais com a hashtag #RiomaisLimpo e o slogan da campanha do programa Lixo Zero “evite ser multado”, que visou conscientizar a população carioca e também os turistas que passaram pelo local.
A Oeste Limpa demonstrou mais uma vez que está preparada para desafios e as paralimpíadas não será diferente.  








segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Do dia que apagamos um incêndio na mata usando soprador

Incêndio atinge vegetação em Deodoro, perto de complexo olímpico

O fogo começou na tarde desta segunda-feira (15) e três quartéis do Corpo de Bombeiros foram acionados para combater as chamas. Foram para o local homens de Guadalupe, Irajá e Realengo. Não havia informação sobre feridos. Por volta das 21h15, o Corpo de Bombeiros informou que as chamas já haviam sido controladas.



A área atingida pelo incêndio fica a aproximadamente 500 metros do Centro Olímpico de Tiro e a cerca de 800 metros do Complexo Esportivo de Deodoro.
O Comitê Rio 2016 informou que o incêndio começou por volta de 16h, na floresta que fica na parte de trás do centro de tiro esportivo. De acorco com o comitê, "com os fortes ventos da tarde, as chamas avançaram até a instalação vizinha do mountain bike".
"Durante a ação dos bombeiros o fogo mudou de direção e não ameaça mais a instalação. O objetivo agora é evitar que o incêndio atinja a comunidade do entorno. O Rio 2016 avalia o impacto no percurso do mountain bike. Não houve feridos", informou o comitê.


Limpeza Urbana nas Olimpíadas

Público colabora com a limpeza urbana e Comlurb remove 1.040 toneladas de resíduos dos locais olímpicos. Os 2.380 garis da Comlurb, com apoio de 330 equipamentos, como sopradores, aspiradores de pó, lavadoras automáticas, roçadeiras e ceifadeiras, e 103 veículos, entre caminhões, carros lava-jato com água de reuso, mini varredeiras, carrinhos elétricos e triciclos, contaram com a colaboração dos cariocas e turistas, que descartaram o lixo nos milhares de contêineres distribuídos nos acessos às instalações olímpicas, praias e Live Sites. A maioria dos resíduos estava nas lixeiras e os garis tiveram mais trabalho esvaziando os contêineres do que varrendo, agilizando a limpeza. O balanço parcial desde o dia 3 de agosto, com o início do revezamento da Tocha Olímpica, até ontem dia 14, contabiliza a remoção 1.040 toneladas de resíduos.



O badalado Boulevard da Orla Conde recebe diariamente milhares de cariocas e turistas, e a Comlurb reforçou a equipe para garantir que o espaço fique sempre limpo. Nos dias de pico de público foram destacados 215 garis para o serviço de limpeza, que removeram no domingo, dia 14, 13,09 toneladas de resíduos. O Parque Madureira foi palco de vários encontros de grandes blocos e escolas de samba, com o carnaval olímpico produzindo 2,6 toneladas de lixo, sendo 2,3t de resíduos comuns e 300 Kg de recicláveis. O Boulevard Miécimo também tem feito a alegria dos torcedores da Zona Oeste, lá a Companhia recolheu 3,5 toneladas, sendo 298 Kg deste total de recicláveis. Os Live Sites, desde o início dos Jogos Rio 2016, geraram 263 toneladas de resíduos.

No Parque Olímpico, onde a Comlurb é responsável por toda a limpeza do complexo esportivo, inclusive arenas e postos médicos, diariamente trabalham 700 garis, divididos em dois turnos. Ontem, dia 14, foram coletados 32,44 t, sendo 29,3 toneladas de lixo comum e 3,14 toneladas de materiais recicláveis. Na Vila dos Atletas, a Companhia recolheu 21,54 t de resíduos e no Centro Internacional de Transmissão (IBC) foram removidas 8,17 toneladas. Foram retiradas 5,76 toneladas de lixo no Estádio Olímpico Nilton Santos, o Engenhão, sendo 3,20 t da área externa e 2,56 t da área interna, e no Maracanã 25 garis removeram 875 Kg de resíduos. No Complexo Olímpico de Deodoro foram coletadas 18,88 toneladas de lixo. Apenas no domingo, nos principais locais de competição e concentração de pessoas, a Comlurb removeu 107,6 toneladas.

