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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE VARRIÇÃO

Considerações sobre o processo de varredura

PROPOSTAS PARA VARRIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Conteúdo de relatório para propor melhorias no acondicionamento, armazenamento e transporte do resíduo gerado pela varrição.

Consolidação de propostas
Finalmente podemos consolidar as propostas:

  1. Promover a extinção do uso dos containers na atividade de varrição, pois não são projetados estruturalmente e ergonomicamente para percorrer os dois mil metros diários esperados para um varredor.
  2. Considerar que o uso de sacos plásticos é inerente ao serviço de varrição, seu uso deve ser racionalizado, mas não extinto. É necessário promover uma análise de valor das características do produto como oportunidade de redução do custo unitário para redução do montante disponibilizado em sua aquisição, apesar do custo anual per capta não ser significativo.
  3. Considerar retorno do uso do “Lutocar” como principal equipamento para o acondicionamento de resíduos de varredura, pois são projetados estruturalmente e ergonomicamente para percorrer os dois mil metros diários esperados para um varredor.
  4. Considerar retorno da “remoção rápida” intensificando o uso de minibasculantes ainda mais compactos próximos ao tamanho de uma caminhonete trabalhando de forma combinada os veículos compactadores
  5. Considerar o uso de um carrinho de 500 litros (170Kg), o “Gariquichá”, como uma opção para o acondicionamento de resíduos de varredura. Além de ser uma oportunidade de reduzir o consumo de sacos plásticos na varredura o “Gariquichá” pode ser utilizado para transportar resíduos de limpeza de ralos e roçada. Com modificações em sua caçamba podem ser criadas opções especiais para transporte de roçadeiras ou material de combate a pichação. Existindo “Gariquichás” pode haver a oportunidade de eliminar o custo de fabricação dos atuais carrinhos de mão na IGF.
  6. Considerar o uso de caixas metálicas como uma opção para o armazenamento de resíduos de varredura em áreas públicas com local reservado para acondicionamento de lixo, tipo Ecopontos, e instalações da Comlurb com boa área de serviço. Sua utilização deve ser condicionada a existência de viatura compactadora com guindaste “Cangurú”
  7. Considerar o uso de containers semi-enterrados, “Molok”, como uma opção para o armazenamento de resíduos de varredura em regiões específicas da cidade onde sua presença entre em harmonia com o logradouro, ou em instalações da Comlurb com pouca área de serviço. Sua utilização deve ser condicionada a existência de viatura compactadora com guindaste “munk”.
  8. Desenvolver uma viatura compactadora que combine guindaste “munk” e guindaste “canguru” como objetivo de aumentar a flexibilidade operacional para coleta de resíduos de varredura em caixas metálicas, containers semi-enterrados, vazamento de viaturas “satélite” e também coleta direta de sacos em logradouro.
  9. Estudar para cada Região Administrativa qual o conjunto de equipamentos de acondicionamento, armazenamento e transporte de resíduos de varredura mais adequado do ponto de vista operacional e financeiro.
Conclusão
O assunto não está exaurido, mas espero que estas considerações sejam úteis para encontrar um modelo bom para a Comlurb financeiramente, para os garis operacionalmente e principalmente o Carioca em termos de qualidade dos serviços.
Sugiro ampliar a discussão do assunto abrindo para a participação de garis que normalmente executam o serviço de varredura como forma de obter informações de detalhes operacionais que normalmente os gestores não têm acesso ou conhecimento.

SISTEMA DE MULTIPLAS OPÇÕES PARA VARRIÇÃO

Conteúdo de relatório para propor melhorias no acondicionamento, armazenamento e transporte do resíduo gerado pela varrição.

Apresentação de proposta para “Sistema de Múltiplas Opções”.
Em cenários anteriores tratou-se a diversidade de características da Cidade do Rio de Janeiro como um único pacote. Seja com uso das antigas carrocinhas, “lutocares” ou improvisação dos containers todo o sistema foi visto como uma coisa só, com uma única solução, onde um modelo deveria substituir e extinguir o anterior.

A Cidade do Rio de Janeiro são várias cidades em uma só. Seja por suas Áreas de Planejamento – APs ou por suas Regiões Administrativas – RAs, existem várias oportunidades de combinar o uso do “Gariquichá”, do “Lutocar”, caixas metálicas, containers semi-enterrados, sacos plásticos no meio fio.

O quadro abaixo exemplifica as opções de modelos de acondicionamento e transporte de resíduos de varredura para a diversidade observada em logradouros da Cidade. O objetivo é customizar o modelo de acondicionamento e transporte de resíduos de varredura oferecendo múltiplas opções de equipamentos
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RETORNO DO LUTOCAR E DA REMOÇÃO RÁPIDA

Conteúdo de relatório para propor melhorias no acondicionamento, armazenamento e transporte do resíduo gerado pela varrição.

