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domingo, 30 de outubro de 2011

IDH e qualidade do serviço público



O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - criado pelos economistas Mahbubul Haq e Amartya Sen mede a qualidade de vida considerando indicadores como renda "per capta", saúde (expectativa de vida ao nascer) e educação (taxa de alfabetização de adultos e matrículas no ensino fundamental, médio e superior)

A reportagem anexada sugere que os de maior IDH reclamam mais dos serviços públicos e os de menor IDH reclamam menos.
Apesar de não ter encontrado base acadêmica para a hipótese da reportagem chamei os altos IDH de "conscientes" e os baixos IDH de "letárgico". Considerando as relações de IDH e reclamações da qualidade do serviço público chegamos a quatro opções:
  1. Qualidade do serviço Alta: IDH alto e quantidade de reclamações baixa pois apesar do IDH consciente não acontecem reclamações.
  2. Qualidade do serviço indeterminada: IDH alto e quantidade de reclamações alta possivelmente reflexo do IDH "consciente”
  3. Qualidade do serviço indeterminado: IDH baixo e quantidade de reclamações tambpe baixa possivelmente reflexo do IDH "letárgico”
  4. Qualidade do serviço Baixa: IDH baixo e quantidade de reclamações alta. As demandas estão altas apesar do baixo risco de surgimento de demandas devido ao IDH "letárgico”




quinta-feira, 20 de outubro de 2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como fazer uma faxina



experiência colombiana de combate à corrupção policial é um exemplo e tanto de que é possível reduzir essa praga, a maior chaga das forças da lei no Rio
por Caio Barretto Briso, de Bogotá 19 de Outubro de 2011
Quando recursos públicos não são usados de forma eficiente ficando aquém do que poderiam realizar se houvesse empenho e dedicação em uma busca de melhoria contínua de processos e gestão, temos desperdício.
O desperdício surge não por desvios de conduta como o caso da corrupção policial, mas por um cenário que exige mais capacidade de gestão que o conjunto de atual de profissionais não possui ou não está disposto a oferecer.
Apesar de origem diversa que os problemas na segurança publica, a má gestão involuntária dos recursos, o desperdício, pode ser tratado com remédios semelhantes:

Tornar a luta contra o desperdício a prioridade número 1 de cada gestor

Criação de um órgão com amplos poderes de fiscalização responsável por avaliar e cobrar o desempenho profissional de cada gestor na busca de melhorias contínuas de qualidade e produtividade dos recursos sob sua responsabilidade.

Gestão de cargos e carreiras voltada para a meritocracia garimpando quais profissionais tem mérito para assumir cargos e responsabilidades. http://observatoriorh.blogspot.com/2010/09/trecho-de-entrevista-de-carlos-brito-ab.html

Incentivar a renovação de quadros atraindo diferentes perfis abrindo portas para pessoas com diplomas em diversas especialidades. Gradualmente os profissionais de nível superior substituem os colegas antigos que na melhor das hipóteses haviam concluído o ensino médio.
Limpeza Urbana se aprende em cursos internos bem estruturados e contínuos para os diversos cargos e funções. Ter mais profissionais treinados para um determinado cargo que as vagas para este mesmo cargo. Treinar antes para depois promover quando necessário.

Estimular a interação com a população como forma de identificar demandas e novos cenários, além de usa-la como um fiscal permanente das ações desenvolvidas nos logradouros.
Investir em tecnologia e mecanização. Novas formas de fazer antigos serviços. O simples aumento de efetivo já não responde eficientemente às demandas da população.

A questão é, no entanto, que a confiança da população com o Sistema de Limpeza Urbana e seus agentes é alta, um dos maiores índices. Então, porque fazer uma faxina em um lugar com que tem uma boa imagem?

