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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Laranja do uniforme dos garis cariocas é estratégia de design contra ‘invisibilidade’

Rafael Rodrigues e Maria del Carmen Zilio, da PVDI Design, dividiram a tarefa de reformular a imagem da Comlurb em 1975

17/05/2015 6:00




Os garis no desfile de 7 de setembro, em 1985 - Divulgação / Comlurb


RIO — O ano era 1975 e a companhia responsável pela limpeza da cidade convivia com um problema: apesar de contar com várias equipes e caminhões trabalhando nas praças e vias públicas, a população carioca não percebia a presença nem dos funcionários, nem dos carros e equipamentos da empresa nas ruas. À noite, eram comuns casos de garis atropelados por não serem vistos pelos motoristas. Como quem não é notado não é lembrado, o prefeito Marcos Tamoio achou que a companhia precisava vencer esta “invisibilidade”. E decidiu usar ferramentas do marketing e do design. Convidou, então, o escritório PVDI Design, do renomado Aloísio Magalhães, para mudar toda a imagem da empresa, que acabara de ser municipalizada.

Depois de visitar depósitos de lixo e acompanhar a rotina de garis pelas ruas, a equipe de designers descobriu que se tratava de uma mera questão de cor. O tom cinzento do tecido do uniforme dos garis e da tinta que recobria os caminhões de coleta de lixo “escondia” a Companhia de Limpeza Urbana do Município (Comlurb). A solução era destacar funcionários e equipamentos com cores mais chamativas. Nascia ali o uniforme laranja dos garis.

Um dos criadores do projeto de nova identidade visual da Comlurb foi o arquiteto e designer Rafael Rodrigues, de 74 anos, que dividiu com a designer Maria del Carmen Zilio, de 70, o desafio de dar uma roupagem moderna à empresa que prestava um serviço nada glamouroso.

— A ideia principal era dar mais segurança para o trabalho deste gari na rua. Criamos algo inovador: os uniformes eram de cor laranja, com faixas brancas nos braços. Como os garis trabalhavam nas ruas varrendo, as duas faixas, com o movimento dos braços deles, faziam uma espécie de sinalização. Isso diminuiu muito o número de acidentes — conta Rodrigues, que começou no escritório PVDI em 1964, como estagiário.



 Em 1973, dupla de garis trabalha com o antigo uniforme cinza, que não se destacava na rua
Paulo Moreira (24/04/1973)

Das pranchetas de Magalhães e sua equipe saiu a programação visual com as novas cores da Comlurb: azul, branco e o inesquecível laranja. Além de algumas inovações que duram até hoje e ajudaram a fixar e a divulgar a marca, transformando a figura do gari num dos símbolos cariocas mais populares do país. Este caso de sucesso é um dos que ilustram o livro “Comlurb 40 anos – uma memória da limpeza urbana”, que conta a história das quatro décadas da empresa, lançado na última sexta-feira.

O projeto previu, também , mudança no estilo dos uniformes, mais adequados ao trabalho nas ruas.

— Anteriormente, todos trabalhavam com o mesmo tipo de uniforme, cinza, de tecido pesado, e com calças compridas. Nos dias de calor, eles sofriam. Criamos quatro ou cinco modelos, incluindo um para os garis que varriam as praias, com bermudas e camisetas em gola V — recorda Maria del Carmen Zilio.


CABINE BRANCA ENCONTROU RESISTÊNCIA

O escritório também mudou a aparência dos caminhões: as cabines foram pintadas de branco e as caçambas, de azul. A ideia inicialmente encontrou resistência entre alguns funcionários.


  Em 1978, a lixeira e o carrinho com o novo logotipo aplicado - Divulgação / Comlurb

— Teve gente que reclamou, alegando que a cabine branca ia ficar suja. Mas um dos encarregados disse que era justamente o contrário: como o caminhão deveria ser lavado todos os dias, a cor branca não ia esconder a sujeira e os funcionários teriam que limpar bem as cabines — conta o designer, um dos sócios do PDVI Design.

