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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"Cata Tranqueira" em Mogi das Cruzes

mogi das cruzes em foco                                                                      Operações "Bota Fora"


Com os objetivos e procedimentos semelhantes as Operações “Bota Fora” criadas em 2007 na região de Irajá no Rio de Janeiro a Operação Cata-Tranqueira em Mogi das Cruzes teve início em 2010.
A operação de Mogi recolhe materiais inservíveis descartados pela população em cronograma preparado pela Administração Municipal que faz com que cada bairro da cidade seja atendido três vezes durante o ano.
“A Operação Cata-Tranqueira ajuda a população a descartar de forma adequada objetos que não têm mais serventia, ao mesmo tempo em que evita que este material se acumule de forma inadequada em locais impróprios, como rios, córregos e terrenos”, explicou o secretário municipal de Serviços Urbanos, engenheiro Nilmar de Cássia Ferreira.

Para facilitar o trabalho de retirada do material, os moradores deixam os objetos a serem recolhidos em frente às residências. A iniciativa recolhe todo tipo de material inservível, exceto lixo doméstico e resíduos de construção.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

LIXO ARTE


LIXO EXISTE!


Papeleira em Paris ao lado de um set de filmagem no Champs Elissé

quarta-feira, 7 de julho de 2010

LAVAGEM DE SARJETAS EM PARIS


“As ruas e parques da cidade são também os locais onde os donos levam os seus cães para passear e também dar vazão às suas necessidades fisiológicas. Até o Inicio dos anos 1990, não havia qualquer lei regulando a escatologia animal. As ruas e calçadas de Paris eram, então, imundas, com fezes de cães por todos os lados...
“Nem toda essa inventividade francesa foi capaz de resolver o problema, não restando ao poder público outra solução senão instituir locais apropriados para a defecação canina, as sarjetas”.

“Os Franceses”, Ricardo Corrêa Coelho, Editora Contexto












Um trabalhador abre um registro junto a sarjeta e a água corre pelo logradouro até a boca de lobo mais próxima lavando “automaticamente” onde devem estar, por lei, as fezes de cachorro.
Um exemplo muito bom de urbanismo dedicado à Limpeza Urbana. No “Tupiniquim” é proibido usar a rede de abastecimento sendo necessário grandes deslocamentos ( e os custos envolvidos) para carregar o caminhão pipa de água. Não fezes de cachorro, mas urina de gente fica então sem a devida lavagem rotineira.

REBOQUE ASPIRADOR PARA FOLHAS



Esta pá mecânica rebocava um equipamento destinado a aspirar o acúmulo de folhas em um logradouro em Londres

terça-feira, 6 de julho de 2010

MURO MEDIEVAL - SITUAÇÃO TUAL


Cestos coletores de material reciclável na entrada do Chateau Royal D´Amboise

PROPAGANDA IRREGULAR


De uma hora para outra alguns rapazes infestarm uma rua em Paris com cartazes de propaganda. Sem colar nada um cartaz era preso a um outro, cada um de um lado do poste, unidos com um grampeador.

HASTE PARA CATAÇÃO

Trabalhador catando lixo branco em uma rua de Londres utilizando uma haste com garra na ponta certamente mais eficiente que um espeto quando usado sobre concreto.

Em áreas onde a varredura se conserva o uso de um trabalhador catando o eventual lixo solto mantém a área limpa por mais tempo

Comentários sobre uma greve

Mesmo causando transtornos operacionais e prejuízo a imagem da empresa a mobilização dos trabalhadores em busca de melhores salários não deve ser motivo de retaliação ou ações em desagravo.

Devemos para o bem de nossa empresa optar pelo diálogo com o objetivo de cooptar os indivíduos mais exaltados. Os Gerentes devem promover ações democráticas de conciliação entre seus empregados.

Um gestor não deve ratificar ações estimuladas pelo calor dos eventos ocorridos durante uma greve

O antes e depois do gestor

Um gestor deve religiosamente TREINAR, ORIENTAR, ACOMPANHAR, VERIFICAR, QUESTIONAR, AJUDAR, APOIAR, AVALIAR, ADVERTIR, PUNIR até que as pessoas entendam para fazer o que é necessárioFeito isso, dificuldade do gestor se simplifica em dois verbos: EXONERAR quem não faz o que se deve fazer e DESIGNAR quem imediatamente quem tem condições de fazer o que deve ser feito

CONTAINER DE VARREDURA - Idéia Questionável II

Usar containers projetados para acondicionamento de lixo domiciliar para servir de carro de coleta de lixo de varredura ("lutocar") já é uma idéia questionável.


Insistir no erro criando adaptações "ergométricas" é desrespeitar o trabalhador reconhecendo que o container é um erro mas vamos dar uma ajudinha com alguns penduricalhos.