É...
Também comemos em bons restaurantes sem saber o que acontece na cozinha!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MEGAEVENTOS


Trash, trash, trash. If it’s a big problem with mega-events, it’s a total nightmare in Rio. Last week, I attended a public hearing about the redesign of the city law that grants permits for events to occur. One of the most serious public servants I have encountered, Gustavo Puppi, explained the disaster that mega-events of all kinds bring to the administration of COMLURB (the city’s trash collection service). In addition to generating thousands of extra tons of garbage per year, COMLURB has to reduce service in the Zona Norte to clean up the increased mess in the Zona Sul. The effects of these parties radiate unevenly through the city. At the Rock [sic] in Rio party, there was almost no coordination between the event producer and COMLURB, making their task doubly difficult. Worse, the Municipal and State governments can’t get organized enough to figure out how to deal with all the trash generated by the city. Between the closing of the Gramacho aterro and the opening of the dump in Seriopédica (which will not allow for catadores, the subject of Wasteland), more than 80% of Rio de Janeiro’s trash goes to informal dumps. Go on, tell me another one about mega-event sustainability.



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Velejar

Como na vida, em um veleiro estamos sempre indo de um ponto, mas a primeira coisa que percebemos é que o melhor caminho nunca é uma linha reta entre estes pontos. Nosso veleiro deve interagir com a natureza, com as mudanças da força e direção do vento e da corrente, da intensidade da maré, dos perigos ocultos sob a água.

Não conseguimos ir exatamente contra o vento, contra as forças impostas em nossa vida, mas podemos ziguezaguear cambando de tempos em tempos, nos aproximando aos poucos do ponto distante. Em algum momento as forças da vida estão a favor, o famoso vento em popa que faz o barco surfar e chegar ao nosso destino em dois tempos.

Pode não haver vento e ficamos pastando em uma calmaria sufocante. A brisa pode chegar e içamos todas as velas para aproveitar toda sua energia. O vento cresce como um furacão fazendo com que as velas tenham que ser arriadas, pois a vida está forte demais para que possamos controlá-la.

Mas o barco da nossa vida não é um veleiro moderno equipado com radar, localização por satélite, medidor de profundidade, cartas náuticas no computador, piloto automático. O barco da nossa vida é um veleiro do século XVIII que exige dias e noites de vigília, que as estrelas indicam onde talvez você esteja, a rocha submersa não está representada na carta.

Com dinheiro poderíamos comprar um motor potente transformando nosso lindo veleiro em uma lancha. Poderíamos ficar no convés despreocupados bebendo uísque enquanto a força de nosso hélice velozmente nos impulsiona em linha reta exatamente para onde queremos.

Quem já velejou e viu uma lancha passar sabe onde estão os verdadeiros marinheiros.

Sinta o vento e ajuste suas velas.

domingo, 9 de outubro de 2011

Rock in Rio - Legado

Trabalhar no Rock in Rio foi um aprendizado que começou em um excesso de confiança operacional e submissão a um suposto plano europeu maravilhoso e terminou com uma evidência na mágica capacidade de adaptação dos profissionais envolvidos e uma grave lacuna de discussão.

Por partes:

Excesso de confiança operacional: Convencidos que a limpeza da Cidade do Rock seria algo semelhante à operação de Carnaval no Sambódromo a coisa foi planejada considerando os critérios daquele tipo de serviço, presença de garis durante o evento fazendo manejo de containers e mantendo a limpeza e um grupo de garis pela manhã para limpar a área. Na limpeza entre noites de show o Rock in Rio se mostrou mais parecido com uma Operação Reveillon quando os recursos são dimensionados de forma a acabar a limpeza rapidamente, por outro lado, durante o show a coisa foi totalmente sem precedentes, pois estamos acostumados a não executar limpeza durante grandes shows como os que acontecem na praia.

Submissão a um suposto plano europeu maravilhoso: A coisa “terceiromundista” de achar que as coisas do além mar são perfeitas fez com que aceitássemos coisas que evidentemente não dariam certo na nossa realidade. Começando pela separação de lixo reciclável e lixo comum em dois containers diferentes na área de público, passando pelo posicionamento dos containers que os escondiam do público e chegando na necessidade de reciclar todo o material para obter a certificação 100R. O público não separou o lixo; as pessoas não se davam ao trabalho de procurar os containers nos cantos e o material potencialmente reciclável jaz em um galpão esperando separação.

