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quarta-feira, 30 de junho de 2010

CONTAINER NA VARRIÇÃO - Idéia Questionável





O "Lutocar" (Little + car) é um carrinho das dimensões adequadas para um saco plástico, com dispositivos de transporte de ferramentas, rodas de fácil rolamento e alças que possibilitam sua movimentação de forma ergométrica.

É um equipamento simples, bem bolado, muito utilizado (exemplos de Paris e Buenos Aires), ideal para coleta dos resíduos de varredura.

No "tupiniquins", com a desculpa de que era necessério economizar saco plástico, alguém resolveu abolir o "lutocar" (veja exemplo) e substituí-lo por um container plástico de 240 litros.




O container plástico de 240 litros, projetado originalmente para acondicionar lixo domiciliar e ser movimentado somente entre a moradia e o caminhão, não tem dispositivos para transporte de ferramentas, não tem rodas de fácil rolamento, não tem alças ergométricas que facilitam a movimentação e, coisa de cretino, não economiza saco plástico pois o varredor continua usando a mesma quantidade de sacos que usaria em um "lutocar" para acondicionar o lixo de sua varredura. Além do complicador de não ter as dimensões para receber um saco plástico sendo necessário usar "preguinhos" para prender o saco no lugar!

O Dilema da Limpeza

 Tendo como base o Dilema dos Prisioneiros, onde a racionalidade individual entra em choque com a racionalidade coletiva, podemos apresentar o Dilema da Limpeza.


Tanto para a COMLURB quanto para a população temos duas estratégias possíveis: não cooperar para o bem público, neste caso, não limpar, ou cooperar e limpar. A combinação destas estratégias fornecem quatro situações possíveis.

A primeira combina a estratégia de não cooperação tanto da COMLURB quanto da população. Temos a completa ausência de Limpeza Urbana que pode ser visualizada após alguns dias de greve dos empregados.

Combinar a estratégia de não cooperação da COMLURB com a cooperação da população se justifica em áreas urbanas consideradas particulares. Quando acontece em local público, a população toma a iniciativa da ação coletiva por ausência do poder público. Há uma inversão de valores como quando se contrata uma firma de segurança para patrulhar o quarteirão.

Mais coerente com a realidade temos a terceira combinação de estratégias. A cooperação da COMLURB e a não cooperação da população. A Limpeza Urbana é obtida mas, como a disposição do lixo é desordenada e não padronizada, não há como otimizar o uso dos meios (caminhões e mão de obra) resultando em um serviço caro e com baixa qualidade.

A meta, portanto é a quarta opção conciliando a cooperação da COMLURB com a da população. Definindo procedimentos, padrões e normas que envolvam população e COMLURB pode-se obter a Limpeza Urbana de forma eficaz e com alta qualidade.

A COMLURB, por missão e profissionalismo, utiliza a estratégia da cooperação descartando as duas primeiras combinações. O Dilema da Limpeza fica reduzido, portanto, a decisão da população em cooperar ou não com a Limpeza Urbana.


Surge a figura do carona (free rider), o cidadão que não coopera por saber que a COMLURB fornecerá Limpeza Urbana com ou sem sua cooperação. O Paradoxo do Vizinho agrava a situação pois pensamos que sempre ele, o vizinho, é que deve cooperar, uma vez que ele é sempre o responsável.

"Na obtenção de um bem coletivo, o indivíduo racional prefere a força da união ao seu esforço isolado, mas prefere ainda mais a primeira hipótese sem a sua participação, pois com isso pode obter benefício sem custos". ( Orestein, 1993, p.63)

O Paradoxo do Vizinho

Porque limpar se ninguém suja?

“O paradoxo do brasileiro é o seguinte. Cada um de nós isoladamente tem o sentimento e a crença sincera de estar muito acima de tudo isso que aí está. Ninguém aceita, ninguém agüenta mais; nenhum de nós pactua com o mar de lama, o deboche e a vergonha da nossa vida pública e comunitária. O problema é que, ao mesmo tempo, o resultado de todos nós juntos é precisamente tudo isso que aí está! A auto-imagem de cada uma das partes – a idéia que cada brasileiro gosta de nutrir de si mesmo – não bate com a realidade do todo melancólico e exasperador chamado Brasil”.( Fonseca, 1993, p.12)

O “Paradoxo do Brasileiro” apresentado por Eduardo Giannetti Fonseca em seu livro ”Vícios Privados, Benefícios Públicos? A Ética na Riqueza das Nações” pode ser traduzido para a Limpeza Urbana como o Paradoxo do Vizinho:

Quem joga o lixo na rua é sempre o outro. Este é o Paradoxo do Vizinho. Quando uma pessoa comenta sobre a existência de lixo em algum lugar sempre acusa o vizinho, ou populares. Quanto a ela mesma, sempre exemplo de boa educação, afirma que nunca jogou lixo na rua e que chega a ter o cuidado de guardar o papel de bala no bolso para jogá-lo na lixeira de casa!

Se todos afirmam que não jogam lixo na rua porque existe lixo na rua? Quem, senão o mal educado do vizinho, jogou o sofá rasgado na esquina? Quem, senão os malditos populares, que jogam latinhas de refrigerante pela janela de automóveis e ônibus?

A soma dos comportamentos individuais supostamente bem educados é de 3000 toneladas diárias de lixo jogadas desordenadamente na rua.

A cooperação obtida por incentivo, ou coerção, deve necessariamente envolver todo cidadão, mesmo os que, agarrados ao Paradoxo do Vizinho, já contribuem para manter a cidade limpa.

Cooperação da População

O lixo é fornecido pela população, a Limpeza Urbana é fornecida pela Cidade. Como a capacidade de produzir lixo é potencialmente maior que a de limpar é necessário haver cooperação da população para que a Cidade consiga cumprir seu papel de forma eficiente.

Quem trabalha com Limpeza Urbana já enfrentou a lógica do “eu posso sujar porque existe o gari para limpar”. Em outras palavras, se a Cidade é a responsável por fornecer o bem público da Limpeza Urbana então, como cidadão, não preciso fornecer também. Esta lógica egoísta pode parecer agressiva, mas é verdadeira. Se não, porque, das 7.800 toneladas de lixo e de resíduos produzidos diariamente em toda a cidade do Rio de Janeiro, 40% são retirados das ruas?
Portanto, para produzir Limpeza Urbana é necessário, além da ação eficaz e eficiente da Cidade, uma forte cooperação da população em produzir o seu lixo de forma ordenada e de acordo com os meios operacionais existentes.
Esta cooperação, por ser um problema de ação coletiva, é obtida por incentivo, e a instalação de papeleiras é um bom exemplo, ou, na pior das hipóteses, por coerção através de autos de infração.

