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domingo, 20 de outubro de 2013

Nada se cria... Tudo se copia!


Que mania de queimar lixo!

Em 2012 aconteceu em Londres uma série de desordens com edifícios, veículos e containers  de lixo incendiados, lojas saqueadas e policiais recebidos com fogos de artifício. Os tumultos pareciam ter pouca causa unificadora - embora alguns envolvidos na violência alegarem ser motivado pelos cortes governamentais nos gastos públicos (!).

"Esta é a revolta da classe trabalhadora. Estamos redistribuir a riqueza”, disse Bryn Phillips,  um auto descrito anarquista de 28 anos enquanto saia de uma loja saqueada com barras de chocolate e charutos .

Os pequenos grupos de jovens - a maioria com suas cabeças e rostos cobertos – usaram mensagens instantâneas e mídia social como o Twitter para coordenar seus ataques e ficar à frente da polícia.

"Houve tensão por um longo tempo. As crianças não são felizes. Eles odeiam a polícia”, disse Matthew Yeoland , um professor de 43 anos de idade."É como uma zona de guerra e os policiais não estavam fazendo nada. Havia muitas pessoas e a quantidade de agentes da polícia não é suficiente " .


Alguns moradores insistiram em que o desemprego não foi a culpa. "É apenas uma desculpa para os mais jovens para entrar e roubar lojas”, disse Brixton residente Marilyn Moseley , de 49 anos.

Por questões de segurança é melhor fazer o certo

Notícia antiga, mas bem relevante para uma cidade Olímpica


John Williams, gerente de operações de saneamento, disse que o sistema foi projetado para ser o mais simples possível. Dois anéis com tampas são instalados em um poste e um saco é colocado em cada um, uma para o lixo, o outro para a reciclagem.

Williams disse que o sistema com os sacos transparentes foi introduzido em resposta a um pedido da Unidade de Segurança Integrada de Vancouver para retirar as latas de lixo de metal perto das sedes olímpicas. “As latas tinham surgido como uma questão de segurança, onde qualquer tipo de dispositivo explosivo poderia ser escondido”, disse Williams. "Então chegamos a um equipamento para segurar sacos transparentes.”

Para a coleta Williams disse que os sacos seriam recolhidos conforme necessário. Trabalhando quase 24 horas por dia as equipes de campo estavam orientadas a solicitar via rádio um caminhão sempre que uma unidade estivesse rasgada ou extravasando. No total, são quase 400 das unidades no lugar em 194 locais.

Kenji Komiya , coordenador do mobiliário urbano da cidade, disse que o aro e saco de lixo tem sido utilizado com sucesso em outras cidades durante grandes eventos. Ele acrescentou que o projeto não poderia ser mais simples: " Você prende o anel em um poste e adiciona um saco ", disse ele . "Eles são uma maneira barata e eficaz para coletar lixo." Komiya disse que os aros só seriam usados durante os Jogos removidos algum tempo após a cerimônia de encerramento.

A coisa na prática:




















"Eu estava andando pela cidade apreciando os eventos dos Jogos de Inverno 2010, quando me deparei com os trabalhadores da cidade carregando lixo em um caminhão. Isso não deve ser incomum, no entanto, eles estavam carregando lixo e materiais recicláveis​​tudo no mesmo caminhão que então tudo foi compactado junto. A cidade gastou uma fortuna com novos contentores de lixo por toda a cidade. Eles têm dois sacos, um para o lixo comum e outro para recicláveis ​​Eles têm sinalização tentando indicar como utiliza-los.. parece que tudo é apenas para as câmeras pois está tudo indo para o mesmo lugar”. 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mardi Gras eterno na Bourbon Street

Repleta de bares e atrações, Bourbon  Street em Nova Orleans fervilha durante a noite regada com muito Rock, pouco Jazz e gente disposta a se divertir. Em um vai e vem constante de pessoas felizes por poder consumir álcool em público o ambiente lembra a Lapa em fim de bloco de carnaval.


As lixeiras não dão conta de tanta diversão e o extravasamento é mais comum do que deveríamos esperar em um logradouro que rotineiramente gera muito lixo público. São esvaziadas durante o dia como o rapaz da foto com uma mochila cheia de sacos, um rádio comunicador e uma vassourinha com pá para acabamento.

