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quinta-feira, 30 de abril de 2009

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Após dez anos como gerente em Irajá aceitei o convite para ser Assessor Chefe da Diretoria de Serviços Sul da Comlurb. Depois de tantos anos na mesma função certamente estaria no principio de um inevitável declínio remoendo as mesmas idéias com outros nomes.

Ser gerente é como ser um capitão, está com a tropa; conversa com os trabalhadores. Ser um Diretor, acredito, é como ser um oficial general, decide pela tropa, estabelece estratégias. No meio dos dois, distante tanto do convívio da tropa quanto das decisões estratégicas, está o coronel, o Assessor.

Gastei algum tempo e energia para tentar entender a nova função. Acostumado a ter o monopólio da autoridade, agora em uma posição intermediária, como preposto da autoridade do Diretor, estou em um ambiente totalmente novo.

Praticamente um novo emprego! Um verdadeiro calouro, novato! Com aquela sensação que não sabemos o que está acontecendo, desconhecemos o andar das coisas, quais as prioridades e rotinas. Exatamente o que eu sempre quis evitar.

No entanto, é uma excelente posição para aprender como decidir em um nível acima do que estou calejado. Estar distante da tropa e não ter a pressão da decisão sobre a estratégia é a oportunidade de observar e analisar. Utilizar a empatia para avaliar o que faria se estivesse como Diretor e o que eu não faria se voltasse a ser gerente. É uma boa posição para futuramente ser um melhor diretor do que eu seria hoje e, também futuramente ser um gerente mais ponderado.

Vou utilizar este blog para registrar minhas observações e comentários

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lixo, um problema que precisa ser descartado

Publicada em 27/02/2009 às 23h28m O Globo

Apesar do pedido pintado no muro para que as pessoas não joguem lixo na rua, detritos são despejados ao ar livre. Foto: Eurico Dantas - Agência O Globo - Arquivo
RIO - A coleta de lixo no Rio é responsável por um dos melhores indicadores municipais: de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, 99,7% dos lares contam com esse serviço. Mas o Rio Como Vamos (RCV) lembra que a geração e o destino final dos resíduos sólidos da cidade são uma grande preocupação e geram debates calorosos entre governantes e ambientalistas. Para se ter uma dimensão do problema, somente as feiras livres da cidade produzem, segundo a Comlurb, 1.700 toneladas de detritos por mês. É mais do que todo o lixo domiciliar dos bairros de São Cristóvão e Benfica juntos. Na avaliação do RCV, além de pensar em alternativas para que a sujeira não prejudique o meio ambiente, as autoridades precisam incentivar a redução da produção de lixo na cidade.
Pesquisa de percepção encomendada pelo RCV ao Ibope, no ano passado, mostrou que a nota dada para a coleta de lixo no Rio era 8,6, a maior pontuação entre todos os serviços públicos avaliados. Mas a preocupação do carioca com o descarte de seus detritos ainda é pequena: segundo dados da Comlurb, 40% do lixo produzido ainda é jogado nas ruas.
Lixo produzido na cidade aumentou 36% em 12 anos
De acordo com informações coletadas pelo RCV, em 12 anos a média diária de lixo depositado em aterros no Rio aumentou 36%, passando de 6.443 toneladas em 1995 para 8.779 em 2007. Levando-se em conta apenas o lixo domiciliar coletado pela Comlurb, cada carioca gerou em 2007 mais de 20 quilos por mês. Na Região Administrativa (RA) do Centro, que concentra muitos escritórios e restaurantes, foi verificado o maior índice: 74 quilos por mês, ou seja, quase 2,5 quilos por dia.
Entre 2003 e 2007, o Rio teve um crescimento do lixo domiciliar per capita de 8,9%. Agrupando-se os dados pelas Áreas de Planejamento (AP) do município, percebe-se que a AP1 (que engloba as RAs de Centro, São Cristóvão, Rio Comprido, Paquetá, Santa Teresa e Zona Portuária) apresentou o maior crescimento per capita, 21,85%. Já a Zona Norte teve o menor aumento, apenas 1,6%.
- O percentual baixo pode estar relacionado aos lixões a céu aberto, que contaminam o solo e os lençóis freáticos - diz Laura Domingues, coordenadora executiva do RCV.
O lixo coletado no município do Rio é levado para dois aterros: o de Gramacho, em Caxias, e o de Gericinó. Em operação desde a década de 70, o de Gramacho recebe cerca de 6.300 toneladas de detritos por dia, segundo o diretor técnico-industrial da Comlurb, Álvaro Cantanhede:
- Semana passada, recebemos o estudo de uma empresa informando que, mantendo o controle, o aterro de Gramacho poderá ter um prazo útil de cinco anos - disse o diretor.
Coleta seletiva é realizada em 41 bairros do Rio
De acordo com o RCV, uma solução para o destino final do lixo seria a criação do aterro de Paciência, na Zona Oeste. Licitado em 2003, ele ainda depende de liberação da Justiça. Laura Domingues lembra que, em janeiro, o prefeito Eduardo Paes anulou a licitação e criou uma comissão formada por representantes das secretarias da Casa Civil, do Meio Ambiente, de Urbanismo, da Procuradoria, da Controladoria Geral do Município e da Comlurb, para apresentar, em 90 dias, soluções para o destino e o tratamento do lixo. Em campanha, Paes sugeriu levar o lixo para Nova Iguaçu.
- A discussão enveredou por um caminho político e o desejável seria a população ter acesso a um parecer técnico sobre o assunto. O lixo é produzido por todos os cidadãos, independentemente do local de moradia, e, neste sentido, deveria haver mais transparência na gestão de resíduos - diz Laura
Atualmente, a Comlurb faz coleta seletiva em 41 bairros da cidade, uma vez por semana. Mas, para o RCV, este número deve aumentar depois que a lei municipal 4.969/08 for regulamentada. O texto diz que todos os geradores de resíduos sólidos devem separar e acondicionar o lixo no local de sua produção, em prazo a ser fixado pelo Poder Executivo, não superior a quatro anos, a partir da publicação da lei. E, nos próximos dias, o Conselho Municipal de Meio Ambiente deverá recomendar ao governo a adoção da coleta seletiva pelos órgãos da administração direta e indireta, num prazo de 180 dias.
- A princípio, tudo o que não é reaproveitado é um desperdício de tudo o que foi empregado na sua produção: matéria-prima, energia, transporte etc. Todavia, há quem questione a adoção da reciclagem. Alguns especialistas dizem: até que ponto as fábricas de reciclagem não poluem mais ou consomem mais energia do que se está economizando? - lembra Laura.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Pensamento Tibetano do Século VIII

"Aquilo que algum cretino considera URGENTE é sempre algo que algum imbecil deixou de fazer em tempo hábil e quer que você se esfole para fazer em tempo recorde."

(Rakesheh Vilmiintuchy - Monge Tibetano)