“Em sua formulação olsoniana, temos um problema de ação coletiva quando tal ação é requerida para a produção de algo que pode ser formalmente definido como um bem público”. (Santos, 1989, p.23)

“De acordo com a lógica utilitarista da ação coletiva, os bens públicos não serão providos na ausência de coerção ou de incentivos seletivos, a menos que o grupo seja pequeno”. (Santos, 1989, p.24)

MELHORIA DE ASSIDUIDADE DE TRABALHADORES DE LIMPEZA URBANA


ANÁLISE DE DIMENSIONAMENTO DE FROTA DE CAMINHÕES

TRABALHO FINAL DE CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL - 2008

The paper aims demonstrating how the concepts of the Coefficients of Flow Variation K1, K2 and K3 used in sewage systems design may be adapted to define the Coefficients of Variation of Solid Waste Generation which will be used to consider the weekly and yearly periodicity variation in the estimation of the future generation of solid waste and evaluate the loading capability of the trucks fleet destined to the transport such waste.

O trabalho tem como objetivo demonstrar como os conceitos de Coeficientes de Variação de Vazão K1, K2 e K3 utilizados em projeto de sistemas de esgoto podem ser adaptados para definir Coeficientes de Variação de Geração de Resíduos Sólidos que serão utilizados para considerar a sazonalidade semanal e anual na estimativa da geração futura de resíduos sólidos e avaliar a capacidade de carga da frota de caminhões destinada ao transporte destes resíduos.

MÉTODO DE ANALISE E DIMENSIONAMENTO DE FROTA



CONECTIVIDADE GERENCIAL

GESTÃO INTEGRADA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

EAD – ENSUR / UNICOM

CONECTIVIDADE GERENCIAL

Rede de relacionamentos de uma gerência de serviços

Janeiro 2005

Este trabalho apresenta de forma introdutória a operacionalização da dinâmica da conectividade em uma organização em rede em contraste com uma estrutura hierárquica comumente encontrada.

Levaremos o leitor a perceber a importância de manter e diversificar uma rede de contatos e seu reflexo na busca de melhoria de resultados operacionais indo além de habilidades e recursos próprios.

O que pensar de um administrador público que não obtém resultados simplesmente porque não lhe foi disponibilizado todos os recursos e habilidades necessários para a condução de um serviço ou projeto?

Indivíduos trabalhando juntos com o mesmo objetivo realizam coisas além da soma dos esforços de cada um, é o que faz o trabalho em equipe ir além do limite esperado. Trabalhar em parceria trás para a Administração Pública a capacidade de fazer mais com menos sendo, portanto, um caminho para vencer o desafio constante de ter menos trabalhadores, equipamentos, suprimentos para atender as crescentes demandas.

Nas páginas a seguir teremos dois momentos distintos: Primeiro uma passagem no conceito de dinâmica da conectividade e organizações em redes para depois transferir o que foi abordado para uma visão próxima a um Gerente de Serviços de uma empresa de limpeza urbana.


CONECTIVIDADE GERENCIAL

CONECTIVIDADE GERENCIAL - A rede de relacionamentos de uma gerência de serviços

terça-feira, 29 de junho de 2010

CIDADANIA, ESTADO E LIMPEZA URBANA

Junho 2001

Cidadão é o “indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado, ou no desempenho de seus deveres para com este”. O modo como o indivíduo percebe seus direitos e deveres dependerá diretamente do princípio de legitimação do Estado. Definindo cidadania como o modo com que o indivíduo percebe sua relação com o Estado podemos descrever uma forma de cidadania para cada diferente princípio de legitimação do Estado.

Hoje em dia o cidadão tem direito a um logradouro livre de resíduos, organizado, agradável aos sentidos, por outro lado, tem o dever de não sujar este mesmo logradouro. Esta via de mão dupla, pela ótica da Limpeza Urbana, é uma dimensão da cidadania. Como seria encarada a Limpeza Urbana, pelo Estado e pelo indivíduo, em um mundo de Hobbes ou Locke? Usando como cenário a Limpeza Urbana discutiremos ao longo do texto, para alguns clássicos da Teoria Política Moderna, a relação entre cidadania – como o indivíduo percebe o Estado - e a produção de um bem público.

CIDADANIA, ESTADO E LIMPEZA URBANA

Cidadania Estado e Limpeza Urbana by Gustavo Puppi on Scribd

VIATURA SATÉLITE EM GENOVA


LIXO INVISÍVEL








Nos "tupiniquins" tudo deve aparentar que não existe geração de lixo, da mesma forma, os procedimentos de manejo dever ser totalmente imperceptíveis. Tudo relativo ao lixo deve ser invisível como se o resíduo fosse automaticamente desintegrado no momento que é gerado.
Veja como somos educados... Nossa sociedade é limpa porque não vemos o lixo!

Gerar lixo é inerente à sociedade. Os procedimentos para o acondicionamento, transporte e destino final são, portanto inerentes à sociedade que gera o resíduo. Tranqüila é a sociedade que reconhece isso e não se sente agredida com a imagem do lixo.

Como nas fotos anexadas de pontos de lixo na Itália em uma área residências. O lixo é gerado e colocado em containers que ficam nos logradouros. Não estão escondidos! Não são recolhidos para fora do logradouro! Em algum momento um caminhão vai esvaziá-los e transportar os resíduos para o destino final...

PONTOS DE ENTREGA VOLUNTÁRIA




Exemplos de Pontos de Entrega Voluntária em França

CIDADES SATÉLITES DO DISTRITO FEDERAL



Visitando algumas cidades satélites do Distrito Federal percebi algumas coisas consideravelmente diferentes do que estou acostumado no Rio de Janeiro.