 Em um local com forte geração de lixo por conta de eventos ou aglomeração rotineira de pessoas existem basicamente três abordagens: Deixar extravasar para limpar depois; saturar a capacidade de acondicionamento instalando uma considerável quantidade de lixeiras para coletar todo o resíduo, terminado o evento; ou promover o manejo de lixo durante o evento visando evitar o extravasamento das lixeiras existentes.





Comlurb apresenta Lixo Zero em Porto Alegre

O Lixo Zero foi tema do 1º Fórum de Gestão sustentável dos Resíduos Urbanos, em Porto Alegre. Nosso presidente, Vinicius Roriz, falou sobre o programa e seus resultados, e foi aplaudido de pé. "Tivemos uma redução de 50% de lixo recolhido nas ruas, incluindo a quantidade de bitucas de cigarro jogadas no chão, que é um dos maiores problemas que enfrentamos", destacou. "O lançamento do projeto foi tratado como o lançamento de um produto, com atenção aos aspectos legais, de marketing e operacionais", explicou Roriz. 

 O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, que já tinha uma iniciativa em curso na Câmara de Vereadores,  decidiu antecipá-la e assinou decreto instituindo um programa de multas inspirado no Lixo Zero.

Com a justificativa que o Rio de Janeiro tem muitas e boas iniciativas relativas à gestão sustentável dos resíduos urbanos, a cidade foi escolhida para ser a sede da segunda edição do Fórum.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Lixo Zero na escola: alunos do CEL viram "fiscais" do Lixo Zero


Das ruas para a sala de aula! Colégio CEL tem a iniciativa de discutir o programa Lixo Zero com seus alunos, convida fiscais da Comlurb para falar sobre o trabalho e as crianças assumem a missão de "autuar" quem joga lixo no chão na hora do recreio. Os próprios estudantes escolheram a punição para quem sujar o pátio: suspensão! Agora é pra valer, sujou pagou!






Texto do artigo: O programa Lixo Zero, da Comlurb, está fazendo escola. Para contribuir com a educação integral, o Centro Educacional da Lagoa (CEL), colégio de classe média do Rio, abriu espaço para que alunos discutam e tirem dúvidas na sala de aula sobre a campanha de aplicação de multas para quem jogar lixo nas ruas. 



A escola recebeu também a visita de fiscais da Comlurb, que explicaram aos alunos como funciona a campanha nas ruas. Depois, os estudantes passaram a colocar em prática o aprendizado, já durante o recreio. Com crachás e coletes laranjas, os alunos-fiscais, veja na foto, monitoravam o comportamento dos colegas, dentro da escola. Quem fosse flagrado jogando lixo fora do local adequado era advertido. Com três advertências, o aluno poderia ser suspenso. A punição foi escolhida pelos próprios alunos, por meio de eleição. Meus Deus! Que criancinhas exigentes, hein? Se aprenderem a lição, teremos adultos mais educados do que os nossos. 


Fiscalizar é educar!


A notícia do que aconteceu no CEL é uma iniciativa semelhante à existente no Reino Unido e que foi utilizada como referência na concepção inicial do projeto Lixo Zero.
   





terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fernanda Torres agradece ao Lixo Zero na revista Veja


A atriz Fernanda Torres fez um comentário para lá de positivo sobre o Lixo Zero. O elogio foi publicado na coluna semanal da revista Veja, com o título "Vovó Garota".

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Servidão em Gaveston, Texas

Quando existe a disponibilidade de uma rua de serviço, uma servidão, tudo fica mais fácil em deixar as coisas longe das vistas dos que passam no logradouro principal.



Coleta de lixeiras em Manhattan

Lixeiras de dimensões perceptíveis não atrapalham o passeio por calçadas largas de uma cidade que parece que foi projetada para que as pessoas caminhem. 

O catador de recicláveis percorre seu roteiro informal antes da chegada do trabalhador com a responsabilidade de só, e somente só, esvaziar  as lixeiras em um carrinho quase improvisado para depois acumular os sacos no meio fio para futura cometa.

Como os novaiorquinos convivem com tantas coisas que são repetidas vezes discutidas em nossos círculos: lixeiras com sacos, catadores, equipamentos não ergométricos, sacos acumulados no meio fio?






segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Grande gerador de lixo em Nova Orleans

Sequencia de coleta de lixo em estabelecimento comercial em Nova Orleans. Caminhão trucado (três eixos) coletando containers plásticos de 240 litros, e, guarnecido apenas um trabalhador uniformizado somente com colete refletivo.

