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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Empregados Não Ativos

Ficar doente é algo que pode normalmente acontecer com qualquer profissional. O corpo não é uma máquina e todos estamos sujeitos a eventualmente apresentar algum problema de saúde. A coisa se agrava com a alimentação e moradia inadequada.

O problema empresarial da Limpeza Urbana é o excesso de empregados que são retirados da rotina de trabalho por motivo de doença. Não sei se conscientemente os médicos da empresa tendem a retirar o empregado da linha de frente quase como uma compensação por ser assalariado. Ficar doente é considerado um direito, um benefício a ser explorado. Nitidamente problemas de saúde que não incapacitam para a atividade laborativa são considerados motivo de ausência ao trabalho.

Vendo que é facil se afastar do trabalho por motivo de saúde, doentes ou não, os empregados sabem da vantagem em visitar o médico por qualquer motivo. É uma afirmação rude, politicamente incorreta, criticavel pelos médicos, mas existem empregados em condições de trabalho que estão afastados por motivo de saúde.

Como forma de reduzir o atrativo dos dias de licença dos que estão "aparentemente" doentes sugiro:
  1. Desvincular a lotação de retorno dos empregados do benefício com a lotação da entrada. Criar dúvida sobre a nova lotação eliminando a garantia de retorno para a gerência de origem.
  2. Definir quantidade máxima de empregados com laudo temporário nas gerências. Empregados além da quantidade estabelecida seriam transferidos para órgão centralizador.
  3. Definição de órgão centralizador com apoio médico , psicológico e assistente social para tratar os casos de perto, caso a caso. Este órgão centralizador seria responsável pela execução de atividades operacionais compatíveis com o estado de saúde de seus empregados

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Pilares de uma Diretoria

Três coisas devem acontecer simultaneamente em uma Diretoria:

A gestão de informações, ou a gestão do passado, que reúne as atividades de coleta e tratamento de dados e a transformação destes em informações fidedignas, não complexas e úteis para tomada de decisão. A gestão do presente que concentra a soma de todos os pequenos problemas rotineiros que em conjunto podem trazer grandes preocupações. Finalmente, a gestão do futuro que é a busca constante e incansável de oportunidades de melhoria para que o presente seja tranquilo e o passado reflita boas ações.

Cada uma destas dimensões deve ser tratada por profissionais, ou grupo de profissionais independentes mas com forte interação. A mesma pessoa não conseguirá de forma plena pensar em passado, presente e futuro.

Legado da Visita do COI



(Mensagem para os Gerentes de Departamento)
Parabéns!

Vocês, seus encarregados e garis conseguiram mais uma vez responder de forma primorosa a uma demanda extremamente importante da Cidade do Rio de Janeiro. Da mesma forma que eventos como o Carnaval, o Reveillon, a visita da comissão de avaliação do Comitê Olímpico Internacional mostrou a capacidade de mobilização e ação da COMLURB.

No entanto, apesar do sucesso, devemos aproveitar a oportunidade para analisar o que existe de diferente entre o serviço executado nestes momentos primorosos e na rotina do dia a dia.

Porque a mesma equipe que desenvolve um trabalho tão bom quando existe urgência e relevância não mantém o ritmo na rotina do dia a dia?

Nos eventos como o Carnaval, Reveillon, visita do COI observamos:
  • Os Gerentes utilizam meios de fazer com que os encarregados e garis percebam a urgência e relevância do evento.
  • Os Gerentes supervisionam pessoalmente os serviços.
  • Os Encarregados supervisionam pessoalmente a trabalho dos garis que permanecem no local de trabalho, empenhados na execução dos serviços.
  • Os recursos materiais são explorados ao máximo.
  • É dada atenção aos detalhes como "matinho", "bigode", varrer com a vassoura baixa para remover também a poeira e terra
Da mesma forma que os grandes eventos precisamos de forma urgente e relevante melhorar a qualidade dos nossos serviços, principalmente das áreas verdes já assinaladas.

Recebemos todos os dias a visita de pessoas mais importantes que os membros do COI:
O Cidadão Carioca!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

250109


Após dez anos como gerente em Irajá aceitei o convite para ser Assessor Chefe da Diretoria de Serviços Sul da Comlurb. Depois de tantos anos na mesma função certamente estaria no principio de um inevitável declínio remoendo as mesmas idéias com outros nomes.

Ser gerente é como ser um capitão, está com a tropa; conversa com os trabalhadores. Ser um Diretor, acredito, é como ser um oficial general, decide pela tropa, estabelece estratégias. No meio dos dois, distante tanto do convívio da tropa quanto das decisões estratégicas, está o coronel, o Assessor.

Gastei algum tempo e energia para tentar entender a nova função. Acostumado a ter o monopólio da autoridade, agora em uma posição intermediária, como preposto da autoridade do Diretor, estou em um ambiente totalmente novo.

Praticamente um novo emprego! Um verdadeiro calouro, novato! Com aquela sensação que não sabemos o que está acontecendo, desconhecemos o andar das coisas, quais as prioridades e rotinas. Exatamente o que eu sempre quis evitar.

No entanto, é uma excelente posição para aprender como decidir em um nível acima do que estou calejado. Estar distante da tropa e não ter a pressão da decisão sobre a estratégia é a oportunidade de observar e analisar. Utilizar a empatia para avaliar o que faria se estivesse como Diretor e o que eu não faria se voltasse a ser gerente. É uma boa posição para futuramente ser um melhor diretor do que eu seria hoje e, também futuramente ser um gerente mais ponderado.