Por ser uma “cidade” planejada, na verdade uma Região Administrativa do Distrito Federal, fica evidente a configuração de grandes avenidas paralelas onde o comércio deve se estabelecer, logradouros bem pavimentados que ligam transversalmente estas avenidas servindo de acesso logradouros menores, mas igualmente bem pavimentados, onde fica a área residencial. Como se o miolo entre as avenidas morassem as pessoas e nas avenidas existisse o comércio formal, isso porque onde deveria existir somente residências acaba surgindo pequenos comércios informais.
Os logradouros são bem pavimentados, com boa sarjeta e drenagem, mas é evidente que a ocupação é esparsa deixando muita área verde entre as avenidas e ruas. São logradouros para o futuro que aparentemente está longe de chegar.

Para varrer os quilômetros e mais quilômetros de sarjeta o trabalho é realizado sempre em dupla com um trabalhador varrendo e outro trabalhador coletando para lutocar com saco plástico. Espera-se que cada dupla faça 4,8 Km por jornada de 07 às 15h20minh de segunda a sábado. Existe o tempo improdutivo de distribuição desse contingente usando caminhão e ônibus e depois o tempo de recolhimento deste pessoal. Por volta das 14h30min vi grupos de trabalhadores juntos parados esperando a condução.



Nos descampados não ocupados entre os logradouros trabalhadores catam o lixo “branco” com espetos acondicionando os resíduos em sacos plásticos. Cada equipe de “catadores” é composta de 10 empregados. Este serviço é importante para o aspecto de limpeza da área. Pelo que vi algum trecho pode até ficar sem varredura, mas não deve ficar sem o “catador”.


Existem também grupos de trabalhadores “especializados” em pintura de meio fio para realizar teoricamente uma pintura anual em toda a extensão de sarjeta da área. Cada equipe de “pintores” é composta de 18 empregados. Apesar de não ser prática na Cidade do Rio de Janeiro, considero a pintura de meio fio interessante para dar um aspecto de limpeza em logradouros de áreas menos ocupadas. No Rio de Janeiro áreas mais para zona Norte e Oeste.

Concluindo a organização dos trabalhadores temos as turmas de “diversos” que executam tudo que os outros não fazem e praticam “mutirões” de limpeza principalmente em logradouros que ligam as “cidades”. Esse pessoal também executa capina para evitar que as sarjetas fiquem pesadas para os varredores.

Enfim, varredor, “carrinheiro”, catador, pintor e “diversos”, muita especialização para o que no Rio de Janeiro resume-se ao gari que faz tudo.

Esta divisão de tarefas antes de ter um motivo operacional atende ao motivo financeiro, pois o serviço é pago em Km varrido para o caso de varredura e Homem Apresentado para os demais serviços. O varredor deve varrer para garantir a fatura, mesmo que exista capim ou algum ralo sujo pelo caminho, estas coisas são para outras pessoas e outras faturas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Cariocas insistem em jogar lixo nas ruas

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1202390-7823-CARIOCAS+INSISTEM+EM+JOGAR+LIXO+NAS+RUAS,00.html


O teste foi feito em uma rua de cada região da cidade. A experiência mostra a importância de jogar os detritos nas lixeiras e o volume de papéis e embalagens retirados das ruas.

Folia gera 760 toneladas de lixo

A Comlurb recolheu 760,5 toneladas de lixo na Operação de Carnaval, desde a última sexta-feira e até a manhã de ontem. A quantidade de lixo aumentou 61,88 toneladas em relação ao ano passado, isso sem contar o Desfile das Campeãs de 2010, que acontecerá neste sábado. Participaram da operação especial de Carnaval 938 garis.

Para o assessor chefe da Diretoria de Serviços Sul da Comlurb, Gustavo Puppi, o aumento do lixo ocorre em razão do aumento do número de blocos – neste foram regularizados na prefeitura 461. Ele ressaltou que apesar do crescimento no volume, os foliões este ano pareceram mais educados.

– A verdade é que a festa foi maior, e quanto mais gente, mais consumo, o que se reflete na geração de detritos. Mas reparamos que as pessoas estão mais conscientes dos seus deveres cívicos, e jogando o lixo no lugar certo – afirma.

Os lugares com maior quantidade de lixo recolhido foram o Sambódrom e o Terreirão do Samba, com 341,81 toneladas. No entorno dos dois lugares, foram retiradas mais 264,8 toneladas. Já os blocos foram responsáveis por 264,78 toneladas de resíduos, sendo 72,77 toneladas apenas na terça-feira.

A ação de limpeza da Comlurb se concentrou nas áreas do Sambódromo, no Centro, na Estrada Intendente Magalhães, em Campinho (Zona Norte), onde desfilaram as Escolas de Samba dos grupos C, D e E; além das áreas onde saíram os principais blocos carnavalescos da cidade.

Para aliviar o odor provocado pela urina dos foliões, a Comlurb utilizou pulverizadores em forma de mochila, que têm capacidade de armazenar 12 litros de solução de eucalipto.

– Embora este ano a oferta de banheiros públicos tenha sido maior, algumas pessoas acabam fazendo na rua. Mas a repressão também foi maior, e a própria conscientização do folião foi importante – observa Gustavo Puppi.

A repressão citada por Puppi foi responsável pela prisão de 302 pessoas durante o Carnaval. Desse total, 13 eram mulheres e 9, estrangeiros.

Para suprir a necessidade dos foliões apertados, foram instalados 4 mil banheiros químicos em diversos pontos da cidade.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quase 300 pessoas foram presas por urinar nas ruas do Rio

Paulo Virgílio, Agência Brasil
RIO - O número de pessoas presas por urinar nas ruas da cidade chegou a 277 no fim da tarde de hoje (16).
Os fiscais da Secretaria Especial da Ordem Pública, da prefeitura, encarregados de fazer o controle urbano durante o carnaval detiveram na madrugada de hoje 17 pessoas fazendo xixi em público na Lapa, entre eles dois cabos da Marinha do Brasil e um turista peruano.
De manhã, durante o desfile do bloco Carmelitas, no bairro de Santa Teresa, foram presas 26 foliões. Todos os detidos foram conduzidos às delegacias da cidade sob a acusação de ato obsceno e enquadrados no Artigo 233 do Código Penal.
Os chamados “mijões” não são o único alvo dos fiscais do Choque de Ordem neste carnaval. Nas imediações do Sambódromo foram detidos na madrugada passada cinco cambistas que vendiam ingressos para o desfile das escolas de samba do Grupo Especial. Os cinco foram conduzidos à delegacia da área e tiveram os ingressos apreendidos.
Na Praia de Ipanema, outra equipe do Choque de Ordem recolheu hoje 30 barracas de acampamento que ocupavam irregularmente a faixa de areia entre os postos 8 e 9. As barracas eram usadas por ambulantes para estocar produtos vendidos nos desfiles de blocos carnavalescos, principalmente os programados para passar pela orla. As mercadorias apreendidas foram levadas para depósitos da prefeitura.
12:55 - 17/02/2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Foliões reclamam da falta de banheiros químicos

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1212340-7823-FOLIOES+RECLAMAM+DA+FALTA+DE+BANHEIROS+QUIMICOS,00.html

Eles dizem que a quantidade é pequena e que há muita sujeira dentro das cabines. Os foliões têm que ter paciência nas filas. Segundo a prefeitura, 4520 banheiros foram instalados neste carnaval.