Apresentação de proposta para retorno do “Lutocar”.

As adaptações desenvolvidas pela IGF e alguma “soluções” criadas pelos garis tentaram fazer com que o container se transformasse em um antigo “Lutocar”. Então se a tendência natural do usuário é ter um “Lutocar” então nada mais natural que fornecer um “Lutocar” de verdade.

Considerando que os sacos plásticos não serão de todo extintos, como era a intenção quando se adotou os containers, propomos reeditar a fabricação do “Lutocar” desenvolvido ergometricamente para movimentação com boa postura do gari, transporte adequado de ferramentas, acondicionamento de resíduos de varredura em sacos plásticos. Equipamento que seja resistente e capaz de transpor obstáculos existentes nos logradouro.

Com um custo de fabricação de R$ 421,00 poderiam ter sido fabricados 2672 novos “lutocares” utilizando os R$ 1.125.000,00 (Um milhão cento e vinte e cinco mil reais) dos 4500 containers distribuídos nos anos de 2009 e 2010 na DSS, mais que suficiente para equipar com folga os garis de varredura da DSS.

Considerando um “lutocar” para cada gari da varredura e estimando exageradamente uma reposição anual de 25% na frota seriam necessárias 1100 novas unidades em dois anos, a um custo de R$ 463.100,00 (quatrocentos e sessenta e três mil e cem reais), inferior ao atual custo reposição de containers já observado em 2009 e 2010 na DSS.



Apresentação de proposta para retorno da “Remoção Rápida”.

Com a extinção dos “Lutocares” também foi extinto o conceito de “remoção rápida” onde caminhonetes executavam a remoção dos sacos de varredura o mais rapidamente possível transportando-os para algum compactador ou caixa metálica. O saco plástico colorido com logo indicava ao motorista e ao gari quais sacos deveriam ser removidos



Uma vez extinto o “lutocar” e a “remoção rápida” surgiu o caminhão compactador com carregamento lateral e dispositivo de elevação de container, o SL-100, que “evoluiu” para o compactador de carregamento traseiro de 6m3 - P5, hoje em dia incorporado à coleta domiciliar e coleta em comunidades.
Utilizando o P5 em roteiros de coleta domiciliar e de comunidades surgiu a necessidade de remover lixo público, de varredura ou não, em locais fora do turno dos roteiros de coleta. O minibasculante 3m3, o P26, apelidado de “satélite”, ocupou este nicho operacional.
Com o retorno do “lutocar” é natural o retorno da “remoção rápida” intensificando o uso de minibasculantes ainda mais compactos próximos ao tamanho de uma caminhonete que trabalhando de forma combinada os compactadores de coleta domiciliar, os compactadores com “Munk” para coleta de “Molok” ou os compactadores “Canguru” de coleta de caixas, realizariam a remoção dos sacos de varredura, e qualquer outro resíduos colocado junto a eles, de forma rápida. Este tipo de remoção é comumente observado em cidades européias como os exemplos abaixo.



As viaturas de “remoção rápida” são flexíveis a ponto de remover lixo eventualmente extravasado de “Moloks”, resíduos de limpeza de ralos, roçada, feira livre ou qualquer outra atividade que necessite remover rapidamente sua produção.

O RETORNO DA CARROCINHA!


Conteúdo de relatório para propor melhorias no acondicionamento, armazenamento e transporte do resíduo gerado pela varrição:

Comentário sobre a proposta do “Gariquichá”.

Nas reuniões de discussão sobre o processo de varredura foi apresentado como opção ao uso dos containers o uso de um carrinho de 500 litros (170Kg), o “Gariquichá”, para acondicionamento do lixo da varredura. Com espaço suficiente para transportar toda a produção diária o gari deverá conduzir o equipamento até a base para um único esvaziamento na jornada sem o uso de sacos plásticos.

Com um projeto positivamente considerando questões ergométricas e estéticas o “Gariquichá” é uma abordagem “retrô” da antiga carrocinha com os prós e contras históricos de sua utilização. Sua dimensão (2,65m x 0,90m) não é recomendada para logradouros de grande fluxo e a necessidade de estabelecer pontos fixos de vazamento pode aumentar o tempo de deslocamento do gari na atividade.


O “Gariquichá” é uma opção e definitivamente não é “a” opção. Sua utilização em logradouros amplos próximos as bases da Comlurb, ou como substituto aos atuais carrinhos de mão, pode ser facilmente explorada.
Comentário sobre a proposta do “Molok”.