Se as adaptações tentam aproximar o container de varredura de algo que seria um "lutocar", então porque não usar realmente um "lutocar"?




segunda-feira, 5 de julho de 2010

CONTAINER EM LOGRADOURO - BUENOS AIRES


SACOS EM LOGRADOURO - LONDRES



Um pequeno container sem rodas, sacos de coleta domiciliar, sacos de varredura defolhas e folhas pela sarjeta e calçada. Tudo normal para a vida de um Londrino. Se fosse no "tupiniquins" alguém já estaria esbravejando sobre a imundice da rua! Sou civilizado então gero lixo! Temos que aceitar isso.

COLETA NO VAI E VEM - MONT SAINT MICHEL


Mont Saint Michel na Normandia é uma cidadela medieval construida em torno de uma abadia milenar. Sua única principal viela é ingreme e estreita.
Todo dia pela manhã uma empilhadeira sobe carregando os produtos para os diversos hoteis e restaurantes e, voltando, de marcha ré, recolhe o lixo.

REESTRUTURAÇÃO IMAGINATIVA

REESTRUTURAÇÃO OPERACIONAL.

A Comlurb passou ao longo de sua existência por diversas estruturas organizacionais em sua operação. Todas as estruturas adotadas tinham sua razão e respondiam de forma eficiente enquanto não havia alguma mudança significativa de cenário que justificasse uma reestruturação.

A cidade do Rio de Janeiro agora é uma Cidade Olímpica e deve passar por toda transformação já observada em outras cidades que sediaram Jogos Olímpicos. O cenário que se apresenta exige estruturas ainda mais ágeis e eficientes onde cada gestor tenha discernimento para responder rapidamente às demandas apresentadas mesclando autonomia decisória e disciplina organizacional.
Este trabalho apresenta proposta de reestruturação da operação da Comlurb valorizando a descentralização de serviços e uma relação hierárquica que garanta a disseminação e entendimento de políticas empresariais

FILOSOFIA ORGANIZACIONAL

A Filosofia Organizacional que norteia a estrutura aqui apresentada é composta de alguns princípios básicos destilados da experiência adquirida na rotina do dia a dia operacional e a programação de grandes eventos como o Carnaval e Reveillon. São eles:

Descentralização Operacional
A descentralização operacional evidenciada pela setorização geográfica provoca uma espécie de vascularização que garante a universalização dos serviços de Limpeza Urbana em toda a cidade do Rio de Janeiro. A presença da Comlurb quando e onde se espera que ela esteja é reconhecida pelo cidadão e é combustível para a boa imagem da empresa.

Regionalização
A existência de setores operacionais da Comlurb sobrepostos à organização administrativa da cidade com suas Subprefeituras e Administrações Regionais garante a interação entre os gestores da Comlurb e os representantes das políticas desenvolvidas pela Prefeitura.

Autonomia Operacional
A autonomia decisória estimulada nos gestores operacionais da Comlurb garante flexibilidade no uso dos recursos alocados por reduzir a burocracia. O gestor de um setor operacional da Comlurb deve tomar suas próprias decisões sobre programação e utilização de seus recursos considerando para esta tomada de decisão as características da região e as políticas operacionais disseminadas pela direção.

GERENCIAS REGIONAIS E OPERACIONAIS

A estrutura operacional da Comlurb deve aproveitar a regionalização existente na Prefeitura para compor suas unidades administrativas operacionais.

Desta forma cada Área de Planejamento teria um Gerente Regional (EC-01A) representante da direção da empresa e coordenador das programações e utilização dos recursos do conjunto das Gerências Operacionais existentes naquela AP.

Na área geográfica de cada Administração Regional haveria um Gerente Operacional, nível A (EC-01) ou nível B (EC-03), subordinado ao Gerente Regional e responsável pela programação e utilização dos recursos.

Seguindo o raciocínio, cada bairro da cidade teria um Encarregado de Seção Operacional (EC-08) subordinado ao Gerente Operacional e responsável pela execução da programação de serviços de Limpeza Urbana, orientação e avaliação contínua do desempenho dos garis



Subordinado aos Gerentes Operacionais haveria Encarregados de Seção (EC-08) responsáveis pelos serviços comuns a todos os bairros da área de atuação da Gerência Operacional. Haveria, portanto o Encarregado de Coleta Domiciliar (EC-08) responsável por garantir a execução dos roteiros e liderança dos Encarregados III (EC-09). O Encarregado de Serviço Noturno (EC-08) responsável por garantir a execução da programação de serviços noturnos inclusive coleta domiciliar. Os Encarregados de Seções Especiais (EC-08) seriam aqueles responsáveis por áreas específicas de atuação como praias e equipamentos públicos como Maracanã, Porto Maravilha etc.