Desfiles terminam, trabalho continua

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1492768-9097,00-DESFILES+TERMINAM+TRABALHO+CONTINUA.html

O desfile ainda nem tinha acabado e eles já estavam a postos. É a turma que faz a desmontagem dos carros alegóricos. Muitos começaram a trabalhar bem antes de a escola entrar na Avenida. E, quando o dia clareou, bateu o cansaço.

Mas sempre aparece um colega para animar a turma e lembrar o que eles mais desejam: voltar para o desfile das campeãs. É um trabalho pesado e que o grande público não vê, mas que a paixão pela escola recompensa.

E não é só a equipe da montagem dos carros que pega no batente. “Enquanto o lixo não acaba, nosso trabalho não acaba”, diz um gari.

A missão deles: deixar tudo limpo até as 14h, quando começa a preparação para os desfile das escolas do grupo de base.

Só hoje, os garis já retiraram do sambódromo quase 32 toneladas de lixo

Agências internacionais destacam campanha de limpeza nas praias cariocas

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1212396-7823-AGENCIAS+INTERNACIONAIS+DESTACAM+CAMPANHA+DE+LIMPEZA+NAS+PRAIAS+CARIOCAS,00.html

O mundo está de olho no Rio de Janeiro. A cidade vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. E é cada vez mais destaque no noticiário internacional.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Assista ao trailer de Lixo Extraordinário (Waste Land)

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1210153-7822-ASSISTA+AO+TRAILER+DE+LIXO+EXTRAORDINARIO+WASTE+LAND,00.html

Documentário de João Jardim, Karen Harley e Lucy Walker. O filme relata a trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Garis se esforçam para deixar as ruas limpas após a passagens dos blocos

Os profissionais que trabalham na Comlurb, a companhia de limpeza urbana do Rio de Janeiro, trabalham duro após a passagem dos foliões para acabar com a sujeira.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Lixo deixado nas ruas provoca estragos na cidade

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1205342-7823-LIXO+DEIXADO+NAS+RUAS+PROVOCA+ESTRAGOS+NA+CIDADE,00.html

O RJ foi a quatro ruas, em quatro cantos da cidade fazer o teste do lixo. Depois de um período de oito horas, sem que ninguém varresse, a quantidade recolhida chegou a quase meia tonelada.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Acúmulo de lixo provoca problemas em vários bairros do Rio

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1204546-7823-ACUMULO+DE+LIXO+PROVOCA+PROBLEMAS+EM+VARIOS+BAIRROS+DO+RIO,00.html

O lixo é um problema comum no Rio de Janeiro. O acúmulo de sujeira entope bueiros, além de se tornar ambiente favorável para a procriação de ratos. E os próprios moradores são os responsáveis.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Blitz da Guarda Municipal sobre panfletos

A situação dos camelôs que saem correndo quando a fiscalização chega se repete com quem distribui panfletos na cidade. Eles ficam livremente nas calçadas, mas panfletar é proibido, porque suja as ruas. Hoje (3), o RJTV acompanhou uma blitz da Guarda Municipal.

http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1474854-9097,00-BLITZ+FISCALIZA+PANFLETAGEM+NAS+RUAS+DO+CENTRO+DO+RIO.html

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Reboque para lavagem de logradouro


Acredito em em Limpeza Urbana a versatilidade dos veículos é fundamental para conseguir atender múltiplas tarefas. A locação de um furgão para carregar um conjunto de bombona e máquina lava a jato torna o veículo muito específico para uma única atividade. Por outro lado, o uso de reboques especialistas transforma o veículo em um equipamento multi função. No caso da foto o reboque faz exatamente o papel do furgão com lava a jato com a vantagem que a pick-up pode ser usada para outra atividade quando não estiver lavando logradouro.

Placa de identificação de coleta


Placa identifcando o roteiro e turno em um compactador no centro de Buenos Aires. Curioso mas sem razão operacional prática.

Trator Compactador AGRALE

Teste de Micro-trator compactador





Trata-se de um teste em um microtrator com caçamba que permite alguma compactação. Apesar da necessidade de algumas melhorias e ajustes como aumentar a altura de descarga para possibilitar a vazamento em cixas ou outros compactadores da mesma forma que faz o "satélite", o equipamento é melhor ue o atuais tratores com reboque usados em comunidades carentes.

A utilização e viaturas menores "puxando" os resíduo de locais de movimentação restrita aos caminhões convencionais certamente deveria ser mais explorada na cidade do Rio de Janeiro. No entanto, o custo de locação de um mini-basculante "satélite" ou um equipamento como neste teste chega a valores semelhantes ao de um caminhão inviabiliza a novidade operacional

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Final de feira livre


A foto antiga de 1997 mostra o estado do Campo de Fiori em Roma após a feira livre no local. Os resíduos espalhados, barracas desmontadas e água pelo chão são praticamente idênticas as feiras livres na Cidade do Rio de janeiro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Aumento na Capacidade de Roçada

Interessado em aumentar sua capacidade de roçada, mas não tem máquina suficiente?

Aproveite o horário de verão

Coincidentemente o horário de verão também é o período onde existe maior demanda para roçada da área verde.

Como existe luz de 7:00h as 19:00h é possível programar dois turnos de roçada da seguinte forma:
Multiplique por 0,75 a quantidade de máquinas normalmente existentes em uma turma para obter a quantidade de máquinas em operação nos dois turnos

Por exemplo – 5 máquinas x 0,75 = 3,75 máquinas que arredondando são 4 máquinas para manhã e as mesmas quatro máquinas para a tarde. Sobrou uma máquina para fazer outro serviço.