Como complemento a “Gariquichá” para solucionar a necessidade de estabelecer pontos fixos de vazamento foi proposta a instalação de uma malha de containers semi-enterrado conhecidos por “Molok
Posicionar um conjunto de containers semi-enterrados exige negociação do uso do espaço para enfrentar o “não em meu quintal” (NIMBY - Not In My Back Yard). Além disso, uma vez fixada a malha não será possível sem investimento alterar o plano de varredura em resposta a novas demandas ou alteração de características do logradouro.

A viatura utilizada para a coleta dos “Moloks” atualmente em uso na DSS não tem compactação e nem flexibilidade para usos alternativos. A viatura dos “Moloks” é somente para os “Moloks” independentemente da produtividade ou disponibilidade do equipamento. A necessidade de uso de guindaste “Munk” exige que a viatura permaneça parada por algum tempo, o que prejudica o seu uso em vias de algum trafego.
Apesar da experiência com as unidades atualmente instaladas não ser de todo positiva, o sistema de acondicionamento com containers semi-enterrados pode trazer benefícios em áreas praças e parques, principalmente os com queda intensa de folhas, em pontos de intensa geração de lixo público onde o varredor ande pouco e colete muito, e, também como opção de acondicionamento em instalações da Comlurb com pouca área.

Importante destacar que a viatura de coleta dos containers semi-enterrados seja de utilização flexível, preferencialmente um caminhão compactador equipado com dispositivo “Munk” como a foto em anexo:



É interessante considerar nos custos de instalação do container semi-enterrado a necessidade de tratamento urbanistico que harmonize sua presença no logradouro com o objetivo de minimizar o NIMBY.
Como opção para o container semi-enterrado em instalações da Comlurb com boa área de serviço e áreas públicas com local reservado para acondicionamento de lixo existe o uso de caixas metálicas rampas de acesso para seu enchimento e alça para coleta tipo “canguru” em caminhões compactadores ou, se necessário, poliguindaste. Seria como trazer para o serviço de varredura o conceito de ECOPONTO
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QUANTO CUSTA O SACO PLÁSTICO?

Conteúdo de relatório para propor melhorias no acondicionamento, armazenamento e transporte do resíduo gerado pela varrição: 

Uso de containers plásticos como equipamento de varrição. .

Em um cenário anterior, com o objetivo de eliminar o uso de saco plástico em logradouro decidiu-se utilizar para varrição os containers plásticos até então exclusivos para acondicionamento de coleta domiciliar. Os containers então substituíram as “gaiolinhas” utilizadas com sacos plásticos. 

Por razões diversas os containers passaram a ser usados com sacos plásticos e o que aconteceu efetivamente foi somente a extinção das “gaiolinhas”. Comparando os dois equipamentos, “gaiolinhas” e containers, fica evidente o improviso do segundo, pois não são projetados estruturalmente e ergonomicamente para percorrer os dois mil metros diários esperados para um varredor. Seus rodízios quebram com facilidade e os garis trabalham em posições prejudiciais a boa postura corporal.

Deixar de usar o container na varredura é uma oportunidade de melhorar as condições de trabalho dos garis e eliminar o custo de reposição de unidades quebradas. Nos anos de 2009 e 2010 foram distribuídas 4500 unidades para varredura a um custo aproximado de R$ 1.125.000,00 (Um milhão cento e vinte e cinco mil reais) – considerando custo unitário de R$250,00.

Consumo de saco plástico.

A DSS trabalha com cota mensal de 207.500 sacos plásticos que a um custo unitário de R$ 0,62 chega a um valor anual de consumo de sacos plásticos de R$ 1.543.800,00 ( Um milhão quinhentos e quarenta e três mil e oitocentos reais). 

Certamente é um montante significativo, principalmente se acrescentarmos o custo da reposição dos containers danificados, no entanto, relativamente é apenas um saco plástico para cada 16 habitantes no mês na área da DSS. Fazendo os cálculos são R$ 0,47 (quarenta e sete centavos de real) para comprar anualmente sacos plásticos para cada Carioca morador na área da DSS.

Nas reuniões foi apresentada a possibilidade de reduzir o custo unitário do saco plástico de R$ 0,62 para R$ 0,54 se não for utilizado pigmento verde (saco preto) e estampa do logo COMLURB. Isso possibilitaria reduzir o custo anual de compra de sacos plásticos para R$ 0,41 (quarenta e um centavos) para cada Carioca morador na área da DSS, ou, considerando o consumo total, uma economia anual de R$ 199.200,00 (cento e noventa e nove mil e duzentos reais).