Numa estratégia de marketing, depois que o projeto foi aprovado a companhia agiu rápido para que a nova cara da Comlurb fosse logo percebida.

— Eles mandaram pintar os 500 caminhões em tempo recorde e, em cerca de duas semanas, as ruas foram tomadas pelos veículos com novas cores e novo logotipo — diz.

Segundo Vinícius Roriz, presidente da Comlurb, nesses últimos 40 anos o projeto conceitual de Aloísio Magalhães e sua equipe foi mantido.

— Foram feitas apenas algumas adequações e modernizações. As faixas brancas dos uniformes, por exemplo, agora são em tecido com material reflexivo, que não existia na época.


UNIFORME VIROU MARCA REGISTRADA

O uniforme laranja deu tão certo, que virou marca do gari carioca. Nos últimos 40 anos, algumas mudanças, no entanto, precisaram ser feitas, seja por questões de segurança ou para aumentar o conforto dos profissionais. Em 1998, as faixas brancas, que só existiam nos braços, passaram a ser aplicadas nas barras das calças. E o tecido passou a ser reflexivo, aumentando a visibilidade do gari à noite.

O presidente da Comlurb, Vicente Roriz, lembra que em 1993, em função do crescimento da cidade, a companhia decidiu usar a cor laranja nas caixas coletoras de rua e contêineres, ajudando a dar maior visibilidade também aos equipamentos de limpeza urbana:

— Antes, tínhamos aquelas lixeiras azul de metal, chumbadas no chão. Quando começamos a usar lixeiras de plástico, presas em postes, começamos a usar as de cor laranja.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

E a águia pousou!

No domingo dia das mães os profissionais da OGE foram desafiados em uma missão inusitada:
Apoiar a Secretaria de Conservação – SECONSERVA na construção de um heliponto de 5.000 m2 capaz de receber dois helicópteros  VH-34 Super Puma da comitiva presidencial programada para a inauguração de um conjunto habitacional. Além disso, realizar a limpeza do terreno e entorno, para evitar acidentes com o deslocamento de ar provocado pela aeronave. 

Utilizando caminhões para transporte de agregado, mortoserras, roçadeiras e muita disposição em ajudar as retroescavadeiras e o trator de esteira da Conservação, o local do pouso estava pronto, em menos de 36 horas!

O pouso foi tranquilo e o evento um sucesso.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

‘Laranjões’ da Comlurb começam a tomar as ruas da cidade

Mulher usa o novo contêiner da Comlurb na Lapa: até o fim do ano serão instalados 4.800 na cidade

Mulher usa o novo contêiner da Comlurb na Lapa: até o fim do ano serão instalados 4.800 na cidade 

Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo
RIO — Desde a última terça-feira, algumas ruas no Centro começaram a receber contêineres laranjas da Comlurb para depósito de lixo doméstico. Depois de uma fase de testes feita no ano passado no Jardim Oceânico, na Barra, e nas comunidades de Manguinhos e do Jacarezinho, a companhia iniciou o programa de expansão dos “laranjões” — que comportam até 900 quilos de lixo —, para mais bairros do Rio. Segundo o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz, até o fim de maio, serão 2.000 na cidade, e o número deve aumentar 140% até o final deste ano, chegando a 4.800.

— No Jardim Oceânico, não houve diferença em relação à coleta que já fazíamos antes. Mas os testes em comunidade se mostraram excelentes para o novo modelo. Decidimos, então, privilegiar comunidades e bairros onde há grande circulação de pessoas para continuar o programa — disse Roriz, sem especificar exatamente as áreas que receberão contêineres nas próximas semanas.

As novas lixeiras servem tanto para material descartado em sacolas plásticas quanto para pequenas embalagens. Para abri-la, basta pisar na haste de metal na parte de baixo da lixeira. Caminhões adaptados com um braço mecânico esvaziam os recipientes três vezes por semana, e um veículo especial é responsável por limpá-los a cada sete dias.

