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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Pilares de uma Diretoria - Gestão do Futuro
A Gestão do Futuro é a busca constante e incansável de oportunidades de melhoria para que o presente seja tranqüilo e o passado reflita boas ações. Trabalha sabendo como opera a “Gestão do Presente” e utilizando como ferramenta a base de dados da “Gestão do Passado”.
Eximindo-se da rotina vigente têm que estar passos adiante montando cenários operacionais futuros, alertando sobre os riscos e conseqüências de decisões do presente e articulando com diferentes atores na busca de oportunidades que aumentem a eficiência, eficácia futura.
Para sua chefia devemos escolher alguém multidisciplinar, político e muito, muito inteligente. Deve ter postura de diretor, não da Diretoria real atual, mas de uma diretoria virtual futura.
Eximindo-se da rotina vigente têm que estar passos adiante montando cenários operacionais futuros, alertando sobre os riscos e conseqüências de decisões do presente e articulando com diferentes atores na busca de oportunidades que aumentem a eficiência, eficácia futura.
Para sua chefia devemos escolher alguém multidisciplinar, político e muito, muito inteligente. Deve ter postura de diretor, não da Diretoria real atual, mas de uma diretoria virtual futura.
CIPA PRODUTIVA
RESUMO
É indispensável que o gerente se preocupe com a promoção de iniciativas que possibilitem a redução dos acidentes de trabalho até a meta de zero acidente. Segurança significa ambiente produtivo onde a valorização do elemento humano é primordial para o sucesso na realização de qualquer atividade.
Este trabalho apresenta a restruturação da CIPA na Gerencia de Limpeza do bairro da Tijuca (LG08-T) desde sua existência apenas por ser uma exigência legal até a consciência de grupo com força de vontade e a firme determinação para criar condições para que o gari possa voltar para o seu lar seguro e com saúde.
CIPA PRODUTIVA by Gustavo Puppi on Scribd
Carcaças no caminho
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/05/e050928872.asp
Entrevista Jornal do Brasil:
Entrevista Jornal do Brasil:
Assessor da Diretoria de Serviços Sul da Comlurb, o engenheiro Gustavo Puppi explica o procedimento da empresa em relação aos carros abandonados.
– Quando a Comlurb observa um veículo em situação de abandono, através da vizinhança tentamos localizar o proprietário e conversamos com ele. Dependendo do diálogo, em que ele explicará o motivo de o carro estar no mesmo local há tanto tempo, emitimos ou não um auto de infração, por prejuízo da limpeza urbana. A intenção não é punir, então primeiro advertimos. Se persistir a sujeira, há a punição, uma multa de R$ 50.
Segundo Puppi, que já participou de mais de 40 operações para retirada de veículos abandonados, os carros que ainda não são carcaças, “não dizem respeito à Comlurb”.
– Quando o veículo tem placa e ao olhar para ele você reconhece um carro ainda com rodas e motor, a Comlurb não mexe. Recebemos muitas reclamações de moradores, tratando de carros sujos e empoeirados, mas não há lei que obrigue o dono a limpar.
Puppi ainda explicou o que é feito com o que é recolhido.
– As carcaças de veículos são encaminhadas para o depósito na Rio-Petrópolis, onde ficam temporariamente. Anualmente, a Comlurb faz um leilão desses resíduos metálicos. O arrecadado é revertido para a própria companhia, para pagar os custos de remoção, transporte e armazenamento da sucata metálica.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Trabalhadores Comunitários em Belo Horizonte
Conversando com trabalhadores comunitários de belo Horizonte durante Visita Técnica
CONSIDERAÇÕES SOBRE A LIMPEZA DE COMUNIDADES NO RIO DE JANEIRO
Com a realização da visita técnica duas questões primordiais surgiram sobre a implantação de novo sistema de limpeza e coleta em comunidades carentes utilizando o modelo da SLU-PBH:
a) Como o modelo da SLU-PBH suportaria um escala dez vezes maior?
A limpeza da comunidade visitada pareceu menos complexa que as normalmente encontradas no Rio de Janeiro. A existência de logradouros internos para acesso de caminhões, o saneamento básico nas vielas, a dimensão das poucas valas a céu aberto e a aparente ausência de marginais facilita a execução dos serviços.
b) Como passar de um sistema para outro com o mínimo de desgaste político e institucional?
Na descrição do Programa Agente Comunitário de Limpeza Urbana da SLU-PBH relata que os profissionais envolvidos na definição de “Entidade Participe” foram “categóricos em desaconselhar a instituição de uma parceria com associações representativas das comunidades. Recomendaram a utilização de uma ONG, de uma Fundação, ou mesmo, um aditivo de contrato com as empreiteiras da SLU”.
Uma ruptura com o modelo atual certamente criará uma reação contrária por parte dos Presidentes de Associação e os atuais Trabalhadores Comunitários. A mobilização destes atores pode trazer um forte impacto negativo devido à quantidade de demissões. No entanto, adotar um novo modelo com capacitação profissional e primeiro emprego, para uma nova turma a cada ano pode ser compensador ao longo do tempo, pois oferece oportunidades a um maior número de pessoas.
a) Como o modelo da SLU-PBH suportaria um escala dez vezes maior?