Existe oportunidade de redução do custo unitário do saco plástico através de uma analise de valor das características atuais do produto. Considerando o custo per capita podemos considerar que o montante utilizado com saco plástico é inerente ao processo de varredura assim como o montante utilizado para locação de compactadores é inerente à coleta domiciliar.

BARREIRA PARA SEGURAR GIGOGAS


TESTE DE TRATOR COM CAÇAMBA COMPACTADORA





O teste de trator com caçamba "compactadora" foi realizado no Leme na praia de Copacabana. Os pneus especiais garantem a manobrabilidade necessária para o uso em areia. O dispositivo hidráulico da caçamba na verdade não compacta o lixo, somente o arruma no espaço de transporte, mas isso jáé alguma vantagem.

Houve dificuldade na hora de vazar no compactador pois o trator não se aproximou o suficiente do caminhão devido aos fifters na parte traseira. Algum dispositivo deverá ser criado para solucionar esta dificuldade como forma de garantir a flexibilidade do trator.

Encontrei mais vantagem em utilizar este trator em comunidades da zona Norte e Oeste da cidade em substituição aos antigios micro tratores que rebocam caçambas basculantes.

TESTE MINI VARREDEIRA GREEN MACHINE



Segundo teste da Greenmachine no Jardim de Alah. Aparentemente é a vencedora como mini varredeira para uso em calçadas e sarjetas como opção as "laranjinhas" e as varredeiras em chassi de caminhão.

Seu braço articulado favorece a varrição em descontinuidades do meio fio, sua velocidade e deslocamento fora de opração é superior e tem o grande diferencial de poder fazer lavagem a jato em pontos de concentração de urina.




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

DUELO DE TITÃS





De um lado temos as mini-varredeiras “laranjinhas” em uso na cidade do Rio de Janeiro, do outro lado uma outra mini não tão mini varredeira Karcher recebida para teste. A primeira certamente vence em termos de manobra, mas fica atrás em flexibilidade, produtividade e conforto do operador. As duas empatam em visibilidade.
Por sua aparência, sinalização e segurança do operador em uma cabine a mini varredeira testada pode ser usada em sarjetas como uma varredeira de chassi. Tem uma capacidade de varrição e sucção maior com 500 litros de armazenamento em compartimento basculante.
O calcanhar de Aquiles da Karcher é a necessidade de pulverizar água na área varrida da mesma forma que uma varredeira de chassi. Durante o teste na Praça XV a vassoura escovou a sarjeta, mas, por falta de pulverização, o equipamento expeliu uma nuvem de poeira que parecia uma chaminé causando transtornos aos pedestres.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO








É sedutor utilizar na Cidade do Rio de Janeiro equipamentos semelhantes aos europeus que automatizam alguns serviços nos logradouros. Normalmente são visualmente atrativos e mechem com nossa imaginação.

Ao testar algum equipamento primeiro devemos nos convencer se sua real utilidade: O equipamento chega aos lugares que queremos? Sobe uma sarjeta? É manobrável? Varre realmente? Coleta realmente?
Estamos convencidos que o equipamento é bom então vamos para a parte de manutenção: Existem peças de reposição ou teremos que esperar sua importação da Lua? A manutenção é simples ou exigirá especialização dos mecânicos? O operador que temos conseguirá mexer em todos os botões, ler os relógios, completar os fluidos?
Finalmente a pergunta derradeira para a realidade tupiniquim tropical: Não é melhor fazer manualmente? Não é mais barato fazer manualmente? Alguns garis trabalhando com vassouras e pás não seriam tão produtivos quanto o equipamento?
O “Elefantinho” e a “varredeira” das fotos perderam em quase todos os critérios...

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

USO PRODUTIVO DE UMA VARREDEIRA




A velocidade de operação de uma VARREDEIRA não pode ser superior a 5 km por hora operando a vassoura. Ou seja, devagar! Não adianta ir mais rápido! Menor velocidade, mais remoção! Não adianta acelerar porque está atrasado, nem acelerar por causa do trânsito, acelerar para ir mais distante.

Não adianta utilizar a VARREDEIRA em sarjetas já varridas manualmente ou sem resíduos só porque é um logradouro principal. A VARREDEIRA deve ser usada onde existem resíduos na sarjeta e sua utilização terá uma produtividade, qualidade e segurança maior que a varrição manual.
O custo mensal de uma VARREDEIRA é muito alto! O empregado que acompanha a varredeira deve ter disciplina, empenho e dedicação em utilizar o máximo possível o equipamento. Deve ser o melhor gari, quase um encarregado! Não adianta colocar o “cansado” ou o “chato” para passear na cabine.