Durante todo o período dos Jogos Olímpicos 2016, a Comlurb vai garantir a limpeza de todo o Parque Olímpico, dos três Live Sites – Boulevard Olímpico Porto Maravilha, Parque de Madureira e Miécimo da Silva, o entorno e acessos do Maracanã, Complexo de Deodoro, Marina da Glória, Praia de Copacabana, Lagoa e trajetos das competições de rua, além de coletar os resíduos produzidos na área interna das instalações, na Vila dos Atletas e no International Brodcast Center, IBC.

As 235 equipes do Lixo Zero, formadas por um agente de fiscalização da Comlurb e um Guarda Municipal, estão atuando nos principais acessos às arenas olímpicas e nos Live Sites, multando quem descarta irregularmente o lixo. Até o dia 14 de agosto, 3.101 pessoas foram autuadas, número baixo para a enorme quantidade de pessoas concentradas nas áreas de convivência dos Boulevards Olímpicos. Mais uma prova da atitude correta dos cariocas e turistas, que estão jogando o lixo nas lixeiras.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Contêineres Olímpicos


Contêineres utilizados nas instalações da Rio 2016

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Varrição mecanizada com o uso do soprador





Desde outubro de 2014, a Oeste Limpa executa serviços com uso dos sopradores, equipamento que facilita o trabalho dos garis no recolhimento do lixo. Atualmente a diretória da Zona Oeste tem aproximadamente 75 sopradores que atendem diversas áreas da Zona Oeste do Rio. Essa distribuição foi realizada após um mapeamento das demandas de cada bairro.

O soprador utilizado pela Oeste Limpa é o mais potente do mercado, além de garantir baixo consumo de combustível o equipamento é confortável para seus usuários. Os garis que trabalham diariamente com o uso do soprador receberam treinamento, neste treinamento foram passados formas de manuseio e as precauções que os funcionários devem tomar quando estiverem utilizando um soprador.

Gari da Oeste Limpa Marclei Ribeiro dos Santos

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O uso do soprador é essencial em eventos, pois o equipamento auxilia os garis de varrição e devolvem o local limpo em apenas algumas horas. Segundo o gari da Gerência Adjunta de Serviços Extraordinários (OGS), Marclei Ribeiro  dos Santos (foto), "os sopradores melhoraram 100% o trabalho dos garis". Marclei atua com os sopradores desde sua chegada na Companhia em outubro de 2014.

Nas Olimpíadas do Rio o soprador entrará com diferencial de limpeza nos acessos dos jogos. Serão aproximadamente 45 sopradores atendendo com precisão o processo de limpeza. É a Oeste Limpa empenhada em conquistar o ouro na modalidade limpeza em conjunto.  



sexta-feira, 8 de julho de 2016

Unidade de Manutenção Caçambas Metálicas

Em operação uma unidade de manutenção de caçambas metálicas de coleta automatizada na região de Quito no Equador. A unidade é capaz de realizar pequenos reparos que mantém o bom aspecto do sistema, o que é importante para a adesão da população, além de evitar deslocamento de contêineres para alguma oficina de manutenção central

As legendas destacam aspectos comparativos com o sistema utilizado na Cidade do Rio de Janeiro.

Equipamento sendo lavado. Observar o posicionamento do contêiner marcado no solo

Remoção de pichação com pintura no local. Observar a total ocupação da calçada.

Lavagem de contêiner. Observar o posicionamento do contêiner junto à comércio.


Arrumação interna da Unidade de Manutenção. Observar que esta unidade pode ser usada para papeleiras e caixas metálicas multiuso

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Uma caixa é tudo!