GERENCIA REGIONAL ESPECIAL

Além do Gerente Regional responsável pela Limpeza Urbana na área geográfica de cada AP, haveria um Gerente Regional Especial (EC-01A) responsável pela programação e utilização dos recursos destinados a serviços que devem ser executados em várias Aps ou que sejam muito específicos e especializados. Com dois Gerentes Operacionais (EC-03) subordinados, um para Operações Especiais e Inter-regionais (EC-03) e outro para Operações Específicas De Coleta Seletiva E Reciclagem (EC-03), a Gerencia Regional especial teria Encarregados de Seção especialistas (EC-08) nas principais ações: Limpeza de Tuneis, Limpeza de Vias Especiais, Limpeza de Encostas, Ordem Pública, Defesa Civil, Pronto Emprego Diurno, Pronto emprego Noturno, Coleta Seletiva própria, Cooperativas, Apoio a iniciativas de reciclagem,

STAFF DAS GERENCIAS REGIONAIS E OPERACIONAIS

Para desenvolver atividades de planejamento, controle e fiscalização dos Serviços de limpeza Urbana cada Gerente Regional teria a sua disposição uma equipe de um Assistente (EC-06), dois Encarregados Regionais (EC-04) e um Encarregados II (EC-08) por Gerência Operacional subordinada.



Por sua vez um Gerente Operacional nível A teria a sua disposição uma equipe de um Encarregado de Pessoal (EC-08) para as questões de Gestão de Pessoas; um Encarregado Administrativo (EC-06) para as questões de Gestão de materiais e equipamentos; um Encarregado Técnico (EC-06) para o trato de questões técnicas de Limpeza Urbana e um Encarregado II (EC-08) para fiscalização da Lei de Limpeza Urbana.

O Gerente Operacional nível B teria a sua disposição uma equipe de um Assistente III (EC-09) para as questões de Gestão de Pessoas, materiais e equipamentos; um Encarregado I (EC-07) para o trato de questões técnicas de Limpeza Urbana e um Encarregado II (EC-08) para fiscalização da Lei de Limpeza Urbana.

STAFF DA DIRETORIA DE SERVIÇOS

Para desenvolver atividades de planejamento, controle e fiscalização dos Serviços de limpeza Urbana a Diretoria de Serviços teria a sua disposição uma equipe de Assessores e Coordenadores.

Trabalhando em equipe haveria um Assessor Chefe (EC-00) responsável pela representação do Diretor e quatro Assessores Operacionais (EC-01A) com atribuições específicas para Gestão de Pessoas (Assessoria 1); Controle e Avaliação Operacional (Assessoria 2) ; Planejamento Operacional (Assessoria 3) e Recursos Materiais e Físicos (Assessoria 4).

Completando o Staff da Diretoria em apoio a equipe e Assessores haveria a disponibilidade de dois Assistente I (EC-05); quatro Assistentes II (EC-06) e quatro Coordenadores de Projetos (EC-02).

ESTÍMULO A FILOSOFIA ORGANIZACIONAL

Com uma Gerencia Operacional em cada área geográfica das Administrações Regionais e uma Gerência Regional para cada área geográfica das Subprefeituras, a organização operacional proposta garante as vantagens da regionalização.

Com uma relação hierárquica mais estruturada e uma assessoria com dedicação a grandes temas obtemos uma autonomia operacional disciplinada para a política operacional da Diretoria e ágil para as decisões locais.

A organização operacional proposta fomenta a Descentralização Operacional sacrificando Empregos de Confiança EC-03 e EC-07 para garantir a presença de empregados gratificados em cada bairro da cidade com EC-08.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A DISTRIBUIÇÃO DE GRATIFICAÇÕES

Para executar uma reestruturação operacional é necessário alterar a distribuição de gratificações para compor uma nova relação hierárquica. Temos que considerar os seguintes itens:
  • O custo mensal total de gratificações seria de R$716.339,76, apenas R$188,76 mais barato que a estrutura atual.
  • Todos os Encarregados III atualmente responsáveis pelos roteiros de Coleta Domiciliar seriam mantidos
  • Haveria uma redução significativa nas gratificações EC-03, vinte e nove posições. Com poucas exceções, os atuais Gerentes Adjuntos não assumiram de fato sua posição de gestores e atuam mais como encarregados bem remunerados.
  • Haveria uma redução significativa nas gratificações EC-07, cinqüenta e seis posições. Os atuais Encarregados I seguem os passos dos Gerentes Adjuntos sem assumir de fato sua posição de lideres da força de trabalho.
  • Haveria uma singela redução nas gratificações EC-01 e EC-01A atualmente caracterizadas pelos Gerentes de Departamento, apenas três posições. Haveria, no entanto um aumento na quantidade de gratificações EC-01A estabelecendo uma meritocracia para os atuais gerentes de Departamento que se destacam como gestores públicos.
  • A grande transformação é o considerável aumento na quantidade de gratificações EC-08, 149 unidades! Oportunidade de aumentar a quantidade de líderes que trabalham em logradouro junto com os Garis. Também é a garantia de setorização por bairro.
  • Independente do Plano de Cargos e Carreiras este contingente de empregados de menor gratificação é um laboratório permanente para busca de bons líderes, pois designar e exonerar nestes casos evita o trauma financeiro significativo da perda de maiores gratificações.
  • Menos e melhores empregados em nível gerencial e mais empregados gratificados na base operacional organiza a pirâmide hierárquica com as vantagens da descentralização e autonomia operacional e regionalização das ações.