Em uma época de queda de folhas a VARREDEIRA pode e deve ser usada como apoio na remoção de folhas conforme demonstrado nas fotos em anexo. Uma turma de varrição concentra as folhas em um ou mais montes. O excelente gari que guarnece a VARREDEIRA usa o tubo sugador para recolher as folhas. Além de economizar muitos sacos, reduz o risco de reclamações por queda de folhas e oferece oportunidade para uma utilização produtiva do equipamento. (Mas não deixe a VARREDEIRA parada esperando os garis fazer os montes.)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

PLÁGIO DIGITAL


A foto da equipe de Irajá após o desfile cívico em 2000 

Lá se vão dez anos quando pouco se falava de internet e não existiam redes sociais...

Este site foi criado sem grandes expectativas, somente para exercitar o uso da nova ferramenta:

A reação foi draconiana e foi determinado seu desaparecimento imediato do meio digital.
Algum tempo mais tarde uma das pessoas que participou da decisão de proibir o site amador executou um descarado corta e cola do seu conteúdo para o recém criado site oficial da Comlurb, prenúncio da apropriação indevida de conteúdo comum no meio digital atual. 

Compare:






segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Cata Tranqueira" em Mogi das Cruzes

mogi das cruzes em foco                                                                      Operações "Bota Fora"


Com os objetivos e procedimentos semelhantes as Operações “Bota Fora” criadas em 2007 na região de Irajá no Rio de Janeiro a Operação Cata-Tranqueira em Mogi das Cruzes teve início em 2010.
A operação de Mogi recolhe materiais inservíveis descartados pela população em cronograma preparado pela Administração Municipal que faz com que cada bairro da cidade seja atendido três vezes durante o ano.
“A Operação Cata-Tranqueira ajuda a população a descartar de forma adequada objetos que não têm mais serventia, ao mesmo tempo em que evita que este material se acumule de forma inadequada em locais impróprios, como rios, córregos e terrenos”, explicou o secretário municipal de Serviços Urbanos, engenheiro Nilmar de Cássia Ferreira.

Para facilitar o trabalho de retirada do material, os moradores deixam os objetos a serem recolhidos em frente às residências. A iniciativa recolhe todo tipo de material inservível, exceto lixo doméstico e resíduos de construção.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

LIXO ARTE


LIXO EXISTE!


Papeleira em Paris ao lado de um set de filmagem no Champs Elissé

quarta-feira, 7 de julho de 2010

LAVAGEM DE SARJETAS EM PARIS


“As ruas e parques da cidade são também os locais onde os donos levam os seus cães para passear e também dar vazão às suas necessidades fisiológicas. Até o Inicio dos anos 1990, não havia qualquer lei regulando a escatologia animal. As ruas e calçadas de Paris eram, então, imundas, com fezes de cães por todos os lados...
“Nem toda essa inventividade francesa foi capaz de resolver o problema, não restando ao poder público outra solução senão instituir locais apropriados para a defecação canina, as sarjetas”.

“Os Franceses”, Ricardo Corrêa Coelho, Editora Contexto












Um trabalhador abre um registro junto a sarjeta e a água corre pelo logradouro até a boca de lobo mais próxima lavando “automaticamente” onde devem estar, por lei, as fezes de cachorro.
Um exemplo muito bom de urbanismo dedicado à Limpeza Urbana. No “Tupiniquim” é proibido usar a rede de abastecimento sendo necessário grandes deslocamentos ( e os custos envolvidos) para carregar o caminhão pipa de água. Não fezes de cachorro, mas urina de gente fica então sem a devida lavagem rotineira.

REBOQUE ASPIRADOR PARA FOLHAS



Esta pá mecânica rebocava um equipamento destinado a aspirar o acúmulo de folhas em um logradouro em Londres

terça-feira, 6 de julho de 2010

MURO MEDIEVAL - SITUAÇÃO TUAL


Cestos coletores de material reciclável na entrada do Chateau Royal D´Amboise

PROPAGANDA IRREGULAR


De uma hora para outra alguns rapazes infestarm uma rua em Paris com cartazes de propaganda. Sem colar nada um cartaz era preso a um outro, cada um de um lado do poste, unidos com um grampeador.

HASTE PARA CATAÇÃO

Trabalhador catando lixo branco em uma rua de Londres utilizando uma haste com garra na ponta certamente mais eficiente que um espeto quando usado sobre concreto.

Em áreas onde a varredura se conserva o uso de um trabalhador catando o eventual lixo solto mantém a área limpa por mais tempo

Comentários sobre uma greve

Mesmo causando transtornos operacionais e prejuízo a imagem da empresa a mobilização dos trabalhadores em busca de melhores salários não deve ser motivo de retaliação ou ações em desagravo.