De acordo com as pesquisas internas da Comlurb, no Jacarezinho e em Manguinhos o indicador de limpeza passou de 30 para 60 (numa escala que vai de 0 a 100). Nos últimos meses, também receberam contêineres as favelas da Rocinha, Cidade de Deus, Gardênia Azul e Maré. A distribuição foi de acordo com critério de avaliação interno.

— Nossa prioridade será as Zonas Norte e Oeste. Vamos continuar monitorando a cidade, para que a expansão ocorra de forma distribuída e ordenada — completou Roriz.

Mas as novas lixeiras já começam a provocar polêmica. Como alguns contêineres foram instalados sobre as calçadas, em lugares como a Rua do Resende, no Centro, quase não sobra espaço para os pedestres circularem. Ali, o depósito virou um trambolho. A lojista Ilda Gomes, que trabalha na região, diz que depois da instalação do contêiner a limpeza melhorou, mas faz ressalvas em relação ao tamanho da peça.

— Eu achei a nova lixeira muito grande. Mas, pelo menos, resolveu o problema. Como o caminhão do lixo não tem hora para passar, às vezes as sacolas de lixo nas calçadas se abriam. Agora não temos mais esse problema — disse Ilda, contando que prefere ter que desviar da lixeira na calçada a ver o lixo espalhado na rua.

A Comlurb não revela o valor do investimento feito para a instalação dos contêineres. A empresa afirma que o novo sistema vai permitir o ganho de produtividade no recolhimento de lixo, já que exigirá um número menor de funcionários na coleta de sacolas com material descartado.



Foto durante o teste de campo em 2013


terça-feira, 5 de maio de 2015

Atenção com a Manutenção Preventiva de Motores dois Tempos



Compra de combustível  (Deve ser responsabilidade de Encarregado)

1 - Adquirir combustível somente em postos com qualidade comprovada e preferencialmente sempre no mesmo posto.

Manuseio de combustível (Deve ser responsabilidade de Encarregado)

1 – Na mistura de gasolina e óleo, utilizar a relação 25 unidades de gasolina para uma unidade de óleo (um copo de 200ml de óleo para cada 5 litros de gasolina).
 Obs. NA DÚVIDA EXCEDER NO ÓLEO

2 - Utilizar recipientes rígidos com tampa de rosca.     
Obs.  Se utilizar garrafa PET remover a proteção plástica do interior da tampa

3 - Sacudir recipientes de armazenamento de combustível misturado que sobrou no dia anterior para evitar decantação.

4 - Juntar combustível misturado que sobrou no dia anterior com o combustível misturado no dia.

5 - Procurar misturar somente a quantidade para consumo diário.

Abastecimento da máquina (Gari)

1 - Sacudir vigorosamente o recipiente de combustível antes de abastecer, para homogeneizar a mistura.

2 - Limpar tampa do tanque de combustível para evitar queda de sujeira no tanque.

3 - Encher o tanque por completo

Operação em campo (Gari)

1 - Utilizar preferencialmente lâmina para mato e nylon para acabamento e sarjeta.

2 - Verificar comprimento do fio de nylon (um fio de nylon não poderá ultrapassar a saída do outro fio)

3 - Para cada hora trabalhada a máquina deve ser desligada por dez minutos.

Lavagem e limpeza da máquina (Gari)

1 - Drenar o combustível existente no tanque para o recipiente de armazenamento.

2 - Lavar em água corrente da mesma forma que se lava um carro (com a máquina fria).      
Obs. Evitar água na saída da descarga e no carburador.

3 -  Secar com pano, estopa ou jornal

4 - Ligar a máquina por cinco minutos

Lubrificação semanal da caixa da engrenagem (Deve ser responsabilidade de Encarregado)

1 - Remover parafuso da caixa de engrenagem e introduzir graxa no orifício do parafuso (utilizar graxeira ou tubo de Catchup com graxa).
Obs. Utilizar graxa a base de LÍTIO de multiplas aplicações

Limpeza semanal do  filtro de ar (Deve ser responsabilidade de Encarregado)

1 - Remover filtro de ar e lavar com água corrente.