ÁREA DE PLANEJAMENTO 01

Com foco principal de atenção a região do Centro da Cidade e o “Porto Maravilha”, a Gerência Regional da AP01 - SR01 teria subordinadas duas Gerências Operacionais nível A: SG02C e SG01P, três Gerências Operacionais nível B: SG03R; SG23S e SG07S e 26 Encarregados de Seção.

ÁREA DE PLANEJAMENTO 02

Com foco principal de atenção a região de maior atração turística da cidade, a Gerência Regional da AP02 - SR02 teria subordinadas cinco Gerências Operacionais nível A: SG04B; SG09V; SG08T; SG05C e SG06L, uma GerênciaOperacional nível B: SG27R e 40 Encarregados de Seção

ÁREA DE PLANEJAMENTO 03

Com foco principal de atenção a região de maior quantidade de moradias, a Gerência Regional da AP03 - SR03 teria subordinadas cinco Gerências Operacionais nível A: SG10R; SG12I; SG20G; SG11P; SG13M, quatro Gerências Operacionais nível B: SG30M; SG29A; SG28J; SG21P e 71 Encarregados de Seção.
Apesar da Gerência Operacional nível B SG21P da Ilha de Paquetá estar na Área de Planejamento 01 ela é subordinada a SG20G da Ilha do Governador por razões operacionais do transporte de resíduos entre as ilhas.

ÁREA DE PLANEJAMENTO 04

Com foco principal de atenção a região de maior crescimento habitacional, a Gerência Regional da AP04 - SR04 teria subordinadas duas Gerências Operacionais nível A: SG16J e SG24B, uma Gerência Operacional nível B: SG34D e 27 Encarregados de Seção.

EXTRAPOLAÇÃO PARA DSO

Para a Diretoria de Servços Oeste uma organização operacional semelhante teria duas Gerências Regionais, uma Gerência Regional Especial, dez Gerências Operacionais nível A, duas Gerências Operacionais nível B e 92 Encarregados de Seção.

CONCLUSÃO

Acredito que a valorização dos atuais Gerentes de Departamento que se destacam no trato das questões operacionais e gestão da coisa pública utilizando-os como Assessores Operacionais e Gerentes Regionais fortalecerá a capacidade da Comlurb em desenvolver e disseminar políticas empresariais eficientes para o cenário de Cidade Olímpica.

Adicionalmente o aumento de empregados com chefia gratificada junto a base, trabalhando com os garis, orientando continuamente os garis e cuidando do logradouro garantirá a execução dos serviços de Limpeza Urbana com qualidade e produtividade considerando as políticas empresariais da Comlurb Olímpica!

CONTAINERS EM AMBOISE - HARMONIA

Quanta harmonia neste logradouro de pedestres am Amboise no vale do Loire.
O calçamento, as jardineiras, os prédios, os containers e até a placa do restaurante compõe um belo ambiente
É um exemplo que a limpeza não é a inexistência de equipamentos destinados aos procedimentos de limpeza urbana. É mais uma questão composição estetica do espaço urbano, ou seja, urbanização no mais alto conceito

CONTAINERS EM CARACAS


COLETA DOMICILIAR E PARIS



Observando a coleta domiciliar em Paris acredito que a implantação de containers no Rio de Janeiro foi uma tentativa de adotar o mesmo modelo.

Os containers de propriedade da Cidade de Paris ficam sob a guarda dos moradores que os colocam no logradouro em dia e horário determinado (coleta em dois dias da semana para o caso Parisiense). O caminhão executa um roteiro coletando os containers que devem ser guardados pelos moradores após a conclusão do serviço.

CAMINHÃO DE COLETA EM CURAÇAO



VIATURA REMOÇÃO DE SACOS - PARIS


SACOS PLÁSTICOS E PAPELEIRAS

Papeleiras em Paris são na verdade hastes de fixação dos mesmos sacos plásticos utilizados na varredura nos lutocares.