Uma pequena comunidade de não mais que 10 casas em pleno deserto do Atacama no Chile.  Uma caixa metálica de coleta mecanizada coletada quinzenalmente é tudo que acontece em termos de gestão de resíduos sólidos no local!



quinta-feira, 23 de junho de 2016

Garis com nível superior trabalhando nas bancadas olímpicas

O Centro de Operações Rio criou dois times operacionais dedicados a monitorar as atividades planejadas e a responder ocorrências não previstas da forma mais rápida e efetiva, durante os Jogos Rio 2016. Um destes grupos atuou na sala de controle do COR, em um espaço denominado bancadas olímpicas. Eram setores de monitoramento que acompanhavam a agenda olímpica, com atenção especial para as regiões do Maracanã (que incluía o complexo esportivo do Maracanã, o Engenhão e o Sambódromo), Barra (onde está localizado o Parque Olímpico e outras instalações esportivas), Deodoro e Copacabana (que abrangia também a Lagoa e a Marina da Glória). Cada time regional também contava com assessores de redes sociais, responsáveis por monitorar as postagens em cada uma destas áreas e identificar possíveis ocorrências que demandassem acionamento de serviços públicos.


Com uma política de busca de talentos entre os garis que tem alguma formação superior a Diretoria de Serviços Oeste DSO percebeu que o trabalho no COR durante as olimpíadas seria uma oportunidade de descobrir potenciais futuros encarregados de serviços na Zona Oeste.

Todos os profissionais que brilhantemente atuaram nas bancadas olímpicas para a região de Deodoro foram garis com formação superior oriundos da DSO.







quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cestas de lixo do Rio já têm recipiente para descarte de guimbas de cigarro

Vários locais da cidade já contam com as novas lixeiras
 
POR O GLOBO

As novas lixeiras com recipientes para guimbas de cigarro - Divulgação

RIO - As tradicionais cestas de lixo do Rio ganharam um recipiente específico para o descarte de guimbas de cigarro. Vários bairros da cidade já contam com os novos recipientes, que têm formato de um cigarro gigante e ficam do lado de fora das lixeiras, conforme adiantou a coluna Gente Boa.

Até o momento, já foram instaladas oitos cestos na Zona Portuária, dez no Centro; dez em Copacabana, dez no Leblon, cinco na Tijuca, sete em Botafogo. Segundo a Comlurb, mais 50 serão espalhadas pela Zona Oeste. Outras 300 serão produzidas e instaladas em pontos de concentração de pessoas na cidade.

De acordo com a prefeitura, mais de 115 mil pessoas já foram multadas na cidade por jogar guimbas de cigarro no chão, desde o início do Programa Lixo Zero, há quase três anos.

No último dia 15, o governador em exercício Francisco Dornelles sancionou a Lei 7313/2016, que prevê a criação de um programa de reciclagem envolvendo fabricantes, distribuidores e comerciantes de tabaco. De acordo com a lei, de autoria de Tiago Mohamed (PMDB), atual secretário de Abastecimento e Segurança Alimentar do município do Rio, o programa devia disponibilizar recipientes em locais de grande circulação para depósito de guimbas de cigarro.

A secretaria de Estado do Ambiente será responsável pela fiscalização do cumprimento da lei. Cooperativas e empresas que oferecem diferentes alternativas para o descarte e a reciclagem de bitucas também devem fazer parte do projeto, é o caso da Eccoponto Brasil, em Honório Gurgel, que recebe pontas de cigarro para transformá-las em papel reciclado. Recicladas, as guimbas podem virar papel, cimento para áreas de encostas e adubo.

Os 'fumodrómos' das empresas e áreas públicas terão prioridade na instalação dos pontos de coleta diferenciada. O projeto de lei ainda prevê multas por descumprimento. Os valores arrecadados serão direcionados para programas de preservação ambiental.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Ele transformou lixo em negócio, mesmo concorrendo com a coleta gratuita


O que para uns é objeto de repulsa, desde a infância gerava curiosidade em Lucas Chiabi, de 24 anos. Mineiro de Belo Horizonte, o estudante de Engenharia Ambiental da UFRJ queria ser lixeiro quando criança. Hoje, está à frente da Ciclo Orgânico, uma empresa carioca que coleta lixo em residências mediante o pagamento de uma mensalidade de 60 reais. O empreendimento atende 110 residências em oito bairros: Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme, Botafogo, Humaitá, Jardim Botânico e Gávea.