Evidência na mágica capacidade de adaptação dos profissionais envolvidos: Com os problemas operacionais listados acima houve na primeira semana de evento uma enxurrada de reclamações e mídias negativas. Dando uma reviravolta na situação os containers foram reposicionados, efetivo e frota redimensionados de forma a enfrentar um evento semelhante a um réveillon continuado em vários dias. Chamados a participar e conscientes de que a coisa não foi boa, vários gerentes de departamento e suas equipes de mobilizaram e se motivaram a enfrentar a situação.

Uma grave lacuna de discussão: Passado o tsunami musical nem uma palavra foi dita, nenhuma reunião foi realizada, nada foi discutido de forma a internalizar a experiência adquirida. Com a proximidade de grandes eventos culminando com a Olímpiada uma discussão mais estratégica deveria haver de forma a aparelhar a empresa e treinar seus profissionais

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ANGOLA - Uso de container enterrado









Este video apresenta equipamento instalado em Luanda - Angola. Trata-se de um container enterrado que é coletado com caminhão compactador que utiliza um Munk para suspender o equipamento. O container cilindrico é semelhante ao Molok mas possui paredes rigidas

terça-feira, 27 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Rock in Rio - Vinheta



Rock in Rio - Imprensa



Londres inaugura latas de lixo que 'agradecem' com vozes de celebridades












Campanha conta ainda com lata de lixo com aro de basquete

Quem jogar algo no lixo em Londres a partir de outubro poderá receber o agradecimento de personalidades locais.

Um total de 25 ''latas de lixo falantes'' serão instaladas na região central de Londres e outras serão colocadas em Liverpool.

A atriz Amanda Holden gravou uma mensagem na qual diz ''Sim, faça isso novamente!'' e o ex-jogador de críquete Phil Tufnell grita ''Howzat!'' (Que tal isso!), uma expressão característica do esporte.

O projeto foi uma criação da organização Keep Britain Tidy (Mantenha a Grã-Bretanha limpa), que promove campanhas contra o despejo de lixo em locais públicos no país, e da entidade Sing London, que promove iniciativas coletivas bem-humoradas para integrar moradores londrinos.

Além de falar, alguma latas de lixo ''cantarão'' músicas inspiradas em canções de filmes famosos, como I'm singing in the bin ("Estou Cantando na lata de lixo", alusão a Singing in the rain, do filme Cantando na Chuva) e Rubbish keeps falling on my head ("Lixo fica caindo na minha cabeça", versão de Raindrops keep falling on my head, de Butch Cassidy & Sundance Kid.

Quem jogar algo no lixo também poderá ser brindado com ''efeitos sonoros'', como uma salva de palmas, um coral de "Aleluia" ou um naipe de trombones.

Haverá ainda latas de lixo que serão adaptadas para cada localidade. Liverpool, por exemplo, contará com latas de lixo dos Beatles, o bairro de Covent Garden, sede da Royal Opera House, terá uma lata de lixo operística, e o bairro de St. John's Wood, sede do estádio de críquete Lord's Cricket Ground, terá uma lata de lixo com temas esportivos.

Os latões serão inaugurados no próximo dia 13 de outubro e deverão permanecer em Londres por dois meses.

Após esse período, as latas deverão seguir para outras cidades britânicas e retornarão a Londres para os Jogos Olímpicos de 2012.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ancinho-puçá



  Desenvolvido pela criativa equipe da Fábrica de Ferramentas da Comlurb, o ancinho-puçá é uma ferramenta útil para acabamento da limpeza de areia na região próximo a quiosques ou barracas onde o equipamento mecanizado não é recomendado e onde o uso do ancinho normal deixa passar resíduos menores por entre seus dentes.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A arte de governar consiste em não deixar envelhecer os homens nos seus postos

Napoleão Bonaparte

Cidade Limpa - O Lixo Escondido




Cidade Limpa - Debaixo de Chuva

Fim de Semana Operacional

O Fim de Semana Operacional é o período entre 12:00h de sábado e 12:00h de segunda-feira e deve ter planejamento e fiscalização diferenciados em relação à rotina ordinária da semana.

O Fim de Semana Operacional tem uma dinâmica diferenciada dos serviços de rotina da semana dando ênfase à agilidade e flexibilidade como forma de garantir o controle da limpeza dos pontos notáveis e a presença de empregados na maior área possível durante o maior período possível.