Isso simplifica o processo, pois, na haste-papeleira:

O lixo que o passante joga já fica ensacado

O varredor pode usar os sacos de seu roteiro para repor os sacos usados.

O varredor pode usar o local para deixar também o saco de sua varredura facilitando a remoção pelo veículo “satélite” (lembre-se que lá os sacos podem aguardar a remoção, pois o lixo é uma realidade da sociedade, não é desintegrado como no “tupiniquim”)


Observe que os sacos são translúcidos e qualquer pessoa pode ver o que existe em seu interior. Isso é importante onde existe o risco de ações terroristas. No “tupiniquim” seria um facilitador para o catador decidir se rasga ou não o saco tara retirada de algo de valor em reciclagem


quinta-feira, 1 de julho de 2010

URINATORIO MASCULINO









Este "urinatório" foi testado no carnaval de 2010. Especialmente projetado para uso masculico é um verdadeiro papafila. O incoveniente é que sua capacidade de armazenamento não é suficiente para sustentar muito uso. Eventualmente há um extravasamento. Talvez com uma maior capacidade ou um extravazador para um ramal de esgoto o equipamento seja perfeito paa grandes festas populares.

LAVAGEM EM PARIS





“Poucas cidades no mundo eram, e ainda são, tão freqüentemente lavadas e varridas quanto Paris. Ruas, sarjetas e calçadas são sistematicamente lavadas com o auxílio de maquinas especialmente projetadas para vencer os obstáculos urbanos, como os milhares de carros estacionados nas ruas”.
“Os Franceses”, Ricardo Corrêa Coelho, Editora Contexto
Ver Post “ LIMPAR OU COIBIR?”


LIMPAR OU COIBIR?

“As ruas e parques da cidade são também os locais onde os donos levam os seus cães para passear e também dar vazão às suas necessidades fisiológicas. Até o Inicio dos anos 1990, não havia qualquer lei regulando a escatologia animal. Ar ruas e calçadas de Paris eram, então, imundas, com fezes de cães por todos os lados. Durante o inverno, com o frio e a chuva, a situação era menos dramática, mas no verão, com o calor e tempo seco, o cheiro de urina e de excrementos tomava conta das ruas da cidade. Como Paris tem uma população canina elevadíssima em relação à sua população humana, a situação estava se tornando cada vez mais crítica, apesar dos esforços e investimentos crescentes da prefeitura na sua limpeza. Poucas cidades no mundo eram, e ainda são, tão freqüentemente lavadas e varridas quanto Paris. Ruas, sarjetas e calçadas são sistematicamente lavadas com o auxílio de maquinas especialmente projetadas para vencer os obstáculos urbanos, como os milhares de carros estacionados nas ruas. Para recolher as fezes dos cães das calçadas, a prefeitura utilizava curiosas motocicletas que, dotadas de um potente aspirador, sugavam os excrementos, deixando em seu lugar um liquido desinfetante. Entretanto, nem toda essa inventividade francesa foi capaz de resolver o problema, não restando ao poder público outra solução senão instituir locais apropriados para a defecação canina, as sarjetas, e multas para donos de animais que não recolhessem as fezes deixadas em locais proibidos. A adoção da lei foi precedida de uma longa campanha pública, estimulando os donos de cachorros a condicioná-los a só dar vazão aos seus instintos fisiológicos nas sarjetas. Hoje as calçadas de Paris são bem mais limpas do que eram há vinte anos graças a esse grande e bem sucedido esforço coletivo”

“Os Franceses”, Ricardo Corrêa Coelho, Editora Contexto

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CONTAINER NA VARRIÇÃO - Idéia Questionável





O "Lutocar" (Little + car) é um carrinho das dimensões adequadas para um saco plástico, com dispositivos de transporte de ferramentas, rodas de fácil rolamento e alças que possibilitam sua movimentação de forma ergométrica.

É um equipamento simples, bem bolado, muito utilizado (exemplos de Paris e Buenos Aires), ideal para coleta dos resíduos de varredura.

No "tupiniquins", com a desculpa de que era necessério economizar saco plástico, alguém resolveu abolir o "lutocar" (veja exemplo) e substituí-lo por um container plástico de 240 litros.




O container plástico de 240 litros, projetado originalmente para acondicionar lixo domiciliar e ser movimentado somente entre a moradia e o caminhão, não tem dispositivos para transporte de ferramentas, não tem rodas de fácil rolamento, não tem alças ergométricas que facilitam a movimentação e, coisa de cretino, não economiza saco plástico pois o varredor continua usando a mesma quantidade de sacos que usaria em um "lutocar" para acondicionar o lixo de sua varredura. Além do complicador de não ter as dimensões para receber um saco plástico sendo necessário usar "preguinhos" para prender o saco no lugar!