Com exceção do aparência informal do trabalhador a cena é bem parecida com o que podemos encontrar na cidade do Rio.




domingo, 29 de setembro de 2013

Merci de rapporter le conteneur à son point de collecte après chaque utilisation

"Obrigado a levar o recipiente para um ponto de coleta após o uso"

O alerta sugere que o usuário pode movimentar o container desde que o traga de volta. O dispositivo de fixação que abraça o container provavelmente indica o ponto de coleta registrado em um roteiro de determinada viatura, talvez a responsável pela "Zone Technique 2".

Aqui nos nossos logradouros os dispositivos de fixação de containers são para evitar a movimentação do container e, principalmente redizir o roubo do próprio container. Os dispositivos usados até agora infelizmente são pouco eficazes pois nada supera a disposição do brasileiro de se apropriar do que é público. Como se o público, por ser de todos nós, está isento de ser uma apropriação indébita.



Apropriação indébita é o crime previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro que consiste no apoderamento de coisa alheia móvel, sem o consentimento do proprietário.

Montanhas de embalagens direto para o lixo

Salta aos olhos que a quantidade de embalagens gerada em um mega evento é um item de atenção para os responsáveis pelo manejo de lixo. Tirando o fato que praticamente tudo pode ser reciclado, que tal pensar um pouco na Hierarquia da Gestão de Resíduos Sólidos? Pensar em reduzir a quantidade de embalagens ou criar algo que não fosse necessário usar a lata de lixo, reciclar nem esperar o gari limpar, algo atrativamente reutilizável?

Afinal de contas... O que a conhecida loja de pizzas estava pensando ao usar embalagens de papelão para uma diminuta pizza? Que alguém levaria a pizza para casa? Certamente não pensavam na imensa geração de resíduos... A embalagem era de material reciclável e terminou aí a preocupação ambiental tão usada nas propagandas.



Fotos de celular do Rock in Rio dia 22 de setembro


Limpeza privada intra muros

Uma grande diferença entre as edições do Rock in Rio foi a responsabilidade pela execução da limpeza. Em 2011 a Comlurb estava presente e em 2013 uma empresa particular assumiu a limpeza. Reconhecendo o sucesso desta mudança surge a questão: 

Se o carnaval de rua cada vez mais exige atenção da Comlurb por acontecer em logradouros públicos então porque uma empresa privada também não assume a limpeza do Sambódromo?






  

Rock in Rio 2013

As fotos do ultimo dia do Rock in Rio publicadas no G1 lembram o cenário da edição anterior. Lições aprendidas na edição de 2011 parecem ter sido incorporadas ao modelo operacional de 2013: Sacos plásticos nos containers presos uns aos outros compondo ilhas de acondicionamento, trabalhadores entre a multidão tentando coletar alguma parcela do lixo e principalmente a certeza de que muita coisa será deixada para trás para a limpeza após o show.
  



A soma de pequenas coisas nunca é menos que uma coisa grande!

Outra do movimento Rio Eu Amo Eu Cuido que através do depoimento do Fábio Porchat aborda a questão das pessoas que não consideram lixo pequenas coisas jogadas na rua. Esquecem que de grão em grão... são toneladas de lixo varridos diariamente.





quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Cidade, a casa publica de todos nós

O movimento Rio Eu Amo Eu Cuido foi perfeito neste video que foi usado nos telões do Rock in Rio entre os shows. A mensagem é clara, direta e força uma reflexão importante para todos, mesmo aqueles que "nunca" jogaram lixo na rua.


O "Lixo Zero" no RJ e as curiosidades da limpeza urbana em Paris, Nova York e Tóquio

Programa: Cidades e soluções
Matéria exibida no dia 25/09/2013
Emissora: Globo News



sábado, 21 de setembro de 2013

Guerrilha ambiental


A Surfrider Foundation, organização que se dedica a proteção dos oceanos e praias, e a agencia de propaganda Saatchi & Saatchi de Los Angeles, desenvolveram uma campanha agressiva de alerta sobre o lixo que os banhistas geram nas praias do mundo todo.


A campanha consistiu em recolher lixo encontrado na praia e empacota-lo como se fosse as bandejas de comida vendidas em supermercados. As bandejas foram então colocadas em diferentes lojas nos arredores das praias com o objetivo de conscientizar os banhistas.