A limpeza da comunidade visitada pareceu menos complexa que as normalmente encontradas no Rio de Janeiro. A existência de logradouros internos para acesso de caminhões, o saneamento básico nas vielas, a dimensão das poucas valas a céu aberto e a aparente ausência de marginais facilita a execução dos serviços.
b) Como passar de um sistema para outro com o mínimo de desgaste político e institucional?
Na descrição do Programa Agente Comunitário de Limpeza Urbana da SLU-PBH relata que os profissionais envolvidos na definição de “Entidade Participe” foram “categóricos em desaconselhar a instituição de uma parceria com associações representativas das comunidades. Recomendaram a utilização de uma ONG, de uma Fundação, ou mesmo, um aditivo de contrato com as empreiteiras da SLU”.
Uma ruptura com o modelo atual certamente criará uma reação contrária por parte dos Presidentes de Associação e os atuais Trabalhadores Comunitários. A mobilização destes atores pode trazer um forte impacto negativo devido à quantidade de demissões. No entanto, adotar um novo modelo com capacitação profissional e primeiro emprego, para uma nova turma a cada ano pode ser compensador ao longo do tempo, pois oferece oportunidades a um maior número de pessoas.
AGENTE COMUNITÁRIO DE LIMPEZA
VISITA TÉCNICA
A visita técnica à Superintendência de Limpeza Urbana da Prefeitura de Belo Horizonte
SLU-PBH teve o objetivo de coletar informações sobre a Gestão Administrativa e Operacional do Projeto de Agente Comunitário existente naquela capital.
Participaram da visita técnica realizada nos dias 19 e 20 de agosto, eu, Gustavo Puppi, representante da DSS e o Sr Marcio Cavalcanti, Advogado representante da DJU, ambos do Grupo de Trabalho criado pela OS.012 de 16 de Julho destinado a apresentar projeto para a implantação de novo sistema de limpeza e coleta em comunidades carentes, em substituição ao Projeto “Favela Limpa”
Ago 09 - Visita Técnica em BH - Relatório by Gustavo Puppi on Scribd
terça-feira, 25 de agosto de 2009
BELO HORIZONTE - Estação de Reciclagem de Entulho
O processo tem inicio em um pátio que recebe o entulho e uma catação manual remove metais e material que não deve passar pelo triturador
No triturador o entulho é reduzido em partes menores selecionadas por tamanho por esteiras
Os montes criados fornecem material para pavimentação ou construção de artefatos de cimentoquarta-feira, 12 de agosto de 2009
O lixo recolhido no Rio de Janeiro
http://www.clipnaweb.com.br/clipping/conteudo_v2.asp?reg=209389&midia=tv&empresa=agenciario&mediacenter=3
Emissora: Globo
Programa: Mais Você (08h05)
Emissora: Globo
Programa: Mais Você (08h05)
No Rio de Janeiro, do total de lixo recolhido, 40% são aqueles que as pessoas jogam pelas ruas. De acordo com a Associação Brasileira de Limpeza Pública e Resíduos Especiais, são recolhidos diariamente, em todo o Brasil, 149 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos. Uma turma resolveu transformar o lixo em música: é o grupo “Chegando de Surpresa”, formado por garis do Rio.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
ROMA - Acondicionamento de Lixo
Considero muito interessante o modelo de Coleta Domiciliar existente em Roma e outras cidades Italianas onde os contêineres são distribuídos pela cidade sem a preocupação em esconde-los ou camufla-los.
Não é necessário exigir do morador que coloque seu lixo em um dia e horário determinado. A população utiliza os contêineres quando precisa dispensar o seu lixo e a empresa de limpeza realiza a coleta sem afetar a rotina do morador. Os roteiros podem sofrer atrasos eventuais, ser alterados temporariamente ou até mesmo redimensionados sem que seja necessário informar, orientar ou convencer os moradores sobre as mudanças.
Para que este modelo exista é importante culturalmente reconhecer a existência do lixo e de um processo destinado ao seu escoamento. No "tupiniquins" um container exposto é agressivo, pois logradouros devem aparentar que o lixo não existe, tudo deve ser feito para que ambos, o lixo e os equipamentos destinados ao seu recolhimento, não sejam perceptíveis. Pensamento diminuto!
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
GESTÃO PARA EXCELÊNCIA DO DESEMPENHO
RESUMO
Este trabalho apresenta como o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) detalhado no site www.fpnq.org.br foi utilizado como benchmarks para o desenvolvimento de um Modelo de Gestão da Limpeza Urbana –MGED. Ao longo do texto descreveremos oque é o Modelo de Gestão da Limpeza Urbana –MGED abordando os critérios de excelência da Liderança, Clientes, Informações e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados. Será apresentada a forma de avaliação do modelo e como é utilizada para garantir a continuidade do trabalho. Mostraremos como um Modelo de Gestão da Limpeza Urbana contribui para a melhoria dos serviços prestados à população.
Gestão para excelência do Desempenho by Gustavo Puppi on Scribd
OUTDOOR TRAINING: LIDERANÇA E TRABALHO EM EQUIPE
RESUMO
Por mais que se busque o uso de modernos equipamentos, o serviço de Limpeza Urbana é uma atividade que necessita de uma quantidade razoável de mão de obra organizada em grupos de trabalho.Os desafios existentes sobre como liderar um grupo, como fomentar a participação ativa dos seus indivíduos,como coordenar esforços para alcançarem objetivos, todos, existem em um grupo que se dedica à atividade de Limpeza Urbana.