A diferença para a coleta gratuita, que no Rio é feita pela Comlurb, é que a empresa de Lucas foca em um público que está preocupado com o destino do seu lixo e seu impacto no meio ambiente. Um público que vai além da separação de materiais recicláveis e olha também para o outro tipo de lixo que produz: o orgânico. A Ciclo Orgânico atua neste campo específico: recolhe e dá destino aos resíduos orgânicos, ou seja, o material de origem vegetal ou animal (como cascas de frutas, de legumes e restos de comida).

Lucas prepara a compostagem no Parque do Martelo, no Humaitá, no Rio.
Lucas prepara a compostagem no Parque do Martelo, no Humaitá, no Rio

O esquema é simples: após pagar uma matrícula de 30 reais, o cliente recebe um baldinho, com capacidade de 10 litros, com um saco plástico biodegradável para depositar o resíduo orgânico – como fazemos normalmente com sacola de supermercado. Um dos funcionários pesa e recolhe este resíduo, semanalmente, e o transporta de bicicleta para um ponto onde é feita a compostagem. A compostagem consiste em misturar o resíduo orgânico à terra e ao resíduo mais antigo, alternando descanso e manejo, até que o material naturalmente se transforme em um adubo natural riquíssimo em nutrientes, também chamado de composto. Lucas fala:

“A compostagem é um ciclo de vida: mexo com construção ao produzir o adubo, planto e ainda transformo o lixo, que ninguém queria por perto, em algo bacana”

Atualmente, o processo acontece no Parque do Martelo, no Humaitá, Zona Sul do Rio de Janeiro. Lucas usa o local e, em contrapartida, metade do adubo fica para a associação de moradores que faz a gestão do espaço. No fim do mês, o cliente da Ciclo Orgânico, além de ter a consciência de que seu lixo vai para um lugar adequado, ainda tem direito a recompensas: ele pode escolher receber uma muda ou o adubo de volta. Se não quiser, pode optar pela doação, e a Ciclo Orgânico destina o material para pequenos produtores e para o reflorestamento do Parque do Martelo.

O MENINO QUE VIA TESOUROS NO LIXO

A raiz da Ciclo Orgânico remete à infância do estudante Lucas Chiabi. Filho de um engenheiro civil da Vale e de uma psicóloga, antes de chegar ao Rio, aos 13 anos, ele viveu em diversas cidades do país. A que mais lhe marcou foi Carajás, no Pará, onde morou entre 1 e 7 anos.

“É uma cidadezinha no meio da Amazônia. A escola era em ocas de índios, eu tinha uma casa legal, com três goiabeiras, e meu pai plantou cana no quintal. Carajás tem uma cerca em volta da cidade por causa de onças”, diz.

Lucas conta que as maiores diversões nesta fase da infância eram fazer pequenas construções de madeira, plantar mudas e encontrar tesouros no lixo (qualquer semelhança com o que ele faz hoje não é coincidência). Quando chegou a hora do vestibular, não teve dúvidas e escolheu fazer engenharia ambiental para unir o amor por matemática e plantas. Porém, no primeiro dia de aula na UFRJ, levou um banho de água fria: “O professor avisou que quem tinha entrado pensando em ver planta e bicho que era para esquecer. Foi um choque de realidade. Mas aí encontrei lá dentro o Projeto Muda, sobre permacultura e agroecologia”.

As opções de recompensas aos clientes: um saco de adubo gerado a partir do lixo recolhido ou uma mudinha da Ciclo Orgânico.
As opções de recompensas aos clientes: um saco de adubo gerado a partir do lixo recolhido ou uma mudinha da Ciclo Orgânico.
Por causa da pesquisa, ele passou a levar o resíduo orgânico familiar em um baldinho, semanalmente, para a universidade. Ao sair do projeto, no ano passado, estagiou na Vide Verde, uma empresa de compostagem com foco na indústria. O conhecimento da área de atuação vem dessas duas experiências. O gostinho por empreender ele experimentou um pouco antes, em 2011.

“Abri uma marca de roupa chamada ‘Alien’ porque eu competi com skimboard (tipo de surf que usa uma prancha sem quilha para fazer manobras perto da areia) e vi que nenhuma marca abordava este assunto. Me juntei com dois amigos, mas o projeto durou apenas um ano, porque faltou planejamento. Nunca tinha um retorno financeiro legal para poder escalar. Eu sabia que não poderia repetir este erro no Ciclo Orgânico”, afirma.

