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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma paradinha aqui, outra ali...


Pode ser em Canoa Quebrada, Rio de Janeiro, Londres... Se não há supervisão é alta a probabilidade de encontrar os garis displicentemente parados conversando distantes dos seus afazeres.
É simplório considerar que trabalhadores dispersos em uma área geográfica, com múltiplos atrativos para indolência, distantes fisicamente dos olhos dos supervisores, terão o mesmo desempenho que trabalhadores dispostos em uma linha de produção com olhos próximos por todos os lados.

Coleta Domiciliar em Canoa Quebrada

Cumprindo o objetivo... É bom!



Trabalhadores e Fortaleza


As fotos mostram trabalhadores de Limpeza Urbana na cidade de Fortaleza. Destaque para a combinação de bermuda com meião, do boné com aba tipo “legião estrangeira” (Melhor ou mais barato que o chapéu australiano do Rio de Janeiro?) e do taipá (prolongamento da borda com papelão) no carrinho de mão.




Acondicionamento de Lixo em Fortaleza





Em plena região turística de Fortaleza na praia do Meireles existem containers metálicos de 750 litros dos que caíram em desuso na cidade do Rio de Janeiro a pelo menos uma década. É mais um exemplo que o sistema de limpeza urbana fica muito mais simples e provavelmente menos custoso se o dogma do “lixo zero” for substituído pelo conceito de “lixo existe” e faz parte de um processo sistemático de coleta e transporte.

Na foto pode-se observar também um container de plástico usado para varrição, mas transformado em lutocar com uso de um carrinho de transporte. O conjunto, apesar de esteticamente discutível é uma solução simples para a adaptação do container plástico para a atividade de varrição



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Garis fazem alpinismo para limpar encostas no Rio

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/garis-fazem-alpinismo-para-limpar-encostas-da-cidade-do-rio-20110621.html


Quem acha que os garis apenas varrem as ruas de suas casas está enganado. A Comlurb também tem a tropa de elite deles, os garis alpinistas, que fazem as limpezas de encostas no Rio de Janeiro.
Nesses casos, a vassoura vira coadjuvante e entram em ação as cordas, capacetes, cintos e mosquetões para a segurança desses corajosos trabalhadores. Além disso, o famoso uniforme laranja dos funcionários ganha novos detalhes.
Algumas encostas chegam a 80 metros de altura. São jogadas pelos próprios moradores cerca de 3 t de lixo.
A grande maioria das comunidades do Rio fica em morros, o que aumenta a quantidade de lixo acumulado. Poucos moradores têm se preocupado com o preservação do ambiente.

Canteiros de plantas no lugar de lixo


http://videos.r7.com/comlurb-usa-canteiros-de-plantas-para-evitar-lixos-nas-ruas-do-rio/idmedia/4dfb4272fc9b43a1376b9e6e.html

Alguns deles já foram instalados, como na avenida Dom Hélder Câmara, no bairro de Higienópolis. O objetivo é colocar plantas resistentes às variações do tempo e inibir que as pessoas joguem o lixo na rua.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Parceria público-privada


Consórcio assume responsabilidade por serviços públicos em parte da Zona Portuária

Publicada em 13/06/2011 às 23h16m

Isabela Bastos

RIO - A prefeitura vai terceirizar, a partir de quarta-feira, serviços públicos como coleta de lixo, troca de lâmpadas da iluminação pública, pavimentação, poda de árvores e ordenamento de trânsito numa região de cinco milhões de metros quadrados que abrange a Zona Portuária e parte do Centro. O consórcio Porto Novo, formado pelas construtoras OAS, Carioca Engenharia e Odebrecht, assumirá essas tarefas por 15 anos na área delimitada pelas avenidas Francisco Bicalho, Rodrigues Alves, Beira-Mar e Presidente Vargas. As exceções ficam por conta das operações de controle urbano e de patrulhamento da Guarda Municipal, que continuarão a cargo do município.


A passagem de bastão dos serviços municipais para o consórcio será gradual: vai durar 180 dias. A coleta de lixo, porém, será transferida de uma só vez, amanhã, quando saem de cena os caminhões e garis da Comlurb e entram os da concessionária, que terão logotipo e uniforme diferentes, com predominância do azul.
Segundo o Porto Novo, a empresa assumirá os serviços com aproximadamente 400 funcionários, sendo 274 para a limpeza urbana, cem a mais do que o efetivo que trabalha hoje na região. Para a operação serão utilizados 23 veículos. Em nota, o consórcio informou que, num primeiro momento, não haverá mudança nos horários de coleta. Por isso, moradores e comerciantes deverão manter a rotina de descarte do lixo.