Este trabalho descreve como os técnicos foram levados a comparar suas emoções, stress e ações surgidas e um evento de Outdoor Training com as existentes em seu ambiente de trabalho. Como o Outdoor Training estimulou o debate de assuntos como segurança do trabalho, importância da comunicação eficiente e necessidade de conhecer procedimentos. Principalmente, descreve como o Outdoor Training pode contribuir para a coesão dos técnicos levando-os a trabalhar em equipe de forma comprometida com as metas da organização e respeitar as diferenças individuais.
Outdoor Training by Gustavo Puppi on Scribd
O GARI MEDALHISTA - VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
RESUMO
Em uma atividade dependente do uso intensivo de pessoal como é a Limpeza Urbana ter os garis satisfeitos com o ambiente de trabalho é garantia da eficácia dos planos de serviço. Não basta ter o efetivo, é preciso ter um grupo de pessoas dispostas e determinadas a executar as atividades programadas.Este trabalho apresenta como uma organização prestadora de serviços de limpeza urbana criou um Sistema De Valorização do Empregado definindo forma de seleção, reconhecimento e recompensa sem aumento de orçamento e com resultados positivos para a satisfação do Cliente Cidadão.
O GARI MEDALHISTA by Gustavo Puppi on Scribd
MANEJO DE ENTULHO EM ZONAS RESIDENCIAIS
RESUMO
Este trabalho apresenta o Sistema Integrado de Manejo de Entulho Residencial composto pelas seguintes ações: Estímulo ao uso do Serviço de Remoção Gratuita agendado para a remoção de entulho ensacado e bens inservíveis; urbanização de pontos de lixo para inibir vazamento irregular; Operações “Bota Fora” para atender a demanda reprimida no interior de residências; construção de Pontos de Entrega Voluntária – PEV para organizar a ação de carroceiros; criação da “Remoção Gratuita Notificada” para atender entulho a granel. Estas ações reduziram a quantidade de resíduos dispostos irregularmente nos logradouros, ofereceram melhores oportunidades a carroceiros, aumentaram a eficiência dos equipamentos disponíveis e contribuíram para a melhoria da imagem da Prefeitura junto à população.
O Sistema Integrado de Manejo de Entulho Residencial garantiu não só a melhoria do manejo de entulho em zonas residenciais, também contribuiu para aumentar a civilidade dos moradores. A redução de reclamações de resíduos dispostos em logradouro e aumento do uso do Serviço Agendado de Remoção Gratuita de Entulho Ensacado e Bens Inservíveis evidenciam a satisfação do cliente cidadão com a prestação dos serviços de Limpeza Urbana.
Manejo de Entulho Em Zonas Residenciais by Gustavo Puppi on Scribd
OPERAÇÃO REVEILLON
RESUMO
A chegada do ano novo é comemorada por toda a Cidade do Rio de Janeiro. Assim como o Carnaval, o Reveillon carioca é conhecido mundialmente e se tornou um evento turístico fundamental para a cidade.A festa maior acontece na orla quando cariocas e turistas passam a noite comemorando, consumindo e produzindo lixo. Terminada a festa, após um breve descanso, as pessoas estão prontas para aproveitar o primeiro feriado do novo ano também na orla. Neste breve descanso do carioca e seus visitantes, todas as praias da Cidade do Rio de Janeiro são limpas dos resíduos de milhões de pessoas em festa.
Oferecer à população e seus visitantes a possibilidade de desfrutar qualquer praia nas primeiras horas da manhã é fundamental para que a festa seja completa e o reflexo para o turismo positivo
.Este trabalho apresenta como é planejada e executada a maior operação de limpeza de praia existente no Brasil, a “Operação Iemanjá” quando todas as praias da Cidade do Rio de Janeiro são simultaneamente limpas em poucas horas na manhã do dia primeiro de janeiro.
Limpeza de Praia no Reveillon by Gustavo Puppi on Scribd
quinta-feira, 30 de julho de 2009
'Ilegal. Eu?': Pedestres e motoristas jogam, por dia, 260 toneladas de lixo nas ruas da cidade
Publicada em 30/07/2009 às 23h56m O GLOBO
Isabela Bastos
RIO - Terça-feira, 14h: o gari Alexandre Ferreira da Silva, de 31 anos, varre a Rua São José, no Centro, cumprindo uma rotina que, em dias de muito serviço, exige até quatro faxinas. Nem bem Alexandre deixa o local, uma senhora termina de comer um salgado e joga o guardanapo no chão. Um rapaz engravatado esvazia um pacote de biscoitos e atira a embalagem no solo. Outro homem despeja um copinho de café no canteiro de uma árvore. E um executivo joga um papelzinho aos pés de outra planta. Ao serem flagrados, todos fazem cara de poucos amigos. Em 15 minutos, parece que o lugar conhecido como Buraco do Lume - onde há pelo menos três lixeiras - não é limpo há tempos.
- Muita gente não tem consciência. A lixeira está perto, mas as pessoas jogam o lixo no chão. Somos 15 garis para percorrer toda a área do Castelo até a Avenida Beira Mar. Já morei cinco anos em São José dos Campos (SP) e lá não se vê lixo no chão. Aqui, o nosso trabalho não é reconhecido, nem respeitado - reclama Alexandre, enquanto se prepara para deixar o serviço. Ele será rendido por um colega, que varrerá a mesma rua do final da tarde à noite.