2 - Secar o filtro com com pano limpo ou jornal                                                                                       Obs. Não utilizar estopa





sexta-feira, 17 de abril de 2015

Improviso na limpeza de peixes mortos

Percebendo que somente remover os peixes mortos das margens da Lagoa Rodrigo de Freitas seria um trabalho prolongado pois muitos peixes estavam ainda no espelho d´água, surgiu a idéia de utilizar uma rede de pesca especialmente confeccionada para puxar os peixes mortos para um local de melhor operação de remoção.

A rede foi tecida manualmente durante a noite e pelo motorista Jorge da Silva Rocha, o Cicicnho, em sua residência em Pedra de Guaratiba. O equipamento estava pronto para ser utilizado na manhã de sábado.







Com embarcações da Federação de Remo do Estado do Rio de Janeiro FRERJ e equipe bem disposta da OGE foi possível utilizar a rede tecida de véspera na coleta de peixes mortos no espelho dágua da lagoa Rodrigo de Freitas.











A iniciativa ofereceu a oportunidade de abrir uma nova frente de trabalho com a remoção dos peixes que chegavam a margem e também buscando embarcado os que continuavam flutuando nas águas. 





No mesmo fim de semana que iniciamos a utilização da rede de pesca especialmente tecida para recolher peixes mortos flutuando os ECOBOAT chegaram para operação na Lagoa Rodrigo de Freitas.

É claro que a produção de um ECOBOAT é imbatível diante da operação artesanal que estávamos fazendo manualmente. No entanto, no início da mortandade, a utilização de uma rede de arrasto pode ser a primeira resposta eficaz e barata à uma situação que pode evoluir para a necessidade de uma embarcação de maior porte.

Enquanto os ECOBOATS não chegam ou, até mesmo, permanecem. O empenho manual artesanal de empregados totalmente focados e dedicados como os garis da OGE podem fazer alguma diferença1


quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mortandade de Peixes

A equipe da OGE foi chamada a ajudar a remoção de peixes da margem da Lagoa Rodrigo de Freitas atuando no trecho entre o clube Caiçaras e e o Parque da Catacumba



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Carrinho duplo de Varrição

Este é um protótipo de carrinho duplo de varrição - lutocar duplo - utilizando dois contêineres plásticos de 120 litros em uma estrutura metálica com roda de bicicleta. 

O carrinho duplo de varrição existe em operação em algumas cidades na Europa. O objetivo deste tipo de carinho é reduzir a quantidade de pontos de disposição de sacos da varrição para obter ganhos no tempo de coleta.

Não foi bem recebido pelos trabalhadores pois o peso do primeiro contêiner cheio deveria ser movimentado durante todo o enchimento do segundo contêiner. 






Carrinho duplo em Madri - espanha

segunda-feira, 30 de março de 2015

Implantação de Coleta Automatizada




Matando a curiosidade

Nosso primeiro "Cliente"



Funcionário de conjunto habitacional transportando lixo domiciliar para o container metálico




terça-feira, 10 de março de 2015

Em 2014, São Bernardo do Campo inaugurou duas Centrais de Triagem operacionalizadas por cooperativas de catadores.


Com quase 812 mil habitantes, o município vem avançando fortemente em seu programa de coleta seletiva: o sistema porta a porta, que começou a ser implantado em junho de 2013, já cobria 100% da área urbana em dezembro do ano passado.

“Quando iniciamos o processo, tínhamos cerca de 0,8% de materiais triados por meio da coleta seletiva e alcançamos hoje 4%, com meta de chegar a 10% até o final de 2016”, diz Mauricio Cardozo, diretor de Limpeza Urbana da cidade. “A coleta é realizada por uma empresa escolhida por processo licitatório que presta serviço à prefeitura através de uma Parceria Público-Privada (PPP). Já a triagem e a comercialização dos recicláveis são feitas por duas cooperativas de catadores, a Cooperluz e a Reluz, que revertem a renda aos seus cooperados.”