Será que a coisa ficou só exposta ou também foi vendida para arrecadar fundos, ou pelo menos, custear as embalagens usadas?

Uma boa programação visual...

...transforma tudo em boa idéia!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Opps... alguma coisa deu errado!


O interessante é escutar sobre as excelentes compras, os passeios maravilhosos, a peça de teatro na sempre iluminada Broadway...

Como Nova York faz seu visitante não perceber, ou não se importar com o lixo espalhado?




O satélite consegue chegar!


O veículo deve ser compatível com o local onde está programado para trabalhar. 

Em locais estreitos e de difícil manobra como centros históricos pela Europa ou ruas em nossos "assentamentos precários urbanos", vulgo favelas, o uso de uma viatura pequena atuando como satélite de uma viatura maior é o conceito que garante o acesso do equipamento reduzindo a movimentação manual dos resíduos. 


terça-feira, 17 de setembro de 2013

Varrição mecanizada com soprador

Qual a área que um varredor consegue limpar em uma praça ou calçadão? Se esperamos que um varredor faça 2000 metros de sarjeta e a largura da vassoura for 0,5 metros talvez ele consiga varrer uma área perto de 1000 m2 em um dia de trabalho. Um trabalhador com soprador deve fazer os mesmos 1000 m2 em uma hora de trabalho.

Na imagem obtida em Houston o trabalhador executa a varrição soprando o lixo para a sarjeta para depois uma varredeira remover todo o resíduo.




Para eliminar o "matinho" próximo à sarjeta, aqui no Rio de Janeiro, provavelmente seria programado o uso de uma roçadeira.  Se a enxada está em desuso cedendo espaço ao que passou a ser conhecido por "capina mecanizada", então porque não colocar a vassoura em desuso em esplanadas, calçadões e praças passando a fazer uma "varrição mecanizada" com soprador?





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Questão de acondicionamento



Imagem de Jonas Beach onde o conceito de capacidade de acondicionamento de lixo na praia é levado ao extremo. O prejuízo estético deve ser compensado pela evidência emblemática que existe onde descartar o lixo.

Veja também o equipamento que coleta estas cestas:




Satélite Parisiense

Antigas fotos de Paris que mostram uma sequencia de carrinhos aguardando sua vez para bascular resíduos em um caminhão compactador. O mesmo conceito de puxada de lixo para um ponto usando viaturas satélite.




domingo, 15 de setembro de 2013

Pick-up Satélite em Tel Aviv


Uma caçamba basculante montada em uma carroceria de pick-up! Transformou o veículo em uma viatura satélite capaz de coletar resíduos em centros urbanos. O prolongamento traseiro da caçamba provavelmente é para facilitar o basculamento em caminhão compactador sem o risco de lixo caindo no chão*.



O modelo parece o Peugeot 504 encontrado no Brasil na década de 90 com motorização 2.3 a diesel de 70 cv e capacidade de carga de 1.300 Kg

* O que resolveria um problema atualmente existente nas viaturas satélites existentes no Rio de Janeiro.

Coleta domiciliar em Nova York

Coleta domiciliar em Nova York com os sacos pretos colocados junto à sarjeta e o caminhão passando em seu roteiro para recolhe-los. Bem parecido com o Rio de Janeiro, exceto pelo fato que havia somente um empregado coletando os sacos. 








O caminhão parecia não possuir dispositivo para containers sugerindo que a coleta é assim mesmo, totalmente manual, mas, será que a guarnição é de somente um trabalhador, ou será que o coitado da foto foi o único que trabalhou no fim de semana que as fotos foram feitas?

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Lixo Zero: Um começo promissor

A julgar pelos resultados iniciais, o programa Lixo Zero tem tudo para repetir, na área da limpeza urbana, o sucesso que a Operação Lei Seca fez no trânsito

por Carolina Barbosa | 11 de Setembro de 2013
selmy yassudaTrio sempre um PM, um guarda municipal e um agente da Comlurb faz ronda na Praça Floriano, na Cinelândia: em busca dos sujismundos