Detritos despejados em logradouros públicos foram alvo de 1.680 denúncias à ouvidoria da Comlurb somente no primeiro semestre deste ano. Mas aquele que reclama também pode estar contribuindo para a desordem urbana. Flagrado quando jogava uma ponta de cigarro no chão, no Centro, um técnico em contabilidade que se identificou apenas como Carlos reconheceu o erro, mas alegou que o que fez não é um hábito.
- Hoje você me pegou. Eu costumo apagar o cigarro e jogar na lixeira. Uma pontinha só não faz diferença no lixo jogado na rua, mas imagina todo mundo fazendo o mesmo? Quantas pontas de cigarro não vão aparecer? Vou me policiar mais - disse Carlos.
Gasto com faxina é de R$ 25 milhões
O descarte irregular de lixo não é um problema só do Centro. Segundo a Comlurb, em um mês, canteiros, calçadas e ruas da cidade recebem 7.800 toneladas de detritos jogados por pedestres e motoristas. O que é recolhido encheria seis campos de futebol com uma pilha de um metro de altura de copinhos, embalagens e sacolas plásticas, guimbas de cigarro e papel, muito papel. Um dia comum de varrição enche 37 caminhões com 260 toneladas de sujeira. Para limpar tudo, é mobilizado um batalhão: dos 12.600 garis da Comlurb, 8.500 (quase 68%) fazem a limpeza urbana. Os demais atuam em hospitais, escolas e na poda de árvores.
" Aqui moram pessoas que têm informação, gente de classe média, que frequentou escola. Mas, para ler jornal na área externa, tenho que ir de chapéu "
A imundície alheia faz vítimas tanto na rua como dentro de casa. O auxiliar administrativo Thiago Silva levou um banho de água suja jogada da janela de um prédio no Centro, na semana passada. O rapaz ficou indignado, mas acha que teve até sorte, uma vez que já viu lançarem um copo de vidro do mesmo prédio. Já a dona de antiquário Lou Vicente, que mora num apartamento térreo em Copacabana, tem que mandar limpar quase diariamente a tela de proteção instalada em sua área de serviço. O motivo? Os vizinhos jogam de ponta de cigarro a absorventes pela janela.
- Já vi papel higiênico usado e camisinha. A tela já existia quando me mudei, há cinco anos. Isso é uma incivilidade. Aqui moram pessoas que têm informação, gente de classe média, que frequentou escola. Mas, para ler jornal na área externa, tenho que ir de chapéu - reclama Lou, de 68 anos.
Ela não está sozinha no infortúnio. A empresária Márcia Loureiro mora num apartamento térreo no Flamengo e conta que, para poder frequentar a varanda, teve que distribuir cartas entre os condôminos do prédio, pedindo o óbvio: que usem a lixeira em vez da janela. A gota d'água foi um absorvente voador, que entrou pelo basculante do banheiro. Depois das reclamações, a situação melhorou, mas, ainda assim, pontas de cigarro continuam a ser lançadas no jardim.
Em Jacarepaguá, a aposentada Nilda Barros também teve que recorrer às cartinhas para chamar os vizinhos à razão:
- Tive que fazer uma cobertura para me livrar do lixo na área. É uma falta de educação tremenda.
Não há como contabilizar o que se joga em áreas internas de prédios, já que o lixo é descartado pelos condomínios na coleta diária. Mas, nas ruas, a infraestrutura de limpeza custa caro para o carioca: são gastos R$ 25 milhões mensais na faxina dos logradouros públicos. Apenas a varrição das ruas leva R$ 3,8 milhões desse total. O número assusta quando comparado com os R$ 9,8 milhões mensais gastos pela Comlurb na coleta domiciliar.
Com o dinheiro da varrição, a prefeitura diz que seria possível comprar 13 ambulâncias com UTI ou montar 51 equipes do Programa de Saúde da Família. Poderia ainda construir uma escola padrão, com 13 salas de aula, ou erguer 80 casas populares, de 32 metros quadrados cada. Segundo a Comlurb, se o carioca descartasse o lixo da forma correta - nos cem mil cestos espalhados pela cidade -, as despesas com a varrição poderiam cair em 70% (R$ 2,6 milhões ao mês).
Para o antropólogo Roberto da Matta, autor do livro "A casa e a rua", o carioca ainda não conseguiu estabelecer uma relação afetiva com ruas, praças, parques e praias. Como não encara esses espaços como sendo seus, não demonstra o mesmo cuidado que teria com algo de sua propriedade:
- O carioca ainda faz uma divisão entre casa e rua. Um concerto na Quinta da Boa Vista faz com que o parque amanheça imundo. A pessoa não tem a noção de que aquilo é dela. Acha que é do Estado e que por isso não precisa cuidar. Se ela se comportasse na rua como se comporta em casa, a rua seria um brinco.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
POLÍTICA DE TRABALHO
As ações de todos os empregados devem respeitar a seguinte política:
Deslumbrar o Cliente Cidadão
Combater todo tipo de desperdício
Garantir os direitos e exigir os deveres dos empregados
Aprender e ensinar
Registrar e documentar como instrumento de decisão
VISÃO DE FUTURO
Ser reconhecida, por moradores e empregados, como uma organização eficiente composta de profissionais motivados, competentes e responsáveis, que se dedicam à operação de limpeza urbana como forma de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e fomentar a cidadania.