Devemos para o bem de nossa empresa optar pelo diálogo com o objetivo de cooptar os indivíduos mais exaltados. Os Gerentes devem promover ações democráticas de conciliação entre seus empregados.

Um gestor não deve ratificar ações estimuladas pelo calor dos eventos ocorridos durante uma greve

O antes e depois do gestor

Um gestor deve religiosamente TREINAR, ORIENTAR, ACOMPANHAR, VERIFICAR, QUESTIONAR, AJUDAR, APOIAR, AVALIAR, ADVERTIR, PUNIR até que as pessoas entendam para fazer o que é necessárioFeito isso, dificuldade do gestor se simplifica em dois verbos: EXONERAR quem não faz o que se deve fazer e DESIGNAR quem imediatamente quem tem condições de fazer o que deve ser feito

CONTAINER DE VARREDURA - Idéia Questionável II

Usar containers projetados para acondicionamento de lixo domiciliar para servir de carro de coleta de lixo de varredura ("lutocar") já é uma idéia questionável.


Insistir no erro criando adaptações "ergométricas" é desrespeitar o trabalhador reconhecendo que o container é um erro mas vamos dar uma ajudinha com alguns penduricalhos.






Se as adaptações tentam aproximar o container de varredura de algo que seria um "lutocar", então porque não usar realmente um "lutocar"?




segunda-feira, 5 de julho de 2010

CONTAINER EM LOGRADOURO - BUENOS AIRES


SACOS EM LOGRADOURO - LONDRES



Um pequeno container sem rodas, sacos de coleta domiciliar, sacos de varredura defolhas e folhas pela sarjeta e calçada. Tudo normal para a vida de um Londrino. Se fosse no "tupiniquins" alguém já estaria esbravejando sobre a imundice da rua! Sou civilizado então gero lixo! Temos que aceitar isso.

COLETA NO VAI E VEM - MONT SAINT MICHEL


Mont Saint Michel na Normandia é uma cidadela medieval construida em torno de uma abadia milenar. Sua única principal viela é ingreme e estreita.
Todo dia pela manhã uma empilhadeira sobe carregando os produtos para os diversos hoteis e restaurantes e, voltando, de marcha ré, recolhe o lixo.

REESTRUTURAÇÃO IMAGINATIVA

REESTRUTURAÇÃO OPERACIONAL.

A Comlurb passou ao longo de sua existência por diversas estruturas organizacionais em sua operação. Todas as estruturas adotadas tinham sua razão e respondiam de forma eficiente enquanto não havia alguma mudança significativa de cenário que justificasse uma reestruturação.

A cidade do Rio de Janeiro agora é uma Cidade Olímpica e deve passar por toda transformação já observada em outras cidades que sediaram Jogos Olímpicos. O cenário que se apresenta exige estruturas ainda mais ágeis e eficientes onde cada gestor tenha discernimento para responder rapidamente às demandas apresentadas mesclando autonomia decisória e disciplina organizacional.
Este trabalho apresenta proposta de reestruturação da operação da Comlurb valorizando a descentralização de serviços e uma relação hierárquica que garanta a disseminação e entendimento de políticas empresariais

FILOSOFIA ORGANIZACIONAL

A Filosofia Organizacional que norteia a estrutura aqui apresentada é composta de alguns princípios básicos destilados da experiência adquirida na rotina do dia a dia operacional e a programação de grandes eventos como o Carnaval e Reveillon. São eles:

Descentralização Operacional
A descentralização operacional evidenciada pela setorização geográfica provoca uma espécie de vascularização que garante a universalização dos serviços de Limpeza Urbana em toda a cidade do Rio de Janeiro. A presença da Comlurb quando e onde se espera que ela esteja é reconhecida pelo cidadão e é combustível para a boa imagem da empresa.

Regionalização
A existência de setores operacionais da Comlurb sobrepostos à organização administrativa da cidade com suas Subprefeituras e Administrações Regionais garante a interação entre os gestores da Comlurb e os representantes das políticas desenvolvidas pela Prefeitura.

Autonomia Operacional
A autonomia decisória estimulada nos gestores operacionais da Comlurb garante flexibilidade no uso dos recursos alocados por reduzir a burocracia. O gestor de um setor operacional da Comlurb deve tomar suas próprias decisões sobre programação e utilização de seus recursos considerando para esta tomada de decisão as características da região e as políticas operacionais disseminadas pela direção.

GERENCIAS REGIONAIS E OPERACIONAIS

A estrutura operacional da Comlurb deve aproveitar a regionalização existente na Prefeitura para compor suas unidades administrativas operacionais.

Desta forma cada Área de Planejamento teria um Gerente Regional (EC-01A) representante da direção da empresa e coordenador das programações e utilização dos recursos do conjunto das Gerências Operacionais existentes naquela AP.