Monte uma turma de roçada iniciando as 07:00h e terminando as 13:00h com a quantidade de máquinas calculada acima

Monte uma segunda turma de roçada iniciando as 13:00h e terminando as 19:00h com a mesma quantidade de máquinas da turma da manhã

Mantenha as máquinas no campo e troque as turmas utilizando ônibus ou doblô. Com isso você garante a permanência da primeira turma até o final do expediente e inicia o trabalho da segunda turma de forma mais eficiente dando continuidade ao serviço.

Repense, redimensione, reorganize.
Você vai conseguir dobrar sua produção!

Serviço de Domingo

Todos os recursos empenhados no serviço de domingo são caros. Caros porque se paga extra na viatura e no gari. Mesmo que a viatura seja compensada ou o gari receba folga durante a semana, existe algum prejuízo na rotina semanal.

Analise: 

O que está sendo feito no domingo não poderia estar sendo feito durante a semana com um pouco mais de organização e empenho?
Estou simplesmente repetindo no domingo o que sempre foi feito desde sempre? 


Assuma como padrão: 

O serviço de domingo deve ser criteriosamente planejado considerando o alto custo e o retorno esperado. Ou seja, fazer o que realmente é necessário e importante utilizando o mínimo de recursos possível. 

Considere: 


  1. Ênfase da varredura nos logradouros principais que realmente recebem carga de resíduos. 
  2. Passagem de varredura por logradouros secundários somente onde houver concentração de lixo (sem varrer toda a extensão da sarjeta). 
  3. Roteiros específicos somente para coletar papeleiras 
  4. Uso intensivo de uma mesma viatura realizando múltiplos tipos de serviços em diversos locais. 
  5. Uso racional de mão de obra na feira. (a feira é um poço sem fundo, quanto mais gari se escala mais é necessário)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Advertência Sobre Papeleiras



Determine que os empregados em coleta domiciliar e remoção de lixo público coletem as papeleiras que encontrarem cheias

Determine que os garis de varredura das principais com varredura diária façam repasses específicos em papeleiras.

Utilize garis com laudo médico com restrições aptos a atividades semelhantes a coleta de papeleiras em horários diferentes que os varredores. Faça-os produtivos!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Ex-prefeito de Bogotá come papel da lixeira

Publicada em 27/11/2009 às 23h34m

O Globo
O ex-prefeito de Bogotá Antana Mockus está no Rio para mostrar a experiência bem-sucedida do Programa Cultura Cidadã da capital colombiana, que pressupõe, entre outras coisas, a participação popular em ações como evitar jogar lixo nas ruas, que ajudam a administrar e a melhorar a cidade.
O ex-prefeito afirmou, numa entrevista coletiva, que é preciso fazer com que as pessoas aceitem as regras sociais:
- A fronteira entre o limpo e o sujo é cultural. Se você está fazendo a refeição e uma migalha cai na sua gravata, nada te impede de comê-la. Mas você come o chiclete que está na lixeira? E não é só porque é sujo, mas é uma regra social não comer da lixeira. Quando a regra social é não jogar lixo no chão, elas não fazem isso - disse ele, que pegou um pedaço de papel na lixeira e comeu.

Rio combate emissões de gases-estufa

Publicada em 27/11/2009 às 23h34m

O Globo
Também nesta sexta-feira, Paes anunciou as medidas que serão tomadas para impedir que a emissão de gases-estufa do município na atmosfera quase dobre até 2020. Hoje, das 20 milhões de toneladas de CO2 emitidos pelo Rio, 73% vêm de resíduos sólidos e do sistema de transporte. Entre os projetos implantados até o fim de 2012, estão a expansão, em 200 quilômetros, da malha cicloviária, e a implantação da coleta seletiva de lixo em toda a cidade.
A Zona Norte também ganhará o Programa 15 Minutos Verde - o título deve-se ao tempo máximo que separará qualquer casa da região de uma praça. Para garantir o cumprimento da iniciativa, a cidade ganhará 1.500 hectares de área verde. Novos parques serão abertos à população, inclusive no Complexo do Alemão e em Manguinhos.

Carioca que ajudar na limpeza poderá ter desconto do IPTU

Publicada em 27/11/2009 às 23h34m
O Globo
RIO - Na ofensiva contra o lixo nas ruas do Rio, a prefeitura poderá lançar mão do espírito bairrista dos cariocas ou mesmo oferecer vantagens para os contribuintes que ajudarem a diminuir a sujeira nas ruas. O prefeito Eduardo Paes disse nesta sexta-feira que, entre as medidas estudadas para estimular os moradores a contribuírem para a limpeza, está a de conceder descontos de IPTU para os proprietários de imóveis da região que conseguirem alcançar metas de asseio.
Outra ideia em análise é garantir uma verba, num valor ainda não definido, para realizar uma obra que poderá ser escolhida pelos moradores da localidade que obtiver os melhores índices estabelecidos pelo lixômetro - uma espécie de monitoramento que passará a ser feito pelo município sobre a quantidade de detritos despejada em ruas, praças e outras áreas públicas da cidade.
A decisão sobre qual a melhor forma de incentivo para reduzir a quantidade de lixo nas ruas será anunciada dentro do planejamento estratégico do Rio, que será lançado em 7 de dezembro.

Prefeitura decide implantar aterro em Seropédica em 2011

Publicada em 25/09/2009 às 00h06m
O Globo


RIO - Depois de mais de uma década de buscas por uma solução para o lixo do Rio - tempo em que a cidade assistiu ao fechamento várias vezes do já saturado aterro de Gramacho, durante a Guerra do Lixo, e à polêmica sobre a implantação de um espaço para a deposição dos detritos em Paciência -, a prefeitura bateu o martelo e implantará em Seropédica, na Baixada Fluminense, o novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da cidade. Ele será gerenciado pela empresa Júlio Simões, vencedora da licitação feita em 2003 para a construção do aterro de Paciência. O novo contrato, que deverá ser formalizado em 30 dias, prevê que a Júlio Simões cobre pelo transporte e pela deposição do lixo os mesmos valores do antigo contrato, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) dos últimos seis anos. O contrato de 2003 previa que a Comlurb pagaria à empresa mais de R$ 1 bilhão em 15 anos pelo descarte.