O Dilema da Limpeza

 Tendo como base o Dilema dos Prisioneiros, onde a racionalidade individual entra em choque com a racionalidade coletiva, podemos apresentar o Dilema da Limpeza.


Tanto para a COMLURB quanto para a população temos duas estratégias possíveis: não cooperar para o bem público, neste caso, não limpar, ou cooperar e limpar. A combinação destas estratégias fornecem quatro situações possíveis.

A primeira combina a estratégia de não cooperação tanto da COMLURB quanto da população. Temos a completa ausência de Limpeza Urbana que pode ser visualizada após alguns dias de greve dos empregados.

Combinar a estratégia de não cooperação da COMLURB com a cooperação da população se justifica em áreas urbanas consideradas particulares. Quando acontece em local público, a população toma a iniciativa da ação coletiva por ausência do poder público. Há uma inversão de valores como quando se contrata uma firma de segurança para patrulhar o quarteirão.

Mais coerente com a realidade temos a terceira combinação de estratégias. A cooperação da COMLURB e a não cooperação da população. A Limpeza Urbana é obtida mas, como a disposição do lixo é desordenada e não padronizada, não há como otimizar o uso dos meios (caminhões e mão de obra) resultando em um serviço caro e com baixa qualidade.

A meta, portanto é a quarta opção conciliando a cooperação da COMLURB com a da população. Definindo procedimentos, padrões e normas que envolvam população e COMLURB pode-se obter a Limpeza Urbana de forma eficaz e com alta qualidade.

A COMLURB, por missão e profissionalismo, utiliza a estratégia da cooperação descartando as duas primeiras combinações. O Dilema da Limpeza fica reduzido, portanto, a decisão da população em cooperar ou não com a Limpeza Urbana.


Surge a figura do carona (free rider), o cidadão que não coopera por saber que a COMLURB fornecerá Limpeza Urbana com ou sem sua cooperação. O Paradoxo do Vizinho agrava a situação pois pensamos que sempre ele, o vizinho, é que deve cooperar, uma vez que ele é sempre o responsável.

"Na obtenção de um bem coletivo, o indivíduo racional prefere a força da união ao seu esforço isolado, mas prefere ainda mais a primeira hipótese sem a sua participação, pois com isso pode obter benefício sem custos". ( Orestein, 1993, p.63)

O Paradoxo do Vizinho

Porque limpar se ninguém suja?

“O paradoxo do brasileiro é o seguinte. Cada um de nós isoladamente tem o sentimento e a crença sincera de estar muito acima de tudo isso que aí está. Ninguém aceita, ninguém agüenta mais; nenhum de nós pactua com o mar de lama, o deboche e a vergonha da nossa vida pública e comunitária. O problema é que, ao mesmo tempo, o resultado de todos nós juntos é precisamente tudo isso que aí está! A auto-imagem de cada uma das partes – a idéia que cada brasileiro gosta de nutrir de si mesmo – não bate com a realidade do todo melancólico e exasperador chamado Brasil”.( Fonseca, 1993, p.12)

O “Paradoxo do Brasileiro” apresentado por Eduardo Giannetti Fonseca em seu livro ”Vícios Privados, Benefícios Públicos? A Ética na Riqueza das Nações” pode ser traduzido para a Limpeza Urbana como o Paradoxo do Vizinho:

Quem joga o lixo na rua é sempre o outro. Este é o Paradoxo do Vizinho. Quando uma pessoa comenta sobre a existência de lixo em algum lugar sempre acusa o vizinho, ou populares. Quanto a ela mesma, sempre exemplo de boa educação, afirma que nunca jogou lixo na rua e que chega a ter o cuidado de guardar o papel de bala no bolso para jogá-lo na lixeira de casa!

Se todos afirmam que não jogam lixo na rua porque existe lixo na rua? Quem, senão o mal educado do vizinho, jogou o sofá rasgado na esquina? Quem, senão os malditos populares, que jogam latinhas de refrigerante pela janela de automóveis e ônibus?

A soma dos comportamentos individuais supostamente bem educados é de 3000 toneladas diárias de lixo jogadas desordenadamente na rua.

A cooperação obtida por incentivo, ou coerção, deve necessariamente envolver todo cidadão, mesmo os que, agarrados ao Paradoxo do Vizinho, já contribuem para manter a cidade limpa.

Cooperação da População

O lixo é fornecido pela população, a Limpeza Urbana é fornecida pela Cidade. Como a capacidade de produzir lixo é potencialmente maior que a de limpar é necessário haver cooperação da população para que a Cidade consiga cumprir seu papel de forma eficiente.