UM GATILHO PARA EMPREENDER NUM NEGÓCIO SOCIAL

O lado empreendedor ficou esquecido até que a namorada de Lucas, Thamyris Soliva, o inscreveu no programa Shell Iniciativa Jovem, no ano passado. Era preciso escrever um projeto para ser desenvolvido e ele decidiu investir nos resíduos orgânicos. As inspirações para sua empresa vieram, principalmente, do projeto sócio-ambiental Revolução dos Baldinhos, em Florianópolis, Santa Catarina, que solucionou o problema do lixo orgânico no bairro de Monte Cristo, e o Compost Pedallers, em Austin, nos Estados Unidos, que já usava bicicletas como veículo para coletar o resíduo orgânico na casa dos clientes. Os modelos mostraram que o caminho era viável. Com auxílio do programa, Lucas desenvolveu um plano de negócios e conseguiu um aporte inicial de 8 mil reais.

Uma das bicicletas usadas na coleta de resíduos pela Ciclo Orgânico.
Uma das bicicletas usadas na coleta de resíduos pela Ciclo Orgânico.
Para testar o serviço, no início ele ofereceu para amigos assinaturas gratuitas. Ainda assim, teve que enfrentar a desconfiança, já que a coleta de lixo é oferecida gratuitamente pela prefeitura. Apesar do público-alvo ser consciente, ele criou três formas de engajamento: “Na maior parte dos programas de reciclagem, a pessoa entrega o resíduo, mas não sabe o que vira. No Ciclo Orgânico, acaba em adubo ou muda. Além disso, a pessoa fica sabendo o impacto, pois informamos, no fim do mês, a quantidade de resíduos coletados, de composto produzido e as emissões evitadas”, diz ele. “E é perto de casa. Se a pessoa quiser, ela pode vir ver o processo.”

Por ser um serviço que demanda convencimento, Lucas tentou definir um preço que não fosse muito alto. A matrícula de 30 reais paga o custo inicial do baldinho. A mensalidade, de 60 reais, cobre todo o restante dos custos. Para tornar o serviço mais ágil e atraente para mais pessoas em um mesmo condomínio, Lucas oferece planos coletivos. A partir de dez famílias, por exemplo, a assinatura cai para 51 reais.

ERROS E TROPEÇOS NO INÍCIO DA OPERAÇÃO

Com a estratégia definida, os primeiros tropeços surgiram na operação. No início, ele é quem definia as rotas diárias, fazia a coleta, a compostagem, e a gestão financeira. Lucas lembra que atrasou por três vezes a coleta a de uma cliente, o que o fez ouvir reclamações e lidar com o primeiro cancelamento:

“Nunca imaginei, mas reclamação de cliente é algo que dói muito. Você fica sentido e magoado. É bom porque posso melhorar, mas sinto como se fosse comigo”

O sofrimento o fez perceber a importância de outro pilar do seu negócio: a pontualidade. Atualmente, Lucas se concentra em lidar com clientes, planejar a operação e administrar.

De manhã, ele cursa as aulas que faltam para acabar a faculdade de Engenharia Ambiental – a Ciclo Orgânico, por sinal, será seu tema no Trabalho de Conclusão de Curso. À tarde, vai ao Parque do Martelo checar como andam a coleta e a compostagem. Dois funcionários fazem as coletas de bicicleta. Elas acontecem a cada dia em uma área de cobertura. Os dois também são responsáveis pela compostagem. O pai de Lucas o ajuda no setor financeiro e Thamyris, na comunicação. A meta da empresa era fechar 2015 com 100 assinaturas, marca conquistada em janeiro deste ano.