As alternativas para o lixo do Rio foram enumeradas num relatório feito por um grupo de trabalho criado em janeiro pelo prefeito Eduardo Paes. Formado por representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Urbanismo e Casa Civil, da Comlurb, da Controladoria e da Procuradoria do Município, o grupo estudou quatro opções de novos aterros: além de Seropédica, foram avaliados uma área em Campo Grande, a Cidade dos Meninos (em Duque de Caxias) e o CTR já em funcionamento em Nova Iguaçu. O relatório será publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial.

O terreno em Seropédica faz divisa com fazendas, uma área de pedreira e um pequeno pedaço do bairro do Chaperó. A área fica a oito quilômetros da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O acesso se dá pela Avenida Brasil e pela antiga Estrada Rio-São Paulo. No futuro, o mesmo poderá ser feito ainda pelo Arco Rodoviário do Rio. Localizado em Área de Especial Interesse Sanitário e Ambiental, criada por lei municipal aprovada no ano passado, o terreno já teve seu licenciamento ambiental pedido. A previsão é que o início da implantação se dê no primeiro semestre do ano que vem, começando a operar de fato um ano depois.

O Rio produz diariamente 9.068 toneladas de lixo, sendo que a maior parte (4.298 toneladas ou 47,3%) é domiciliar. O restante reúne lixo público recolhido nas ruas, restos da construção civil, detritos de grandes geradores (como indústrias) e lixo hospitalar. Os detritos são despejados em Gramacho, que recebe a maior quantidade, com 6.471 toneladas por dia (71%), Gericinó (2.111 toneladas ou 23%) e no Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu (486 toneladas ou 6% do total).

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Rio Branco, a passarela dos porcalhões no Rio

Publicada em 26/11/2009 às 23h21m
O Globo
Bubeiro entupido com lixo: sem risco para as mulheres com vestido / Foto: Márcia Foletto - O Globo
RIO - Quando o prefeito Eduardo Paes cumprir a ameaça de suspender a limpeza das praias por um dia, o carioca já sabe que vai tropeçar num mar de coco na areia. E um dia sem gari na Avenida Rio Branco, no Centro? O resultado, possivelmente, será um oceano de papéis sobre o asfalto e as calçadas, a maioria panfletos de propaganda distribuídos ao longo da via. São pelo menos 50 pessoas fazendo esse trabalho sujo, anunciando lojas de roupas, lançamentos imobiliários e, principalmente, "dinheiro fácil". Muitos pedestres dispensam os panfletos. Entre os que aceitam, o destino final do papel é quase sempre o chão.
- É só um papelzinho, não suja a rua. Pior são as latas e garrafas PET jogadas no meio da rua - justificou o comerciário Gustavo Paiva, de 32 anos.
A avenida é limpa a cada quatro horas, por dez garis, que recolhem diariamente uma média de 580 quilos de resíduos, em seis varreduras. Mas a Comlurb não sabe dizer quanto desse lixo estava no chão. Isso porque o mesmo gari que varre a avenida esvazia as 94 cestas coletoras distribuídas ao longo da via.
Preocupado com a presença da imprensa tentando flagrar pessoas jogando panfletos no chão, um guarda municipal disse:
- Acho que distribuir esses papéis é proibido - comentou com o guarda ao seu lado, deixando o local em seguida.
De fato é proibido. Distribuir panfletos de propaganda em via pública é vetado pelo artigo 51 da Lei de Limpeza Urbana, de setembro de 2001. Muito antes, a Lei de Publicidade, de novembro de 1992, já proibia a prática. Para quem faz a coisa certa e joga o lixo na lixeira, acabar com a ilegalidade seria o primeiro passo para reduzir a sujeira.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Durante e logo após uma chuva forte


Não adianta usar gari em varredura na sarjeta, pois o mais importante é retirar o lixo acumulado nas grelhas e eliminar água empoçada em logradouro como forma de garantir o funcionamento do Sistema de Drenagem.

Repense, redimensione, reorganize.

1. Chuva não é sinônimo de interrupção das atividades dos garis
2. Faça com que os garis retirem folhas e lixo que foram carreados para as grelhas
3. Faça com que os garis empurrem água empoçada para um ponto de escoamento
4. Limpe as caixas de ralos que apresentaram maior problema (*)
5. Informe para a Diretoria qualquer interrupção de serviço devido à chuva
6. Informe para os órgãos de Conservação sobre obstrução de galerias


(*) As limpezas rotineiras de caixas de ralo contribuem para a eficácia do Sistema de Drenagem e deve ser realizada independente da chuva. Limpar caixas de ralo porque está chovendo é a mesma coisa que colocar cadeado no portão depois do roubo

Eduardo Paes vai retirar garis das praias em dia surpresa

Publicada em 25/11/2009 às 18h15m

Isabela Bastos - O Globo

Lixo recolhido ao fim de um dia de praia em Ipanema / Foto da leitora Neira Nery Cardoso
RIO - Com o argumento de que quer que o carioca seja confrontado com o lixo que produz, o prefeito Eduardo Paes disse, na manhã desta quarta-feira, que ordenará à Comlurb que não faça a limpeza das praias do Rio em um domingo de sol. A prefeitura recolherá os garis da orla em uma data surpresa, fazendo com o que o lixo deixado pelos banhistas fique nas areias até o dia seguinte. Paes disse que pretende adotar a mesma medida na Avenida Rio Branco, em uma segunda data também sem aviso prévio.
- Vou mandar tirar a Comlurb da praia sem aviso para que as pessoas vejam a quantidade absurda de lixo produzida - explicou o prefeito.
" Não é possível que as pessoas digam que amam o Rio, que são cariocas da gema, e tratem a cidade com falta de respeito, de educação e de carinho "

Paes disse ainda que, no lançamento do Planejamento Estratégico da cidade, em 7 de dezembro, será lançado um indicador da quantidade de lixo produzida pelos cariocas em cada bairro. O lixômetro vai monitorar a quantidade de detritos recolhida por região. O objetivo é estabelecer metas de limpeza para a população, dentro do planejamento onde são fixadas as metas de governo.
- A comlurb gasta R$ 900 milhões por ano, 70% disso para recolher lixo na rua. Vou diminuir o orçamento ano a ano, porque não é possível que as pessoas digam que amam o Rio, que são cariocas da gema, e tratem a cidade com falta de respeito, de educação e de carinho.
Na segunda-feira, Paes cancelou a medida que previa a proibição da venda de coco verde nas areias das praias do Rio. "As pessoas têm que ser menos porcas e parar de jogar coisas na areia", disse o prefeito, na ocasião. A proibição do coco, que estava em fase de regulamentação e ia começar a vale a partir de 1º de dezembro, havia sido determinada pela Secretaria de Meio Ambiente (SMA) com a justificativa de preservar a saúde dos consumidores e evitar o acúmulo de lixo nas praias.
Outra decisão da prefeitura a respeito da sujeira na cidade foi aumentar o número de cestas de lixo na orlas. As novas cestas receberão apenas materiais recicláveis (papel e plástico) e serão confiadas aos cerca de 900 barraqueiros da orla (entre o Flamengo e o Pontal), que estão sendo recadastrados pela Secretaria da Ordem Pública (Seop).