O sistema deu um salto em fevereiro do ano passado, quando foi inaugurada a primeira Central de Triagem para receber, sobretudo, papel, plástico, metal e vidro, com capacidade para 25 toneladas por dia.
A expansão da coleta porta a porta ampliou a necessidade de triagem dos recicláveis. Por esse motivo, em dezembro, foi inaugurada a segunda Central - desta vez, com capacidade para 100 toneladas diárias.

Uma vantagem da reciclagem é reduzir os custos do manejo dos resíduos sólidos, uma vez que o lixo recolhido em São Bernardo do Campo é enviado a um aterro privado na cidade de Mauá. “Entre as maiores conquistas da coleta seletiva, estão a conscientização das pessoas para uma questão vital, a redução dos resíduos dispostos em aterros e a geração de trabalho e renda para pessoas de baixo poder aquisitivo”, resume Mauricio Cardozo, diretor de Limpeza Urbana do município

quinta-feira, 5 de março de 2015

Esse Barco Também é seu!


Indubitavelmente, um livro brilhante e inspirador. Um livro que fala de pessoas, dos potenciais dessas pessoas e como um ambiente adequado somado a uma liderança inspiradora podem mudar realidades.

Um dos melhores livros sobre liderança de todos os tempos!

Um livro que exemplifica e teoriza sobre práticas implementadas (e validadas) de maneira esclarecedora. As lições de liderança do capitão D. Michael Abrashoff são inspiradoras. Elas provam que se ele conseguiu implementar as suas práticas em uma estrutura altamente hierarquizada como a Marinha Americana, qualquer líder – de verdade – poderá implementá-las em qualquer organização, privada ou pública, do mundo.








Resenha:

O livro ‘Este barco também é seu’ (D. Michael Abrashoff, Ed. Cultrix, 200 páginas) é um relato riquíssimo de uma experiência rara: a adoção, por iniciativa do oficial superior a bordo, de técnicas de gestão participativa em um navio de guerra da marinha norte-americana durante o conflito do Iraque.

A experiência durou 20 meses. Abaixo, a descrição dos resultados e comentários sobre os princípios cultivados pelo Capitão Mike no USS Benfold que o levaram a alcançar um nível de liderança raro em situações-limite, baseados na inspiração, no exemplo e na comunicação, e não na escala hierárquica e no poder formal.

Ao assumir o comando do USS Benfold, Abrashoff encontrou uma embarcação com todos os recursos tecnológicos que poderia desejar, mas com baixa produtividade. O pessoal era disciplinado, mas sem iniciativa nem motivação para ir além de seguir ordens. Mas ao invés de seguir o caminho usual de organizações fortemente hierárquicas (como a Marinha), ele optou por fazer algo diferente: ouvir a tripulação diretamente, buscar suas sugestões sem filtros corporativos, e fazer o possível para implementá-las em busca dos melhores resultados.

Em poucos meses, o quadro mudou radicalmente: o navio continuava tendo tecnologia de ponta, obviamente, mas a tripulação passou a ser confiante, motivada a solucionar problemas, disposta a tomar iniciativas e assumir responsabilidade pelos seus atos. O lema do USS Benfold passou a ser “Este barco também é seu!”, e rapidamente a embarcação passou a ser considerada modelo de eficiência em todos os indicadores e todos os níveis hierárquicos navais.

Os princípios de liderança que Abrashoff valorizou são apresentados ao longo do livro, mas vale mencionar alguns deles:

Ver o navio pelos olhos da tripulação: buscando sugestões diretamente dos marinheiros, Abrashoff pôde perceber que o moral da tripulação era reduzido pelo excesso de tarefas ineficientes e de baixo ou nenhum valor agregado que a tradição manda continuar sendo feitas sempre da mesma forma antiga. Ao modernizar estas tarefas, substituí-las ou mesmo eliminá-las, o capitão não apenas motivou seu pessoal, como ainda conquistou sua confiança e inspirou o restante dos oficiais a também ouvir atentamente o input que vem das equipes – ou seja, liderou pelo exemplo, e não pela autoridade do cargo.