Na área geográfica de cada Administração Regional haveria um Gerente Operacional, nível A (EC-01) ou nível B (EC-03), subordinado ao Gerente Regional e responsável pela programação e utilização dos recursos.

Seguindo o raciocínio, cada bairro da cidade teria um Encarregado de Seção Operacional (EC-08) subordinado ao Gerente Operacional e responsável pela execução da programação de serviços de Limpeza Urbana, orientação e avaliação contínua do desempenho dos garis



Subordinado aos Gerentes Operacionais haveria Encarregados de Seção (EC-08) responsáveis pelos serviços comuns a todos os bairros da área de atuação da Gerência Operacional. Haveria, portanto o Encarregado de Coleta Domiciliar (EC-08) responsável por garantir a execução dos roteiros e liderança dos Encarregados III (EC-09). O Encarregado de Serviço Noturno (EC-08) responsável por garantir a execução da programação de serviços noturnos inclusive coleta domiciliar. Os Encarregados de Seções Especiais (EC-08) seriam aqueles responsáveis por áreas específicas de atuação como praias e equipamentos públicos como Maracanã, Porto Maravilha etc.

GERENCIA REGIONAL ESPECIAL

Além do Gerente Regional responsável pela Limpeza Urbana na área geográfica de cada AP, haveria um Gerente Regional Especial (EC-01A) responsável pela programação e utilização dos recursos destinados a serviços que devem ser executados em várias Aps ou que sejam muito específicos e especializados. Com dois Gerentes Operacionais (EC-03) subordinados, um para Operações Especiais e Inter-regionais (EC-03) e outro para Operações Específicas De Coleta Seletiva E Reciclagem (EC-03), a Gerencia Regional especial teria Encarregados de Seção especialistas (EC-08) nas principais ações: Limpeza de Tuneis, Limpeza de Vias Especiais, Limpeza de Encostas, Ordem Pública, Defesa Civil, Pronto Emprego Diurno, Pronto emprego Noturno, Coleta Seletiva própria, Cooperativas, Apoio a iniciativas de reciclagem,

STAFF DAS GERENCIAS REGIONAIS E OPERACIONAIS

Para desenvolver atividades de planejamento, controle e fiscalização dos Serviços de limpeza Urbana cada Gerente Regional teria a sua disposição uma equipe de um Assistente (EC-06), dois Encarregados Regionais (EC-04) e um Encarregados II (EC-08) por Gerência Operacional subordinada.



Por sua vez um Gerente Operacional nível A teria a sua disposição uma equipe de um Encarregado de Pessoal (EC-08) para as questões de Gestão de Pessoas; um Encarregado Administrativo (EC-06) para as questões de Gestão de materiais e equipamentos; um Encarregado Técnico (EC-06) para o trato de questões técnicas de Limpeza Urbana e um Encarregado II (EC-08) para fiscalização da Lei de Limpeza Urbana.

O Gerente Operacional nível B teria a sua disposição uma equipe de um Assistente III (EC-09) para as questões de Gestão de Pessoas, materiais e equipamentos; um Encarregado I (EC-07) para o trato de questões técnicas de Limpeza Urbana e um Encarregado II (EC-08) para fiscalização da Lei de Limpeza Urbana.

STAFF DA DIRETORIA DE SERVIÇOS

Para desenvolver atividades de planejamento, controle e fiscalização dos Serviços de limpeza Urbana a Diretoria de Serviços teria a sua disposição uma equipe de Assessores e Coordenadores.

Trabalhando em equipe haveria um Assessor Chefe (EC-00) responsável pela representação do Diretor e quatro Assessores Operacionais (EC-01A) com atribuições específicas para Gestão de Pessoas (Assessoria 1); Controle e Avaliação Operacional (Assessoria 2) ; Planejamento Operacional (Assessoria 3) e Recursos Materiais e Físicos (Assessoria 4).

Completando o Staff da Diretoria em apoio a equipe e Assessores haveria a disponibilidade de dois Assistente I (EC-05); quatro Assistentes II (EC-06) e quatro Coordenadores de Projetos (EC-02).

ESTÍMULO A FILOSOFIA ORGANIZACIONAL

Com uma Gerencia Operacional em cada área geográfica das Administrações Regionais e uma Gerência Regional para cada área geográfica das Subprefeituras, a organização operacional proposta garante as vantagens da regionalização.

Com uma relação hierárquica mais estruturada e uma assessoria com dedicação a grandes temas obtemos uma autonomia operacional disciplinada para a política operacional da Diretoria e ágil para as decisões locais.