O Fim de Semana Operacional não é uma questão de aumento da quantidade de recursos materiais e humanos utilizado no domingo. O Fim de Semana Operacional é uma questão de adequação dos recursos à demanda de serviços existente no período entre 12:00h de sábado e 12:00h de segunda-feira, onde e quando for realmente necessário.

Serviços no Fim de Semana Operacional

A varrição, limpeza de papeleiras, remoção de lixo público em logradouros principais e pontos críticos, coleta de lixo domiciliar em locais com incidência de descarte fora do dia e horário, coleta de caixas metálicas e caixas compactadoras, limpeza de praias, limpeza de feiras livres, varrição mecanizada e lavagem de logradouros são serviços inerentes ao Fim de Semana Operacional.

Limpeza de eventos, serviços de capina, roçada, raspagem, limpeza de propaganda, de ralos e encostas podem ser eventualmente realizados no fim de semana como serviços extras com planejamento próprio, não devem ser considerados como serviços planejados para o fim de semana operacional

Coleta domiciliar ordinária e varrição em roteiro semanal são serviços da rotina ordinária da semana e devem ser executados no tempo certo. O Fim de Semana Operacional não deve ser considerado como oportunidade para tirar o atraso do que não foi feito durante a semana.

Varrição no Fim de Semana Operacional.

Pontos Notáveis são os locais onde há geração de lixo por uso do espaço público no fim de semana como exemplo: proximidade de bares, restaurantes e quiosques, saídas de shoppings, teatros, ciclovias e pistas de corrida, pontos de ônibus, papeleiras, locais de contemplação.

Varrição Pontual é a varrição somente em trechos dos Pontos Notáveis. Difere da varrição ordinária de metragem corrida de sarjeta. Executando somente a varrição dos trechos de uma lista de Pontos Notáveis o gari pode atuar em uma área muito maior que uma se fosse varrendo a sarjeta entre pontos Notáveis.

Varrição Estrela é a realizada por um grupo de garis que primeiro realiza uma varrição em um local concentrado como uma praça e depois o mesmo grupo se dispersa para executar varrição pontual abrangendo uma área específica.

Os Gestores devem identificar seus Pontos Notáveis e estabelecer planos de varrição específicos para o Fim de Semana Operacional executados com Varrição Pontual e Varrição Estrela.

Os Gestores devem intensificar os turnos vespertinos e noturnos durante o Fim de semana Operacional como forma de garantir a presença de garis em todos os momentos e não só no primeiro expediente.

Redução de lixo no Fim de Semana Operacional

A redução da quantidade de lixo domiciliar existente em logradouro durante o Fim de Semana Operacional é reflexo direto de ações preventivas de divulgação da freqüência correta da coleta domiciliar e campanhas de conscientização de moradores realizadas durante a semana.

A redução da quantidade de lixo público existente em logradouro durante o Fim de Semana Operacional é reflexo direto de ações de fiscalização (orientação, advertência, intimação e autuação) no comércio em funcionamento entre 12:00h de sábado e 12:00h de segunda-feira

Previsão metereológica no Fim de Semana Operacional

A consulta a sites de previsão metereológica é necessária para adequar os recursos escalados às necessidades no Fim de Semana Operacional. Os extremos são os mais preocupantes pois o sol forte é atrativo ao uso do espaço público e chuva forte é risco de alagamento que demanda presença de recursos para a limpeza.

www.climatempo.com.br


www.tempoagora.com.br

www.br.weather.com

WWW.ricosurf.globo.com Faz previsão de ressacas

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Guerra e Política


"Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. Na guerra você é morto uma vez, mas, em política, várias vezes."

Winston Churchill, primeiro-ministro britânico

Plano e circunstâncias

“Não se planeja e depois se procura fazer com que as circunstâncias se ajustem aos planos. Procura-se fazer com que os planos se ajustem às circunstâncias.”

General George S. Patton Jr.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Revolução!









A questão do lixo desaparece completamente em um regime de exceção como o existente na Revolução Líbia. Poderíamos dizer então que a importância da questão do lixo é diretamente proporcional a tranquilidade das pessoas com as demais questões, violência urbana, crise financeira etc?