Seja por efeito da conscientização coletiva, seja por temor de levar uma mordida no bolso (muito provavelmente, pelos dois motivos juntos), o fato é que o carioca vem sujando menos o espaço público. Em vigor no centro da cidade desde 20 de agosto, a operação Lixo Zero já apresenta resultados que dão esperança de virarmos um jogo que sempre nos foi desfavorável. É um início promissor. Nas duas primeiras semanas da medida, cujo preceito é aplicar multa a quem joga detritos no chão, as autuações vêm caindo dia a dia. Quem passa pela região que é o coração financeiro do Rio facilmente percebe que ela está mais limpa, e os números corroboram essa sensação. Na Avenida Rio Branco, por exemplo, houve queda de um terço no recolhimento do lixo, um índice que pode ser estendido a toda a área central. Na terça passada, a iniciativa chegou a Copacabana. Por ser uma zona residencial, com grande movimentação inclusive nos fins de semana e repleta de cachorros nas calçadas, o bairro traz novos desafios para o programa. "Estamos animados", afirma Vinícius Roriz, presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). "Uma falha pode acontecer em um trabalho como este, que envolve mais de 600 pessoas, mas são detalhes perto do sucesso que estamos obtendo."
selmy yassudaPedestre é abordada durante a operação na região central: redução no recolhimento de lixo

A ronda repressiva é executada sempre em trios, que reúnem um agente da Comlurb, um guarda municipal e um policial militar, atuando de forma bem peculiar. Como não são autorizados a perseguir infratores em potencial (gente com cigarro ou papel na mão, por exemplo), os conjuntos ficam à espreita em locais estratégicos: nos acessos ao metrô, onde é proibido entrar fumando, ou próximo a lanchonetes. Nas duas primeiras semanas da operação no Centro, 95% dos flagrantes resultaram em multas de 157 reais, valor cobrado de quem atira no chão pequenos objetos, como guimba e papel, numa escala que pode atingir 3 000 reais, de acordo com o volume do entulho. A autuação é registrada em um smartphone e emitida em uma microimpressora, e o infrator tem até o dia 10 do mês seguinte para quitá-la. "Estava atrasada para buscar minha filha na escola e acabei marcando bobeira", reconhece a servente Katia Teodoro de Souza, flagrada jogando um toco de cigarro na Cinelândia na sexta (30).


A despeito do resultado satisfatório, o Lixo Zero carece de ajustes. Na última segunda, não havia viatura para levar o músico chileno Fénix Spencer à delegacia, depois que ele foi pego atirando uma guimba na rua e sem documento. Outro ponto que merece reparo é o horário de funcionamento das operações, das 8 da manhã às 8 da noite, que não contempla o período de pico da produção de lixo na Lapa, um trecho boêmio por excelência. Segundo o presidente da Comlurb, está em estudo a ampliação do horário nesse pedaço. O que já foi confirmado é o desembarque do projeto nos bairros de Ipanema, Leblon e Lagoa na terça (10). Em seguida, estão nos planos Flamengo, Laranjeiras, Botafogo, Catete e Glória, e até o fim do ano ele deve chegar às zonas Norte e Oeste.

Se a cruzada contra a imundície nas ruas for bem-sucedida, ficaremos livres de um problema que historicamente degrada a cidade. "Quem vinha ao Rio no século XIX invariavelmente reclamava da sujeira", destaca o pesquisador Milton Teixeira. Ao morar no país de 1808 a 1818, o comerciante inglês John Luccock se disse enojado com as ruas da capital do Império. Sua conterrânea Maria Graham foi outra viajante que fez pesados relatos sobre o emporcalhamento que viu aqui. O panorama pouco mudou ao longo dos séculos. Após o último Carnaval, uma enquete da rádio BBC Brasil revelou que uma das principais reclamações dos turistas estrangeiros era a falta de limpeza das ruas e praias cariocas. Pouco antes, um levantamento feito pelo site TripAdvisor, especializado em viagens, mostrava que o Rio é a nona cidade mais suja do mundo entre quarenta avaliadas.

Além de ser uma demonstração de incivilidade e um atentado contra a higiene, largar detritos em qualquer lugar é prejuízo na certa. Só com a varrição das vias públicas o município gasta até 20 milhões de reais por ano. No entanto, o binômio educação-coerção renova o alento para mudar esse quadro, como demonstram outras metrópoles do planeta onde a punição dos sujismundos vigora há mais tempo. Em Paris, o mau hábito pode causar um rombo de 115 reais ao porcalhão. Na capital inglesa, o rigor é ainda maior. Um minúsculo chiclete lançado fora da cesta de lixo é passível de multa de 280 reais. Em Singapura, dependendo do caso, o valor vai de 650 a 6 500 reais. Por aqui, uma iniciativa semelhante, a Operação Lei Seca, que pune os motoristas alcoolizados, tem se mostrado um êxito sob todos os aspectos. O fundamental é que a lei venha para ficar. "Não se muda uma cultura apenas com um decreto. Mais importante do que penalizar é fazer com que as pessoas entendam a rua como um bem público, porque aí elas se tornam fiscais também", afirma o antropólogo Bernardo Conde. Mas que a dorzinha no bolso ajuda a entender a importância desse comportamento, disso não há dúvida.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Jugaad de cada um!