Vou utilizar este blog para registrar minhas observações e comentários

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lixo, um problema que precisa ser descartado

Publicada em 27/02/2009 às 23h28m O Globo

Apesar do pedido pintado no muro para que as pessoas não joguem lixo na rua, detritos são despejados ao ar livre. Foto: Eurico Dantas - Agência O Globo - Arquivo
RIO - A coleta de lixo no Rio é responsável por um dos melhores indicadores municipais: de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, 99,7% dos lares contam com esse serviço. Mas o Rio Como Vamos (RCV) lembra que a geração e o destino final dos resíduos sólidos da cidade são uma grande preocupação e geram debates calorosos entre governantes e ambientalistas. Para se ter uma dimensão do problema, somente as feiras livres da cidade produzem, segundo a Comlurb, 1.700 toneladas de detritos por mês. É mais do que todo o lixo domiciliar dos bairros de São Cristóvão e Benfica juntos. Na avaliação do RCV, além de pensar em alternativas para que a sujeira não prejudique o meio ambiente, as autoridades precisam incentivar a redução da produção de lixo na cidade.
Pesquisa de percepção encomendada pelo RCV ao Ibope, no ano passado, mostrou que a nota dada para a coleta de lixo no Rio era 8,6, a maior pontuação entre todos os serviços públicos avaliados. Mas a preocupação do carioca com o descarte de seus detritos ainda é pequena: segundo dados da Comlurb, 40% do lixo produzido ainda é jogado nas ruas.
Lixo produzido na cidade aumentou 36% em 12 anos
De acordo com informações coletadas pelo RCV, em 12 anos a média diária de lixo depositado em aterros no Rio aumentou 36%, passando de 6.443 toneladas em 1995 para 8.779 em 2007. Levando-se em conta apenas o lixo domiciliar coletado pela Comlurb, cada carioca gerou em 2007 mais de 20 quilos por mês. Na Região Administrativa (RA) do Centro, que concentra muitos escritórios e restaurantes, foi verificado o maior índice: 74 quilos por mês, ou seja, quase 2,5 quilos por dia.
Entre 2003 e 2007, o Rio teve um crescimento do lixo domiciliar per capita de 8,9%. Agrupando-se os dados pelas Áreas de Planejamento (AP) do município, percebe-se que a AP1 (que engloba as RAs de Centro, São Cristóvão, Rio Comprido, Paquetá, Santa Teresa e Zona Portuária) apresentou o maior crescimento per capita, 21,85%. Já a Zona Norte teve o menor aumento, apenas 1,6%.
- O percentual baixo pode estar relacionado aos lixões a céu aberto, que contaminam o solo e os lençóis freáticos - diz Laura Domingues, coordenadora executiva do RCV.
O lixo coletado no município do Rio é levado para dois aterros: o de Gramacho, em Caxias, e o de Gericinó. Em operação desde a década de 70, o de Gramacho recebe cerca de 6.300 toneladas de detritos por dia, segundo o diretor técnico-industrial da Comlurb, Álvaro Cantanhede:
- Semana passada, recebemos o estudo de uma empresa informando que, mantendo o controle, o aterro de Gramacho poderá ter um prazo útil de cinco anos - disse o diretor.
Coleta seletiva é realizada em 41 bairros do Rio
De acordo com o RCV, uma solução para o destino final do lixo seria a criação do aterro de Paciência, na Zona Oeste. Licitado em 2003, ele ainda depende de liberação da Justiça. Laura Domingues lembra que, em janeiro, o prefeito Eduardo Paes anulou a licitação e criou uma comissão formada por representantes das secretarias da Casa Civil, do Meio Ambiente, de Urbanismo, da Procuradoria, da Controladoria Geral do Município e da Comlurb, para apresentar, em 90 dias, soluções para o destino e o tratamento do lixo. Em campanha, Paes sugeriu levar o lixo para Nova Iguaçu.
- A discussão enveredou por um caminho político e o desejável seria a população ter acesso a um parecer técnico sobre o assunto. O lixo é produzido por todos os cidadãos, independentemente do local de moradia, e, neste sentido, deveria haver mais transparência na gestão de resíduos - diz Laura
Atualmente, a Comlurb faz coleta seletiva em 41 bairros da cidade, uma vez por semana. Mas, para o RCV, este número deve aumentar depois que a lei municipal 4.969/08 for regulamentada. O texto diz que todos os geradores de resíduos sólidos devem separar e acondicionar o lixo no local de sua produção, em prazo a ser fixado pelo Poder Executivo, não superior a quatro anos, a partir da publicação da lei. E, nos próximos dias, o Conselho Municipal de Meio Ambiente deverá recomendar ao governo a adoção da coleta seletiva pelos órgãos da administração direta e indireta, num prazo de 180 dias.
- A princípio, tudo o que não é reaproveitado é um desperdício de tudo o que foi empregado na sua produção: matéria-prima, energia, transporte etc. Todavia, há quem questione a adoção da reciclagem. Alguns especialistas dizem: até que ponto as fábricas de reciclagem não poluem mais ou consomem mais energia do que se está economizando? - lembra Laura.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pensamento Tibetano do Século VIII

"Aquilo que algum cretino considera URGENTE é sempre algo que algum imbecil deixou de fazer em tempo hábil e quer que você se esfole para fazer em tempo recorde."

(Rakesheh Vilmiintuchy - Monge Tibetano)