- A coisa de que mais tenho certeza é o poder transformador dessa PPP - disse o prefeito.






sexta-feira, 10 de junho de 2011

EMBARCAÇÃO DE LIMPEZA DE ESPELHOS DÁGUA








10/06/2011 - 09:54
“Projeto Acqua” no 5º Jogos Mundiais Militares do CISM
Embarcação de recolhimento de resíduos estará em operação na Baía de Guanabara, durante os Jogos Mundiais Militares.
Na semana do Meio Ambiente o Comitê dos 5º Jogos Mundiais Militares do CISM “Os Jogos da Paz”, confirmou a participação das empresas Brissoneau Ambiental e ADDServices [www.brissoneau.com.br] nas operações de monitoramento e recolhimento de resíduos flutuantes das raias olímpicas de vela, denominada “Projeto Acqua”, incluindo as áreas próximas à Praça XV, Escola Naval e Marina da Glória. Nesta competição participarão 133 países no período de 16 a 24 de julho no Rio de Janeiro, sendo considerada uma preparação para as Olimpíadas de 2016.
O “Projeto Acqua” será realizado durante todo o mês de julho, em parceria com a Escola Naval – Marinha do Brasil, coordenadora da modalidade “Vela”. Caberá a Brissoneau e ADDServices a operação da embarcação, incluindo o lançamento de ecobarreiras para retenção dos resíduos em pontos próximos à Escola, à Marina da Glória. A Escola Naval atuará na logística de apoio ás operações e descarte sustentável dos resíduos.
Cerca de 80.000 quilos de lixo que são diariamente lançados na Baia de Guanabara constituindo-se no maior problema para as competições de vela. Muitas vezes, a quantidade de lixo flutuante pode decidir negativamente uma prova e isso tem sido o maior receio dos organizadores e velejadores, como sempre documentado pelo nosso medalhista olímpico Torben Grael.

A embarcação ACQUA, projetada e construída no Rio de Janeiro, baseia-se nos mais modernos critérios de sustentabilidade, sendo a primeira movida a Gás Natural, com baixos índices de emissão de gases de efeito estufa, com 14 metros de comprimento, esteiras automatizadas, possuindo capacidade de recolhimento de 11.000 quilos de lixo flutuante.

O projeto deixará como legado dos jogos para o Rio de Janeiro, além da grande quantidade de resíduos retirados do meio ambiente, uma sólida base de dados sobre a movimentação do lixo na Baia de Guanabara. Ao final, será emitido e publicado um Relatório Ambiental detalhando os resultados deste trabalho.

O projeto como um todo, prevê investimentos na ordem de R$ 15 milhões. Ainda em setembro será dado início a construção da segunda embarcação da série.













quinta-feira, 9 de junho de 2011

SATÉLITE 2001 - 2011






O "Micro Carregador de Lixo" apresentado em relatório e palestra sobre o Seminário Nacional de Limpeza Urbana de 2001 se transformou no caminhão "satélite". Como outras coisas na Comlurb a paternidade é atribuída a outro o que exige abnegação de considerar que o importante é a concretização da idéia.

A primeira vez que se falou em caminhão "Satélite" no Rio de Janeiro em 2001


LIMPEZA URBANA NO PORTO MARVILHA

O texto anexado é um extrato da proposta do Porto Maravilha que didaticamente descreve serviços de limpeza urbana. 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O tempo passa!

Quinze anos se passaram desde o dia que fui contratado achando que ficaria em um escritório por algum tempo antes de voltar à construção naval.



Cuidado! Depois que se bebe chorume não se pensar em sair das coisas referentes à Limpeza Urbana e tratamento de resíduos!

Certificado de propriedade do lixo.

Das coisas estranhas que fazemos quando estamos como gerente:
Para evitar alguma reclamação de moradores no período de tempo entre a conclusão de uma limpeza geral e a remoção dos resíduos usamos com uma sensível eficácia uma placa informativa que deixava claro que aquele monte de lixo fazia parte de um processo em andamento e estava esperando sua remoção. Uma boa idéia para as características da região atendida mas que dificilmente seria útil na diversidade regional do Rio de Janeiro.






quinta-feira, 2 de junho de 2011

Muros Verdes contra vazamento irregulares





Muito interessante o que encontrei em uma visita nas obras do Parque Ecológico da Rocinha. Cada tijolo do muro é também um vaso, com o tempo, ao invés de um muro frio de concreto teremos um muro coberto de vegetação, bem melhor visualmente.
Sabendo que muros isolados não convidativos para vazamentos irregulares de lixo e entulho, e, por outro lado, a melhoria de urbanização é remédio contra esse mal. Muros verdes poderiam ser utilizados na prevenção do surgimento de pontos críticos de vazamento de lixo e entulho.