MISSÃO DA LIMPEZA URBANA
Nós, gerentes, encarregados e garis utilizamos a Limpeza Urbana para fomentar a cidadania, procurando superar as expectativas da População, através da melhoria continua do planejamento, programação e controle de nossos serviços.
Definição de Liderança
A liderança é uma forma de condução de equipes baseada no prestígio pessoal e aceita pelos liderados.
O líder deve harmonizar três conceitos como forma de legitimar sua liderança:
Disciplina:
Tudo que garante o funcionamento regular da organização. Costume de decidir e agir utilizando como base a política de trabalho da organização.
Autoridade:
É o direito de se fazer obedecer, dar ordens, tomar decisões e agir de forma a executar nossa missão utilizando a política de trabalho
Responsabilidade:
Responder pelos próprios atos e pelos empregados sob sua responsabilidade.
O líder deve harmonizar três conceitos como forma de legitimar sua liderança:
Disciplina:
Tudo que garante o funcionamento regular da organização. Costume de decidir e agir utilizando como base a política de trabalho da organização.
Autoridade:
É o direito de se fazer obedecer, dar ordens, tomar decisões e agir de forma a executar nossa missão utilizando a política de trabalho
Responsabilidade:
Responder pelos próprios atos e pelos empregados sob sua responsabilidade.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Pilares de uma Diretoria - Gestão do Presente
A Gestão do Presente é o que faz a coisa acontecer garantindo que diariamente todos os recursos alocados serão plenamente utilizados segundo sua programação. Também é onde está a coragem para abandonar eventualmente os planos e usar criatividade para superar os obstáculos momentâneos. É onde se concentra a disposição para adotar novos procedimentos e, paradoxalmente a disciplina para manter os antigos.
Dever ser essencialmente ágil trabalhando como redes de relacionamento ou células de trabalho criando e extinguindo estruturas operacionais segundo as demandas observadas. Deve lembrar mais equipes de incursões que grandes batalhões formados ombro a ombro.
É a nossa infantaria, nossa artilharia, nossa cavalaria. É onde o resultado aparece, onde a Diretoria é reconhecida pelo bom trabalho ou exonerada pelo mau desempenho.
Pilares de uma Diretoria - Gestão do Passado
A Gestão do Passado reúne atividades de coleta de dados e produção de informações fidedignas, não complexas e úteis para a tomada de decisões. Especial atenção deve ser dada para resistir a tentação de criar controles que controlam os controles tendo sempre em mente duas expressões:
a) Não adianta um painel de avião para controlar um fusquinha!
b) Não adianta um bisturi para o trabalho de um açougueiro, da mesma forma que de nada adianta um cutelo na mão de um cirurgião. Cada ferramenta deve ter seu uso correto.
Três rotinas acredito que sejam afins a atividade de Gestão do Passado: O controle, a auditagem e a administração. O controle coleta e trata os dados organizando-os de forma estruturada de forma que sejam simples e uteis. A auditoria vai a campo para checar se os procedimentos e doutrinas estão sendo respeitados e se os dados são fidedignos. Finalmente a administração cuida dos procedimentos de rotina para gestão de pessoas e recursos.
É a nossa intendência!
Para sua chefia devemos escolher alguém da meticuloso, detalhista mas suficientemente sucinto e direto.
sábado, 27 de junho de 2009
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Capina de Oportunidade
Considerando:
1. Sem uma enxada, sem uma pá, a vegetação em torno do poste, na borda dos ralos e, principalmente nas sarjetas não é executada como parte da rotina de varredura. Perdeu-se a oportunidade de fazer agora para fazer depois.
2. Quando o gari trabalha com o "papão" ele não tem como executar o que podemos chamar de "capina de oportunidade".
3. A falta da "capina de oportunidade" executada pouco a pouco constantemente e rotineiramente pelo gari de varredura exige em outro momento a ação de turmas de capina.
4. A substituição de turmas de capina por turmas de roçada também causa a falsa impressão de produtividade. O uso da roçadeira como capina mecanizado exige um aumento da freqüência do serviço no logradouro e reduz o uso do equipamento em áreas verdes.
É uma boa prática:
1. Utilizar o "Papão" somente em logradouros onde não há crescimento de vegetação. Logradouros tipo Av. Rio Branco, Av. Nossa Senhora de Copacabana, Praça Saens Pena.
2.Exigir a execução da "capina de oportunidade" como integrante ao serviço de varredura. Para isto os garis em varredura devem portar preferencialmente enxada ou, na falta desta, uma pá metálica.
3. Os garis mais antigos sabem como capinar com pá, usam até a mão para remover pequenos brotos. Usar os mais antigos para ensinar os mais novos.
4. Avaliar criteriosamente o uso de roçadeira para fazer capina. Capina se faz com enxada! A roçadeira em sarjeta é um paliativo!
Mesmo que considere seu serviço bom, faça sempre melhor!
Sacolas de Plástico

Falando no Brasil: Durante algum tempo os mercados mandaram fabricar sacolas muito finas na esperança de economizar um pouco com o material. O tiro saiu pela culatra pois as pessoas, e os próprios caixas, passaram a colocar as sacolas uma nas outras.Agora, mesmo com sacolas mais resistentes as pessoas continuam colocando uma nas outras... isso é uma coisa...