“Ainda não tiro um salário, mas não preciso colocar dinheiro. A conta fecha com os cerca de 6 mil reais mensais. Quero conseguir uma ajuda de custo para mim este ano”, diz ele. A maior dificuldade, ainda hoje, é a logística de coleta com as assinaturas individuais. “Os planos coletivos, como condomínios, são melhores para a gente”

O futuro traz um punhado de novos desafios para a Ciclo Orgânico. Parte deles, consequências do sucesso: as oito composteiras estão ficando sobrecarregadas. Cada uma suporta 200 kg de resíduos, que são preenchidos em uma semana. É preciso remanejar os compostos, quando diminuem de volume, para que se abra espaço para novas cargas de resíduos. Lucas estuda a ampliação de composteiras no próprio parque e talvez em outros pontos da cidade, como em Botafogo, Tijuca, e Barra da Tijuca, a fim de ampliar a cobertura e ser capaz de atender também restaurantes. Para isso, pretende contratar mais funcionários para dar conta da demanda. De baldinho em baldinho, de ciclo em ciclo, são problemas que Lucas está feliz em ter que resolver.

domingo, 5 de junho de 2016

Plataforma de Transporte

Deve ser útil para movimentação de contêineres ou sacos em locais urbanizados sem acesso à veículos.


sábado, 21 de maio de 2016

Central Mecanizada de Triagem




Mesmo com a coleta seletiva, em que o lixo seco é separado do orgânico, segregar os diferentes materiais recicláveis não é tarefa das mais simples, ainda mais em grandes centros urbanos como São Paulo. Por isso, a importância das centrais mecanizadas de triagem, que dão escala para a separação dos resíduos e viabilizam a reciclagem, gerando benefícios para todos – a população, cooperativas de reciclagem e indústria.

Tudo começa na separação do lixo seco do orgânico dentro das casas e empresas. Os caminhões dedicados apenas ao lixo seco passam em dias determinados e levam o material para a central. Lá, ele é despejado por um trator numa máquina que rasga os sacos e conduz o conteúdo por esteiras mecânicas até um separador, que faz a seleção dos resíduos por tamanho e depois por forma. Dali, os resíduos seguem diferentes rotas.

























Na sequência, os materiais passam por leitores ópticos, onde são selecionados os diferentes tipos de plástico e por separadores magnéticos e não magnéticos para metais ferrosos e não ferrosos. Por fim, é feita a separação manual do restante dos materiais. Papel, alumínio, plástico, vidro e outros, compactados, seguem para as indústrias que o utilizam como matéria-prima em seus processos produtivos.

A Central Mecanizada de Triagem pode separar uma quantidade de material reciclável bem maior do que a separação manual. Dessa forma, consegue proporcionar a valorização a uma grande quantidade de resíduos que poderia parar nos aterros.

Unidade de Tratamento Mecanizado

O conceito “One Bin for All” (uma lixeira para tudo) onde o material reciclado é obtido em uma central de tratamento mecanizado processando os resíduos coletados todos juntos, ou seja, não é necessária a coleta seletiva de recicláveis.

Neste modelo “One Bin for All” para reciclagem, não há necessidade do morador separar o material para reciclagem, nem todos os recursos aplicados em coleta seletiva.

Coleta Seletiva na Cidade do Rio de Janeiro




Coleta seletiva de resíduos é de apenas 1% no Rio, abaixo da meta
Comlurb anuncia usina mecanizada no Caju, na Zona Portuária, para 2017.

A coleta seletiva de resíduos na cidade do Rio de Janeiro alcança 1,2% de todos os materiais recicláveis, de acordo com a Comlurb, apesar da promessa da prefeitura – feita no início do atual mandato do prefeito Eduardo Paes, em 2012 – de elevar o percentual para 25% em 4 anos.


De acordo com reportagem do RJTV, são apenas 17 caminhões envolvidos na operação. Juntos, eles recolhem 63 toneladas de recicláveis por dia. Para que a promessa do prefeito fosse cumprida, a frota deveria contar com mais de 240 veículos.

Usina mecanizada em 2017

A Comlurb anuncia para o ano que vem a instalação de uma usina mecanizada no Caju, na Zona Portuária da cidade, que será capaz de separar 2 mil toneladas de lixo por dia. "A gente tá implementando, a gente vai implementar, acabamos de finalizar o acerto com nosso concessionário que faz a parte de resíduos, a implementação de uma usina de tratamento mecanizado. Vai ter a capacidade de fazer a destinação, ou pelo menos a segregação, o de 2 mil toneladas dia. A gente acedita que dessas 2 mil toneladas, pelo menos 20% serão materiais potencialmente reciclados. E aí a gente vai poder aumentar de forma substancial essa questão", disse o diretor-presidente da Comlurb.