terça-feira, 31 de maio de 2011

O último dos Moicanos

Com a terceirização dos transportes a diminuta frota própria restante da Comlurb está envelhecendo. Um dos últimos compactadores foi-se embora envolto em chamas no elevado da Paulo de Frontin

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O Sucesso consiste em não fazer Inimigos

Completando Maquiavel na questão de ser amado ou odiado

Max Gehringer - Administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial

Nas relações humanas no trabalho, existem apenas 3 regras:
Regra número 1:
Colegas passam, mas inimigos são para sempre. A chance de uma pessoa se lembrar de um favor que você fez a ela vai diminuindo à taxa de 20% ao ano. Cinco anos depois, o favor será esquecido. Não adianta mais cobrar. Mas a chance de alguém se lembrar de uma desfeita se mantém estável, não importa quanto tempo passe. Exemplo: Se você estendeu a mão para cumprimentar alguém em 1999 e a pessoa ignorou sua mão estendida, você ainda se lembra disso em 2009.
Regra número 2:
A importância de um favor diminui com o tempo, enquanto a importância de uma desfeita aumenta. Favor é como um investimento de curto prazo. Desfeita é como um empréstimo de longo prazo. Um dia, ele será cobrado, e com juros.
Regra número 3:
Um colega não é um amigo. Colega é aquela pessoa que, durante algum tempo, parece um amigo. Muitas vezes, até parece o melhor amigo. Mas isso só dura até um dos dois mudar de emprego. Amigo é aquela pessoa que liga para perguntar se você está precisando de alguma coisa. Ex-colega que parecia amigo é aquela pessoa que você liga para pedir alguma coisa, e ela manda dizer que no momento não pode atender.


Durante sua carreira, uma pessoa normal terá a impressão de que fez um milhão de amigos e apenas meia dúzia de inimigos. Estatisticamente, isso parece ótimo. Mas não é. A 'Lei da Perversidade Profissional' diz que, no futuro, quando você precisar de ajuda, é provável que quem mais possa ajudá-lo é exatamente um daqueles poucos inimigos.
Portanto, profissionalmente falando, e pensando a longo prazo, o sucesso consiste, principalmente, em evitar fazer inimigos. Porque, por uma infeliz coincidência biológica, os poucos inimigos são exatamente aqueles que têm boa memória.

"Na natureza não existem recompensas nem castigos. Existem consequências."

sábado, 28 de maio de 2011

Os Garis Alpinistas


Para responder a demanda de limpeza de encostas foi necessário treinar um grupo de garis no Corpo de Bombeiros para atuar com equipamentos especiais e técnicas de rapel. Esses garis passaram a ser conhecidos como “alpinistas” e encaram grandes altitudes para remover o lixo jogado por quem não tem a mínima idéia do trabalho que é executar este tipo de limpeza.












sexta-feira, 27 de maio de 2011

Maquiavel e o Código - MARCO LUCCHESI

A história da recepção do pensamento político de Maquiavel perfaz uma teia complexa de livros, congressos e debates. Há quem se especialize na recepção da leitura de Maquiavel no século XIX, na aurora da revolução russa ou no crepúsculo da era fascista da Itália. Se pensamos no Brasil, sobretudo com “O príncipe”, Maquiavel tem domicílio incerto, na estante da esquerda e da direita, de ateus e religiosos, monarquistas e republicanos. Com leitores refinados ou ideólogos de terceira classe. Cito ao acaso Darcy Ribeiro, Pedro II, Golbery do Couto e Silva, Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, Rui Barbosa e Merquior. Tantos maquiavéis para múltiplos leitores, brilhantes ou desafinados.

É inadmissível, contudo, apresentar sua obra forte como catecismo de oportunistas e mapa-múndi dos sem caráter.

Nunca é demais lembrar que o adjetivo “maquiavélico” não se aplica, de modo algum, ao próprio autor, como quem busca reduzirlhe o sistema a uma razão desprovida de piedade, a uma lógica perversa, onde não impera um só resíduo de emoção. Leiam as cartas, e procurem, com lente de aumento, a página inexistente onde se afirma que os fins justificavam os meios.


O príncipe já se apresentou ao mercado como livro de autoajuda, manual de gestão empresarial e estratégia de propaganda. Um Maquiavel prêt-à-porter, extremamente flexível, para leitores e práticas de caráter igualmente flexível e comprometido.