Quem trabalha com Limpeza Urbana já enfrentou a lógica do “eu posso sujar porque existe o gari para limpar”. Em outras palavras, se a Cidade é a responsável por fornecer o bem público da Limpeza Urbana então, como cidadão, não preciso fornecer também. Esta lógica egoísta pode parecer agressiva, mas é verdadeira. Se não, porque, das 7.800 toneladas de lixo e de resíduos produzidos diariamente em toda a cidade do Rio de Janeiro, 40% são retirados das ruas?
Portanto, para produzir Limpeza Urbana é necessário, além da ação eficaz e eficiente da Cidade, uma forte cooperação da população em produzir o seu lixo de forma ordenada e de acordo com os meios operacionais existentes.
Esta cooperação, por ser um problema de ação coletiva, é obtida por incentivo, e a instalação de papeleiras é um bom exemplo, ou, na pior das hipóteses, por coerção através de autos de infração.

“Em sua formulação olsoniana, temos um problema de ação coletiva quando tal ação é requerida para a produção de algo que pode ser formalmente definido como um bem público”. (Santos, 1989, p.23)

“De acordo com a lógica utilitarista da ação coletiva, os bens públicos não serão providos na ausência de coerção ou de incentivos seletivos, a menos que o grupo seja pequeno”. (Santos, 1989, p.24)

MELHORIA DE ASSIDUIDADE DE TRABALHADORES DE LIMPEZA URBANA


ANÁLISE DE DIMENSIONAMENTO DE FROTA DE CAMINHÕES

TRABALHO FINAL DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL - 2008

The paper aims demonstrating how the concepts of the Coefficients of Flow Variation K1, K2 and K3 used in sewage systems design may be adapted to define the Coefficients of Variation of Solid Waste Generation which will be used to consider the weekly and yearly periodicity variation in the estimation of the future generation of solid waste and evaluate the loading capability of the trucks fleet destined to the transport such waste.

O trabalho tem como objetivo demonstrar como os conceitos de Coeficientes de Variação de Vazão K1, K2 e K3 utilizados em projeto de sistemas de esgoto podem ser adaptados para definir Coeficientes de Variação de Geração de Resíduos Sólidos que serão utilizados para considerar a sazonalidade semanal e anual na estimativa da geração futura de resíduos sólidos e avaliar a capacidade de carga da frota de caminhões destinada ao transporte destes resíduos.

MÉTODO DE ANALISE E DIMENSIONAMENTO DE FROTA



CONECTIVIDADE GERENCIAL

GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

EAD – ENSUR / UNICOM

CONECTIVIDADE GERENCIAL

Rede de relacionamentos de uma gerência de serviços

Janeiro 2005

Este trabalho apresenta de forma introdutória a operacionalização da dinâmica da conectividade em uma organização em rede em contraste com uma estrutura hierárquica comumente encontrada.

Levaremos o leitor a perceber a importância de manter e diversificar uma rede de contatos e seu reflexo na busca de melhoria de resultados operacionais indo além de habilidades e recursos próprios.

O que pensar de um administrador público que não obtém resultados simplesmente porque não lhe foi disponibilizado todos os recursos e habilidades necessários para a condução de um serviço ou projeto?

Indivíduos trabalhando juntos com o mesmo objetivo realizam coisas além da soma dos esforços de cada um, é o que faz o trabalho em equipe ir além do limite esperado. Trabalhar em parceria trás para a Administração Pública a capacidade de fazer mais com menos sendo, portanto, um caminho para vencer o desafio constante de ter menos trabalhadores, equipamentos, suprimentos para atender as crescentes demandas.

Nas páginas a seguir teremos dois momentos distintos: Primeiro uma passagem no conceito de dinâmica da conectividade e organizações em redes para depois transferir o que foi abordado para uma visão próxima a um Gerente de Serviços de uma empresa de limpeza urbana.


CONECTIVIDADE GERENCIAL

CONECTIVIDADE GERENCIAL - A rede de relacionamentos de uma gerência de serviços

terça-feira, 29 de junho de 2010

CIDADANIA, ESTADO E LIMPEZA URBANA

Junho 2001

Cidadão é o “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. O modo como o indivíduo percebe seus direitos e deveres dependerá diretamente do princípio de legitimação do Estado. Definindo cidadania como o modo com que o indivíduo percebe sua relação com o Estado podemos descrever uma forma de cidadania para cada diferente princípio de legitimação do Estado.