Por serem fartas e gratuitas as sacolas passaram a ser reutilizadas como sacos de lixo... ótimo a reutilização é um dos R dos 3R (reduzir, reutilizar e reciclar, nesta ordem de prioridades). O problema é que por serem fartas e gratuitas não nos preocupamos em preparar nosso lixo... dobrar as embalagens de longa vida por exemplo... pouco lixo é colocado em cada sacola de supermercado reutilizado...
O ideal seria reduzir a quantidade se sacolas utilizadas para embalar as compras... elas estão mais fortes, não precisam ser colocadas uma nas outras, cabe mais coisas nelas! Além disso, utilizar outras formas de transporte como sacolas de lona ou carrinhos de feira... No entanto, no Brasil, isso só acontecerá quando os supermercados começarem a cobrar pelas sacolas.
Então temos na ordem certa de prioridades: Reduzir a quantidade de sacolas levadas para casa, reutilizar o mínimo de sacolas como lixeira e depois de transportadas tentar reciclar o máximo nas esteiras de triagem (pessoas que passam o dia inteiro diante de uma esteira por onde passa o lixo mistirado tentando retirar o máximo de material reciclável possível... um ambiente muito insalobre mas que faz os pobres ganharem unsR$500 por mes)
Outro ponto a se ver sobre sacolas de plástico... As pequenas sacolinhas das farmácias... estas deveriam ser totalmente eliminadas colocando o remédio na bolsa! As sacolas de jornaleiros também....
Existem pessoas que expõe a importância de venda de produtos a granel... Você leva o seu recipiente e o enche de achocolatado, outro recipiente de açúcar, outro vasilhame de shampoo... No entanto... imagina o trabalho que isso daria! Além do que os mercados detestariam ter que vender quantidades exatas para as necessidades de cada família. No Rio de Janeiro a rede ATACADÃO é mais ou menos assim... eles vendem e você se vira para transportar
domingo, 21 de junho de 2009
Para a Comlurb, contêineres de prédios são a solução
http://jbonline.terra.com.br/leiajb/noticias/2009/06/21/rio/para_a_comlurb_conteineres_de_predios_sao_a_solucao.asp
Entrevista no Jornal do Brasil
Puppi afirma que um contêiner custa entre R$ 200 e R$ 300. Ele ainda aponta a proteção do gari como um dos maiores benefícios. O servidor fica pro tegido de cortes com cacos de vidros e objetos pontiagudos cortantes. Segundo ele, os acidentes são diários, principalmente nos braços e pernas. Outra vantagem apontada é o desgaste do funcionário, que é menor.
Entrevista no Jornal do Brasil
Puppi afirma que um contêiner custa entre R$ 200 e R$ 300. Ele ainda aponta a proteção do gari como um dos maiores benefícios. O servidor fica pro tegido de cortes com cacos de vidros e objetos pontiagudos cortantes. Segundo ele, os acidentes são diários, principalmente nos braços e pernas. Outra vantagem apontada é o desgaste do funcionário, que é menor.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Pessoas que fazem xixi na rua
http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1197824-9106-67,00-HOMENS+FAZEM+XIXI+NAS+RUAS+DO+RIO+SEM+A+MENOR+CERIMONIA.html
Entrevista para RJTV
“A Comlurb constantemente lava com lava jato, com desodorizante para eliminar aquele foco de cheiro, aquele foco de impregnação da urina”, diz o assessor da Comlurb Gustavo Puppi.
Entrevista para RJTV
“A Comlurb constantemente lava com lava jato, com desodorizante para eliminar aquele foco de cheiro, aquele foco de impregnação da urina”, diz o assessor da Comlurb Gustavo Puppi.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Empregados Não Ativos
Ficar doente é algo que pode normalmente acontecer com qualquer profissional. O corpo não é uma máquina e todos estamos sujeitos a eventualmente apresentar algum problema de saúde. A coisa se agrava com a alimentação e moradia inadequada.
O problema empresarial da Limpeza Urbana é o excesso de empregados que são retirados da rotina de trabalho por motivo de doença. Não sei se conscientemente os médicos da empresa tendem a retirar o empregado da linha de frente quase como uma compensação por ser assalariado. Ficar doente é considerado um direito, um benefício a ser explorado. Nitidamente problemas de saúde que não incapacitam para a atividade laborativa são considerados motivo de ausência ao trabalho.
Vendo que é facil se afastar do trabalho por motivo de saúde, doentes ou não, os empregados sabem da vantagem em visitar o médico por qualquer motivo. É uma afirmação rude, politicamente incorreta, criticavel pelos médicos, mas existem empregados em condições de trabalho que estão afastados por motivo de saúde.
Como forma de reduzir o atrativo dos dias de licença dos que estão "aparentemente" doentes sugiro:
- Desvincular a lotação de retorno dos empregados do benefício com a lotação da entrada. Criar dúvida sobre a nova lotação eliminando a garantia de retorno para a gerência de origem.
- Definir quantidade máxima de empregados com laudo temporário nas gerências. Empregados além da quantidade estabelecida seriam transferidos para órgão centralizador.