Em uma comunidade não pacificada (sem UPP) existe mais tolerância com um ponto crítico de lixo que outra comunidade mais tranquila pela pacificação? Haveria tabém relação com o IDH? Maiores IDH geram maiores discussões sobre a questão do lixo?



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE VIAGEM - LONDRES E PARIS

Ago 11 - Considerações sobre viagem Londres e Paris

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Problemas em varrer as folhas das praças?








Houve a tentativa de fabricar um equipamento semelhante para ajudar na coleta defolhas de amendoeira mas o projeto foi abandonado.



quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Comlurb e BNDES apresentam termo de referência sobre coleta seletiva no Rio

Representantes da Comlurb, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), das Secretarias de Conservação, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Econômico Solidário, e dos catadores se reuniram na manhã desta terça-feira (02/08), na sede da Comlurb, para um encontro sobre gestão de cooperativa de catadores. O objetivo da reunião foi apresentar o escopo de proposta do termo de referência para a contratação de serviços que possibilitem a nova dinâmica da coleta seletiva no Rio de Janeiro e debatê-la.

Os participantes enfatizaram a importância de estarem pondo em prática um programa pioneiro no Rio de Janeiro, que trará a cidade de volta ao posto de vanguarda nacional. Foi lembrado também a importância da união da Prefeitura com a Comlurb e com o BNDES para que o projeto saísse do papel. "Sabemos que todos são importantes neste processo. A Comlurb é apenas o meio, e não o fim dele. Sem os catadores nada disso poderia se concretizar. Precisamos trabalhar juntos para que todos se beneficiem", afirmou a presidente da Comlurb, Angela Fonti.

Quando o projeto estiver em pleno funcionamento, será possível aumentar a vida útil dos aterros sanitários, reduzir o gás do efeito estufa em até 20%, e passar a reciclar pelo menos 5% do material domiciliar até 2014. Atualmente, apenas 1% desse material é reaproveitado. Com investimento total de R$ 50 milhões, sendo R$ 28 milhões da Prefeitura e R$ 22 milhões do BNDES, a coleta seletiva vai incluir nova frota de caminhões coletores, pessoal especializado para operar nas ruas e junto às cooperativas, e apoio logístico reforçado. O BNDES e a Comlurb definem ainda este mês as próximas etapas do projeto.

O evento contou ainda com a participação do coordenador de Coleta seletiva da Comlurb, Elinor Brito, do Secretário de Conservação, Carlos Osório e do Secretário do Meio Ambiente, Carlos Alberto Muniz.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Containers escondidos

O video mostra um dispositivo enterrado interessante para uso onde a presença de um container é visualmente desfavoravel como uma região histórica. Containers comuns de rodízio são "escondidos" em uma espécie de elevador acionado por parafusadeira elétrica. O caminhão não possui equipamento especial, é o mesmo que seria usado se os containers estivessem na supefície

terça-feira, 12 de julho de 2011

Aleixo Gary: Uma Revolução na Limpeza Urbana



"Uma discreta notícia inserta na Gazeta de Notícias de 11 de outubro de 1876, sobre o novo contratante da limpeza urbana da cidade, deixa antever importantes mudanças na administração e execução do serviço de limpeza urbana. Aleixo Gary, francês de origem, inaugurava uma nova era na história da limpeza pública no Rio, apoiado principalmente em sua eficiência de trabalho.

Em 1885, o governo resolve contratar, provisoriamente, Aleixo Gary para o serviço de limpeza das praias e remoção do lixo da cidade para Ilha de Sapucaia, localizada no bairro chamado Caju. Aproveitando-se das circunstâncias, Gary tentou, com uma proposta, concentrar todo o conjunto de atividades da limpeza - logradouros, remoção do lixo das casas particulares, praias e transporte do lixo para Sapucaia - em suas mãos, isto é, monopolizar o setor.