A organização operacional proposta fomenta a Descentralização Operacional sacrificando Empregos de Confiança EC-03 e EC-07 para garantir a presença de empregados gratificados em cada bairro da cidade com EC-08.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DE GRATIFICAÇÕES

Para executar uma reestruturação operacional é necessário alterar a distribuição de gratificações para compor uma nova relação hierárquica. Temos que considerar os seguintes itens:
  • O custo mensal total de gratificações seria de R$716.339,76, apenas R$188,76 mais barato que a estrutura atual.
  • Todos os Encarregados III atualmente responsáveis pelos roteiros de Coleta Domiciliar seriam mantidos
  • Haveria uma redução significativa nas gratificações EC-03, vinte e nove posições. Com poucas exceções, os atuais Gerentes Adjuntos não assumiram de fato sua posição de gestores e atuam mais como encarregados bem remunerados.
  • Haveria uma redução significativa nas gratificações EC-07, cinqüenta e seis posições. Os atuais Encarregados I seguem os passos dos Gerentes Adjuntos sem assumir de fato sua posição de lideres da força de trabalho.
  • Haveria uma singela redução nas gratificações EC-01 e EC-01A atualmente caracterizadas pelos Gerentes de Departamento, apenas três posições. Haveria, no entanto um aumento na quantidade de gratificações EC-01A estabelecendo uma meritocracia para os atuais gerentes de Departamento que se destacam como gestores públicos.
  • A grande transformação é o considerável aumento na quantidade de gratificações EC-08, 149 unidades! Oportunidade de aumentar a quantidade de líderes que trabalham em logradouro junto com os Garis. Também é a garantia de setorização por bairro.
  • Independente do Plano de Cargos e Carreiras este contingente de empregados de menor gratificação é um laboratório permanente para busca de bons líderes, pois designar e exonerar nestes casos evita o trauma financeiro significativo da perda de maiores gratificações.
  • Menos e melhores empregados em nível gerencial e mais empregados gratificados na base operacional organiza a pirâmide hierárquica com as vantagens da descentralização e autonomia operacional e regionalização das ações.

ÁREA DE PLANEJAMENTO 01

Com foco principal de atenção a região do Centro da Cidade e o “Porto Maravilha”, a Gerência Regional da AP01 - SR01 teria subordinadas duas Gerências Operacionais nível A: SG02C e SG01P, três Gerências Operacionais nível B: SG03R; SG23S e SG07S e 26 Encarregados de Seção.

ÁREA DE PLANEJAMENTO 02

Com foco principal de atenção a região de maior atração turística da cidade, a Gerência Regional da AP02 - SR02 teria subordinadas cinco Gerências Operacionais nível A: SG04B; SG09V; SG08T; SG05C e SG06L, uma GerênciaOperacional nível B: SG27R e 40 Encarregados de Seção

ÁREA DE PLANEJAMENTO 03

Com foco principal de atenção a região de maior quantidade de moradias, a Gerência Regional da AP03 - SR03 teria subordinadas cinco Gerências Operacionais nível A: SG10R; SG12I; SG20G; SG11P; SG13M, quatro Gerências Operacionais nível B: SG30M; SG29A; SG28J; SG21P e 71 Encarregados de Seção.
Apesar da Gerência Operacional nível B SG21P da Ilha de Paquetá estar na Área de Planejamento 01 ela é subordinada a SG20G da Ilha do Governador por razões operacionais do transporte de resíduos entre as ilhas.

ÁREA DE PLANEJAMENTO 04

Com foco principal de atenção a região de maior crescimento habitacional, a Gerência Regional da AP04 - SR04 teria subordinadas duas Gerências Operacionais nível A: SG16J e SG24B, uma Gerência Operacional nível B: SG34D e 27 Encarregados de Seção.

EXTRAPOLAÇÃO PARA DSO

Para a Diretoria de Servços Oeste uma organização operacional semelhante teria duas Gerências Regionais, uma Gerência Regional Especial, dez Gerências Operacionais nível A, duas Gerências Operacionais nível B e 92 Encarregados de Seção.

CONCLUSÃO

Acredito que a valorização dos atuais Gerentes de Departamento que se destacam no trato das questões operacionais e gestão da coisa pública utilizando-os como Assessores Operacionais e Gerentes Regionais fortalecerá a capacidade da Comlurb em desenvolver e disseminar políticas empresariais eficientes para o cenário de Cidade Olímpica.

Adicionalmente o aumento de empregados com chefia gratificada junto a base, trabalhando com os garis, orientando continuamente os garis e cuidando do logradouro garantirá a execução dos serviços de Limpeza Urbana com qualidade e produtividade considerando as políticas empresariais da Comlurb Olímpica!