Informar propósito e significado: Mike percebeu que quanto mais frequente e detalhadamente ele providenciava para a tripulação como um todo estar informada dos seus objetivos e planos que não fossem secretos, melhor era o desempenho de cada um, pois sabiam a razão de estarem realizando suas tarefas, e podiam alinhar suas decisões operacionais aos planos táticos e mesmo estratégicos. Além disso, quando se percebe o objetivo final, cada um pode entender a importância de realizar a sua tarefa específica.

Atenção à demanda interna e investimento no pessoal: Após vários contatos com seus tripulantes, o capitão acabou percebendo que uma grande causa de frustração para grande parte deles seria não poder realizar os exames de conhecimentos que os estudantes dos EUA realizam ao final do colegial. Apesar de ter estudado e se preparado, a tripulação agora estava em pleno Golfo Pérsico. Sabendo disso, e calculando adequadamente o valor que esta iniciativa teria para a motivação de todos, Abrashoff fez vir dos EUA um oficial apto a realizar estes exames, e os marinheiros puderam prestá-lo, mesmo estando a 60km da costa do Iraque.

Depois de reduzir enormemente os custos – principalmente por ouvir com atenção os seus técnicos, e autorizá-los a não seguir à risca os manuais burocráticos oficiais de procedimentos – e obter os mais altos indicadores de toda a frota, o período do Capitão Abrashoff à frente do USS Benfold merece estudo e reflexão, pois é um exemplo que prova que até mesmo nas forças armadas é possível aplicar amplamente a gestão participativa, e que demonstra mais uma vez o retorno obtido por buscar liderar sua equipe, e não apenas comandá-la – não importando se as batalhas que você luta são no mar, em terra, na Internet ou no mercado.

Em resumo, além de ser um exemplo de liderança inspirador, os resultados alcançados pelo USS Benfold devem ser vistos com muita atenção por quem tem sob seu comando qualquer organização administrada de maneira rígida por razões históricas.


Autor: D. Michael Abrashoff / Editora Cultrix ° Amana-Key

quarta-feira, 4 de março de 2015

Coleta Automatizada na DSO


Timoneiros e Remadores

A primeira vez que eu vi um container do tipo Themac foi em 1997 

Estava evidente o quanto o sistema de coleta automatizado seria útil para nosso trabalho 

Somente em 2010 surgiu a oportunidade de estudar a viabilidade do equipamento. 

Agora em 2015 tenho a felicidade de ver o primeiro cronograma de instalação na Zona Oeste!

Vamos usar o sistema automatizado melhor que qualquer um!

Confio no empenho e dedicação de todos os envolvidos em concretizar esse, posso dizer, sonho operacional.

Muito Obrigado!
Gustavo Puppi

Roma - 1997


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Comlurb recolhe mais de mil toneladas de lixo no carnaval do Rio








A Comlurb recolheu 1.129,84 toneladas de lixo durante o carnaval no Rio de Janeiro. Do total de lixo produzido, o carnaval de rua superou o dos desfiles das escolas de samba fechando com 639,54 toneladas, contra as 465,79 toneladas coletadas na Marquês de Sapucaí, Terreirão e ruas de acesso ao Sambódromo. Nos desfiles da Intendente Magalhães, na Zona Norte, 24,51 toneladas de resíduos foram recolhidas, informou a Comlurb nesta segunda-feira (23).
O Cordão da Bola Preta, com mais de um milhão de foliões, foi o bloco que gerou mais lixo, 28,6 toneladas, seguido do Tamo Junto in Folia, com 20 toneladas e o Simpatia É Quase Amor, com 12,75 toneladas. Os blocos que desfilaram depois da quarta-feira de cinzas geraram 27,73 toneladas de lixo. O Monobloco alcançou 15,23 toneladas, Mulheres de Chico com 1,7 toneladas seguidas do Quizomba com 800 kg.