Semana passada, a parcela de deputados que vem desfigurando, através de mil emendas obscuras, o desenho ético do projeto do novo Código Florestal recebeu a pecha de maquiavélica.

Isso ofende nosso autor e promove aqueles senhores a um grau que absolutamente não merecem. O que falta a uma parte da Câmara dos Deputados é a herança de uma intelligentsia, ao passo que a força de Maquiavel reside num longo processo de reflexão acerca do poder e do Estado. Se com ele não podemos concordar de todo, devemos reconhecer, no entanto, o montante de sua dívida e ruptura com a tradição humanista. Para boa parte dos parlamentares, não existe natureza e pensamento, biosfera ou noosfera. Apenas a lucro-esfera.


Há em Maquiavel uma sólida compreensão da história, leitura que aclara o presente à medida que indaga o passado. Há deputados que não respiram senão o ar viciado de uma cronologia imediata. Vivem de um presente extrativista, sem passado ou futuro. E representam o atraso da nação e do Parlamento.

Nos dias que correm, quando muitos usam o marketing para camuflar o vazio de um programa ético, fazer de Maquiavel o porta-voz da recusa da filosofia moral é uma infâmia para quem elabora uma visão árdua e comovida dos destinos de uma Itália futura, à espera do príncipe: “Não posso exprimir com quanto amor ele seria recebido em todas as províncias, com que obstinada fé, com quanta piedade e com quantas lágrimas.” E outras muitas passagens atravessadas por uma elevada temperatura moral.

Os que sonham plantar sem restrição, em plena selva amazônica, de Campo Grande até os Andes, ou de Ponta Grossa até a Patagônia, insistem em um capitalismo patético, agressivo e regressivo. E, se não fosse crime, não hesitariam um só instante em defender abertamente as vantagens da escravidão para a economia do país, como bem demonstrou, aliás, o padre Ricardo Rezende em “Rio Maria: canto da terra”.

Devolvido Maquiavel a seu justo patamar, fiquemos atentos aos destaques e emendas ao Código Florestal. Não podemos aceitar uma faixa agrícola sem limites, nem tampouco uma anistia para os que praticam, protegidos pelo sentimento de impunidade, crimes de grande impacto ambiental.

Precisamos defender nosso futuro, sob o influxo de um alto sentimento republicano, que defina, com vigor, uma ética acerca do homem e da natureza. Porque o planeta é o mesmo para todos.

Marco Lucchesi

Jornal O Globo

25 de maio de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Lei de Murphy

Lei de Murphy é um adágio popular da cultura ocidental que afirma: "Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará" ou "Se há mais de uma maneira de se executar uma tarefa ou trabalho, e se uma dessas maneiras resultar em catástrofe ou em consequências indesejáveis, certamente essa será a maneira escolhida por alguém para executá-la". Ela é comumente citada (ou abreviada) por "Se algo pode dar errado, dará" ou ainda "Se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível".

Das coisas que poucos falariam para não correr o risco de ser considerado politicamente incorreto



Sempre vi com reservas a reverência das pessoas com o personagem Renato “Sorriso”. É inegável o carisma que o Renato tem e sua capacidade de explorar de forma especial a imagem do gari de bem com a vida. Como pode um lixeiro ser feliz? Personificando esse preconceituoso paradoxo o Sr “Sorriso” chama atenção da mídia e do público, a reboque, surge a imagem da Comlurb como boa empresa porque consegue fazer os párias felizes.

No entanto, se por um lado essa imagem é considerada positiva para fora da companhia, quanto ela é prejudicial internamente? Qual mensagem a Comlurb estaria transmitindo aos seus garis transformando o Renato Sorriso em ícone da categoria? Sorrir mais e varrer menos? Você será valorizado pela imagem e não pelo desempenho? Não seria melhor valorizar aquele que faz a varrição, que capina, que coleta, que acaba seu expediente com os pés doidos, não de dançar, mas de trabalhar?

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Porque as caixas metálicas se desmontam?




Namibe - Angola

Bem parecido com alguns lugares próximos...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SISTEMA DE CONTAINERS ENTERRADOS






O container enterrado é uma idéia muito boa. O filme chama atenção e seduz pela simplicidade e praticidade com que a coisa é feita. O armazenamento dos resíduos não fica visível e o tubo de queda harmoniza com o ambiente.