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Eduardo Paes vai criar “lixômetro”

http://http//rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL1391850-9097,00-EDUARDO+PAES+VAI+CRIAR+LIXOMETRO.html

RJTV 1ª Edição > 25/11/2009

Depois de reclamar que os moradores estão sujando muito a cidade do Rio, especialmente as praias, o prefeito quer conseguir reduzir o gasto com o lixo.

O prefeito Eduardo Paes afirmou que vai lançar o “lixômetro”, através do qual os cariocas vão poder acompanhar se a população está sujando menos ou mais a cidade. No dia 7 de dezembro, serão divulgadas metas para o governo e também para a população. Se conseguir a redução de gastos com o lixo, o prefeito vai usar o dinheiro que a Comlurb gastaria principalmente em saúde.

Eduardo Paes também vai escolher um final de semana – sem avisar – para tirar a Comlurb da praia. O objetivo é mostrar para a cidade como a população está sujando demais as areias e os calçadões.

A prefeitura lembra que o maior gasto da Comlurb é com o lixo jogado na rua: 60%.

Barraqueiros cuidarão da limpeza das praias

Publicada em 24/11/2009 às 23h50m O Globo
No iníco deste ano, grande quantidade de detritos deixada por banhistas não coube na lixeira da Comlurb / Foto: Letícia Pontual - Arquivo
RIO - A prefeitura decidiu aumentar o número de cestas de lixo na orla do Rio numa tentativa de reduzir a quantidade de detritos deixados por banhistas. A novidade foi anunciada um dia depois do prefeito Eduardo Paes afirmar que o morador do Rio suja a cidade. As novas cestas receberão apenas materiais recicláveis (papel e plástico) e serão confiadas aos cerca de 900 barraqueiros da orla (entre o Flamengo e o Pontal), que estão sendo recadastrados pela Secretaria da Ordem Pública (Seop). Para receber as novas licenças, eles terão que se comprometer a manter a areia limpa num raio de pelo menos dois metros de seus pontos.
O plano, que não prevê a coleta de vidro (proibido na areia), está sendo desenvolvido em conjunto pelas secretarias da Ordem Pública e do Meio Ambiente. O secretário de Ordem Pública, Rodrigo Bethlem, explicou que o objetivo é distribuir todas cestas até o fim do verão. Elas deverão começar a ser usadas na Zona Sul a partir de dezembro, com o início da Operação Verão que tentará pôr ordem nas praias. O início das operações da Seop na orla, está previsto para o dia 8 de dezembro.
Atualmente, a Comlurb já mantém 1.400 lixeiras na faixa de areia, com capacidade variando de 120 a 240 litros e mais 1.500 nas calçadas. Na areia, elas estão instaladas a cada 200 metros. Hoje, os barraqueiros também usam cestas e sacos de lixo, mas nem o modelo usado por eles nem o da Comlurb recebem materiais recicláveis.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Folhas em logradouro




Uma vez por ano no final do inverno as folhas de amendoeira caem todas em um curto espaço de tempo. Grandes montes de folhas são encontrados nos logradouros que possuem este tipo de árvore. Como os "tupiniquins" consideram qualquer folha caída como lixo, surgem várias reclamações de ausência de varredura. O serviço é executado o mais rápido possível e tudo vai para o aterro sanitário.
Em Londres no outono também acontece a queda de muitas folhas, daquelas parecidas com o símbolo nacional canadense. A primeira diferença é que o cidadão local não considera a existência de folhas no chão como uma falha do sistema de limpeza urbana, é uma ação da natureza, os parques e ruas cobertos de folhas são atrativos, bonitos e admirados.

Quando as folhas são varridas elas são ensacadas de forma segregada ao lixo de verdade para poderem ser destinadas a uma compostagem.

Eduardo Paes anuncia que mais de mil funcionários da Comlurb serão zeladores da cidade

Publicada em 23/11/2009 às 16h29m O Globo e CBN

Prefeito anuncia que vai revitalizar o píer da Praça Mauá com projeto de arquiteto famoso. Foto: Gustavo Miranda
RIO - Mais de mil funcionários da Comlurb vão virar zeladores da cidade. A medida foi anunciada pelo prefeito Eduardo Paes, em entrevista à rádio CBN, na manhã desta segunda-feira. Na ocasião, Paes também criticou a postura da população do Rio, que que polui o espaço público. O comentário foi feito quando o prefeito falou sobre o fato de a prefeitura ter voltado atrás na decisão de proibir a venda de coco nas areias do Rio . Segundo ele, o coco não é o problema:
- Proibir o coco é tirar o bode da sala. A Avenida Rio Branco é varrida cinco vezes por dia. Isso não existe em nenhum lugar do mundo, e a praia é outro exemplo. A população precisa ter mais educação, higiene e respeito ao espaço público.
Paes elogiou a estrutura organizacional da Comlurb, para justificar por que vai transformar gerentes da companhia em zeladores da cidade.
- Vamos criar, no mais tardar em janeiro, o zelador da cidade. Serão mais de mil pessoas. A Comlurb tem gerentes responsáveis por um conjunto de 30 a 40 ruas. Vamos pegar esses funcionários, aumentar bem o salário, dar um sistema informatizado e acesso ao prefeito. Assim, ele vai olhar e informar numa base de dados da prefeitura onde é que a luz está apagada, por exemplo. A Comlurb tem essa cultura de cuidar do detalhe, passar o cotonete - disse Paes, que também disse ter planos para trazer a cúpula internacional do ambiente para o Rio, em 2012.