A Comlurb havia preparado um grande esquema de trabalho para este ano, com 1.060 trabalhadores, por dia, em toda a cidade, exclusivamente para limpar as ruas após as passagens dos blocos e demais locais onde aconteceram as festas da folia. Foram utilizados caminhões compactadores, varredeiras, caminhões pipa e Kombi lava jato, abastecidos com água de reuso, e equipamentos no apoio ao serviço.


Em toda a área do Sambódromo, 621 garis, que se revezaram em três turnos, limparam a Sapucaí, arquibancadas, pistas, concentração, dispersão, postos de saúde, Terreirão do Samba e todo o entorno.
Em apoio à limpeza, as equipes do programa Lixo Zero realizaram a fiscalização durante a dispersão em diversos blocos por toda a cidade. O resultado foi a aplicação de 2.557  infrações, sendo 1035 multas por urina em lugar impróprio, 40 % do total, e as demais por descarte irregular de lixo, desde o dia 12 ao dia 22 de fevereiro com o encerramento do carnaval.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Rio entra em estado de atenção com previsão de forte chuva

A aproximação de uma frente fria e a formação de um sistema de áreas de baixa pressão devem provocar chuva e rajadas de vento fortes à tarde


A cidade do Rio de Janeiro entrou em estágio de atenção no início da manhã de hoje (5), com a aproximação de uma frente fria e a formação de um sistema de áreas de baixa pressão, que devem provocar chuva e rajadas de vento fortes no período da tarde.

O estágio de atenção é o segundo nível em uma escala de três e significa a possibilidade de chuva moderada, ocasionalmente forte.

De acordo com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o Rio está em uma situação melhor que a da chuva registrada em 2010, mas algumas regiões da cidade preocupam com possibilidade de alagamentos.

“Em 2010 não tínhamos centro de operações, meteorologista, radar, não tinha um monte de coisas que nós temos hoje, então o impacto obviamente era maior, mas acho que a situação melhor não é a ideal. A Praça da Bandeira é uma área de muito risco, de muita possibilidade de alagamento, a Tijuca é a mesma coisa. As obras do Rio Joana não estão concluídas ainda, quer dizer, é um conjunto de intervenções de complexidade enorme. Se for olhar na praça de Niterói tem três piscinões quase prontos, mas não estão concluídos”, disse Paes.

Segundo o prefeito, é fundamental que os moradores acreditem nas sirenes. As pessoas que estão em área de risco devem sair das suas casas e irem para uma base de apoio em local seguro.

Paes também alerta a população para que evitem colocar o lixo na rua antes do caminhão passar, pois aumenta a possibilidade de enchentes. O prefeito alertou para as pessoas evitarem o contato direto com os postes ou qualquer objeto que possa estar energizado.

De acordo com o meteorologista do Sistema Alerta Rio, Pedro Jordam, a chuva se dá pela formação de um sistema de baixa pressão e um pequeno ciclone está próximo do litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo.

A formação desse sistema vai aumentar a condição de instabilidade no sómente no estado do Rio, mas no sul dos estados de São Paulo e de Minas Gerais.

“A previsão é de pancadas de chuva forte, ocasionalmente muito forte, a partir do período da tarde. O cenário previsto para o final do dia tem potencial para provocar impactos semelhantes as chuvas que ocorreram na cidade do Rio em abril de 2011 e dezembro de 2013”, explicou Jordam. 

Prefeito Eduardo Paes dá coletiva sobre preparativos para enfrentar temporal (Foto: Mariucha Machado/G1)
Prefeito Eduardo Paes dá coletiva sobre preparativos para enfrentar temporal (Foto: Mariucha Machado/G1)

Enquanto o COR alertava, as pessoas da Oeste Limpa se preparavam:

Equipes da OGE ficaram estacionadas de prontidão na Av. Brasil, Av. das Américas e Campo Grande para entrar em ação quando necessário.

Equipes das Gerências de Serviço interromperam a roçada e alguns roteiros de varrição para intensificar a limpeza de ralos em pontos com risco de ocorrência de bolsões.