Mas algumas questões devem ser lembradas:

Primeiro a necessidade de adaptação do clássico caminhão compactador instalando um guindaste e um dispositivo de fixação na caçamba. Então há necessidade de um número de containers enterrados que justifique a adaptação de um caminhão. Os containers para este caminhão ficarão concentrados em uma região ou espalhados em uma área maior. Concentrados os equipamentos podem ser considerados elitistas, se espalhados aumentarão o percurso (custo) do caminhão.
Estes containers enterrados parecem ser perfeitos para áreas bem urbanizadas e turísticas, mas, temos áreas bem urbanizadas e turísticas que justifiquem uma frota? Ou até mesmo somente um caminhão adaptado? Lembre-se que “quem tem um não tem nenhum”
Então uma abordagem seria usar o container enterrado para coleta seletiva. O caminhão já é diferente mesmo, os Pontos de Entrega Voluntária PEV são espalhados mesmo... As coisas se combinam... Mas, não vai encarecer uma atividade já muito onerosa?

É incrível como a Limpeza Urbana tende ao conservadorismo. Se um equipamento preenche um nicho haverá muita resistência em mudar para outro equipamento mais moderno, será difícil até mesmo coexistir. Porém... Desde que não levado ao limite de dogmas, esse conservadorismo é saudável para imunizar o sistema de idéias performáticas que promete a solução final dos problemas.

Teste de triciclo II



Teste de triciclo







Motocicleta em coleta domiciliar de Comunidades - II



Aqui está a primeira motocicleta e coleta de lixo domiciliar em comunidades.

Apesar do ceticismo inerente ao conservadorismo extremo existente em Limpeza Urbana este equipamento é uma novidade que mexe com a imaginação e fomenta a curiosidade de como realmente será produtivo em operação.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

NOVO ATERRO SANITÁRIO DE SEROPÉDICA




A nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, que vai gradativamente receber os resíduos que iam para o Aterro de Gramacho, já está em funcionamento a partir desta quarta-feira (20/04). A Central reúne tecnologia de ponta, inédita na América Latina, para garantir o destino adequado dos resíduos, sem riscos para o meio ambiente. Com isso, a Prefeitura inicia o processo de encerramento das atividades no Aterro Controlado de Gramacho, em Duque de Caxias, que deve ser completamente desativado em 2012.

"Hoje é um dia histórico para o meio ambiente do Rio de Janeiro. O Aterro de Gramacho é um escândalo, um absurdo. Estou muito feliz porque agora o Rio está depositando os seus resíduos em uma Central de Tratamento de Resíduos, com qualidade, sustentabilidade e proteção ambiental. Isso sem gerar qualquer tipo de risco ou ônus para a cidade e a região metropolitana", comemorou o prefeito ao acompanhar o inicio da operação. A CTR estreou com os resíduos da Usina de Jacarepaguá.
Nesta primeira fase serão vazadas cerca de mil toneladas diárias de resíduos. Esta quantidade será levada para a CTR em nove carretas, que farão cinco viagens, totalizando 45 percursos por dia. O local abrigará inicialmente os detritos vindos da Estação de Transferência de Jacarepaguá destino dos caminhões coletores e basculantes que circulam nos bairros da Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá.
A Central de Tratamento de Resíduos em Seropédica é uma concessão da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) à Ciclus e, além dos resíduos do Rio, receberá os detritos dos municípios de Itaguaí e Seropédica. A empresa foi responsável por projetar o empreendimento, realizar as obras e vai operar a CTR.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Em defesa da Meritocracia

Entrevista de Carlos Brito, de 50 anos, presidente da AB Inbev.

“Não temos orgulho de demitir ninguém. Mas uma das responsabilidades sociais de uma empresa é obter lucro. Sem o lucro, todos os funcionários e famílias que dependem da companhia cedo ou tarde estarão na rua.”

“Cheguei lá e disse que as pessoas talentosas gostam de três coisas: meritocracia, honestidade e um ambiente informal. O sujeito talentoso é a favor da meritocracia e não gosta de senioridade.”

“Se você promover o Mike, que está a vinte anos na companhia, é porque o “Mike merece”. Mas se promover o John, que chegou há um ano, desafiará um monte de gente. Só que se você promover os Mikes por senioridade, os Johns talentosos se mandam, e a empresa não vai a lugar nenhum”.

“Aqui, quando uma pessoa apresenta baixa performance temos de procurar ajudá-la a cobrir aquela deficiência, dar uma segunda chance. Se a pessoa não está mesmo dando certo aqui, achamos que é a nossa obrigação, porque a vida é muito curta, dizer: você pode ser muito bem sucedida em outras companhias, mas aqui não tem jeito. Prefiro dizer isso logo, quando o profissional é jovem, a ficar dez anos enrolando”.