Varredeira em Área de Pedestres



As fotos de Sienna e Genova ilustram exemplo de utilização de equipamento de varrição mecanizada em área de pedestres. Podemos observar que as pessoas não se preocupam com a presença da máquina. Aqui no Tupiniquis as pessoas se sentem ofendidas e reclamam pelo fato de estar havendo uma limpeza na presença delas.


Em pesquisa, carioca reconhece ter culpa pela sujeira da cidade

Publicada em 23/11/2009 às 23h50m O Globo
Fábio Vasconcellos

RIO - O carioca se sente incomodado com a poluição de praias e lagoas, além do acúmulo de lixo m ruas e praças. Mas, curiosamente, ele sabe que poderia ajudar a manter a cidade mais limpa. Os dados de uma pesquisa da ONG Rio Como Vamos/Ibope revelam que os moradores do Rio dão as piores notas para a poluição das lagoas (3,6), praias (4,8) e a sujeira das ruas (3,8). Por outro lado, 83% dos entrevistados afirmam que "os cariocas podem contribuir com a limpeza das praias, evitando sujá-las". Apenas 14% consideram que a responsabilidade é apenas da prefeitura.
- Os dados nos levam a crer que o carioca está contribuindo pouco para a limpeza da cidade. Acho até uma injustiça com a Comlurb, que faz um bom trabalho. O carioca critica a sujeira, mas, para ele, é sempre o outro que polui. Se você for no final de um dia à praia, vai notar a impressionante quantidade de lixo deixada pelos banhistas. É um hábito que o carioca tem, de jogar lixo na rua, que ainda não foi superado - diz Rosiska Darcy de Oliveira, presidente do Rio Como Vamos.
No Centro, um homem despeja um copo de café no canteiro de uma árvore / Foto: Marcelo Piu - Arquivo
A pesquisa da ONG foi realizada com 1.358 pessoas, em agosto deste ano, e tinha como objetivo avaliar a percepção do carioca sobre a cidade. A contradição dos moradores, que acham tudo muito sujo e sabem que poderiam colaborar mais com a Comlurb, é facilmente percebida nas ruas. Em julho deste ano, uma equipe do GLOBO percorreu as ruas do Centro e flagrou como é difícil manter os logradouros limpos. Minutos após um gari da Comlurb varrer a Rua São José, por exemplo, uma senhora passou e jogou um guardanapo no chão. Na mesma via, um rapaz engravatado atirou uma embalagem de biscoito ao solo. Outro homem despejou um copinho de café no canteiro de uma árvore.
Um levantamento da Comlurb mostra que, em um mês, canteiros, calçadas e ruas da cidade recebem 7,8 mil toneladas de detritos jogados por pedestres e motoristas. A ouvidoria da Comlurb, por sua vez, recebeu no primeiro semestre deste ano mais de 1,6 mil denúncias de lixo jogado nas ruas. A pesquisa do Rio Como Vamos detectou outra contradição dos cariocas. Para 97% da população, é importante a coleta seletiva de lixo, mas apenas 40% dos moradores afirmam que fazem a separação dos detritos. Os entrevistados deram a maior nota para a qualidade da iluminação pública (5,8) do Rio. Apesar dos problemas da cidade, 64% dos moradores afirmam que moram no Rio por gostar do estilo de vida ou porque nasceram aqui e nunca tiveram vontade de se mudar.

Quais os detalhes a que os novos zeladores da cidade devem mais ficar atentos?



  • Pichação11.11% 11.11%
  • Buracos na calçada10.23% 10.23%
  • Postes sem luz9.94% 9.94%
  • Postes com luz acesa durante o dia1.75% 1.75%
  • Ocupação irregular das calçadas19.01% 19.01%
  • Lixo nas ruas17.54% 17.54%
  • Vazamento de água e esgoto12.87% 12.87%
  • Má conservação dos equipamentos urbanos6.73% 6.73%
  • Falta de lixeiras3.51% 3.51%
  • Ambulantes5.26% 5.26%
  • Poda de árvores2.05% 2.05%

Paes anuncia plano para reduzir gastos com limpeza

Publicada em 23/11/2009 às 23h43m O Globo

    A praia do Leme, com garrafas plásticas abandonadas por banhistas / Foto: Fábio Rossi - O Globo
RIO - O prefeito Eduardo Paes lançou nesta segunda-feira um desafio à população: diminuir o lixo nas praias já no próximo fim de semana. Paes apelou aos cariocas para que tomem a iniciativa de jogar as sobras nas lixeiras e afirmou que, se o apelo não funcionar, não descarta retomar a medida da Secretaria de Meio Ambiente (SMA) de proibir a venda de coco verde pelos barraqueiros nas praias.
" As pessoas têm que ser menos porcas e parar de jogar coisas na areia "

- As pessoas têm que ser menos porcas e parar de jogar coisas na areia. Vamos fazer o seguinte: no próximo fim de semana de praia lotada, ninguém joga o coquinho na areia. Leva para o lixo. Senão, o coco será proibido de novo, como castigo.
Paes disse que irá propor uma meta de limpeza para os cariocas dentro do planejamento estratégico do Rio, que será anunciado em 7 de dezembro. A meta será atrelada a investimentos: o que deixar de ser usado pela Comlurb na limpeza será aplicado em obras, sobretudo na área de saúde.
Secretário vai dar explicações a Paes
A proibição havia sido anunciada pelo Comitê Gestor da Orla e confirmada pelo secretário de Meio Ambiente e vice-prefeito, Carlos Alberto Muniz. Nesta segunda-feira, ele disse que a proibição não tinha como foco principal a questão do lixo, mas sim a saúde dos banhistas. Segundo o secretário, como as barracas não têm ligação de água corrente, não há como garantir um manuseio adequado de alimentos:
- Não era questão de lixo grande ou pequeno. O lixo a Comlurb tira.
Ainda segundo Muniz, o aspecto do lixo na areia era secundário, porque o novo padrão de barracas que será adotado na orla já disporá de contêineres da Comlurb para separação dos detritos. Ele disse que vai procurar Paes para explicar sua ideia.
Uma enquete realizada pelo site do Globo perguntou a opinião dos leitores sobre a proibição e recebeu 1.553 votos. Quase 44% das pessoas responderam que são contrários, porque é delicioso tomar água de coco na praia. Cerca de 26% também não concordaram com a medida, já que o coco é biodegradável. Menos de 25% foram a favor, apoiando o argumento da sujeira que a fruta causa na praia; e 5 % alegram que o coco pode machucar as pessoas na areia.