A Comlurb disse que a central de triagem de Bangu, na Zona Oeste, vai ser inaugurada ainda este mês. Com isso, a coleta seletiva deve ter um aumento de 50%, em torno de 30 toneladas a mais por dia.

Já a prefeitura informou que, além da coleta da Comlurb, existe o trabalho das cooperativas independente, que recolhem 300 toneladas de recicláveis por dia. A prefeitura não respondeu por que a meta prometida não foi cumprida.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Dia do Gari


Desde os períodos mais remotos, a formação dos grandes centros urbanos fez com que a produção de lixo se tornasse um dos mais importantes problemas das cidades. Afinal, tendo a capacidade de agrupar grandes coletivos, as cidades geram uma capacidade de consumo e produção de restos que tornam o lixo um incômodo que interfere no cotidiano, na saúde e na própria estética urbana.

No Brasil, as ações iniciais de limpeza das vias públicas aparecem na época do governo imperial. No ano de 1830, uma lei da capital imperial estipulava que houvesse o “desempachamento” das ruas da cidade. No caso, além de retirar o lixo, a lei de natureza “higiênica” determinava que as mesmas ruas fossem livradas dos mendigos, loucos, desempregados e animais ferozes.

Uma das primeiras ações organizadas para o serviço de recolhimento do lixo urbano apareceu no Brasil quando o governo imperial contratou o francês Aleixo Gary para transportar o lixo produzido no Rio de Janeiro para a ilha de Sapucaia. O sobrenome do contratado acabou sendo utilizado para a designação feita a todos os funcionários que realizam a coleta de lixo nas cidades.



quinta-feira, 12 de maio de 2016

Prolongamento de Caçamba de Satélite

O veículo satélite existe para orbitar em torno de um veículo compactador de maiores dimensões. O satélite "puxa" o lixo para o roteiro do caminhão maior! Os equipamentos devem operar de forma harmônica criando um conjunto perfeitamente integrado.

No entanto, quando, por causa do lifter na traseira do compactador, o satélite não alcança adequadamente a caçamba, abre-se espaço para o improviso aumentando o risco da operação e reduzindo a produtividade.
O improviso força o trabalhador a usar pranchas de madeira para conduzir a carga para a caçamba do caminhão e movimentar o resíduo com ferramentas. O improviso não é essencialmente negativo pois mostra o caminho da solução de problemas, a persistência no improviso é que é negativa pois não se busca a solução completa dos problemas ou dificuldades. 

Buscar um satélite que opere de forma integrada com o caminhão sem improvisos. Talvez alterando o projeto da caçamba do caminhão, projeto do lifter, ou, transformando o improviso em um prolongamento da caçamba do satélite devidamente projetado como as fotos a seguir:







segunda-feira, 25 de abril de 2016

Erradicação de Pontos Críticos na Zona Oeste

O descarte irregular de entulho, lixo domiciliar e bens inservíveis ofertados pelos carroceiros em locais inapropriados além de causar transtornos a população, afetam a percepção de limpeza nos bairros.

O objetivo da Oeste Limpa é combater o descarte informal de entulho e bens inservíveis ofertados pelos carroceiros realizando as seguintes ações:

Ø  Intensificar os serviços de rotina 
Ø  Erradicar pontos de descarte irregulares com cercas e jardins feitos com pneus reciclados
Ø  Recolher todo material colocado pelos moradores na porta de suas residências durante a operação "sem fronteiras" que acontece todo sábado em um determinado bairro da Zona Oeste 
Ø  Divulgar os serviços de Remoção Gratuita pelo telefone 1746



Nesse ano já erradicamos 59 pontos críticos nos bairros da Zona Oeste!


Antes e depois da limpeza e erradicação do ponto crítico do Viaduto de Paciência

Rua Bernardo de Vasconcelos, em Realengo

Rua Cosmos, em Campo Grande


Solicite a remoção Gratuita pelo telefone 1746!