“O que é jugaad? Jugaad é uma palavra coloquial em hindu, cujo sentido pode ser explicado como "um conserto inovador; uma solução improvisada, com base na engenhosidade e inteligência". A jugaad é, de forma bastante simples, uma maneira única de pensar e agir em resposta a desafios; trata-se da arte corajosa de identificar oportunidades nas circunstâncias mais adversas e engenhosamente improvisar soluções utilizando meios simples. Jugaad significa fazer mais com menos. A jugaad é praticada no dia a dia por quase todos os indianos para produzir o máximo com o que possuem”. 


Fantástico! 

No entanto, se as circunstâncias não são adversas o improviso é somente um exercício de criatividade. Havendo disponibilidade de usar um equipamento projetado para exercer uma determinada atividade, que nasceu para aquilo, o resultado será sempre mais produtivo e seguro que uma gambiarra bonitinha!

Temos o exemplo clássico do container plástico usado como carrinho de varrição. Demorou anos para reconhecer que o equipamento projetado para ser utilizado para armazenar lixo durante a varrição, ergonomicamente desenhado, com hastes para fixação de ferramentas, com a dimensão correta do saco plástico é inegavelmente melhor para o varredor que o container plástico de 240 litros que nasceu para ser equipamento de acondicionamento de lixo domiciliar em residências multifamiliares!

Uma papeleira nasce papeleira, um container nasce container, uma vassoura é uma vassoura.  Estamos no meio do nada, forçados a improvisar com o que temos disponível? Não! Então use algo com patente! 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Gente que Limpa

Rio de Janeiro, 6 de setembro de 2013




Nossos empregados administrativos saíram para conhecer a realidade do gari, pelo programa Gente que Limpa. Chegaram na gerência às 6h, tomaram café, conheceram um pouco da rotina do setor e as peculiaridades do bairro e partiram para operação. Uns varreram, limparam as papeleiras e canteiros, outros participaram da coleta e vazaram o caminhão. No total, 160 empregados tiveram seu dia de gari, distribuídos por 10 gerências, com muitas histórias para contar e a já esperada conclusão: "não é mole não"!




Presidente Vinicius Roriz atuando na coleta


Em sua primeira edição, o programa teve o objetivo de integrar as duas áreas da Comlurb – administrativos com operacionais – e, a partir das observações dos participantes, adotar medidas para modernizar os serviços, aumentar a produtividade e servir para entender melhor as demandas da operação e do cidadão. Para isso, haverá um encontro com o presidente na próxima segunda-feira (9/9), no qual cada um passará suas impressões.
Com a implantação do programa, o presidente da Comlurb, Vinicius Roriz, prevê um crescimento global na produtividade. "A experiência foi um sucesso, porque as pessoas tiveram a oportunidade de conhecer como se realiza a operação de limpeza nas ruas. E isso vai permitir um grande avanço nos serviços da companhia. Em breve faremos o movimento contrário, traremos os trabalhadores que atuam nas ruas, para conhecerem o trabalho interno", anunciou o presidente.

Vida de Gari


O gari Orlando Nogueira da Silva sai de casa, em Nova Iguaçu, todos os dias às 4h30. Lotado em Copacabana, bairro onde trabalha há 13 anos, ele é responsável pela varredura e limpeza das papeleiras de parte da Barata Ribeiro e da Rua Paula Torres. O trecho é grande, só com muita agilidade para cumprir no horário. O lixo no chão diminuiu, segundo o próprio gari, com o programa Lixo Zero, mas é preciso pontualidade, habilidade e força física para fazer o que ele faz. E ainda faz com bom humor! Não foi à toa que todos que participaram do Gente que Limpa se sensibilizaram com a rotina do gari escalado para ser seu companheiro de trabalho. Assim como Orlando, nossos trabalhadores merecem o máximo respeito pelo esforço e dedicação diários.