Hoje em dia o cidadão tem direito a um logradouro livre de resíduos, organizado, agradável aos sentidos, por outro lado, tem o dever de não sujar este mesmo logradouro. Esta via de mão dupla, pela ótica da Limpeza Urbana, é uma dimensão da cidadania. Como seria encarada a Limpeza Urbana, pelo Estado e pelo indivíduo, em um mundo de Hobbes ou Locke? Usando como cenário a Limpeza Urbana discutiremos ao longo do texto, para alguns clássicos da Teoria Política Moderna, a relação entre cidadania – como o indivíduo percebe o Estado - e a produção de um bem público.

CIDADANIA, ESTADO E LIMPEZA URBANA

Cidadania Estado e Limpeza Urbana by Gustavo Puppi on Scribd

VIATURA SATÉLITE EM GENOVA


LIXO INVISÍVEL








Nos "tupiniquins" tudo deve aparentar que não existe geração de lixo, da mesma forma, os procedimentos de manejo dever ser totalmente imperceptíveis. Tudo relativo ao lixo deve ser invisível como se o resíduo fosse automaticamente desintegrado no momento que é gerado.
Veja como somos educados... Nossa sociedade é limpa porque não vemos o lixo!

Gerar lixo é inerente à sociedade. Os procedimentos para o acondicionamento, transporte e destino final são, portanto inerentes à sociedade que gera o resíduo. Tranqüila é a sociedade que reconhece isso e não se sente agredida com a imagem do lixo.

Como nas fotos anexadas de pontos de lixo na Itália em uma área residências. O lixo é gerado e colocado em containers que ficam nos logradouros. Não estão escondidos! Não são recolhidos para fora do logradouro! Em algum momento um caminhão vai esvaziá-los e transportar os resíduos para o destino final...

PONTOS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA




Exemplos de Pontos de Entrega Voluntária em França

CIDADES SATÉLITES DO DISTRITO FEDERAL



Visitando algumas cidades satélites do Distrito Federal percebi algumas coisas consideravelmente diferentes do que estou acostumado no Rio de Janeiro.

Por ser uma “cidade” planejada, na verdade uma Região Administrativa do Distrito Federal, fica evidente a configuração de grandes avenidas paralelas onde o comércio deve se estabelecer, logradouros bem pavimentados que ligam transversalmente estas avenidas servindo de acesso logradouros menores, mas igualmente bem pavimentados, onde fica a área residencial. Como se o miolo entre as avenidas morassem as pessoas e nas avenidas existisse o comércio formal, isso porque onde deveria existir somente residências acaba surgindo pequenos comércios informais.
Os logradouros são bem pavimentados, com boa sarjeta e drenagem, mas é evidente que a ocupação é esparsa deixando muita área verde entre as avenidas e ruas. São logradouros para o futuro que aparentemente está longe de chegar.

Para varrer os quilômetros e mais quilômetros de sarjeta o trabalho é realizado sempre em dupla com um trabalhador varrendo e outro trabalhador coletando para lutocar com saco plástico. Espera-se que cada dupla faça 4,8 Km por jornada de 07 às 15h20minh de segunda a sábado. Existe o tempo improdutivo de distribuição desse contingente usando caminhão e ônibus e depois o tempo de recolhimento deste pessoal. Por volta das 14h30min vi grupos de trabalhadores juntos parados esperando a condução.



Nos descampados não ocupados entre os logradouros trabalhadores catam o lixo “branco” com espetos acondicionando os resíduos em sacos plásticos. Cada equipe de “catadores” é composta de 10 empregados. Este serviço é importante para o aspecto de limpeza da área. Pelo que vi algum trecho pode até ficar sem varredura, mas não deve ficar sem o “catador”.


Existem também grupos de trabalhadores “especializados” em pintura de meio fio para realizar teoricamente uma pintura anual em toda a extensão de sarjeta da área. Cada equipe de “pintores” é composta de 18 empregados. Apesar de não ser prática na Cidade do Rio de Janeiro, considero a pintura de meio fio interessante para dar um aspecto de limpeza em logradouros de áreas menos ocupadas. No Rio de Janeiro áreas mais para zona Norte e Oeste.

Concluindo a organização dos trabalhadores temos as turmas de “diversos” que executam tudo que os outros não fazem e praticam “mutirões” de limpeza principalmente em logradouros que ligam as “cidades”. Esse pessoal também executa capina para evitar que as sarjetas fiquem pesadas para os varredores.

Enfim, varredor, “carrinheiro”, catador, pintor e “diversos”, muita especialização para o que no Rio de Janeiro resume-se ao gari que faz tudo.

Esta divisão de tarefas antes de ter um motivo operacional atende ao motivo financeiro, pois o serviço é pago em Km varrido para o caso de varredura e Homem Apresentado para os demais serviços. O varredor deve varrer para garantir a fatura, mesmo que exista capim ou algum ralo sujo pelo caminho, estas coisas são para outras pessoas e outras faturas.