Mas, sua proposta não teve sucesso, sendo recusada pelo governo. Gary no entanto, se mantém como responsável pelo serviço de limpeza na cidade e remoção de lixo para Sapucaia até 1891, data do término do seu contrato. Nesse mesmo ano, Aleixo Gary se afasta da empresa deixando seu parente, Luciano Gary. No ano seguinte, porém a empresa parece ter sido extinta, pois em documento de 1892, o Ministério da Justiça se dirige ao Prefeito requisitando "O pagamento a Aleixo Gary e Cia de 232.238 contos de réis pelo qual o governo adquiriu o material de extinta empresa de limpeza".

Cria-se a Superintendência de Limpeza Pública e Particular da Cidade. Gary deixara marca na história da limpeza urbana pública no Rio de Janeiro. Tão forte foi a atuação desse empresário que os empregados encarregados pela limpeza, os lixeiros, passaram a ser chamados de "garis".Os serviços desta superintendência, no entanto, deixam a desejar.

Os problemas se agravam e em 1897, a Prefeitura resolve contratar novamente serviços particulares, que por sua vez, não conseguiram cumprir com os seus contratos, o que faz então a prefeitura em 1899 retomar seus serviços de limpeza da cidade. Em 1904, a prefeitura compra o terreno da Rua Major Ávila, nº 358, na Tijuca, onde se localiza a sede da Comlurb. Em 1906, o serviço de limpeza urbana dispunha de 1084 animais, já insuficientes para a limpeza da cidade que produzia 560 toneladas de lixo. É assim que, a título de experiência, são adquiridos dois auto-caminhões. Seria o início da passagem do uso animal para o uso mecânico na coleta".


Infelizmente não tenho o autor para citar a referência

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Prancha Elétrica para transporte de resíduos - I






Carro elétrico para transporte de resíduos







É um conceito bom para ser explorado utilizar carros elétricos para a remoção de resíduos em áreas como praças, parques, orla, onde o trânsito de veículos à combustão pode trazer transtorno por suas dimensões, emissões e ruído.
No entanto, os veículos elétricos atualmente disponíveis visivelmente são adaptações de pranchas para movimentação de carga em pátios e almoxarifados. O veículo apresentado no vídeo tem assento para operador que o dirige lateralmente! Estranho... Mas deve ter sido o que se conseguiu adaptar em algum chassi já existente.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma paradinha aqui, outra ali...


Pode ser em Canoa Quebrada, Rio de Janeiro, Londres... Se não há supervisão é alta a probabilidade de encontrar os garis displicentemente parados conversando distantes dos seus afazeres.
É simplório considerar que trabalhadores dispersos em uma área geográfica, com múltiplos atrativos para indolência, distantes fisicamente dos olhos dos supervisores, terão o mesmo desempenho que trabalhadores dispostos em uma linha de produção com olhos próximos por todos os lados.

Coleta Domiciliar em Canoa Quebrada

Cumprindo o objetivo... É bom!



Trabalhadores e Fortaleza


As fotos mostram trabalhadores de Limpeza Urbana na cidade de Fortaleza. Destaque para a combinação de bermuda com meião, do boné com aba tipo “legião estrangeira” (Melhor ou mais barato que o chapéu australiano do Rio de Janeiro?) e do taipá (prolongamento da borda com papelão) no carrinho de mão.




Acondicionamento de Lixo em Fortaleza





Em plena região turística de Fortaleza na praia do Meireles existem containers metálicos de 750 litros dos que caíram em desuso na cidade do Rio de Janeiro a pelo menos uma década. É mais um exemplo que o sistema de limpeza urbana fica muito mais simples e provavelmente menos custoso se o dogma do “lixo zero” for substituído pelo conceito de “lixo existe” e faz parte de um processo sistemático de coleta e transporte.