- Definição de órgão centralizador com apoio médico , psicológico e assistente social para tratar os casos de perto, caso a caso. Este órgão centralizador seria responsável pela execução de atividades operacionais compatíveis com o estado de saúde de seus empregados
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Pilares de uma Diretoria
Três coisas devem acontecer simultaneamente em uma Diretoria:
A gestão de informações, ou a gestão do passado, que reúne as atividades de coleta e tratamento de dados e a transformação destes em informações fidedignas, não complexas e úteis para tomada de decisão. A gestão do presente que concentra a soma de todos os pequenos problemas rotineiros que em conjunto podem trazer grandes preocupações. Finalmente, a gestão do futuro que é a busca constante e incansável de oportunidades de melhoria para que o presente seja tranquilo e o passado reflita boas ações.
A gestão de informações, ou a gestão do passado, que reúne as atividades de coleta e tratamento de dados e a transformação destes em informações fidedignas, não complexas e úteis para tomada de decisão. A gestão do presente que concentra a soma de todos os pequenos problemas rotineiros que em conjunto podem trazer grandes preocupações. Finalmente, a gestão do futuro que é a busca constante e incansável de oportunidades de melhoria para que o presente seja tranquilo e o passado reflita boas ações.
Cada uma destas dimensões deve ser tratada por profissionais, ou grupo de profissionais independentes mas com forte interação. A mesma pessoa não conseguirá de forma plena pensar em passado, presente e futuro.
Legado da Visita do COI
(Mensagem para os Gerentes de Departamento)
Parabéns!
Vocês, seus encarregados e garis conseguiram mais uma vez responder de forma primorosa a uma demanda extremamente importante da Cidade do Rio de Janeiro. Da mesma forma que eventos como o Carnaval, o Reveillon, a visita da comissão de avaliação do Comitê Olímpico Internacional mostrou a capacidade de mobilização e ação da COMLURB.
No entanto, apesar do sucesso, devemos aproveitar a oportunidade para analisar o que existe de diferente entre o serviço executado nestes momentos primorosos e na rotina do dia a dia.
Porque a mesma equipe que desenvolve um trabalho tão bom quando existe urgência e relevância não mantém o ritmo na rotina do dia a dia?
Nos eventos como o Carnaval, Reveillon, visita do COI observamos:
- Os Gerentes utilizam meios de fazer com que os encarregados e garis percebam a urgência e relevância do evento.
- Os Gerentes supervisionam pessoalmente os serviços.
- Os Encarregados supervisionam pessoalmente a trabalho dos garis que permanecem no local de trabalho, empenhados na execução dos serviços.
- Os recursos materiais são explorados ao máximo.
- É dada atenção aos detalhes como "matinho", "bigode", varrer com a vassoura baixa para remover também a poeira e terra
Da mesma forma que os grandes eventos precisamos de forma urgente e relevante melhorar a qualidade dos nossos serviços, principalmente das áreas verdes já assinaladas.
Recebemos todos os dias a visita de pessoas mais importantes que os membros do COI:
O Cidadão Carioca!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
250109

Após dez anos como gerente em Irajá aceitei o convite para ser Assessor Chefe da Diretoria de Serviços Sul da Comlurb. Depois de tantos anos na mesma função certamente estaria no principio de um inevitável declínio remoendo as mesmas idéias com outros nomes.
Ser gerente é como ser um capitão, está com a tropa; conversa com os trabalhadores. Ser um Diretor, acredito, é como ser um oficial general, decide pela tropa, estabelece estratégias. No meio dos dois, distante tanto do convívio da tropa quanto das decisões estratégicas, está o coronel, o Assessor.
Gastei algum tempo e energia para tentar entender a nova função. Acostumado a ter o monopólio da autoridade, agora em uma posição intermediária, como preposto da autoridade do Diretor, estou em um ambiente totalmente novo.
Praticamente um novo emprego! Um verdadeiro calouro, novato! Com aquela sensação que não sabemos o que está acontecendo, desconhecemos o andar das coisas, quais as prioridades e rotinas. Exatamente o que eu sempre quis evitar.
No entanto, é uma excelente posição para aprender como decidir em um nível acima do que estou calejado. Estar distante da tropa e não ter a pressão da decisão sobre a estratégia é a oportunidade de observar e analisar. Utilizar a empatia para avaliar o que faria se estivesse como Diretor e o que eu não faria se voltasse a ser gerente. É uma boa posição para futuramente ser um melhor diretor do que eu seria hoje e, também futuramente ser um gerente mais ponderado.
Vou utilizar este blog para registrar minhas observações e comentários
Ser gerente é como ser um capitão, está com a tropa; conversa com os trabalhadores. Ser um Diretor, acredito, é como ser um oficial general, decide pela tropa, estabelece estratégias. No meio dos dois, distante tanto do convívio da tropa quanto das decisões estratégicas, está o coronel, o Assessor.
Gastei algum tempo e energia para tentar entender a nova função. Acostumado a ter o monopólio da autoridade, agora em uma posição intermediária, como preposto da autoridade do Diretor, estou em um ambiente totalmente novo.
Praticamente um novo emprego! Um verdadeiro calouro, novato! Com aquela sensação que não sabemos o que está acontecendo, desconhecemos o andar das coisas, quais as prioridades e rotinas. Exatamente o que eu sempre quis evitar.
No entanto, é uma excelente posição para aprender como decidir em um nível acima do que estou calejado. Estar distante da tropa e não ter a pressão da decisão sobre a estratégia é a oportunidade de observar e analisar. Utilizar a empatia para avaliar o que faria se estivesse como Diretor e o que eu não faria se voltasse a ser gerente. É uma boa posição para futuramente ser um melhor diretor do que eu seria hoje e, também futuramente ser um gerente mais ponderado.