Acredito que ser justo é tratar pessoas diferentes de formas diferentes. Tratar todo mundo igual é injusto. Aquelas pessoas que são apaixonadas, se dedicam mais à empresa, dão mais resultados – essas merecem mais oportunidades que as outras, mais atenção, mais treinamento. E elas têm de ganhar mais dinheiro também. Já que é impossível agradar a todos, vou agradar àqueles com maior talento. Sinto muito pelos menos talentosos, mas…”

“(…) a repetição funciona.”

Fonte: Veja, edição 2179 – ano 43 – nº 34, de 25 de agosto de 2010

terça-feira, 22 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

Relatório da RIOTUR

Comlurb removeu 1304 toneladas de lixo desde o desfile dos primeiros blocos de rua, em fevereiro, até o Monobloco, dia 13/03, quando foi encerrado o Carnaval. Nesse total estão incluídas também as quantidades de resíduos removidas do complexo do Sambódromo, Avenida Rio Branco e Estrada Intendente Magalhães.

O pré carnaval, com o desfile de blocos em vários bairros da cidade, foi responsável por gerar 268,6 toneladas de lixo. Durante os cinco dias oficiais de folia, a Comlurb contabilizou 849,5 toneladas. Esse número corresponde a um aumento de 12% em relação ao ano passado. Já os desfiles de blocos e escolas de samba após a Quarta-Feira de Cinzas produziram 186,1 toneladas.

Para a limpeza dos blocos, a Companhia elaborou um plano de ação classificando os blocos em quatro categorias – especial, um, dois e três – de acordo com demanda de recursos necessária para que a limpeza seja feita por um efetivo e equipamentos ideais. Desta forma, foram agilizados os procedimentos e atendimentos às demandas específicas de cada bloco. A limpeza aconteceu com o apoio de contêineres, caminhões compactadores, pulverizadores, pipas d'água, Kombi lava jato, caminhões basculantes, mini varredeiras, varredeiras mecânicas e mini basculantes. Todas as vias da cidade por onde passaram blocos foram atendidas com limpeza.
O asseio do Sambódromo e do Terreirão do Samba ficou a cargo de 1572 garis. Na Estrada Intendente Magalhães, atuaram 43 garis, a cada dia. Os trabalhadores tiveram o apoio de caminhões basculantes e compactadores, pipas d'água, pás carregadeiras e mini varredeiras. Essa megaoperação da Comlurb foi realizada sem comprometer a limpeza ordinária, que é feita diariamente pela empresa em todos os bairros do Rio.
A coleta seletiva no Sambódromo foi feita por 70 catadores das organizações Febracom, CataRio e Movimento Nacional de Catadores do Rio de Janeiro, que removeram 71,7 toneladas de materiais recicláveis, entre os dias 04 e 12/03

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lixo jogado nas ruas por foliões aumentou 12%, contabiliza Comlurb

http://videos.r7.com/carnaval-produz-mais-de-800-toneladas-de-lixo-na-cidade-do-rio/idmedia/7a6f3486f19a3d34be996e1471f3480d.html