As guarnições de coleta domiciliar foram reforçadas para dar mais velocidade na retirada de lixo dos logradouros.






Beach Tech 2000 em Maceió

28/01/2014 - 15:36

EQUIPAMENTO recolheu 70 toneladas de resíduos em três semanas



Em operação há três semanas, a limpadora de praia adotada de modo pioneiro no Brasil pela Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) já removeu 70 toneladas de resíduos durante o seu período de funcionamento.
 “O equipamento tem atendido bem às expectativas. Ele tem conseguido retirar da faixa da areia tanto o resíduo pequeno quanto o grande”, avalia Gustavo Novaes, superintendente da Slum.
Fabricado com tecnologia alemã, o modelo Beach Tech 2000 realiza o serviço de limpeza e higienização da faixa de areia de modo mais eficiente que outros dispositivos utilizados anteriormente. A máquina puxada por um trator recolhe o lixo a até 30 centímetros de profundidade e possui capacidade de armazenar um metro cúbico e meio de resíduos.
Outro diferencial está na capacidade de revolver a areia para além da superfície, mas reter apenas os resíduos – inclusive os de menor tamanho e volume – e retornar a areia de volta à praia. Deste modo, outra consequência positiva está na redução dos custos de limpeza, uma vez que a máquina retira o mínimo de areia possível durante a operação.
“Isso tem nos ajudado também a pensar no redimensionamento do efetivo de limpeza de praia”, informa Gustavo Novaes. “Dos 72 agentes que atuam na praia, 16 deles também trabalham na faixa de areia. Temos conseguido uma redução da necessidade de atuação deles na área onde o equipamento tem atuado”, complementa o gestor.
Além de ter atuado bem na faixa de areia mais molhada – algo que não ocorria com a máquina de fabricação nacional –, o equipamento também se mostrou eficiente na remoção do sargaço. E mais: de acordo com o fabricante, a Beach Tech tem a capacidade de higienizar a areia da praia após três meses de utilização contínua.
“Há uma satisfação grande das pessoas. Temos ouvido elogios dos barraqueiros da região em razão da qualidade de limpeza da areia”, comemora o superintendente. “Em uma das nossas visitas, os barraqueiros pedem que a máquina passe antes na faixa de areia para eles instalarem as barracas e cadeiras e assim ajudar a atrair os clientes”, finaliza.

Prefeitura do Rio anuncia plano para enfrentar impactos urbanos


Do G1 Rio
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A Prefeitura do Rio apresentou, nesta quinta-feira (22), o plano 'Rio Resiliente', que pretende transformar a cidade em um centro de prevenção de problemas urbanos e mudanças climáticas. O projeto é pioneiro e pretende atuar a partir de quatro princípios: mudanças climáticas, gestão, comportamento resiliente e resiliência sócio econômica.

Mais de 100 funcionários da Prefeitura elaboraram um documento que prevê medidas nestes quatro campos. Entre as iniciativas mapeadas estão a construção dos "piscinões" na Grande Tijuca contra riscos enchentes; mapeamento de riscos em encostas; implantação de sirenes em 103 comunidades, entre outras.

"Nós não estamos dizendo que o Rio está preparado para qualquer fenômeno natural ou que estamos resolvendo todos os problemas. O que nós buscamos é minimizar os impactos na cidade. O que a resiliência nos ensina é como diminuir os impactos na vida das pessoas" disse o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Outro ponto abordado na cerimônia foi a continuidade em projetos resilientes que já foram iniciados no Rio. De acordo com o Chefe Executivo de Resiliência e Operações da cidade, Pedro Junqueira, a cidade já investiu mais de R$ 4 bilhões desde 2009.

"Estamos muito empolgados com esse projeto. Nós realizamos um completo diagnóstico do Rio de Janeiro e resiliência é vida. Para os riscos que não conhecemos ainda, estamos abertos para ideias para poder controla-los. Temos também que dar continuidade com o que já foi feito, já são mais de 100 ações", disse Junqueira.