Na foto pode-se observar também um container de plástico usado para varrição, mas transformado em lutocar com uso de um carrinho de transporte. O conjunto, apesar de esteticamente discutível é uma solução simples para a adaptação do container plástico para a atividade de varrição



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Garis fazem alpinismo para limpar encostas no Rio

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/garis-fazem-alpinismo-para-limpar-encostas-da-cidade-do-rio-20110621.html


Quem acha que os garis apenas varrem as ruas de suas casas está enganado. A Comlurb também tem a tropa de elite deles, os garis alpinistas, que fazem as limpezas de encostas no Rio de Janeiro.
Nesses casos, a vassoura vira coadjuvante e entram em ação as cordas, capacetes, cintos e mosquetões para a segurança desses corajosos trabalhadores. Além disso, o famoso uniforme laranja dos funcionários ganha novos detalhes.
Algumas encostas chegam a 80 metros de altura. São jogadas pelos próprios moradores cerca de 3 t de lixo.
A grande maioria das comunidades do Rio fica em morros, o que aumenta a quantidade de lixo acumulado. Poucos moradores têm se preocupado com o preservação do ambiente.

Canteiros de plantas no lugar de lixo


http://videos.r7.com/comlurb-usa-canteiros-de-plantas-para-evitar-lixos-nas-ruas-do-rio/idmedia/4dfb4272fc9b43a1376b9e6e.html

Alguns deles já foram instalados, como na avenida Dom Hélder Câmara, no bairro de Higienópolis. O objetivo é colocar plantas resistentes às variações do tempo e inibir que as pessoas joguem o lixo na rua.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Parceria público-privada


Consórcio assume responsabilidade por serviços públicos em parte da Zona Portuária

Publicada em 13/06/2011 às 23h16m

Isabela Bastos

RIO - A prefeitura vai terceirizar, a partir de quarta-feira, serviços públicos como coleta de lixo, troca de lâmpadas da iluminação pública, pavimentação, poda de árvores e ordenamento de trânsito numa região de cinco milhões de metros quadrados que abrange a Zona Portuária e parte do Centro. O consórcio Porto Novo, formado pelas construtoras OAS, Carioca Engenharia e Odebrecht, assumirá essas tarefas por 15 anos na área delimitada pelas avenidas Francisco Bicalho, Rodrigues Alves, Beira-Mar e Presidente Vargas. As exceções ficam por conta das operações de controle urbano e de patrulhamento da Guarda Municipal, que continuarão a cargo do município.


A passagem de bastão dos serviços municipais para o consórcio será gradual: vai durar 180 dias. A coleta de lixo, porém, será transferida de uma só vez, amanhã, quando saem de cena os caminhões e garis da Comlurb e entram os da concessionária, que terão logotipo e uniforme diferentes, com predominância do azul.
Segundo o Porto Novo, a empresa assumirá os serviços com aproximadamente 400 funcionários, sendo 274 para a limpeza urbana, cem a mais do que o efetivo que trabalha hoje na região. Para a operação serão utilizados 23 veículos. Em nota, o consórcio informou que, num primeiro momento, não haverá mudança nos horários de coleta. Por isso, moradores e comerciantes deverão manter a rotina de descarte do lixo.

- A coisa de que mais tenho certeza é o poder transformador dessa PPP - disse o prefeito.






sexta-feira, 10 de junho de 2011

EMBARCAÇÃO DE LIMPEZA DE ESPELHOS DÁGUA








10/06/2011 - 09:54
“Projeto Acqua” no 5º Jogos Mundiais Militares do CISM
Embarcação de recolhimento de resíduos estará em operação na Baía de Guanabara, durante os Jogos Mundiais Militares.
Na semana do Meio Ambiente o Comitê dos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM “Os Jogos da Paz”, confirmou a participação das empresas Brissoneau Ambiental e ADDServices [www.brissoneau.com.br] nas operações de monitoramento e recolhimento de resíduos flutuantes das raias olímpicas de vela, denominada “Projeto Acqua”, incluindo as áreas próximas à Praça XV, Escola Naval e Marina da Glória. Nesta competição participarão 133 países no período de 16 a 24 de julho no Rio de Janeiro, sendo considerada uma preparação para as Olimpíadas de 2016.
O “Projeto Acqua” será realizado durante todo o mês de julho, em parceria com a Escola Naval – Marinha do Brasil, coordenadora da modalidade “Vela”. Caberá a Brissoneau e ADDServices a operação da embarcação, incluindo o lançamento de ecobarreiras para retenção dos resíduos em pontos próximos à Escola, à Marina da Glória. A Escola Naval atuará na logística de apoio ás operações e descarte sustentável dos resíduos.
Cerca de 80.000 quilos de lixo que são diariamente lançados na Baia de Guanabara constituindo-se no maior problema para as competições de vela. Muitas vezes, a quantidade de lixo flutuante pode decidir negativamente uma prova e isso tem sido o maior receio dos organizadores e velejadores, como sempre documentado pelo nosso medalhista olímpico Torben Grael.