Vou utilizar este blog para registrar minhas observações e comentários
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Lixo, um problema que precisa ser descartado
Publicada em 27/02/2009 às 23h28m O Globo
RIO - A coleta de lixo no Rio é responsável por um dos melhores indicadores municipais: de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, 99,7% dos lares contam com esse serviço. Mas o Rio Como Vamos (RCV) lembra que a geração e o destino final dos resíduos sólidos da cidade são uma grande preocupação e geram debates calorosos entre governantes e ambientalistas. Para se ter uma dimensão do problema, somente as feiras livres da cidade produzem, segundo a Comlurb, 1.700 toneladas de detritos por mês. É mais do que todo o lixo domiciliar dos bairros de São Cristóvão e Benfica juntos. Na avaliação do RCV, além de pensar em alternativas para que a sujeira não prejudique o meio ambiente, as autoridades precisam incentivar a redução da produção de lixo na cidade.
Pesquisa de percepção encomendada pelo RCV ao Ibope, no ano passado, mostrou que a nota dada para a coleta de lixo no Rio era 8,6, a maior pontuação entre todos os serviços públicos avaliados. Mas a preocupação do carioca com o descarte de seus detritos ainda é pequena: segundo dados da Comlurb, 40% do lixo produzido ainda é jogado nas ruas.
Lixo produzido na cidade aumentou 36% em 12 anos
De acordo com informações coletadas pelo RCV, em 12 anos a média diária de lixo depositado em aterros no Rio aumentou 36%, passando de 6.443 toneladas em 1995 para 8.779 em 2007. Levando-se em conta apenas o lixo domiciliar coletado pela Comlurb, cada carioca gerou em 2007 mais de 20 quilos por mês. Na Região Administrativa (RA) do Centro, que concentra muitos escritórios e restaurantes, foi verificado o maior índice: 74 quilos por mês, ou seja, quase 2,5 quilos por dia.
Entre 2003 e 2007, o Rio teve um crescimento do lixo domiciliar per capita de 8,9%. Agrupando-se os dados pelas Áreas de Planejamento (AP) do município, percebe-se que a AP1 (que engloba as RAs de Centro, São Cristóvão, Rio Comprido, Paquetá, Santa Teresa e Zona Portuária) apresentou o maior crescimento per capita, 21,85%. Já a Zona Norte teve o menor aumento, apenas 1,6%.
- O percentual baixo pode estar relacionado aos lixões a céu aberto, que contaminam o solo e os lençóis freáticos - diz Laura Domingues, coordenadora executiva do RCV.
O lixo coletado no município do Rio é levado para dois aterros: o de Gramacho, em Caxias, e o de Gericinó. Em operação desde a década de 70, o de Gramacho recebe cerca de 6.300 toneladas de detritos por dia, segundo o diretor técnico-industrial da Comlurb, Álvaro Cantanhede:
- Semana passada, recebemos o estudo de uma empresa informando que, mantendo o controle, o aterro de Gramacho poderá ter um prazo útil de cinco anos - disse o diretor.
Coleta seletiva é realizada em 41 bairros do Rio
De acordo com o RCV, uma solução para o destino final do lixo seria a criação do aterro de Paciência, na Zona Oeste. Licitado em 2003, ele ainda depende de liberação da Justiça. Laura Domingues lembra que, em janeiro, o prefeito Eduardo Paes anulou a licitação e criou uma comissão formada por representantes das secretarias da Casa Civil, do Meio Ambiente, de Urbanismo, da Procuradoria, da Controladoria Geral do Município e da Comlurb, para apresentar, em 90 dias, soluções para o destino e o tratamento do lixo. Em campanha, Paes sugeriu levar o lixo para Nova Iguaçu.
- A discussão enveredou por um caminho político e o desejável seria a população ter acesso a um parecer técnico sobre o assunto. O lixo é produzido por todos os cidadãos, independentemente do local de moradia, e, neste sentido, deveria haver mais transparência na gestão de resíduos - diz Laura
Atualmente, a Comlurb faz coleta seletiva em 41 bairros da cidade, uma vez por semana. Mas, para o RCV, este número deve aumentar depois que a lei municipal 4.969/08 for regulamentada. O texto diz que todos os geradores de resíduos sólidos devem separar e acondicionar o lixo no local de sua produção, em prazo a ser fixado pelo Poder Executivo, não superior a quatro anos, a partir da publicação da lei. E, nos próximos dias, o Conselho Municipal de Meio Ambiente deverá recomendar ao governo a adoção da coleta seletiva pelos órgãos da administração direta e indireta, num prazo de 180 dias.
- A princípio, tudo o que não é reaproveitado é um desperdício de tudo o que foi empregado na sua produção: matéria-prima, energia, transporte etc. Todavia, há quem questione a adoção da reciclagem. Alguns especialistas dizem: até que ponto as fábricas de reciclagem não poluem mais ou consomem mais energia do que se está economizando? - lembra Laura.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Pensamento Tibetano do Século VIII
"Aquilo que algum cretino considera URGENTE é sempre algo que algum imbecil deixou de fazer em tempo hábil e quer que você se esfole para fazer em tempo recorde."
(Rakesheh Vilmiintuchy - Monge Tibetano)