Responsabilidade pela limpeza

Lixo jogado nas ruas por foliões aumentou 12%, contabiliza Comlurb

Publicada em 10/03/2011 às 00h11m
Cláudio Motta e Taís Mendes
RIO - Os moradores de Petrópolis levariam mais de dois dias para produzir o lixo que a Comlurb coletou no carnaval do Rio: foram 849 toneladas entre sexta e terça no Sambódromo, no Centro, na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho (onde desfilam os grupos C, D e E) e nos locais de blocos. Isso é 12% maior do que o coletado no ano passado e equivale a um dia de resíduos sólidos de uma cidade de 700 mil habitantes. Petrópolis, de acordo com o IBGE, tem 296 mil moradores. Niterói, 487 mil.
Mais do que sujeira nas ruas, a montanha de lixo representa prejuízo para a cidade. De acordo com a consultora ambiental da ONG Ecomarapendi, Taís Queiroz, o lixo jogado no chão custa três vezes mais para ser limpo do que o domicilar. Ela sugere punição para as escolas cujos componentes emporcalhem a cidade:
- Empregamos mal o dinheiro público quando obrigamos a cidade a gastar mais na coleta do lixo. Nos blocos, o número de caçambas deveria ser maior. Além disso, deveria haver uma articulação maior com catadores, até mesmo pagando a diária deles, já que plástico e papel não tem tanto valor como a lata. Quanto às fantasias, as escolas precisariam ter responsabilidade, podendo ser punida, assim como acontece com um time de futebol se a torcida causa algum dano.
O diretor executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), Carlos Roberto Silva Filho, acredita que os grandes geradores de lixo têm que ser responsáveis pela gestão dos resíduos, como já acontece com shoppings e supermercados.
- Seria necessária uma política em conjunto com os distribuidores, comerciantes e fabricantes para nesses locais de aglomeração de pessoas, de grandes eventos, somente colocar em circulação materiais com possibilidade de retorno. Outro ponto seria realmente determinar que os grandes eventos contassem com um sistema independente de gestão de resíduos - afirmou Carlos.
A presidente da Comlurb, Angela Fonti, reconhece que é preciso melhorar o planejamento, sobretudo em relação aos blocos. De acordo com ela, todos os desfiles tiveram mais foliões do que o estimado antes do carnaval. Ela destaca, no entanto, a rapidez com que a Comlurb limpou a cidade.
- A cidade ficou suja somente por algumas horas. Demos resposta rápida, sobretudo nos grandes blocos. A gente pode aumentar o número de garis ou de contêineres em 2012. Nosso planejamento é feito com os outros órgãos. A RioTur dá horário e localização, mas nem um número (de público) bateu. E houve muito xix. Usamos caminhões pipa, Kombis lava-jato e pulverizador - relata.
No Sambódromo, a Comlurb constatou que proporcionalmente o lixo recolhido no Sambódromo foi reduzido graças a implantação de coleta seletiva. Das 447 toneladas recolhidas na avenida, 44 toneladas eram de latinhas e garrafas pet, que serão reaproveitadas graças a um convênio entre a prefeitura, a Liga das Escolas de Samba e uma cooperativa de catadores.
- São menos 44 toneladas de lixo jogados no lixão ou no aterro graças ao convênio. Para o ano que vem, vamos tentar incluir nas exigências para o patrocínio do carnaval de rua a instalação de containeres nos locais de blocos, nos moldes como foi este ano em ralação aos banheiros químicos, que permitiu um aumento de 4,5 mil para 13 mil o número de banheiros - disse o secretário de Conservação e Serviço Público, Carlos Roberto Osório.
O lixo dos blocos registrou um crescimento de cerca de 20% em relação ao ano anterior.
- O crescimento maior foi nos blocos, mas o público nas ruas cresceu muito mais do que isso. Deve ter ficado em torno de 70% em relação ao ano passado. Alguns blocos até dobraram o número de foliões. Ainda é muito lixo jogado nas ruas e temos que melhorar. Mas, pela primeira vez, percebemos um tendência de queda de lixo no carnaval. Colocamos 3 mil contêineres nas ruas, que ficaram cheios. Isso prova que tem gente colaborando.

quarta-feira, 9 de março de 2011

LEI DE MURPHY NO CARNAVAL

O bom planejamento programa as atividades que devem acontecer em uma operação. Um ótimo planejamento é aquele que também considera as atividades que não deveriam acontecer em uma operação. O problema é que a lei de Murphy é implacável e assim que um plano incorpora ações de contingência outras eventualidades cerram fileiras para manter aquele que planeja tenso até o final.
Diante do que dá errado, a solução é um coquetel de sorte, empenho além do esperado, frieza decisória, abandono do plano original. Foi o que aconteceu quando um carro alegórico vazou uma grande quantidade de óleo na pista do Sambódromo. Como sambar sobre o óleo?



De onde surgiu a serragem para absorver o óleo? Quem se lembrou de usar a serragem? Quem explicou os garis a necessidade de realizar aquele serviço de forma primorosa?

No ano que vem haverá um responsável pela serragem, um local para armazenamento da serragem e orientações de como usá-la. É assim que se evolui: planejando hoje o que ontem foi um capricho do tal de Murphy.

Arquibancada do Sambódromo - antes e depois






No dia a dia podemos até discutir sobre o constrangimento ser visto sujando algo limpo, mas em uma festa, quando o coletivo toma a frente e o comportamento individual não é sequer percebido... Uma festa é uma festa! Vai sujar!

PROTOCOLOS DE LIMPEZA DE BLOCOS DE CARNAVAL



Como dimensionar recursos para cada um dos diversos Blocos de Carnaval? Divide-os em categorias e dimensione as categorias, o que é muito vira pouco. É uma solução clássica e, portanto, simples. Dividir os Blocos de Carnaval em quatro grupos denominados “Protocolos” e estabelecer uma faixa de recursos para cada grupo foi a grande novidade da gestão do serviço no Carnaval 2011 apresentada para a imprensa com pompa e circunstancia na RIOTUR

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Olímpiada 2016



Projeto olímpico:


Lançamento da Logomarca:









quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Desenho Industrial






Como projeto de conclusão de curso em Desenho Industrial o jovem Gustavo Bittencourt (gusbittenc@gmail.com) concebeu um “aspirador de resíduos sólidos de dimensões reduzidas projetado para complementar a tradicional varrição feita com vassoura e pá. Ele usa o container de 120 litros já utilizado pela COMLURB como base e diversos elementos já disponibilizados no mercado como forma de reduzir o seu custo de desenvolvimento, o que o viabilizaria mesmo em pequenas escalas de produção”
A imagem de equipamento que está em processo de patente pela Universidade Federal do Rio de Janeiro sugere um tipo diferente de “elefantinho” (comentado em outro post).
O destaque mesmo é imaginar como seria útil ter novos profissionais de diversas disciplinas pensando a limpeza urbana sem os filtros impregnados de cotidiano de um profissional já experiente na área.

Motocicleta em coleta domiciliar de Comunidades

Assentamentos Precários Urbanos - APU, como estão sendo chamadas as Comunidades, que antigamente eram chamadas de Favelas, tem características especiais de tráfego e circulação que exigem equipamentos diferenciados para a coleta domiciliar.

Equipamentos menores, de fácil manobra, boa tração devem ser explorados realizando puxada de resíduos para equipamentos maiores como bases compactadoras, centrais de resíduos e até mesmo algo semelhante a estações de transferências.

Estamos falando de APUs com populações equivalentes a cidades médias, muito superiores a maioria dos municípios brasileiros, milhares de pessoas gerando lixo em residências sem espaço para seu acondicionamento e vivendo em uma área atendida por ruas muito estreitas, por vezes com mão dupla, criadas de forma desordenada conforme se desenvolveu a comunidade; vielas onde somente carros leves conseguem trafegar; fiação baixa e ausência de calçadas.

No Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro, na zona Norte da Cidade um conjunto de equipamentos “inovadores” está para ser usado: temos viaturas “satélites” e tratores compactadores (já discutidas em outros posts) transportando lixo para bases de caixas compactadoras. A grande novidade é o uso de motocicletas para coleta de lixo

O exemplo inicial para escolha da motocicleta foi tirado de experiência da cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco.



Analises sobre manutenção e segurança da motocicleta com reboque indicaram a necessidade de uso de um triciclo com caçamba aberta.




A motocicleta realizará a chamada “motocoleta” trazendo o lixo domiciliar de vielas para os demais equipamentos. Por sugestão do Prefeito o triciclo terá um equipamento de som para convocar os moradores a trazer o lixo para a caçamba como se fosse o tradicional vendedor de pamonha ou de bujão de gás.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Big Brother - Todos somos vigiados!




Antigamente existia a máquina fotográfica de filme Kodak e a máquina de escrever... Você tirava uma fotografia coma esperança de que não saísse tremida, revelava o filme, colava as fotos no papel ofício e redigia na máquina de escrever sua denúncia. Feito isso, levava a juntada de folhas e fotos para um protocolo ou enviava a papelada pelo correio. Daí para frente era “ao fulano”, “ao ciclano” em despachos burocráticos até chegar à pilha de quem analisaria a denúncia. Algum tempo aguardando na pilha existia o risco do “arquive-se face ao tempo decorrido...”

Hoje...

Você tira a foto digital no seu celular e envia direto para o email do Prefeito...

Dogma do "Lixo Zero"



Até que ponto o lixo é aceitável? A Avenida Rio Branco no centro da Cidade do Rio de Janeiro é constantemente varrida, dez vezes por dia! É um esforço hercúleo para atender o dogma carioca de que não pode haver nenhum, absolutamente nenhum, lixo na rua. Porque não aceitar que haverá lixo aqui ou ali em algum momento? Porque não aceitar que basta haver a garantia que haverá a remoção do lixo em uma programação sensata com meios produtivos e econômicos? Qual o dano a saúde pública reduzir a freqüência de varredura da Av Rio Branco? Como acontece com eventos públicos onde a limpeza é feita antes e depois, porque não varrer a Rio Branco antes ou depois do expediente comercial?

Deveríamos evitar o dogma do “lixo zero” que leva a limpar a qualquer custo e passar a pensar que o lixo é comum a atividade urbana e seu manejo deve ser garantido por um sistema bem planejado de forma econômica e produtiva.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nova Friburgo - Prefeitura


É importante elogiar o verdadeiro empenho e dedicação dos profissionais da Cidade do Rio de Janeiro que em uma área de trabalho totalmente estranha e adversa souberam despertar sentimentos de reconhecimento, esperança e auto estima na população da cidade de Nova Friburgo

Nova Friburgo - Dia de ir embora - Av Comandante Bittencourt