A embarcação ACQUA, projetada e construída no Rio de Janeiro, baseia-se nos mais modernos critérios de sustentabilidade, sendo a primeira movida a Gás Natural, com baixos índices de emissão de gases de efeito estufa, com 14 metros de comprimento, esteiras automatizadas, possuindo capacidade de recolhimento de 11.000 quilos de lixo flutuante.

O projeto deixará como legado dos jogos para o Rio de Janeiro, além da grande quantidade de resíduos retirados do meio ambiente, uma sólida base de dados sobre a movimentação do lixo na Baia de Guanabara. Ao final, será emitido e publicado um Relatório Ambiental detalhando os resultados deste trabalho.

O projeto como um todo, prevê investimentos na ordem de R$ 15 milhões. Ainda em setembro será dado início a construção da segunda embarcação da série.













quinta-feira, 9 de junho de 2011

SATÉLITE 2001 - 2011






O "Micro Carregador de Lixo" apresentado em relatório e palestra sobre o Seminário Nacional de Limpeza Urbana de 2001 se transformou no caminhão "satélite". Como outras coisas na Comlurb a paternidade é atribuída a outro o que exige abnegação de considerar que o importante é a concretização da idéia.

A primeira vez que se falou em caminhão "Satélite" no Rio de Janeiro em 2001


LIMPEZA URBANA NO PORTO MARVILHA

O texto anexado é um extrato da proposta do Porto Maravilha que didaticamente descreve serviços de limpeza urbana. 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O tempo passa!

Quinze anos se passaram desde o dia que fui contratado achando que ficaria em um escritório por algum tempo antes de voltar à construção naval.



Cuidado! Depois que se bebe chorume não se pensar em sair das coisas referentes à Limpeza Urbana e tratamento de resíduos!

Certificado de propriedade do lixo.

Das coisas estranhas que fazemos quando estamos como gerente:
Para evitar alguma reclamação de moradores no período de tempo entre a conclusão de uma limpeza geral e a remoção dos resíduos usamos com uma sensível eficácia uma placa informativa que deixava claro que aquele monte de lixo fazia parte de um processo em andamento e estava esperando sua remoção. Uma boa idéia para as características da região atendida mas que dificilmente seria útil na diversidade regional do Rio de Janeiro.






quinta-feira, 2 de junho de 2011

Muros Verdes contra vazamento irregulares





Muito interessante o que encontrei em uma visita nas obras do Parque Ecológico da Rocinha. Cada tijolo do muro é também um vaso, com o tempo, ao invés de um muro frio de concreto teremos um muro coberto de vegetação, bem melhor visualmente.
Sabendo que muros isolados não convidativos para vazamentos irregulares de lixo e entulho, e, por outro lado, a melhoria de urbanização é remédio contra esse mal. Muros verdes poderiam ser utilizados na prevenção do surgimento de pontos críticos de vazamento de lixo e entulho.



terça-feira, 31 de maio de 2011

O último dos Moicanos

Com a terceirização dos transportes a diminuta frota própria restante da Comlurb está envelhecendo. Um dos últimos compactadores foi-se embora envolto em chamas no elevado da Paulo de Frontin

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos

Completando Maquiavel na questão de ser amado ou odiado

Max Gehringer - Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:
Regra número 1:
Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.
Regra número 2:
A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.
Regra número 3:
Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.


Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências."

sábado, 28 de maio de 2011

Os Garis Alpinistas


Para responder a demanda de limpeza de encostas foi necessário treinar um grupo de garis no Corpo de Bombeiros para atuar com equipamentos especiais e técnicas de rapel. Esses garis passaram a ser conhecidos como “alpinistas” e encaram grandes altitudes para remover o lixo jogado por quem não tem a mínima idéia do trabalho que é executar este tipo de limpeza.